É chegado o tempo da justiça

Foto: divulgação
Por Kakay
O tempo do Judiciário, evidentemente, não é o mesmo da imprensa e da opinião pública. Ele é um poder inerte e só age se provocado. Ao investigar um crime, a polícia e o Ministério Público se encarregam de, cada um no seu espaço, tentar provar a devida responsabilidade de quem pode vir a ser denunciado. Após a colheita de elementos suficientes de autoria e materialidade, cabe ao Ministério Público apresentar a peça formal de acusação. Somente aí começa, de fato, o processo criminal.
Costumo dizer que o procurador-geral da República, com assento no Supremo Tribunal, detém poderes imperiais e, de certa forma, tem um poder maior do que os próprios ministros em matéria criminal, pois, sendo o dominus litis, só ele pode propor o início de uma ação penal. Se quedar inerte, o processo penal não poderá ser levado adiante. Em casos de grande repercussão midiática, muitas vezes, esse tempo age contra a expectativa do público em geral. Em um processo penal democrático, há, sempre, que se respeitar o devido processo, a ampla defesa, o contraditório e a presunção de inocência. Por isso, em regra, o processo penal tende a ser demorado.
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No caso da tentativa de ruptura institucional que ocorreu em 8 de janeiro, várias questões devem ser levadas em consideração. Quando ocorreu o levante golpista, houve uma reação imediata das forças democráticas e houve várias e corretas prisões em flagrante. No dia do golpe, foram presas 243 pessoas. No dia seguinte, 9 de janeiro, outras 1152 foram encarceradas. E, ao longo do desdobramento da Operação Lesa Pátria, outras 35 foram detidas. Ao todo, o STF já condenou mais de 200 pessoas, a maioria pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e de golpe de Estado. As penas chegam a assustadores 17 anos de reclusão.
O Supremo já validou centenas de acordos de não persecução para aqueles que não praticaram atos de violência e a Procuradoria avalia, ainda, mais de mil outros. Enquanto isso, a competente e eficaz Polícia Federal segue fazendo uma investigação técnica para apontar os responsáveis pela ousada e desastrada tentativa de ruptura institucional. Nunca é demais frisar que foi o Poder Judiciário, especialmente o Supremo Tribunal, que garantiu a estabilidade democrática.
Ocorre que, passados 17 meses do dia da infâmia, com dezenas de pessoas presas e condenadas, uma natural inquietação começa a tomar corpo na sociedade: quando serão responsabilizados os grandes financiadores, os militares, os generais, os políticos e, especialmente, o ex-Presidente da República? A prisão dos pretendentes a terroristas só faz sentido se os mentores forem igualmente processados e condenados.
A ultradireita semeou o ódio, a violência e dividiu o país. Ousou investir contra as instituições democráticas. Os idiotas terraplanistas acreditaram nos planos negacionistas e golpistas do mito Jair Bolsonaro. Enquanto amargam a crueza do cárcere, em um sistema penitenciário falido, o grupo que organizou o golpe segue fazendo política e rindo do país.
Já passa da hora de relatar esses inquéritos, de terminar as investigações e responsabilizar criminalmente os que se beneficiariam com a implantação de uma Ditadura. O Brasil merece virar essa página e eliminar os fantasmas que insistem em continuar ameaçando a estabilidade democrática. É mais que chegada a hora de o tempo do Judiciário ser o tempo da Justiça. O país e a Democracia agradecem.
E para não esquecer o grande Rui Barbosa:
“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.”
www.odia.ig.com.br

Livro da Assembleia Legislativa do RN, que conta origem dos municípios potiguares, ganha versão digital

Lançado no último mês de maio pela Assembleia Legislativa, em solenidade no Centro de Convenções, o livro “História Legislativa dos Municípios do Rio Grande do Norte” ganha agora uma versão digital, disponibilizada ao público no portal oficial da Casa, no endereço www.al.rn.leg.br. A publicação trata da origem das cidades potiguares, reunindo informações sobre como elas surgiram, a lei de criação, de onde se desmembraram, a origem do nome e outros detalhes de cada um dos 167 municípios potiguares.

“A Assembleia Legislativa passa a resgatar a história dos municípios potiguares, que é também a história do nosso Estado. É imperioso destacar o compromisso da Mesa Diretora da Casa com o resgate da nossa memória, luta essa mantida diariamente por todos os 24 deputados que fazem a 62ª Legislatura. Também é fundamental reconhecer o trabalho valioso dos servidores que colaboraram com a publicação”, comenta o presidente da ALRN, Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB).

Sob a responsabilidade da equipe do Memorial da Cultura e do Legislativo, que tem à frente o jornalista Aluísio Lacerda, o livro contou com coordenação editorial do advogado e ex-deputado estadual Paulo de Tarso Fernandes. Segundo ele, a viabilização da obra foi uma ideia coletiva para prestigiar os municípios potiguares. “É um presente da Casa ao Rio Grande do Norte”.

Polícia prende empresário suspeito de comprar carro de meio milhão com cheque sem fundo em Natal

A Polícia Civil prendeu em flagrante um empresário, de 35 anos, pelos crimes de receptação e porte ilegal de arma de fogo. A prisão ocorreu na última quarta-feira (5), em Natal, capital do Rio Grande do Norte.

Policiais civis da Delegacia Especializada em Falsificações e Defraudações de Natal (DEFD/Natal) efetuaram a prisão. Segundo informações, a equipe policial encontrou o suspeito na posse de um veículo avaliado em meio milhão de reais, obtido ilicitamente mediante emissão de cheques sem fundos por outro investigado.

Além do automóvel, uma pistola Glock calibre 9 mm, municiada, foi encontrada sob o domínio do indivíduo. O suspeito foi encaminhado à Central de Flagrantes, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Tribuna do Norte

Arraiá dos Amigos de Pirangi e Jiqui acontece neste sábado (8), com grandes atrações

Neste sábado, 8 de junho, a Praça Joaquim Eufrásio, no Conjunto Pirangi, 1ª etapa, será palco do animado Arraiá dos Amigos de Pirangi e Jiqui. O evento contará com grandes atrações musicais, incluindo Giannini Alencar, Ferro na Boneca e Placilio Diniz, prometendo muita diversão e forró para todos.

A festa junina, que já é uma tradição na região, conta com o apoio de Júlio Protásio, da vereadora Ana Paula, da deputada estadual Terezinha Maia, da Prefeitura do Natal e do Governo do Estado. Esses apoios são essenciais para a realização de um evento que valoriza a cultura nordestina e promove a união entre os moradores.

PROGRAMAÇÃO DO EVENTO:

  • 20h às 22h: Ferro na Boneca
  • 22h às 00h: Giannini Alencar
  • 00h às 02h: Placilio Diniz

Morre Francisco Canindé de Lira, pai de Ranier Lira

 

É com profundo pesar que a família Lira informa o falecimento de seu patriarca, Francisco Canindé de Lira aos 86 anos. Mais informações sobre o velório e o sepultamento serão repassadas ainda hoje pela manhã.

O blog do GM se solidariza com Ranier Lira, nesse momento de profunda dor e sofrimento de toda sua família. Mas acreditamos na fé e tendo a certeza que o senhor Francisco Canindé de Lira está nesse momento ao lado de Deus e dá sua amada Francisca Francinete de Lira intercedendo por todos nós.

Uma reflexão na visão de Alberto Caeiro em seu poema Quando vier a Primavera, fala em um dos trechos: “Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo”.

E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo”.

Descanse em paz

Velório

Ocorrerá hoje (6), a partir das 11h50, no Centro de Velório Sempre, localizado na Avenida Presidente Getúlio Vargas, 185, Santos Reis. O cortejo para o sepultamento sairá às 18h, com destino ao Cemitério Morada da Paz, no bairro de Emaús.

URGENTE: Justiça suspende imediatamente leilão do governo para compra de arroz importado

O juiz substituto da Justiça Federal da 4ª Região, Bruno Risch Fagundes de Oliveira, concedeu uma liminar na noite desta quarta-feira (5), suspendendo o leilão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a compra de 300 mil toneladas de arroz importado. O leilão estava previsto para esta quinta-feira, tendo sido organizado pelo governo em resposta aos riscos para as plantações e escoamento de arroz causados pelas enchentes no Rio Grande do Sul, o maior produtor nacional do alimento. As informações são da Veja.

Oliveira reconhece que o estado é o maior produtor de arroz do país e que os danos provocados pelas chuvas “devem comprometer a produção local de arroz”, mas ressalta que ainda não é “conclusiva” a previsão sobre o prejuízo efetivo à produção ou ao escoamento do alimento para outros estados.

“Como se observa, não há indicativo de perigo concreto de desabastecimento de arroz no mercado interno ocasionado pelas enchentes no Rio Grande do Sul, mas apenas um apontamento de dificuldade temporária no escoamento da produção local, o que evidentemente encontraria melhor solução em outras medidas que não a importação de arroz. A propósito, a importação, conforme o Aviso de Leilão, prevê entrega somente em setembro de 2024”, afirmou o juiz na liminar.

Oliveira destacou que a importação de arroz não está completamente vedada, mas que “é prematuro agendar o leilão para o dia 06.06.24, tendo em vista a ausência de comprovação de que o mercado de arroz nacional, composto pela produção nacional e pelas importações no mercado privado, sofrerá o impacto negativo esperado pelo Governo Federal em razão das enchentes que aconteceram no Rio Grande do Sul, sobretudo quando os próprios entes estatais locais dizem o contrário.”

A ação foi movida pelos deputados Marcel Van Hatten e Felipe Camozzatto, do Novo, e Lucas Redecker, do PSDB.