Condenação é referente a um crime ocorrido em 2013; prisão foi realizada pela Polícia Civil.
Um homem de 81 anos foi preso na segunda-feira (26) no bairro de Tirol, Zona Leste de Natal. Ele foi condenado pelo crime de estupro de vulnerável, que, segundo investigações da Polícia Civil, ocorreu em 2013.
A prisão foi efetuada por policiais civis da Delegacia Especializada de Capturas e Polícia Interestadual (DECAP/Polinter), com mandado expedido pela Vara Única da Comarca de Tangará. O idoso foi levado à Delegacia para os procedimentos legais e, em seguida, transferido para o sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
Carlos Drummond de Andrade escreveu em um de seus poemas: “No meio do caminho tinha uma pedra…” Alguém já disse que “a poesia é a menina dos olhos da literatura.” Houve, entre os críticos literários, quem quisesse comparar os versos drummondianos com a poesia primitiva a ser burilada pelo autor. Seria semelhante ao granito, com o qual o escultor faz brotar sua obra de arte. Abgar Renault em “A lápide sob a lua” afirmou: “O poeta é artesão e bruxo das palavras.” A poesia, assim como a escultura, seria um trabalho artesanal do artista paciente e perseverante, evitando a inspiração apressada, fortuita e alienada. Ao contrário, é fruto do empenho “das retinas tão fatigadas”, segundo o vate de Itabira. Diante de tais interpretações, Drummond intervém, afirmando que ali ele tratava mesmo de pedra.
João Cabral de Melo Neto era considerado um poeta de estilo contido e seco. Em sua obra “Pedra do Sono” afasta-se da tradição do simbolismo da linguagem, tornando a objetividade da prosa escrita envolta em poesia. Para esta transporta a dura realidade dos canaviais pernambucanos, também retratada nos pedregulhos em “Morte e Vida Severina”. A luta árdua pela vida traduz-se na estética do drama. Pode-se perceber o desafio compreendido por Cristo, quando usa a metáfora pétrea ao designar o primeiro papa. O granito inspira-nos a ser firmes, mas quando transformado em arte, leva-nos à admiração e ao amor.
Deste modo, a fé deve ser inspiradora, capaz de suscitar atitudes de entrega, solidariedade e perdão, como o mármore que se presta a vários tipos de escultura. Vale lembrar o romance de Ariano Suassuna “A Pedra do Reino”, ao descrever a vida como uma pedra, “mas doce como uma cajarana madura.” Se ela chega a comover poetas e romancistas, não deixaria de chamar a atenção do autor das Bem-aventuranças. “Olhai as aves do céu… Aprendei dos lírios do campo…” (Mt 6, 26). Quanta beleza nesses textos bíblicos, que amenizam a aridez da existência!
Cristo emprega várias expressões e imagens do cotidiano de seu tempo: terreno, rocha, grão, pastor, ovelha, senhor, servo etc. Revelava com alegorias e muita simplicidade o Reino dos Céus, que Ele veio pregar. Como é importante retornar à simplicidade das analogias evangélicas para se compreender o pensamento de Jesus! A realidade da rocha, mantida na retina ou na memória, é um desafio e encanto. Um olhar poético sobre ela a verá com mais profundidade e transcendentalismo. O Filho de Deus a tornou parábola do Príncipe dos Apóstolos, em cuja fé colocou os alicerces de sua Igreja. “Tu és Pedro e sobre esta pedra, edificarei a minha Igreja” (Mt 16, 18). Encontramos a palavra pedra vinte e sete vezes no Novo Testamento e vinte e quatro, o vocábulo rocha. Eis como Cristo é preconizado no Antigo Testamento: “A pedra que os construtores rejeitaram, tornou-se a pedra angular” (Sl 118/117, 22). O próprio Deus é assim lembrado: “E quem é a Rocha, senão o nosso Deus?” (2Sm 22, 32).
Há algum tempo, o Sumo Pontífice, dirigindo-se a um grupo de freiras contemplativas, propôs-lhes “uma fé sólida e útil como a rocha”, contrapondo-a a um caminho “demasiadamente espiritualizante, abstrato e místico.” Com o significado da rocha o Salvador do mundo procurou definir a dimensão transcendente do ser humano. Queria mostrar nossa fé, inabalável e profunda, burilada pela graça divina, sem falsa e alienante espiritualidade. A pedra é ícone de nossa existência espiritual, desafiadora e objetiva, que se molda na firmeza da gratuidade sobrenatural. Ela também acolhe, serve de assento, referencial e repouso no cansaço da caminhada.
Por isso, Cristo a constituiu símbolo de sua Igreja. Portanto, a condição pétrea de nossa humanidade não serve apenas para a poesia moderna, mesmo não sendo engajada na problemática social, segundo o pensar de alguns teólogos. É indispensável à fé, que deverá ser autêntica e testemunhada, isto é, fundamento da caridade e propulsora da esperança, nutrindo a transcendência do homem, cidadão do Infinito. Convém refletir sobre as palavras do apóstolo Pedro: “De igual modo, também vós, como pedras vivas, formai um edifício espiritual” (1Pd 2,5).
A Prefeitura de Parnamirim anunciou que vai pavimentar e drenar quatro ruas estratégicas. O prefeito Rosano Taveira assinou, na tarde desta segunda-feira (27), a ordem de serviço para o início dos trabalhos, que deve acontecer já nos próximos dias.
As ruas que serão pavimentadas e drenadas atualmente são estradas de terra, como a Milton Peixoto.
Confira a relação:
Rua Milton Peixoto Vasconcelos (Rua 1), que vai da Rua Maria Dalva Fagundes à Gilberto Roberto (principal);
Rua André Martins da Silva (Rua 2) – da RN-313 ao Condomínio Cajupiranga;
Rua Antônio Francisco da Silva (Rua 5) – da André Martins à Rua Severino Dias (esquina do Galpão Têxtil); e
Rua Montes Claros (acesso da BR 101 a Sonho Verde).
Segundo a prefeitura, no total, serão calçados e drenados aproximadamente 2000m de vias públicas no bairro, um investimento de R$1,8 milhão.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) alerta para interdição parcial do km 104 da BR-101/RN, em Paramirim, entre as 21 horas desta segunda-feira (26) e às 6 horas da manhã de terça-feira (27). A interdição é necessária para a execução dos serviços de fresagem e aplicação de concreto asfáltico no viaduto Trampolim da Vitória. A ação se repetirá no mesmo horário na terça-feira (27) e na quarta-feira (28). Em caso de chuva, os trabalhos podem ser adiados para data a ser informada posteriormente. O local estará devidamente sinalizado, alertando para o bloqueio.
Mercadoria será doada no Sesc Mesa Brasil ainda nesta segunda.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu no início da tarde desta segunda-feira 26 cerca de 300kg de lagosta no município de Ceará-Mirim, na Grande Natal. Carga tinha como destino uma empresa localizada no bairro da RIbeira, em Natal.
De acordo com as informações, a PRF afirmou que a nota fiscal da mercadoria apontava 300 kg de lagosta, mas é possível que a quantidade seja maior.
Ainda segundo a PRF, a mercadoria será doada no Sesc Mesa Brasil ainda nesta segunda.
Incêndios florestais em municípios do Oeste foram causados por altas temperaturas e ventos fortes; chamas são fator de risco para rede elétrica.
Somente em um fim de semana, o Corpo de Bombeiro Militar do Estado do Rio Grande do Norte (CBM-RN) registrou a ocorrência de 24 incêndios florestais nas cidades de Assu, Apodi, Mossoró e Pau dos Ferros. Essas ocorrências chamam a atenção para a necessidade do reforço nas medidas de segurança, principalmente quando as chamas se propagam na direção da rede de energia elétrica. A Neoenergia Cosern preparou um guia com orientações para evitar queimadas, que ocorrem mais comumente nos meses mais quentes do ano e com maior incidência de ventos, como agosto, às margens de rodovias, áreas rurais e canaviais.
“Em alguns casos, além do inconveniente da interrupção no fornecimento de energia elétrica e no risco para a segurança da população, as queimadas também resultam em danos incalculáveis para o meio ambiente. Há perda de vegetação, morte de animais e poluição do ar”, afirma o gerente de Saúde e Segurança da Neoenergia Cosern, Antônio Ferreira Lima.
Provocados de forma intencional ou acidental pelo homem ou pela combinação de calor, baixa umidade e os ventos fortes desse período, as queimadas acendem o alerta para as equipes de plantão da Neoenergia Cosern. Além do risco à vida e de acidentes graves com queimaduras severas, as chamas podem atingir a rede elétrica, danificar cabos e estruturas e provocar interrupções no fornecimento de energia elétrica.
Orientações de segurança da Neoenergia Cosern
Evite queimar lixo doméstico em quintais ou em frente à sua casa, pois o fogo pode se espalhar pela vegetação seca das proximidades e atingir a rede elétrica;
Não plante cana-de-açúcar, eucalipto e outras espécies de árvores frutíferas ou ornamentais de grande porte abaixo das linhas de transmissão e redes de distribuição de energia elétrica. A vegetação pode tocar na fiação, causar acidentes e o desligamento da linha;
Tenha sempre muito cuidado ao manusear galhos e cipós, mantendo uma distância segura da rede elétrica;
Antes de cortar galhos de árvores, verifique se esses não estão em contato ou próximos da rede elétrica (nessa situação, ligue para o telefone 116 e solicite o serviço à Neoenergia Cosern);
Mantenha atenção à rede elétrica ao usar máquinas agrícolas, respeitando a distância para evitar acidentes durante o deslocamento ou manutenção no maquinário;
Os estais (cabos de aço que auxiliam a sustentação do poste) nunca devem ser retirados para abrir espaço para plantação, por exemplo;
Nunca estacione a colheitadeira debaixo da rede elétrica;
Abaixe as barras do pulverizador ao passar por baixo dos fios;
Atenção ao regular o equipamento de irrigação em áreas próximas a redes elétricas. Se o jato de água atingir os fios, pode ocorrer curto-circuito;
Em caso de acidente com a rede elétrica, ligue imediatamente para a Neoenergia Cosern no telefone 116;
O telefone do Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Norte para emergências com incêndios e queimadas é 193;
Denúncias sobre queimadas podem ser realizadas através do IBAMA pelo telefone – 0800-061-8080
Policiais civis da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher de Macaíba (DEAM) deram cumprimento, no último domingo (25), a um mandado de prisão preventiva, expedido pela 2ª Vara da Comarca de Macaíba, contra um homem de 35 anos, pela suspeita da prática do crime de descumprimento de medida protetiva de urgência. A prisão faz parte da “Operação Shamar” e ocorreu na comunidade de Capoeiras, Zona Rural da cidade de Macaíba, na Grande Natal.
As investigações revelaram que o suspeito vinha desrespeitando a medida protetiva, que havia sido deferida pelo mesmo juízo, desde maio de 2024. Após a prisão, o homem foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.
“Operação Shamar”:
A ação faz parte da “Operação Shamar”, nome em hebraico que significa cuidar, proteger e vigiar, é uma ação nacional realizada durante o Agosto Lilás, mês de conscientização pela defesa da mulher, promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
A Polícia Civil solicita que a população continue enviando informações de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.
Governo vê ainda problema estrutural pela demanda do acionamento de usinas térmicas nos horários de pico de demanda, diante da instabilidade da energia sola e eólica.
A conta de luz dos brasileiros deve ficar mais cara a partir de setembro. O governo já está ciente de que a bandeira amarela na conta de luz deve ser acionada no mês que vem devido à queda no nível dos reservatórios com a seca em todo o país.
Além do problema de curto prazo, deve começar a pesar mais para os consumidores os gastos com o acionamento de usinas térmicas para dar conta da demanda no horário de pico. E esta é uma segunda fatura, que será acertada no reajuste anual das distribuidoras de energia.
Em relação à bandeira amarela, uma taxa extra na conta de luz, a definição será feita pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na próxima sexta-feira. A expectativa é que seja acionada em setembro, mas que não dure muito se as chuvas prometidas para o início do período úmido, em outubro, se confirmarem. O custo adicional da bandeira amarela é de R$ 1,88 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) de energia usados. Em agosto, a bandeira é verde, sem custo extra na tarifa.
Mas há outro movimento mais permanente que aumenta o custo de geração de energia no segundo semestre de cada ano, principalmente devido à mudança da matriz energética do país, com alta da participação da solar e eólica, que já responde por 31,4% da geração. Esse problema vem sendo enfrentado por outros países, mas tem ficado mais evidente no Brasil desde o ano passado e deve pesar no reajuste anual das distribuidoras em 2025.
Fontes intermitentes
As duas fontes de energia renovável, embora mais sustentáveis do ponto de vista ambiental, são intermitentes, ou seja, têm grande variação de oferta, porque são dependentes da luz do sol e do vento. No caso da solar, há uma queda brusca da geração de energia no início da noite — e nem sempre a eólica está disponível neste momento.
Por isso, em um período curto de tempo, outras fontes precisam compensar a geração solar e atender a demanda maior. Tipicamente, dada às características do Brasil, as hidrelétricas cumprem este papel, principalmente as do Norte, como Belo Monte, Jirau e Santo Antônio. Mas, na avaliação do governo, a ajuda que pode ser dada pela geração hidráulica já está no limite, principalmente nos períodos de seca, como o atual, em que os reservatórios ficam mais baixos e dificultam o funcionamento das hidrelétricas.
Dados do Operador Nacional do Sistema (ONS, que faz a gestão do sistema elétrico no país, que é quase totalmente interligado) mostram que entre 11h e pouco depois de meio-dia da última terça-feira, a geração solar colocou quase 30 mil megawatts (MW) no sistema. Pouco depois das 18h, essa geração estava abaixo de 100 MW — a média do consumo diário fica em 80 mil MW. O pico da demanda, acima de 91.000 MW, ocorre entre 18h e 19h, horário do tombo na geração solar.
A preocupação mais urgente é com a capacidade de geração de energia nos horários de pico em outubro, quando já está mais quente, o que aumenta o uso de ventiladores e ar-condicionado, mas as chuvas ainda não se consolidaram.
Prevenção a apagão
Para evitar o risco de “apagão” nos horários de pico, o ONS pediu ajuda ao governo para que todos os instrumentos estejam disponíveis, entre eles as térmicas, que são mais caras. Uma das propostas é a antecipação da operação da térmica da Neoenergia em Pernambuco, inicialmente prevista para 2026.
— Hoje, o ONS tem todos os recursos na mão. Pode ser que venham picos de preço, porque o ONS usa esse recurso para atender os consumidores. Tudo que eu não quero é chegar em casa e estar sem luz — diz o presidente da consultoria Thymos, João Carlos Mello.
Ao contrário da última crise, em 2021, as usinas só são ligadas por cerca de seis horas em dias específicos, quando as hidrelétricas e as eólicas não conseguem compensar a queda brusca da geração solar no fim do dia. Há três anos, foram acionadas por seis meses ininterruptamente, já que a água dos reservatórios baixou para níveis mínimos.
— Não há um risco de faltar energia como em 2021 ou como no racionamento de 2001. Tem uma preocupação pontual para atender a demanda por energia nessas horas críticas — explica Diogo Lisboa, do Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da FGV.
O governo também tem avaliado outras medidas. Uma delas é o incentivo ao programa de resposta de demanda, quando o operador pede para grandes empresas consumidoras desligarem sua produção em determinado momento do dia para evitar estresse no sistema. Na avaliação de integrantes do Ministério de Minas e Energia, é preciso atuar nas duas pontas para conseguir administrar a situação, com a disponibilidade das térmicas e de grandes consumidores, como as indústrias.
Resposta da demanda
De acordo com a equipe do ministro Alexandre Silveira, o cenário “não é confortável”, porém não causa riscos ao sistema. É preciso fazer gestão de recursos, disse uma autoridade envolvida nos estudos. Levantamento do ONS em posse do governo demonstra uma coincidência de carga elevada e baixa geração nas usinas eólicas no fim da tarde e início da noite. Outra medida em estudo é a importação de energia da Argentina e do Uruguai.
Presidente da Frente Nacional dos Consumidores de Energia e ex-diretor geral do ONS, Luiz Barata defende que o Brasil precisa avançar no programa de resposta da demanda, para não ficar tão dependente das térmicas, mais caras. Ele lembra que o deslocamento da produção de grandes consumidores de energia, como as indústrias, não é obrigatório, mas que tende a ser considerado vantajoso para não pagar mais pela energia.
— Precisamos buscar alternativas para aquelas pessoas que disputam se pagam a conta ou se compram comida. E os grandes consumidores só vão concordar em reduzir o consumo se não afetar o negócio.
Segundo Lisboa, da FGV, o Brasil está bem posicionado para o desafio atual, mas precisa garantir a disponibilidade de energia a um preço competitivo e não uma “disponibilidade a qualquer preço”.
A cota extra em setembro está na conta de vários analistas de inflação, mas a expectativa é de que o ano se encerre com bandeira verde, contando com bom volume de chuva a partir de outubro ou novembro. Se as chuvas não vierem, o nível dos reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste podem começar a preocupar.
Para Desirée Brandt, sócia-executiva e meteorologista da Nottus, as chuvas devem se consolidar em outubro, o que deve dar conforto para o setor elétrico. O economista-chefe do Banco BMG, Flávio Serrano, vê risco de 25% de que o ano termine com bandeira amarela, com impacto de 0,09 ponto percentual no IPCA. Ele projeta 4,20% para o índice deste ano, abaixo do teto da meta, de 4,5%.
Caso aconteceu na madrugada deste domingo (25) na cidade do Oeste potiguar. Outro motorista também foi preso na blitz.
Um motorista embriagado parou o carro que dirigia, ao se deparar uma blitz da Operação Lei Seca, e correu para tentar fugir dos policiais, na madrugada deste domingo (25). O caso aconteceu em Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte.
Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, o homem de 49 anos acabou preso por embriaguez ao volante, após ser capturado pelos policiais e submetido ao teste do bafômetro.
O primeiro teste apontou 0,69 mg/L, o que já é considerado crime de trânsito. Minutos depois, no entanto, um novo teste revelou um aumento para 0,76 mg/L. O infrator foi preso por embriaguez ao volante e conduzido à Delegacia de Plantão.
O homem recebeu voz de prisão e foi conduzido para a delegacia de plantão.
Ainda de acordo com a polícia, na mesma operação, outro homem de 47 anos foi preso por dirigir sob efeito de álcool, com um teste indicando 0,97 mg/L, três vezes o limite considerado crime de trânsito.
Além das prisões, a equipe abordou 416 condutores. Ao todo, 21 foram autuados administrativamente por alcoolemia.
“Durante o fim de semana, as operações da Seção Lei Seca em Mossoró resultaram na abordagem de 1088 condutores, com dois presos em flagrante por crimes de trânsito e 46 autuados por alcoolemia. Foram registradas mais 31 infrações diversas e 9 veículos foram removidos ao pátio do Detran”, informou o CPRE.
Uma viatura do 5º Batalhão da Polícia Militar do RN capotou no final da manhã deste domingo (25) no prolongamento da Avenida Prudente de Morais, na Zona Sul de Natal.
A equipe seguia para atender uma ocorrência de um arrastão a uma clínica de estética localizada no Parque das Colinas. Ao passar o cruzamento, a viatura colidiu com um veículo de passeio e acabou capotando na via. Ninguém se feriu.
Município foi criado em 2023 após decisão do Supremo Tribunal Federal.
A cidade de Boa Esperança do Norte, em Mato Grosso, irá realizar eleições pela primeira vez em 2024.
O município, criado após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2023, elegerá seus primeiros vereadores e prefeito no dia 6 de outubro. Até o momento, foram registrados dois candidatos na disputa pela prefeitura.
Calebe Francio (MDB), com o apoio de PSB, União Brasil e PL, disputará o cargo de prefeito contra Demétro (DC), apoiado pelo Republicanos.
Também há 49 candidatos para a Câmara Municipal – desses, nove serão eleitos. Na disputa pela vereança, DC, MDB, e União lideram em nome lançados, com 10 concorrentes cada.
A cidade, localizada a cerca de 450 quilômetros de Cuiabá, já havia sido criada brevemente no ano de 2000. Uma ação do Tribunal de Justiça do Mato Grosso, no entanto, suspendeu a lei que determinava a oficialização.
Por que houve a criação do município?
No STF, após o partido MDB entrar com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) contra a ação, prevaleceu o entendimento do ministro Gilmar Mendes, de que a lei estadual 7.264/2000 cumpria todos os requisitos necessários pela legislação vigente à época.
Com a decisão, Boa Esperança do Norte tornou-se o 142º município do estado de Mato Grosso.
A qual cidade pertencia o território anteriormente?
Seu território é composto por partes das cidades de Nova Ubiratã e Sorriso. No local, vivem cerca de 7 mil pessoas, cuja atividade econômica é voltada principalmente ao agronegócio.
“A partir de agora, Sorriso passa a deixar de nutrir uma relação de mãe e filha com Boa Esperança, e passa a vivenciar uma relação de cidades irmãs, que seguem se apoiando mutuamente e crescendo em bloco, junto aos outros municípios da região”, afirmou o prefeito de Sorriso, Ari Lafin, quando a decisão da Corte foi emitida.
Marcelo Alves Dias de Souza Procurador Regional da República Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL
Como já disse aqui, os edifícios do Poder Judiciário são cheios de significados para a nossa compreensão do direito e da justiça. A própria ideia de edificar é um ato de poder. Significa o poder estatal e a relevância específica da atividade judicante. Ela visa tanto relembrar, rememorar, evocar e enaltecer como também instruir e inspirar. Ela busca conferir solenidade, dignidade, respeito e prestígio aos atos e às decisões ali proferidas. É um lugar sagrado onde se faz justiça, na medida em que o seu oposto, o espaço externo, seria, nas palavras de Eduardo C. B. Bittar, em “Semiótica, Direito & Arte: entre teoria de justiça e teoria do direito” (Almedina, 2020), “o reino da violência, da barbárie e da desordem”.
Mas essa é uma arquitetura – a dos palácios ou fóruns de justiça – que também constrange. Muitos dos edifícios são grandiosos, às vezes suntuosos, feitos especialmente para impressionar, admoestar, intimidar e até mesmo amedrontar. A grandiosidade e simbologia da arquitetura jurídica atua para além do nível racional. Afeta inconscientemente os nossos sentidos: o tato, a audição e, sobretudo, a visão.
Como anota Eduardo C. B. Bittar, “ao ser mergulhado na experiência de uma Court House, mensagens explícitas e mensagens subliminares são constituídas no universo dos destinatários das mensagens. E as reações são várias: admiração; reverência; espanto; medo; constrangimento; pequenez; temor; respeito; imposição”. E essa enorme carga simbólica atinge tanto seu frequentador recorrente (juízes, promotores, advogados, serventuários, policiais etc.), como o seu frequentador ocasional, o cidadão ou jurisdicionado.
Tomemos como exemplo dessa grandiosidade opressiva o Palais de Justice de Paris, o maior “templo jurídico” da França, onde, como anota François Christian Semur, em “Palais de justice de France: des anciens parlements aux cités judiciaries moderndes” (L’àpart éditions, 2012), “centenas de profissionais do direito e litigantes vão todos os dias e são circundados por prestigiosos vestígios de mais de 1000 anos de história”.
Sobre o Palais de Justice, para deixar a coisa mais lúdica, leiamos o “depoimento” do Comissário Maigret, o detetive imaginado por Georges Simenon (1903-1989). Em “Maigret no tribunal” (L&PM, 2013), ele nos confessa que a sala de audiência do Palais, embora fisicamente próxima do seu ambiente de trabalho, é outro mundo, no qual as palavras não têm o mesmo sentido que nas ruas, “um universo abstrato, alegórico, ao mesmo tempo solene e impertinente”. Acredito que aqueles que “fazem” a Justiça (juízes, promotores, advogados) já devem ter sentido essa asfixia anacrônica poeticamente descrita por Maigret/Simenon. Eu já senti. Imaginem a sensação daqueles que vão aos “palácios de justiça” ocasionalmente (partes, vítimas e testemunhas), não acostumados àquele ambiente opressor. Para eles, quanto mais rápido aquela “tortura” acabar, melhor.
E vou mais longe nessa mistura da “arquitetura jurídica” com a literatura aludindo a Kafka (1883-1924) e ao seu célebre romance “O processo”, de 1925. Na conhecida narrativa “Diante da Lei”, tem-se um camponês que pede admissão ao porteiro que está na entrada à “lei”. O porteiro recusa e responde evasivamente que o camponês poderá entrar mais tarde. Quando o humilde homem, do portão, olha para o interior da “lei”, o porteiro adverte-o de que é inútil tentar entrar sem permissão. Anos se passam. O humilde camponês envelhece. Esquece até que existem outras entradas e porteiros. Próximo de morrer, ele indaga por que, em todos aqueles anos, nenhuma outra pessoa solicitou entrada na “lei”. O porteiro responde que aquela porta havia estado aberta só para ele e que, agora que ele está morrendo, vai cerrá-la.
“Diante da Lei” é uma parábola. Ela tem um fim moral ou ensinamento de vida. Mas qual seria essa “moral da história”? Kafka deixa a resposta ao leitor. Há mil interpretações. Eu tenho as minhas. Numa delas relaciono a parábola aos “palácios da justiça”, que, na sua grandiosidade, já na “porta” do aparelho judicial, impedem o acesso dos vulneráveis à “lei”. Não enfrentamos devidamente os porteiros. Os palácios. Os nossos moinhos de vento.
Marcelo Alves Dias de Souza Procurador Regional da República Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL
O ator Cauã Reymond usou as redes sociais para compartilhar uma experiência de quase afogamento que viveu durante uma recente viagem à Indonésia. Em um vídeo publicado no Instagram, o galã descreveu o perigo que enfrentou ao ser pego por uma correnteza forte enquanto surfava.
Segundo ele, as ondas estavam particularmente intensas no dia do incidente, com alturas variando entre 6 a 8 pés. Ele relatou que seu equipamento de surf, especificamente o “strep” (corda de segurança), estourou durante a última onda do dia, deixando-o sem prancha e em uma situação crítica.
“Foi uma roubada. Levei uma hora e meia nadando, sem prancha, para sair do mar. O mar estava muito forte e as ondas estavam batendo em mim constantemente. Tentei dar a volta e tomar uma direção mais segura, mas a correnteza estava muito forte. Acabei levando uma série de ondas na cabeça.”
O ator detalhou que sua situação só começou a melhorar após encontrar um amigo, Rafael, que também estava enfrentando dificuldades semelhantes. Juntos, eles conseguiram se acalmar e encontrar uma forma de sair da correnteza. “Quero agradecer ao Rafael, que também estava no seu primeiro surf aqui. Ele estava na mesma situação que eu e foi um verdadeiro anjo da guarda. Ajudamos um ao outro a superar esse desafio,” contou.
A maior ameaça do terremoto Pablo Marçal não é sobre o poder da família Bolsonaro sobre o seu eleitorado, mas na capacidade de o governador Tarcísio de Freitas liderar a oposição antipetista em 2026. Desde que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi julgado inelegível no ano passado, Tarcísio se colocou como o herdeiro de uma oposição que juntaria o radicalismo da extrema-direita sob um rosto mais moderado. O sucesso de Pablo Marçal despedaça essa ilusão.
O projeto Tarcísio seria um bolsonarismo que come com talheres. Marçal é o retrato do bolsonarismo radicalizado, que não apenas come com as mãos, como ainda derruba a mesa. Marçal é a combinação de Bolsonaro e dos presidentes da Argentina, Javier Milei, e de El Salvador, Nayib Bukele.
O sucesso da campanha do coach de autoajuda para prefeito de São Paulo mostra que o estilo contra-tudo-que-está-aí é popular, engaja o eleitor mais radical e pode engolir uma candidatura mais comportada, como a do prefeito Ricardo Nunes. É o contrário do que Tarcísio de Freitas havia sinalizado para 2026, quando preparava uma campanha na qual o bolsonarismo radicalizado entraria com os votos, porém enquadrados sob a sua liderança. Marçal mostra que a extrema-direita não será controlada facilmente.
Sem saber como parar Marçal, os adversários foram à Justiça. Neste sábado, 24, a Justiça Eleitoral suspendeu o acesso de Marçal às suas redes sociais, o reino dominado pelo coach. Na sexta-feira, 30, começa o horário eleitoral de rádio e TV, com Nunes tendo mais de 6 minutos de propaganda por dia.
Na nova pesquisa Datafolha para prefeito de São Paulo, o candidato do presidente Lula, Guilherme Boulos, tem 23%, Marçal tem 21% e Ricardo Nunes, 19%. Isso é só a ponta do iceberg. Entre os eleitores que se dizem bolsonaristas, 46% dizem que vão votar em Marçal, ante 26% de Nunes. Entre os que votaram em Tarcísio, os que preferem Marçal subiram de 25% para 41%, enquanto os que escolhem Nunes encolheram de 41% para 28% em um mês.
A reeleição de Ricardo Nunes é essencial para o projeto presidencial de Tarcísio. Só com uma vitória em São Paulo, Tarcísio deixa de ser o poste que Bolsonaro fez eleger em 2022 e passa a ter base eleitoral. Um eventual segundo turno entre Marçal e Guilherme Boulos em São Paulo é uma derrota do governador, que permaneceria refém do ex-presidente para uma candidatura em 2026. Assim como já rompeu e se reconciliou com dezenas de aliados, Bolsonaro poderia se juntar a Marçal no futuro. Tarcísio não tem essa opção.
Não é a primeira vez que um outsider assusta o establishment paulistano. Em 12 setembro de 2012, o apresentador de TV Celso Russomanno liderava as pesquisas com 32%, com o ex-governador José Serra em segundo lugar com 20% e Fernando Haddad com 17%. Depois que os adversários mostraram que uma das propostas de Russomanno era fazer com que os passageiros de ônibus pagassem por distância percorrida, prejudicando os moradores da periferia, ele terminou a campanha em terceiro lugar.
Nos últimos dias, as campanhas de Nunes e Boulos divulgaram vários casos de envolvimento de Marçal e pessoas próximas com crimes que vão de estelionato à ligação com facções criminosas. Por enquanto, assim como aconteceu com Jair Bolsonaro em 2018, nada colou. Na sexta-feira, Marçal minimizou as acusações: “tenho a ficha mais leve (entre os candidatos)”. É uma resposta tosca, mas suficiente para uma parcela gigante do eleitorado paulistano.
Homem olhava as vítimas que estavam no interior do imóvel e realizava atos impróprios repetidas vezes com órgão à mostra.
Policiais civis da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM) de Parnamirim prenderam em flagrante, nesta sexta-feira 23, um homem de 41 anos, pela prática do crime de importunação sexual. A prisão foi realizada no bairro Parque Industrial, na cidade de Parnamirim.
De acordo com as investigações, a equipe policial teria tomado conhecimento de que um homem estava na calçada de um salão de beleza, olhando as vítimas que estavam no interior do imóvel. Na ocasião, o homem visualizava elas através da porta de vidro do estabelecimento, ao tempo que realizava atos impróprios repetidas vezes com órgão à mostra.
Os policiais civis realizaram diligências e localizaram o suspeito nas proximidades. O homem foi conduzido até a delegacia para os procedimentos cabíveis e, posteriormente, foi encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.