Quem cala consente. O silêncio de Airene Paiva e Carlos Maia chama atenção da classe política de Parnamirim

A coronavírus obrigou a sociedade a se isolar em uma quarentena, tirando das ruas não só os cidadãos, mas, também, a classe política. Em tempos normais, nesse período, já haveria inúmeras reuniões realizadas e agendadas, além das articulações políticas que estariam a todo vapor. Por outro lado, apesar do cenário de isolamento, há algumas ausências que estão chamando atenção, acredita-se que somente o covid-19 teria condições de justificar todo esse silêncio. O tabelião Airene Paiva está sumido, ele é do grupo de risco, mas isso não seria motivo para esse silêncio sepulcral, principalmente, depois das declarações do prefeito Taveira. O prefeito confirmou a participação de César Maia e Carlos Augusto como os novos integrantes da base governista. Essa fala de Taveira mexeu com a campanha do tabelião, pois Airene perdeu o seu principal cabo eleitoral. Frente a esse fato, esperava-se um posicionamento dos políticos, Airene e o ex-deputado, mas isso não ocorreu e agora ficou uma grande dúvida sobre como anda a relação dos Paivas, os Maias com o poder municipal. Nossa redação conversou com Airene, ele disse se nem Carlos se preocupou em comentar sobre a ida para a base governista, não seria ele que iria quebrar o gelo, o tabelião acrescentou:” vou esperar primeiro uma definição de Carlos, depois eu falo.” Nestes dias, o blog ficou em silêncio, assim como Airene, vamos colocar o ouvido no chão para escutar o que não dizem, ouvimos várias coisas, menos que o tabelião será candidato prefeito. Mas vamos aguardar o posicionamento oficial de Airene e Carlos Maia, claro, depois do “chão” dizer o que precisa ser ouvido por todos.

Um aceno de esperança

Padre João Medeiros Filho
O que nos aguarda, após a epidemia do coronavírus? É indubitavelmente o questionamento de muitos. Entre os negacionistas e defensores da gravidade da doença, pairam tensões e incertezas sobre o amanhã. Como as nações sairão da crise? Segundo alguns especialistas, poderá acontecer uma recessão análoga à depressão americana de 1929. Há quem compare o impacto do vírus a uma terceira guerra mundial. Assim opina igualmente o nonagenário Monsenhor Antenor Salvino de Araújo, pároco emérito da Catedral de Caicó. Guerra sem soldados, navios e aviões, tanques, tiros, bombas e armas bélicas, mas com um inimigo invisível e difícil de ser abatido. Muitos rezam para que o pesadelo termine logo.
O Covid-19 trouxe mudança de hábitos e lições importantes para a humanidade. Redescobre-se outro sentido para o abraço e a presença física. A família reaprende o valor da convivência. “Vede como é bom e agradável os irmãos viverem juntos” (Sl 133/132, 1). Os bens e riquezas passam a ser reavaliados. A partir de então, a agropecuária, a indústria, o comércio etc. deverão pensar menos no circuito mercado-consumo-lucro e mais na dignidade da pessoa que trabalha. A educação começou a tomar novos rumos. O que se imaginava ocorrer, daqui a cinco anos, foi antecipado com as recentes plataformas de ensino. A alimentação reconquistou o gosto caseiro. O vírus desafiou a medicina. Até mesmo a religião deve ser reconfigurada. Os sacramentos ocuparão um lugar especial na vivência espiritual. A Sagrada Escritura foi revalorizada, lembrando o Povo de Deus, que, durante séculos, se alimentava da Palavra Divina. A prece readquire um rosto pessoal e imanente. E o cristianismo prepara-se para enfrentar uma mudança de época. Sim, uma fase de transição inesperada que levou outrora a humanidade a rever metas e traçar caminhos distintos.
Um vendaval sacudiu tradições, ciência, religião e o íntimo de cada um. Que transformações a pandemia provocará? Dentre tantas, poder-se-á verificar o apelo de retorno à essência da vida, assumido por São Francisco de Assis, redefinindo valores e princípios, no contexto da sociedade pós-feudal. O Sars-Cov-2 colocou o mundo de joelhos e convidou confissões religiosas e não crentes à solidariedade. A partir daí, a mensagem cristã deverá voltar a ser capaz de atender os anseios do homem, atingido por um monstro microscópico. E, aqui no Brasil, o Covid-19 proporcionou a certos governantes um álibi para suas administrações medíocres ou malogradas!
As feridas da sociedade expostas pela pandemia sinalizam enorme desafio: reencontrar a esperança e confiança em Cristo. Dentre as chagas enfrentadas pela civilização contemporânea estão o descrédito no próprio ser humano e o afastamento de Deus. A busca pelo sentido da vida – por vezes alimentada pela sede de dinheiro, conforto, poder e status – remete todos à questão central da própria existência. Apesar de ser imagem de Deus, o homem é impactado pela sua fragilidade. “O ser humano é semelhante a um sopro, seus dias são como a sombra que passa” (Sl 144/143, 4), proclama o salmista. A humanidade – ancorada em avanços tecnológicos e científicos admiráveis, mas alheia a valores humanistas e éticos – revelou-se nessa crise despreparada para a tarefa primordial de despertar todos para a esperança e a alegria. E quando se diz que o mundo sofrerá mudanças imprevisíveis depois da pandemia, pensa-se pouco no papel da espiritualidade e da mística (não necessariamente da religião). Não basta simplesmente descobrir outra lógica para a economia, desconsiderando os equívocos atuais.
Não há como negar: tentou-se também distorcer a Palavra Sagrada. Mas, a pandemia desmascarou conceitos equivocados sobre a fé. São Paulo já advertia que “a Palavra Divina não é manipulável” (2Tm 2, 9). As espetacularizações e teatralizações evidenciaram também despreparo para tranquilizar e consolar o povo. Percebeu-se uma inépcia para reerguer a verdadeira esperança. Consequentemente, proliferaram invencionices ou crendices, bem distantes da riqueza do mistério da fé. De tudo, permanece o ensinamento: Deus está sempre presente e nunca abandona seus filhos. O Senhor ajuda, quando a capacidade humana se esgota ou está sem condições de amparar. “Deus, apesar de oculto e silente, está bem perto, dentro do sacrário do coração daquele que crê”, afirmava Santa Dulce dos Pobres!

Evangélicos dão uma lição de como se faz política em Paranamirim. A posse de Jacó Jácome é marcada pelo clima de paz

A posse do novo secretário de assistência social e habitação, Jacó Jácome, ocorreu em clima de muita paz. Na sede da prefeitura, o prefeito Rosano Taveira reuniu algumas pessoas para dar as boas vindas ao novo secretário que representa a presença do segmento evangélico no seu governo. O pastor presidente da Assembeia de Deus, Elinaldo Renovato, aliado de Elienai Cartaxo, a vice prefeita recentimente rompeu com o prefeito, deixando o segmento evangélico afastado do sistema governista, estava sendo esperado, mas ligou para Jacó e disse que não poderia comparecer ao evento por está em quarentena e por orientação da sua família, ele preferiu não participar de nenhuma cerimônia. Após o rompimento político da vice prefeita, esse momento da posse de Jacó, assumindo a secretária que foi ocupada por Elienai, ato validado pelo pastor Elinaldo, seria também uma forma de reaproximação do pastor com o executivo municipal. Para a oposição a ausência do pastor Elinado nessa cerimônia, representa a força da vice prefeita junto ao presidente da Assembleia de Deus de Parnamirim. Mesmo assim, a posse foi em clima de paz, apesar da ausência de Elinaldo.
Antônio e Jacó Jácome, demonstraram força junto a Taveira e nessa disputa pelo poder, o seguimento evangélico se manteve fortalecido no executivo municipal.

O troco vem na mesma moeda, resta apenas saber quem vai pagar essa conta

A disputa nos bastidores da política em Parnamirim é intensa. A lista do TRE, constando os nomes dos filiados, já está à disposição dos presidentes dos partidos e é, justamente, aí que as intrigas e discórdia vêm acontecendo, tem candidato que de última hora, fez o famoso pula pula de legenda e outros foram excluídos, ou seja, ficaram sem filiação partidária. Vejamos como andam as coisas, envolvendo os nomes de Rejane de Clênio e Abidene Jr. Eles estavam crentes e abafando que constavam como filiados e não estão em nenhum partido. Abidene jr foi retirado da lista do Avante, partido hoje presidido pelo irmão de Wolney França. Wolney agora está vinculado ao PSC, partido de Abidene. O outro caso foi o de Rejane, viúva do saudoso vereador Clenio e mãe da vereadora Rhalessa, a vereadora pediu a Taveira para falar com Abidene para filiar sua mãe no partido do baixinho, mas Rejane acabou excluída e não figura na lista dos filiados. Ninguém sabe ao certo o que ocorreu, tão pouco de quem partiu o comando para o cancelamento dessas duas filiações, mas tanto Rhalessa, quando Abidene não gostaram e essa fatura vai ser cobrada mais cedo ou mais tarde. Wolney França está com receio dessa conta vir parar no seu colo. Já o prefeito Taveira não está nem aí, se essa situação vier para o seu lado, que é bem provável, vai matar no peito e tentar resolver, fazendo uma espécie de compensação política. Uma coisa é certa, alguém vai ter que resolver essa situação. Aqui vai um alerta, no linguajar do empresariado, quando o devedor não tem como pagar, apenas suja-se o nome dele no Serasa da política e deixa para lá.

A união faz a força! A corda de carangueijo se fortalece em busca do poder político em Parnamirim

Um Grupo de vereadores quer espaço na chapa majoritária e para isso resolveu formar uma aliança política capaz de influenciar na disputa de qualquer eleição. Os vereadores, Abidene Salustiano(PSC), Kátia Pires (DEM) e Rhalessa (PTB), firmaram uma parceria política para caminharem juntos na eleição de 2020. Os três somam algo em torno de 18 mil votos, esse quantitativo é suficiente para decidir qualquer pleito na cidade. Kátia e Abidene não escondem de ninguém o desejo de disputar a cadeira de vice na chapa do prefeito Taveira, mas ambos estão dispostos a caminhar em busca de outros espaços, caso esse grupo não tenha esse espaço assegurado na chapa majoritária. Eles buscam o reconhecimento do grupo da situação, o qual pertecem, caso seja indicado um nome diferente dos três para ocupar a segunda cabeça na chapa do prefeito, eles irão seguir outro caminho diferente do coronel. Essa estratégia está ganhando corpo, a primeira reunião já ocorreu, um almoço na casa da vereadora Rhalessa marcou esse momento. Ela ouviu atentamente as proposições dos colegas e destacou o tamanho da força política dos três vereadores unidos nesse projeto. Na oportunidade, foi firmado um pacto e ficou acertado que eles irão tomar as decisões políticas juntos. A corda de carangueijo só tem a crescer e se fortalecer. Outros vereadores já demonstraram interesse em entrar no grupo mas os líderes informaram que só irão aceitar pessoas que foram testados nas urnas, eles têm o limite pretendido de 25 mil votos, somando todos os integrantes. Ao alcançar essa meta de 25mil, a mala vai fechar e ninguém mais entra na corda de carangueijo. Palma, palma, pé, pé, caranguejo peixe é.

Na seleção de Taveira todos estão jogando, resta saber se no mesmo time

Na seleção da reeleição, o prefeito Taveira quer ser o Pelé do time. Ele tem a camisa 10 do poder, mas essa seleção tem muitos craques que se destacam e fazem a diferença em qualquer jogo. Esses craques são bons de bola, principalmente, quando se quer conquistar vitórias. Para garantir o engajamento dessa equipe, o técnico precisa ouvir o time e distribuir as camisas para uniformizar a equipe. Na realidade o comandante fica medindo forças, anda dizendo para todos: “vocês vão ter que me engolir”, demonstrar poder e experiência pode até ser bom, mas não nesse cenário pode ser um fator desagregador, pois essa seleção tem talentos, há alguns sendo disputados por toda cidade do rio pequeno. Vejamos como está a escalação e o sentimento da equipe: o Romário do time, com a camisa 20, dribla todas as adversidades do mundo futebolista e fica sempre na cara do gol, o baixinho está jogando como nunca e é um verdadeiro goleador, mas anda irritado, porque está sendo escanteado e colocado no banco de reserva; o jogador Batista, com a vestimenta 14, sempre faz as jogadas direitinho, saiu de uma preleção desanimado com que ouviu do coronel; o Neymar, veste 45, que é um cérebro pensante e sabe fazer lançamentos a longa distância em direção a pequena área, ele sempre está bem posicionado para decidir uma partida; o Rivelino, com a camisa 70, saiu da defesa e foi para o ataque, quer avançar na busca de sua vitória; a nossa Marta, a galeguinha de Nova Parnamirim, veste 25 nessa seleção, anda ansiosa, querendo conquistar um espaço na comissão técnica; com a camisa 23, Dondon, o bom de time, mas está desmotivado pelos treinamentos que são demorados, isso vem cansando os atletas. No campo do potiguar, um comentarista esportivo comentou que tem craque pensando em jogar fora do país, só por conta do clima, além do reconhecimento que é dispensado aos craques. Confiando na experiência, o Pelé do time está cantando vitória, mas como disse o velho Garrincha, antes do jogo com a união da oposição, ou melhor, da união soviética em 1958: “coronel, o senhor já combinou com os russos?” Cuidado, essa seleção poderá ficar desfalcada.

#tbt Taveira e Maurício em 2018

A hastag mais conhecida no dia a dia das pessoas, #tbt, sigla em inglês, throwback thursday, traduzida como quinta-feira do retorno ou quinta-feira do regresso. Usaremos essa hashtag para marcar fotos do passado, externando saudades ou não por algumas pessoas. Para estrear a nossa quinta-feira do retorno, #tbt, vamos a 20 de abril de 2018, quando Taveira confirma o apoio ao ex-prefeito Maurício Marques para deputado estadual. Eita, vida que vai e vem… “Entre tapas e beijos, ê odio, é desejo, sonho é ternura”.

Maurício Marques está livre do coronavírus, mas não escapou do Netflix

O ex-prefeito Maurício Marques, em quarentena desde o surgimento do covid-19, vem mantendo os seus contatos políticos através de vídeoconferência. Maurício é do grupo de risco, estava aguardando o resultado do seu exame para o coronavírus. Hoje, ele resolveu divulgar o resultado do seu exame e para o alívio do ex-prefeito e de toda sua família, o resultado foi negativo para o covid-19. Agora, Maurício Marques já avisou que está livre para voar, ele passou parte do tempo dessa quarentena, fugindo dessa doença e só agora conseguiu escapar. Por falar em escapar da doença, Maurício mantém o vício de acompanhar várias séries do Netflix, sendo esse seu passatempo favorito. A nova série que o ex-prefeito está assistindo é a de Joaquín Archivaldo Guzmán Loera, com a alcunha de El Chapo.

Câmara suspende obra e vereadores mostram sintonia com a população

O presidente da câmara, vereador Irani Guedes, anunciou a paralisação da obra de reforma da sede do poder legislativo. A polêmica entorno dessa obra é antiga, mas a mesa diretora se antecipou, pois alguns vereadores já estavam preparando requerimentos pedindo essa paralisação. Essa é uma atitude que mostra que o parlamento municipal está em sintonia com esse momento social. A boa governança exige do gestor a capacidade de antever problemas para sua gestão.

Com a paz do senhor Jesus e a benção do coronel Taveira, Jacó assumirá a secretaria segunda-feira

O irmão Jacó Jácome acertou os último detalhes da sua nomeação e posse que ocorrerá na segunda-feira. O coronel Taveira deu as últimas instruções a Jacó sobre os projetos que estão em andamento e que o novo comandante da secretaria de assistência social em Parnamirim terá que ter uma atenção especial. O coronel deu carta branca para transformar a pasta em um braço forte do executivo no combate ao coronavírus. Jacó vem com uma missão, representar o seguimento evangélico no governo municipal. Um detalhe de bastidor, há mais ou menos um mês, os Jácomes, Antônio Jácome e Jacó, pai e filho, estiveram com o pastor Elinaldo Renovato. Segundo uma fonte, o pastor presidente da Assembleia de Deus gostou da indicação de Jacó para o lugar antes ocupado por Elienai Cartaxo. No final desse encontro, os Jácomes fizeram uma oração de agradecimento pela oportunidade recebida e Jacó aproveitou para reafirmar o compromisso de fé com a reeleição do coronel em 2020.

Do sítio Cangaira a Parnamirim tudo pode acontecer, inclusive nada

A sucessão na terceira cidade mais rica do estado, passa, também, pelo sítio Cangaira, localizado em Messias Targino. A propriedade da família da prefeita Shirley Targino, foi o local escolhido para um almoço que contou com a presença dos Cartaxos, do deputado federal João Maia e da prefeita Shirley Targino. O prato principal foi uma análise geral do quadro de Parnamirim. Os convidados falaram e ouviram detalhes da política, da estratégia que será adotada para campanha de Elienai, a candidata da oposição em 2020. O primeiro desafio é conciliar os interesses dos irmãos João e Zenaide Maia que irão brevemente conversar para equacionar os espaços do PROS e do PL no pleito desse ano. Maurício Marques ficou de olho nessa viagem de Elienai e Thiago Cartaxo ao município de Messias Targino, pois os irmãos Maias controlam as suas legenda aqui em Parnamirim. A governadora já foi informada e vai ser a juíza dessa questão. Detalhe, Fátima e Zenaide vão lutar para Elienai ceder e apoiar Maurício Marques para prefeito. Vem aí um arrocho governamental e famíliar para cima da irmã Cartaxo.

Mensagem vinda do futuro. Abidene exercita o seu dom de enxergar

 

Sem falar muito e com pouca visão, o vereador Abidene Salustiano, enxerga muito, quando o assunto é negócio. E muito mais ainda quanto se trata de política. O primeiro suplente do coronel Azevedo, foi o mais votado em Parnamirim para deputado estadual, obtendo 6.315 votos e vem se credenciando para alçar vôos maiores.
Para isso ocorrer a observação é necessário, principalmente, em tempos de crise, de saúde e também de política. A mensagem que recebeu dos planetas é que, enquanto estiver na pandemia Abidene vai ficar olhando para o futuro, com um olho só. Mas, na cegueira política de alguns, o baixinho da supercola é um verdadeiro rei.

De olho no peixe e o outro na vice. Sonhos e pesadelos se confundem na política de Parnamirim

Sonhar acordado na política de Parnamirim é preciso para não ter pesadelo quando for dormir. As declarações do Prefeito Taveira, que irá escolher uma mulher como sua companheira de chapa, fez muita gente renovar a esperança de ter seu nome ao lado do coronel, como candidata a vice em 2020. Isso fez a vereadora kátia retocar a maquiagem e ganhar as ruas de Nova Parnamirim, já sendo inclusive chamada pelo nome de vice. Mas outros nomes, estão sendo sondados, como por exemplo, a competente e bem sucedida empresária Sufia Nunes, esposa do tabelião Airene Paiva, que estuda a possibilidade de inúmeras composições, caso o seu projeto de ser candidato a prefeito não decole na oposição. Principalmente, agora quando Carlos Maia já bateu continência para o coronel. Um outro nome que faz brilhar os olhos de Taveira e faz o padre Murilo voltar para toca é o da secretaria Fátima Cabral, pois ela tem livre trânsito em todos os seguimentos da sociedade e em especial o da construção civil, bem como junto aos católicos de Parnamirim. O nome da secretária do meio ambiente e urbanismo, ganhou força depois do vazamento de uma conversa de Taveira com um deputado bastante influente no RN. No qual foi sugerido a filiação partidária de Fátima Cabral a essa legenda, que em Parnamirim que hoje conta com dois vereadores. No momento é bom lembrar que a maré não está para peixe e existe um olho atento a toda essa movimentação política do rapaz latino americano com poder e dinheiro no banco.

O colapso da sensatez

Padre João Medeiros Filho
Ruína, fracasso, caos etc. são palavras dicionarizadas como sinônimos de colapso. Este é um termo que assusta. Paulatinamente, ele vai invadindo o vocabulário da mídia e o cotidiano das pessoas. Assiste-se ao desmoronamento da sensatez de parte da população brasileira. Por vezes, apela-se para a ignorância e argumentos inconsistentes; usa-se de informações parciais, sofismas, frases distorcidas, fora do texto ou do contexto e vale-se de atitudes eivadas de dolo e má-fé. Além do perigo do declínio da economia, saúde e de instituições, propalado pela imprensa e nas redes sociais, está acontecendo a falta de bom senso diante dos problemas da atualidade.
O número das vítimas do Sars-Cov-2 impacta o público. Sabe-se que o vírus é real e devastador, apesar de invisível. Infelizmente, além do pavor que causa às pessoas, vem servindo de supedâneo político à obtenção inescrupulosa de dividendos eleitorais. Entretanto, há um desafio maior: vencer o radicalismo reinante, em que até uma pandemia (ou comoção social) é pretexto para desagregar. O egoísmo partidário tem prevalecido. “Triste nação, onde um partido e sua ideologia valem mais que o país e seu povo”, afirmou Dom Luciano Mendes de Almeida, outrora arcebispo de Mariana (MG). Mais tristes que os óbitos provocados pelo Covid-19 são as incontáveis mortes de caráter, os inúmeros falecimentos da integridade, do altruísmo e da probidade. Levanta-se a bandeira dos partidos e não a da pátria, como se a população fosse composta de objetos etiquetados de rótulos e siglas partidárias, e não de vidas humanas. Perdeu-se a conta de quantos embarcam nessa nau do abuso e desrespeito aos cidadãos. Ali, tudo é subterfúgio para projetos pessoais de poder. E são muitos os tripulantes dessa embarcação. Poucos se lembram das palavras do Mestre: “Vim não para ser servido, mas para servir” (Mt 20, 28) ou do axioma veterotestamentário: “vanitas vanitatum, omnia vanitas est” (Ecl 1, 2).
Incontestavelmente há inestimáveis perdas. Porém, sepultam-se também conhecimentos, experiências, planos e projetos patrióticos, a lucidez e a razão. Não faltam os profetas do agouro, arautos da confusão, do mal estar e da desagregação. Esta semana, uma veneranda senhora dissera-nos, ao telefone: “A coisa, padre, está como o diabo gosta”. E, infelizmente, ela está certa. O étimo diabo significa, em grego, aquele que separa. Procede a assertiva, pois há mais gente dividindo, confundindo do que unindo e aproximando. Não se ouvem discursos otimistas, proclamando a esperança e a paz, garantindo a existência de bons profissionais capacitados para atender a população, a quantidade de alimentos, água, medicamentos e leitos suficientes para suprir as necessidades. No entanto, há vaticínios e pregoeiros da eventual falência dos sistemas de saúde. Mas, os responsáveis escamoteiam a verdade e a realidade, pois acreditam que a saúde pública é um celeiro de votos. É oportuno lembrar um renomado médico potiguar: “Saúde pública não se improvisa, nem se enquadra na propaganda política”.
Na crise atual não falta quem se ache um deus ou enviado especial do céu. Não imagina, porém, que sua arrogância poderá ser destruída por um microscópico vírus forasteiro e invasor. Cristo é bem claro no Evangelho: “Acautelai-vos dos falsos profetas” (Mt 7, 15). E o salmista adverte: “Tem olhos, e não veem. Têm ouvidos, e não ouvem. Têm mãos, e não apalpam”. (Sl 115/113B, 6-7). Ignora-se a passagem bíblica, na qual o Senhor proclama: “Ouvi o clamor de meu povo” (Ex 3, 7). Há quem imagine que os hospitais de campanha trazem a solução, mesmo que seja transitória. Se a inviabilidade ronda tradicionais serviços públicos de saúde, planejados e com investimentos ao longo de anos, quanto mais os nosocômios improvisados! Um seridoense, diante dos recursos já liberados, exclamou: “Vigário, a indústria das secas ressuscitou com outra nomenclatura e força”! Técnicos e governantes temem o caos na saúde estatal. Deveriam inquietar-se igualmente com o colapso da razão e do caráter. “Ó insensatos [gálatas], quem vos fez pensar assim?” (Gl 3, 1), questionou o apóstolo Paulo, inspirado na literatura sapiencial do Antigo Testamento: “Até quando, ó estultos, amareis a insensatez e desprezareis a verdade?” (Pv 1, 22).

O método do círculo da burrice volta a ser apresentado nas reuniões políticas em Parnamirim

Nas reuniões comandadas pelos pastores Alex e Sandoval, o círculo da burrice, método vitorioso empregado na eleição de 2016, voltou com força total. Os dois líderes políticos já conseguiram formar uma nominata que vem se destacando diante dos outros partidos. Em 2016, com o uso desse método, foi possível eleger dois vereadores em Parnamirim. Segundo os comentários, a estratégia é a mesma, o grupo é motivado com a expectativa de vitória, são informados de como votar certo, ou seja, em seus candidatos e no final os candidatos escolhidos se elegerão. Para 2020, com o emprego desse modelo, os idealizadores acreditam que ficará assegurada a reeleição do vereador Binho de Ambrósio e a outra vaga será ocupada pelo jovem pastor Danilo, braço direito de Alex e também de Sandoval. Os demais candidatos irão para suplência, pois com toda essa organização, mesmo contando com o modelo vitorioso do círculo da burrice, os números só garantem a eleição de dois vereadores e com uma raríssima chance de eleger o terceiro nome. Detalhe, o pastor Alex não disputará mais a vaga de vereador, anda dizendo que será candidato a prefeito, mas alguns colegas de câmara, afirmam que de burro os dois pastores não tem nada, estão de olho na vaga de vice-prefeito na chapa de Taveira. Só lembrando que no círculo da burrice funciona assim: povo vota errado, se ferra, protesta, não aprende com o erro, depois vota errado novamente e continua girando nessa roda gigante do poder.