O clima esquentou no cidadania. A estabilidade do vereador Diniz no partido balançou

Os filiados do cidadania estão se entranhando, os comentários dão conta que sobrou até para o vereador Diniz, pois a nominata entendeu que terá muito mais chance sem a presença do parlamentar. O vereador teve que baixar a cabeça e engolir calado as decisões da direção municipal. Mesmo com a pacificação dos ânimos entre os filiados, a incerteza dentro do grupo reina, apenas uma coisa é certa: o cidadania vai marchar ao lado do coronel Taveira, apesar dos filiados não fazerem nenhuma questão da presença do vereador Diniz. Há os outros membros da executiva municipal que estão até torcendo que o parlamentar desista e lance a candidatura do seu filho, Michael Diniz, no solidariedade.

PSC dá um lockdown na sucessão em Parnamirim e quer indicar a vaga de vice de Taveira

O chá caseiro está sendo coado e o peixe vai colocar ordem no quartel. Nos meses de março e abril, o PSC teve seu primeiro teste de fogo e fez o seu dever de casa, montou um partido forte capaz de ter força para pleitear três vagas no legislativo de Parnamirim. Essa organização partidária tem independência e condições para superar os desafios no campo da eleição proporcional sem precisar do executivo. Por outro lado, quando o assunto é eleição majoritária, o primeiro suplente de deputado estadual e hoje presidente municipal do PSC, Abidene Salustiano não discute a preferência do prefeito Taveira de querer uma mulher como sua companheira de chapa, mas também não irá abrir mão de como líder de um dos maiores partidos da base do prefeito de indicar o nome do vice, seja masculino ou feminino. No PSC, cresce a expectativa em torno do nome da empresária Deyse Salustino, esposa do vereador Abidene. O nome da empresária tem potencial para atender os interesses políticos do prefeito Taveira para ter uma mulher como sua companheira de chapa e essa solução caseira selaria a paz dentro do partido do peixe e ainda tem uma parceria política com a vereadora Kátia Pires que fortalece esse movimento e que também busca da segunda cabeça na chapa do coronel prefeito.

Maurício Marques rompe o silêncio e diz sou candidato a prefeito, nunca empecilho para vitória

Preocupado com a possibilidade de ter seu nome retirado da lista das pesquisas que analisam o desempenho dos pré candidatos a prefeito em 2020 e também com os boatos de que poderia não disputar essa eleição para prefeito, fez o ex-prefeito Maurício Marques a divulgar uma nota aos parnamirinenses, reafirmado o seu projeto de enfrentar Taveira na disputa para prefeito desse ano. Veja a nota.
“Meus amigos e Amigas de Parnamirim,
Hoje, venho aqui esclarecer alguns fatos políticos que estão acontecendo na nossa cidade.
Não consegui identificar os motivos pelos quais algumas pessoas insistem em divulgar que não estou mais na lista de pré candidatos a prefeito de Parnamirim.
Acontece que SOU E REAFIRMO A MINHA CONDIÇÃO E O MEU DIREITO LEGÍTIMO DE SER PRÉ CANDIDATO A PREFEITO. Estou trabalhando, incansavelmente, para viabilizar a minha CANDIDATURA. Os frutos desse trabalho já estão sendo colhidos. Estou bem posicionado entre tantos bons nomes da oposição, mas há um interesse de alguns em me tirar desta disputa.
Certamente, essas pessoas, estão acompanhando nosso dia a dia e a nossa condução em articular a união da oposição e, com certeza, me acompanham desde quando fui secretário de 03 grandes secretarias e vice-prefeito de um prefeito incomparável chamado AGNELO ALVES, a quem tenho profunda gratidão a ele e carinho por todos de sua família. Sou fruto de um projeto de desenvolvimento planejado para nossa cidade a ser implantado durante 20 anos. Nas minhas 02 gestões, a saúde, assistência social, educação e mais de 600 obras foram nossas principais bandeiras. Resultados aprovados pelo povo que culminaram com a eleição do atual prefeito. Infelizmente, as coisas mudaram e vemos a insatisfação e o clamor da população por MUDANÇA. Por isso, quero aqui reafirmar que SOU PRÉ CANDIDATO A PREFEITO DE PARNAMIRIM, PELO PARTIDO REPUBLICANO DA ORDEM SOCIAL(PROS) e tenho o apoio da SENADORA ZENAIDE e do presidente estadual do nosso partido, o secretário JAIME CALADO, além de várias pessoas que, no momento certo, estarão caminhando ao nosso lado e do povo da nossa querida cidade.
Venho aqui deixar claro o meu respeito e a minha admiração a todos os pré candidatos, com o meu compromisso de trabalhar para que a oposição permaneça unida, pois a UNIÃO SERÁ A MAIOR E MELHOR FERRAMENTA PARA A MUDANÇA.
Um grande abraço e um beijo no coração de todos e de cada um.
Maurício Marques”.

Dr. César Maia vim para ficar no coração do povo de Parnamirim

O jovem é obstinado, com palavra firme, demonstrando muita confiança e entusiamo a quem com ele convive. O graduando em medicina, César Maia tem 31 anos, traz no DNA a vocação para servir. Irmão do ex-deputado estadual Carlos Augusto, militante da política parnamirinense desde de 2012, quando se elegeu vereador pela primeira vez, Carlos sempre contou com a participação do seu irmão durante esses anos de luta na política. Desde muito cedo, César Maia sempre esteve ao lado dos mais humildes. Estudou na Escola Estadual Presidente Roosevelt, onde concorreu ao Grêmio estudantil. É graduado em Fisioterapia, pós- graduado em Saúde da família e esse ano conclui o curso de medicina. Trabalhou como vendedor na Casa do Sofá, estagiou na Secretaria de Assistência Social de Parnamirim. O Dr. César foi até cadastrador no bolsa família, logo depois foi o responsável pela parte da saúde no programa bolsa família neste município. César foi, ainda, Fisioterapeuta voluntário na Apae e, também, no Centro Municipal de Reabilitação. Apesar da pouca idade, ele já tem uma vasta experiência e um recheado currículo que demonstra a capacidade técnica desse profissional, Dr. César escolheu a política e a medicina para ajudar a sua gente, ele guarda na memória os momentos em que precisou de ajuda, tendo esse apoio, primeiro de sua família e de muitos amigos que o jovem doutor quer retribuir com o seu trabalho.

Moro abre a boca e diz que Bolsonaro queria interferir na PF

Em depoimento prestado em 2 de maio à Polícia Federal em Curitiba, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro confirmou a pressão que sofreu do presidente Jair Bolsonaro para trocar o comando da superintendência do Rio de Janeiro. Moro disse, ainda, que “não afirmou que o presidente teria cometido algum crime” e que “quem falou em crime foi a Procuradoria Geral da República na requisição de abertura de inquérito”. Segundo Moro, a avaliaçao sobre crime “cabe às Instituições competentes”. Leia abaixo a íntegra do depoimento prestado pelo ex-ministro Sergio Moro: Na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba no Estado do Paraná, onde presente se encontrava CHRISTIANE CORREA MACHADO, Delegada de Polícia Federal, Matr. 10.568, Chefe do Serviço de Inquéritos da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado – DICOR, e WEDSON CAJÉ LOPES, Delegado de Polícia Federal, lotado no SINQ/DICOR, compareceu Sergio Fernando Moro, QUE tomou conhecimento pela imprensa sobre a determinação do Ministro Celso de Mello sobre a sua oitiva, tendo se colocado à disposição para prestar declarações, informando o fato à Polícia Federal; QUE perguntado sobre sua definição sobre interferência política do Poder Executivo em cargos de chefia no âmbito da Polícia Judiciária, respondeu que entende que seja uma interferência sem uma causa apontada e portanto arbitrária; QUE durante o período que esteve à frente do Ministério da Justiça e Segurança Pública, houve solicitações do Presidente da República para substituição do Superintendente do Rio de Janeiro, com a indicação de um nome por ele, e depois para substituição do Diretor da Polícia Federal, e, novamente, do Superintendente da Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro, que teria substituído o anterior, novamente com indicação de nomes pelo presidente; QUE, durante sua gestão, apenas concordou com a primeira substituição, pois, circunstancialmente, o Superintendente do RJ, RICARDO SAAD, havia manifestado interesse de sair, por questões familiares, e a sua troca já estava planejada pelo Diretor Geral, sendo nomeado um nome com autonomia pela própria Polícia Federal, o que garantia a continuidade regular dos serviços de Polícia Judiciária; QUE na sua gestão preservou a autonomia da Polícia Federal, em relação a interferência política e pediu demissão no dia 24 de abril de 2020, com o mesmo objetivo; QUE durante a sua coletiva ocorrida em 24 de abril de 2020 narrou fatos verdadeiros, cujo objetivo era esclarecer os motivos de sua saída, preservar autonomia da Polícia Federal, da substituição de Diretor e de Superintendentes, sem causa e com desvio de finalidade, como reconhecimento posteriormente pelo próprio Supremo Tribunal Federal em decisão proferida no dia 29 de abril que suspendeu a posse do DPF ALEXANDRE RAMAGEM; QUE perguntado se identificava nos fatos apresentados em sua coletiva alguma prática de crime por parte do Exmo. Presidente da República, esclarece que os fatos ali narrados são verdadeiros, que, não obstante, não afirmou que o presidente teria cometido algum crime;
QUE quem falou em crime foi a Procuradoria Geral da República na requisição de abertura de inquérito e agora entende que essa avaliação, quanto a prática de crime cabe às Instituições competentes; QUE em agosto de 2019 houve uma solicitação por parte do Exmo. Presidente da República de substituição do Superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, RICARDO SAAD; QUE essa solicitação se deu de forma verbal, no Palácio do Planalto;
QUE não se recorda se houve troca de mensagens sobre esse assunto; QUE não se recorda se alguém, além do declarante e do Exmo. Presidente da República tenha presenciado essa solicitação; QUE no entanto, reportou esse fato tanto ao Diretor da Polícia Federal, MAURÍCIO VALEIXO, como ao Dr. SAAD; QUE os motivos dessa solicitação devem ser indagados ao Presidente da República, QUE, após muita resistência, houve, como dito acima, concordância do Declarante e do Dr. VALEIXO, com a substituição; QUE o presidente, após a concordância, declarou publicamente que havia mandado trocar o SR/RJ por motivo de produtividade; QUE para o Declarante não havia esse motivo e a própria Polícia Federal emitiu nota pública, informando a qualidade do serviço da SR/RJ, o que também pode ser verificado por dados objetivos de produtividade; QUE só concordou com a substituição porque o novo SR, CARLOS HENRIQUE foi uma escolha da PF e isso garantia a continuidade regular dos serviços da SR/RJ e a própria Polícia Federal informou na nota acima que ele seria o substituto; QUE o Presidente, contrariado, deu nova declaração pública afirmando que era ele quem mandava e que o novo Superintendente seria ALEXANDRE SARAIVA; QUE o Diretor da Polícia Federal ameaçou se demitir e que o Declarante conseguiu demover o Presidente;
QUE tem presente que ALEXANDRE SARAIVA é um bom profissional, no entanto não era o nome escolhido pela Polícia Federal, QUE o presidente já havia indicado ao Declarante a intenção de indicar ALEXANDRE SARAIVA, mas que da sua parte entendia que a escolha deveria ser da Polícia Federal; QUE mesmo antes, mas, principalmente, a partir dessa época o Presidente passou a insistir na substituição do Diretor da PF, MAURÍCIO VALEIXO;
QUE essa pressão foi, inclusive, objeto de diversas matérias na imprensa; QUE conseguiu demover o presidente dessa substituição por algum tempo; QUE o assunto retornou com força em janeiro de 2020, quando o Presidente disse ao Declarante que gostaria de nomear ALEXANDRE RAMAGEM no cargo de Diretor Geral da Polícia Federal e VALEIXO iria, então, para uma Adidância; QUE isso foi dito verbalmente no Palácio do Planalto; QUE, eventualmente o General Heleno se fazia presente; QUE esse assunto era conhecido no Palácio do Planalto por várias pessoas; QUE pensou em concordar para evitar um conflito desnecessário, mas que chegou à conclusão que não poderia trocar o Diretor Geral sem que houvesse uma causa e que como RAMAGEM tinha ligações próximas com a família do Presidente isso afetaria a credibilidade da Polícia Federal e do próprio Governo, prejudicando até o Presidente; QUE essas ligações são notórias, iniciadas quando RAMAGEM trabalhou na organização da segurança pessoal do presidente durante a campanha eleitoral;
QUE os motivos pelos quais o Presidente queria substituir VALEIXO por RAMAGEM devem ser indagados ao Presidente; QUE RAMAGEM, pela questão da proximidade, o Declarante afirma que o presidente, nessa época, lhe dizia que era uma questão de confiança; QUE o presidente chegou a sugerir dois outros nomes para Diretor Geral da Polícia Federal, ao invés de RAMAGEM, mas que os nomes não tinham a qualificação necessária, segundo a opinião do Declarante; QUE, ainda em janeiro, o Declarante sugeriu dois nomes para o Presidente, FABIANO BORDIGNON e DISNEY ROSSETI para substituir VALEIXO; QUE a troca geraria desgaste para o Declarante, mas, pelo menos, não abalaria a credibilidade da Polícia Federal ou do Governo;
QUE a substituição sem causa do DG e a indicação de uma pessoa ligada ao Presidente e a sua família seriam uma interferência política na PF; QUE os dois outros nomes eram ANDERSON TORRES e CARRIJO e ambos não tinham história profissional na Polícia Federal que os habilitassem ao cargo, além de também serem próximos à família do presidente; QUE no começo de março de 2020, estava em Washington, em missão oficial com o Dr. VALEIXO; QUE recebeu mensagem pelo aplicativo Whatsapp do Presidente da República, solicitando, novamente, a substituição do Superintendente do Rio de Janeiro, agora CARLOS HENRIQUE;
QUE a mensagem tinha, mais ou menos o seguinte teor: “Moro você tem 27 Superintendências, eu quero apenas uma, a do Rio de Janeiro”; QUE esclarece que não nomeou e não era consultado sobre as escolhas dos Superintendentes; QUE essa escolha cabia, exclusivamente, à Direção Geral da Polícia Federal; QUE nem mesmo indicou o Superintendente da Polícia Federal do Paraná; QUE os motivos para essa solicitação entende que devem ser indagados ao Presidente da República; QUE falou sobre a solicitação de troca do Diretor VALEIXO, ainda em Washington; QUE até aventaram a possibilidade de atender ao Presidente para evitar uma crise; QUE, no entanto, o Diretor VALEIXO afirmou que não poderia ficar no cargo se houvesse uma nova substituição sem causa do SR/RJ por um nome indicado pelo Presidente da República; QUE o Diretor VALEIXO declarou que estava cansado da pressão para a sua substituição e para a troca do SR/RJ; QUE por esse motivo e também para evitar conflito entre o Presidente e o Ministro o Diretor VALEIXO disse que concordaria em sair; QUE nesse momento não havia nenhuma solicitação sobre interferência ou informação de inquéritos que tramitavam no Rio de Janeiro; QUE, por esse motivo, o Declarante, apesar da resistência, cogitou aceitar as trocas, desde que o substituto do Diretor Geral fosse de sua escolha técnica e pessoa não tão próxima ao presidente; QUE depois, porém, entendeu que também não poderia aceitar a troca do SR/RJ sem causa; QUE a partir de então cresceram as insistências do PR para a substituição tanto do Diretor Geral quanto do SR/RJ, QUE, certa feita, provavelmente, no mês de março o PR passou a reclamar da indicação da Superintendente de Pernambuco; QUE essas reclamações sobre o superintendente no Estado de Pernambuco não ocorreram anteriormente; QUE entende que os motivos da reclamação devem ser indagados ao Presidente da República; QUE é oportuno destacar que as indicações para Superintendentes vêm da Direção Geral, mas passam pelo crivo da Casa Civil e que não houve nenhum óbice apontado em relação a esses nomes; QUE o Presidente não interferiu, ou interferia, ou solicitava mudanças em chefias de outras Secretarias ou órgãos vinculados ao Ministério da Justiça, como, por exemplo, a Polícia Rodoviária Federal, DEPEN, Força Nacional;
QUE o presidente, apenas uma vez, solicitou a revogação da nomeação de Ilona Szabo para o Conselho Nacional de Política Criminal do Ministério da Justiça, órgão consultivo, e que o Declarante, após relutar, concordou em aceitar a solicitação; QUE o Declarante perguntado se as trocas solicitadas estavam relacionadas à deflagração de operações policiais contra pessoas próximas ao Presidente ou ao seu grupo político disse que desconhece, mas observa que não tinha acesso às investigações enquanto ainda evoluíam; QUE crescendo as pressões para as substituições, o Presidente lhe relatou verbalmente no Palácio do Planalto que precisava de pessoas de sua confiança, para que pudesse interagir, telefonar e obter relatórios de inteligência; QUE perguntado se havia desconfiança em relação ao Diretor VALEIXO, o Declarante respondeu que isso deve ser indagado ao Presidente; QUE o próprio Presidente cobrou em reunião do conselho de ministros, ocorrida em 22 de abril de 2020, quando foi apresentado o PRÓ-BRASIL, a substituição do SR/RJ, do Diretor Geral e de relatórios de inteligência e informação da Polícia Federal, QUE o presidente afirmou que iria interferir em todos os Ministérios e quanto ao MJSP, se não pudesse trocar o Superintendente do Rio de Janeiro, trocaria o Diretor Geral e o próprio Ministro da Justiça;
QUE ressalta que essas reuniões eram gravadas, como regra, e o próprio Presidente, na corrente semana, ameaçou divulgar um vídeo contra o Declarante de uma dessas reuniões; QUE nessas reuniões de conselho de ministros participavam todos os ministros e servidores da assessoria do Planalto; QUE a afirmação do Presidente de que não recebia informações ou relatórios de inteligência da Polícia Federal não era verdadeira; QUE o Declarante, em relação ao trabalho da Polícia Federal, informava as ações realizadas, resguardado o sigilo das investigações; QUE o Declarante, por exemplo, fazia como ministros do passado e comunicava operações sensíveis da Polícia Federal, após a deflagração das operações com buscas e prisões; QUE o Declarnte fez isso inúmeras vezes e há mensagens de Whatsapp a esse respeito ora disponibilizadas; QUE ilustrativamente, isso aconteceu após as buscas e prisões envolvendo o atual Ministro do Turismo e o Senador Fernando Bezerra, mas que essas informações não abrangiam dados sigilosos dos inquéritos;
QUE pontualmente comunicou essas operações antecipadamente, em casos sensíveis e que demandavam um apoio do presidente, como na expulsão do integrnte do PCC, vulgo “FUMINHO” de Moçambique; QUE quanto a relatórios de inteligência, esclaree que a PF não é órgão de produção direta de inteligência para a Presidência da República; QUE os relatórios de inteligência da Polícia Federal sobre assuntos estratégicos e de Segurança Nacional são inseridos pela sua diretoria de Inteligência no SISBIN e que a ABIN consolida essas informações de inteligência, juntamente, com dados de outros órgãos e as apresenta ao Presidente da República; QUE o próprio Declarante já recebeu relatórios de inteligência da ABIN que continham dados certamente produzidos pela inteligência da Polícia Federal; QUE o próprio Presidente da República em seu pronunciamento na sexta-feira, dia 24 de abril de 2020, declarou que um dos motivos para a a demissão do Diretor Geral da PF seria a falta de recebimento de relatórios de inteligência de fatos nas últimas 24 horas; QUE o argumento não procede, pois os relatórios de inteligência estratégica da Polícia Federal eram disponibilizados ao Presidente da República via SISBIN e ABIN;
QUE também não justificaria a demissão do Diretor VALEIXO a susposta falta de disponibilização dessa inteligência, já que cobrada pelo Presidente ao Declarante dois dias anteriores à exoneração do Diretor; QUE o presidente nunca solicitou ao Declarante a produção de um relatório de inteligência estratégico da PF sobre um conteúdo específico, causando estranheza que isso tenha sido invocado como motivo da demissão do Diretor Geral da PF; QUE perguntado se o presidente da República, em algum momento lhe solicitou relatórios de inteligênca que subsidiavam ingestigaçãoes policiais, o Declarante respondeu que o Presidente nunca lhe pediu até porque o Declarante ou o Diretor VALEIXO jamais violariam sigilo de investigação policial;
QUE na quinta-feira, dia 23 de abril de 2020, o Presidente enviou ao Declarante por mensagem de Whatsapp um link de notícia do site “oantagonista” informando que a PF estaria no encalço de Deputados Bolsonaristas, QUE antes que o Declarante pudesse responder, o Presidente mandou outra mensagem afirmando que este seria mais um motivo para a troca da PF; QUE o Declarante ficou apreensivo com a mensagem; QUE o Declarante reuniu-se com o Presidente às 9h do dia 23 de abril de 2020, e trataram da substituição do Diretor Geral da Polícia Federal; QUE o Presidente lhe disse que VALEIXO seria exonerado, a pedido, ou de ofício, e que nomearia o DPF ALEXANDRE RAMAGEM, porque seria uma pessoa de confiança do Presidente, com o qual ele poderia interagir; QUE o Declarante informou ao Presidente que isso representaria uma interferência política na PF, com o abalo da credibilidade do governo, isso tudo, durante uma pandemia;
QUE o Declarante também disse poderia trocar o Diretor VALEIXO desde que houvesse uma causa, como uma insuficiência de desempenho ou erro grave, mas não havia nada disso; QUE o Declarante pediu ao Presidente que reconsiderasse, mas que se isso não ocorresse o Declarante seria obrigado a sair e a declarar a verdade sobre a substituição; QUE o Presidente lamentou, mas disse que a decisão estava tomada; QUE o Declarante reuniu-se em seguida com os ministros militares do Palácio do Plananto e relatou a reunião com o Presidente; QUE a reunião foi com os Ministros Generais RAMOS, HELENO e BRAGA NETTO; QUE o Declarante informou os motivos pelos quais não podia aceitar a substituição e também declarou que sairia do governo e seria obrigado a falar a verdade; QUE na ocasião o Declarante falou dos pedidos do Presidente de obtenção de Relatórios de Inteligência da PF, que inclusive havia sido objeto de cobrança pelo Presidente na reunião de conselho de ministros, oportunidade na qual o Ministro HELENO afirmou que o tipo de relatório de inteligência que o Presidente queria não tinha como ser fornecido; QUE os Ministros se comprometeram a tentar demover o Presidente, QUE o Declarante retornou ao MJSP na esperança de a questão ser solucionada; QUE logo depois vazou na imprensa que o Planalto substituiria VALEIXO e que, em decorrência, o Declarante sairia do governo; QUE o MJSP foi contatado por muitos jornalistas e políticos querendo confirmar, mas que o Declarante entendia que não poderia confirmar, já que tinha esperança de que o Presidente mudaria de idéia; QUE à tarde do dia 23 de abril de 2020, recebeu uma ligação do Ministro RAMOS indagando se seria possível uma solução intermediária, com a saída de VALEIXO, mas a nomeação de um dos nomes que o Declarante já havia informado antes, a saber: FABIANO BORDIGNON ou DISNEY ROSSETI; QUE o Declarante informou que haveria um impacto ao governo e à sua credibilidade, mas que, garantida a nomeação técnica e de pessoa não proximamente ligada à familia do presidente, a solução seria aceitável;
QUE ligou para o Diretor VALEIXO, que concordou com a substituição sugerindo o nome de DISNEY ROSSETI; QUE o Declarante ligou em seguida ao Ministro RAMOS e então manifestou a sua concordância, mas ressaltou que seria a única mudança e que não concordava com a troca pretendida do superintentdente da SR/RJ; QUE o Ministro RAMOS ficou de levar a questão ao Presidente e de retornar, mas não o fez;
QUE à noite do dia 23 de abril de 2020, recebeu informações não oficiais de que o ato de exoneração do Diretor VALEIXO havia sido encaminhado para publicação; QUE buscou a confirmação do fato no Planalto com os ministros BRAGA NETTO e RAMOS, tendo o primeiro informado que não sabia e o segundo informado que iria checar e retornar, mas não o fez; QUE, durante a madrugada do dia 24 de abril de 2020, saiu a publicação, o que tornou irreversível a demissão do Declarante; QUE o Declarante não assinou o decreto de exoneração de MAURÍCIO VALEIXO e não passou pelo Declarante qualquer pedido escrito ou formal de exoneração do Diretor VALEIXO; QUE na manhã do dia 24 de abril de 2020, encontrou-se com VALEIXO e ele lhe disse que não teria assinado ou feito qualquer pedido de exoneração; QUE VALEIXO disse ao Declarante que, na noite do dia 23 de abril de 2020, teria recebido uma ligação do Planalto na qual o Presidente teria lhe dito que ele, VALEIXO, seria exonerado no dia seguinte e lhe perguntado se poderia ser “a pedido”; QUE VALEIXO disse ao Declarante que como a decisão já estava tomada não poderia fazer nada para impedir, mas reiterou que não houve, nem partiu dele, qualquer pedido de exoneração; QUE VALEIXO poderá esclarecer melhor o conteúdo dessa conversa; QUE perguntado em regra, como ocorrem as exonerações no âmbito do Ministério da Justiça e como se dá o processo de assinatura no Diário Oficial da União, respondeu. QUE pedidos de nomeação e de exoneração são assinados eletronicamente pelo Declarante e enviados ao Palácio do Planalto;
QUE não delegava essa função a subordinados;
QUE decretos assinados pelo Presidente da República e em concurso com o Declarante, quando sua origem era um ato produzido pelo MJSP, o que seria o caso da exoneração do Diretor VALEIXO, sempre eram assinados previamente pelo Declarante, pelo sistema eletrônico SIDOF, antes de encaminhados ao Planalto; QUE nunca, pelo que se recorda, viu antes um ato do MJSP ser publicado sem a sua assinatura, pelo menos, eletronicamente; QUE em virtude do ocorrido decidu exonerar-se e informar em pronunciamento coletivo os motivos de sua saída; QUE o Declarante entendeu que havia desvio de finalidade na exoneração do Diretor MAURÍCIO VALEIXO, à qual se seguiria a provável nomeação do DPF ALEXANDRE RAMAGEM, pessoa próxima à família do presidente, e as substituições de superintendentes, tudo isso sem causa e o que viabilizaria ao Presidente da República interagir diretamente com esses nomeados para colher, como admitido pelo próprio Presidente, o que ele chamava de relatórios de inteligência, como também admitido pelo próprio Presidente; QUE reitera que prestou as declarações no seu pronunciamento público para esclarecer as circunstâncias de sua saída, para expor o desvio de finalidade já reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal e com o objetivo de proteger a autonomia da Polícia Federal; QUE reitera que em seu pronunciamento narrou fatos verdadeiros, mas, em nenhum momento, afirmou que o Presidente da República teria praticado um crime e que essa avaliação cabe às instituições competentes; QUE posteriormente, no mesmo dia 24 de abril de 2020, o Presidente da República fez um pronunciamento no qual confirmou várias declarações feitas pelo Declarante, como a de que o presidente poderia substituir o Diretor Geral, os superintendentes, qualquer pessoa na pirâmide do Poder Executivo Federal; que o Presidente da República, apesar disso, apesar disso, não esclareceu o motivo pelo qual realizaria essas substituições, salvo que o Diretor VALEIXO estaria cansado mas, mais uma vez, o Declarante reitera que o cansaço do diretor VALEIXO era oriundo das pressões por suas substituição e de superintendentes; Que o Presidente também reconheceu que uma da causas para a troca seria a falta de acesso a relatórios de inteligência da PF, mas que, como o Declarante já esclareceu acima, o Presidente já detinha esse acesso, do que legalmente poderia ser acessado, via SISBIM e ABIN; Que ademais, como dito acima, nunca houve pelo Presidente, um pedido ao Declarante de algum relatório específico de inteligência propriamente dito e que, portanto, não teria sido atendido; Que, quanto às informações ou relatórios sobtre investigações sigilosas em curso, o Presidente nunca pediu nada da espécie ao Declarante ou ao Diretor VALEIXO, até porque, ele sabe que não seria atendido.;
Que o Presidente também alegou como motivo da exoneração de VALEIXO uma suposta falta de empenho da Polícia Federal na investigação de possíveis mandantes da tentativa de assassinato perpetrada por ADÉLIO; Que a Polícia Federal de Minas Gerais fez um amplo trabalho de investigação e isso foi mostrado ao Presidente ainda no primeiro semestre do ano de 2019, numa reunião ocorrida no Palácio do Planalto, com a presença do Declarante, do Diretor VALEIXO, do Superintendente de Minas Gerais e com delegados responsáveis pelo caso; Que na ocasião, o Presidente não apresentou qualquer contrariedade em relação ao que lhe foi apresentado; Que essa apresentação ao Presidente decorreu da sua condição de vítima e ainda por questão de Segurança Nacional, entendendo o Declarante que não havia sigilo legal oponível ao Presidente pelas circunstâncias especiais; Que a investigação sobre possíveis mandantes do crime não foi finalizada em razão de decisão judicial contrária ao exame do aparelho celular do advogado de ADÉLIO;
Que o Presidente tinha e tem pleno conhecimento desse óbice judicial; Que o Declarante entende que antes do final das investigações não é possível concluir se ADÉLIO agiu ou não sozinho e que, de todo modo, o Declarante, ao contrário do que afirmado publicamente pelo Presidente da República na data de hoje (02 de maio de 2020) jamais obstruiu essa investigação, ao contrário, solicitou à Polícia Federal o máximo empenho e ainda chegou a informa à AGU, na pessoa do Ministro ANDRÉ MENDONÇA, da importância de que a AGU ingressasse na causa para defender o acesso ao celular, não pelo interesse pessoal do Presidente, mas também pelas questões relacionadas à Segurança Nacional;
Que o Presidente, no pronunciamento de sexta-feira 24 de abril, também reclamou da falta de empenho do Declarante e da Polícia Federal para esclarecer as declarações do porteiro de seu condomínio acerca do suposto envolvimento do Presidente no assassinato de MARIELE e ANDERSON; Que tal reclamação não procede pois foi o próprio Declarante que solicitou a atuação do MPF e da Polícia Federal na apuração do caso e a Polícia Federal colheu depoimento do porteiro no qual ele se retratou, além de realizar outras diligências; Que, após pronunciamento do Presidente da República, no qual este afirmou que o Declarante mentia, e que ainda teria condicionado a troca do Diretor Geral à nomeação do Declarante ao Supremo Tribunal Federal, o Declarante, ao responder consulta do Jornal Nacional sobre o que foi dito pelo Presidente, reputou necessário, para restabelecer a verdade dos fatos encaminhar ao Jornal Nacional as mensagens trocados com o Presidente na manhã do dia 23 de abril de 2020, e ainda a troca de mensagens com a Deputada Federal, CARLA ZAMBELLI, pessoa muito ligada ao Presidente, a qual, inclusive, estava no pronunciamento do Presidente; Que nas mensagens com a Deputada, fica clara a posição do Declarante de rejeitar a possibilidade de aceitar a substituição do Diretor Geral e no nome de ALEXANDRE RAMAGEM como condição para sua indicação ao STF; Que de todo modo tal ofensa ao Declarante sequer faz sentido, pois se tivesse interessado na indicação ao STF, teria simplesmente aceito a substituição.
Que lamenta muito ter repassado as mensagens trocados em privado, mas que não teria como aceitar as afirmações feitas pelo Presidente no pronunciamento dele, a respeito do Declarante; Perguntado: Como o Presidente da República reagia a respeito de operações da Polícia Federal desencadeadas em razão de mandato deferidos pelo Supremo Tribunal Federal? Havia algum interesse específico do Presidente da República sobre alguma investigação em curso no STF? Respondeu Que no tocante às indagações, o Presidente enviou mensagem ao Declarante na manhã do dia 23 de abril de 2020 com o link de matéria de jornal a respeito do Inquérito no STF contra deputados bolsonaristas, e agregou que este, seria “mais um motivo para a troca na PF”; Que o Declarante esclareceu ao Presidente que a Polícia Federal cumpria ordens nesse inquérito, mas o Declarante entende que o Presidente jamais poderia ter elencado esse Inquérito como motivo para a troca do diretor Geral da PF; Que deve ser indagado ao Presidente os motivos dessa mensagem e o que ele queria dizer;
Que há uma outra mensagem do Presidente sobre esse tema ora disponibilizada;
Que o Presidente jamais pediria ao Declarante ou ao Diretor VALEIXO qualquer interferência ou informações desse Inquérito porque sabia que nem o Declarante e nem o Diretor VALEIXO atenderiam uma solicitação dessa natureza; Que o Declarante gostaria de sintetizar as provas que pode indicar a respeito do seu relato; Que inicialmente indica como elementos de prova o depoimento do Declarante; Que, segundo, a mensagem que recebeu do Presidente da República no dia 23 de abril de 2020 e as demais mensagens ora disponibilizadas; Que, terceiro, todo o histórico de pressões do presidente de troca do SR/RJ, por duas vezes e do DG e que, inclusive, foram objetos de declarações públicas do próprio Presidente da República, inclusive em uma delas com invocação de motivo inverídico para a substituição do SR/RJ, ou seja, a suposta falta de produtividade; Que quarto, as declarações efetuadas pelo Presidente da República em seu pronunciamento, nas quais ele admite a intenção de trocas dois superintendentes, inclusive, novamente o do Rio de Janeiro, sem apresentar motivos, também admite a substituição do Diretor VALEIXO invocando motivo inconsistente, já que o cansaço do Diretor era provocado pelas próprias pressões do Presidente, também admite que um dos motivos para a troca era obter acesso ao que ele denomina relatórios de inteligência produzidos pela PF através da SISBIN e da ABIN, ou seja, jamais tinha ele acesso a toda informação de inteligência da PF a qual ele tinha legalmente acesso; Que, quinto, as declarações do Presidente no dia 22 de abril de 2020, na reunião com o conselho de ministros, e que devem ter sido gravadas como é de praxe, nas quais ele admite a intenção de substituir o superintendente do Rio de Janeiro, o Diretor Geral e até o Ministro, ora Declarante, e também admite no mesmo contexto sua insatisfação com a informação e no que ele denomina relatórios de inteligência da PF aos quais afirma que não teria acesso, o que, como já argumentado, não é verdadeiro; Que, sexto, podem ser requisitados à ABIN os protocolos de encaminhamento dos relatórios de inteligência produzidos com base em informações a ela repassadas pela PF e que demonstrariam que o Presidente da República já tinha, portanto, acesso às informações de inteligência da PF as quais legalmente tinha direito; Que, sétimo, esses protocolos podem também ser solicitados à Diretoria de Inteligência da PF, Que, oitavo, as declarações apresentadas peo Declarante, podem ser confirmadas entre outras pessoas, pelo DPF VALEIXO, pelo DPF SAAD, pelos SRMG, e pelos ministros militares acima mencionados; Que, nono, o Declarante disponibiliza, neste ato, seu aparelho celular para extração das mensagens trocadas, via aplicativo Whatsapp, com o Presidente da República (contato “Presidente Novíssimo”) e com a Deputada Federal CARLa ZAKMBELLI (contato Carla Zambelli II) e que são as relevantes, no seu entendimento, para o caso, Que o Declarante esclarece que não disponibiliza as demais mensagens pois tem caráter privado (inclusive as eventualmente apagadas), ou se tratam de mensagens trocadas com autoridades públicas, mas sem qualquer relevância para o caso, no seu entendimento; Que o Declarante esclarece que tem só algumas mensagens trocadas com o Presidente, e mesmo com outras pessoas, já que teve , em 2019, suas mensagens interceptadas ilegalmente por HACKERS, motivo pelo qual passou a apagá-las periodicamente, Que o Declarante esclarece que apagava as mensagens não por ilicitude, mas para resguardar privacidade e mesmo informações relevantes sobre a atividade que exercia, inclusive, questões de interesse nacional; Que, além da mensagem acima mencionada, o Declarante, revendo o chat de conversa com o Presidente identificou várias outras mensagens que podem ser relevantes para a investigação, inclusive outra mensagem sobre o Inquérito no STF e outra com determinação do Presidente de que o Dr. VALEIXO seria “substituído essa semana a pedido ou ex-ofício”, além de outra com indicativo de desejo dele de substituição do SR/PE;
Que o Declarante destaca ainda mensagens que, de maneira geral, amparam outras declarações prestadas pelo Declarante como a de que comunicava ao Presidente operações sensíveis, após deflagração; Aberta a palavra ao Declarante para esclarecimentos adicionais: Que, respeitosamente, diante das declarações públicas do Presidente da República, entende que a caberia a ele esclarecer os motivos das sucessivas trocas pretendidas na SR/RJ, da troca efetuada do DG da Polícia Federal bem como, que caberia a ele esclarecer que tipo de informação ou relatório de inteligência de PF pretendia obter mediante interação pessoal com o DG ou SR/RJ, além de esclarecer que tipo de conteúdo pretendia nesses relatórios de inteligência, já que tinha acesso à produção de inteligência da PF via SISBIN e ABIN e, igualmente, esclarecer porque essa demanda reiterada no dia 23 de abril de 2020 ao Declarante justificaria as substituições do Diretor Geral, de superintendentes e até mesmo do Ministro da Justiça e Segurança Pública; Que, por fim esclarece, diante das ofensas realizadas pelo Presidente da República, que o Declarante permanece fiel aos compromissos de integridade e transparência, bem como de autonomia das instituições de controle, superiores a lealdade pessoais; Consigno as presenças dos Procuradores da República ANTÔNIO MORIMOTO JUNIOR, Matrícula 1088, HERBERT REIS MESQUITA, Matrícula 1383 e JOÃO PAULO LORDELO GUIMARÃES TAVARES, Matrícula 1464, os quais foram designados pela Procuradoria Geral da República para este ato, conforme autorizado pelo Ministro Relator, os quais realizaram questionamentos complementares ao longo deste ato. Nada mais disse e nem lhe foi perguntado. Foi então advertido (a) da obrigatoriedade de comunicação de eventuais mudanças de endereço em face das prescrições do Art.224 do CPP. Encerrado o presente que, lido e achado conforme, assinaram com a Autoridade Policial, com o Declarante, com os Advogados, GUILHERME SIQUEIRA VIEIRA, OAB/PR 73938, VITOR HUGO SPRADA ROSSETIM, OAB/PR 70386 e RODRIGO SANCHEZ RIOS., OAB/PR19392, que apresentaram procuração para ser juntada aos autos, e comigo ……………………………… FRANCISCO ANTONIO LIMA DE SOUSA, Escrivã (o) de Polícia Federal, Matr. 17.990, lotado (a) e/ou em exercício nesta DICOR/PF, que o lavrei.
TG

Ninguém ganha com o silêncio dos inocentes, mas quem poderá perde é o prefeito Taveira

As lideranças resolveram dar uma trégua nas discussões políticas, mas todo esse silêncio faz parte de uma estratégia para que as principais decisões sejam tomadas sem alarde e a população não tome conhecimento do que foi tratado. No legislativo, está tramitando uma matéria sobre as contas do ex-prefeito Maurício Marques e já conta com o voto da relatora, a vereadora Rhalessa, ela já colou no baixinho da supercola em busca de voto a favor de Maurício. Porém a grande insatisfação da geral é a movimentação do ex-secretário Wolney França, ele anda visitando diversos secretários, com o aval do patrão, o coronel Taveira. A primeira dama, Alda Leda, deu sinal verde para que o jovem advogado pudesse percorrer o seu povo. Nos corredores da Câmara, as conversas seguem, muitos mostram insatisfação, mas quando chegam na frente do prefeito, ninguém fala nada e quando saem da audiência com o alcaide, um liga para o outro, dizendo que irá dar o troco, votará a favor de Maurício Marques para aprovação das contas. Esses insatisfeitos dizem que esse será o primeiro recado ao coronel. Os experientes em política e polícia dizem que quando há essa calmaria é sinal de uma grande rebelião e quem vai pagar esse preço é o coronel.

A crise e a fé

Padre João Medeiros Filho
No Seminário de São Pedro (em Natal), tivemos como professor de português Monsenhor José Alves Ferreira Landim, sacerdote alagoano, aqui trazido por Dom José Pereira Alves, terceiro bispo do Rio Grande do Norte. Nosso mestre da língua pátria gostava de recitar o poema “Vozes d´África”, de Castro Alves. Escandia os versos, ao declamar: “Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes?”. Em 2006, diante do campo de concentração de Auschwitz, Bento XVI suspirou: “Onde estáveis, ó Deus?”. Teólogos do pós-guerra se perguntavam: “Como falar de Deus para quem presenciou Hiroshima, Nagasaki, Auschwitz e outras calamidades?”. Inegavelmente, a complexa situação (epidêmica e política) pela qual passa o Brasil atualmente poderá levar a um questionamento análogo. Implica em rever atitudes socioeconômicas, políticas, jurídicas, culturais e religiosas. A tradição judaico-cristã deverá repensar o sentido do silêncio de Deus diante das provações, superando discursos que interpretam a crise como castigo.
Na Polônia, o Papa emérito desabafou: “Neste lugar faltam palavras. O silêncio é um grito interior ao Onipotente: Senhor, por que calastes?”. O próprio Cristo no patíbulo da cruz exclamou: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Sl 22/21, 1) Falar de punição celestial não é teológico, mas desejo humano projetado sobre o Divino. Um Deus violento não é cristão. Só pode ser imaginado por quem desconhece o amor. É urgente também refletir sobre a exigência de milagres, tornando o Altíssimo à mercê dos desejos da humanidade. Ele não está obrigado às nossas vontades e caprichos, embora conceda tudo para o nosso bem.
Segundo o cristianismo, o Criador plasmou o homem e deu-lhe o livre arbítrio. Mas, a presença do Mal não deixa de ser uma interrogação constante. Deve-se, no entanto, lançar o olhar sobre a pessoa de Cristo. O silêncio do Pai não é apatia. Seu amor é real. A fé não livra o fiel do sofrimento, da provação e da dor. O próprio Jesus não foi poupado. Deus é empático com a humanidade, mas o seu tempo não é o mesmo dos homens, sua pedagogia não é a nossa. Seria pequeno demais, se fosse igual às criaturas mortais. “Os meus desígnios não são os vossos” (Is 55, 8). Por ser discreto, o Senhor age silenciosamente e inspira muitos a se empenharem na superação das crises. Faz-se presente naqueles que arriscam a vida para salvar os outros e na solidariedade dos que acenam com a esperança e rezam suplicando paz. A finitude e a impotência ensinam que ninguém nasceu para sofrer, mas a dor faz crescer.
Como conseguir crer em tempos de crise? Não há respostas prontas, pois existem situações inusitadas. É preciso considerar as diferentes inquietações de cada um. Seria incoerente uma fé que não se deixasse tocar pela dor. Esta pode ser uma ocasião para descobrir o que é essencial na crença e purificar suas expressões mais tacanhas. Crer não significa ver tudo claro ou provado cientificamente. Não isenta de dúvidas e questionamentos. Consiste em saber, primordialmente, que o ser humano é limitado e não tem explicações para tudo. Entretanto, quem acredita, deseja compreender. “Creio para compreender e compreendo para crer”, dissera Santo Agostinho.
O termo crer etimologicamente provém do indo-europeu (“kerd+dhê”), significando segurar no pai. A fé é a certeza de que Deus nos sustenta e fortalece. Não nos traz soluções pré-fabricadas. Mas, transmite-nos luz, paz e ânimo, capazes de orientar o rumo da vida. Não estaremos sós. “Quem Nele crer jamais será decepcionado” (Rm 10, 11). “Não vos abandonarei” (Jo 14, 15), assevera o Senhor. Acreditar pode nos libertar da tristeza, do desatino etc., abrindo um horizonte de esperança singular. Quem crê, saberá pedir graças, mas deve ter consciência de que não pode manipular Deus. A fé dá-nos forças para enfrentar os revezes da vida com realismo e paciência. Deus não se obriga, mas em sua liberalidade concede aquilo de que seus filhos necessitam. Ela é a certeza da misericórdia divina. A quem está sofrendo, lembramos as palavras de alento do Apocalipse “Ele [Deus] enxugará toda lágrima dos olhos… não haverá mais luto, nem dor, porque as coisas de antes passaram” (Ap 21, 4).

Quem está livre para voar e que pode cantar de galo na sucessão de Parnamirim, além de Taveira?

Apesar do prefeito pensar que é o dono da caneta e manda na sucessão municipal em 2020, ele vai ter uma grande decepção e está redondamente enganado, pois os partidos PSC, PSDB, DEM, SD e PTB têm vida própria. Além disso, o prefeito não tem nenhum controle no plano estadual que possa impedi-los, isso impossibilita uma chave de roda de cima para baixo, forçando uma coligação com a chapa majoritária. Os líderes Abidene, Kátia Pires, ítalo Siqueira, pastor Alex e Rhalessa vão decidir de acordo com suas conveniências e não serão atropelados pelos seus líderes estaduais. Então, Taveira pensou em fazer um giro e fez um jirau. Só lembrando que nessa cama feita de cipós projetada por Taveira, em busca da sua reeleição, será ele próprio quem irá deitar, uma vez que os livres serão os mesmos, os têm tudo ou nada têm. A escritora Rosa Luxemburgo que era filósofa e economista, militante do Partido Social-Democrata da Alemanha, definiu a liberdade como sendo algo de diferente do que nós pensamos.

Iran Padilha é o primeiro a escolher o vice e vai lutar para tirar Taveira da cadeira de prefeito

Professor, advogado e procurador Municipal, Iran Padilha é de uma família que tem raízes históricas desde a emancipação política de Parnamirim. O professor foi o entrevistado por Abidene Salustino e Gilson Moura na Liberdade FM. Sua forma simples e direta de falar atraiu os olhares dos cidadãos da cidade e vem aos poucos conquistando um espaço político deixado pela incapacidade dos políticos tradicionais. Bom de oratória jurídica, o professor Iran Padilha se coloca como pré-candidato a prefeitura de Parnamirim pelo partido (DC), já tendo inclusive escolhido o seu candidato a vice, Dr. Paulo Farias, é médico e já prestou serviço em Parnamirim. A estratégica de Iran é se afastar do meio político e observar o cenário partidário, quando seus opositores se definem em suas coligações, o professor entra em cena com o discurso “todos são farinha do mesmo saco”. Na entrevista Iran também anunciou que caso eleito prefeito teria como auxiliares a ex secretaria estadual de Educação, Professora Claudia Santa Rosa, e no Esporte, Ferdinando Teixeira. Além de ter falado que tentou uma aproximação com Prefeito Rosano Taveira, para ministrar aulas gratuitas aos Professores da Rede Pública Municipal de Ensino e foi descartado. Mesmo sabendo que existe pouca chance de lograr êxito na disputa eleitoral, o professor Iran Padilha segue firme com sua metralhadora giratória contra toda a classe política de Parnamirim e diz que não está preocupado em perder a eleição e sim mostrar a verdade ao povo.

Um novo nome e uma nova história rumo a câmara

 

Jovem e com um discurso voltado para o cuidar das pessoas, Kadigina Morais, de 29 anos, estudante de psicologia, vêm trabalhando firme para conquistar uma cadeira na câmara municipal de Parnamirim. “Quero cuidar das pessoas e mostrar que a política pode ter esse olhar para os seres humanos, onde irei contribuir com minha profissão, a psicologia, trabalhar para melhorar a vida da nossa gente”. A pré candidata tem uma visão voltada para o zelo dos recursos públicos também, quer desenvolver ações para fortalecer a indústria, o comércio, a educação e dotar a saúde pública de condições para melhor atender o cidadão, principalmente, nesses tempos de pandemia. Só lembrando, Kadigina Morais é cantora gospel e tem uma penetração forte no seguimento evangélico. A política ganha gente nova e preparada para promover as transformações, que Parnamirim necessita para continuar avançando.

Elienai abre as portas de sua casa para os deputados Kleber e João Maia. A pauta, Feijoada e a sucessão em Parnamirim

Os deputados João Maia e Kleber Rodrigues, foram recibos pela vice prefeita Elienai Cartaxo em sua residência, em um condomínio fechado em Parnamirim. A pauta divulgada pela anfitriã foi a apresentação dos vereadores Paulão Jr, Thiago e Rogério Santiago que hoje formam a maior bancada na Câmara. Nos bastidores, a conversa é diferente e nossa redação apurou, o tom real desse encontro, os deputados vieram conversar com Elienai sobre a campanha dela em 2020. Eles confirmaram uma grande estrutura para a campanha da vice prefeita ganhar as ruas da cidade. Um outro ponto abordado foi o assédio que os dois políticos vêm sofrendo no plano estadual. João Maia tranquilizou a vice prefeita e aos parlamentares, disse, ainda, que o PL está blindado e não sofrerá interferência de ninguém, pois quem decide os destinos da legenda em Parnamirim são os Cartaxos. Kleber e João Maia reafirmaram que são os garantidores desse projeto e o partido bancará financeiramente e politicamente a candidatura majoritária de Elienai. Depois da conversa, Thiago Cartaxo, filho da vice prefeita, pode saborear a feijoada que foi servida aos presentes.

Maurício Marques luta para exonerar Carlos Augusto da Juncern

A nomeação Oziene Maia, mãe do ex-deputado Carlos Augusto, para Secretaria de Esporte de Parnamirim fez aumentar os comentários de que a governadora Fátima Bezerra irá exonerar Carlos Augusto do cargo de presidente da Juncern, junta comercial do Estado. Essa exoneração só vai agradar a Taveira, pois Maurício ganhará apenas um espaço a mais na administração estadual, mas, por outro lado, a governadora perderá um aliado político de peso, da base do governo estadual em Parnamirim. Para manter esse espaço no segundo escalão, o camarada Antenor Roberto, atual presidente do PCdoB no RN e padrinho da indicação de Carlos para a Juncern, será o responsável pela conciliação dos interesses políticos dos Paivas, dos Maias, da governadora Fátima e, também, de Maurício Marques. Essa conciliação exigirá um posicionamento dos aliados do governo na terceira maior cidade do RN. Maurício não parou para analisar essa movimentação, embora ganhe um espaço para seus apadrinhados, o ex-prefeito sabe que essa forçação de barra para retirar Carlos Maia da cadeira só lhe trará mais desgaste político e essa atitude não ajuda em nada a relação política do governo estadual com os camadas de Parnamirim. Maurício será o único a perder, pois o pessoal ligado politicamente ao ex-deputado Carlos Maia já está com os currículos nas mãos, esperando as nomeações na prefeitura, caso Fátima publique a exoneração de Carlos Augusto. No camarote do executivo municipal está o coronel Taveira rindo com essa situação, com sua caneta azul cheia de tinta e que já vem desarticulando a oposição, tudo para garantir os espaço para os novos aliados da sua reeleição. Detalhe, na campanha de 2016, Carlos Maia foi o principal articulador da vitória do vereador professor Italo Siqueira e, agora, o ex-deputado quer usar a mesma estratégia para eleger o seu irmão, o doutor César Maia, aliado forte de Taveira.

Grupo de Carlos Maia entra na prefeitura. Oziene Maia será adjunta do esporte

A nomeação da mãe de Carlos Maia e César Maia, secretária adjunta da secretaria de esporte e lazer do município marca a entrada dos maias no poder executivo. O ato foi publicado no diário oficial do dia 30 de abril e essa publicação faz parte do acordo político de César Maia com o projeto de reeleição do prefeito. Estamos com taveira, dei minha palavra e vamos honrar, disse o doutor César. Só resta ágora, uma declaração do ex-deputado ao público e esperar a campanha para ver os dois adversários de 2016 subirem no mesmo palanque.

 

Visita surpresa de Maurício Marques balança a estrutura da supercola e Abidene abre os dois olhos

O suplente de deputado estadual, Abidene Salustiano, foi surpreendido com a visita do ex-prefeito Maurício Marques. Todos diziam que Maurício viria comprar argamassa, mas na verdade ele queria era colocar uma supercola em sua candidatura a prefeito e sinalizou com uma composição política, com hoje um dos partidos mais fortes de Parnamirim. A reunião demorou cerca de três horas e Maurício ouviu do presidente do PSC, que a sua legenda decide a eleição e vai lutar para indicar a vaga de vice na chapa de Taveira. Mas, caso isso não ocorra irá analisar outras alternativas dentro do grupo de oposição. Abidene deixou a porta aberta, pois a conversa de Maurício foi para fortalecer mais o PSC, possibilitando a legenda ter mais argamassa para eleger quatro vereadores em 2020. O baixinho abriu os dois olhos e era sorriso na reunião. A pajero branca foi vista quando chegou na supercola. Isso é uma prova que o ex-prefeito, Maurício Marques, está rodando muito.

Guedes ameaçou sair por causa de plano de Marinho

Na reunião com Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, o ministro Paulo Guedes disse que o presidente teria que fazer escolhas.
E deixou claro que “não teria mais como ajudar o governo”, caso Bolsonaro optasse pelo plano de Rogério Marinho, que apavorou o mercado com gastos extrateto de R$ 300 bilhões – para turbinar uma nova versão do PAC e do Minha Casa Minha Vida. O presidente disse que o ministro poderia ficar tranquilo e, logo depois, reafirmou publicamente que é Guedes quem manda na economia. O antagonista.