Equipe de transição de Nilda protocola pedido de informações sobre 10 áreas da gestão em Parnamirim

Foto: Divulgação

A equipe de transição indicada pela prefeita eleita de Parnamirim, Professora Nilda (SDD), começou a atuar. Depois de ser oficialmente constituída no início da semana, com 23 membros, a equipe requisitou nesta sexta-feira (18) as primeiras informações sobre áreas diversas da gestão municipal.

As solicitações são assinadas pelo coordenador do grupo, Airene Paiva, e direcionadas ao procurador Fábio Daniel Pinheiro, coordenador da equipe de transição indicada pela atual administração.

Ao todo, foram protocolados 10 ofícios, com prazos que variam de 3 a 5 dias úteis para resposta. A nova gestão espera colaboração da administração que está encerrando para planejar as primeiras medidas do novo governo – que tomará posse em 1º de janeiro.

As solicitações são para informações sobre pessoal (servidores); obras; educação; saúde; assistência social; licitação, contratos e convênios; frota de veículos e equipamentos agrícolas; legislação e peças de planejamento; área jurídica; e área financeira e contábil.

Veja abaixo o resumo de cada ofício e o que pede a equipe de transição:

  • Pessoal: Relação detalhada de todos os servidores vinculados à Prefeitura (incluindo efetivos, comissionados, contratados, estagiários e demais classificações), separados por secretaria e ordenados por hierarquia funcional; relação de todos os servidores cedidos, permutados, afastados, licenciados ou em desvio de função; e relação do pessoal terceirizado, entre outras informações.
  • Obras: Relação de todas as obras em andamento, com prazo de previsão de conclusão, como também as paralisadas e inacabadas; cópias dos contratos de execução de obras; cópia do livro de ocorrência das referidas obras; planilha de disponibilidade orçamentária e financeira com todas as fontes de recursos para os investimentos.
  • Educação: Relação de escolas; número de estudantes matriculados; inventário de bens; relação de diretores e vice-diretores; relação da frota integral de transporte escolar; relação de escolas com laboratórios de informática, ciências, robótica e quadras poliesportivas, com a situação de cada uma delas; e relação de obras de infraestrutura.
  • Saúde: Relação de unidades de saúde; relatório sobre o funcionamento de unidades como o Hospital Maternidade do Divino Amor, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Nova Esperança e Unidade Mista Márcio Marinho, incluindo estoque de medicamentos, insumos e repasses federais e estaduais; relação de medicamentos disponíveis; informações sobre repasses constitucionais e emendas recebidas ou indicadas; escalas de profissionais; prestações de contas da saúde e relação de servidores, entre outras informações.
  • Assistência social: Relação de unidades que prestam serviços de assistência social no município, com respectivas equipes de trabalho; relação de conselhos tutelares; detalhamento do andamento de programas habitacionais; relação de planos municipais na área da assistência; e gestão financeira de recursos nesta área.
  • Licitação, contratos e convênios: Relação de todos os contratos e atas de registro de preços em vigor; relação e cópias de todos os processos licitatórios e procedimentos de contratação direta que estejam em andamento; relação de todos os convênios vigentes com organismos públicos e privados; relação de todos os contratos de repasses; e situação das prestações de contas.
  • Frota de veículos e equipamentos agrícolas: Relação detalhada de todos os veículos e máquinas disponíveis, indicando estado de conservação. A equipe de transição pede também a relação de veículos que eventualmente estejam em manutenção.
  • Legislação e peças de planejamento: Cópias dos instrumentos de planejamento governamental (PPA, LDO e LOA); relação e cópia de legislações atualizadas, como Lei Orgânica, Estatuto dos Servidores e Plano Diretor; e relação de todas as leis de criação e a composição atualizada dos conselhos municipais existentes.
  • Área jurídica: Relação dos processos jurídicos em andamento; relação de precatórios; informações acerca de Termos de Ajustamento de Condutas (TAC) em andamento; informações acerca de recomendações do Ministério Público e demais órgãos de controle.
  • Área financeira e contábil: Detalhamento sobre as contas públicas; situação da dívida do Município e restos a pagar; relatórios de execução fiscal; e prestação de contas nos sistemas oficiais.

Tribuna do Norte

Campanha de vacinação para atualização da caderneta vacinal acontece neste sábado em Parnamirim

Foto: SMS

A Prefeitura de Parnamirim realizará, no próximo sábado (19), uma campanha de multivacinação para ampliar a cobertura vacinal de toda a população, em cinco Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município, nos bairros de João Dias, Emaús, Cajupiranga, Bela Parnamirim e Passagem de Areia 2.

Os postos de atendimento médico estarão abertos das 8h às 12h30 para garantir a revisão e atualização dos cartões de vacina para crianças, adolescentes, adultos e idosos.

Serão ofertadas todas as vacinas do calendário básico de vacinação, como hepatite A e B, tetravalente, poliomielite, rotavírus, pneumocócica, meningocócica C conjugada, febre amarela, tríplice viral e DTP, além de COVID-19.

Ponta Negra News

Regras do Pix mudam a partir de novembro

Pix é o pagamento instantâneo brasileiro. O meio de pagamento criado pelo Banco Central (BC) em que os recursos são transferidos entre contas em poucos segundos, a qualquer hora ou dia. É prático, rápido e seguro.
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Operações de mais de R$ 200 dependerão de dispositivos cadastrados.

A partir de 1º de novembro, o Pix terá regras mais rígidas para garantir a segurança das transações e impedir fraudes. Transferências de mais de R$ 200 só poderão ser feitas de um telefone ou de um computador previamente cadastrados pelo cliente da instituição financeira, com limite diário de R$ 1 mil para dispositivos não cadastrados.

O Banco Central (BC) esclarece que a exigência de cadastro valerá apenas para os celulares e computadores que nunca tenham sido usados para fazer Pix. Para os dispositivos atuais, nada mudará.

Além dessa novidade, as instituições financeiras terão de melhorar as tecnologias de segurança. Elas deverão adotar soluções de gerenciamento de fraude capazes de identificar transações Pix atípicas ou incompatíveis com o perfil do cliente, com base nas informações de segurança armazenadas no Banco Central.

As instituições também terão de informar aos clientes, em canal eletrônico de amplo acesso, os cuidados necessários para evitar fraudes. Elas também deverão verificar, pelo menos a cada seis meses, se os clientes têm marcações de fraude nos sistemas do Banco Central.

As medidas, informou o BC, permitirão que as instituições financeiras tomem ações específicas em caso de transações suspeitas ou fora do perfil do cliente. Elas poderão aumentar o tempo para que os clientes suspeitos iniciem transações e bloquear cautelarmente Pix recebidos. Em caso de suspeita forte ou comprovação de fraude, as instituições poderão encerrar o relacionamento com o cliente.

Pix Automático

Recentemente, o BC anunciou que o Pix Automático será lançado em 16 de junho de 2025. Em desenvolvimento desde o fim do ano passado, a modalidade facilitará as cobranças recorrentes de empresas, como concessionárias de serviço público (água, luz, telefone e gás), empresas do setor financeiro, escolas, faculdades, academias, condomínios, planos de saúde, serviços de streaming e clubes por assinatura.

Por meio do Pix Automático, o usuário autorizará, pelo próprio celular ou computador, a cobrança automática. Os recursos serão debitados periodicamente, sem a necessidade de autenticação (como senhas) a cada operação. Segundo o BC, o Pix Automático também ajudará a reduzir os custos das empresas, barateando os procedimentos de cobrança e diminuindo a inadimplência.

Agência Brasil

UFRN desenvolve nova formulação de combustível para foguetes e mísseis

Gasolina, querosene de avião e propelente são três espécies de um mesmo “assunto”. Pela afirmação, e tomando o conhecimento do senso comum a respeito da primeira palavra, a injunção de que são tipos de combustível é facilitada. No segundo nome, já há a indicação de para qual transporte é o uso. Mas, e o propelente, o que é? E por que vamos falar dele?

Bom, propelentes são materiais energéticos que apresentam a característica específica de liberar alta quantidade de energia durante o seu uso. Eles são responsáveis pela propulsão de um determinado material. No caso, são combustíveis usados em mísseis e foguetes que, quanto mais energia liberam, melhor será. E, para aumentar essa quantidade de “força”, uma alternativa é o investimento em pesquisas. É aqui que o assunto fica mais interessante.

Do tema, uma novidade surgiu neste mês de outubro em uma pesquisa na UFRN: a criação de uma nova formulação propelente para foguetes e mísseis, envolvendo o emprego de uma liga metálica, em forma de pó. Com a alteração da composição do combustível e diferentes proporções entre as substâncias, constatou-se que todas as formulações combustionam com facilidade, de forma contínua, deixando, em todos os casos, um resíduo sólido com menos de um por cento da massa de propelente empregada.

“Os resultados encontrados atestam a viabilidade do emprego das ligas metálicas alumínio-magnésio-lítio, ou Al-Mg-Li, combinadas com azida de sódio, como combustíveis na produção/preparação de propelentes sólidos para foguetes ou mísseis”, afirma Robson Fernandes de Farias. Cientista responsável pela pesquisa, ele circunstancia que é comum a utilização de ligas de alumínio na indústria aeroespacial como material estrutural, tendo sido constantemente melhoradas ao longo do século passado e constituindo, presentemente, cerca de 80% do peso das aeronaves modernas.

O combustível é usado na forma sólida – Foto: Cícero Oliveira – UFRN

Antes de entrarmos nos pormenores da pesquisa, é pertinente falarmos de algumas minúcias dos propelentes. Usados no formato sólido — ao contrário da gasolina —, o propelente é resultante da mistura de um combustível, de um oxidante e de um aglutinante. Num foguete ou míssil, a proporção é variável entre os três ‘pilares’ e obedece às funções de cada um para se chegar à ‘explosão’. O aglutinante, por exemplo, deve, preferencialmente, facilitar a processabilidade do propelente, sendo, no mundo ideal, também uma substância combustionável.

Voltando aos pormenores, Robson Farias salienta que o propósito da pesquisa é obter novas formulações propelentes, explorando-se a capacidade da azida de sódio de atuar como composto gerador de gases, bem como a subsequente combustão do sódio metálico formado. Esse gás ‘residual’ é o N₂, um gás inerte, que não toma parte no efeito estufa, o que acaba se traduzindo também é um valor para o propelente criado. Isso tudo em um contexto no qual o emprego de ligas metálicas combinadas com compostos inorgânicos geradores de gás é uma via promissora a ser explorada.

Durante o tempo de estudo, o professor do Instituto de Química ‘criou’ duas formulações, ambas preparadas mediante acréscimo do aglutinante à mistura oxidante-liga metálica, até a obtenção de uma pasta uniforme e viscosa, considerando-se as faixas de percentuais escolhidas. Os testes de queima (combustão) foram efetuados empregando-se massas menores do que um quilo do propelente, acondicionadas em minifoguete cilíndrico, de aço inox. “O propelente em si já está finalizado. Nesse caso, não há que falar-se exatamente em protótipo, mas em uma formulação já acabada. Prosseguimos em nossas pesquisas na área de propelentes químicos, e novos pedidos de patente estão previstos para um futuro próximo”, frisa Robson Farias.

Assim como outros existem em um passado próximo. Com expertise ampla na área, este não é o primeiro pedido de patenteamento capitaneado pelo pesquisador. São exemplos o desenvolvimento anterior de um novo combustível espacial, a partir da utilização de um aglutinante “diferenciado” na formulação do propelente (Novo combustível aeroespacial), bem como o depósito que trazia a solução para uma desvantajosa relação entre combustível e oxidante nos propelentes sólidos (Novas “gasolinas” para foguetes e mísseis).

“Todas têm aplicação no setor de defesa, empregados na indústria aeroespacial, o que envolve veículos lançadores de satélite, e que se traduzem em tecnologia nacional capaz de diminuir a dependência tecnológica do exterior”, coloca o docente. Dessa última, depositada no último mês de outubro e denominada “Ligas metálicas alumínio-magnésio-lítio combinadas com azida de sódio como combustíveis na preparação de propelentes sólidos para foguetes e mísseis”, há a expectativa de ser mais um caminho científico para o aproveitamento de recursos energéticos. Robson pontua também que a temática geral na qual se insere a patente foi abordada por ele no livro Chemistry of Modified Oxide and Phosphate Surfaces: Fundamentals and Applications, especificamente no capítulo Oxides and phosphates in the formulation of new solid propellants for rockets and missiles.

Propulsão, propelente, propagar

Os hominídeos se tornaram humanos quando aprenderam a usar a combustão a seu favor. Embora a afirmação tenha contornos de inabitualidade, é defendida por cientistas como o antropólogo britânico Richard Wrangham, o qual remete a um momento bem mais rudimentar do que o vivenciado na contemporaneidade, quando o calor do fogo produzido pela queima da madeira era direcionado para obtenção de conforto térmico, cozimento de alimentos e fabricação de utensílios de cerâmica, ferramentas e armas.

A informação abre um paper cuja autoria Robson divide com o também professor da UFRN, George Santos Marinho. Nele, sabemos que o uso de combustíveis sólidos para propulsão se incorporou à história da ciência e tecnologia dos foguetes por volta do século XIII, quando os chineses desenvolveram artefatos (recreativos e bélicos) movidos à reação devido à queima da pólvora. Igualmente, conhecemos que, dentro das limitações técnicas existentes no início da década de 1930, entusiastas do voo espacial deduziram que levar artefatos do solo à órbita terrestre requeria energia disponível mediante a combustão líquida. Desse entusiasmo, a pesquisa sobre propulsão líquida passa a ser conduzida sob sigilo militar, resultando nas famosas bombas V2, utilizadas durante a II Guerra Mundial.

Além disso, ainda que tentativas existam, a propulsão química mantém-se onipresente, sendo a única disponível para lançamento de artefatos aeroespaciais, como foguetes e mísseis, a partir do solo. Por fim, embora não contemple todo o conteúdo da publicação, distingue-se que, embora cada tipo de combustível (sólido ou líquido) apresente vantagens e desvantagens no tocante à propulsão química, os sólidos levam vantagem e, portanto, predominam, notadamente na área militar. Daí a relevância de acréscimos de formulações aos propelentes.

Portal da UFRN

Brasil reconhece charge, caricatura, cartum e grafite como patrimônio cultural

O mural “Etnias” no RJ, do brasileiro Eduardo Kobra, é reconhecido como o maior grafite do mundo pelo “Guiness world records.
O Brasil agora reconhece oficialmente quatro expressões artísticas fundamentais para a sua cultura: a charge, a caricatura, o cartum e o grafite. A Lei 14.996, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 15 de outubro de 2024, estabelece a promoção e preservação dessas manifestações pelo poder público, garantindo a liberdade de expressão para artistas e cidadãos.
O projeto de lei, iniciado na Câmara dos Deputados e aprovado na Comissão de Educação, é uma forma de reconhecer essas manifestações como parte essencial da identidade cultural brasileira. A senadora Teresa Leitão (PT-PE), ao apresentar o relatório, ressaltou que, em um mundo cada vez mais globalizado, o Brasil precisa valorizar suas expressões artísticas, que não apenas ilustram a diversidade do país, mas também incentivam uma sociedade mais crítica e criativa.
Com a sanção da Lei 14.996, essas formas de arte ganham um novo status, não só como instrumentos de crítica e reflexão, mas também como elementos essenciais da cultura nacional, que merecem proteção e apoio para florescer em um cenário onde a liberdade criativa é cada vez mais vital.
www.viacertanatal.com.br

O Supremo Tribunal como refém

o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ministro do Supremo Alexandre de Moraes e o ex-coach Pablo Marçal
Articulista afirma que vê com esperança expectativa da PF em concluir investigações sobre o 8 de Janeiro ainda neste ano; na imagem, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-coach Pablo Marçal e o ministro Alexandre de Moraes.
Por Kakay.
“Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.”
–Carlos Drummond de Andrade, poema “Os Ombros Suportam o Mundo”
É como se o ano tivesse chegado ao final antes da hora: de repente, já se avizinham as festas. Tem sido um período duro, embora com bons enfrentamentos. Cresce no Congresso uma ideia que ouvi pela primeira vez, há mais de ano, e que julguei ser um disparate total. A oposição se organiza para fazer uma ampla maioria no Senado com a finalidade específica de promover o impeachment de ministros do Supremo, especialmente o do ministro Alexandre de Moraes.

Não é uma agenda pensada com tanta antecedência para melhorar a vida do cidadão brasileiro, ou as relações entre os Poderes, ou para regular setores que precisam ser discutidos em um ambiente democrático e saudável. O interesse dos partidos de extrema-direita é buscar garantir força no Senado para ter o Supremo Tribunal como refém. Ao que parece, a agenda golpista bolsonarista segue sedenta por mais violências e absurdos, como se o impeachment de quem quer que seja fosse mera opção política. E não é! Ao longo dos últimos tempos, a política tem sido alvo de frequentes testes e ataques. O próximo alvo parece já escolhido e é preciso reagir imediatamente.

Com a meta de desorganizar a sociedade –priorizando mentiras e propostas teratológicas como maneira de fazer política–, o país não conseguiu ainda superar o caos de 4 anos de bolsonarismo. A estratégia de desarrumar as conquistas sociais cravou na alma do Brasil as garras que fizeram a democracia sangrar. Depois de um desastre social e humanitário no enfrentamento da pandemia, com mais de 700 mil mortos pela irresponsabilidade criminosa e estupidez do governo, o país assistiu, perplexo, à completa incapacidade do Estado de responsabilizar os que estavam à frente da condução da crise.

Praticamente não houve uma responsabilização dos que, dolosamente, agiram para levar o país para o abismo. Existem milhares de corpos insepultos e almas penadas à espera da condenação dos agentes públicos criminosos. Rondam sem rumo, impulsionados na dor dos familiares e amigos.

E a sanha da extrema-direita, vendo que a impunidade é a regra, não se conformou em perder as eleições no voto. Fizeram o diabo. Infernizaram a vida do cidadão brasileiro com inverdades e total desprezo pelos princípios democráticos. Atacaram as instituições, tentaram desmoralizar o Supremo e cooptaram o Congresso. Não satisfeitos, culminaram com a tentativa de golpe de Estado no 8 de Janeiro. O Brasil passou a viver de uma aventura a outra. A certeza da inação do Estado faz com que as ações golpistas e de terror aconteçam à luz do dia.
Na disputa pelo cargo de prefeito da maior cidade do país, um candidato que logrou 28,14% dos votos teve o descaramento de apresentar um laudo falso, sabendo ser falso, tentando mudar o jogo na última hora, quando não daria mais tempo para resposta. A imoralidade e os métodos assumidamente criminosos viraram a regra dos grupos de direita radical. Percebo, com um olhar de esperança, uma declaração do diretor-geral da Polícia Federal no sentido de concluir as apurações sobre os descalabros bolsonaristas até o final do ano. Ele tem toda razão em afirmar que o tempo da investigação não é o tempo da política e da imprensa. Tem que haver rigor técnico e cuidado com a prova.
Mantendo a presunção de inocência. O que nos permite ser angustiados são os exemplos que vêm da omissão na pandemia e de tantos outros prejuízos. Por isso, hoje, todos entendem por que Bolsonaro aparelhou órgãos do Estado. Mas devemos ter a certeza de que o Estado deve chamar à responsabilidade os Pablos e Bolsonaros. Já passou da hora de o país voltar à normalidade democrática. Quero começar o dia novamente lendo o caderno de cultura e os programas ligados à arte e à literatura. Ninguém pode viver, permanentemente, sob a insegurança e sob o medo.
Repetindo Torquato Neto:

“É preciso que haja algum respeito, ao menos um esboço ou a dignidade humana se afirmará a machadadas”.

Fonte: www.poder360.com.br

Salatiel é absolvido por unanimidade da acusação do processo Cidade Luz

O apresentador Salatiel de Souza, ex-candidato a prefeito de Parnamirim, foi absolvido por unanimidade nesta quinta-feira (17), pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, no processo Cidade Luz.

“Mais uma prova de que a fé e a justiça andam de mãos dadas. Por unanimidade, a Justiça definitivamente me inocentou. Sempre tive certeza dessa decisão, porque sempre tive clareza sobre os meus atos. A quem usou isso contra mim, eu perdoo em nome do Senhor. A quem sempre acreditou em mim, como a minha família e os meus amigos de verdade, eu agradeço de coração. Seguirei em frente vencendo as dificuldades, como sempre fiz em minha vida. Porque o nosso futuro já começou”, declarou Salatiel.

Além de Salatiel também foram absolvidos Jorge Cavalcanti de Mendonça e Silva, Maurício Ricardo de Moraes Guerra, João Maria Gomes, Mounarte Leitão de Medeiros Brito e Cláudio Henrique Pessoa Porpino.

Maior superlua do ano pode ser vista nesta quinta-feira

Foto: No Cariri

A maior superlua do ano pode ser vista nesta quinta-feira (17). O astro parecerá maior e mais brilhante, pois estará no perigeu, o ponto mais próximo da Terra em sua órbita. O momento exato da lua cheia vai variar conforme o fuso horário. Nesses dias de céu claro, já é possível verificar o astro parecendo bem maior, chamando a atenção de todos que o observam.

O satélite estará a cerca de 357.364 quilômetros da Terra. Em média, a Lua se encontra a aproximadamente 384.400 quilômetros de distância do planeta

A Lua Cheia ocorre quando o Sol e a Lua estão alinhados em lados opostos da Terra, iluminando 100% da face visível da Lua.

Superlua
De acordo com a astrônoma do Observatório Nacional Josina Nascimento, o termo “superlua” não tem uma base científica. Ele foi criado pelo astrólogo Richard Nolle, em 1979, na revista Dell Horoscope, que já não existe mais. Nolle determinou que o termo “super” se aplicaria a uma lua cheia que ocorresse quando a Lua estivesse no perigeu ou até 90% próxima dele, embora o motivo para escolha não seja claro.

SBT News

Primeiro dia da 1ª Mostra de Cinema da Diversidade em São Gonçalo, acontece com sucesso

A 1ª Mostra de Cinema da Diversidade chegou ao Teatro Poti Cavalcanti, trazendo uma programação imperdível. De 15 a 19 de outubro, São Gonçalo do Amarante será palco de filmes que celebram a diversidade e a inclusão, além de debates emocionantes!

A Prefeitura de São Gonçalo tem investido forte na valorização da cultura em nosso município, e esse evento é uma grande oportunidade para fortalecer ainda mais esse compromisso. Marque na agenda, convide os amigos e venha se inspirar com essa mostra que promete emocionar.

Local

  •  Teatro Poti Cavalcanti (Rua Alexandre Cavalcanti, S/N, Centro, São Gonçalo do Amarante – RN)
  • Ingressos gratuitos, distribuídos no local a partir das 17h

Confira abaixo, fotos do primeiro dia do evento!

Maioria dos pais é a favor de proibir celular nas escolas, diz Datafolha

A maioria dos brasileiros a partir dos 16 anos é favorável à proibição do uso de celulares por crianças e adolescentes nas escolas, tanto em sala de aula quanto nos intervalos. De acordo com uma nova pesquisa Datafolha, 62% da população apoia o banimento.

Na parcela da população que tem filhos de até 12 ou de até 18 anos o apoio à proibição é um pouco maior: 65%. Ao mesmo tempo, 43% dos pais de crianças de até 12 anos dizem que seus filhos já têm aparelho celular próprio, e até 18 anos, 50%.

É ainda maior o número dos que consideram que o celular traz mais prejuízos do que benefícios ao aprendizado de crianças e adolescentes: 76% da população e 78% entre os que são pais de crianças.

 

Folha de S. Paulo

Mutirão de cataratas: investigação sugere falha em procedimentos como esterilização e higienização, diz Sesap

Foto: Divulgação

Uma investigação da Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) apontou que a infecção bacteriana que atingiu 15 pacientes em um mutirão de cirurgias de catarata na cidade de Parelhas, distante mais de 240 quilômetros de Natal, tem indícios de ter sido causada por contaminação em procedimentos como higienização e esterilização.

A avaliação foi divulgada pela coordenadora de Vigilância em Saúde do RN, Diana Rêgo, nesta quarta-feira (16), após uma inspeção realizada pela equipe na cidade. Pelo menos oito pacientes precisaram remover o globo ocular por conta da infecção.

“Percebemos que, pelas características clínicas de infecção dos pacientes, uma vez que nesses pacientes que tiveram adoecimento os primeiros sintomas aconteceram 48 horas após o procedimento, isso é muito sugestivo de contaminação de procedimento, relacionado às boas práticas”, disse.

“Então fica, assim, relacionado à forma de procedimento dos profissionais que executaram as cirurgias”.

O mutirão aconteceu nos dias 27 e 28 de setembro na Maternidade Dr. Graciliano Lordão com, ao todo, 48 pacientes de Parelhas. No entanto, das 20 pessoas operadas no primeiro dia, 15 apresentaram endoftalmite, uma infecção ocular causada pela bactéria Enterobacter cloacae.

Os problemas de procedimento, segundo Diana Rêgo, apontados na investigação são relacionados à esterilização de equipamentos e higienização dos profissionais e do ambiente, por exemplo.

G1RN

Uma lei para chamar de minha

Este é um momento bom de reflexão, entre o primeiro e o segundo turno das eleições
ARTE KIKO – Este é um momento bom de reflexão, entre o primeiro e o segundo turno das eleições

Em uma sociedade que se pretenda civilizada, é necessário cumprir certas leis de convivência. O cidadão não pode viver seguindo regras próprias que atentam contra o que regem as normas civilizatórias. Durante a  campanha eleitoral, presenciamos certos abusos teratológicos. Candidatos que se portavam como se as pessoas fossem obrigadas a acompanhar as mais deslavadas mentiras e promessas sem nenhum fundamento com a realidade. Mesmo com todo o risco que corremos com figuras escatológicas, como o  Pablo Marçal, as eleições servem como um termômetro para acompanhar o

As  eleições municipais refletem, de alguma maneira, o que as pessoas pensam e querem para o dia a dia nas suas cidades. E tem um perfil diferente da eleição para Presidente da República. É uma espécie de eleição caseira. Os indivíduos se comportam, em muitos casos, como se fossem vizinhos. Aparecem pedindo votos o “Zé da Mercearia”, a “Maria Costureira”, o “Alemão do Gás” e o “100 Miséria”. São eleições importantes e fundamentais para o cotidiano do eleitor.

É claro que, em uma cidade como  São Paulo, com 9,3 milhões de eleitores e o terceiro maior orçamento do país, a pegada é um pouco diferente e os interesses nacionais estão postos no tabuleiro. A cidade teve 1.016 candidatos a vereador e 10 ao cargo de prefeito. A capital é o quinto maior eleitorado do país e o estado o maior, com 34,6 milhões de eleitores. Por isso, os candidatos com projeção nacional se empenham para mostrar força e poder. Muitas vezes, com medo de perder, optam por não se exporem tanto, mas tudo faz parte de uma estratégia.

Nas  eleições de 6 de outubro, a grande mídia parecia tratar quase só da eleição de São Paulo. Com isso, mesmo quem mora em Brasília – onde não existe eleição para prefeito ou vereador –acompanhou, meticulosamente, o que acontecia na capital paulista. E o fenômeno Pablo Marçal ultrapassou muito as barreiras do município. Virou uma questão nacional. Até onde o “pode tudo” deve imperar para se chegar ao poder? Existe algum limite que possa, de certa forma, preservar o Estado democrático de direito, ou o vale-tudo é a regra? A mentira, a agressividade, o baixo nível e o engodo estão liberados e nada pode conter a manipulação escancarada?

Este é um momento bom de reflexão, entre o primeiro e o  segundo turno das eleições. De certa maneira, foi muito bom que a Justiça Eleitoral, agindo aqui e ali, não tenha cassado o direito de candidatura do Pablo Marçal. Tivesse sido impugnado, seria um mártir e teria um discurso de que tiraram dele a prefeitura. Disputou e perdeu. Mas isso não significa que devemos passar uma borracha em tudo o que ele fez durante a campanha. Com seus 1.719.274 milhões de votos, 28.14% do eleitorado, o candidato se habilitou para outros voos em eleições futuras. Parece evidente que a Justiça Eleitoral, e mesmo a criminal, precisam prestar contas à sociedade. Não é uma questão de perseguir quem quer que seja. Trata-se de uma questão civilizatória e de justiça.

A investigação sobre os métodos de se fazer campanha deve ser levada a efeito de maneira técnica e isenta. Senão, terá valido a pena abusar e cometer inúmeros atos ilegais, e até criminosos, para se habilitar em eleições futuras. Com a monetização que ocorre hoje, nas redes sociais, os abusos podem servir para ganhar dinheiro e popularidade.

Daqui a 2 anos, teremos eleições nacionais para Senado, Câmara Federal, legislativos e governos estaduais e Presidência da República. Quem usou e abusou de uma campanha criminosa, mesmo perdendo, deve ser responsabilizado. Não é possível, em um Estado democrático de direito, que o acúmulo de erros propositais possa, ao final, significar uma vantagem para as próximas eleições.

Por isso, talvez nessa campanha municipal, a maioria dos candidatos não apresentaram nenhuma proposta para governar a cidade. Proposta séria, ao que parece, não dá votos. A aposta é nas mentiras, nos  laudos falsos e na agressividade vulgar. Para os que ganham com o caos, faz-se necessário o olhar atento do Ministério Público, da Polícia Federal e do Judiciário.

O eleitor civilizado agradece, lembrando Churchill: “Atitude é uma pequena coisa que faz uma grande diferença.”

Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay

Fonte: www.ultimosegundo.ig.com.br

Em Natal, Lula exalta Natália como a guinada da mulher na política

Foto: Reprodução

Presidente participa de comício na Zona Norte e afirma que Natália tem competência para governar a cidade de Natal.

“A mulher brasileira não pode mais ser tratada como se fosse cidadã de segunda classe. A mulher brasileira não pode mais ser tratada como se fosse um sexo fraco. A mulher brasileira não pode mais ser tratada como objeto. A mulher brasileira não quer ser segundo plano. Ela quer fazer história. A mulher brasileira já conquistou o mercado de trabalho há muito tempo. Mas nós, homens, ainda não fomos para a cozinha para ajudar nossa mulher a fazer os afazeres de casa, a cuidar dos nossos filhos. A eleição de uma Natália representa exatamente uma guinada no comportamento político da sociedade brasileira e da sociedade Natal. E a eleição da Natália é a volta por cima que a gente vai dar”. O trecho é do discurso do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, durante comício de Natália Bonavides (PT), candidata a prefeita de Natal, realizado nesta quinta-feira, 16, no bairro Panatis, na zona Norte de Natal.

“O que está ligado à quantidade de anos de escolaridade é o conhecimento. A inteligência é uma coisa que nasce dentro da gente. Eu posso dizer, Natália, você além do conhecimento é uma mulher extremamente inteligente e tem competência para governar essa cidade. E eu tinha muita vontade de provar que a gente seria melhor do que antes”, afirmou Lula.

A presença do presidente, aguardada desde o 1º turno por Natália e a cúpula do PT do Rio Grande do Norte, é vista como o momento de virada de chave da campanha na capital. Lula revelou, ainda, que queria a candidatura de Natália desde a eleição municipal passada, em 2020, quando o candidato do partido foi Jean-Paul Prates (PT).

“Eu já queria que essa menina aqui fosse a minha candidata prefeita na eleição passada. Eu chamei ela em São Paulo. Para tentar mostrar como seria importante que uma jovem como ela se candidatasse à prefeita da cidade de Natal, porque ela poderia nem ganhar a eleição, mas ela poderia ficar uma referência para que meninas pudessem entrar na política, para que jovens pudessem entrar na política”, disse o presidente.

Já Natália Bonavides (PT), que falou antes do presidente, se referiu, no palanque, à campanha realizada pelos adversários nesta eleição, que são os mesmos adversários dos opositores de Lula na eleição geral de 2022: “O senhor viu o que eles foram capazes de fazer. E aqui está sendo assim, senhor presidente, abuso de poder econômico, compra de voto, assédio aos trabalhadores da Prefeitura; e eu queria me dirigir aos trabalhadores da Prefeitura. Venham com a gente, de forma alguma vocês vão ser perseguidos, se lembrem que o voto é secreto e vamos construir a cidade que vai ser boa para sua família também”, afirmou Bonavides.

Antes do comício, o presidente da República cumpriu primeiramente agenda administrativa para anúncios de investimentos no Rio Grande do Norte. Lula focou seu discurso nas ações do Governo Federal em sua terceira gestão, mas, adiantando o tom de campanha, antes de seguir para comício de Natália Bonavides, comparou seu governo com a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Esse país não pode estar nas mãos de um mentiroso, alguém que passa o dia inteiro contando mentira, alguém que fica fazendo fake news, alguém que fica desrespeitando as pessoas, alguém que não respeita pesquisador, alguém que não respeita a medicina, alguém que inventou remédio para combater a tal Covid-19 e é responsável pela morte de 700 mil pessoas. Essa é a razão pela qual eu voltei. Veja se o governo passado fez em quatro anos o que nós fizemos em apenas 1 ano e 10 meses”, disse Lula.

Ao se remeter às obras anunciadas, nesta quarta-feira, 16, pelos ministérios das Cidades, Portos e Aeroportos, Transportes e Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, o presidente Lula ainda complementou: “Eu falo sem medo de errar, eu duvido que em algum momento na história desse país teve um Governo Federal que colocou tantos recursos em todo o Nordeste como eu coloquei. Duvido. Podem os professores fazer pesquisa, analisarem, desde Dom Pedro II, duvido”.

A fala de Lula no Auditório da Escola de Governo, na Governadoria do Estado do RN, foi a parte administrativa da agenda em Natal. No palanque, estavam a governadora Fátima Bezerra (PT), a primeira-dama Janja, o presidente do BNB Paulo Câmara, além dos ministros Camilo Santana, Márcio Macedo, Wellington Dias, Renan Filho, Jader Filho e Silvio Costa Filho, da deputada Benedita da Silva, do deputado federal Fernando Mineiro, deputada estadual Divaneide Basílio, vice-governador Walter Alves e demais autoridades.

Apesar das falas do Chefe do Executivo Federal, coube à governadora Fátima Bezerra (PT) as frases mais duras em relação ao Governo anterior. Em meio à citação das obras e ações anunciadas pelos ministros do Governo Federal e a agradecimentos ao presidente Lula, a gestora do RN lançou frases como “conseguimos derrotar aquela desgraça que foi o governo anterior” e “aqueles que criticaram quebraram a cara porque vai ser no Governo de Luiz Inácio Lula da Silva que a gente vai dar início à duplicação da BR-304”.

A governadora ainda alfinetou indiretamente Rogério Marinho (PL): “Em meio ao negacionismo, à pandemia, inclusive tinha ministros aqui do RN, que não mandavam nem um e-mail, e nós resistimos e estamos aqui ao lado do presidente do nosso país e estamos avançando”.

Diário do RN

UFRN cria software para auxiliar consumidor a reduzir custos no consumo de energia

Com as cobranças complementares na conta de energia e a bandeira tarifária vermelha no patamar 2, aplicada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), essa despesa vem gerando uma forte preocupação nas contas de consumidores em residências e empresas. Foi por isso que o aluno Paulo Ramon Oliveira, sob orientação do professor Max Chianca, ambos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), se reuniram para desenvolver um software capaz de auxiliar profissionais a identificar caminhos para uma melhor gestão do consumo de energia. O programa já recebeu registro de proteção industrial, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

O projeto “Banco de dados relacional para a modelagem computacional do setor elétrico brasileiro em sistemas de gestão de ativos energéticos” surgiu a partir da experiência de Paulo Ramon no mercado, trazendo os conhecimentos para o Mestrado Profissional do curso de Engenharia Elétrica. A ideia foi criar uma solução automatizada para cálculos complexos envolvendo consumo de energia, a partir da orientação do professor Max Chianca.

“O software foi pensado para automatizar decisões que podem reduzir custos no consumo de energia. A ideia é oferecer uma ferramenta que analise dados complexos, como medições de tensão, energia ativa e demanda, ajudando a definir a melhor estratégia de consumo”, explica o docente e orientador do projeto, ressaltando a importância diante das mudanças de consumo e de cobrança existentes no Brasil.

No acréscimo gerado pela bandeira vermelha 2 neste mês de outubro, estão sendo cobrados R$ 7,877 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A justificativa apresentada pela ANEEL foi norteada pelo GSF (risco hidrológico) e o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), influenciados pelas expectativas de baixa afluência nos reservatórios das hidrelétricas e pela elevação do preço do mercado de energia elétrica.

Na composição do valor a ser pago no fim do mês por uma indústria ou um estabelecimento comercial, está a tarifa de demanda. Segundo Max, essa cobrança é feita pela potência máxima consumida durante um período, o que pode variar conforme o perfil de consumo, e o software ajuda a definir as melhores estratégias de uso. “Se o valor da demanda contratada for muito baixo, a empresa paga multas e, se for muito alto, o custo será maior que o necessário. O software ajuda a calcular o valor ideal, evitando gastos desnecessários ou multas por excedente”, afirma.

Outra tarifa contemplada na elaboração da plataforma foi a excedente de reativos, voltada para grandes consumidores quando o fator de potência está fora da faixa aceitável, necessitando da implementação de bancos capacitores. No entanto, essa ação não pode ser realizada sem o devido estudo. Essa é a hora que o software entra em ação para determinar o valor e o tipo correto de potência reativa que deve ser instalado.

“É uma inovação que pode acelerar e otimizar o trabalho dessas empresas, facilitando a análise e a negociação com as concessionárias de energia”, explica Max Chianca, professor e orientador do software. Para que tudo isso tenha funcionalidade em longo prazo, a plataforma precisa continuamente ser atualizada com dados do consumo do cliente.

Apesar de a UFRN ter recebido o registro de proteção industrial concedido pelo INPI no dia 8 de outubro, o engenheiro Paulo Ramon ainda avalia quais são as melhores estratégias para lançar o produto ao mercado por meio de parcerias ou diretamente com empresas interessadas.

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Governo descarta volta do horário de verão para este ano

Alexandre Silveira é o ministro de Minas e Energia
Foto: Tauan Alencar/MME

O Ministério de Minas e Energia, porém, diz que pode avaliar o retorno da medida para o verão de 2025.

O Ministério de Minas e Energia descartou o retorno do horário de verão para este ano de 2024. A informação foi dada pelo ministro Alexandre Silveira, em coletiva nesta quarta-feira, 16.

Segundo Silveira, a pasta se reuniu com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e entendeu que “a segurança hídrica está assegurada”, apesar de o Brasil ter vivido uma de suas maiores estiagens. A decisão ocorre mesmo que, anteriormente, o ONS tenha realizado um estudo que mostrava economia próxima a R$ 400 milhões vinculada ao horário de verão.

“Graças a algumas medidas que tomamos durante o ano, nós conseguimos chegar aos nossos reservatórios ainda com índice de resiliência, que, mesmo com o surgimento da possibilidade de decretar o horário de verão, nós não teríamos emergência energética”, afirmou.

O ministro complementou que o horário de verão só seria adotado se fosse imprescindível, levando em conta o impacto “na sua transversalidade na economia nacional”. Silveira, porém, não descarta o retorno da medida em 2025, após o próximo verão.

Com relação às condições dos reservatórios, o chefe da pasta de Energia afirmou que já é possível notar uma reestruturação da situação hídrica no País, ainda que modesta. A temporada de chuvas, no entanto, ainda está começando.

Antes de fazer o anúncio, Silveira também introduziu que o horário de verão não é uma medida exclusiva do Brasil, e é adotada em diversos países do mundo. Ele citou como exemplo a França, em que a mudança nos relógios é feita para impulsionar a economia local durante o período.

Terra