O Jornal da Globo registrou uma queda de audiência acentuada na última sexta-feira (13), perdendo mais de meio milhão de telespectadores em comparação com as quatro sextas-feiras anteriores, segundo dados divulgados pelo portal TV POP.
O telejornal, apresentado por Renata Lo Prete, atingiu uma média de apenas 4,5 pontos no Ibope, durante o período entre 1h44 e 2h20 da madrugada, marcando o pior desempenho da atração em quase dois anos — desde 22 de novembro de 2022.
Além da queda expressiva de audiência, o Jornal da Globo foi superado por plataformas de streaming durante toda a sua exibição.
O programa foi transmitido após o primeiro dia do Rock in Rio, o que não parece ter sido suficiente para manter o interesse do público televisivo.
Neste sábado (7), feriado da Independência do Brasil, ocorre o tradicional desfile cívico-militar na Esplanada dos Ministérios, no centro da capital federal. O evento é gratuito e a entrada do público está liberada a partir das 6h20 da manhã de sábado.
O trânsito de veículos na Esplanada será interrompido na noite desta sexta-feira (6) entre a Rodoviária do Plano Piloto e a via L4.
O início do desfile está previsto para 8h45 e a expectativa é de que 30 mil pessoas compareçam ao local. Há cinco pontos de acesso para o público chegar ao local do desfile, todos com linhas de revistas pessoais, que serão feitas por policiais militares.
O acesso à Esplanada ocorre pela na via S1 (lateral da Catedral) e escadarias dos ministérios – as duas primeiras no lado Sul (blocos A e C) e as duas primeiras do Norte (blocos J e M). Há uma arquibancada exclusiva para pessoas com deficiência, em frente ao Bloco J, com banheiros adaptados e rampas.
Não é permitido acessar a Esplanada com fogos de artifício, sprays e aerossóis, armas de fogo, inclusive de brinquedo, objetos pontiagudos, garrafas de vidro, latas, copos, coolers e isopores, apontadores a laser, máscaras de qualquer tipo, exceto de proteção facial, hastes de bandeiras e outros materiais que coloquem em risco a segurança do público presente. Bolsas e mochilas deverão ter até 100 centímetros na soma das dimensões (altura, largura e profundidade).
A sugestão dos organizadores é o uso de garrafas de plástico individuais para hidratação.
Somente drones autorizados poderão acessar o espaço aéreo do local do desfile. Animais em geral também não são permitidos, exceto cães-guia.
Para as pessoas que vão se deslocar com transporte público, o sistema de ônibus foi reforçado e o Metrô DF está funcionando em escala de feriado, das 5h30 às 19h. Para quem optar por transporte por aplicativos, o desembarque é na plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto. Já para os táxis, o ponto é o estacionamento do Sesi Lab, ao lado da rodoviária.
Trânsito
Durante o evento, as equipes de fiscalização do Detran e da Polícia Militar farão o controle do trânsito para promover a fluidez, coibir irregularidades e garantir a segurança de motoristas e pedestres.
O acesso à Praça dos Três Poderes também está restrito, bem como o trecho entre o 1º Grupamento do Corpo de Bombeiro, passando pela via L4 Sul, até as proximidades da Ponte JK (sentido Plano Piloto – Lago Sul). No local estão abrigados os veículos blindados que participarão do desfile.
Há arquibancadas e palanques exclusivas para autoridades e convidados e a via N2 está bloqueada para apoio ao desfile e triagem desse público. As vias N3, S2 e S3 terão trânsito livre.
Como opção de estacionamento para quem utilizar carro próprio, os organizadores do evento recomendam os anexos dos ministérios, os setores bancários Sul e Norte e a plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto.
Os ônibus dos participantes do desfile têm espaço reservado no estacionamento da Praça da Cidadania, ao lado do Teatro Nacional.
A reabertura das vias será feita após a dispersão do público, a partir da avaliação de cenário por parte das autoridades de segurança.
Saúde
Equipes do Corpo de Bombeiros estarão em diferentes pontos da Esplanada e poderão ser acionadas, além de viaturas para pronto atendimento e emergências pré-hospitalares, incêndios e salvamentos.
Os militares também poderão ser acionados por meio do telefone 193 a qualquer momento.
Em razão do sol forte e temperaturas elevadas, as autoridades recomendam o uso de roupas leves, protetor solar, bonés ou chapéus. Também é aconselhável ingerir bastante água e alimentos mais leves.
Segurança
Ao lado do Museu da República, o governo do Distrito Federal montou a Cidade da Segurança Pública, para servir como ponto de apoio às forças de segurança e demais órgãos atuantes no evento. Imagens de drones e das câmeras localizadas no comando móvel da Polícia Militar vão contribuir com o policiamento.
Não há manifestações cadastradas na Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal para este sábado.
A Delegacia Móvel da Polícia Civil estará no local para fazer o registro de ocorrências policiais e o bloqueio de celulares roubados ou furtados, por meio do programa Fora da Rede.
A 5ª Delegacia de Polícia localizada na região central, assim como a Delegacia de Atendimento à Mulher I (Deam I), que fica na Asa Sul, e a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) contarão com reforço no atendimento e nas equipes de campo.
Conselheiros tutelares e servidores da Vara da Infância e Juventude também estarão na Cidade da Segurança para atendimento a crianças perdidas. A orientação é que pais e responsáveis identifiquem as crianças, para facilitar o acesso a informações, caso ela se perca.
Homenagens
As comemorações do 7 de Setembro deste ano estão organizadas em três eixos. Um deles aborda a importância estratégica da realização da Cúpula do G20 no Brasil, em novembro, no Rio de Janeiro, e, durante o desfile, serão apresentadas as 21 bandeiras dos países e blocos regionais que integram o grupo. O Brasil está na presidência do G20, grupo das 19 maiores economias do mundo, União Europeia e União Africana.
O desfile também homenageará os esforços em torno do apoio ao Rio Grande do Sul, com a participação de profissionais que atuaram no socorro ao estado nas enchentes e inundações que afetaram os gaúchos no mês de maio.
Já o terceiro eixo vai enfatizar a retomada da ampla proteção de crianças e da população por meio das campanhas de vacinação e a ampliação dos serviços de atendimento em saúde, com a retomada do programa Mais Médicos.
Passarão pelo desfile cívico-militar alunos de escolas públicas do Distrito Federal, atletas que representaram o Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris e representantes das Forças Armadas. Haverá apresentação da Pirâmide Humana do Batalhão de Polícia do Exército e da Esquadrilha da Fumaça.
O ex-presidente Jair Bolsonaro passou mal, na manhã deste sábado (07), e precisou ser levado para o Hospital Albert Einstein, na zona sul de São Paulo. Detalhes do estado de saúde ainda não foram divulgados.
O ex-presidente está hospedado no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, e tinha previsão de participar de um ato nesta tarde na Avenida Paulista. A agenda, por enquanto não foi desmarcada.
Agora pela manhã, o governador Tarcísio de Freitas participa do Desfile de 7 de Setembro, no Anhembi, ao lado do prefeito Ricardo Nunes.
O ministro Silvio Almeida (Direitos Humanos) foi demitido nesta sexta-feira após a organização Me Too Brasil afirmar ter recebido denúncias de assédio sexual contra ele, que nega as acusações. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “considera insustentável a manutenção do ministro no cargo considerando a natureza das acusações”. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal e pela Comissão de Ética da Presidência da República. A saída foi confirmada após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto. Ele é o quinto integrante do primeiro escalão a deixar o governo desde o início do mandato.
“Diante das graves denúncias contra o ministro Silvio Almeida e depois de convocá-lo para uma conversa no Palácio do Planalto, no início da noite desta sexta-feira (6), o presidente Lula decidiu pela demissão do titular da Pasta de Direitos Humanos e Cidadania”, informou o governo.
Em nota após a divulgação das acusações, o agora ex-ministro disse tratar-se de “ilações absurdas”. Ele acrescentou ter acionado a Controladoria-Geral da União (CGU), o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Procuradoria-Geral da República (PGR) para que façam uma apuração cuidadosa do caso. Almeida também apresentou uma interpelação na Justiça contra a Me Too Brasil para que esclareça quais os procedimentos adotados pelo grupo antes de divulgar a denúncia contra ele.
Mais cedo, ao falar sobre o assunto em entrevista, Lula afirmou que “alguém que pratica assédio não pode ficar no governo”. O presidente, contudo, disse que o auxiliar tem “o direito de se defender”.
— Não posso permitir que tenha assédio. Vamos ter que apurar corretamente. Acho que não é possível a continuidade no governo, porque o governo não vai fazer jus ao seu discurso da defesa das mulheres e da defesa dos direitos humanos, com alguém que esteja sendo acusado de assédio — disse o presidente à Rádio Difusora, de Goiânia.
De acordo com o Metrópoles, no caso de Anielle, Almeida teria tocado na perna da colega de Esplanada e dado beijos inapropriados ao cumprimentá-la, além de usar palavras de cunho sexual e baixo calão. O Me Too Brasil afirmou que “as vítimas enfrentaram dificuldades em obter apoio institucional pra a validação de suas denúncias”. “Diante disso, autorizaram a confirmação do caso para a imprensa”, diz a nota da entidade.
Antes de a demissão ser anunciada, Almeida havia sido chamado a prestar esclarecimentos ao controlador-geral da União, Vinícius Carvalho, e ao advogado-geral da União, Jorge Messias, na noite de ontem. Nesta sexta-feira, foi a vez de o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocá-lo para uma reunião em Brasília para tratar do assunto.
Relatos sobre um suposto caso de assédio sexual envolvendo Silvio Almeida circularam no gabinete do presidente Luiz Inácio Lula. Em meados de 2023, o titular do Direitos Humanos era citado como um dos nomes que poderiam disputar a indicação do presidente para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), aberta com a aposentadoria, em setembro, da ministra Rosa Weber.
Mas os relatos informais de um suposto caso de assédio sexual envolvendo o ministro chegaram ao gabinete de Lula e foram usados, de acordo com integrantes do primeiro escalão do governo, como argumento para descartar a possibilidade de Almeida ser escolhido para a Corte.
Na entrevista à Rádio Difusora, Lula disse que ficou sabendo ontem das denúncias de assédio sexual envolvendo Silvio Almeida. Segundo ministros, porém, os relatos informais das acusações já tinham chegado há algum tempo a Lula e à primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. Não foi esclarecido, porém, se a própria Anielle contou o caso. Janja publicou nas redes sociais uma foto ao lado de Anielle após a história vir à torna.
A Secretaria de Comunicação Social (Secom) foi questionada, por e-mail e mensagens de WhatsApp, desde a noite de quinta-feira, se Lula sabia das acusações de assédio sexual contra o ministro de Direitos Humanos. Também foi perguntado como, quando e de que forma o caso chegou ao presidente. Até esta sexta-feira, não houve resposta.
O gabinete de Janja também foi questionado sobre o assunto. Não houve resposta.
Quem é Silvio Ameida
Almeida é advogado, professor e presidia o Instituto Luiz Gama, organização de direitos humanos voltada à defesa jurídica das minorias e de causas populares, quando foi escolhido por Lula para ser ministro. Ele foi um dos coordenadores dos trabalhos no gabinete de transição responsável pela área dos Direitos Humanos.
Em 2018, Silvio Almeida lançou o livro “Racismo Estrutural”, onde apresenta dados estatísticos e discute como o racismo está na estrutura social, política e econômica da sociedade brasileira. Ele costuma trabalhar com questões como direito, política, filosofia, economia política e relações raciais em seus textos.
O agora ex-ministro é formado em direito e filosofia, além de ser mestre em Direito Político e Econômico, doutor em filosofia e Teoria Geral do Direito.
Leia a íntegra da nota de demissão de Silvio Almeida:
Diante das graves denúncias contra o ministro Silvio Almeida e depois de convocá-lo para uma conversa no Palácio do Planalto, no início da noite desta sexta-feira (6), o presidente Lula decidiu pela demissão do titular da Pasta de Direitos Humanos e Cidadania.
O presidente considera insustentável a manutenção do ministro no cargo considerando a natureza das acusações de assédio sexual.
A Polícia Federal abriu de ofício um protocolo inicial de investigação sobre o caso. A Comissão de Ética Pública da Presidência da República também abriu procedimento preliminar para esclarecer os fatos.
O Governo Federal reitera seu compromisso com os Direitos Humanos e reafirma que nenhuma forma de violência contra as mulheres será tolerada.
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi detida, nesta quarta-feira (4), em uma operação da Polícia Civil de Pernambuco contra uma organização criminosa envolvida com lavagem de dinheiro e jogos ilegais.
Advogada criminalista, com pós-graduação em Direito Penal e Processo Penal, Deolane é sócia das irmãs Dayanne e Daniele no escritório “Bezerra Advogados & Associados”. Ela ganhou notoriedade, no entanto, por sua relação com MC Kevin, de quem estava noiva quando o funkeiro morreu tragicamente.
Deolane Bezerra e MC Kevin | Reprodução/Redes sociais
“Doutora Deolane”, como é conhecida, é um sucesso nas redes sociais. Só no Instagram ela soma mais de 20,6 milhões de seguidores, onde mostra a vida de ostentação, com viagens, festas, carrões de luxo e joias.
Mãe de três filhos, frutos de relacionamentos anteriores, ela participou do reality show A Fazenda, da TV Record, em 2022. Deolane desistiu do programa após dois meses, alegando que tinha sido informada sobre problemas de saúde da mãe.
Em julho de 2022, Deolane teve dois carros de luxo apreendidos como parte de uma operação policial que investigava um suposto esquema de pirâmide envolvendo a empresa de apostas esportivas Betzord. O Ministério Público pediu o arquivamento da investigação.
Em fevereiro de 2024, a influenciadora foi investigada por suposta ligação com o tráfico de drogas no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Deolane tinha publicado uma foto com um cordão de ouro que seria do chefe do tráfico local, Thiago da Silva Folly, o TH.
O ator Cauã Reymond usou as redes sociais para compartilhar uma experiência de quase afogamento que viveu durante uma recente viagem à Indonésia. Em um vídeo publicado no Instagram, o galã descreveu o perigo que enfrentou ao ser pego por uma correnteza forte enquanto surfava.
Segundo ele, as ondas estavam particularmente intensas no dia do incidente, com alturas variando entre 6 a 8 pés. Ele relatou que seu equipamento de surf, especificamente o “strep” (corda de segurança), estourou durante a última onda do dia, deixando-o sem prancha e em uma situação crítica.
“Foi uma roubada. Levei uma hora e meia nadando, sem prancha, para sair do mar. O mar estava muito forte e as ondas estavam batendo em mim constantemente. Tentei dar a volta e tomar uma direção mais segura, mas a correnteza estava muito forte. Acabei levando uma série de ondas na cabeça.”
O ator detalhou que sua situação só começou a melhorar após encontrar um amigo, Rafael, que também estava enfrentando dificuldades semelhantes. Juntos, eles conseguiram se acalmar e encontrar uma forma de sair da correnteza. “Quero agradecer ao Rafael, que também estava no seu primeiro surf aqui. Ele estava na mesma situação que eu e foi um verdadeiro anjo da guarda. Ajudamos um ao outro a superar esse desafio,” contou.
Arthur Lira, presidente da Câmara; Luís Roberto Barroso, presidente do STF; e Rodrigo Pacheco, presidente do Senado Foto: Wilton Junior/Estadão
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve promover nesta terça-feira, 20, uma reunião com lideranças do Congresso para discutir regras, limites e exigências no uso de emendas parlamentares. O encontro será conduzido pelo presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, e deverá contar com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Lira e Pacheco ainda não confirmaram suas presenças na reunião. A ideia de Barroso é que haja uma discussão “da maneira mais civilizada possível”. Na última sexta-feira, 16, a Corte referendou a liminar do ministro Flávio Dino que determinou a suspensão das emendas impositivas na quarta-feira, 14. A liminar vale até o Congresso criar medidas de transparência e rastreabilidade do dinheiro.
No voto publicado no plenário virtual a favor do referendo da sua decisão, Dino destacou a “alta relevância de diálogos institucionais”. Ele afirmou que já estava prevista uma reunião cujo objetivo é a busca de uma “solução constitucional e de consenso, que reverencie o princípio da harmonia entre os Poderes”. O aceno foi feito após os ministros se reunirem para firmar uma posição em comum sobre o tema.
Na sexta, Barroso disse que “não há conflito, há divergência” sobre a relação do Supremo com o Congresso sobre as emendas impositivas. Ele afirmou que o próximo passo é a Corte sentar em uma mesa de conciliação com o Legislativo em uma tentativa de harmonizar a execução das emendas com os valores constitucionais da integridade, transparência, controlabilidade e ênfase no interesse público e na eficiência. “Tanto o Supremo quanto o Congresso estão preocupados com esses cinco valores”, afirmou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também defendeu a busca de um acordo. “Eu acho que o impasse que está acontecendo agora é possivelmente o fator que vai permitir a gente fazer uma negociação com o Congresso Nacional e estabelecer uma coisa justa na relação do Congresso com o governo federal”, afirmou na sexta-feira.
Desde a liminar de Dino, na quarta-feira, o Congresso vem articulando retaliações ao Supremo. A primeira foi a rejeição, na Comissão Mista de Orçamento (CMO), da medida provisória que aumenta a verba para o Judiciário. Depois, Lira enviou para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) duas Propostas de Emenda à Constituição (PEC) que limitam decisões monocráticas do Supremo.
A Polícia Federal corre contra o tempo para concluir os inquéritos que investigam supostos crimes praticados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Com o fim das diligências, a intenção dos investigadores é encaminhar à Procuradoria-Geral da República (PGR) os relatórios dos casos ainda no próximo mês — antes, portanto, das eleições municipais.
Isso porque a PGR, caso a conclusão seja por denunciar Bolsonaro, não deverá apresentar as peças no segundo semestre, para evitar acusações de tentativa de influenciar no pleito.
Bolsonaro é alvo de pelo menos cinco inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Um dos principais, o das milícias digitais, engloba diversas frentes: além da apuração sobre a suposta tentativa de golpe de Estado, são investigadas uma possível fraude no cartão de vacinação contra a Covid-19 e a suspeita de venda e recompra de joias recebidas em viagens oficiais.
Esse inquérito foi aberto em julho de 2021 para investigar a produção e a disseminação de conteúdos que atacam as instituições democráticas nas redes sociais. Em março, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, atendendo a um pedido da PF, prorrogou pela décima vez o prazo de sua conclusão por mais seis meses.
Na decisão, Moraes afirmou que o inquérito foi instaurado devido à “presença de fortes indícios e significativas provas apontando a existência de uma verdadeira organização criminosa, de forte atuação digital” com “nítida finalidade de atentar contra a Democracia e o Estado de Direito”.
Na investigação que apura a suposta fraude nos dados do Ministério da Saúde referente à Covid-19, Bolsonaro e outras 16 pessoas já foram indiciadas pelos crimes de associação criminosa e inserção de dados falsos em sistema de informação, em março. Na ocasião, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou mais diligências por ter entendido ser necessário esclarecer se o ex-presidente e os demais investigados utilizaram os certificados falsos para entrar e permanecer nos EUA, para onde viajaram no fim do mandato.
Investigações avançadas
O ex-presidente também figura como investigado no esquema dos presentes, entre eles joias de alto valor, supostamente negociados por alguns de seus aliados. A expectativa é que essa apuração seja a primeira a ser concluída, nos próximos dias, já que um agente e um delegado da PF acabaram de retornar dos Estados Unidos, onde colheram depoimentos de comerciantes e tiveram acesso a imagens de câmeras de segurança e a documentos, como notas fiscais e movimentações financeiras.
Com a cooperação internacional do FBI, os policiais realizaram diligências em cidades como Miami, Wilson Grove (Pensilvânia) e Nova York.
De acordo com as investigações, auxiliares de Bolsonaro venderam ou tentaram comercializar ao menos quatro itens, sendo dois entregues pela Arábia Saudita e dois pelo Bahrein. Entre os presentes, estão relógios das marcas Rolex e Patek Phillipe, para a empresa Precision Watches, no valor total de US$ 68 mil, o que corresponde na cotação da época a R$ 346.983,60.
Outra investigação aberta que também está em vias de ser encaminhada à PGR é a que trata da suposta tentativa de golpe de Estado, em que núcleos teriam atuado para disseminar a ocorrência de fraude nas eleições presidenciais de 2022, antes mesmo da realização do pleito, de modo a viabilizar e legitimar intervenção militar, em dinâmica de milícia digital.
Para os investigadores, há “dados que comprovam” que Bolsonaro “analisou e alterou uma minuta de decreto que, tudo indica, embasaria a consumação do golpe de Estado em andamento”.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu por 60 dias os efeitos da sua decisão liminar (provisória) que barrou a desoneração da folha de pagamentos de setores da economia.
O prazo é destinado à efetivação de acordo entre governo e Congresso sobre o tema, de uma retomada gradual na tributação. Na prática, a desoneração da folha de pagamento fica mantida pelos 60 dias, até que seja efetivada a solução de consenso.
A decisão do ministro atende pedido da Advocacia Geral da União (AGU) que teve concordância do Legislativo. Ela será submetida a análise dos demais ministros, em sessão virtual que começa na próxima sexta-feira (24).
Governo federal e Congresso chegaram a um acordo sobre o tema, no sentido de que a cobrança tributária seja retomada de forma gradual a partir de 2025. Em abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou com ação no STF pedindo a inconstitucionalidade da desoneração, uma vez que não havia “adequada demonstração do impacto financeiro da medida”.
Zanin atendeu ao pedido, em decisão liminar, e levou o caso a julgamento no plenário virtual. Cinco ministros votaram para acompanhar o relator: Flávio Dino, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin. Entretanto, Luiz Fux pediu vista, paralisando o julgamento.
Na quarta, o líder do União Brasil no Senado, Efraim Filho (PB), protocolou um novo projeto de lei nos termos firmados no acordo.
Segundo a proposta, as alíquotas ficarão da seguinte forma:
2024: sem cobrança de alíquotas; 2025: 5% de cobrança; 2026: 10% de cobrança; 2027: 15% de cobrança; 2028: 20% de cobrança.
A modelo Gisele Bundchen revelou na noite da última quarta-feira (15), que já arrecadou mais de R$ 4,5 milhões para as vítimas das chuvas no Rio Grande do Sul. A modelo também enumerou algumas instituições que já estão ajudando o estado com esse dinheiro.
“Mais de 16.750 pessoas já doaram. Até agora, foram aproximadamente R$ 4.532.000. Sua doação pode mudar vidas”, postou Gisele nas redes sociais, em inglês e em português. As doações foram feitas por meio do Fundo Luz Alliance, criado pela modelo em 2020.
A instituição busca “fornecer ajuda humanitária a famílias que sofreram os impactos gerados pela crise causada pela pandemia no território brasileiro. A partir de 2021, no entanto, o fundo também passou a contemplar projetos de proteção e regeneração do meio ambiente”.
Gisele fez um apelo por doações no último dia 8, em um vídeo em que aparecia bastante emocionada. “Meu estado natal, no Rio Grande do Sul, no Brasil, teve a pior tragédia de sua história. Fortes chuvas inundaram cidades inteiras. Na maior parte do estado, não é uma ou duas cidades, são mais de 350”. “As pessoas não estão apenas perdendo suas casas, seus empregos, estão perdendo tudo. E há muitos ainda a serem resgatados”, continuou Gisele. “Ninguém estava pronto para essa devastação. Cidades estão isoladas, estradas e pontos, destruídas.”
“As pessoas não têm eletricidade, [estão] sem água limpa para beber. E muitos foram separados de seus entes queridos. E o mais triste é que muitas vidas foram perdidas. É doloroso, é de partir o coração. Então, por favor, junte-se a mim na tentativa de ajudar. Faça doações e ajude da maneia que puder”.
As instituições citadas pela modelo como ligadas a sua fundação e que já estariam usando o valor doado são: Instituto Cultural Floresta, Instituto Dunga de Desenvolvimento do Cidadão, Gerar (Grupo Especialista em Resgate de Alto Risco), Instituto Humus e Banco de Alimentos do Rio Grande do Sul.
Hoje, ex-presidente da Petrobrás, Jean Paul Prates foi recebido com uma salva de palmas pelos petroleiros da Petrobrás no Rio de Janeiro, sede da empresa. Os colaboradores não concordaram com a decisão do presidente Lula de substituir Jean, pois o relacionamento com a base era considerado de excelência. Tudo devido a simplicidade de Jean e a forma como a companhia estava sendo gerida. Jean Paul oportunizava o espaço para diálogo em busca de soluções, sempre primando pela legalidade, transparência e eficiência, focando no zelo a coisa pública. Sua gestão foi um sucesso, sendo traduzida em palmas.
Jean Paul foi recepcionado pelos petroleiros com muitas palmas, todos queriam demonstrar seu apreço, com olhares afetuosos, aperto de mãos firmes, dando a entender que o futuro está apenas começando. O ex-presidente Jean Paul Prates agradeceu a grande festa na despedida.
Nosso blog agradece ao querido Jean Paul toda dedicação e zelo na condução da Petrobras, valeu amigo, você fez bonito com sua simplicidade e inteligência, honrou o nosso Rio Grande do Norte.
Em entrevista à CNN, na noite da quinta-feira (9), o comandante do Exército, General Tomás Paiva, detalhou o trabalho das equipes militares nas regiões atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul.
O oficial afirmou que o Exército está empenhado em uma operação de guerra, com mais de 20 mil militares envolvidos até o momento. Segundo Paiva, já foram resgatadas mais de 60 mil pessoas em áreas afetadas pelas fortes chuvas.
“Ainda estamos na fase onde a prioridade é resgatar pessoas, salvar vidas”, afirmou.
Combate às notícias falsas
O comandante lamentou a disseminação de notícias falsas sobre o trabalho das Forças Armadas, ressaltando que isso entristece os próprios militares envolvidos nas operações, muitos deles gaúchos que tiveram que deixar suas próprias famílias para auxiliar no resgate.
“Isso chega a um ponto, eu entendo que há desespero das pessoas, mas eu acho que não pode haver esse tipo de aproveitamento. A informação correta é fundamental para que a confiança seja restabelecida”, declarou.
Próximas etapas
Paiva ressaltou que, após a fase inicial de resgate, as próximas etapas envolverão o apoio logístico às pessoas desabrigadas e a reabertura de vias, demandando a mobilização do poder público em todas as esferas.
“Certamente, não só as forças, mas o poder público de uma maneira geral vai ter que se mobilizar para fazer isso aí o quanto antes e mais rápido, porque isso é necessário para que a gente não tenha percalços no atendimento à população”, concluiu.
A governadora Fátima Bezerra autorizou o envio de equipes e equipamentos para ajudar nos esforços de buscas e salvamentos em razão dos temporais que atingem o Rio Grande do Sul. A Defesa Civil gaúcha já confirmou 75 mortes, conforme boletim divulgado nesse domingo (5).
No sábado (04), Fátima Bezerra, atual presidenta do Consórcio Nordeste, entrou em contato com o Ministro da Defesa do Brasil, José Múcio Monteiro, para solicitar apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) na logística de envio de efetivo e equipamentos dos estados do Nordeste ao Rio Grande do Sul.
“E na condição de presidenta do Consórcio Nordeste, estamos enviando bombeiros e equipamentos para ajudar nossos irmãos gaúchos, porque se a lição é amor ao próximo, união e solidariedade”, disse a governadora do Rio Grande do Norte.
O pedido foi feito em nome do Consórcio Nordeste, que iniciou na última sexta-feira (03) uma ação para prestar auxílio ao estado da região do Sul do país. Ao todo, foram disponibilizados pelo menos 100 profissionais.
Jair Bolsonaro em manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo (25/02/2024) (Dado Galdieri/Bloomberg/Getty Images)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a ser internado na tarde deste domingo, 5, por conta de um quadro de erisipela e ainda não tem previsão de alta. A informação foi confirmada por meio do perfil oficial do ex-mandatário no X (ex-Twitter).
No último sábado, 4, Bolsonaro já havia sido internado por algumas horas com o mesmo problema de saúde, recebendo alta no mesmo dia. Desde a sexta-feira, 3, o ex-presidente está em Manaus acompanhado da esposa, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro – na capital amazonense, ambos compareceram ao lançamento da pré-candidatura do deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM) à prefeitura.
A erisipela é um tipo de infecção cutânea causada por bactérias que entram no corpo, normalmente, através de feridas ou lesões superficiais. Uma vez no organismo, o micróbio causa feridas vermelhas na pele, geralmente no rosto, braços e pernas, resultando em inchaços e coceira intensa. Caso não seja tratada com antibióticos, a erisipela pode levar à necrose de células cutâneas ou invadir a corrente sanguínea, provocando infecções generalizadas.
Retorno ao hospital
No sábado, por meio das redes sociais, o deputado Alberto Neto publicou um vídeo logo após a saída de Bolsonaro do hospital. “Quando cai a imunidade da gente, a erisipela é comum de acontecer, então já estou medicado, tranquilo, pronto pra outra”, afirmou o ex-presidente.
No dia anterior, o ex-mandatário foi levado às pressas para atendimento hospitalar em razão de uma desidratação, mas foi liberado pouco tempo depois. No momento, Bolsonaro está internado no Hospital Santa Júlia, no centro de Manaus, e segue em acompanhamento médico sem previsão de liberação ou retorno a Brasília.
A agenda do ex-presidente no estado incluiu, ainda, um evento organizado pelo PL Mulher, ala do Partido Liberal que é coordenada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A programação ocorreu no Centro de Convenções Vasco Vasquez, também localizado na capital amazonense.
O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, entrou junto com Henderson Furst e Willam Douglas, dois professores universitários em uma campanha de solidariedade em defesa ao desabrigados das chuvas no Rio Grande do Sul.
Kakay usa o seu prestígio como pessoa publica para incentivar as doações.