Presidente da Áustria desiste de participar da COP30 pelos ‘custos altos’ da viagem

Nova York, EUA, 19.09.2023 - Presidente Lula se reúne com o Presidente da República da Áustria, Alexander Van der Bellen, na sede das Nações Unidas, Nova York, EUA. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Crise na organização da conferência climática em Belém expõe dificuldades logísticas e ameaça a participação de delegações internacionais.

O presidente da Áustria, Alexander Van der Bellen, anunciou que não estará presente na COP30, que será realizada em Belém, no Pará, devido aos elevados custos envolvidos na viagem.

A decisão foi comunicada pelo gabinete presidencial austríaco, que destacou a necessidade de contenção de despesas diante de um orçamento restrito. As informações são do jornal O Globo.

“Os custos particularmente altos da participação do presidente na COP deste ano não estão dentro do apertado orçamento da Presidência por razões logísticas”, disse o gabinete presidencial à emissora pública de televisão da Áustria.

Van der Bellen, que em 2023 se reuniu com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva para discutir temas ambientais, afirmou que a decisão foi tomada após análise cuidadosa das condições financeiras.

A organização da COP30 ainda não se pronunciou oficialmente sobre a ausência do presidente austríaco, mas o presidente da conferência, embaixador André Corrêa do Lago, alertou na semana passada que a crise dos preços pode comprometer a legitimidade das negociações.

Segundo ele, a impossibilidade de algumas delegações participarem devido aos custos pode gerar questionamentos sobre os resultados do encontro.

A situação tem gerado pressão internacional para que o Brasil encontre soluções para a alta dos preços e a escassez de acomodações em Belém.

Recentemente, 27 países assinaram uma carta solicitando melhorias na infraestrutura da cidade.

Atualmente, os valores cobrados por quartos simples na capital paraense chegam a ser superiores aos praticados em hotéis de luxo em outras capitais brasileiras, como Rio de Janeiro e São Paulo.

Além dos impactos nas negociações oficiais, a elevação dos custos também dificulta a participação da sociedade civil, fundamental para o debate climático.

Organizações como a Climate Action Network Latin America (CANLA) alertam que o aumento dos preços representa uma barreira para a presença de ativistas e ONGs, comprometendo a representatividade e a inclusão na COP30, que ocorrerá em menos de cem dias.

Infomoney

Alcolumbre e Motta pedem diálogo e respeito após ocupação de plenários

Brasília (DF), 05/08/2025 - Davi Alcolumbre, ao lado de Hugo Motta, falou com a imprensa pouco antes de receber as delegações do BricsFonte: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Foto: Reprodução

O presidente do Senado Federal, David Alcolumbre (União Brasil – AP), chamou de “exercício arbitrário” a ocupação das mesas diretoras dos plenários do Senado e da Câmara por parte de parlamentares da oposição nesta terça-feira (5)

Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, os deputados e senadores obstruíram os trabalhos e prometem manter o movimento até que os presidentes das casas legislativas se comprometam em pautar a anistia geral e irrestrita para os condenados por tentativa de golpe de Estado. 

“Faço, portanto, um chamado à serenidade e ao espírito de cooperação. Precisamos retomar os trabalhos com respeito, civilidade e diálogo, para que o Congresso siga cumprindo sua missão em favor do Brasil e da nossa população”, afirmou Alcolumbre em nota.  

O grupo da oposição também reivindica que seja pautado o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o fim do foro privilegiado, para permitir que Bolsonaro não seria mais julgado pelo STF, mas pela primeira instância. O movimento ocorre após Moraes ter decretado a prisão domiciliar do ex-presidente Bolsonaro. 

O presidente da Câmara Hugo Motta (Republicanos-PB) também se manifestou por meio de suas redes sociais. Ele disse que determinou o encerramento das sessões de hoje e que amanhã será convocada uma reunião de líderes para definir a pauta de votações, “que sempre será definida com base no diálogo e no respeito institucional. O Parlamento deve ser a ponte para o entendimento”. 

Mais cedo, deputados da base do governo repudiaram o ato e pediram que Motta reassuma o controle da situação.

Pauta de votações  

No mesmo sentido, Alcolumbre também informou que convocará reunião de líderes e defendeu que o parlamento “tem obrigações com o país na apreciação de matérias essenciais ao povo brasileiro”.  

Com o fim do recesso parlamentar, estavam previstas votações e debates importantes no Congresso Nacional. Entre as prioridades neste segundo semestre estão a isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil e a taxação das bets e de títulos de investimentos isentos.

 

Agência Brasil

25ª edição da Festa do Bode terá aproximadamente 40 atrações entre nacionais e locais

Foto: Reprodução

A 25ª edição da Festa do Bode, maior caprifeira do Rio Grande do Norte, começa nesta quinta-feira (7) e contará com aproximadamente 40 atrações, entre nacionais e locais, para animar mossoroenses e visitantes nos quatro dias de evento.

A festa é realizada pela Prefeitura de Mossoró, através da Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seadru), e faz parte do Calendário Estadual de Exposições. As atrações vão se apresentar em quatro espaços montados no Parque de Exposições Armando Buá.

No primeiro dia se apresentam, na Vila do Forró, Swellen Pimentel, Arreio de Ouro, Katia Cilene e Cláudio Ney e Juliana. Na Vila do Bode, as atrações são Nonato e Bruno Martins. Já no Recanto do Cordeiro, a noite será França Lima e Bené (o rei das cabritinhas). Na sexta-feira sobem ao palco da Vila do Forró: Aleff, Bonde do Brasil e Caroline Melo. Na Vila do Bode se apresentam João Bandeira, Puxa Papai e Darlan Dias. No Recanto do Cordeiro estarão Farra de Casal e Dani Rebouças.

O último dia de apresentações na Vila do Forró ocorre no sábado (9) com Werick Dias, Sirano e Sirino, Toca do Vale e Thyalis Martins. Na Vila do Bode as atrações serão: Forró com Ella, Forró Azunhado, Repentistas, Rodrigo do Acordeom, Concriz, Orquestra Sanfônica, Forró dos Contatinhos e Nataly Vox. No Recanto dos Cordeiros as atrações do dia serão: Francys Dias, Forró do Buchinho, Kalberg Azevedo e Jailson Soares.

Por fim, no domingo (10), último dia da Festa do Bode 2025, subirão ao palco da Vila do Bode André da Mata, José Orlando e Alex do Acordeom. No espaço Parque Armando Buá as atrações são Rodrigo do Acordeom e Renatinho de Upanema. Para finalizar, no Recanto do Cordeiro estarão Gigantes do Arrocha e Forró Azunhado.

QUINTA-FEIRA (7)

VILA DO FORRÓ

– Swellen Pimentel
– Arreio de Ouro
– Katia Cilene
– Cláudio Ney e Juliana

VILA DO BODE

– Nonato
– Bruno Martins

RECANTO DO CORDEIRO

– França Lima
– Bené (o rei das cabritinhas)

SEXTA-FEIRA (8)

VILA DO FORRÓ

– Aleff
– Bonde do Brasil
– Caroline Melo

VILA DO BODE

– João Bandeira
– Puxa Papai
– Darlan Dias

RECANTO DO CORDEIRO

– Farra de Casal
– Dani Rebouças

SÁBADO (9)

VILA DO FORRÓ

– Werick Mendes
– Sirano e Sirino
– Toca do Vale
– Thyalis Martins

VILA DO BODE

– Forró com Ella
– Forró Azunhado
– Repentistas
– Rodrigo do Acordeom
– Concriz
– Orquestra Sanfônica
– Forró dos Contatinhos
– Nataly Vox

RECANTO DO CORDEIRO

– Francys Dias
– Forró do Buchinho
– Kalberg Azevedo
– Jailson Soares

DOMINGO (10)

VILA DO BODE

– André da Mata
– José Orlando
– Alex do Acordeom

PARQUE ARMANDO BUÁ

– Rodrigo do Acordeom
– Renatinho de Upanema

RECANTO DO CORDEIRO

– Gigantes do Arrocha
– Forró Azunhado

Oposição ocupa plenários por anistia a 8/1 e impeachment de Moraes

Brasília (DF), 05/08/2025 - Deputados de oposição fazem ato tampando a boca com esparadrapo durante sessão da Câmara dos Deputados. Foto: José Cruz/Agência Brasil
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Parlamentares pressionam Alcolumbre e Motta e prometem obstrução.

Após decretada ontem (4) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, a oposição reunida no Congresso Nacional ocupou as mesas diretoras dos plenários do Senado e da Câmara nesta terça-feira (5).

Os senadores e deputados envolvidos na ação prometem permanecer nos locais até que os presidentes das casas legislativas cancelem a sessão prevista ou aceitem pautar a anistia geral e irrestrita para os condenados por tentativa de golpe de Estado. Eles também reivindicam que seja pautado o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Em coletiva de imprensa em frente ao Congresso Nacional, parlamentares da oposição criticaram a decisão de Moraes que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

O filho do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP), disse que as medidas exigidas pela oposição visam “pacificar” o Brasil.

“A primeira medida desse pacote de paz que queremos propor é o impeachment do ministro Alexandre de Moraes que não tem nenhuma capacidade de representar a mais alta Corte do país”, informou o parlamentar.

O líder da oposição no Senado, senador Rogério Marinho (PL-RN), cobrou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), paute o impeachment de Moraes.

“Ocupamos as mesas diretoras das duas Casas, no Senado e na Câmara, e vamos obstruir as sessões. O Senado já está com cinco senadores sentados na mesa. É uma medida extrema, nós entendemos, mas já fazem mais de 15 dias que eu, como líder da oposição, não consigo interlocução com Davi Alcolumbre”, comentou.

Além da anistia e do impeachment de Moraes, a oposição exige ainda a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para o fim do foro privilegiado. Dessa forma, o ex-presidente Bolsonaro não seria mais julgado pelo Supremo, mas pela primeira instância. Apesar de exigirem as medidas para “pacificar o Brasil”, como disseram os parlamentares, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), disse que o grupo estava “se apresentando para a guerra”. “Não haverá paz no Brasil enquanto não houver discurso de conciliação, que passa pela anistia, pela mudança do fim do foro e pelo impeachment de Moraes”, afirmou. 

Motta e Alcolumbre ainda não se manifestaram sobre a ação da oposição até a publicação desta reportagem. 

Câmara

O vice-presidente da Câmara, deputado Altineu Côrtes (PL-RJ), prometeu pautar o projeto da anistia caso o presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), se ausente do país. Dessa forma, Côrtes assumira a presidência da Casa. 

“Diante dos fatos que se apresentam, quero registrar e já comuniquei ao presidente Hugo Motta que, no primeiro momento que eu exercer a presidência plena da Câmara dos Deputados, ou seja, quando o presidente Motta se ausentar do país, eu irei pautar a anistia. Essa é a única forma de pacificar o país”, afirmou o parlamentar.

Entenda o caso

A oposição espera barrar o processo no STF por tentativa de golpe de Estado, que alega ser uma perseguição política. Além de enfrentar esse processo, o ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado no inquérito que apura a atuação dele e do filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), junto ao governo dos EUA, para promover medidas de retaliação aos ministros do STF em razão do julgamento sobre a trama golpista. 

Segundo a denúncia, o ex-presidente Bolsonaro pressionou os comandantes militares para suspender o processo eleitoral em que perdeu para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A polícia ainda apreendeu planos para assassinar e prender autoridades públicas. Bolsonaro nega as acusações.

Diante do julgamento, o filho Eduardo se licenciou do cargo de deputado e foi aos Estados Unidos, passando a defender sanções contra ministros do STF e ações contra o Brasil. Diante disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a abertura de nova investigação para apurar tentativa de obstrução do processo penal contra Eduardo e o pai, Jair.

O Supremo determinou medidas cautelares contra Bolsonaro, entre elas, a restrição ao uso das redes sociais, inclusive por meio de terceiros. Como o ex-presidente descumpriu a decisão do STF nesse domingo (3) ao se manifestar por meio do perfil do filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ministro Moraes determinou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.

Agência Brasil

Águas da transposição do rio São Francisco começam a chegar ao RN

Foto: Agência/GOV/BR

A liberação de água do Rio São Francisco para o estado do Rio Grande do Norte começou oficialmente nesta terça-feira (5), marcando uma nova etapa na busca por segurança hídrica no Nordeste. A ação integra o Eixo Norte do Programa de Integração do Rio São Francisco (PISF) e prevê o envio de 46,3 milhões de metros cúbicos (hm³) ao território potiguar ao longo de 132 dias.

O percurso da água inicia-se na Estação de Bombeamento EBI-1, em Cabrobó (PE), passando pela Estação de Controle Caiçara, na Paraíba. Nesta fase, a vazão inicial será de 10 mil litros por segundo (10 m³/s), percorrendo 239 quilômetros até esse ponto. A partir do dia 6 de agosto, a água seguirá por mais 21 quilômetros até o Túnel Engenheiro Avidos (PB), com vazão total de 12,5 m³/s, sendo 10 m³/s destinados exclusivamente ao Rio Grande do Norte.

O volume beneficiará dois dos mais importantes reservatórios do estado: a barragem de Oiticica, em Jucurutu, e a Armando Ribeiro Gonçalves, situada entre Itajá, São Rafael e Jucurutu. Juntas, essas estruturas desempenham papel fundamental no abastecimento da população potiguar.

O mês de agosto será dedicado a testes operacionais, permitindo ajustes conforme a resposta do sistema hídrico. A previsão é de uma vazão média de 4,06 m³/s ao longo da operação.

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, acompanhou parte do trajeto e destacou: “Essa liberação marca mais um avanço na missão de garantir segurança hídrica ao povo nordestino.”

Ponta Negra News

Trecho na marginal da BR-101 ficará interditado por 60 dias para obras

Foto: Anderson Régis

Quem passa pela BR-101 logo após a Avenida da Integração, em Natal, sentido Parnamirim, precisa ficar atento às mudanças no trânsito por conta de uma interdição na marginal para obras da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern). A expectativa é que os serviços, referentes à implantação da rede de esgotamento sanitário sob a pista, durem 60 dias no perímetro que corresponde ao km 96,6. O bloqueio começou nesta segunda-feira (4) em um trecho de cerca de 80 metros, a partir da agulha que fica localizada entre uma loja de produtos agropecuários e a Rua Agnaldo Gurgel Júnior.

Com isso, os motoristas devem pegar a pista central da BR depois da agulha localizada próximo à Integração e, se necessário seguir pela marginal, só poderão fazê-lo após a empresa de materiais elétricos localizada mais à frente. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsável pela interdição, em determinados momentos será necessário bloquear apenas uma faixa de tráfego e em outros, haverá o fechamento total da marginal, como acontece neste primeiro momento. A interdição atual deve durar uma semana, quando um novo trecho será bloqueado.

Segundo a Caern, o perímetro completo a receber as obras vai da Rua Agnaldo Gurgel Júnior até a Rua Eletricista Elias Ferreira, na marginal da BR-101, no bairro de Candelária, na zona Sul da capital. A intervenção faz parte das obras complementares do Sistema de Esgotamento Sanitário que atende os bairros San Vale, Capim Macio e Neópolis. “Por se tratar de uma obra de grande complexidade técnica, que demanda escavações em profundidade e interferência em vias de alto fluxo, os serviços serão executados de forma parcial, com interdições temporárias ao longo do trajeto”, disse a Caern.

A TRIBUNA DO NORTE esteve no local por volta das 10h30 da manhã desta segunda. À ocasião, o trânsito não registrava problemas, apenas uma leve retenção em alguns momentos no início da interdição, mas que se desfazia rapidamente com o acesso à via central da BR. Para os motoristas ouvidos pela reportagem, a preocupação era com os horários de pico. “Nem sabia que aqui estava interditado, descobri agora que precisei passar por essa região. É bom saber, porque mais tarde, no horário mais complicado, eu não pego corrida para essa parte da cidade”, contou o motorista de transporte por aplicativo Raulindo Filho, de 44 anos.

“Aqui já é difícil o trânsito. Acho que no final da tarde vai ficar horrível”, completou ele. O motorista de ônibus Denerval Matos, de 52 anos, trabalha em uma das linhas que passam pelo local. Embora esteja afastado do trabalho por problemas de saúde, ele disse que o bloqueio irá trazer diversas complicações para o transporte público. Ele falou com a reportagem quando ia a uma das lojas da região para resolver uma questão pessoal. “Vai atrasar a chegada dos carros ao terminal, principalmente na parte do fim da tarde. E ainda tem que torcer para não ter nenhuma colisão na área, porque aí piora tudo”, relatou Matos.

Quem tem comércio ou trabalha no trecho interditado também reclama. É o caso de Júnior Renoir, dono de uma loja de veículos seminovos. “Estamos na semana que antecede o Dia dos Pais, então, fechar o acesso dos clientes ao estabelecimento é complicado. Sem contar que nós não fomos avisados previamente. Só chegaram aqui, disseram que iam fechar a via e começaram a obra”, reclama Renoir.

Rodrigo Barros, que trabalha em outra loja de carros na marginal da BR, também se queixa da interdição às vésperas do Dia dos Pais. “Chegamos para trabalhar pela manhã e o principal acesso dos nossos clientes estava interditado. Fizemos um investimento na loja pensando na data comemorativa do próximo domingo e agora vamos ser muito prejudicados com essa situação”, falou Barros. Segundo a Caern, o prazo estimado para conclusão desta etapa da obra é até o dia 4 de outubro de 2025.

Durante esse período, o Dnit informou que buscará manter, pelo maior tempo possível, o tráfego local com acesso ao comércio da região. Os demais veículos, incluindo o transporte público, deverão utilizar a agulha de entrada para a pista principal, localizada logo após o entroncamento com a Avenida da Integração.

Tribuna do Norte

EUA condenam decisão de Moraes: “Deixem Bolsonaro falar”

Foto: Reprodução

Departamento de Estado afirmou que responsabilizará todos que forem “cúmplices” da conduta do STF.

Os Estados Unidos condenaram nesta segunda-feira (4) a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de determinar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em uma postagem nas redes sociais, o Escritório do Departamento de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental criticou a medida do ministro Alexandre de Moraes, alegando uma ameaça a democracia:

“O juiz [Alexandre] Moraes, agora um violador de direitos humanos sancionado pelos EUA, continua a usar as instituições brasileiras para silenciar a oposição e ameaçar a democracia”, diz a nota.

“Impor ainda mais restrições à capacidade de Jair Bolsonaro de se defender em público não é um serviço público. Deixem Bolsonaro falar! Os Estados Unidos condenam a ordem de Moraes que impõe prisão domiciliar a Bolsonaro e responsabilizarão todos aqueles que auxiliarem e forem cúmplices da conduta”, finaliza o comunicado.

De acordo com a decisão publicada nesta segunda-feira (4), Moraes argumentou que o ex-presidente tem feito “reiterado descumprimento das medidas cautelares”

Segundo a decisão, Bolsonaro está proibido de receber visitas, com exceção de seus advogados e pode ter contato apenas com pessoas autorizadas pelo Supremo.

O ex-presidente ainda está proibido de usar o celular, direta ou indiretamente, por intermédio de terceiros. No último domingo (3), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma chamada de vídeo de Bolsonaro na manifestação em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Moraes ainda reafirma na decisão que manteve as cautelares em proibir o ex-presidente de ter contato com embaixadores e se aproximar de embaixadas ou autoridades estrangeiras. Além manter a proibição do uso das redes sociais.

CNN Brasil

Bolsonaro é o 4º ex-presidente preso desde a redemocratização

O ex-presidente Jair Bolsonaro
Foto: Cristiano Mariz

Com prisão domiciliar decretada por Moraes, ex-mandatário se junta a Collor, Temer e Lula na lista de presidentes detidos após 1985.

Com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL) nesta segunda-feira (4), o ex-chefe do Executivo passou a integrar uma curta e simbólica lista de ex-presidentes presos desde a redemocratização do Brasil, em 1985.

Bolsonaro é investigado por tentativa de golpe de Estado, obstrução de Justiça e organização criminosa, no contexto da suposta trama golpista que visava impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva em 2023. A decisão foi motivada pelo descumprimento de medidas cautelares, com o uso de redes sociais de seus filhos e aliados para atacar o STF e defender interferência estrangeira no Judiciário brasileiro.

Antes dele, Michel Temer (MDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Collor de Mello também foram presos em processos distintos, todos envolvendo acusações de corrupção e abuso de poder.

Lula: prisão na Lava Jato

Atual presidente da República, Lula foi preso em abril de 2018, após condenação em segunda instância no caso do tríplex do Guarujá, um dos principais processos da Operação Lava Jato. A pena era de 12 anos e 1 mês por corrupção e lavagem de dinheiro.

O petista passou 580 dias preso na sede da Polícia Federal em Curitiba e foi solto em novembro de 2019, após o STF mudar seu entendimento e determinar que o cumprimento da pena só poderia ocorrer após o trânsito em julgado. Posteriormente a pena foi anulada pela Corte, que considerou que o processo foi contaminado pelo juiz da primeira instância de Curitiba, Sergio Moro.

Collor: impeachment, condenação e prisão

Fernando Collor de Mello, que renunciou à presidência em 1992 durante um processo de impeachment, também acabou condenado anos depois. Em maio de 2023, o STF o sentenciou a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em esquema ligado à BR Distribuidora.

Em 2025, foi preso em Maceió, mas a pena foi convertida para o regime domiciliar ainda no primeiro semestre deste ano.

Temer: prisões breves e acusações de corrupção

Em março de 2019, Michel Temer foi preso preventivamente sob acusação de liderar um esquema de corrupção envolvendo contratos da Eletronuclear, no caso conhecido como “Descontaminação”. O ex-presidente ficou detido por quatro dias, foi liberado por habeas corpus do STJ, mas voltou a ser preso por mais cinco dias.

Desde então, responde aos processos em liberdade.

Impacto simbólico

A prisão de Jair Bolsonaro eleva o grau de tensão institucional e reforça a leitura de que nenhum presidente está imune ao sistema de Justiça. Ainda que em regime domiciliar, a medida tem alto impacto político e simbólico, especialmente diante das investigações sobre sua atuação antes e depois das eleições de 2022.

Infomoney

Deputados estaduais retomam atividades em Plenário nesta terça-feira

Foto: Reprodução

Os deputados estaduais retomam atividades em Plenário nesta terça-feira (05) após duas semanas de recesso na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN). A volta das atividades coincide com a apreciação de projetos em sessão plenária e reuniões das comissões, além das sessões solenes e audiência públicas.

Durante o recesso dos deputados, a Casa funcionou normalmente com atendimento ao público, andamento dos processos legislativos internos, atuação técnica das comissões e serviços administrativos e institucionais mantidos.

No período, a Assembleia apreciou mais de 500 iniciativas, incluindo projetos de lei, audiências públicas, sessões solenes, campanhas educativas e ações de cidadania.

ALRN

Caso Zaira: Justiça nega prisão domiciliar a Pedro Inácio e marca julgamento para dezembro

Justiça nega prisão domiciliar a Pedro Inácio e marca julgamento do caso Zaira Cruz para 1º de dezembro, às 8h30.
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Justiça negou o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa de Pedro Inácio, acusado do assassinato da jovem Zaira Cruz. O crime, que causou comoção em todo o Rio Grande do Norte, segue mobilizando a opinião pública e gerando forte expectativa entre familiares, amigos da vítima e a população em geral.

A decisão judicial também definiu a data do julgamento: será no dia 1º de dezembro, às 8h30, marcando um momento decisivo para o desfecho do processo, que se arrasta desde a tragédia. O caso continua sendo lembrado pela brutalidade e pelas repercussões que teve nas redes sociais e na imprensa potiguar.

Com a negativa do pedido de prisão domiciliar, Pedro Inácio permanecerá detido até o dia do júri popular. A defesa ainda pode recorrer, no entanto, a expectativa está centrada no julgamento marcado para o início de dezembro.

Ponta Negra News

Moraes decreta prisão domiciliar de Bolsonaro

Foto: Mateus Bonomi/AGIF – Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), decretou nesta segunda-feira (4) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na decisão, o ministro argumentou que o ex-presidente tem feito “reiterado descumprimento das medidas cautelares”.

Segundo a decisão, Bolsonaro está proibido de receber visitar, com exceção de seus advogados, podendo apenas de receber contatos de pessoas autorizadas pelo Supremo.

O ex-presidente ainda está proibido de usar o celular, direta ou indiretamente por intermédio de terceiros. Ontem, o senador Flávio Bolsonaro fez uma chamada de vídeo de Bolsonaro na manifestação em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Moraes ainda reafirma a decisão que manteve as cautelares em proibir o ex-presidente de ter contato com embaixadores e se aproximar de embaixadas ou autoridades estrangeiras. Além manter a proibição do uso das redes sociais.

Moraes ainda reafirma a decisão que manteve as cautelares em proibir o ex-presidente de ter contato com embaixadores e se aproximar de embaixadas ou autoridades estrangeiras. Além manter a proibição do uso das redes sociais.

“O descumprimento das regras da prisão domiciliar ou qualquer uma das medidas cautelares implicará na sua revogação e na decretação imediata da prisão preventiva, nos termos do art. 312, 1º, do Código de Processo Penal”, ressalta o ministro.

CNN Brasil

Prefeitura de Parnamirim está descentralizando serviços do Cadastro Único para os CRAS da cidade

Com o objetivo de aproximar ainda mais o serviço público da população e agilizar o atendimento, a Prefeitura de Parnamirim está descentralizando parte dos serviços, antes oferecidos apenas na Central de Atendimento Social (Cadastro Único), para outros pontos do município. Atualmente, as unidades que já contam com cadastradores e entrevistadores são os CRAS de Liberdade, Bela Parnamirim e Pirangi, além do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos do litoral.

O cidadão que precisa atualizar informações cadastrais em programas como Bolsa Família, BPC, Auxílio Gás e Tarifa Social de Energia Elétrica e reside nos bairros de Liberdade, Cajupiranga, Boa Esperança, Bela Parnamirim, Rosa dos Ventos, e principalmente Pium, Pirangi e Cotovelo, já não precisa se deslocar à Central de Atendimento em Santos Reis. Basta procurar o CRAS responsável pela sua área para ter acesso ao serviço.

 

Além das unidades que já contam com cadastradores à disposição da população, a Prefeitura está capacitando novos entrevistadores sociais para outros pontos de atendimento. Muito em breve os serviços devem ser habilitados também nos CRAS de Passagem de Areia, Monte Castelo, Nova Parnamirim, Parque Industrial, Moita Verde e Vale do Sol.

Engenheiro Sérgio Rodrigues é o novo presidente da Caern com foco em diálogo e eficiência

Sérgio Eduardo Rodrigues da Silva é o novo presidente da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern). A indicação, apresentada por meio de ofício do Gabinete Civil do Governo do Estado, foi aprovada na última segunda-feira (28) durante reunião do Conselho de Administração da empresa. Sérgio substitui Roberto Linhares, que estava à frente da instituição desde 2019.

Engenheiro civil formado pela UFRN, Sérgio tem mais de 30 anos de experiência nos setores público e privado. Antes de chegar à Caern, em 2019, como Diretor de Empreendimentos, foi secretário de Administração e de Infraestrutura da Prefeitura de Canguaretama. Sua carreira inclui ainda projetos de habitação social e eficiência energética em iluminação pública.

O novo presidente aponta quatro prioridades para sua gestão:
– Implantação de método não destrutivo para aprimorar a execução e manutenção de serviços urbanos, eliminando a necessidade de abrir buracos;
– Controle e redução de perdas;
– Agilidade nos processos de viabilidade técnica;
– Relacionamento com Municípios.

Nesta quinta-feira (31), Sérgio Rodrigues foi oficialmente empossado como Diretor-Presidente e membro do Conselho de Administração da Caern.

Vereda Grande: operação do MPRN combate esquema de lavagem de dinheiro para organização criminosa

Foto: Reprodução
Ação busca atingir o núcleo financeiro da organização criminosa Sindicato do Crime, enfraquecendo sua capacidade de financiar atividades ilícitas.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta quinta-feira (31) a operação Vereda Grande. A ação visa desarticular um esquema de lavagem de dinheiro para uma organização criminosa com atuação no Estado. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nas cidades potiguares de Natal e Assu, e ainda em São Paulo (SP).

A investigação apura a integração de suspeitos à organização criminosa Sindicato do Crime e a prática de lavagem de dinheiro. O grupo utilizava contas bancárias de interpostas pessoas, os chamados “laranjas”, para movimentar e ocultar valores obtidos com atividades ilícitas, principalmente o tráfico de drogas. A análise dos dados bancários revelou transações financeiras milionárias incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados.

A ação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRN busca atingir o núcleo financeiro da organização criminosa, enfraquecendo sua capacidade de financiar atividades ilícitas, como o tráfico de drogas e a compra de armas.

O MPRN iniciou a apuração para desmantelar o braço financeiro da organização criminosa, buscando cessar a dissimulação de ativos provenientes das atividades do grupo. A investigação constatou que os suspeitos não possuíam renda lícita ou apresentavam rendimentos formais muito baixos que não justificavam as altas quantias movimentadas em suas contas, o que levantou fortes indícios da prática de lavagem de dinheiro para a organização criminosa.

A operação Vereda Grande é um desdobramento da operação Sentinela, também do MPRN, que investigava a atuação de uma mulher, já denunciada por integrar a mesma facção criminosa. Foi a partir de um Relatório de Informações Patrimoniais produzido na Sentinela que se descobriu uma transação suspeita entre ela e um investigado na operação Vereda Grande, no valor de mais de R$ 300 mil em apenas dois meses, dando origem à nova apuração.

As investigações apontam que a conta bancária desse homem era uma das principais no esquema, sendo utilizada por terceiros para as atividades da organização criminosa. Familiares dele também são investigados por envolvimento, pois compartilhavam o mesmo e-mail e endereço de cadastro e realizaram diversas transações suspeitas. Outras pessoas também são investigadas e foram alvos dos mandados.

A desproporção financeira dos investigados ficou evidente nos autos. O homem apontado como cabeça desse esquema, que já teve passagem pelo sistema prisional e não possui fonte de renda lícita registrada, movimentou mais de R$ 1,1 milhão entre janeiro de 2022 e fevereiro de 2024. No mesmo período, uma outra investigada, com renda declarada de aproximadamente R$ 1.600, transacionou um total superior a R$ 1,3 milhão. Outros investigados também eram beneficiários de programas sociais do Governo Federal, como o Auxílio Emergencial e o Bolsa Família.

A ação contou com o apoio da Polícia Militar potiguar e do Ministério Público e das Polícia Civil de São Paulo. O cumprimento dos mandados da Operação Vereda Grande contou com a participação de dois promotores de Justiça do MPRN, 11 servidores do MPRN e o apoio de 20 policiais militares do Rio Grande do Norte.

Foram apreendidos dinheiro, equipamentos eletrônicos, cartões de crédito e documentos. O material apreendido será a analisado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco)com o objetivo de aprofundar as provas sobre o esquema de lavagem de capitais, identificar outros possíveis integrantes do grupo criminoso e delimitar a responsabilidade de cada investigado.

MPRN

Moraes vai a jogo do Corinthians, sorri, acena e faz gesto obsceno em dia de sanção dos EUA

Ministro do STF esteve no camarote da Neoquímica Corinthians para acompanhar o time da casa, para o qual torce, contra o Palmeiras, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, e fez um gesto obsceno
Foto: Alex Silva/Estadão

Ministro do STF, alvo da Lei Magnitsky, assistiu ao clássico entre Corinthians e Palmeiras pela oitavas de final da Copa do Brasil.

Horas após ser alvo da Lei Magnitsky, uma das principais sanções aplicadas pelo governo dos Estados Unidos, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi à Neo Química Arena assistir ao clássico entre Corinthians, seu time do coração, e Palmeiras, pelas oitavas de final da Copa do Brasil, na noite desta quarta-feira, 30. Acompanhado da esposa, o ministro sorriu, acenou para o público e fez um gesto obsceno com o dedo médio.

Moraes chegou ao estádio acompanhado da esposa e, após ser interpelado por um interlocutor, respondeu “vai Corinthians”. A reportagem do Estadão não presenciou nenhum episódio de alvoroço envolvendo o magistrado, que se acomodou em um dos camarotes do local. Em março deste ano, Moraes já havia acompanhado a final do Campeonato Paulista na Neo Química Arena. Na ocasião, o Corinthians venceu o Palmeiras e foi campeão.

A presença de Moraes no estádio também chamou atenção do narrador Galvão Bueno, que transmitia o jogo no Amazon Prime. “Aí você vai vendo a presença do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Mores, que está envolvido em toda essa conversa, essa disputa com o governo do Estados Unidos. Mas isso é política. Ele está ali como torcedor. Tem todo o direito de estar ali como torcedor”, disse Galvão.

Mais cedo, o ministro do STF foi alvo de uma sanção por parte do governo de Donald Trump. O dispositivo legal acionado pela Secretaria do Tesouro dos EUA impõe restrições financeiras a estrangeiros acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos. Procurado, o Supremo não se manifestou.

A decisão do governo americano bloqueia contas bancárias e trava o acesso de Moraes ao sistema financeiro dos EUA, o que impede que ele acesse eventuais ativos que tenha em território norte-americano. A lei ainda prevê proibição de entrada no país. O seu visto e de outros sete membros do STF e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, já haviam sido suspensos por ordem de Trump na semana passada.

Como o Estadão mostrou, foi a primeira vez que uma autoridade de país democrático foi punida pela Lei Magnistsky. Até o momento, a norma só havia sido aplicada para violadores graves dos direitos humanos, como autoridades de regimes ditatoriais, integrantes de grupos terroristas e criminosos ligados a esquemas de lavagem de dinheiro e de assassinatos em série.

Estadão