
Sete anos após um acidente que abalou o meio cultural potiguar, a Justiça definiu a punição para o responsável pela morte da professora de dança e bailarina Gislâne Cruz do Nascimento.
Em julgamento realizado nesta semana, o Tribunal do Júri condenou o oficial de Justiça Josias Teixeira de Morais a seis anos de prisão em regime semiaberto.
Julgamento definiu responsabilidade pelo acidente
Durante a sessão do Tribunal do Júri, acusação e defesa apresentaram argumentos, provas técnicas e depoimentos colhidos ao longo da investigação e da tramitação do processo.
Após a análise do caso, os jurados entenderam que o acusado teve responsabilidade pela colisão que resultou na morte da bailarina, levando à condenação anunciada pela Justiça.
Como aconteceu a colisão
O acidente ocorreu na Avenida Prudente de Morais, uma das principais vias da capital potiguar.
Segundo as investigações, Gislâne seguia como passageira em um veículo de transporte por aplicativo quando o carro conduzido pelo réu teria invadido a faixa contrária da pista.
A batida frontal provocou o capotamento do automóvel em que a professora estava, deixando ainda outras pessoas feridas.

Investigação apontou consumo de álcool
As apurações realizadas pelos órgãos responsáveis indicaram que o motorista apresentava sinais compatíveis com embriaguez no momento da ocorrência.
Conforme os registros do caso, ele também teria admitido ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. Essas informações integraram o conjunto probatório analisado durante o julgamento.
O que foi apontado na investigação:
• Colisão frontal registrada na Avenida Prudente de Morais;
• Veículo conduzido pelo acusado teria invadido a contramão;
• Carro onde estava a vítima capotou após o impacto;
• Equipes do Samu foram acionadas para o resgate;
• Indícios de consumo de álcool foram registrados durante a ocorrência.
Trajetória marcada pela dança e pela cultura
Gislâne Cruz era uma das profissionais conhecidas do cenário cultural potiguar. Além de atuar como professora de dança, participou de projetos artísticos e integrou a Companhia de Dança do Teatro Alberto Maranhão.
Seu trabalho na formação de novos talentos e sua participação em eventos culturais renderam reconhecimento dentro e fora da capital.
Pouco antes do acidente, ela havia conquistado o título de Rainha do Carnaval de Parnamirim, ampliando ainda mais sua visibilidade no estado.
Condenação encerra uma etapa do caso
A sentença representa um novo capítulo no processo que acompanhou a rotina da família da vítima ao longo dos últimos anos.
Embora a decisão judicial não apague a perda sofrida por parentes, amigos e alunos, ela marca a conclusão de uma importante fase da busca por responsabilização em um dos acidentes de trânsito mais lembrados da história recente do Rio Grande do Norte.
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