Idema libera obras do Terminal Pesqueiro de Natal, fechado há 16 anos

Idema libera obras do Terminal Pesqueiro de Natal, que terá mais de R$ 11 milhões em investimentos no primeiro ano. Foto: Reprodução.

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) emitiu a licença de instalação que autoriza a retomada das obras de adequação do Terminal Pesqueiro Público de Natal. A estrutura, localizada às margens do Rio Potengi, está fechada desde 2010 e deverá iniciar as operações até dezembro de 2027, conforme o contrato de concessão.

A licença foi concedida à Turc Operações Marítimas Ltda., empresa que assumiu a gestão do terminal após o leilão realizado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) em agosto de 2025. O documento permite a execução de obras, montagem de estruturas e serviços de adequação, mas não autoriza o início das atividades comerciais.

Para operar, a concessionária deverá concluir as intervenções previstas no contrato e solicitar ao Idema a Licença de Operação (LO).

Terminal foi leiloado por R$ 21 mil

O Terminal Pesqueiro de Natal foi leiloado em 18 de agosto de 2025. A Turc foi a única empresa habilitada e apresentou proposta de R$ 21 mil pela concessão de uso do equipamento por 20 anos. O contrato foi assinado em 12 de dezembro do mesmo ano.

O valor pago corresponde à outorga da concessão e não inclui os investimentos necessários para concluir, modernizar e equipar o terminal.

As obras da estrutura começaram em 2009 e foram interrompidas no ano seguinte, quando o empreendimento estava com cerca de 95% da construção concluída. Desde então, o terminal permaneceu sem operação comercial. Parte do cais é utilizada de maneira improvisada para reparos de embarcações.

O equipamento tem capacidade para armazenar até 50 mil quilos de pescado e foi projetado para atender tanto a pesca oceânica quanto a artesanal.

O projeto de concessão prevê:

Revitalização e modernização da estrutura;
Operação, manutenção e gestão do terminal;
Instalação de uma fábrica de gelo;
Serviços de água, combustível e energia;
Estrutura para lavagem, conservação e acondicionamento dos pescados;
Organização da utilização do píer pelas embarcações.

A concentração desses serviços no terminal deve reduzir etapas logísticas e facilitar o acesso dos pescadores a insumos necessários à atividade.

Concessionária terá prazo para cumprir exigências

A licença de instalação emitida pelo Idema tem validade até 2031. A Turc, porém, deverá apresentar parte das condicionantes ambientais e técnicas no prazo de 60 dias a partir da emissão do documento.

Entre as exigências estão declarações atualizadas da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) sobre a viabilidade dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, além de um projeto de drenagem.Praias e ilhas

O prazo de validade da licença corresponde ao limite para solicitação da Licença de Operação. A empresa poderá fazer o pedido antes, após concluir as obras e atender às exigências estabelecidas pelo órgão ambiental.

Daniel Penteado Lana, diretor-executivo da Oportuna Terminais Pesqueiros e Negócios Marítimos, empresa integrante da Sociedade de Propósito Específico criada pela Turc para administrar o terminal, confirmou o recebimento da licença.

Segundo ele, ainda não há uma data definida para o início das obras obrigatórias. Os preparativos, contudo, seguem o cronograma estabelecido no contrato.

“Estamos equacionando junto à Neoenergia Cosern a eletrificação do Terminal, considerando as características técnicas e necessidades de consumo operacional, além de seguirmos com os esforços pela limpeza e organização física e também a atualização dos estudos de viabilidade técnica e operacional das atividades obrigatórias e complementares pelo edital”, afirmou Lana.

A ligação de energia é necessária para o funcionamento de equipamentos de refrigeração e fabricação de gelo, além dos sistemas utilizados na lavagem e conservação dos pescados.

Investimentos podem superar R$ 185 milhões

O contrato prevê investimentos superiores a R$ 11 milhões no primeiro ano da concessão. Ao longo dos 20 anos, o montante poderá ultrapassar R$ 185 milhões.

As primeiras metas deverão ser cumpridas em até dois anos após a assinatura do contrato. Entre elas estão:

Garantir a atracação simultânea de pelo menos duas embarcações de pesca artesanal;
Estabelecer regras para ocupação do píer;
Viabilizar o acesso ao terminal;
Alcançar capacidade efetiva para receber 93 toneladas mensais de pescado artesanal;
Estruturar os serviços de desembarque, lavagem, seleção e preparação dos produtos para transporte e comercialização.

No terceiro ano da concessão, o terminal deverá ter capacidade para realizar integralmente serviços de lavagem, higienização, acondicionamento, transporte e expedição de pelo menos 93 toneladas mensais de pescado artesanal.

Também está prevista uma área de carregamento para três caminhões-baú ou veículos semelhantes.

O contrato estabelece ainda metas para a produção e oferta de pelo menos 464 toneladas de gelo por mês, além do fornecimento mensal de 120 mil litros de combustível e 116 metros cúbicos de água. A energia elétrica necessária para a operação também deverá estar disponível.

Atividades complementares poderão ser incorporadas ao empreendimento mediante autorização do Ministério da Pesca e Aquicultura, responsável pela concessão.

A emissão da licença ambiental permite o avanço das etapas necessárias para colocar o Terminal Pesqueiro de Natal em funcionamento. A conclusão das obras, a instalação dos sistemas técnicos, a regularização dos serviços públicos e o cumprimento das exigências ambientais ainda são necessários antes do início da operação comercial.

Grupo Casas Bahia pede recuperação judicial com dívida de R$ 17,3 bilhões

 

Foto: Divulgação/Via Varejo

O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial na noite deste domingo (16), em São Paulo, com dívidas que somam R$ 17,3 bilhões. O processo foi protocolado na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais e ocorre em meio ao agravamento da situação financeira da varejista, que registrou prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre deste ano.

O pedido envolve dez empresas do grupo, incluindo operações ligadas às marcas Casas Bahia e Ponto Frio, ao comércio eletrônico, à fabricante de móveis Bartira e a subsidiárias das áreas de logística e tecnologia. Do total do passivo informado à Justiça, R$ 16,4 bilhões correspondem a dívidas com credores sem garantia, R$ 754 milhões a obrigações trabalhistas e R$ 154 milhões a débitos com micro e pequenas empresas.

Segundo a companhia, o processo de recuperação judicial não deverá provocar interrupção das atividades. A empresa afirma que pretende manter o funcionamento dos canais de venda e o atendimento aos consumidores enquanto negocia uma reorganização das obrigações financeiras.

Entre as razões apresentadas para o pedido estão o período prolongado de juros elevados, a restrição de crédito, o aumento dos custos financeiros e a pressão sobre o consumo e o capital de giro. A varejista também informou que alternativas para obtenção de novos recursos que vinham sendo negociadas não foram concretizadas.

A crise financeira ocorre após anos de investimentos na transformação da operação da empresa e mudanças no comportamento do varejo. A companhia intensificou a digitalização a partir de 2019, período anterior à pandemia da Covid-19 e em um cenário de juros mais baixos. Posteriormente, a elevação das taxas aumentou o custo do crédito em uma operação dependente de financiamento para estoques e vendas ao consumidor.

Fechamento de lojas

Nos últimos meses, o grupo também reduziu a estrutura física. A companhia informou o fechamento de 298 lojas e promoveu uma reorganização do quadro de funcionários como parte de uma nova etapa do plano de reestruturação. A estratégia prevê concentrar a operação em unidades e negócios considerados mais rentáveis, além de priorizar margem e geração de caixa nas vendas digitais.

O pedido ocorre dois anos depois de a varejista recorrer a uma recuperação extrajudicial. Em 2024, a empresa renegociou bilhões de reais em obrigações financeiras e deixou o processo poucos meses depois.

O cenário voltou a se deteriorar nos trimestres seguintes. No segundo trimestre de 2026, o Grupo Casas Bahia registrou prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões, contra perda de R$ 555 milhões no mesmo período de 2025. A companhia atribuiu R$ 9,1 bilhões do resultado a efeitos não recorrentes relacionados, entre outros fatores, a baixas de ativos, revisões contratuais e medidas de reestruturação. Desconsiderados esses efeitos, o prejuízo ajustado ficou em R$ 978 milhões.

Com o resultado, a empresa chegou ao oitavo trimestre consecutivo de perdas e passou a registrar patrimônio líquido negativo de R$ 8,1 bilhões.

No pedido à Justiça, a companhia também busca proteção contra medidas que possam comprometer o caixa durante a recuperação. A expectativa é utilizar o processo para renegociar e alongar dívidas, reorganizar a estrutura de capital e preservar a continuidade das operações.

Com informações da Folha de S. Paulo

Procon Natal registra queda nos preços de todos os combustíveis pesquisados

 

O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) realizou, neste mês de agosto, uma pesquisa de preços de combustíveis em postos de Natal. O levantamento identificou redução nos preços de todos os combustíveis pesquisados em comparação com a pesquisa anterior, realizada em julho. A gasolina comum apresentou queda de 2,19%; o diesel S-10, de 2,59%; o gás veicular, de 1,91%; e o etanol teve a maior redução, de 5,22%.

A queda no preço do etanol foi motivada principalmente pelo aumento da safra de cana-de-açúcar na região Centro-Sul e pelo crescimento da produtividade do etanol de milho, que elevaram a oferta do biocombustível. Na capital potiguar, apesar da redução registrada, o preço médio do etanol ainda está 3,47% acima da média observada nas capitais do Nordeste. A média do etanol na região é de R$ 4,90.

Para o consumidor que utiliza veículo com motor flex, o etanol é considerado vantajoso quando seu preço corresponde a, no máximo, 70% do valor da gasolina. Em Natal, o biocombustível representa 75% do preço da gasolina. Para compensar o abastecimento com etanol, o litro precisaria custar menos de R$ 4,73 na capital.

Com isso, mesmo diante da redução registrada na pesquisa, a gasolina continua sendo a opção mais vantajosa para o consumidor natalense, considerando que, em média, o etanol apresenta rendimento equivalente a cerca de 70% do obtido com a gasolina.

Análise por região da capital

Na análise por região, o levantamento identificou os menores preços médios de alguns combustíveis na Zona Leste. O etanol apresentou média de R$ 5,00; o diesel comum, de R$ 6,80; o diesel S-10, de R$ 7,01; e o gás veicular, de R$ 4,92. Na Zona Norte, foram encontrados os menores preços médios para a gasolina comum e a gasolina aditivada, de R$ 6,67 e R$ 6,73, respectivamente.

A pesquisa também identificou diferenças significativas entre os maiores e menores preços encontrados nos postos. No caso do etanol, o maior preço foi de R$ 5,99 e o menor, de R$ 4,74, encontrado no bairro Igapó, na Zona Norte. A diferença de R$ 1,25 representa uma variação de 26,37%.

Para o diesel S-10, a diferença entre o maior e o menor preço foi de R$ 0,80. O maior valor encontrado foi de R$ 7,59 e o menor, de R$ 6,79, registrado no bairro Cidade Nova, na Zona Oeste. A variação foi de 11,78%.

Na gasolina comum, a diferença chegou a R$ 0,75. O maior preço encontrado foi de R$ 7,29, enquanto o menor foi de R$ 6,54, registrado no bairro Potengi, na Zona Norte. A diferença representa uma variação de 11,74%.

Orientação do Procon

O Procon Natal orienta os consumidores a pesquisar os preços antes de abastecer. Caso sejam identificados valores muito acima das médias encontradas na pesquisa, o consumidor pode denunciar apresentando o cupom fiscal emitido pelo posto de combustível na sede do órgão, localizada na Rua Ulisses Caldas, nº 181, Cidade Alta, ou pelos canais de atendimento: WhatsApp (84) 3232-6189 e e-mail procon.natal@natal.gov.br. As denúncias serão analisadas para a adoção das medidas administrativas cabíveis.

URGENTE: Governo Trump cancela visto de embaixadora do Brasil nos Estados Unidos

URGENTE: Governo Trump cancela visto de embaixadora do Brasil nos Estados Unidos

Viotti está a frente da representação brasileira em Washington desde 2023, quando foi indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao posto. Com isso, ela se tornou a primeira mulher a chefiar a Embaixada do Brasil nos EUA.

A informação foi inicialmente divulgada pelo jornalista Paulo Figueiredo, que participou de uma coletiva fechada com um grupo de jornalistas. O Metrópoles confirmou a decisão junto a repórteres brasileiros que participaram da entrevista.

Segundo fontes do Itamaraty ouvidas pela reportagem, o governo brasileiro não foi informado previamente sobre o cancelamento do visto da embaixadora Maria Luiza Viotti.

COM INFORMAÇÕES DE METRÓPLES

Gasolina só deve cair R$ 0,03 com mais etanol; governo Lula já estuda mistura com 35% do produto

A gasolina mais barata pode se tornar realidade a partir de 1º de agosto. O aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, de 30% para 32% (E32), deve reduzir em cerca de R$ 0,03 o preço do litro vendido nos postos, segundo estimativa apresentada na terça-feira (14) pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Segundo o ministro, a medida também reduzirá a dependência do Brasil da importação de combustíveis.

“Barateia 3 centavos, mas principalmente porque diminui a nossa dependência de importação”, afirmou Alexandre Silveira após reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Redução depende dos preços do etanol e do petróleo

A estimativa considera os preços atuais do etanol anidro e do petróleo. No entanto, o valor poderá variar conforme as cotações internacionais desses produtos quando a nova mistura entrar em vigor.

Além disso, a regra começará a valer em 1º de agosto por um período inicial de 180 dias. Depois desse prazo, o governo poderá prorrogar a medida por mais 180 dias.

Segundo Alexandre Silveira, o Conselho Nacional de Política Energética decidirá posteriormente se transformará o percentual em regra permanente.

O ministro explicou que o E32 já recebeu aprovação técnica. Por isso, o período de transição servirá apenas para acompanhar os resultados da medida.

“A transitoriedade é apenas uma maneira de nos precavermos“, declarou.

Além disso, Silveira afirmou que não haverá necessidade de novos testes para manter definitivamente o percentual de 32% de etanol na gasolina.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a nova mistura permitirá ao Brasil deixar de importar aproximadamente 900 milhões de litros de gasolina por ano.

Além da economia, a medida busca reduzir os impactos das oscilações internacionais do petróleo e dos combustíveis sobre o mercado brasileiro.

Antes da aprovação, o Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) realizou testes em veículos leves e motocicletas.

Os pesquisadores avaliaram consumo, desempenho, dirigibilidade, partida a frio e emissão de poluentes.

Segundo o governo, os testes mostraram que o E32 apresentou desempenho semelhante ao das misturas atuais. Além disso, os pesquisadores não identificaram impactos relevantes nem mesmo em veículos sem motor flex.

Enquanto isso, o governo também iniciou estudos para elevar a mistura obrigatória para 35% de etanol (E35), conforme prevê a Lei do Combustível do Futuro.

Entretanto, Alexandre Silveira destacou que uma eventual aprovação técnica não garantirá a adoção imediata do novo percentual.

Segundo ele, o governo avaliará o cenário econômico antes de tomar qualquer decisão.

“Quando estiver economicamente viável, a gente aumenta. Se piorar, a gente diminui”, afirmou o ministro.

Com informação de Ponta Negra News

URGENTE: EUA diz que decisão final sobre tarifaço contra o Brasil será comunicado em breve

URGENTE: EUA diz que decisão final sobre tarifaço contra o Brasil será comunicado em breve

O representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, afirmou nesta quinta-feira (9), que a decisão final sobre as tarifas adicionais contra importações brasileiras será anunciada “muito em breve”. Segundo ele, as negociações seguem em andamento, mas ainda existe uma grande distância entre as posições das partes.

O anúncio é aguardado até o prazo legal de 15 de julho, quando também deverá ser divulgado o resultado da investigação conduzida sob a Seção 301, que pode resultar na aplicação de tarifas extras sobre diversos produtos brasileiros.

Diário do Brasil Notícias

Férias de julho animam setor e 66% dos bares e restaurantes esperam vender mais no RN

 

Foto: Reprodução.

As férias escolares de julho devem impulsionar o movimento em bares e restaurantes do RN, mas o aumento nas vendas não será suficiente para tirar boa parte do setor da crise financeira, conforme informações da Tribuna do Norte.

Levantamento da Abrasel-RN mostra que 66% dos empresários esperam aumentar o faturamento em julho. Desses, 44% projetam crescimento de até 20% em relação a um mês considerado normal. Ainda assim, apenas 28% das empresas fecharam maio com lucro, enquanto 24% registraram prejuízo e 47% encerraram o mês no zero a zero.

O levantamento também mostra que 43% dos estabelecimentos têm contas em atraso, principalmente com impostos federais e estaduais. Segundo o presidente da Abrasel-RN, Thiago Machado, o reforço no faturamento esperado para julho ajuda, mas está longe de compensar as perdas acumuladas. “As dívidas são muito altas”, afirmou.

Os empresários ainda enfrentam o aumento dos custos, a inflação dos insumos, as despesas com segurança privada e a dificuldade de reajustar os preços dos cardápios sem afastar clientes. Para muitos, lançar novos produtos, rever processos e buscar mais eficiência tem sido a estratégia para manter os negócios de pé.

Expectativa também no setor de hotelaria

A hotelaria também espera um julho mais aquecido. Entidades do setor projetam ocupação entre 62% e 65% ao longo do mês, podendo chegar a 70% na segunda quinzena.

Apesar da expectativa de maior fluxo de turistas, especialistas alertam que, sem acesso a crédito e um ambiente tributário mais favorável, muitas empresas ainda poderão enfrentar dificuldades quando a alta temporada chegar ao fim.

DESTAQUE NACIONAL: Natal entra no TOP 4 das cidades que mais valorizaram imóveis no Brasil

Foto: Reprodução.

Natal entrou no grupo das cidades brasileiras com maior valorização imobiliária. Dados do Índice FipeZAP de Venda Residencial mostram que a capital potiguar teve alta de 9,44% no preço médio dos imóveis residenciais nos últimos 12 meses e alcançou a quarta posição entre 56 cidades pesquisadas.

O levantamento aponta ainda que, apenas em junho, os imóveis residenciais em Natal subiram 0,36%. No acumulado de 2026, a valorização chega a 5,03%, colocando a cidade entre os melhores desempenhos do país, conforme informações do BNews RN.

Apesar da valorização recente, Natal ainda mantém um valor médio do metro quadrado abaixo da média nacional. Na capital potiguar, o preço médio é de R$ 6.421, enquanto o índice nacional registra R$ 9.853 por metro quadrado.

Entre os bairros analisados, Barro Vermelho lidera a valorização nos últimos 12 meses, com alta de 19,1%. Na sequência aparecem Lagoa Nova, com crescimento de 15,2%, e Capim Macio, com valorização de 13,5%.

Capim Macio permanece como o bairro com o metro quadrado mais valorizado de Natal, com preço médio de R$ 7.674.

Setor produtivo brasileiro vai aos EUA tentar evitar tarifa de 25% dos EUA sobre exportações

 

Porto de Natal
Foto: Adriano Abreu.

Representantes de empresas, associações e entidades do setor produtivo brasileiro participam, a partir desta segunda-feira (6), de audiências públicas nos Estados Unidos para tentar evitar a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos do Brasil. A medida foi proposta pelo governo Donald Trump no âmbito de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, o USTR, órgão responsável pela formulação da política comercial americana.

As audiências fazem parte do processo aberto com base na Seção 301 da legislação comercial americana, mecanismo usado pelos Estados Unidos para apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio do país. Nessa etapa, empresas, entidades, governos e demais interessados podem apresentar argumentos antes da decisão final de Washington, prevista para até 15 de julho.

Entre os participantes brasileiros estão representantes da indústria, do agronegócio e de segmentos exportadores. A lista inclui entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), além de setores como café, arroz, açúcar, etanol de milho, ferro-gusa, rochas ornamentais, madeira, papel, calçados, mel e pescados.

De acordo com o g1, a linha central da defesa brasileira será demonstrar que a sobretaxa também pode afetar empresas, consumidores e cadeias produtivas dos Estados Unidos. A indústria pretende argumentar que a relação comercial entre os dois países é integrada e que parte dos produtos exportados pelo Brasil funciona como insumo para atividades econômicas americanas. No caso de máquinas e equipamentos, por exemplo, entidades do setor sustentam que há cadeias produtivas entre empresas do mesmo grupo econômico nos dois países.

O governo brasileiro não se inscreveu para discursar nas audiências públicas, mas a embaixada do Brasil em Washington enviará representantes na condição de observadores. Segundo o g1, a avaliação do Itamaraty é que as audiências servem para exposição de argumentos, mas que a negociação efetiva deve ocorrer em reuniões técnicas e de alto nível entre os governos brasileiro e americano.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o influenciador político Paulo Figueiredo estão entre os inscritos para discursar nas audiências.

Além da apuração específica que propõe tarifa de 25%, o Brasil também aparece em outro processo americano relacionado a supostas falhas no combate à entrada de produtos feitos com trabalho forçado. Nesse caso, a tarifa proposta é de 12,5%. De acordo com a Folha de São Paulo, o governo brasileiro deve argumentar ao USTR que os Estados Unidos ignoraram evidências apresentadas pelo Brasil e chegaram a conclusões consideradas arbitrárias.

Somadas, as duas medidas podem elevar a cobrança sobre parte dos produtos brasileiros para até 37,5%, caso não haja exceções ou mudança de entendimento por parte do governo americano. Entidades do setor produtivo afirmam que a imposição de novas tarifas pode reduzir a competitividade das exportações brasileiras e aumentar custos para compradores nos Estados Unidos.

Nos bastidores, o governo brasileiro aposta em negociações diretas com autoridades americanas antes do prazo final. Na última semana, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, conversou com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. Novas reuniões técnicas entre os dois países são esperadas nos próximos dias. O prazo é 15 de julho para ser fechado um acordo.

Com informações do g1 e Folha de São Paulo.

Receita paga segundo lote da restituição do Imposto de Renda nesta terça-feira (30)

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Nesta terça-feira (30), cerca de 9,5 milhões de contribuintes recebem o maior lote de restituição do Imposto de Renda da história. Ao longo do dia, a Receita Federal pagará R$ 16 bilhões a 9.585.797 pessoas. O pagamento contempla o segundo lote da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026 e restituições residuais de anos anteriores.

Segundo a Receita, os dois primeiros lotes de 2026 representam 80% das restituições previstas para este ano, tanto em valores quanto em número de contribuintes. Dos R$ 16 bilhões liberados neste lote, R$ 4,494 bilhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal.

As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

7.709.752 contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram por receber a restituição via Pix (prioridade não prevista em lei);
1.106.923 contribuintes com idade entre 60 e 79 anos (prioridade legal);

507.768 contribuintes cuja principal fonte de renda é o magistério (prioridade legal);
155.060 contribuintes com mais de 80 anos (prioridade legal);
106.294 contribuintes com deficiência física ou mental ou com doença grave (prioridade legal).
Neste lote, não haverá pagamento para contribuintes sem prioridade.

A consulta está disponível desde a última terça-feira (23), no site da Receita Federal. Basta acessar a área “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, clicar em “Consultar a Restituição”. A consulta também pode ser feita pelo aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

Neste ano, a Receita reduziu de cinco para quatro o número de lotes regulares de restituição, com pagamentos realizados no fim de maio, junho, julho e agosto.

Pagamento

O pagamento do segundo lote será realizado ao longo desta terça-feira (30), na conta bancária ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda.

Caso o contribuinte não esteja na lista de beneficiados, deverá acessar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) para consultar o extrato da declaração. Se houver alguma pendência, será possível enviar uma declaração retificadora e aguardar os próximos lotes de restituição.

Com informações da Agência Brasil.

Cuba vai suspender Visa e Mastercard em meio a sanções dos EUA

 

Mastercard é acusada de cobrar tarifas excessivas. — Foto: Reuters

O Banco Central de Cuba anunciou que o país deixará de processar transações realizadas com cartões Visa e Mastercard a partir deste sábado (6). A medida ocorre após o endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos à ilha.

Segundo a autoridade monetária cubana, a instituição financeira estrangeira responsável pelo processamento dessas operações decidiu limitar seus serviços depois da entrada em vigor de um decreto norte-americano publicado em 1º de maio, que ampliou significativamente as restrições comerciais contra Cuba.

Em comunicado oficial, o Banco Central afirmou que a decisão impedirá o país de receber pagamentos por bens e serviços por meio das principais bandeiras internacionais de cartão de crédito.

“Como consequência dessa medida, Cuba não poderá mais receber receitas provenientes da venda de produtos e serviços utilizando cartões internacionalmente reconhecidos, como Visa e Mastercard”, informou a instituição.

O novo pacote de sanções também vem provocando o afastamento de empresas estrangeiras do mercado cubano. Nas últimas semanas, redes hoteleiras, companhias aéreas e empresas globais do setor marítimo reduziram ou encerraram operações na ilha diante das restrições impostas pelo governo dos Estados Unidos.

A medida representa mais um desafio para a economia cubana, que enfrenta dificuldades para atrair investimentos externos e ampliar suas fontes de receita internacional.

Com informações de G1

Flávio Rocha dispara: “O Brasil precisa libertar quem produz”

Flávio Rocha dispara: “O Brasil precisa libertar quem produz”
Empresário potiguar reforça defesa da livre iniciativa, responsabilidade fiscal e ambiente favorável aos investimentos.

O empresário potiguar Flávio Rocha voltou ao centro do debate econômico nacional ao conceder entrevista à CNN Brasil, onde apresentou suas avaliações sobre o cenário econômico do país, defendeu o fortalecimento do setor produtivo e fez críticas ao que considera uma excessiva participação do Estado na economia.

Durante a entrevista, Flávio Rocha reforçou posições que marcaram sua trajetória empresarial e política, destacando a necessidade de medidas capazes de estimular o empreendedorismo, a geração de empregos e a ampliação da competitividade das empresas brasileiras. Segundo ele, o crescimento econômico sustentável passa pela redução da burocracia, pela simplificação tributária e pela criação de um ambiente mais seguro para investimentos.

Ao longo da conversa, o empresário demonstrou preocupação com o aumento dos gastos públicos e seus reflexos sobre a atividade econômica. Para Rocha, a responsabilidade fiscal deve caminhar lado a lado com políticas que incentivem a produção, a inovação e a livre iniciativa.

“O Brasil precisa libertar quem produz” foi uma das mensagens centrais defendidas pelo empresário ao abordar os desafios enfrentados por empreendedores e investidores. Na avaliação dele, o país possui enorme potencial de crescimento, mas ainda convive com obstáculos estruturais que dificultam a expansão dos negócios e a geração de oportunidades.

A entrevista também repercutiu nos meios político e empresarial por ocorrer em um momento em que temas como equilíbrio fiscal, reforma administrativa, produtividade e desenvolvimento econômico voltam a ocupar espaço no debate público nacional. Analistas observam que a participação de Flávio Rocha contribui para ampliar a discussão sobre o papel do setor produtivo na construção de uma economia mais dinâmica e competitiva.

No Rio Grande do Norte, as declarações ganham relevância adicional em razão da trajetória do empresário, reconhecido como uma das principais lideranças empresariais do estado. Sua atuação à frente da Guararapes Confecções, controladora da Riachuelo, confere ao empresário voz ativa nas discussões sobre emprego, renda e desenvolvimento regional.

Mais do que uma análise do cenário atual, a entrevista reafirma um posicionamento que Flávio Rocha vem sustentando ao longo dos anos: a defesa de uma economia baseada na livre iniciativa, na valorização do empreendedorismo e na redução dos entraves que, segundo ele, limitam a capacidade de crescimento do Brasil.

Em um momento de intensas discussões sobre os rumos da economia nacional, a participação de Flávio Rocha na CNN Brasil recoloca em evidência um debate que continua mobilizando diferentes setores da sociedade: qual deve ser o equilíbrio entre a atuação do Estado e a força da iniciativa privada para impulsionar o desenvolvimento do país.

RN tem 3º pior resultado do país na geração de empregos em abril, aponta Caged

A agropecuária registrou o pior saldo do RN em abril, com -1.050 vagas formais de trabalho | Foto: Alex Régis

 Rio Grande do Norte foi o terceiro estado com maior perda de postos de trabalho formais em abril de 2026, com saldo de -156 empregos, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados nesta quinta-feira (28). O resultado ocorre após um mês positivo na geração de empregos – em março o RN criou 1.127 novas vagas com carteira assinada. No acumulado do ano, o saldo do RN é de 242, resultado de 83.142 admissões e 82.900 desligamentos.

Em abril, o RN registrou 20.089 admissões e 20.245 desligamentos. Três dos cinco grupos de atividades econômicas tiveram resultado negativo no estado: agropecuária (-1.050), indústria (-152) e comércio (-354). Por outro lado, construção criou 185 novas vagas, e serviços teve saldo positivo de 1.218 postos de trabalho.

Apenas três estados tiveram saldo negativo na geração de emprego em abril: RN, Alagoas (-1.505) e Rio Grande do Sul (-1.396).

Em abril de 2025, o saldo do RN foi positivo, com geração de 2.686 vagas (22.687 admissões e 20.001 desligamentos) e desempenho positivo em quatro setores, com destaque para o de serviços, que terminou o mês com um saldo de 2.432 vagas. Na sequência, vêm construção (440), comércio (217) e indústria (206). O setor agropecuário apresentou saldo negativo, com -608 vagas.

O Brasil gerou 85.888 postos de trabalho com carteira assinada em abril de 2026: 2.268.655 admissões e 2.182.767 desligamentos. No acumulado do ano, foram gerados 699.762 postos de trabalho, representando um crescimento de 1,5% em relação ao estoque de dezembro de 2025.

Por outro lado, a criação de empregos caiu 63,9% em comparação a abril do ano passado, pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia. Em abril de 2025, o País havia registrado a criação de 238.216 postos de trabalho, nos dados com ajuste, que consideram declarações entregues em atraso pelos empregadores.

Já em relação aos meses de abril desde 2020, esse é o segundo resultado mais baixo da série. O pior resultado foi registrado no mesmo mês de 2020, que registrou o fechamento de 981.342 postos, no início da pandemia de covid-19.

O Ministério do Trabalho e Emprego afirma que, nos últimos 12 meses (maio/2025 a abril/2026), o saldo de empregos gerados chegou a 1.059.860 postos de trabalho, um crescimento de 2,3% no período.

O maior crescimento do emprego formal ocorreu no setor de serviços, que gerou 69.601 postos de trabalho (+0,3%). Em seguida, vêm construção, com saldo positivo de 23.525 empregos (+0,8%), e indústria, com saldo de 9.256 novas vagas de trabalho (+0,1%).

No mês, foram registrados saldos positivos em 24 estados. Os maiores saldos foram verificados em São Paulo (+20.202), Rio de Janeiro (+11.741) e Minas Gerais (+8.991).

Na comparação regional, o Sudeste liderou a criação de vagas, com 44.545 postos. Em sequência, vêm os resultados de Nordeste (18.714), Centro-Oeste (10.890), Norte (6.651) e Sul (4.449).

Gasolina cai R$ 0,23 e diesel reduz R$ 0,25 na Refinaria Clara Camarão

Foto: Adriano Abreu

A gasolina A e o Diesel A S500 tiveram redução nos preços praticados nesta quinta-feira (28) pela Refinaria Clara Camarão, em Guamaré, operada pela Brava Energia. Os valores, atualizados semanalmente, caíram R$ 0,23 no caso da gasolina e R$ 0,25 no diesel, tanto na modalidade EXA quanto na LCT.

Com a nova atualização, a gasolina A passou de R$ 4,22, valor praticado em 21 de maio, para R$ 3,99. A queda interrompe a alta registrada na semana anterior, quando o combustível havia subido R$ 0,20.

No caso do Diesel A S500, a modalidade EXA passou de R$ 4,98 para R$ 4,73, redução de R$ 0,25. Na modalidade LCT, o preço caiu de R$ 4,99 para R$ 4,74, também com recuo de R$ 0,25. Os valores haviam permanecido estáveis na semana anterior, após reduções registradas em maio.

Apesar da queda nesta semana, os combustíveis seguem com alta acumulada desde o início do levantamento. A gasolina A registra aumento total de R$ 1,48 desde 19 de fevereiro, quando era vendida a R$ 2,51, o que representa reajuste de 58,96% em 112 dias.

O Diesel A S500 também acumula avanço no período. Na modalidade EXA, o preço saiu de R$ 3,28 em 5 de fevereiro para R$ 4,73 nesta quinta-feira, alta de R$ 1,45, equivalente a 44,20%. Já na modalidade LCT, o valor passou de R$ 3,30 para R$ 4,74, aumento de R$ 1,44, ou 43,63%.

Confira o detalhamento, semana a semana desde o dia 5 de fevereiro, conforme levantamento realizado pela TRIBUNA DO NORTE:

Gasolina A:

19 de fevereiro – R$ 2,51
26 de fevereiro – R$ 2,59 – Alta de R$ 0,08
5 de março – R$ 2,89 – Alta de R$ 0,30
12 de março – R$ 3,19 – Alta de R$ 0,30
19 de março- R$ 3,82 – Alta de R$ 0,63
26 de março- R$ 3,82 – Valor se manteve
02 de abril – R$ 3,85 – Alta de R$ 0,03
09 de abril – R$ 3,85 – Valor se manteve
16 de abril – R$ 3,77 – Redução de R$ 0,08
23 de abril – R$ 3,77 – Valor se manteve
30 de abril – R$ 4,02 – Aumento de R$ 0,25
7 de maio – R$ 4,02 – Valor se manteve
14 de maio – R$ 4,02 – Valor se manteve
21 de maio – R$ 4,22 – Aumento de R$ 0,20
28 de maio – R$ 3,99 – Redução de R$ 0,23

Total: Aumento de R$ 1,48
Reajuste de 58,96% em 98 dias

Diesel A S500 – modalidade EXA:

05 de fevereiro – R$ 3,28
12 de fevereiro – R$ 3,28 – Valor se manteve
19 de fevereiro – R$ 3,28 – Valor se manteve
26 de fevereiro – R$ 3,32 – Alta de R$ 0,04
5 de março – R$ 4,07 – Alta de R$ 0,75
12 de março – R$ 5,07 – Alta de R$ 1,00
19 de março – R$ 5,52 – Alta de R$ 0,45
26 de março – R$5,62 – Alta de R$ 0,10
02 de abril – R$5,62 – Valor se manteve
09 de abril – R$ 5,77 – Alta de R$ 0,15
16 de abril – R$ 5,31 – Redução de R$ 0,46
23 de abril – R$ 5,24 – Redução de R$ 0,07
30 de abril – R$ 5,56 – Aumento de R$ 0,32
7 de maio – R$ 5,21 – Redução de R$ 0,30
14 de maio – R$ 4,98 – Redução de R$ 0,23
21 de maio – R$ 4,98 – Valor se manteve
28 de maio – R$ 4,73 – Redução de R$ 0,25

Total: Aumento de R$ 1,45
Reajuste de 44,20% em 112 dias

Diesel A S500 – modalidade LCT:

05 de fevereiro – R$ 3,30
12 de fevereiro – R$ 3,30 – Valor se manteve
19 de fevereiro – R$ 3,30 – Valor se manteve
26 de fevereiro – R$ 3,33 – Alta de R$ 0,03
5 de março – R$ 4,08 – Alta de R$ 0,75
12 de março – R$ 5,08 – Alta de R$ 1,00
19 de março – R$ 5,53 – Alta de R$ 0,45
26 de março – R$5,63 – Alta de R$0,10
02 de abril – R$5,63 – Valor se manteve
09 de abril – R$ 5,78 – Alta de R$0,15
16 de abril – R$ 5,33 – Redução de R$ 0,45
23 de abril – R$ 5,25 – Redução de R$ 0,08
30 de abril – R$ 5,78 – Aumento de R$ 0,53
7 de maio – R$ 5,22 – Redução de R$ 0,56
14 de maio – R$ 4,99 – Redução de R$ 0,23
21 de maio – R$ 4,99 – Valor se manteve
28 de maio – R$ 4,74 – Redução de R$ 0,25

Total: Aumento de R$ 1,44
Reajuste de 43,63% em 112 dias

Seminário LIDE Energia Reúne Lideranças para Debater a Integração e o Protagonismo do Brasil na Transição Energética Global

O papel estratégico do Brasil no cenário global de energia, os desafios regulatórios e o avanço rumo às fontes renováveis foram os temas centrais do Seminário LIDE Energia, realizado na última terça-feira (26), na Casa LIDE, em São Paulo. O evento reuniu as principais autoridades, diretores de agências reguladoras e grandes players do setor para mapear os caminhos da segurança jurídica, investimentos e descarbonização industrial.

A curadoria e a condução do seminário ficaram a cargo de Jean Paul Prates, head do LIDE Energia, ex-presidente da Petrobras e ex-senador. Reconhecido como uma das principais vozes da transição energética no país, Prates foi apontado pelo co-presidente do LIDE, João Doria, como o “100% responsável” pela articulação e presença das lideranças estelares que compuseram os debates.

Destaques da Condução e Falas de Jean Paul Prates

Ao assumir o púlpito para as considerações finais e o encerramento do evento, Jean Paul Prates celebrou o feito de, em um único painel matinal, o LIDE conseguir conectar toda a cadeia produtiva — desde o “petróleo velho de guerra” e o gás natural até as fronteiras tecnológicas do hidrogênio verde, aço verde e mineração crítica.

Momento Histórico da Regulação: Prates destacou o peso institucional do encontro, que conseguiu reunir de forma inédita o passado, o presente e o futuro da regulação nacional, contando com as presenças de Sandoval Feitosa (atual diretor-geral da ANEEL) e do Dr. Ábdo, além dos primeiros diretores da história das duas agências reguladoras do setor.

O Desafio da Integração e Escalabilidade: Utilizando uma metáfora esportiva, o head do LIDE Energia reforçou qual deve ser a meta central do país: “O grande desafio que coloquei inicialmente é a integração. É escalar o time direito para ganhar a Copa do Mundo das fontes energéticas e nos projetar como um país viável. Um país não mais do futuro, mas do presente — que pensa no futuro, mas já vive esse presente”.

Referências Internacionais: Prates instigou a audiência e o mercado a buscarem inspiração em modelos globais consolidados de planejamento estratégico. Citou a velocidade de implementação da infraestrutura na China e a consistência histórica da Noruega, cujas empresas participantes do evento iniciaram como estatais e hoje são referências globais de transição organizada.

Visão Multilateral e Negócios

O seminário também ecoou debates profundos sobre a geopolítica e a necessidade de o Brasil se posicionar como um polo pacificador e seguro para atração de capital estrangeiro. Lideranças presentes lembraram que a descarbonização global passa obrigatoriamente pelas vantagens competitivas do Brasil, que possui uma matriz elétrica limpa e potencial de produção de hidrogênio verde incomparável.

O encerramento do painel reforçou o compromisso do LIDE Energia em continuar promovendo debates dinâmicos e eficientes para destravar investimentos e desenhar políticas públicas robustas para o setor produtivo nacional.

O Seminário LIDE Energia contou com o patrocínio e apoio de grandes marcas como Fontes Verdes, Alvorada Heavy Industries, Hydro, Shell e Vale.

Sobre o LIDE:

O LIDE – Grupo de Líderes Empresariais é uma organização que reúne corporações nacionais e internacionais com o objetivo de debater o desenvolvimento econômico e social, promovendo a livre iniciativa, a inovação e a sustentabilidade.