
Augusto Cury anunciou que vai apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno após uma conversa entre os dois. O escritor afirmou que o apoio foi firmado depois de um encontro “olho no olho, sem filtros e sem rodeios” e da assinatura de um compromisso público com propostas defendidas por ele durante a campanha.
O que Cury exigiu
O apoio veio com condições ligadas a uma agenda de “pacificação nacional” e a compromissos programáticos. O documento apresentado por Cury reúne oito pontos, incluindo fim da reeleição presidencial, expansão da telemedicina, medidas de proteção às mulheres, valorização dos professores, financiamento a microempresas, fortalecimento do cooperativismo e estímulo à à produção sustentável de alimentos.
Cury disse que não vai participar de um eventual governo e que pretende manter independência. Ele afirmou em nota que seguirá livre para cobrar o cumprimento do que foi assinado e declarou: “Meu apoio não é um cheque em branco”.
O candidato do Avante afirmou que a aliança não envolve negociação por cargos, privilégios ou vantagens pessoais. Cury também disse que Flávio deverá prestar os esclarecimentos necessários à sociedade e às instituições e que um eventual governo deve respeitar direitos humanos, minorias, liberdade de pensamento e o papel da oposição.
Como foi a votação de Cury no primeiro turno
Augusto Cury terminou em terceiro no primeiro turno, com 2,89% dos votos. Ele somou 3.448.569 votos na disputa presidencial.
Flávio Bolsonaro liderou o primeiro turno com 47,03% e vai enfrentar Lula no segundo turno. Lula (PT) ficou em segundo, com 45,16% dos votos, e concorre à reeleição.