Repúdio do decano Celso de Mello foi ‘senha’ para revogar censura

A nota pública do ministro Celso de Mello, chamando de “autocrática” a censura imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foi a “senha” para o ministro Alexandre de Moraes assinar a decisão de revogar a medida contra a revista Crusoé. A informação é de veterano ministro envolvido nesse desfecho. O STF foi informado ainda na quarta (17), quando a medida inicial foi publicada, que o documento citado na reportagem era autêntico e não fake news. Mas era tarde demais. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Após confirmar a autenticidade, o STF concluiu que o documento teria sido vazado da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba no dia 9.

Os ministros se convenceram de que o vazamento tinha a ver com o julgamento sobre 2ª instância, previsto para o dia 10 e depois adiado.

O documento citando o ministro Dias Toffoli, vazado, seria para “coagir” o STF a não alterar o entendimento sobre prisão em segunda instância.

(Diário do poder)

Jair Bolsonaro e outros líderes condenam ataques no Sri Lanka

O presidente Jair Bolsonaro condenou os ataques que mataram mais de 150 pessoas no Sri Lanka neste domingo (21). “Mesmo neste dia sagrado, o extremismo deixa rastros de morte e dor. Em nome dos brasileiros, condeno os ataques que deixaram centenas de vítimas no Sri Lanka, inclusive em igrejas, onde se celebrava a Ressurreição de Cristo. Que Deus possa confortar os que agora sofrem!”, escreveu, em sua conta no Twitter

O papa Francisco também condenou os atentados, após ler sua mensagem de Páscoa: “Recebi com tristeza e dor a notícia dos graves atentados que, precisamente hoje, no dia da Páscoa, levaram luto e dor a algumas igrejas e outros locais de encontro no Sri Lanka. Desejo manifestar minha afeição e proximidade à comunidade cristã, atingida enquanto estava reunida em oração, e a todas as vítimas dessa violência cruel. Confio ao Senhor os que faleceram tragicamente e rezo pelos feridos e por todos aqueles que sofrem por causa deste acontecimento dramático”.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, por sua vez, classificou os atentados como “cruéis e cínicos” e disse que Moscou continua sendo um “parceiro confiável do Sri Lanka na luta contra o terrorismo internacional”. Já o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, “condenou fortemente as horríveis explosões no Sri Lanka”.

“Não há espaço para barbáries similares na nossa região. A Índia exprime solidariedade ao povo do Sri Lanka”, disse.

No Twitter, o presidente americano, Donald Trump, prestou suas condolências às vítimas. “Os EUA prestam suas sinceras condolências ao grande povo do Sri Lanka. Estamos prontos a ajudar!”.

Atentados

Uma série de explosões simultâneas em três igrejas e três hotéis de luxo no Sri Lanka provocou a morte de mais de 150 pessoas. Entre os mortos, há pelo menos 35 estrangeiros, segundo balanços iniciais. Cerca de 500 pessoas ficaram feridas.

Segundo as autoridades do Sri Lanka, os primeiros seis ataques ocorreram por volta das 8h45 (horário local, 2h30 em Brasília). No momento das explosões, os templos católicos estavam celebrando o Domingo da Ressurreição, uma das datas mais importantes do calendário cristão.

A capital, Colombo, foi alvo de pelo menos quatro explosões: em três hotéis de luxo e uma igreja. As outras duas igrejas atingidas ficam em Negombo, no oeste do país (região que abriga uma grande população católica); e em Batticaloa, no leste.

Poucas horas depois das seis explosões simultâneas iniciais, foram registrados mais dois atentados. Uma explosão atingiu um pequeno hotel em Dehiwala, um subúrbio de Colombo. Uma oitava explosão foi registrada em Dematagoda, outro subúrbio da capital, e atingiu uma residência.

Sete pessoas foram presas por suspeita de participação nos ataques. A rede BBC informou que o governo disse que a maioria das explosões foi provocada por terroristas suicidas.

Nenhum grupo reivindicou a autoria das ações até o momento.

(Diário do poder)