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URGENTE: Lemann e Sicupira, bilionários que lideram lista dos mais ricos do Brasil, são investigados pela PF

URGENTE: Lemann e Sicupira, bilionários que lideram lista dos mais ricos do Brasil, são investigados pela PF
Os empresários Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Veiga Sicupira Imagem: Divulgação e Folha de S.Paulo.

A Polícia Federal cumpre na manhã de hoje mandados de busca e apreensão contra Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira em uma nova fase da investigação sobre as fraudes na Americanas. Os dois bilionários são acionistas da empresa e outras grandes marcas mundiais, como a Ambev e Kraft Heinz. A nova fase que mira os dois bilionários é um desdobramento da investigação sobre o rombo de R$ 54 bilhões na contabilidade da Americanas.

Ao todo, são cumpridos nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo. Além das buscas, a 10ª Vara Federal do Rio de Janeiro ordenou o sequestro de bens de até R$ 54 bilhões dos investigados. Os crimes investigados são manipulação de mercado e associação criminosa. De acordo com a investigação, os acionistas de referência tinham conhecimento sobre as operações de Verbas de Propaganda Cooperada (VPC) e Risco Sacado, que estão no centro da fraude contábil da Americanas. “Segundo as investigações, os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico”, diz a PF.

O VPC envolve a concessão de créditos por parte dos fornecedores aos varejistas e, como explica a PF em seu relatório das primeiras fases do caso Americanas, podem ser utilizadas para abater dívidas com o fornecedor em questão, culminando em uma melhora nos resultados financeiros da empresa.

“Criavam-se lançamentos contábeis fraudulentos, referentes a VPC inexistentes. O registro contábil era efetuado sem qualquer documentação de suporte. Documentos falsos para amparar esses lançamentos contábeis seriam criados, quando e se necessários, apenas para atender eventual demanda de comprovantes pela auditoria externa”, disse um dos delatores do caso Americanas.

O Risco Sacado, por sua vez, é uma operação normal de empresas que atuam no varejo em que se faz um empréstimo com um banco para pagar o fornecedor.

A empresa, então, ganha condições melhores para gerir seu fluxo de caixa. A fraude nas Americanas consistia em lançar incorretamente essa informação no balanço. (reportagem em atualização)

COM INFORMAÇÕES DE UOL

Adolescente é baleado após trocar tiros com policiais da Força Tática na Zona Norte de Natal

Foto: Divulgação/PMRN.

Um adolescente de 17 anos foi baleado durante uma intervenção policial na noite desta quarta-feira (24), no bairro Pajuçara, Zona Norte de Natal. Ele teria efetuado disparos contra equipes da Força Tática do 4º Batalhão da Polícia Militar (4º BPM), segundo a corporação.

De acordo com a PM, a ocorrência teve início após denúncias de que três indivíduos estariam reunidos em uma vila na Rua Comunidade em Ação, supostamente planejando a prática de assaltos na região. Ao chegar ao local para averiguação, os policiais encontraram o adolescente portando um revólver calibre .38.

Ainda segundo a Polícia Militar, ao perceber a presença das equipes, o suspeito teria efetuado um disparo contra os agentes e, em seguida, correu para dentro de um imóvel, de onde voltou a atirar contra os policiais.

Diante da situação, os militares revidaram para conter a agressão e cessar a ameaça. O adolescente foi atingido e socorrido pelos próprios policiais ao Hospital Santa Catarina. Não há atualização sobre seu estado de saúde.

Durante a ocorrência, foi apreendido um revólver calibre .38 e quatro munições deflagradas. O material foi encaminhado à autoridade policial para os procedimentos cabíveis.

O caso será investigado pela Polícia Civil.

URGENTE: PF detém investigados e bloqueia R$ 54 bilhões em bens no caso lojas Americanas

 

URGENTE: PF detém investigados e bloqueia R$ 54 bilhões em bens no caso lojas Americanas

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (25), uma nova fase da investigação sobre as fraudes contábeis nas Lojas Americanas, caso que revelou um rombo estimado em R$ 24 bilhões e se tornou um dos maiores escândalos financeiros do país.
A operação tem como alvo ex-diretores da companhia, suspeitos de participação no esquema de manipulação de dados contábeis que teria inflado resultados financeiros ao longo de anos, conforme informações da coluna Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.

Ao todo, cerca de 180 policiais federais cumprem dois mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. A ação também conta com apoio da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do Ministério Público Federal (MPF).

Por decisão da Justiça, foi autorizado ainda o sequestro de bens e valores dos investigados. As medidas patrimoniais podem chegar a R$ 54 bilhões, com bloqueios individuais que alcançam até R$ 500 milhões.

Segundo a PF, as investigações apuram a atuação de ex-executivos em um esquema de distorção das demonstrações financeiras da empresa, com uso de mecanismos como as chamadas verbas de propaganda cooperada (VPC), que teriam sido usadas para mascarar resultados.

Os investigados podem responder por crimes como manipulação de mercado, falsidade em demonstrações financeiras, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As apurações seguem para identificar a responsabilidade individual de cada envolvido no caso que levou à revelação das inconsistências bilionárias e à recuperação judicial da varejista em 2023.

Com informações de @agenciabrasil

Emirados: operação conjunta do MPRN e Polícia Civil combate lavagem de dinheiro e sonegação fiscal

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e a Polícia Civil deflagraram nesta terça-feira (23) a operação Emirados para apurar crimes de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, associação criminosa e falsidade ideológica. A investigação conjunta identificou um esquema estruturado para obter vantagens financeiras ilegais em prejuízo dos cofres públicos. O empresário apontado como chefe das fraudes tem atuação e influência no ramo de postos de combustíveis na Grande Natal e foi preso.

O trabalho aponta que os envolvidos utilizavam mecanismos para esconder bens e valores obtidos por meio de ilícitos fiscais. A apuração é conduzida pela 56ª Promotoria de Justiça de Natal, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pela Delegacia Especializada na Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD).

Além do mandado de prisão, a operação Emirados e cumpriu 33 mandados de busca e apreensão pessoal e domiciliar contra os alvos. Também foram aplicadas 75 medidas cautelares diversas da prisão. Os mandados foram cumpridos nas cidades potiguares de Natal, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante.

No âmbito patrimonial, a Justiça determinou o sequestro de 18 imóveis e de uma lancha, com o objetivo de assegurar eventual reparação dos danos e impedir a dissipação do patrimônio investigado. Ao todo, 4 promotores de Justiça, 9 servidores do MPRN e mais de 120 policiais civis, entre delegados e agentes. Na casa do chefe do esquema, foram apreendidos mais de R$ 90 mil, dólares e euros em espécie, joias, documentos, celulares e computadores.
O esquema

O principal investigado é um empresário que liderava um arranjo voltado à ocultação de patrimônio. Para proteger os bens e evitar cobranças judiciais, ele registrava propriedades e veículos em nome de parentes e de funcionários de confiança, que atuavam como “laranjas”. As investigações também apontam que o chefe do grupo exercia o controle real sobre várias empresas de fachada, como distribuidoras, bares e postos de combustíveis, sem constar oficialmente nos contratos sociais.

A fraude contava com empresas utilizadas para deixar de pagar tributos estaduais de forma sistemática. Entre as condutas identificadas estão a omissão de entrada de mercadorias, a falta de emissão de notas fiscais e a criação de firmas em série em nome de terceiros. O esquema usava inclusive pessoas de baixa renda e beneficiários de programas assistenciais federais como sócios de fachada para blindar os verdadeiros donos dos negócios.
Sonegação, carro de luxo e mansão

As empresas vinculadas ao grupo econômico acumulam juntas um passivo tributário global que chega ao montante de R$ 72.922.514,57 inscritos na Dívida Ativa do Estado do Rio Grande do Norte. Os débitos estão concentrados no não recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Desse total sonegado, duas distribuidoras de alimentos respondem pelas maiores fatias da dívida fiscal.
Um dos fatos que motivou a abertura de uma linha de investigação específica foi a compra de um carro importado de luxo avaliado em cerca de R$ 800 mil. O veículo foi registrado em nome de um funcionário que exercia a função de auxiliar de contabilidade e contador com uma remuneração de R$ 1.954. A capacidade financeira declarada era incompatível com o valor do automóvel, enquanto o líder do esquema ostentava o bem como próprio. O mesmo funcionário também aparecia como o comprador formal de uma residência de alto padrão em um condomínio fechado pelo valor declarado de R$ 2.558.000,00. As diligências policiais e os exames de documentos constataram que o imóvel servia de moradia real para o próprio coordenador da organização. O grupo utilizava contas dessas firmas satélites para pagar contas e despesas de moradias de luxo da família do investigado.

Em razão do prejuízo causado aos cofres públicos e do risco de dissipação de ativos, a Justiça determinou o sequestro, a indisponibilidade de bens e o bloqueio de valores em contas bancárias no valor total de R$ 72.922.514,57. A medida alcança contas de pessoas físicas e jurídicas, incluindo nove empresas de um ecossistema contemporâneo de fachada e contas de passagem utilizadas pelo líder do esquema de fraudes.
Gaesf

A atuação do MPRN na operação Emirados é resultado da articulação conjunta das forças de segurança do RN que integram o Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf). O grupo especializado trabalha na identificação de fraudes complexas e na recuperação de ativos desviados por meio de crimes tributários. Através da análise técnica e da integração com outros órgãos, o Gaesf garante que grandes sonegadores sejam processados e que os valores devidos ao Estado retornem para o financiamento de políticas públicas. O MPRN é representado no Gaesf pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Mãe, padrasto e tio são presos após morte de criança de 8 anos por disparo em casa em Natal

Mikellyson Valter Tavares, chegou a ser socorrido e levado à UPA de Cidade Satélite, mas não resistiu aos ferimentos – Foto: Reprodução.

A mãe, o padrasto e um tio de uma criança de 8 anos que morreu após ser atingida por um disparo de arma de fogo dentro de casa foram presos em flagrante no sábado (20), no bairro Guarapes, Zona Oeste de Natal. A informação foi confirmada pela Polícia Civil. Notícias do Brasil

A vítima, identificada como Mikellyson Valter Tavares, chegou a ser socorrida e levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cidade Satélite, mas não resistiu aos ferimentos, apesar das tentativas de reanimação da equipe médica.

Segundo relato de familiares, o disparo teria ocorrido de forma acidental enquanto a criança estaria em casa com o irmão de 11 anos. A versão é investigada pela Polícia Civil.

De acordo com a Polícia Militar, o padrasto da vítima admitiu ter adquirido de forma irregular uma arma de fogo de calibre restrito no município de Mossoró. A arma não foi localizada no imóvel, sendo encontrados apenas dois carregadores.

Ainda segundo a PM, o tio da criança foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e também autuado por fraude processual qualificada, em razão de indícios de alteração da cena do crime. A mãe e o padrasto foram presos por posse irregular de arma de fogo e omissão de cautela, conforme previsto no Estatuto do Desarmamento.

O caso foi inicialmente registrado como morte suspeita e está sendo investigado pela Divisão de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que apura as circunstâncias do disparo e eventuais responsabilidades.

Em depoimento, a Polícia Militar informou ainda que a cena do crime teria sido alterada antes da chegada das equipes, o que dificultou o início das investigações no local. Foram apreendidos carregadores com munições de calibre 9mm na residência.

Polícia investiga morte de menino de 8 anos após disparo dentro de casa em Natal; cena do crime foi alterada e arma não foi encontrada

 

Foto: reprodução.

Uma criança de 8 anos morreu no sábado (20), após ser atingida no rosto por um disparo de arma de fogo dentro de casa, no bairro Guarapes, Zona Oeste de Natal. A vítima foi identificada como Mikellyson Valter Tavares.

Segundo familiares, a mãe e o padrasto haviam saído para comprar pão, deixando Mikellyson e o irmão, de 11 anos, sozinhos na residência. A versão apresentada à polícia é que o disparo ocorreu durante o manuseio da arma pelo irmão mais velho. O caso será investigado pela Polícia Civil.

A criança foi socorrida e levada à UPA de Cidade Satélite, mas não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Civil apura as circunstâncias do caso, incluindo como a arma chegou às mãos das crianças. A mãe, o padrasto e um tio foram ouvidos pela polícia.

De acordo com a Polícia Militar, o padrasto informou ter comprado a arma, de calibre restrito, em Mossoró. O armamento não foi encontrado durante as buscas.

Os policiais localizaram apenas dois carregadores: um com oito munições intactas de calibre 9 mm e outro, de maior capacidade, com cerca de 30 munições.

Segundo a PM, a cena já havia sido alterada quando as equipes chegaram ao local, o que pode dificultar a apuração dos fatos.

“Chegamos lá, inclusive já tinha sido limpada a cena do crime, onde ocorreu a situação do disparo, até então sem saber se foi alguém que disparou ou se a criança mesmo disparou em si própria”, contou o sargento Wendel Fischer.

Polícia identifica terceiro suspeito no atentado contra o vereador Cabo Deyvison em Mossoró

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte avançou nas investigações sobre o ataque ocorrido na última segunda-feira (15) em Mossoró, que resultou na morte de Alyson Dyego de Oliveira Morais e deixou o vereador Cabo Deyvison (PL) ferido. As autoridades confirmaram a identificação de um terceiro suspeito de participação direta na ação criminosa: Wilson Mariano da Silva Filho.

Com base nos elementos reunidos pelos investigadores, a Justiça potiguar expediu um mandado de prisão preventiva contra Wilson Mariano. Entretanto, desde a autorização judicial, o suspeito não foi localizado e seu nome já consta na lista de foragidos da segurança pública estadual.

Colaboração da população

A investigação, conduzida pela Polícia Civil, segue em ritmo acelerado para desvendar todas as circunstâncias do crime, incluindo a identificação de possíveis mandantes e a extensão da participação de outros envolvidos.

Para localizar o foragido, a Polícia Civil reforça a importância da colaboração popular. Qualquer informação sobre o paradeiro de Wilson Mariano da Silva Filho pode ser repassada de forma totalmente anônima através do Disque Denúncia 181. A corporação garante o sigilo absoluto das fontes.

Ataque hacker gera alerta falso de “misantropia” na Defesa Civil

Foto: Polícia Federal/ Divulgação.

Um Ataque hacker contra o sistema nacional da Defesa Civil provocou o disparo de uma notificação falsa durante a madrugada e assustou moradores de diversas regiões do país. O incidente ocorreu por volta de 1h30 deste sábado (20) e levou a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil a acionar a Polícia Federal para investigar a autoria e a extensão da invasão cibernética.

Segundo o órgão, a mensagem foi enviada indevidamente por meio da plataforma Defesa Civil Alerta, ferramenta utilizada para avisos emergenciais relacionados a desastres naturais e situações de risco iminente. Além disso, a ocorrência levou o governo federal a suspender temporariamente o sistema de envios como medida preventiva.

A principal linha de investigação aponta para uma ação criminosa coordenada. Enquanto isso, equipes técnicas trabalham para identificar a origem do problema e reforçar os mecanismos de proteção da plataforma.

Ataque hacker disparou alerta de “misantropia”

O episódio ocorreu durante a madrugada, quando milhares de celulares receberam uma notificação acompanhada de um sinal sonoro semelhante ao utilizado em situações de emergência extrema.

Além da sirene, a mensagem apresentava apenas a palavra “misantropia”, termo utilizado para definir aversão, desconfiança ou hostilidade em relação à humanidade. Como resultado, muitos usuários ficaram preocupados e recorreram às redes sociais para buscar informações sobre o significado do alerta.

Conforme informou a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, a mensagem não possuía qualquer relação com riscos reais à população. Dessa forma, o órgão descartou a existência de desastres naturais ou outras ocorrências que justificassem o acionamento do sistema.

Em nota oficial, a instituição afirmou que a plataforma permanecerá fora do ar até que todas as condições de segurança sejam plenamente restabelecidas.

Como funciona o sistema Defesa Civil Alerta

O sistema Defesa Civil Alerta foi desenvolvido para emitir avisos emergenciais à população em casos de desastres naturais, como enchentes, alagamentos, deslizamentos de terra e eventos climáticos severos.

Diferentemente de outros serviços, a ferramenta não exige cadastro prévio nem instalação de aplicativos. Os alertas chegam diretamente aos aparelhos compatíveis com redes 4G e 5G por meio da geolocalização da área afetada.

Além disso, o sistema possui uma característica específica para situações de alto risco: o sinal sonoro é emitido mesmo quando o aparelho está configurado no modo silencioso ou “não perturbe”. Assim, as autoridades conseguem alcançar rapidamente as pessoas que estejam em áreas de perigo.

A tecnologia passou por testes de implementação em setembro do ano passado e vem sendo utilizada como instrumento de proteção e resposta rápida a emergências.

Polícia Federal investiga origem da invasão

A Polícia Federal assumiu a investigação para identificar os responsáveis pelo ataque e avaliar possíveis vulnerabilidades exploradas pelos criminosos. Paralelamente, especialistas em segurança cibernética do governo federal analisam os registros do sistema para determinar como ocorreu a invasão.

Além disso, os técnicos trabalham para garantir que a plataforma volte a operar com segurança e confiabilidade. Segundo o governo, o restabelecimento do serviço ocorrerá apenas após a conclusão das verificações necessárias.

Caso Gislâne Cruz: Justiça condena motorista por acidente que matou bailarina em Natal

Após sete anos, Tribunal do Júri condena Josias Teixeira a seis anos de prisão por colisão que resultou na morte da bailarina Gislâne Cruz | BNews RN – Divulgação Reprodução internet.

Sete anos após um acidente que abalou o meio cultural potiguar, a Justiça definiu a punição para o responsável pela morte da professora de dança e bailarina Gislâne Cruz do Nascimento.

Em julgamento realizado nesta semana, o Tribunal do Júri condenou o oficial de Justiça Josias Teixeira de Morais a seis anos de prisão em regime semiaberto.

Julgamento definiu responsabilidade pelo acidente

Durante a sessão do Tribunal do Júri, acusação e defesa apresentaram argumentos, provas técnicas e depoimentos colhidos ao longo da investigação e da tramitação do processo.

Após a análise do caso, os jurados entenderam que o acusado teve responsabilidade pela colisão que resultou na morte da bailarina, levando à condenação anunciada pela Justiça.

Como aconteceu a colisão

O acidente ocorreu na Avenida Prudente de Morais, uma das principais vias da capital potiguar.

Segundo as investigações, Gislâne seguia como passageira em um veículo de transporte por aplicativo quando o carro conduzido pelo réu teria invadido a faixa contrária da pista.

A batida frontal provocou o capotamento do automóvel em que a professora estava, deixando ainda outras pessoas feridas.

Segundo as investigações, Gislâne seguia como passageira em um veículo de transporte por aplicativo quando o carro conduzido pelo réu teria invadido a faixa contrária da pista.
Segundo as investigações, Gislâne seguia como passageira em um veículo de transporte por aplicativo quando o carro conduzido pelo réu teria invadido a faixa contrária da pista.

Investigação apontou consumo de álcool

As apurações realizadas pelos órgãos responsáveis indicaram que o motorista apresentava sinais compatíveis com embriaguez no momento da ocorrência.

Conforme os registros do caso, ele também teria admitido ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. Essas informações integraram o conjunto probatório analisado durante o julgamento.

O que foi apontado na investigação:

• Colisão frontal registrada na Avenida Prudente de Morais;

• Veículo conduzido pelo acusado teria invadido a contramão;

• Carro onde estava a vítima capotou após o impacto;

• Equipes do Samu foram acionadas para o resgate;

• Indícios de consumo de álcool foram registrados durante a ocorrência.

Trajetória marcada pela dança e pela cultura

Gislâne Cruz era uma das profissionais conhecidas do cenário cultural potiguar. Além de atuar como professora de dança, participou de projetos artísticos e integrou a Companhia de Dança do Teatro Alberto Maranhão.

Seu trabalho na formação de novos talentos e sua participação em eventos culturais renderam reconhecimento dentro e fora da capital.

Pouco antes do acidente, ela havia conquistado o título de Rainha do Carnaval de Parnamirim, ampliando ainda mais sua visibilidade no estado.

Condenação encerra uma etapa do caso

A sentença representa um novo capítulo no processo que acompanhou a rotina da família da vítima ao longo dos últimos anos.

Embora a decisão judicial não apague a perda sofrida por parentes, amigos e alunos, ela marca a conclusão de uma importante fase da busca por responsabilização em um dos acidentes de trânsito mais lembrados da história recente do Rio Grande do Norte.

www.bnewsrn.com.br

Operação mira bets ilegais e bloqueia R$ 145 milhões em ofensiva contra esquema bilionário no RN e outros três Estados

A Receita Federal intensifica ações contra fraudes e sonegação, focando em empresas de apostas ilegais de quota fixa sem autorização | BNews RN – Divulgação MPRN.

A Receita Federal em parceria com o Ministério Público dos Estados do Rio Grande do Norte e Pernambuco, participou nesta quinta-feira (18) da Operação “Conto da Sorte”.

A operação apura crimes de lavagem de dinheiro, induzimento à especulação, exploração de jogo de azar e loteria não autorizada, associação criminosa e crimes contra as relações de consumo.

O objetivo é colher provas sobre um esquema de exploração irregular de apostas de quotas fixas e jogos de azar na internet, das chamadas bets.

O trabalho realizado tem por objetivo a apreensão de documentos diversos e informações em mídia como elementos de prova para a investigação, bem como a apreensão de bens e direitos até o limite de R$ 145 milhões para garantia de restituição dos ilícitos apurados.

A investigação apura o funcionamento de bets, as empresas de apostas em quota fixa, que funcionam sem autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda.

Essas empresas apresentaram movimentação financeira de bilhões de reais (o valor exato ainda será revelado com os dados coletados nas buscas, apreensões e quebras de sigilo).

As apurações iniciaram com a criação pela Prefeitura de Bodó, município do Rio Grande do Norte, da autarquia LOTSERIDÓ, que passou a credenciar, de forma irregular, empresas de apostas de quota fixa. A LOTSERIDÓ foi encerrada em outubro de 2025, mas as empresas permanecem atuando sem autorização do órgão regulador desse tipo de atividade, a SPA.

Segundo o MPRN, o grupo utilizava como âncora o órgão Lotseridó, criada pela Prefeitura de Bodó/RN, para dar aparência de legalidade a dezenas de plataformas de apostas online em âmbito nacional.

A Justiça determinou o bloqueio de valores em contas correntes, poupanças, investimentos, planos de previdência privada, além da indisponibilidade de veículos e de bens imóveis dos investigados.

 

Operação contra Bets ilegais - MPRN
Operação contra Bets ilegais – MPRN

Modus operandi

O grupo investigado constituiu dezenas de empresas de exploração de jogos de azar e apostas e instituições de pagamento, que eram então repassadas formalmente a terceiros, sem capacidade econômica, enquanto o controle gerencial e financeiro permanecia com o grupo.

Foi identificado, inclusive, que alguns dos sócios ostensivos seriam beneficiários de auxílio emergencial, enquanto outras empresas teriam sido colocadas em nome de parentes dos investigados. Parte das empresas sequer possui existência de fato, utilizadas apenas para a movimentação financeira em suas contas bancárias.

As investigações apontam que existe movimentação financeira incompatível com os rendimentos declarados, indícios de sonegação fiscal, de lavagem de dinheiro com a aquisição de imóveis e ausência de repasse sobre a receita líquida de apostas, prevista na Lei nº 13.756/2023, que regulamenta a atividade das bets.

Como os golpistas atuavam na internet?

As pessoas caiam nos golpes induzidas a erro por meio de artifícios digitais. O grupo criminoso realizava a invasão de sistemas de computadores de órgãos públicos e injetava códigos em páginas de boa reputação, como sites com finais “.gov.br” e “edu.br”.

Essa adulteração criava arquivos de indexação forjados que direcionavam o robô de buscas da internet e os usuários para os sites ilegais de apostas, transmitindo uma falsa credibilidade.

Segundo o MPRN, o grupo apresentou um crescimento patrimonial expressivo e movimentou grandes volumes de recursos financeiros.

A própria Prefeitura de Bodó demonstrou em manifestações públicas que as empresas arrecadaram cerca de R$ 415 milhões em apenas 10 meses de funcionamento, gerando um repasse de R$ 8,3 milhões para os cofres municipais. Além disso, só uma das empresas envolvidas obteve créditos de R$ 4,6 bilhões no ano de 2025.

Para conseguir movimentar os valores e ocultar os verdadeiros donos do negócio, os líderes estruturaram uma rede de empresas de fachada chamadas de facilitadoras de pagamento ou de apoio operacional.

Essas firmas eram registradas em nome de laranjas, que eram pessoas de baixa renda, beneficiários de programas de assistência social ou parentes dos organizadores. Os chefes do esquema mantinham o controle das contas bancárias por meio de procurações públicas.

A apuração descobriu ainda que as empresas funcionavam de forma irregular, utilizando endereços inexistentes, salas comerciais vazias ou escritórios virtuais.

O grupo também manteve o fluxo financeiro e continuou operando mesmo depois de os registros de CNPJ terem sido formalmente baixados e extintos na Receita Federal. O MPRN identificou que os líderes criaram pelo menos 21 empresas registradas em um mesmo endereço fantasma em Bodó.

Atuação da operação nos Estados

A operação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão nos Estados de Pernambuco, Ceará e São Paulo, expedidos pela 2ª Vara da Comarca de Currais Novos, Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra sete pessoas físicas e seis pessoas jurídicas em imóveis residenciais e comerciais situados nas cidades de Recife, Caruaru e Toritama, no Estado de Pernambuco, além de Fortaleza, no Estado do Ceará, e dos municípios de São Paulo e Iguape, localizados no Estado de São Paulo.

O que diz a lei?

A atuação do MPRN se deu porque os Municípios não possuem competência para criar leis sobre loterias e apostas.

A tese se baseou no entendimento do Supremo Tribunal Federal que estabelece que apenas a União pode legislar sobre essa atividade.

As medidas judiciais buscaram interromper o esquema que causa prejuízos aos consumidores, apostadores e  garantir a reparação dos danos e assegurar o recolhimento dos valores obtidos de forma ilícita.

Operação contra Bets ilegais - MPRN

Operação contra Bets ilegais – MPRN

Participaram da ação:

– 9 auditores-fiscais da Receita Federal do Brasil e 2 analistas tributários da Receita Federal do Brasil

– 6 Promotores de Justiça

– 19 servidores do MPRN e MPPE

-10 servidores da Secretaria de Fazenda do Rio Grande do Norte

– 28 policiais civis e militares

Na operação, a Receita Federal contribuiu com a análise fiscal dos investigados, a verificação do efetivo funcionamento das pessoas jurídicas constituídas, a capacidade econômico-financeira de sócios e administradores e a formação de grupo econômico de fato.

A Receita Federal continua cumprindo seu compromisso com:

– o combate a fraudes que utilizam CNPJs de fachada;

– o combate à sonegação fiscal e a falta de recolhimento de repasses federais;

– a atuação integrada com órgãos de investigação e controle.

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Polícia prende mais dois suspeitos de participação em atentado contra vereador de Mossoró

Cabo Deyvison. Foto: Cláudio Júnior/CMM
Cabo Deyvison. Foto: Cláudio Júnior/CMM

Mais dois suspeitos de envolvimento no atentado contra o vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal, Cabo Deyvison (PL), foram presos na manhã desta quarta-feira (17), na cidade de Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte. Até o momento, não foram divulgadas imagens dos indivíduos.

A informação foi confirmada pelo comandante-geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN), Coronel Alarico, à reportagem da TRIBUNA DO NORTE. Segundo Alarico, duas armas foram apreendidas com um dos suspeitos durante a prisão.

O ataque ocorreu na noite de segunda-feira (15), em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, em Mossoró. Alyson Diego, que operava uma transmissão ao vivo realizada pelo vereador nas redes sociais, foi atingido na cabeça e morreu. Cabo Deyvison foi baleado nas pernas e segue internado.

Na terça-feira (16), dois suspeitos de envolvimento no ataque contra o vereador foram presos pela Polícia Militar no estado do Ceará. A dupla trafegava em um táxi, vindo de Mossoró, quando foram abordados por uma equipe da PM cearense, na rodovia CE-040, no município de Beberibe.

Os dois homens confessaram participação direta no crime. O caminho dos suspeitos foi descoberto pela Polícia Militar do RN após o recebimento de uma denúncia via telefone 190, informando que dois homens em atitude suspeita seguiam em um veículo em direção à divisa com o Ceará.

Tribuna do Norte

URGENTE: polícia acaba de capturar dois suspeitos do atentado ao vereador Cabo Deyvison; VEJA

Novas informações sobre o atentado que vitimou o assessor parlamentar e cinegrafista Alyson Diego e deixou o vereador Cabo Deyvison (PL) ferido apontam para a captura de dois suspeitos de participação no crime.

De acordo com informações preliminares, os dois homens foram localizados e detidos ao chegarem em Fortaleza, no Ceará. Eles são apontados como suspeitos de envolvimento tanto no atentado contra o vereador mossoroense quanto na morte de Alyson Diego, ocorrida durante a ação criminosa registrada em frente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Mossoró.

Os suspeitos foram identificados como José Antônio da Costa, que aparece usando uma camisa na cor vinho, e Vinícius Gabriel, que estaria vestindo uma camisa branca no momento da

captura.

As prisões representam um importante avanço nas investigações conduzidas pelas forças de segurança, que trabalham para esclarecer a dinâmica do crime, a motivação do atentado e a possível participação de outras pessoas na ação.

O caso causou forte comoção em Mossoró e ganhou repercussão em todo o Rio Grande do Norte após a morte de Alyson Diego, assessor e homem de confiança de Cabo Deyvison. O vereador foi atingido por disparos nas pernas e segue em recuperação.

Até o momento, as autoridades ainda não divulgaram detalhes oficiais sobre o depoimento dos suspeitos nem sobre a possível relação deles com organizações criminosas. A expectativa é que novas informações sejam apresentadas nas próximas horas.

Vereador é baleado em atentado em Mossoró; assessor morre no local

O vereador Cabo Deyvison (PL) foi alvo de um atentado a tiros na noite da segunda-feira (15), em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, em Mossoró. O parlamentar foi atingido em uma das pernas e socorrido inicialmente na própria unidade de saúde.

Durante a ação criminosa, o assessor do vereador, Allysson Diego de Oliveira Morais, também foi baleado. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

Segundo informações preliminares, Cabo Deyvison realizava uma transmissão ao vivo pelas redes sociais quando homens armados efetuaram diversos disparos. Após receber os primeiros atendimentos, o vereador foi transferido para o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

A Polícia Civil informou que armamento de grosso calibre foi utilizado no ataque. No local, os investigadores encontraram um carregador de munição para fuzil calibre 5.56.

Em entrevista à imprensa, o delegado de plantão, Renato Oliveira, revelou que um veículo possivelmente utilizado pelos criminosos foi localizado abandonado em uma estrada carroçável nas proximidades do bairro Papoco.

As circunstâncias e a motivação do crime seguem sob investigação. De acordo com o delegado, uma das linhas apuradas pela polícia aponta para possível relação com a atuação de facções criminosas, tema que vinha sendo frequentemente abordado e denunciado pelo vereador.

Polícia Civil prende em flagrante homem suspeito por associação criminosa e furtos em Macaíba

Suspeito integra um grupo criminoso especializado em furtos de motocicletas – Foto: Reprodução.

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu em flagrante, na última sexta-feira (12), um homem, 22 anos, suspeito pelos crimes de associação criminosa e furtos, no município de Macaíba.

De acordo com as investigações, o suspeito integra um grupo criminoso especializado em furtos de motocicletas, com atuação em Natal e em outros municípios da Região Metropolitana.

As diligências foram iniciadas após o furto de mais uma motocicleta atribuído ao grupo criminoso. Após a ação criminosa, equipes policiais realizaram acompanhamento tático, que resultou na prisão em flagrante de um dos integrantes da associação criminosa. O homem foi conduzido á delegacia para os procedimentos legais e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde pertencerá á disposição da Justiça. 

A Polícia Civil informa que as investigações seguem em andamento com o objetivo de identificar, localizar e responsabilizar os demais integrantes do grupo criminoso envolvido nos furtos de motocicletas na região, e reforça a importância da colaboração da população, solicitando que informações que possam contribuir com as investigações sejam repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.

Presos por morte de jovem em salto sem corda dizem não saber como falha aconteceu

Os três homens presos após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jumping em Limeira, no interior de São Paulo, afirmaram à Polícia Civil que não sabem explicar como ocorreu a falha que levou a jovem a ser lançada sem a corda de segurança.

Segundo a delegada plantonista Andréa Dantas, os responsáveis pela preparação da vítima para o salto não conseguiram esclarecer quem deveria ter instalado o equipamento nem em que momento ocorreu o erro. A jovem morreu após cair de uma altura de aproximadamente 40 metros durante a atividade realizada na região conhecida como Ponte do Esqueleto.

De acordo com a investigação, a corda que deveria estar presa à vítima foi encontrada enrolada no chão da plataforma de salto. Em depoimento, os envolvidos disseram não se recordar de como o procedimento de segurança deixou de ser realizado.

“Eles não conseguem se recordar qual foi a falha, quem teria que ter colocado a corda ou se houve falha na fiscalização”, afirmou a delegada.

Vídeo registrou momento do acidente

Imagens que circulam nas redes sociais mostram os instantes que antecederam o acidente. No vídeo, Maria Eduarda é conduzida por funcionários até a estrutura de salto. Após ser impulsionada da plataforma, pessoas que acompanhavam a atividade percebem a ausência da corda e começam a gritar em desespero.

Os homens que aparecem nas imagens usavam camisetas das empresas responsáveis pela operação do salto. Até a última atualização do caso, as empresas não haviam se manifestado publicamente.

“Nunca tinha acontecido”

Os investigados relataram à polícia que atuam há anos com a prática de esportes de aventura e afirmaram nunca ter enfrentado situação semelhante.

Segundo a delegada, os três demonstraram estar abalados com o ocorrido e disseram que outros saltos haviam sido realizados normalmente antes do acidente.

“O que eles relataram é que praticam isso há muito tempo e nunca tinha acontecido nada parecido”, disse.

Prisão por homicídio com dolo eventual

A Polícia Civil autuou os três homens por homicídio com dolo eventual, entendimento aplicado quando há a avaliação de que os envolvidos assumiram o risco de provocar a morte da vítima.

Para a investigação, a ausência de uma verificação final dos equipamentos de segurança foi determinante para o acidente fatal.

O caso segue sob investigação. A polícia ainda deve ouvir novas testemunhas e aguarda a conclusão dos laudos periciais para esclarecer todas as circunstâncias da morte de Maria Eduarda.