Governo deve enviar privatização da Eletrobras ao TCU no fim de agosto


O governo federal deve enviar os estudos da privatização da Eletrobras ao TCU (Tribunal de Contas da União) no fim de agosto, disse Diogo Mac Cord, secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, ao Poder360. O prazo máximo, segundo Mac Cord, é no início de setembro.

Segundo o secretário, o governo mantém contato com os técnicos do TCU para que o projeto não seja uma “surpresa” quando chegar no tribunal. A comunicação com a área técnica, de acordo com Mac Cord, diminui a chance de atraso no cronograma por causa de pedidos de ajustes no projeto.

Os órgãos de controle têm uma série de preocupações. Em 99,9% das vezes eu concordo. O que fazemos é voltar à sala de planejamento, fazemos o ajustes e avançamos. Quando os estudos forem ao TCU, não será surpresa aos técnicos que têm acompanhado esse projeto desde o início. É assim que mitigamos os riscos de qualquer tipo de atraso”, afirmou.

Assista ao trecho da entrevista:

O ponto mais complexo do projeto e que tem atenção especial dos técnicos é a separação da Eletrobras da Itaipu Binacional e Eletronuclear, que não serão privatizadas. “Existe sim esse ponto de complexidade, mas temos convicção que vamos conseguir vencer isso para o 1º bimestre do ano que vem”,afirmou.

Atualmente, o projeto de privatização está no BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Social). O TCU tem até 90 dias para analisar os estudos antes da publicação do edital para a continuação do processo de privatização.

É um projeto complexo porque o TCU tem que aprovar a oferta primária, que é o instrumento que usaremos para perder o controle da Eletrobras e com isso ser privatizada, e a outorga que será pedida pelo governo, quanto poder concedente, que é a mudança do contratos de energia das hidrelétricas assinados em 2012“, disse Mac Cord.

O cronograma do governo é que a privatização esteja concluída no 1º bimestre de 2022, antes do início oficial do calendário eleitoral. O cronograma é o mesmo para as outras privatizações em andamento, como a dos Correios.

O secretário tem se reunido com o BNDES semanalmente para os ajustes e aperfeiçoamentos dos estudos que serão enviados ao TCU. “São reuniões de altíssimo nível para que possamos garantir o cumprimento do cronograma”, afirmou.

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), sancionou a Lei 14.182, que determina a desestatização da Eletrobras, no dia 12 de julho.

Bolsonaro vetou alguns pontos do texto aprovado pelo Congresso, como o que determinava que 1% das ações da Eletrobras poderiam ser compradas pelos funcionários demitidos. Também removeu a parte que obrigava o governo a realocar os funcionários da empresa e das subsidiárias que forem demitidos até 1 ano depois da privatização.

Fonte: poder 360.

Política no fim do túnel


“O pior da peste não é que mata os corpos, mas desnuda as almas, e este espetáculo costuma ser horroroso.”

Alberto Camus, “A Peste.”

A derrota de Bolsonaro na votação sobre o voto impresso no plenário da Câmara comporta uma reflexão cautelosa sobre o momento brasileiro. O projeto é arcaico, reacionário e inexequível. É a cara das “Bias Kicis” do governo e, claro, a representação facial do Sr. Presidente: o homem morte.

Mas esse projeto, que, se fosse aprovado, inviabilizaria o país e aprofundaria o fosso entre o Judiciário e o Executivo, além de instalar o caos, foi finalmente derrotado pela política . Com a manifestação da Câmara dos Deputados, voltamos, de certa forma, a ter luz no fim do túnel. Cumpre olhar de frente essa luz. O Judiciário se posicionou firme na questão do voto impresso e o Congresso se viu obrigado a dar uma resposta.

O Brasil não melhorou um segundo sequer com essa votação. A compulsão do Presidente da República, em relação aos crimes de responsabilidade, é a mesma e cada vez maior. E, concomitantemente, a responsabilidade criminal pelas suas ações e omissões se repetem a cada dia. Esse serial killer precisa ser contido. O que nos faz olhar com atenção redobrada é como contê-lo. Não no mundo ideal, dos nossos sonhos e desejos, mas com olhos voltados para a crua realidade, para a política.

O pior projeto possível, uma excrescência jurídica e política, uma PEC que deveria ser rejeitada quase à unanimidade, e ainda teve 229 votos favoráveis . Na realidade, a oposição teve menos votos, apenas 218. Só não passou porque, como era emenda à Constituição, precisava de 308 votos. Mas é importante levar em consideração que o projeto teve maioria dos votos a favor. Claro que poderemos argumentar que a abstenção votou com o Brasil. E essa é a reflexão que nos cabe fazer.

Tivessem o presidente da Câmara, o Ministro da Casa Civil e mais alguns ministros políticos se empenhado ao máximo para aprovar o teratológico projeto, ele seria acatado. Claro que o Senado seria o dique para impedir tal extremismo, mas a vitória simples na Câmara já incendiaria o país. Falou mais alto a política.

Se passasse a PEC, a tática golpista do Presidente encontraria uma narrativa dificílima de ser enfrentada. E os 229 votos no escatológico projeto nos inquieta sobre qual o espaço que existe hoje para a política feita com fanatismo, messianismo e sob o jugo de um governo sem escrúpulos e sem compromisso com o país.

De certa forma, o Presidente, sua família e seu entorno fazem o papel que parte do Congresso tem se negado a fazer. A vexaminosa parada militar, que envergonhou as Forças Armadas e o povo brasileiro, fez com que 93 % dos posts nas redes sociais fossem de chacota. A pilhéria tem uma força corrosiva, até os bolsominions mais raiz sentiram o golpe.

Os cultores do golpismo vulgar e os provocadores da ruptura permanente do sistema merecem nosso desprezo. Claro que existe a hipótese real de sequer se sentirem desprezados. É como imaginar que eles se sentiriam ridículos. Ora, eles não têm a noção do ridículo. Temos que entender, com maturidade, que só nos resta a resistência diária e acolhedora. A luta permanente com humor, poesia e muita política. Com a cabeça na imortal Cecília Meirelles:

“A liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que a explique e ninguém que não a entenda.”

Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay

Fonte: Poder 360.

Câmara cassa mandato de deputada Flordelis por ampla maioria

O plenário da Câmara dos Deputados cassou o mandato da deputada Flordelis (PSD-RJ). O Conselho de Ética havia recomendado a cassação de Flordleis, há dois meses, por 16 a 1. Ela ainda recorreu à CCJ, mas foi derrotada pela unanimidade de 47 votos contra seu recurso e nenhum favorável. Foram 437 votos a favor e apenas 7 contra a cassação da deputada.

Flordelis responde na Justiça pela acusação de ser mandante da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo, crime que ocorreu em junho de 2019, em Niterói (RJ). O relator Alexandre Leite afirmou no plenário que Flordelis não está sendo acusada, na Câmara, se mandou matar ou não seu marido. Mas por outras questões, como uso do prestígio de deputada para induzir o filho assumir o assassinato e depois atuaria em tribunais superiores para livrá-lo de uma condenação. A acusou ainda de falseamento da verdade, ao negar a compra da arma do crime. O relator entende que Flordelis era a única pessoa da família com recursos financeiros para pagar R$ 3,5 mil na aquisição da arma do crime.

Leia também: Às vésperas de ser cassada, Flordelis afirma que Lira e aliados descumpriram promessa de ajudá-la a não perder mandato

Leite disse ainda que o pastor Anderson era quem realmente tocava o mandato da deputada e que depois de sua morte, sua produção parlamentar caiu muito.

— Era ele quem de fato exercia o mandato da Flordelis – disse Leite, que complementou: — Em princípio não foi ela quem puxou o gatilho. Em princípio.

Leite repetiu trechos de um relatório da investigação policial no qual diz que a deputada nada teria de “religiosa e generosa”, mas, que por trás, parece ter uma pessoa “perigosa, desvirtuada e manipuladora”.

Saiba mais: Defesa de Flordelis entra com mandado de segurança para tentar suspender votaçao de cassação na Câmara dos Deputados

A deputada não pode ser presa em função de sua imunidade parlamentar. A Justiça determinou que ela utilizasse tornozeleira eletrônica. Flordelis nega participação no crime e pediu que a Câmara aguardasse seu julgamento na Justiça para decidir sobre o futuro de seu mandato.

Ao Conselho de Ética, ela afirmou que sua cassação irá tirar o sustento de sua família e abrir para que seus “detratores” a mandem para a cadeia.

— Todos sabem como desconstruir político dá Ibope — afirmou Flordelis ao conselho, dois meses atrás.

Fonte: Extra.Globo

Psol pede que STF ordene Lira a analisar pedidos de impeachment de Bolsonaro… Leia mais no texto original: (https://www.poder360.com.br/congresso/psol-pede-que-stf-ordene-lira-a-analisar-pedidos-de-impeachment-de-bolsonaro/) © 2021 Todos os direitos são reservados ao Poder360, conforme a Lei nº 9.610/98. A publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia são proibidas.

Cinco deputados do Psol entraram com um mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo que a Corte determine que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), analise os mais de 100 pedidos de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro parados na Casa. A solicitação foi assinada pelos deputados Fernanda Melchionna (RS), David Miranda (RJ), Sâmia Bomfim (SP), Viviane Reis (PA) e Glauber Braga (RJ). O grupo pede que Lira ao menos decida se os pedidos de impeachment de Bolsonaro serão arquivados ou analisados.

Em julho, a ministra Cármen Lúcia rejeitou uma ação similar apresentada pelos petistas Fernando Haddad e Rui Falcão….

Hoje, a chance de Lira dar início ao procedimento é próxima de zero. Aliado de Bolsonaro, o presidente da Câmara disse anteriormente que é preciso esperar que a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado conclua seus trabalhos. De acordo com o presidente da Câmara, o pedido de impeachment “como ação política” precisa ter “materialidade” e não apenas discurso. Questionado se rejeitaria o “superpedido” de impeachment apresentado no dia 30 de junho, ele respondeu que há outros 120 na frente. O documento, de 271 páginas, reúne as acusações presentes em outros 122 pedidos já apresentados à Câmara e novas informações sobre supostas irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin pelo governo federal. O pedido atribui 23 crimes de responsabilidade ao presidente Jair Bolsonaro e tem 46 signatários.

Fonte: poder 360.

 

Os crimes de Bolsonaro


Após os deliberados ataques à cultura, aos direitos humanos, ao meio ambiente e à democracia, o desmonte das universidades e dos sistemas de proteção das minorias, Jair Bolsonaro decidiu executar um programa necrófilo diante do mais duro teste civilizatório do nosso tempo. Enquanto assistíamos a altos esforços dos líderes mundiais no combate às causas e efeitos trágicos da pandemia de Covid-19, passamos a empilhar mais de 560 mil cadáveres e viver um sofrimento coletivo causado por um insano negacionismo.

A linha do tempo genocida é notória. Primeiro ignorou a seriedade da epidemia, minimizando com irresponsabilidade suas consistentes projeções internacionais. Passou ao curandeirismo oficial, com o estímulo de falsos tratamentos. Suprimindo a autonomia de ministros técnicos, o presidente avocou responsabilidades e optou pela ignorância em detrimento da ciência. O estímulo a aglomerações, o desrespeito às vítimas e a repulsa a sentimentos solidários aos familiares revelavam um execrável desprezo à vida.

Saiba o que pode acontecer com Bolsonaro
Saiba o que pode acontecer com Bolsonaro

Negligenciou a compra de vacinas, levantando suspeitas sobre sua comprovada eficácia. Vetou a obrigatoriedade de máscaras, permitiu o funcionamento de atividades econômicas não essenciais, desestimulou o isolamento social; condenou ações públicas imprescindíveis de contenção da pandemia, manipulou dados e promoveu desinformação, distorcendo estudos acadêmicos. Sob seu comando, a União falhou no contingenciamento de insumos médicos, causando a morte de cidadãos do Amazonas ao negar os esforços possíveis para o fornecimento urgente de oxigênio.

Seu governo, marcado por ódio, conspiração, racismo e corrupção, é uma vergonha para a imagem do Brasil no exterior.

O que Bolsonaro já disse sobre a CPI da Covid

Como se todo esse mosaico já não fosse insuportável, Bolsonaro passou a promover criminosas agressões à honra dos ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de ​Moraes, juristas e homens públicos de biografias exemplares. Não estamos diante apenas de calúnias pessoais, mas de um assalto à independência de um dos Poderes da República.

Esse método autoritário é antigo, desde a completa desestruturação pelo nazismo do Judiciário alemão, mediante o banimento dos juízes sociais-democratas, comunistas e judeus, passando pelo afastamento de membros de cortes supremas nas ditaduras latino-americanas —inclusive no Brasil, com a aposentadoria compulsória dos ministros do Supremo Tribunal Federal Evandro Lins e Silva, Vitor Nunes Leal e Hermes Lima, decretada pela ditadura militar após a edição do AI-5.

STF e TSE usam as redes sociais para desmentir fake news
STF e TSE usam as redes sociais para desmentir fake news

Por esses episódios nefastos da história, a Assembleia Geral da ONU, em 1985, declarou que a independência da magistratura será garantida pelo Estado e consagrada na Constituição e que os juízes devem decidir todos os casos sem aliciamentos, pressões, ameaças ou intromissões indevidas.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), tem o dever de admitir o processo de impeachment, e a Procuradoria-Geral da República precisa cumprir sua obrigação constitucional e denunciar o presidente em razão dos diversos crimes que vem praticando ao longo dos últimos meses, responsabilizando Bolsonaro pelas mortes que causou e pelos graves atentados ao funcionamento do Poder Judiciário.

TENDÊNCIAS / DEBATES
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.
Fonte: Folha de São Paulo.

90% dos empresários estão preocupados com a crise hídrica, diz CNI


Pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostra que 9 em cada 10 empresários estão preocupados com a crise hídrica no país. Eis a íntegra do estudo (1,5 MB).

Segundo o levantamento, 83% dos empresários têm como principal temor o aumento do custo da energia. Outros 63% também dizem estar preocupados com o risco de racionamento e possibilidade de instabilidade ou de interrupções no fornecimento de energia.

Entre os empresários que consideram que as tarifas de energia serão reajustadas, 14% acreditam que aumentará pouco, 37% moderadamente e 47% muito.

A pesquisa ouviu 572 empresas, sendo 145 de pequeno porte, 200 empresas de médio porte e 227 grandes entre os dias 25 de junho e 2 de julho.

Entre os empresários consultados, 22% afirmam que pretendem mudar o horário de funcionamento de suas empresas para reduzir o consumo de energia em horário de pico em resposta à crise hídrica. No entanto, 66% das empresas consideram que implementar essa alteração de horário é “difícil ou muito difícil”.

O deslocamento do horário de consumo da indústria é estudado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e pelo Governo Federal.

O levantamento também mostra que 62% dos empresários consideram que é provável ou certo que haverá racionamento ou restrições de fornecimento de energia em 2021.

Parte dos empresários também manifesta preocupação com a possibilidade de racionamento de água (34%) e com o aumento no custo da água (30%).

Empresários também manifestaram preocupação com o potencial de uma crise hídrica e energética frear o crescimento econômico do país após a pandemia e prejudicar a recuperação da economia.

O Brasil enfrenta a pior crise hídrica em 91 anos.

O governo adotou medidas como o acionamento de termelétricas, diminuição da vazão de usinas hidrelétricas e abriu consulta pública para a redução voluntária de consumo energia elétrica. O ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) nega a possibilidade de apagão ou racionamento.

Fonte: Poder 360.

FHC diz apoiar Doria, mas vai de Lula se PT for ao 2º turno contra Bolsonaro

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso diz que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), é o nome com mais chances de “encarnar” a 3ª via em 2022. Eis os motivos citados: é de São Paulo, tem proximidade com o Nordeste e mostrou que consegue vencer eleições “contra tudo e contra todos“.

O PSDB marcou prévias para novembro. O principal rival de Doria é o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Para o ex-presidente, Eduardo teria mais dificuldades para entrar no jogo político nacional e construir uma candidatura competitiva.

Acho que o Doria tem mais chances porque São Paulo é mais cêntrico. O Doria também tem uma ligação com a Bahia, seus pais são baianos. Isso conta simbolicamente“, disse FHC.

Assista à entrevista concedida na 5ª feira (5.ago.2021):

No dia 31 de julho, o ex-presidente já havia sinalizado apoio ao governador paulista. “Eu vou falar 1º uma coisa: ele [João Doria] é candidato a presidente e tem o meu voto“, disse na reabertura do Museu de Língua Portuguesa. Agora, FHC detalhou um pouco mais suas razões para colocar Doria adiante do seu adversário no partido.

Acho que ele é um pouco fora do jogo do país. O Rio Grande do Sul está muito longe. É uma dificuldade, mas pode chegar lá“, afirmou.

Fernando Henrique Cardoso tem 90 anos e foi presidente duas vezes, de 1995 a 2002. Antes, quando ministro da Fazenda, liderou a equipe que criou o Plano Real. Em 2003, passou a faixa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que era oposição. Dentro do PSDB, é uma das vozes mais respeitadas.

Na entrevista, o ex-presidente disse que não será fácil montar uma candidatura que fure a polarização entre o ex-presidente Lula, hoje líder nas pesquisas, e Jair Bolsonaro. E voltou a falar sobre um possível apoio ao petista. E disse que, caso eleito, Lula continuaria fazendo reformas.

Suas reformas não seriam as que eu ou o meu partido faríamos, mas ele não é contra reformas. Enfim, quem não tem cão caça com gato. Se não vier cão com o gato, eu fico com o gato“, disse.

FHC e Lula recentemente posaram para uma foto juntos. O gesto, nunca de todo explicado, foi entendido como possível apoio ao petista. Agora, FHC matiza o encontro e diz que a preferência é por uma opção interna no PSDB.

FHC estabeleceu diferenças entre Lula e o atual presidente. Disse que, no Palácio do Planalto, Lula nunca atentou contra a democracia. E o descreveu como um “negociador“, sempre disposto a conversar.

Ao falar de Bolsonaro, FHC disse que é preciso atenção aos seus movimentos contra a democracia. Ele definiu o presidente como “tosco“, mas não bobo. Disse não acreditar que tente um golpe, já que em sua avaliação não há apoio político para isso.

Depende de nós fazer valer as instituições. Não sei como são os impulsos psicológicos dele, mas na prática não consegue [agir contra a democracia]“, disse.

Leia trechos da entrevista:

Antes de ser presidente, o senhor foi ministro da Fazenda e liderou o Plano Real. Quais os desafios econômicos para o Brasil voltar a crescer?
O meu papel naquele momento foi explicar o rumo do país. O que está faltando é você sentir que o Brasil tem caminho. Não é só uma questão de equilíbrio econômico. Talvez hoje até tenha mais do que naquela época. Falta a crença de que a gente está indo bem. Tem que misturar os sentimentos da população com o mercado e o Estado brasileiro. Sentir que quem governa, governa para você.

Mas o Brasil ainda precisa de reformas ou eventuais privatizações, como as que o senhor fez no seu governo?
Isso é necessário. Nós começamos no meu governo, mas não foi fácil. Meu pai foi militar, chegou a general na época do “petróleo é nosso”. Custou que eu entendesse que precisava ter competição, mercado. Hoje, isso está aceito. E precisa avançar. Mas tem que melhorar a condição de vida das pessoas. Não adianta pensar só no mercado ou no Estado. Como é que as pessoas vão se situar? Sentem que sua família, filho, amigos vão se dar bem? É claro que isso pressupõe medidas econômicas. Mas precisa dar a sensação de “estamos juntos nessa”. Tem que mostrar que o Brasil é viável.

A polarização impede que isso aconteça?
Em princípio, a polarização é negativa. Vou lembrar um fato simples. Eu fui almoçar com o general [Ernesto] Geisel lá no Rio de Janeiro, no palácio presidencial. Ele começou a abertura. Fui excluído da universidade, exilado, mas fui lá demonstrar que não ia ser conduzido pelas raivas do passado. Mas pelo presente. Quando você dá força à polarização, você não caminha. Há pessoas que pensam de um jeito ou de outro. Mas são todos brasileiros. Hoje parece que o outro lado é porcaria. Não dá.

E qual a solução?
A eleição. Eleger alguém que seja capaz de ter sentimento mais amplo. Cada um fará a sua aposta e talvez seja cedo. A solução virá da substitução dessa visão totalitária de que meu lado é bom e o seu lado é mau por outra de que somos um conjunto. A polarização pode e tem levado ao ódio. Isso depende muito do discurso presidencial. Os líderes têm peso e têm que assumir suas responsabilidades. O líder expressa um sentimento. Quando expressa ideias sem aceitação, tem que impor. E impor não é democrático.

Hoje Lula lidera as pesquisas de intenção de votos. Ele teria a capacidade de construir essa união?
Conheço o Lula há muito tempo. Ele é muito personalista, acredita que tem a solução, a chave. Mas ele viveu. E quando esteve na Presidência da República, não destruiu a ordem democrática. Não acho que o Lula seja o terror vermelho. Ele é um líder competente que sabe falar e tocar as pessoas. Prefiro pessoas de outras tendências, mas não acho ele um mal em si. Se houver Lula contra Bolsonaro, a polarização fica feia. Se isso ocorrer, vou ficar ao lado do Lula, fazer o quê? O que o Lula diz não é propriamente o que ele faz. Lula sempre foi uma pessoa de negociação. Se você deixar, ele te convence que tem razão e você vai junto dele. É uma característica boa para ele e perigosa para o Brasil se ele for por um caminho errado. Mas não acho que haja risco de ele ir para um caminho errado. Mas repito: prefiro um candidato do meu partido, que não seja do PT.

Lula tem dito que voltaria atrás em reformas e eventuais privatizações. Do ponto de vista econômico, seria um retrocesso?
O Lula nunca foi contrário a reformas. Ele vai fazer. A reforma que as pessoas mais temem é a da propriedade. Não creio que o Lula fará isso. Não é essa a cabeça dele. Ele vai fazer reformas na medida que elas forem aceitas. Não vai contra o sentimento das pessoas. Sabe que perde nesses casos. Suas reformas não seriam as que eu ou o meu partido faríamos, mas ele não é contra reformas. Enfim, quem não tem cão caça com gato. Se não vier cão com o gato, eu fico com o gato.

O presidente Bolsonaro insinuou, após ser incluído no inquérito das Fake News, no STF, que poderia agir fora da Constituição. A democracia corre risco?
Não acho que o Bolsonaro agiria contra a lei. Não é bobo. Mas não o conheço bem. Meu pai era general e meu avô marechal. Conheço bem a cabeça deles. Bolsonaro não tem mentalidade de coronel, general. Ele é capitão, dá ordem. E no modo de expressar, é duro. Ele não é afeito à vida política. Fui senador, ministro, presidente. Nunca vi o Bolsonaro. Erro meu, não percebi que havia uma força que podia se expandir. Era uma pessoa tosca. Isso em si não é um defeito, é uma qualificação. Agora, ele é militar. Terá de respeitar as regras. Depende de nós fazer valer as instituições. Não sei como são os impulsos psicológicos dele, mas na prática não consegue [agir contra a democracia]. E quando não conseguir, o lado psicológico vale menos que o político. Qual é a força que o sustenta? O que fica é que você nunca pode perder o contato com o outro lado. Hoje é outro lado, no momento seguinte não é. Não se deve transformar adversário em inimigo. Esse é o risco do Brasil.

A urna eletrônica foi lançada em seu governo. Bolsonaro insiste que, sem impressão dos votos, pode haver fraudes. Há realmente esse risco?
Não creio. Ouço falar de fraude a vida toda. Mas nunca na urna eletrônica. Esse discurso é preparativo para um clima contrário à derrota eventual dele. Se vai perder, não sei. Ele foi eleito. Foi fraudada a eleição dele? Eu não votei nele nem votarei, mas não quer dizer que não vou reconhecer que ele ganhou, que tem legitimidade. Na democracia, o voto dá legitimidade por um tempo. Fraude houve na república antiga.

Com a polarização, há espaço para a 3ª via?
Eu preferiria que sim. Política não é só partido, instituições. A pessoa tem que encarnar um caminho. Porque o povo não vota em ideias. Vota em pessoas que têm ideias. Quem é capaz de encarnar um movimento que recuse a A e a B, essa é a questão da 3ª via. Tem candidato? Tem. O Doria é um. O governador do Rio Grande do Sul é outro. Vão se jogar? Vão queimar velas, sair dos governos estaduais para ganhar presença nacional? Se fizerem isso, pode ser que ganhem. E terão meu apoio.

Doria e Eduardo disputarão prévias. O senhor tem preferência?
Acho importante ter prévias. É uma maneira de ficar mais conhecido. Lula não teve e Bolsonaro não precisa. No caso do PSDB, que quer apresentar candidato, tem que se jogar. Está disposto a fazer tudo para ser candidato? Não quer dizer fazer porcaria, mas se comprometer com ideias, valores, mudanças, alianças. Quem fizer isso tem alguma chance. É preciso reconhecer a força dos que estão no cargo, como Bolsonaro. E de quem tem um partido tão enraizado que acredita ser o salvador da pátria, como o PT. Juntar ao redor de alguém objetivos que não sejam esses 2 pode ter força. Mas tem que se jogar.

Qual a agenda do PSDB?
Qual o problema do Brasil? O povo não está bem. O PSDB tem dificuldade de mostrar que está de fato com a maioria. Segundo: defesa da democracia. Terceiro, proposta para a economia continuar crescendo. Gerar emprego, segurança. O difícil não é a agenda, mas quem encarne com sinceridade e perceba que há diferença entre os Estados. Nós, de São Paulo, temos que reconhecer essas diferenças e mostrar que não somos fechados. Senão será repelido. Um terceiro candidato tem que mostrar-se capaz de fazer tudo mais rápido que os candidatos postos. E se fazer sentir no bolso e na alma dos que precisam. Uma 3ª via muito lá de cima, não pega.

Contra quem a 3ª via concorre para chegar ao 2º turno: Lula ou Bolsonaro?
Para começar, o povo não entende 3ª via. Isso é palavra de intelectual. É preciso falar e ser ouvido. Seja em rádio, TV, comício. Tem que conhecer a situação real. Tem quem conhece porque viveu ou aprendeu. Lula e Bolsonaro conhecem e tocam as pessoas.Nosso candidato precisa fazer as pessoas sentirem que poderá levá-las ao céu.

Eu insisto na pergunta. Doria, Eduardo ou Ciro vão concorrer diretamente pela vaga de Lula ou Bolsonaro no 2º turno?
Se você pegar o Doria, ele ganhou São Paulo. Quando concorreu, eu disse: não vai ganhar. Ganhou. A Prefeitura e o Estado. Conhece o caminho das pedras. Pode repetir o feito. Vai repetir? Não sei. O rapaz do Rio Grande do Sul, o Eduardo Leite, ganhou o Estado. Acho que ele é um pouco fora do jogo do país. O Rio Grande do Sul está muito longe. É uma dificuldade, mas pode chegar lá. Acho que o Doria tem mais chances porque São Paulo é mais cêntrico. O Doria também tem uma ligação com a Bahia, seus pais são baianos. Isso conta simbolicamente. O Ciro me parece mais difícil. Foi candidato, tem experiência, é inteligente, rápido no raciocínio. Mas não sinto convicção. Dá a impressão de ser fake. Não é, mas passa a impressão. Se for pela minha ligação, a maior é com Doria. Mas o que vai pesar é a capacidade dele de ganhar do Bolsonaro. Vai juntar forças ou não? Se juntar, terá meu apoio.

Em 2018 o seu amigo e filósofo Arthur Gianotti, que morreu há poucos dias, disse que o PSDB tinha morrido. O senhor concorda?
O Gianotti sempre foi um pouco explosivo contra o que estava instituído. Não acho que o PSDB tenha morrido. Precisa ter alguém que volte a simbolizar um caminho. Se comparar com a estruturação do PT, eles têm mais estrutura. O que pode ser um peso em um país dinâmico. Depois do Lula, o PT não ganhou.

Como sociólogo, quem o senhor considera o pior presidente do Brasil?
O Jânio. Tinha muitas qualidades e jogou fora. Foi mal. Ele era amigo do meu pai. Conheci ele. Era muito talentoso e jogou tudo fora. Collor também, mas tinha menos capacidade que Jânio. Quem tem possibilidade e joga fora, é bobagem. Pega o Lula. Não jogou fora. Bolsonaro não sei. Ciro se mantém há muito tempo, tem alguma liderança. O Doria também. Mas não adianta ser bom só na teoria. Se for, escreve um livro. Política é uma ideia, um sentimento.

Fonte: poder 360.

A urgência da credibilidade

Padre João Medeiros Filho
Atualmente, uma das perguntas frequentes é a seguinte: “
Em quem posso acreditar?” Oxalá, houvesse a mesma certeza do apóstolo Paulo, quando se dirigiu a seu discípulo Timóteo: “Sei em quem acreditei.” (2Tm 1, 12). Diante de tantas notícias veiculadas nas redes sociais e na mídia tradicional, é cada vez mais difícil identificar palavras credíveis. No entanto, trata-se de uma urgência, diante de inúmeras inverdades que circulam em vários setores da sociedade brasileira contemporânea. É raro ter conhecimento de relatos que inspirem credibilidade, sem embustes. Necessita-se de pronunciamentos que efetivamente sejam alicerçados na confiabilidade. Deve-se nutrir a sociedade com debates verdadeiros, indispensáveis à recomposição do tecido sociopolítico. Não basta somente dizer o que se pensa, nem opinar a partir de visões parciais, atreladas a grupos e ideologias. É imprescindível revitalizar o protagonismo de discursos críveis. Isto é uma obrigação cidadã e um dever cristão, impreteríveis para que se possa responder a opiniões polarizadas e falas que desagregam. Uma cidadania verdadeiramente qualificada sabe reconhecer a coerência e veracidade do que é propagado. Portanto, representa uma necessidade para o autêntico diálogo, capaz de edificar uma nação.

Infelizmente, há um entendimento equivocado por parte de certos políticos e dignitários brasileiros, impondo cerceamento e distorções, subjugando e atrasando inadiáveis transformações civilizatórias. Tais imposições são fortalecidas por equívocos partidários e contextos ideológicos. Estes são responsáveis pela inadequada concepção do bem-estar social e vêm neutralizando a configuração de uma cidadania propiciadora de novos rumos ao Brasil. É mister que tal aconteça, desde o âmbito da representatividade parlamentar e governamental à consciência participativa dos cidadãos, necessária ao bem coletivo. Urge reconstruir a civilização, a partir do impostergável compromisso de se promover a credibilidade.

Na Encíclica “Fratelli tutti”, o Papa Francisco insiste sobre a urgência da inegociável cultura do encontro para superar dialéticas que resultam em desavenças, inimizades e divisões. Note-se que no Brasil de hoje certos líderes políticos e autoridades dos diferentes poderes agem como promotores de polarizações, bloqueando e anulando possíveis avanços que dependem da capacidade de diálogo. Por isso mesmo, é necessário priorizar a confiabilidade, “deixando de lado toda mentira e dizendo somente a verdade”, como recomenda o apostolo Paulo (cf. Ef 4, 25). Por mais que se fale hoje em direitos,liberdade, democracia, diversidade e pluralidade, a prática e os resultados sociais mostram-se cada vez mais unilaterais, desrespeitosos, impositivos e radicais. Deseja-se um estilo de vida, em que as autênticas diferenças humanas possam conviver integradas, iluminadas e enriquecidas reciprocamente. A fragmentação da sociedade é altamente deletéria.

No Brasil hodierno, contaminado por tantosarrogantes e presunçosos, pressiona-se o trânsito da mentira ou meia verdade. Há os que deliram, como se deuses fossem, ditando normas e regras, à base de sofismas e equívocos. A consequência é o descrédito e a recusa. E não falta quem lute para impingir o falso como verdade, o desonesto ou “jeitinho”, como padrão ético. Torna-se urgente uma cultura renovada, fruto de dinâmicasoriundas de diálogos autênticos. Estes devem buscar alternativas e respostas inovadoras, qualificando escolhas. Importa renunciar à sede de querer impor ideias e opiniões obsoletas. Estas resultam, não raro, de cristalizações subjetivas ou interesses balizados na mesquinhez e ganância. Nesse importante processo de reconstrução social, necessita-se de posturas confiáveis, capazes de promover a paz, superando radicalismos delineados em contendas partidárias com interesses escusos.

Certa feita, ouvimos do senador Affonso Arinos, falando à comunidade do Colégio Santo Inácio de Loyola (RJ): “Se os partidos políticos carregarem em suas entranhas interesses mesquinhos, as campanhas eleitorais tornar-se-ão falaciosas e patranheiros ou ilusórios serão os parlamentos e governos.”  As manifestações sinceras e transparentes são indissociáveis da capacidade de dialogar. Deve-se exigir no trato social a confiabilidade e a verdade, bem diferentes dos discursos populistas e manipuladores. Vale ainda lembrar o eminente acadêmico pernambucano, Dom José Pereira Alves, terceiro bispo diocesano de Natal, em sermão proferido, na antiga catedral, perorando com estas palavras: “Usemos as armas do diálogo e da verdade. Se somos discípulos de Cristo – e Ele é a Verdade – nosso caminho de cristãos consiste em ser verdadeiros e probos!”

Facebook lança recurso para orações on-line e divide opinião de religiosos


O Facebook lançou um recurso para pedido de orações. Apesar de ser uma ferramenta para engajar fiéis, líderes religiosos têm preocupações acerca da privacidade e segurança. Alguns pontuam que a empresa estaria ganhando dinheiro em cima da fé das pessoas.

A nova funcionalidade está em versão de teste em grupos religiosos dos Estados Unidos. Nesses grupos, os fiéis pedem orações para ajudá-los em entrevistas de emprego, no tratamento de doenças e outros desafios pessoais. Depois que a postagem vai para o ar, outros usuários podem reagir com “eu orei” ou outras reações já existentes, deixar comentários ou enviar mensagem privada para o dono do post.

Durante a pandemia da covid-19, vimos muitas comunidades de fé e espiritualidade usando nossos serviços para se conectar, então estamos começando a explorar novas ferramentas para apoiá-los”, diz nota de um porta-voz da empresa.

A política de dados do Facebook permite que as informações dos usuários sejam utilizadas de várias formas, como na personalização de anúncios. Contudo, a empresa afirma que mensagens de oração não serão usadas para esse fim.

O recurso divide opinião de religiosos. O Reverendo Robert Jeffress, da 1ª Igreja Batista em Dallas, disse à AP que a rede social está sendo extremamente importante na pandemia e que, como qualquer outra ferramenta, pode ser mal utilizada.

O Facebook e outras plataformas de mídia social continuam a ser ferramentas incríveispara evangelizar e conectar os crentes entre si, especialmente durante esta pandemia”, falou Jeffress. “Embora qualquer ferramenta possa ser mal utilizada, apoio esforços como esse, que incentivam as pessoas a se voltarem para o Deus único e verdadeiro em nossos momentos de necessidade”, completou.

Adeel Zeb, líder muçulmano do The Claremont Colleges, na Califórnia, se disse otimista, mas tem algumas ressalvas. “Contanto que essas empresas tomem precauções e protocolos adequados para garantir a segurança das comunidades religiosamente marginalizadas, as pessoas de fé devem embarcar no apoio a esta iniciativa vital”, declarou à publicação.

O reverendo Bob Stec, pastor da Paróquia Católica de St. Ambrose, em Ohio, reconheceu a boa intenção. No entanto, ele afirmou que a comunidade on-line não substitui a necessidade de orar da forma tradicional. “Precisamos juntar nossas vozes e mãos em oração. Precisamos ficar ombro a ombro uns com os outros e passar por grandes momentos e desafios juntos”, falou à AP.

Sobre a segurança dos fiéis, o pastor questiona se “é sensato postar tudo sobre todos para que o mundo inteiro veja”. “Quando estamos sob estresse ou angústia ou em um momento difícil, é quase muito fácil entrar em contato com todos no Facebook”, avaliou.

Jacki King, ministra para mulheres na Second Baptist Conway, congregação Batista do Sul em Conway, Arkansas, vê o benefício que a comunidade pode ter para pessoas que estão isoladas em meio à pandemia e lutando contra problemas de saúde mental, finanças e outros. “Eles são muito mais propensos a entrar e fazer um comentário do que entrar em uma igreja agora. Isso abre uma linha de comunicação”, disse.

O bispo Paul Egensteiner, da Igreja Evangélica Luterana no Sínodo Metropolitano de Nova York, tem ressalvas sobre o Facebook, mas está satisfeito com o novo recurso. “Espero que este seja um esforço genuíno do Facebook para ajudar as organizações religiosas a avançar em sua missão”, falou. “Também oro para que o Facebook continue melhorando as suas práticas para impedir a desinformação nas redes sociais, o que também está afetando nossas comunidades religiosas”, completou.

O reverendo Thomas McKenzie, da Igreja do Redentor, uma congregação anglicana em Nashville, Tennessee, lamentou que o Facebook esteja disposto a explorar a fé das pessoas por dinheiro. Ainda assim, disse enxergar o lado positivo da iniciativa. “As motivações malignas do Facebook podem ter fornecido uma ferramenta que pode ser usada para o bem”, disse McKenzie.

A Crossroads Community Church, uma congregação de Vancouver, Washington, tem o novo recurso no seu grupo do Facebook, que possui 2.500 membros. Por lá, são postados de 20 a 30 pedidos de oração por dia. Cada um deles obtém de 30 a 40 respostas.

Gabe Moreno, pastor executivo de ministérios, reconhece que as motivações do Facebook não são altruístas. De qualquer forma, ele vê benefícios para as igrejas e os fiéis. “Devemos ir aonde as pessoas estão. As pessoas estão no Facebook. Então, vamos lá”, concluiu.
Fonte: poder 360.

Seca ou covid-19? Saiba como diferenciar os sintomas respiratórios

Paciente na sala de espera do Hospital Regional da Asa Norte usando máscara. Sérgio Lima/Poder360 14.03.2020

Com um período de estiagem que completa 53 dias neste sábado (07.ago.2021), com o Distrito Federal sem chuva desde 15 de junho, o período de seca vem colaborando para a proliferação de doenças respiratórias, como sinusite, bronquite e rinite. Os sintomas, no entanto, podem confundir quem está receoso com a covid-19. Por isso, o Poder360 trouxe um guia explicando como diferenciar as doenças.

Raphael Rangel, virologista e coordenador do curso de biomedicina do IBMR (Instituto Brasileiro de Medicina e Reabilitação), explica que durante esse período não é o indicado recorrer a diversas instâncias pra resolver os sintomas. Segundo o especialista, duas atitudes “simples” podem resolver a problemática dos sintomas relacionados à seca: a ingestão de líquido, principalmente água, umidificadores para pessoas que sofrem de desconforto respiratório ou compressão nasal.

Como fazer a distinção

Segundo Rangel, a baixa umidade do ar e o calor podem causar, como principais sintomas, a tosse, coriza, desconforto para respirar, irritação dos olhos, ressecamento da pele e congestionamento nasal.

No entanto, de acordo com o virologista, existe 1 singularidade dos principais sintomas respectivos a “seca” que podem assemelhar-se a covid-19, como a tosse, a coriza e o incômodo na garganta.

“Especialmente neste momento de alta de infecções relacionadas a variante delta, sintomas como incômodo da garganta, coriza e o congestionamento nasal também podem parecer. Por isso é importante que os serviços públicos ofereçam a população a testagem RT-PCR para identificar os contaminados pelo coronavírus e isolar essas pessoas para elas não passarem a doença”.

Prevenção

Para prevenir o contágio pelas doenças respiratórias advindas das seca e também covid-19, Rangel aconselha hábitos de higiene, utilização de máscara e distanciamento social.

“É aconselhado que as pessoas mantenham a higienização das mãos, a utilização de máscaras, principalmente os modelos PFF-2 e N-95, por conta da variante dela, e distanciamento social sempre que possível”.

Fonte: poder 360.

As coligações voltarão na eleição de 2022. A proposta já é consenso em Brasília

A discussão política sobre a reforma eleitoral para regular as eleições de 2022 ainda não acabou.

Ao que tudo indica, o distritão perdeu a força e a forma para se obter o consenso seria aprovar a matéria até o fim de outubro, com intuito de trazer de volta a fórmula que já deu certo no passado.

Nos últimos dias, a coligação ganhou força e deverá ser a grande alternativa para acalmar os ânimos dos parlamentares e dirigentes partidários.

A comissão especial que analisa a matéria votará o projeto na próxima semana, caberá ao plenário das duas casas, câmara e senado, dá a palavra final. Os deputados estão preocupados com suas eleições e até lá é bom se segurar na cela do poder que o cavalo vai pular.

O famoso distritão já é carta fora do baralho.

VEREADOR DR. CÉSAR MAIA APRESENTA PROJETO QUE CRIA “LEI LUCAS SANTOS” EM PARNAMIRIM

Diante da triste notícia do crime que levou o jovem Lucas Santos a cometer suicídio após ser vítima de cyberbullying e violência psicológica nas mídias sociais, protocolamos um Projeto de Lei que autoriza o poder Executivo a adotar medidas de conscientização sobre o bullying praticado na internet, no município de Parnamirim.

Dentre as medidas a serem adotadas, foram sugeridas a criação de campanhas educativas nas escolas e a inserção no projeto pedagógico de medidas que combatam e conscientizem sobre o cyberbullying.

Do mesmo modo, os estabelecimentos e instituições públicas e privadas deverão desenvolver ações que visem informar e conscientizar a população sobre a importância da pauta e as consequências da violência nas mídias sociais.

É importante lembrar que as mídias sociais foram construídas para somar, informar, entreter e não para promover o ódio e a violência. Isso tem que parar JÁ.

#LeiLucasSantosJÁ

Procuradoria do DF ratifica denúncia da Lava Jato contra Lula, Palocci e Odebrecht: “Extenso lastro probatório”


A Procuradoria da República no Distrito Federal ratificou à Justiça uma denúncia apresentada pela Lava Jato contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-ministro Antonio Palocci e o empresário Marcelo Odebrecht no âmbito do processo da suposta compra de um terreno para o instituto que leva o nome do petista. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Segundo os investigadores, a operação seria feita com dinheiro de propina da Odebrecht e também incluiria um apartamento para o ex-presidente. A acusação foi feita pelo Ministério Público Federal (MPF) de Curitiba e aceita, em dezembro de 2016, pelo então juiz Sergio Moro. Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que Moro não tinha competência para julgar Lula, e a decisão foi anulada pelo ministro Gilmar Mendes.

Segundo o procurador Frederico Paiva, a denúncia se baseia em “extenso lastro probatório” e não há nulidade “a ser reconhecida neste momento”. Agora caberá à Justiça analisar a denúncia, que pode ser aceita ou não.

Fonte: Revista Oeste.

Deputado João Maia alerta sobre golpe com seu nome

O deputado federal João Maia alerta para um golpe que vem sendo aplicado usando indevidamente o seu nome. Os golpistas se fazendo passar por integrantes da sua equipe (assessores) telefonam para as pessoas, em sua maioria prefeitos e secretários, através do telefone (61) 9811 1678, alegando tratar de assuntos parlamentares e de ajuda ao município, porém pedem alguma forma de ajuda.

João Maia lamenta e repudia o fato e recomenda que qualquer pessoa fique atenta a esse tipo de telefonema ou mensagem e sempre desconfie, tentando inicialmente um contato telefônico com o gabinete do deputado. Também é importante comunicar imediatamente às autoridades policiais.
Fonte: RN News.

Marinha emite alerta de mar grosso com ondas de até 3,5 metros e ventos de até 61 km/h no RN

A Marinha do Brasil emitiu alerta de mar grosso com ondas de até 3,5 metros de altura e ventos de até 61 km/h no litoral do Rio Grande do Norte.

De acordo com o alerta, a previsão de mar grosso é de Salvador a Natal, com ondas de 3 a 3,5 metros de altura, válido até o dia 8 de agosto às 21h.

Já o alerta de ventos fortes é de Salvador a Natal e de Natal a Parnaíba, no Piauí. Este alerta é válido até às 9h de 8 de domingo (8).

A Capitania dos Portos do RN recomenda que as embarcações de pequeno porte “evitem a navegação” e que as demais embarcações “redobrem a atenção quanto ao material de salvatagem, estado geral dos motores, casco, bomba de esgoto do porão, equipamentos de rádio e demais itens de segurança”.
Fonte: G1 RN