Banalização da violência

Ataque aconteceu na manhã desta 2ª feira (27.mar); agressor foi contido por professora da escola
Câmeras de segurança filmaram ataque com faca em escola de São Paulo

“Não gosto de ver tanta água reunida sei que é o mar mas nada é o que parece. Visto de guantánamo o mar são grades de infinita tessitura visto de goreé é o marulhar multissecular de lágrimas exangues preferia que a água se dispersasse.”

O ódio, que foi a principal ferramenta de trabalho dos bolsonaristas nos últimos anos, marcou a ferro quente boa parte do povo brasileiro. A estratégia da disseminação da violência embruteceu as pessoas e cavou um poço profundo, afastando famílias, amigos e companheiros de trabalho. Esse sempre foi um dos objetivos: separar e dividir. Radicalizar para isolar e impedir que o diálogo se fortalecesse como instrumento para dirimir os possíveis conflitos e dúvidas.

Uma sociedade com ódio usa a violência como maneira de se expressar; um povo que não aprofunda as discussões tende a ser mais fácil de ser tangido, como gado. Daí a virar uma seita é um passo pequeno.

A irresponsabilidade na condução dessa estratégia pode levar a um caos quase incontornável. Pessoas que perdem a capacidade de pensar, de refletir e de dialogar são inclinadas a ter comportamentos que não existiriam em tempos de normalidade. O próprio conceito de normalidade fica extremamente fluido e, muitas vezes, não conseguimos reconhecer os nossos espaços atualmente.

A provocação barata, o clima insidioso de hostilidade e a agressividade vulgar passaram a ser uma regra constante nas relações. Tudo isso, emoldurado com a valorização das armas, com a exaltação das condutas machistas e racistas e até no culto à tortura e no desprezo às minorias.

Uma sociedade doente que precisa se alimentar da ausência de humanidade e compaixão. Uma admiração abjeta do comportamento mais bárbaro possível. Ser humanista, para esse grupo, passou a ser sinônimo de fraqueza. A inversão dos valores fez com que, muitas vezes, não reconhecêssemos o nosso próprio ambiente de viver. Passamos a nos sentir sem espaço no mundo. Lembro-me do Poema em linha reta, do Pessoa, na pessoa de Álvaro de Campos, “Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo”.

Nessas horas, é preciso pensar 1.000 vezes antes de nos posicionarmos. Alguns comportamentos criminosos afloram e um certo frenesi toma conta das pessoas. O episódio das mortes bárbaras das crianças nas escolas, o ataque cruel e covarde aos estudantes e a propagação nas redes sociais dos atos insanos ou de falsos alarmes de ataques, tudo hipervalorizado, vão nos colocando novos desafios. Hoje, com o medo espraiado entre as pessoas, um comportamento de manada vai tomando conta mesmo. O medo é o pior inimigo, pois faz com que as análises não sejam racionais.

Esse sentimento, quando disseminado, leva a um pânico que turva a capacidade de reação e de raciocínio lógico. Quando grupos passam a ter orgulho de serem violentos e cruel, é porque houve uma metástase no tecido social. A sociedade já começa a perder aquele senso de humanidade e solidariedade que acaba colocando freio nos instintos mais primitivos.

O homem tem que olhar e ver no outro um semelhante sujeito de direitos para poder respeitar e viver em comunidade. Se o que prevalece é o ódio e o temor, a expectativa de viver em paz social passa a ser efêmera. Nenhuma comunidade consegue sobreviver em um sistema de vale tudo.

A banalização da violência e a cultura do ódio causaram uma modificação profunda em boa parte das pessoas. O pânico generalizado, especialmente com os atos criminosos nas escolas, deixa um clima de perplexidade no ar e a insegurança só aumenta o grau de medo, mesmo sem, muitas vezes, ter nenhum fundamento. Elas estão com pavor sem conseguirem identificar de onde vem a estranha sensação de agonia.

O ministro da Justiça Flávio Dino agiu com rapidez e inteligência para tentar enfrentar o clima de pânico que se instalou na sociedade. É sabido que esse estado de coisas se difunde por meio da internet. E, embora os perfis nazistas sejam os alvos naturais, há muito mais por trás desse movimento que indica existir interesses políticos e financeiros a sustentar essa barbárie.

O ministro deu notícia de mais de 1.000 operações que já foram deflagradas com a derrubada de perfis criminosos que resultaram em algumas prisões e busca e apreensão. Foram anunciadas 10 medidas de contenção imediata à violência escolar.

O Ministério da Justiça editou a Portaria 351 (íntegra – 162KB), regulando os serviços prestados pelas plataformas digitais. A Secretaria Nacional do Consumidor vai instaurar processos administrativos para investigar a responsabilidade de cada empresa sobre os conteúdos com apologia à violência escolar. Há previsão de multa que pode chegar a R$12 milhões. Ainda poderá ser solicitada a retirada do ar do site da empresa, ou até a suspensão da empresa no território nacional.

Com a resistência inicial, sobretudo do Twitter, observou-se em grupos de Whatsapp uma razoável onda de cancelamento dessa plataforma digital, o que demonstra que toda a população está atenta e acompanhando esse momento grave. O Ministério da Justiça pediu a exclusão de mais de 500 contas do Twitter que continham hashtagsrelacionadas a ataques em escolas.

As delegacias de crimes cibernéticos das polícias civis e federal estão agindo 24 horas na tentativa de identificar perfis que fazem apologia à ataques nas escolas. A rapidez com que agiu o governo certamente deixa um recado claro de que não iremos seguir o caminho da violência instalada, por exemplo, nos EUA.

Penso ser fundamental que façamos um grande esforço para enfrentar essa cultura de ódio e hostilidade que foi sedimentada no governo Bolsonaro. Com o crescimento da extrema direita no mundo todo, com o aparecimento de células nazistas pelo país afora e com o culto às armas, ao ódio e à violência no governo Bolsonaro, fizeram o caldo de cultura para o recrudescimento dos atentados. Resta fazer o enfrentamento, não só com as ações do governo, mas, e principalmente, com a volta do sentimento de solidariedade e com a visão humanitária nas famílias brasileiras. Lembro-me da contadora de histórias do Malawi, Upile Chisala:

“E hoje seus ossos chamaram sua pele

e disseram:

Vamos lá fazer isto de novo”

 

Fonte: poder 360

O Assunto: Bolsonaro sob o risco da inelegibilidade


Em julho do ano passado, o então presidente convocou embaixadores para uma reunião no Palácio do Alvorada, e lá proferiu uma série de acusações mentirosas sobre o sistema eleitoral e a urna eletrônica. Um abuso de poder político que se repetiria em diversas oportunidades, como no caso das comemorações do 7 de Setembro. E que resultou em uma ação no Tribunal Superior Eleitoral, ingressada pelo PDT. Na quarta-feira, um parecer assinado pelo vice-procurador eleitoral Paulo Gonet Branco, do Ministério Público Eleitoral, afirma que as provas reunidas no processo configuram irregularidade e pede ao TSE a condenação de Bolsonaro, o que o tornaria inelegível por 8 anos. Para explicar o que vem pela frente nos tribunais, Julia Duailibi entrevista Flávia Maia, repórter em Brasília do Jota, plataforma especializada na cobertura do Judiciário, e Walber Abra, professor da Faculdade de Direito do Recife (UFPE), livre docente pela USP e advogado do PDT. Neste episódio:

  • Flavia descreve as acusações presentes nas 16 ações que tramitam no TSE contra o ex-presidente: abuso de poder político e econômico e uso indevido de meios de comunicação. E explica que, ainda que caiba recurso no STF, “já há ali uma convicção meio formada”;
  • Ela também comenta que o vazamento do parecer do MP Eleitoral é “sinal muito ruim para a defesa de Bolsonaro”. A expectativa era para o julgamento ser realizado em maio, mas, lembra a jornalista, que a defesa do ex-presidente entrou com pedido para investigar o parecer vazado;
  • Walber justifica por que entrou com a ação contra o ex-presidente: “Foi um ataque à legislação e ao sistema eleitoral. E isso tudo é auto evidente”. E menciona que “é muito claro que Bolsonaro sabia” sobre a minuta do golpe encontrada na casa de seu ex-ministro da Justiça;
  • O advogado também falou sobre a posição do MP Eleitoral em relação ao general Braga Netto, candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro. “Agora, cabe ao TSE analisar se mantém seu posicionamento”, conclui.

Fonte: G1

Lula se encontra com presidente da China, Xi Jinping, nesta sexta

Lula e a comitiva brasileira participam de encontro ampliado com o presidente da China, Xi Jinping, e autoridades chinesas

Lula e a comitiva brasileira participam de encontro ampliado com o presidente da China, Xi Jinping, e autoridades chinesas (Foto: Planalto/Reprodução)

Lula e Xi Jinping estão reunidos em um encontro ampliado. Em seguida, terão uma conversa privada. Depois, haverá a assinatura de cerca de 20 acordos comerciais e de parceria entre os dois países e, mais tarde, um jantar. Por fim, o petista deve dar uma declaração à imprensa, na Embaixada Brasileira em Pequim.

Lula se encontra com Xi Jinping na China, nesta sexta-feira (14)

Na cerimônia de chegada, os dois presidentes e suas comitivas trocaram cumprimentos e caminharam juntos na Praça da Paz Celestial. Os hinos nacionais de Brasil e China foram tocados. Por volta das 5h50 no horário de Brasília (16h50 no horário local), as autoridades entraram no palácio para as demais agendas.

O presidente Lula se encontrou com o líder chinês Xi Jinping em Pequim, no início da manhã desta sexta-feira (14).

O presidente Lula se encontra com o líder chinês Xi Jinping em Pequim.

Durante uma reunião com o presidente da Assembleia Popular da China, Zhao Leji, Lula disse que a China tem sido uma “parceira preferencial do Brasil” nas relações comerciais e que busca junto ao país asiático equilibrar a geopolítica mundial.

“É com a China que a gente mantém o mais importante fluxo de comércio exterior. É com a China que nós tivemos a nossa maior balança comercial, e é junto com a China que nós temos tentado equilibrar a geopolítica mundial, discutindo os temas mais importantes.”

Lula durante encontro com o presidente da Assembleia Popular da China, Zhao Leji

O presidente Lula e a primeira-dama, Janja da Silva, participam de uma cerimônia em homenagem aos Heróis do Povo da China. O Brasil ofereceu uma coroa de flores, que foi colocada no monumento localizado na Praça da Paz Celestial.

Lula e Janja entregam coroa de flores em homenagem aos Heróis do Povo da China

Lula e Janja entregam coroa de flores em homenagem aos Heróis do Povo da China (Foto: TV Brasil)

Ao se encontrar com o presidente da Assembleia Popular Nacional da China, Zhao Leji, Lula afirmou que deseja “elevar o patamar da parceria estratégica entre nossos países, ampliar fluxos de comércio e, junto com a China, equilibrar a geopolítica mundial”.

Lula se encontra com Zhao Leji, no Grande Palácio do Povo
Fonte: G1

Prefeitura avança as obras da Escola Municipal 1º de maio

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante informa que as obras da Escola Municipal 1º de maio, no bairro Jardim Lola, estão bem avançadas. A obra, que está orçada em mais de R$ 1,7 milhão e será inaugurada em breve, vai beneficiar estudantes do Ensino Fundamental I.

O prefeito Eraldo Paiva, garante que continuará dando prioridade em relação a manter as escolas do município em ótimas condições. “Diversas unidades de ensino estão passando por reforma e outras já tiveram os serviços concluídos, ficando novinhas e atendendo os nossos alunos”, disse.

Prefeitura de São Gonçalo do Amarante

 

 

Ódio e medo

Ninguém se levanta pela manhã, arma-se com uma machadinha, pula o muro de uma creche e ataca crianças indefesas sem que esse gesto animalesco e desumano seja fruto de uma doença incrustada na sociedade. Gestos com tal requinte de crueldade e violência são a prova cabal de que o discurso do ódio está vencendo. Em regra, manifestações de insanidade são precedidas de uma verdadeira transformação na vida das pessoas e são objeto de uma política criminosa e de ultradireita, na qual a instigação à violência e ao ódio é o mote principal.

A direita radical cresceu no mundo de uma maneira vertiginosa e perigosa. E com um foco que derruba todos os valores humanistas. A base primária de sustentação do discurso do ódio é a disseminação da mentira como estratégia de alcançar e manter o poder. Quando grupos extremistas têm na propagação de fake news a principal maneira de se comunicarem é porque não existem limites na luta pelo poder. Todas as normas básicas e elementares são quebradas.

No Brasil recente, vimos a proliferação de notícias, como kit gay , mamadeira de piroca e outras insanidades que pareciam ridículas de tão absurdas, mas que passaram a habitar o imaginário popular de um grande contingente de pessoas com pouquíssima capacidade intelectual e com zero condição de fazer qualquer análise das teratológicas histórias contadas. E foram sendo incorporadas como realidade em um mundo que custo a crer que realmente exista.

Quando se vê a priorização da política armamentista, o uso criminoso da fé religiosa, a sofisticação do uso das redes sociais para dividir as pessoas e as famílias, o descaramento no incentivo da violência física como maneira de se impor na sociedade, a utilização rasteira da política partidária e a dominação fascista nos meios de comunicação, é possível entender o real risco que corre a estabilidade democrática.

É um grupo que não tem vergonha de se insurgir contra a ciência, contra a vacina, que cultua a tortura e louva a morte como matéria prima para alcançar o poder e para mantê-lo. Nesse contexto, um líder banal e vulgar como Bolsonaro cai como uma luva. É muito difícil lidar com quem não tem escrúpulos. O lema parece ser aquele que foi vulgarizado por determinado programa antigo de televisão: “Topa Tudo por Dinheiro”.

Por isso mesmo, o governo Bolsonaro posicionou-se contra as instituições democráticas. O próprio ex-presidente acuou o Congresso Nacional cooptando-o e, mais de uma vez, extrapolou os limites constitucionais da relação entre os dois Poderes. Em relação ao Judiciário, foi ainda mais grave. Além de inúmeras promessas e bravatas de fechar o Supremo Tribunal Federal, ele cometeu a insensatez de, pessoalmente, atacar a honra e atentar contra a segurança física dos ministros da Corte. Todo esse caldo de cultura redundou na tentativa de golpe de Estado no dia 8 de janeiro. Não tivessem o Supremo e o Presidente Lula reagido à altura, hoje, teríamos uma Ditadura implantada no país.

A morte das crianças em Blumenau, com idades entre 4 e 7 anos, é a constatação de que o fascismo fincou os dentes em parte da nossa população. A cultura do ódio e da violência tem que ser enfrentada. Ou nós sufocamos a barbárie, ou nós iremos sucumbir a ela e esses crimes se tornarão o dia a dia do Brasil. Essa é a proposta desses bolsonaristas que querem voltar ao poder. É, outra vez, a barbárie contra a civilização.

Remeto-me a Augusto dos Anjos, no soneto “Queixas Noturnas”, musicado por Arnaldo Antunes:

“Quem foi que viu a minha Dor chorando?!
Saio. Minh’alma sai agoniada.
Andam monstros sombrios pela estrada
E pela estrada, entre estes monstros, ando!”

Fonte: ig último segundo

Norma obriga redes sociais a retirar conteúdo de apologia à violência

Foto: divulgação

Em meio ao ambiente de pânico envolvendo ameaças e casos de violência no ambiente escolar, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) anunciou nesta quarta-feira (12) a edição de uma nova portaria com uma série de obrigações para as plataformas de redes sociais. De acordo com o ministro Flávio Dino, a norma assinada por ele traz “medidas práticas e concretas” de regulação do serviço prestado pelo setor, com foco específico na prevenção de violência contra escolas. Nas últimas semanas, ocorreram dois atentados desse tipo e ameaças de ataques têm se propagado no país inteiro.

“Pela primeira vez temos um regramento claro de como combater condutas a partir da responsabilização das empresas, que, durante anos, disseram que elas eram neutras e que, portanto, elas não eram responsáveis. E são. O que a portaria afirma é que são responsáveis politicamente, socialmente e juridicamente. Porque essas empresas são prestadoras de serviços, eles selecionam conteúdo que nós visualizamos, eles impulsionam conteúdos, eles influenciam, portanto, no conteúdo que circula na internet”, afirmou em coletiva de imprensa para anunciar a medida.
A portaria prevê, por exemplo, que a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), órgão do Ministério da Justiça, instaure processos administrativos para apuração de responsabilidade de cada empresa em relação à eventual violação do que o ministro chamou de “dever de segurança e de cuidado” das plataformas em relação a conteúdos violentos contra comunidades escolares. É no âmbito desses processos que as plataformas deverão atender a diversas requisições da pasta prevista na norma, como, por exemplo, a obrigação de apresentar relatórios de avaliação de riscos sistêmicos sobre propagação de conteúdos ilícitos, informações sobre risco de acesso de crianças e adolescentes a conteúdos inapropriados para idade, além de conteúdos considerados ilegais, nocivos e danosos, segundo a portaria.
A Senacon também poderá requerer informações sobre risco de propagação e viralização de conteúdos e perfis que exibam extremismo violento, incentivem ataques ao ambiente escolar ou façam apologia e incitação a esses crimes ou a seus perpetradores.
O descumprimento das medidas, segundo o ministro Flávio Dino, poderá acarretar aplicação de multas que podem chegar a R$ 12 milhões ou, nos casos mais graves, até mesmo na suspensão administrativa dos serviços das redes sociais no país.
“O que desejamos é a adequação desses serviços. Mas, o processo administrativo estará instaurado e, claro, se não houver o atendimento dessa normatividade ditada sobre violência contra escolas, o processo administrativo vai adiante para que haja aplicação dessas sanções, que vão desde multas até, eventualmente, a suspensão das atividades”, ressaltou Dino. Apesar de ser editada em contexto de crise, a portaria tem prazo indeterminado.
Identificação de autores
Outra determinação da portaria exige o compartilhamento, entre as plataformas de redes sociais e as autoridades policiais, de dados que permitam a identificação do usuário ou do terminal da conexão com a internet que o usuário disponibilizou o conteúdo considerado violento contra escolas. Este trabalho ficará sob coordenação da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), também vinculada ao MJSP.
Também segundo a portaria, a Senasp poderá determinar às plataformas que impeçam a criação de novos perfis a partir dos endereços de protocolo de internet (endereço IP) em que já foram detectadas atividades ilegais, danosas e perigosas.
Ainda de acordo com a portaria, a Senasp vai instituir um banco de dados de conteúdos ilegais, contendo links, imagens, vídeos, entre outros, com o objetivo de facilitar a identificação pelos sistemas automatizados das plataformas, para que sejam rapidamente removidos.
A portaria não determine prazos específicos de remoção, mas o ministro da Justiça disse que deverá adotar como padrão o prazo máximo de duas horas, o mesmo usado pela Justiça Eleitoral, durante as eleições de 2022, para a retirada de conteúdos ilegais nas redes sociais.
Preocupação
A decisão de regular redes sociais por meio de uma portaria ministerial, e não uma lei, levantou preocupações de especialistas e entidades da sociedade civil, apesar da situação de emergência envolvendo atos e ameaças de violência nas escolas. A própria regulação ampla das redes sociais está em discussão atualmente no Congresso Nacional, e é defendida pelo atual governo, que apresentou sugestões ao Projeto de Lei 2.630/2020 ainda no mês passado.
“O Estado deve sim olhar para essa questão das escolas com a urgência que ela merece, mas me parece preocupante que, em meio a esse processo de discussão regulatória no Congresso, uma única pasta do governo federal adote uma portaria que prevê medidas muito duras, como a possibilidade de sanções com bloqueio do serviço”, aponta a jornalista e pesquisadora Bia Barbosa, representante do terceiro setor no Comitê Gestor da Internet (CGI.br) e integrante do coletivo DiraCom – Direito à Comunicação e Democracia.
Para Bia Barbosa, o maior problema é a escolha do instrumento legal de regulação. “Hoje temos um governo comprometido com a democracia, mas se a gente muda de contexto, um governo autoritário poderia usar esse tipo de instrumento com sérias ameaças à democracia”, pondera. Segundo a pesquisadora, o ideal teria sido o envolvimento de outros órgãos, incluindo o próprio Poder Judiciário, a quem deveria caber ordens de remoção. “Acho que essa seria uma tarefa para a Procuradoria de Defesa do Estado Democrático de Direito, da Advocacia Geral da União, que poderia acionar a Justiça para dar ordens de remoção num curtíssimo prazo, sem ser um ato administrativo unilateral e sem prazo determinado”.
A pesquisadora defende ainda que o Brasil crie, assim como a União Europeia – citada por Flávio Dino como referência regulatória -, um órgão com atribuição legal para orientar as plataformas no âmbito da moderação de conteúdos. “Em um contexto de crise como este, um órgão regulador poderia adotar medidas excepcionais de definição moderação de conteúdo, num determinado contexto e intervalo de tempo, mas não o governo de plantão. Os padrões internacionais restringem esse tipo de atuação por parte de governantes do Poder Executivo por entender que isso causa um risco excessivo ao exercício da liberdade de expressão”, observa.      
A proposta de regulação das plataformas de redes sociais apresentada pelo governo prevê a criação de uma autoridade supervisora independente, nos moldes de outras experiências internacionais.
Rondas escolares
Nesta terça-feira (11), o ministro Flávio Dino assinou um edital de chamamento público para ampliar o programa de segurança nas escolas. Ao todo, serão investidos R$ 150 milhões com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). As secretarias de segurança de estados e municípios, ou equivalentes, poderão apresentar projetos em seis diferentes áreas temáticas.
 
Canais
Denúncias sobre ameaças de ataques podem ser feitas ao canal Escola Segura, criado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com a SaferNet Brasil. As informações enviadas ao canal serão mantidas sob sigilo e não há identificação do denunciante.
Acesse o site para fazer uma denúncia.
Em caso de emergência, a orientação é ligar para o 190 ou para a delegacia de polícia mais próxima.
 
Agência Brasil 

Prefeitura entrega Comenda Raízes de Songa

A Prefeitura Municipal de São Gonçalo do Amarante realizou a entrega da Comenda Raízes de Songa, em homenagem áqueles que fazem parte da história da cidade, reconhecendo toda a importância cultural e artística.

O evento faz parte de uma série de comemorações alusivas ao aniversário da primeira emancipação do município.

Prefeitura de São Gonçalo do Amarante

 

Assembleia RN recebe prêmio da Unale nesta quarta-feira

O troféu do tricampeonato da Assembleia Legislativa já está pronto para ser entregue aos 24 deputados estaduais e servidores do legislativo. A entrega oficial do título será às 9h da quarta-feira (12), no Salão Nobre da Assembleia Legislativa.

A solenidade de entrega oficial do Prêmio Unale Assembleia Cidadã, faz referência à vitória conquistada na 25ª Conferência da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais, em novembro do ano passado. O Estado se destacou pelo terceiro ano consecutivo, desta vez com o projeto Legis Plenário, desenvolvido pela Diretoria de Gestão Tecnológica da Casa.

“O nosso planejamento estratégico tem metas e ações com foco em uma gestão eficiente e que traga bons resultados para a população. Receber, pela terceira vez, o prêmio é confirmar que estamos no caminho certo”, argumenta o presidente Ezequiel Ferreira (PSDB).

À frente da Diretoria de Gestão Tecnológica, Mário Sérgio detalhou. “Ir para a Conferência da Unale e retornar com um troféu, é motivo de satisfação para todos”, comemorou o diretor de Gestão Tecnológica da Assembleia do Rio Grande do Norte.

O projeto vencedor foi o Legis Plenário que traz inovações que não existem em nenhum plenário de Casa Legislativa do País. Toda a sessão tem acompanhamento e ferramentas específicas, disponibilizando informações sobre as proposições em pauta, as votações, presenças dos parlamentares (através de reconhecimento facial) e acelera de maneira significativa os trâmites burocráticos, gerando relatórios em tempo real e direcionando as matérias já com assinaturas digitais logo após suas aprovações.

“São diversas funcionalidades que a ferramenta traz ao plenário, fazendo com que os parlamentares e toda a sociedade tenham acesso ao que está ocorrendo em tempo real. É uma economia grande também de papel e no tempo gasto pela Casa para dar encaminhamento às matérias”, explicou Mário Sérgio Gurgel.

A presidente da Unale, deputada Ivana Bastos, da Bahia, estará em Natal para fazer a entrega oficial do Prêmio. Também participarão da solenidade na Assembleia Legislativa, o ex-deputado e assessor da Presidência, Diogo Moraes, de Pernambuco; além da coordenadora do Prêmio Assembleia Cidadã, Taciana Marinho e a assessora de Comunicação Juliana Freitas.

Fazer o número 2 não deve levar mais do que 5 minutos: evite erros ao atender o chamado da ‘Mãe Natureza’

Os ancestrais da espécie humana faziam cocô agachados. Agora, centenas de milhares de anos depois, o comum se tornou passar longos minutos sentado no vaso sanitário verificando as redes sociais ou disputando um game online.

Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, o entretenimento na hora errada aumenta o tempo no banheiro e traz consequências para a saúde porque forçamos mais do que o necessário a musculatura da região anal. O principal efeito negativo são as hemorroidas(inchaço e inflamação das veias do reto, o que pode até mesmo ser motivo para cirurgia corretiva).

“Antigamente, quando se levava jornal ou revista para o banheiro, em algum momento acabava a leitura. Agora, com Instagram e Youtube, é infinito”, diz a coloproctologista Thaís Takahashi.

 

(Esta reportagem é parte de uma série que o g1publica nesta semana sobre o cocô, que ainda vai abordar fatores associados às hemorroidas e o que o cocô pode indicar sobre sua saúde.)

Entre as atitudes que podem comprometer a saúde do reto e, consequentemente, as idas ao banheiro estão:

  • levar o celular ao banheiro e passar mais de cinco minutos sentado;
  • fazer muita força para evacuar;
  • segurar a vontade de ir ao banheiro por muito tempo;
  • fazer musculação com altas cargas.

 

Além desses fatores comportamentais, gravidez e ter o intestino muito preso ou muito solto também são fatores de risco para o desenvolvimento de problemas na região.

Ponto de apoio

 

Além de evitar os comportamentos de risco acima, uma das estratégias para ajudar na evacuação é o “banquinho do cocô“. De acordo com a médica coloproctologista Thaís Takahashi, o ponto de apoio para elevar os membros inferiores funciona porque alinha a musculatura do reto.

A posição simula uma postura ideal (parecida com o hábito ancestral de ficar agachado) e exige menos esforço.

— Foto: Arte g1

“O nosso reto, para mandar o sinal de quem tem coisa para eliminar, ele faz uma curvaturazinha quando vai passar pelo músculo do ânus e, quando levantamos a perna, a gente facilita essa eliminação”, explica Thaís.

  • E existe uma diferença biológica entre homens e mulheres até mesmo nesse ponto.
  • Logo na frente, na mulher fica a vagina e no homem fica a próstata, que acaba servindo de anteparo para ajudar na saída das fezes.
  • Já para as mulheres, principalmente as que tiveram partos vaginais, essa saída é dificultada porque a parede vaginal é mais flácida.

 

Ficar muito tempo sentado na privada mexendo no celular pode causar hemorroidas. — Foto: Reprodução/Pexels

Alimentação tem influência

 

Sérgio Alexandre Barrichello Júnior, gastroenterologista e endoscopista bariátrico, diz que a evacuação é muito relacionada com a presença de um bolo alimentar bem formado. Os movimentos para a evacuação se dão principalmente devido à presença dese bolo já digerido, que se transforma em bolo fecal no intestino grosso.

“Se for composto de carnes vermelhas e alimentos que se putrefazem muito, vai criar muitos gases e muitas vezes o intestino não vai trabalhar direito. Já tiver fibras, legumes, frutas e uma quantidade de líquido adequada, o bolo alimentar se transforma em um bolo fecal mais fácil de sair”, afirma o médico.

 

Ele ressalta que uma digestão ineficaz pode influenciar na evacuação.

  • Cada organismo é único e pode ter dificuldade de digerir certos tipos de nutrientes. Isso causa constipação, diarreia ou grande fermentação (gases).
  • Por exemplo, uma dieta rica em carne pode gerar um hábito intestinal menos regulado porque o organismo leva mais tempo para digerir esse tipo de alimento.
  • “Se não houver nenhum problema adicional, os vegetarianos podem ter uma evacuação mais eficiente do que o que faz uma dieta rica em alimentos de origem animal, especialmente carnes e ultraprocessados”, diz o médico.

 

Manhã é o melhor período

 

De acordo com a médica, fomos fisiologicamente preparados para evacuar pela manhã, já que o intestino passou a noite inteira repousando.

“Quando ficamos de pé ao acordar temos automaticamente um reflexo e depois do café da manhã também. Conforme a rotina vai atropelando, as pessoas inibem os reflexos, que param de existir, e a vontade não vem mais pela manhã”, diz a coloproctologista Thaís Takahashi.

 

Ou seja, para facilitar a missão, o ideal é criar uma rotina para aproveitar esses movimentos naturais e começar o dia com o caminho livre.

E fazer atividades físicas ajuda também. Thaís Takahashi explica que o diafragma, quando respiramos vigorosamente, exerce uma pressão que acaba indiretamente influenciando o funcionamento do intestino.

Fonte: G1

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA PREPARA PORTARIA PARA OBRIGAR REDES SOCIAIS A REMOVER CONTEÚDO SOBRE ATAQUES A ESCOLAS

O Ministério de Justiça prepara uma portaria para obrigar as redes sociais a prevenir a publicação e remover conteúdos sobre os ataques em escolas, segundo o titular da pasta, Flávio Dino.

“É bem específico: é sobre ataques a escola”, afirmou Dino ao blog. “Isso é uma emergência nacional: qual valor está acima de salvar vidas de crianças e adolescentes?”

A previsão é que a portaria seja publicada na quarta-feira (12).

Na segunda (10), Dino se reuniu com representantes de plataformas. Durante o encontro, subiu o tom após o Twitter se recusar a remover uma postagem com fotos de autores de atentados em escolas.

Segundo Estela Aranha, responsável pela portaria, os representantes das redes sociais já foram informados sobre o preparo da portaria. Algumas plataformas já começaram a retirar as publicações.

O Ministério da Justiça também está em contato com o AGU e com o Ministério Público para tratar sobre o assunto.

Estela diz que a obrigação para retirar as postagens pode se dar pelo descumprimento de normas relacionadas ao consumidor, como quando um serviço cria pânico e traz riscos.

 

“Quando deixa de manter serviço confiável, não cumpre termo de uso, além de não ter moderação sobre esse tipo de conteúdo- gerando ambiente de pânico e instabilidade – esse é o novo foco com essa portaria” , afirmou Estela ao blog.

 

 

R$ 150 milhões para segurança em escolas

 

Dino informou que, também na quarta (12), será publicado um edital que vai liberar R$ 150 milhões para estados e municípios fortalecerem a segurança em escolas públicas.

A decisão sobre a aplicação do dinheiro caberá aos gestores. Isso significa, por exemplo, que se ele quiser utilizar a verba para instalar detectores de metal, não haverá restrição por parte do governo.

“Vamos bancar. Não vai ter veto. O edital sai genérico porque vai ficar a critério do gestor estadual e municipal, claro que para escolas públicas”, diz Dino.

O ministro da Justiça também disse que cabe a cada estado definir se coloca ou não policiais em escolas, como anunciou na segunda (10) o governo Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina.

Fonte: Gazeta do RN

Comissão de Transportes aprova tarifa diferenciada em horários de menor fluxo


A Comissão de Transportes, Legislação Participativa e Assuntos Metropolitanos da Câmara Municipal de Natal retomou a agenda de reuniões ordinárias nesta segunda-feira (03). Presidida pelo vereador Milklei Leite (PV), o colegiado apreciou e aprovou 13 projetos de lei e designou a relatoria de outros três.

 

Entre as matérias aprovadas na reunião, na qual estiveram presentes os membros da comissão vereadores Daniel Valença (PT) e Eribaldo Medeiros (PSB), estão os projetos de lei 257/2021 e 322/2022, ambos de autoria do presidente Milklei Leite.

 

O PL 322/2022 cria o programa de incentivo à utilização do Sistema de Transporte Público de Passageiros, autorizando o Poder Executivo fixar tarifa diferenciada nos horários de menor fluxo, concedendo desconto aos usuários. Já o PL 257/2021 autoriza o Município a criar concessões para instalação de Pontos de Vendas (PDV’s) em paradas de ônibus. “E a contrapartida financeira, pela ocupação do espaço deverá ser investida na construc?a?o de abrigos nos pontos de o?nibus”, explica o autor do projeto, detalhando que a falta de cobertura é algo do qual os usuários se queixam, pela falta de estrutura para se abrigar do sol e da chuva.

 

A Comissão de Transportes também aprovou o PL 428/2021 de autoria do vereador Anderson Lopes (Solidariedade), que proíbe a alteração de limite de velocidade de maior para menor, sem a sinalização adequada e antecipada de no mínimo três meses em qualquer via de Natal, e o PL 828/2021, do vereador Kleber Fernandes (PSDB), que propõe disciplinar a carga e descarga de veículos leves de fretamento (picapes) nas ruas comerciais da cidade, através da sinalização de vagas exclusivas para eles.

 

“O PL 428/2021 se presta a combater a indústria da multa”, comentou Anderson. “A regularização proposta no PL 828/2021 é fundamental não só para os trabalhadores, como também para minimizar o impacto que as operações de carga e descarga geram nas vias de circulação em nossa cidade”, justificou Kleber.

Texto: Ilana Albuquerque

Fotos: Elpídio Júnior

Comissão de Transportes CMN

Marcas europeias na liturgia

Padre João Medeiros Filho

A presença de elementos europeus na liturgia é incontestável. O Concílio Vaticano II procurou depurar as bizarrices, mas ainda vigem algumas alheias à nossa cultura. Segundo Adélia Prado, “várias mudançaspropostas por certos reformistas destoam do clima místico e sagrado.” Ainda hoje, alfaias e paramentos religiosos remetem a costumes da Europa ocidental. Sente-se também essa influência nos hábitos de frades e freiras. Costumes foram concebidos em função do rigor invernal de países do hemisfério norte. Os capuzes dos buréis franciscanos, beneditinos etc. visam a guardar o rosto dosusuários de ventos gélidos. O solidéu episcopal – influenciado pelo quipá judaico – tinha a função de resguardar da friagem a cabeça dos prelados. Estes, até a década de 1960, usavam uma tonsura maior que a dos demais clérigos. Como proteção contra o frio, idealizou-se, além do solidéu, a mitra episcopal para os atos litúrgicos realizados nas seculares catedrais, desprovidas de aquecimento.

Até o Concílio Vaticano II, para as missas pontificais solenes, o bispo adentrava os templos de batina, roquete e mantelete. Retirava este e vestia-se com amicto, alva, cíngulo, estola, tunicela (própria dos antigos subdiáconos), dalmática (atualmente usada pelos diáconos), manípulo (espécie de toalha no braço esquerdo) e casula. Isso tudo para mitigar os rigores climáticos, acrescentando o simbolismo da plenitude sacerdotal. Imaginem essa roupagem no tórrido Seridó. Não parava por aí. O bispo devia usar luvas (cores combinando com o tempo litúrgico), mormente quando estivesse no sólio pontifício. Antes da reforma conciliar, chegando ao trono, o bispo sentava-se e seis acólitos ajoelhavam-se em torno dele para trocar os sapatos e calçar umas sapatilhas especiais, denominadas cáligas. Outrora, nos países europeus, o pontífice descia da carruagem, andava alguns metros, antes de ingressar na nave central da igreja, molhando os sapatos na neve derretida. O clima no nordeste brasileiro e outras regiões tropicais é bem diferente. Tais vestimentas não combinam com o calor em nosso país e alhures. Dom José Adelino Dantas, ao ser nomeado bispo, informou aonúncio apostólico que não tinha condições financeiras de comprar o enxoval, inclusive anel, cruz peitoral e báculo. Estas três insígnias lhe foram presenteadas por benfeitores.

Lembro-me de um caso, quase anedótico, ocorrido na catedral caicoense. Certa feita, acolitei uma missa pontifical, celebrada por Dom José de Medeiros Delgado, na festa da Irmandade das Almas do Seridó. Esta transcorre na segunda quarta-feira de novembro, em plenacanícula das dez horas. Concelebrava Monsenhor Walfredo Gurgel. O Coral de Parelhas, regido peloCônego Amâncio Ramalho, executava uma linda edemorada polifonia do pós-comunhão. Dom Delgado, transpirando muito e sedento, volta-se discretamente para o seu vigário geral e sentencia: “Walfredo, se não existir céu, que tabocada!” Incontinenti, respondeu o sacerdote: “E que lá no céu, não haja essa cantoria de Amâncio.” O bispo, apesar da seriedade do momento, não conteve o riso.

Não é apenas na liturgia que acontece coisas alheias à nossa cultura. É bem conhecida a indumentária do goleirode futebol: camisa com mangas compridas, meias até os joelhos, luvas etc. Como movimenta-se menos que os demais jogadores, é necessário protegê-lo do frio. No entanto, tais vestes não condizem com lugares calorentos. Sábias as palavras do apóstolo Paulo aos colossenses, mostrando a adaptação cultural: “Não se faz mais distinção entre grego e judeu, escravo e livre, porque agora o que conta é Cristo” (Col 3, 11).

Essa discrepância cultural acontece igualmente com os irmãos evangélicos. Estes, em pleno calor de Jucurutu, são obrigados a participar de cultos em templos não climatizados, trajando camisa de mangas longas, paletó e gravata (houve quem obrigasse o uso de colete). Este tipo de traje não condiz com o calor do Seridó. Há um dado positivo na missionariedade dos evangélicos. Alfabetizavam primeiramente os membros das igrejas para ler a Sagrada Escritura. Isto fez com que os países colonizados por protestantes tivessem maior índice de alfabetização do que os catequizados pelos católicos. Todavia, não faltam estranhezas. Certos pregadores norte-americanos, ao evangelizar na África, influenciaram os nativos inicialmente no uso de coca-cola. A Carta aos Coríntios ensina o respeito às diferenças culturais: “Para todos eu me fiz tudo, certamente para salvar alguns. Por causa do Evangelho, eu faço tudo” (1Cor 9, 22).

Comissão de Justiça aprova projeto que prevê segurança armada nas escolas

Foto: Francisco de Assis

A Comissão de Legislação, Justiça e Redação Final da Câmara Municipal de Natal aprovou nesta segunda-feira (10) o Projeto de Lei nº 655/2022, que torna obrigatório o emprego do serviço de segurança armada durante o expediente escolar nas instituições públicas municipais de ensino. A matéria foi uma das 27 apreciadas durante a reunião.

De acordo com a proposta, a medida visa melhor guarnecer de proteção os frequentadores das escolas. “Nos últimos dez anos, já tivemos pelo menos oito ataques a estabelecimentos de ensino no Brasil com vítimas. A gente traz a discussão diante da necessidade urgente de maior segurança nas escolas. Não podemos mais deixar nossas crianças tão vulneráveis”, destacou a presidente da comissão e autora do projeto, vereadora Nina Souza (PDT).

O colegiado aprovou ainda outras matérias, como o PL n° 625/22, do vereador Hermes Câmara (PTB), para criar a campanha permanente de combate às doenças ocupacionais dos profissionais da educação; e o PL nº 608/2021, da vereadora Brisa Bracchi (PT), que dispõe sobre a obrigatoriedade de ser cobrado o mesmo valor de entrada, bem como qualquer tipo de consumação em eventos, boates e similares para homens e mulheres, sem fazer distinção de sexo, sexualidade, gênero ou identidade.

Também passou o PL n° 458/2022, de autoria do chefe do Executivo, que cria o Sistema Municipal de Cultura. “Esse sistema é muito importante para a funcionalidade da política de cultura do município e se adequa ao Plano e ao Fundo municipal de cultura, dentro do que prediz a lei federal”, explicou o vereador Raniere Barbosa (Avante), que relatou a matéria.

Foto: Francisco de Assis

Os vereadores Klaus Araújo (Sem Partido), Preto Aquino (PSD), Kleber Fernandes (PSDB) e a vereadora Camila Araújo (União Brasil), também participaram da reunião.

Fonte:  www.cmnat.rn.gov.br

Câmara Municipal de Natal

Na mesa de Lula, indicação de Rivaldo Fernandes para superintendência do IPHAN do RN

O presidente nacional do IPHAN Leandro Grassi fará a nomeação de Rivaldo Fernandes ainda esse mês para o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN RN.

O PV RN sob a direção do vereador Milklei Leite participou de uma conversa política com a governadora Fátima Bezerra com o objetivo de detalhar as providências administrativas da cessão do servidor para o governo federal.

Rivaldo Fernandes é mestre em geografia e doutorando em educação. Tem agora, essa nova missão pela frente.

Prefeitura lança projeto “cidade das Paixoes”

 

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, por meio da Fundação Cultural Dona Militana (FCDM) e da Secretaria Municipal de Comunicação e Eventos (Secom), lançou nesse domingo (9), durante a apresentação da Paixão de Cristo do GRUTEU, o projeto “Raízes de Songa”, que tem por objetivo fazer um resgate e registro histórico das tradições são-gonçalenses.

O primeiro grande ato desse projeto é intitulado “Cidade das Paixões”– um documentário que conta a história das encenações da Paixão de Cristo no município.

Este primeiro episódio faz um resgate das origens dos grupos teatrais e mostra como o município tornou-se protagonista em narrar essa grande história e os principais personagens que contribuíram para isso.

Equipe | SECOM São Gonçalo do Amarante