Macaíba celebra o Agosto da Cultura com três dias de eventos gratuitos

Foto: Edeilson Morais

Programação reúne dança, música, teatro e exposições com artistas contemplados pela Lei Paulo Gustavo.

A cidade de Macaíba será palco de uma intensa celebração da arte e das tradições populares a partir desta quarta-feira (20). Por meio da iniciativa Agosto da Cultura, com recursos do Ministério da Cultura, via Lei Paulo Gustavo, a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo preparou uma agenda cultural diversificada que irá movimentar a Praça Paulo Holanda Paz e outros espaços da cidade ao longo de três dias consecutivos.

A programação começa às 9h desta quarta-feira, na Praça Paulo Holanda Paz, com apresentações de danças folclóricas, como Boi de Reis e Carimbó, além de uma feira de artesanato e encenação teatral. No período da tarde, a partir das 14h, o público poderá acompanhar novas apresentações com ritmos e expressões típicas do folclore brasileiro.

Na quinta-feira (21), a arte ganha espaço na Casa de Cultura Popular Nair de Andrade Mesquita, com a abertura da exposição “Novo Antigo”, às 9h, trazendo ao público uma proposta que conecta memória e contemporaneidade.

Já na sexta-feira (22), data em que se celebra o Dia do Folclore, as atividades retornam à praça central da cidade. A partir das 14h, será realizada uma grande mostra cultural e audiovisual com os artistas locais beneficiados pelos editais da Lei Paulo Gustavo. O público poderá conferir exposições de artes plásticas, apresentações de povos de terreiro, dança, teatro e música. O encerramento da jornada cultural ficará por conta da banda Kabas da Peste, que sobe ao palco às 17h, com muito forró pé de serra.

De acordo com o secretário de Cultura e Turismo, Sérgio Nascimento, a proposta do evento é valorizar os saberes e manifestações culturais do município:

“Vamos celebrar a cultura popular, os saberes e as tradições de nosso povo. Para isso, criamos uma programação especial, começando no dia 20 e indo até o dia 22. No dia 22, que é o Dia do Folclore, teremos uma grande manifestação cultural em praça pública, reunindo todos os fazedores de cultura que foram contemplados com os editais da LPG – Lei Paulo Gustavo. Então, teremos artistas dos mais setores”.

Todas as atividades serão gratuitas e voltadas ao público em geral.

O Poti News

CPMI do INSS começa nesta 4ª. Entenda o que está em jogo

Fachada e arcos do STF com Congresso Nacional ao fundo Metropoles 2
Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES

Relator e presidente têm perfil considerado neutro, mas não assinaram pedido de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito.

Após meses sem definição, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) será instalada nesta quarta-feira (20/8). Um dos motivos para o atraso foi a obstrução do governo, já que uma CPMI voltada a uma instituição pública poderia enfraquecer politicamente o Executivo.

Uma vez instalada, entram em jogo as definições sobre os rumos que as apurações do Legislativo vão tomar. Tenderão mais ao governo ou à oposição? Há uma discussão, por exemplo, acerca do alcance das fraudes no INSS, sobre quando teriam iniciado. A suspeita é de que começaram ainda no governo de Michel Temer (MDB), que deixou o Planalto em 2018, passaram pela gestão de Jair Bolsonaro (PL) e chegaram ao governo Lula (PT).

Revelação

O escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023. Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.

As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU). Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23/4 e que culminou na demissão do então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e na renúncia do ministro da Previdência à época, Carlos Lupi.

A presidência e a relatoria da comissão podem dar um fôlego à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Considerados perfis neutros, o senador Omar Aziz (PSD-AM) e o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) não assinaram o pedido de criação da CPMI, atitude criticada por parlamentares da oposição.

A comissão foi impulsionada pelas fraudes em aposentadorias públicas, reveladas pelo Metrópoles. Ao todo, cerca de R$ 6,3 bilhões teriam sido descontados indevidamente por entidades sindicais.

Passos da CPMI

O pedido de criação foi apresentado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), ex-ministra no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e pela deputada Coronel Fernanda (PL-MS), que chegou a ser cotada para a relatoria. Ao todo, 223 deputados e 36 senadores assinaram o requerimento.

Damares protocolou o requerimento em maio, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que tem a prerrogativa de autorizar a comissão, só deu aval em junho. Foram três meses entre a criação e a instalação.

Cabe ao relator do colegiado apresentar um plano de trabalho com o cronograma da CPMI. Ele pode, por exemplo, convocar ministros de Estado e apresentar requerimentos de informações a órgãos públicos.

Aliado do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), Ayres deve adotar perfil semelhante ao do colega e atuar de forma mais conciliadora, evitando desgastes com o governo.

Demora

  • A CPMI do INSS será instalada após meses de atraso, motivada pelas fraudes em aposentadorias públicas que resultaram em cerca de R$ 6,3 bilhões de descontos indevidos; o caso levou à demissão do presidente do INSS e à renúncia do ministro da Previdência.
  • O pedido de criação foi apresentado por Damares Alves e Coronel Fernanda, protocolado em maio, mas só autorizado pelo presidente do Senado em junho; Omar Aziz e Ricardo Ayres, de perfis neutros, não assinaram o requerimento, gerando críticas da oposição.
  • A comissão contará com 16 titulares e 16 suplentes, incluindo nomes radicais como, Magno Malta e Marcel Van Hattem; a maioria dos integrantes pertence a blocos que sustentam a governabilidade, o que pode reduzir o vigor investigativo da CPMI.

Composição

A CPMI contará com 16 titulares e 16 suplentes, incluindo nomes de perfil mais radical, como o senador Magno Malta (PL-ES) e o deputado Marcel Van Hattem (PL-RS).

A maior parte dos integrantes, porém, pertence a blocos com histórico de sustentar a governabilidade (Democracia, Vanguarda, Aliança), o que pode enfraquecer o vigor investigativo da comissão.

Saiba quem são os integrantes da CMPI:

Senadores titulares:

  • Omar Aziz (PSD-AM) – Presidente da CPMI
  • Renan Calheiros (MDB-AL)
  • Eduardo Braga (MDB-AM)
  • Carlos Viana (Podemos-MG)
  • Styvenson Valentim (PSDB-RN)
  • Eliziane Gama (PSD-MA)
  • Chico Rodrigues (PSB-RR)
  • Jorge Seif (PL-SC)
  • Izalci Lucas (PL-DF)
  • Eduardo Girão (Novo-CE)
  • Rogério Carvalho (PT-SE)
  • Fabiano Contarato (PT-ES)
  • Leila Barros (PDT-DF)
  • Tereza Cristina (PP-MS)
  • Damares Alves (Republicanos-DF)

Senadores suplentes

  • Alessandro Vieira (MDB-SE)
  • Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
  • Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
  • Otto Alencar (PSD-BA)
  • Nelsinho Trad (PSD-MS)
  • Magno Malta (PL-ES)
  • Marcos Rogério (PL-RO)
  • Rogério Marinho (PL-RN)
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP)
  • Teresa Leitão (PT-PE)
  • Augusta Brito (PT-CE)
  • Ciro Nogueira (PP-PI)
  • Cleitinho (Republicanos-MG)

Deputados titulares

  • Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
  • Coronel Fernanda (PL-MT)
  • Adriana Ventura (Novo-SP)
  • Paulo Pimenta (PT-RS)
  • Alencar Santana (PT-SP)
  • Sidney Leite (PSD-AM)
  • Ricardo Ayres (Republicanos-TO)
  • Romero Rodrigues (Podemos-PB)
  • Mário Heringer (PDT-MG)
  • Bruno Farias (Avante-MG)
  • Marcel Van Hattem (Novo-RS)

Deputados suplentes

  • Zé Trovão (PL-SC)
  • Fernando Rodolfo (PL-PE)
  • Bia Kicis (PL-DF)
  • Rogério Correia (PT-MG)
  • Orlando Silva (PCdoB-SP)
  • Carlos Sampaio (PSD-SP)
  • Thiago Flores (Republicanos-RO)
  • Mauricio Marcon (Podemos-RS)
  • Lucas Redecker (PSDB-RS)
  • Josenildo (PDT-AP)

Metrópoles

EUA e Venezuela: O que sabemos sobre a escalada das tensões entre os países

Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

Governo Trump promete usar “toda força” contra Maduro; Em contrapartida, Caracas anunciou a mobilização de 4,5 milhões de milicianos.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou na segunda-feira (18) o envio de 4,5 milhões de milicianos para todo o país, afirmando que “nenhum império tocará o solo sagrado da Venezuela” e minimizando as “ameaças à paz” no país.

A medida acontece após os Estados Unidos dobraram a recompensa por informações que levassem à prisão do presidente e aumentaram o número de tropas mobilizadas na América Latina e no Caribe.

Na semana passada, o governo dos EUA confirmou à CNN que havia ordenado a movimentação de navios navais na região para conter a ameaça representada por grupos de narcotraficantes.

Nesta semana, Reuters informou que três navios de guerra da Marinha dos EUA e cerca de 4 mil militares chegariam às águas territoriais da Venezuela nas próximas 36 horas. Nesta terça-feira (19), no entanto, um funcionário do Departamento de Defesa respondeu que atualmente não há embarcações americanas na área e que as embarcações não receberam ordens para prosseguir para lá.

O território venezuelano tem aproximadamente 4.000 quilômetros de litoral.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, foi questionada sobre um possível envio de tropas para a Venezuela, após relatos de aumento militar. Ela respondeu:

“O presidente Trump tem sido muito claro e consistente. Ele está disposto a usar todas as ferramentas à sua disposição para interromper o fluxo de drogas para o nosso país e levar os responsáveis à justiça”. Ela também reiterou a posição do governo americano de que Maduro “não é um presidente legítimo”. Washington e Caracas não mantêm relações diplomáticas bilaterais formais desde 2019.

O governo venezuelano rejeitou a acusação de Washington sobre tráfico de drogas, dizendo em um comunicado que os Estados Unidos estavam recorrendo a “ameaças e difamação”.

Maduro ativa milícia venezuelana

A Milícia Venezuelana, criada em 2005 pelo falecido presidente Hugo Chávez e formalmente estabelecida em 2010, faz parte das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas e tem a visão de “incorporar o povo organizado” para garantir a “defesa integral da nação”.

Maduro afirmou que avançará com um plano para ativar milícias camponesas e operárias “em todas as fábricas e locais de trabalho do país”.

“Mísseis e fuzis para a classe trabalhadora, para defender nossa pátria”, enfatizou.

O Ministério da Defesa informa em seu site que as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) “são compostas por aproximadamente 95 a 150 mil combatentes ativos” e “uma crescente Milícia Nacional composta por centenas de milhares de indivíduos capazes de servir como reservistas”.

Poderio militar

O site Global Fire Power, especializado em análises militares e que utiliza estatísticas ou estimativas oficiais quando indisponíveis, classifica a Venezuela em 50º lugar em poder militar em seu ranking de 2025 , entre 145 países.

Os Estados Unidos estão em primeiro lugar, a Rússia em segundo e a China em terceiro.

Algumas semanas atrás, o governo Trump dobrou a recompensa para US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro, a quem descreveu como “um dos maiores traficantes de drogas do mundo”, chefe do Cartel dos Sóis e uma ameaça à segurança nacional dos EUA.

O governo venezuelano e outras instituições do país rejeitaram o anúncio, e várias figuras chavistas refutaram as alegações.

“Defendemos nossos mares, nossos céus e nossas terras. Nós os libertamos. Nós os vigiamos e os patrulhamos. Nenhum império tocará o solo sagrado da Venezuela, nem deve tocar o solo sagrado da América do Sul”, enfatizou em seu discurso.

O Ministro do Interior, Justiça e Paz, Diosdado Cabello, chamou o Cartel dos Sóis de “invenção” dos EUA, e o Ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, rejeitou categoricamente as acusações enganosas.

CNN Brasil

Com tarifas, carne dispara nos EUA e atinge máxima histórica, a R$ 143/kg

(Foto: Mattes/Wikimedia Commons)
Foto: Mattes/Wikimedia Commons

Hambúrgueres e churrascos ficam mais caros com oferta doméstica menor e importações em queda.

Os preços da carne bovina nos Estados Unidos atingiram novos recordes em julho e tendem a seguir pressionados, em meio à combinação de estoques domésticos reduzidos e tarifas de importação impostas pelo governo Trump.

Segundo o Departamento de Estatísticas de Trabalho (BLS, na sigla em inglês), o índice de carne bovina e vitela subiu 2,5% em julho, acumulando alta de 11,3% em 12 meses. O preço médio da carne moída chegou a US$ 6,34 por libra (equivalente a R$ 76 por quilo), enquanto o de bifes crus atingiu US$ 11,88 por libra (R$ 143/kg) — ambos em máximas históricas. Um ano antes, esses valores eram de US$ 5,62/lb (R$ 68/kg) e US$ 10,86/lb (R$ 60/kg), respectivamente.

O Departamento de Agricultura (USDA) estima que o rebanho de bovinos nos EUA recuou para 94,2 milhões de cabeças, frente a 94,4 milhões em 2020. A projeção oficial é que a produção de carne caia para 31,1 bilhões de libras em agosto de 2026, o menor nível desde 2019.

A oferta limitada se traduz em preços mais altos para pecuaristas e frigoríficos. O WASDE de agosto aponta corte nas previsões de abate e de peso médio dos animais em 2025, prolongando a escassez. “A força recente dos preços e a resiliência da demanda sustentam a valorização do gado, e isso está sendo carregado para 2026”, informou o USDA .

Tarifa sobre o Brasil muda o jogo

A estratégia do governo Trump de impor tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras, que representaram 27% das importações de carne bovina dos EUA em 2025, ameaça agravar o desequilíbrio. O USDA já reduziu a projeção de importações tanto para 2025 quanto para 2026, citando “menores embarques devido às tarifas mais altas, particularmente do Brasil” .

Ao Wall Street Journal, o CEO da JBS USA, Wesley Batista Filho, afirmou que não há alternativa imediata capaz de substituir o fluxo brasileiro: “Austrália e outros exportadores não têm volume suficiente para cobrir essa lacuna. O resultado será uma disputa mais intensa por cortes magros de carne, essenciais para a produção de hambúrgueres”, falou.

A pressão já se faz sentir nas redes de fast-food. O Wall Street Journal relata que, sem a gordura importada do Brasil, empresas estão tendo que recorrer a cortes nobres do gado americano, como o round primal (parte traseira), para compor a carne moída. Esse redirecionamento pode encarecer também bifes e churrascos. “Esse lean vai ter que vir de algum lugar”, disse Batista Filho. “As coisas vão ter que se ajustar”.

Infomoney

Câmara aprova urgência de projeto que combate adultização nas redes

Brasília (DF), 27/01/2025 - Crianças com perfil aberto em redes sociais. Ian Fernandes de Alencar. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Hugo Motta quer votar proposta nesta quarta-feira (20).

A Câmara dos Deputados aprovou requerimento de urgência para o projeto de lei que cria regras para a proteção de crianças e adolescentes durante o uso de aplicativos, jogos, redes sociais e outros programas de computador.

O Projeto de Lei 2628/22 estipula obrigações para os fornecedores e garante controle de acesso por parte dos pais e responsáveis. Com a aprovação da urgência, o projeto poderá ser votado no Plenário sem passar antes pelas comissões.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, já anunciou a intenção de votar a proposta nesta quarta-feira (20), logo após a comissão geral que vai debater o tema no Plenário.

Apelidado de ECA Digital em referência ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o texto obriga as plataformas digitais a tomarem medidas “razoáveis” para prevenir riscos de crianças e adolescentes acessarem conteúdos ilegais ou considerados impróprios para essas faixas etárias.

O projeto de lei entrou na pauta da Câmara nesta semana após a repercussão do vídeo do influenciador Felca Bressanim Pereira, que denunciou o uso de perfis nas redes sociais com crianças e adolescentes em situações consideradas inapropriadas para idade, a fim de conseguir engajamento e monetização dos seus canais.

De autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o projeto foi relatado na Câmara pelo deputado Jadyel Alencar (Republicanos-Pi) e tem o apoio de centenas de organizações da sociedade civil que atuam com a proteção das crianças e adolescentes no Brasil.

Agência Brasil

Câmara de Natal aprova processo de cassação contra Brisa Bracchi

Câmara Municipal de Natal aprova abertura de processo de cassação contra a vereadora Brisa Bracchi (PT), com 23 votos favoráveis e três contrários.
Foto: Francisco de Assis/Câmara de Natal

A Câmara Municipal de Natal aprovou, nesta terça-feira (19), o recebimento do pedido de cassação da vereadora Brisa Bracchi (PT). A denúncia foi apresentada pelo vereador Matheus Faustino (União Brasil), que acusa Brisa de usar R$ 18 mil de emenda impositiva para bancar evento de suposto cunho político, o “Rolé Vermelho”.

Segundo a vereadora, o evento não teve cunho político, mas cultural. “Não teve realização partidária, não foi o partido quem organizou, foi um espaço cultural que organizou”, defendeu.

Brisa argumentou ainda que os recursos foram utilizados para o pagamento de cachês para artistas locais. O evento aconteceu no último dia 9 de agosto, no bairro Cidade Alta, na Zona Leste de Natal.

O placar registrou 23 votos favoráveis à abertura do processo e três pelo arquivamento. O vereador Eribaldo Medeiros (Rede) esteve ausente. De acordo com o regimento interno, o denunciante e a denunciada não participaram da votação.

O vereador subtenente Eliabe também protocolou um pedido de cassação da vereadora.

Como votaram os vereadores

Votaram SIM, pela abertura:

  • Aldo Clemente (PSDB),
  • Anne Lagartixa (Solidariedade),
  • Camila Araújo (União Brasil),
  • Chagas Catarino (União Brasil),
  • Cláudio Custódio (PP),
  • Cleiton da Policlínica (PSDB),
  • Daniell Rendall (Republicanos),
  • Daniel Santiago (PP),
  • Eriko Jácome (PP),
  • Fúlvio Saulo (Solidariedade),
  • Herberth Sena (PV),
  • Irapoã Nóbrega (Republicanos),
  • João Batista Torres (DC),
  • Kleber Fernandes (Republicanos),
  • Leo Souza (Republicanos),
  • Luciano Nascimento (PSD),
  • Pedro Henrique (PP),
  • Preto Aquino (Podemos),
  • Robson Carvalho (União Brasil),
  • Subtenente Eliabe (PL),
  • Tarcio de Eudiane (União Brasil),
  • Tércio Tinoco (União Brasil)
  • Tony Henrique (PL).

Votaram NÃO, pelo arquivamento:

  • Daniel Valença (PT),
  • Samanda Alves (PT)
  • Thabatta Pimenta (PSOL).

Em resposta, a Juventude do Partido dos Trabalhadores divulgou uma nota em solidariedade à vereadora. O movimento classificou o pedido de cassação como “perseguição política e violência de gênero”.

Segundo o comunicado, Brisa Bracchi é reconhecida por defender pautas ligadas à cultura, direitos da população LGBT e acesso à cidade. A nota também destacou que a parlamentar foi eleita para o segundo mandato com mais de 6.870 votos, sendo a vereadora mais votada da história do PT no Rio Grande do Norte.

Ponta Negra News

Atletas de Galinhos são convocados para a Seleção Brasileira de Beach Soccer

É talento que nasceu nas areias de Galinhos e agora vai brilhar pelo mundo. Os jogadores Túlio, Alexandre e Arthur, do time local ABC Galinhos Beach Soccer, foram convocados para integrar a Seleção Brasileira de Futebol de Areia nos amistosos internacionais que acontecerão entre os dias 15 e 22 de setembro, na Guatemala.

A convocação reforça o protagonismo de Galinhos como um dos principais celeiros de atletas da modalidade no Brasil. Com pouco mais de 3 mil habitantes, o município potiguar já revelou vários jogadores que hoje atuam em clubes internacionais, com presença em países como Rússia, Portugal, Espanha e Israel.

O orgulho local vai além das convocações. Dois atletas nascidos em Galinhos já foram campeões mundiais com a Seleção Brasileira. Atualmente, cerca de dez jogadores da cidade estão na Europa nesta temporada, fortalecendo ainda mais a presença galinhense no cenário esportivo internacional.

A trajetória do esporte em Galinhos é marcada por esforço coletivo e dedicação desde os primeiros passos. O atual prefeito Hudson Matias, acreditou no projeto anos atrás e foi o primeiro a investir nos talentos da cidade. “Lá atrás, quando a gente fez a primeira competição em Galinhos, tudo era na base do sacrifício. Hospedávamos os jogadores lá em casa, juntávamos os amigos para levar aos jogos. Hoje ver isso tudo crescendo, com atletas nossos jogando no mundo inteiro, é motivo de muita alegria”, relembrou Hudson, que participou ativamente da fundação e consolidação do esporte no município.

“A gente vê agora o resultado de todo aquele esforço. O investimento que fizemos lá atrás está dando frutos. E tenho certeza de que Galinhos ainda vai revelar muitos outros atletas promissores que vão representar nosso município mundo afora”, completou o prefeito.

O feito é também reflexo das ações desenvolvidas pela Prefeitura de Galinhos, que tem incentivado a prática esportiva como política pública. O município investe em torneios, apoio logístico, estrutura e formação de atletas, valorizando o esporte como ferramenta de inclusão social, saúde e projeção da cidade no cenário nacional e internacional.

Câmara de Parnamirim realiza Sessão Solene para homenagear doadoras de leite materno

Foto: Ascom/Parnamirim

Medalha Gotas de Vida será entregue a mães, profissionais e instituições que promovem a doação de leite humano no município.

A Câmara Municipal de Parnamirim promove, nesta quarta-feira (20), às 16h, no Plenário Dr. Mário Medeiros, uma Sessão Solene especial para a entrega da Medalha de Honra ao Mérito Gotas de Vida. A homenagem, de iniciativa do vereador Michael Borges, tem como objetivo reconhecer mães doadoras de leite materno, além de profissionais da saúde e instituições que atuam na promoção e ampliação dessa prática vital.

Aberto ao público e com entrada gratuita, o evento reunirá autoridades locais, representantes da área da saúde, familiares das homenageadas e demais convidados. A solenidade busca destacar a importância da doação de leite humano como um ato de amor, solidariedade e cidadania, especialmente para recém-nascidos que se encontram em situação de vulnerabilidade.

“O leite materno é considerado o alimento mais completo para o bebê nos primeiros meses de vida”, destaca a justificativa da honraria. A substância fornece todos os nutrientes essenciais ao crescimento saudável e contribui diretamente para o fortalecimento do sistema imunológico. No caso de bebês prematuros ou hospitalizados, a doação pode ser determinante para sua sobrevivência.

A Medalha Gotas de Vida também valoriza o trabalho de quem atua nos bastidores dessa cadeia de solidariedade: equipes dos bancos de leite, profissionais de saúde e instituições que incentivam e viabilizam a doação. “Ao doar, cada mãe compartilha não apenas alimento, mas também esperança, cuidado e afeto, impactando positivamente toda uma comunidade”, pontua o texto oficial da proposição.

O Poti News

Prefeitura de Natal anuncia concurso da STTU com 120 vagas para agentes de mobilidade

Agentes da STTU interditam trecho de avenida no bairro Tirol — Foto: Philipe Salvador/Inter TV Cabugi
Foto: Philipe Salvador/Inter TV Cabugi

Portaria publicada no Diário Oficial criou comissão organizadora para escolha da banca. Certame deve ocorrer até o 1º semestre de 2026.

A Prefeitura de Natal publicou no Diário Oficial do Município a portaria que institui a Comissão Organizadora do concurso público da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU).

O certame vai oferecer cerca de 120 vagas para o cargo de agente de mobilidade, com exigência de nível superior.

A Secretaria Municipal de Administração (Semad) ficará responsável por conduzir o processo. A comissão terá como principal atribuição a escolha da banca que organizará a seleção.

Segundo a secretária de Mobilidade Urbana, Jodia Melo, o concurso está inserido no processo de reestruturação e ampliação do quadro funcional da STTU.

A previsão é que a seleção ocorra entre o fim de 2025 e o início de 2026, com conclusão e convocação dos aprovados até o primeiro semestre de 2026.

G1 RN

Câmara volta a debater fim da escala 6×1 nesta terça-feira

Câmara dos Deputados volta hoje a debater fim da escala 6x1
Foto: Reprodução

Deputados instalarão subcomissão especial com a presidência de Erika Hilton (PSOL-SP) e relatoria de Luiz Gastão (PSD-CE).

Deputados devem instalar nesta terça-feira (19) uma subcomissão especial para discutir o fim da escala de trabalho 6×1 — seis dias trabalhados para uma folga. Segundo a previsão da pauta, o colegiado apresentará o plano de trabalho ainda nesta primeira reunião.

A subcomissão é vinculada à Comissão de Trabalho da Câmara e será presidida pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e relatada por Luiz Gastão (PSD-CE). Os congressistas poderão convocar audiências públicas e reuniões com especialistas e sociedade civil.

Hilton é uma das parlamentares que patrocinam a pauta, que tem o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No início deste ano, após conseguir o apoio de 226 colegas, a deputada protocolou uma PEC (proposta de emenda à Constituição) com propostas de mudança na escala. Eram necessárias 171 assinaturas.

A subcomissão também estudará outros projetos relativos à escala de trabalho, como a PEC do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e do senador Paulo Paim (PT-RS).

CNN Brasil

Filho de Renato Russo notifica Novo após evento de Zema usar música da Legião Urbana

Giuliano Manfredini e Romeu Zema
Fotos: reprodução / YouTube

Giuliano Manfredini criticou utilização indevida da canção e disse que não a liberaria mesmo com solicitação prévia dos envolvidos.

O partido Novo foi notificado por Giuliano Manfredini, filho de Renato Russo, pelo uso indevido da música “Que País É Este”, da Legião Urbana, em um evento político do governador de Minas Gerais, Romeu Zema.

Zema lançou no último sábado, 16, sua pré-candidatura à Presidência da República. De acordo com a Folha de S. Paulo, o empresário e político entrou no auditório que recebeu a solenidade ao som da música em questão.

Manfredini detém, por meio da empresa Legião Urbana Produções, o domínio sobre as músicas e a obra da banda. Segundo ele, a utilização da canção não foi autorizada ou sequer solicitada e, portanto, configura violação de direitos autorais.

À Folha, o herdeiro de Renato Russo afirmou:

“Mais uma vez a extrema direita insulta a obra do meu pai, a memória dele, e faz uma afronta aos direitos autorais.”

E acrescentou:

“É cansativo que candidatos da extrema direita se achem no direito de fazer isso, passar por cima do Estado de Direito, dos direitos autorais, não respeitar as leis. Há muitos anos isso. Está cansativo.”

Música não seria liberada nem após pedido

Segundo Giuliano Manfredini, mesmo que Romeu Zema ou o partido Novo tivessem pedido liberação formal para usar a música, ele não autorizaria:

“Nós temos o mesmo posicionamento que o meu pai tinha, principalmente com relação ao uso político por parte da extrema direita, porque é uma música contra a extrema direita, contra a ditadura. Não faz sentido aprovar o uso por parte dessa extrema direita, especificamente, que não condiz com os valores da obra dele.”

Legião Urbana e “Que País É Este”

“Que País É Este”, lançada em 1987, é uma das principais músicas da Legião Urbana. Assim como outras do repertório da banda de Brasília, a canção critica a corrupção e diversas mazelas vividas pelo Brasil nos anos de ditadura militar.

Notificação anterior

Em 2024, Giuliano Manfredini já havia recriminado o uso da música por políticos da extrema direita. Na ocasião, o filho de Renato Russo notificou a ByteDance, empresa chinesa que é dona do TikTok, por conta de postagens bolsonaristas que utilizavam a canção. Na época, Giuliano, que é produtor cultural, alegou (via O Globo), que as publicações “violam a essência” da obra do artista, já que possuem “caráter político e ideológico alheios” às ideias que ele sempre defendeu e “ativamente combatidos” por seu pai.

Rolling Stone Brasil

Após encontro com Zelensky e líderes europeus, Trump liga para Putin e confirma articular reunião trilateral

Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participa nesta segunda-feira, 18, de uma reunião com o presidente americano, Donald Trump
Foto: Reprodução/YouTube/The White House

Zelensky e Trump participaram de reunião em Washington D.C. nesta segunda-feira, 18, com outros líderes.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participou nesta segunda-feira, 18, de uma reunião com o presidente americano, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, para discutir um possível acordo de paz que possa encerrar a guerra com a Rússia.

Inicialmente, em rápida coletiva de imprensa ao lado de Zelensky, Trump demonstrou confiança em uma possível reunião trilateral com o presidente ucraniano e com o russo Vladimir Putin, afirmando estar preparado para mediar o fim do conflito entre os dois países.

“Eu não tenho dúvidas que chegaremos a um acordo de paz. Temos sete líderes de grandes países e falaremos sobre isso”, disse o republicano.

O momento diplomático ocorreu no meio de uma onda de ataques russos contra cidades ucranianas, coincidindo com a chegada de Zelensky a Washington para as negociações.

Trump admitiu que, apesar da confiança, um acordo de cessar-fogo pode não ser alcançado, mas afirmou acreditar que Putin também deseja o fim da guerra. Questionado se um eventual fracasso nas negociações significaria o fim das tratativas, o presidente americano rejeitou essa possibilidade.

Zelensky, por sua vez, declarou-se disposto a “encerrar a guerra” e participar de “diálogos trilaterais”. No entanto, o líder ucraniano tem insistido repetidamente em mecanismos que impeçam a Rússia de assinar um acordo apenas para invadir novamente após se reorganizar. Quando questionado sobre o tipo de garantias de segurança desejava, Zelensky foi categórico: “Tudo.”

A coletiva de imprensa foi marcada por informações vagas, especialmente sobre as condições de segurança a serem propostas. Trump afirmou que os EUA participarão na assistência de segurança à Ucrânia como parte de um acordo para encerrar a guerra, mas evitou detalhar como seria essa ajuda.

“Daremos a eles proteção e segurança muito boas”, disse quando questionado sobre garantias de segurança, em mais uma declaração imprecisa. A maioria das perguntas sobre o tema foi respondida com generalidades, como: “Teremos uma paz duradoura”.

Reunião com Zelensky e líderes europeus
Após a coletiva de imprensa, Trump reuniu-se a portas fechadas com o presidente ucraniano, seguindo depois para encontros com líderes europeus e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

No início da reunião com os líderes, Trump declarou que “o dia estava sendo muito exitoso” e que estava “otimista” que conseguirá o acordo. O presidente americano admitiu preferir um cessar-fogo imediato, como havia defendido antes do encontro com Vladimir Putin na semana anterior, a um acordo de paz definitivo.

“Todos nós preferimos um cessar-fogo imediato enquanto trabalhamos em uma paz duradoura. Mas neste momento isso não acontecerá”, afirmou.

Trump expressou confiança de que haveria “uma resolução ainda hoje”. Por sua vez, Volodymyr Zelensky, também se dirigindo aos líderes europeus, classificou sua reunião prévia com Trump como bastante “construtiva”. O presidente ucraniano revelou que os dois discutiram a questão territorial, mas não confirmou se houve acordo sobre regiões ocupadas pelas tropas russas.

Durante os debates iniciais, o presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e a presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen enfatizaram a necessidade de qualquer acordo de paz incluir garantias de segurança tanto para a Ucrânia quanto para a Europa.

A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni defendeu uma abordagem unificada, argumentando que “a paz deve ser alcançada de forma unida” e sugerindo maior participação europeia nas negociações. O chanceler alemão Friedrich Merz insistiu na importância de um cessar-fogo. 

Ligação para Putin
Ainda durante o encontro, o presidente Trump interrompeu as discussões para telefonar a Vladimir Putin, fato posteriormente confirmado pelo Kremlin. Segundo a imprensa norte-americana, o republicano já iniciou os arranjos para uma reunião entre Putin e Zelensky.

O encontro de Trump com os líderes europeus foi encerrado por volta das 18h30, conforme confirmou um funcionário da Casa Branca à Reuters. Segundo informações obtidas pela Axios junto a fontes próximas às negociações, há expectativa de que a reunião entre os presidentes russo e ucraniano possa ocorrer ainda no final de agosto.

Terra

Nelson Piquet comemora aniversário com camisa de Bolsonaro

Foto: Reprodução

O tricampeão mundial de Fórmula 1 usou camiseta com o rosto do ex-presidente durante celebração dos seus 73 anos.

O tricampeão mundial de fórmula 1 Nelson Piquet usou uma camisa estampada com o rosto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no domingo (17.ago.2025), durante celebração do seu aniversário de 73 anos. As imagens foram publicadas no perfil de Marcelo Piquet, sobrinho do ex-piloto.

A foto teve grande repercussão, com comentários de fãs e apoiadores de Bolsonaro. Piquet costuma apoiar o ex-presidente e já foi protagonista de episódios de destaque, como dirigir o carro presidencial no feriado de 7 de Setembro de 2021.

Piquet não se pronunciou sobre a escolha da camiseta.

Poder 360

Magnitsky: Dino decide que leis estrangeiras não se aplicam a brasileiros no Brasil

Ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF) 04/09/2024
REUTERS/Adriano Machado
Foto: REUTERS/Adriano Machado

O magistrado não menciona em sua decisão a recente imposição de sanções ao ministro Alexandre de Moraes, também do STF, pelo governo dos Estados Unidos, com base na Lei Magnitsky.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou em decisão judicial tomada nesta segunda-feira (18) que cidadãos brasileiros não podem ser afetados em território nacional por leis e decisões estrangeiras tomadas por atos que tenham sido realizados no Brasil.

A decisão de Dino atende a um pedido do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) para que municípios brasileiros não possam propor ações na Justiça de outros países. Alguns municípios moveram ações no exterior por causa de desastres de mineração, como o de Mariana, em 2015, e de Brumadinho, em 2019.

O magistrado não menciona em sua decisão a recente imposição de sanções ao ministro Alexandre de Moraes, também do STF, pelo governo dos Estados Unidos, com base na Lei Magnitsky, aprovada pelo Congresso norte-americano. No entanto, a decisão indica que Moraes não pode sofrer no Brasil as consequências da penalidade imposta por Washington.

“Leis estrangeiras, atos administrativos, ordens executivas e diplomas similares não produzem efeitos em relação a pessoas naturais por atos em território brasileiro; relações jurídicas aqui celebradas; bens aqui situados, depositados, guardados, e empresas que aqui atuem”, escreveu Dino em sua decisão.

“Desse modo, ficam vedadas imposições, restrições de direitos ou instrumentos de coerção executados por pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no país, bem como aquelas que tenham filial ou qualquer atividade profissional, comercial ou de intermediação no mercado brasileiro, decorrentes de determinações constantes em atos unilaterais estrangeiros.”

Mesmo que sem citar as sanções a Moraes, Dino afirmou em sua decisão que passou a enxergar urgência no caso movido pelo Ibram após o Brasil ter sido alvo de “diversas sanções e ameaças, que visam impor pensamentos a serem apenas ‘ratificados’ pelos órgãos que exercem a soberania nacional”.

“Quando da propositura desta ADPF, considerei que não havia urgência de provimento judicial mais exauriente acerca dos temas trazidos à apreciação do STF”, reconheceu Dino em sua decisão.

“Contudo, nesse período de pouco mais de um ano, o suporte empírico dessa controvérsia se alterou significativamente, sobretudo com o fortalecimento de ondas de imposição de força de algumas nações sobre outras. Com isso, na prática, têm sido agredidos postulados essenciais do Direito Internacional.”

No final de julho, o governo do presidente norte-americano, Donald Trump, impôs sanções a Moraes acusando-o de autorizar prisões arbitrárias antes do julgamento e de suprimir a liberdade de expressão. O ministro é relator do processo em que o ex-presidente Jair Bolsonaro é réu acusado de tramar um golpe de Estado após perder a eleição presidencial de 2022 para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Moraes foi sancionado de acordo com a Lei Magnitsky, que permite que os EUA imponham penalidades econômicas contra estrangeiros que considerem ter um histórico de corrupção ou abusos de direitos humanos. As sanções determinam o congelamento de todos os ativos de Moraes nos Estados Unidos e proíbem que cidadãos norte-americanos façam negócios com ele.

Infomoney

Trump se reúne com Zelensky e mais sete líderes europeus sobre conflito com a Rússia nesta segunda (18)

Os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky
Foto: Chip Somodevilla / POOL / AFP e Handout / UKRAINE PRESIDENCY / AFP

Alguns dos líderes foram convidados para tentar evitar que Trump volte a humilhar Zelensky, como ocorreu há seis meses.

O presidente Donald Trump vai receber nesta segunda-feira (18) o ucraniano Volodymyr Zelensky e sete líderes europeus para um encontro decisivo sobre conflito entre Rússia e Ucrânia. Segundo a agenda divulgada pela Casa Branca, o presidente americano se reúne a sós com Zelensky no Salão Oval, às 14h15, pelo horário de Brasília.

O encontro com os outros líderes europeus, incluindo Zelensky, está marcado para as 16h. Devem participar o presidente da França, Emmanuel Macron; o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer; da Alemanha, Friedrich Merz; da Itália, Giorgia Meloni; o presidente da Finlândia, Alexander Stubb; a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.

De acordo com diplomatas ouvidos pela agência alemã Deutsche Welle, alguns dos líderes foram convidados para tentar evitar que Trump volte a humilhar Zelensky, como ocorreu há seis meses. O encontro simboliza o esforço da Ucrânia e da União Europeia em buscar garantias concretas de segurança diante da ofensiva russa, iniciada em fevereiro de 2022.

Volodymyr Zelensky insiste que não aceitará ceder território e que qualquer acordo precisa ser acompanhado de garantias internacionais. Donald Trump deve apresentar as propostas feitas pelo presidente russo Vladimir Putin na sexta-feira, no encontro no Alasca, que terminou sem acordo de cessar-fogo.

Segundo a agência Reuters, o plano de Putin prevê a retirada parcial de tropas russas do norte da Ucrânia, mas exige contrapartidas consideradas inaceitáveis por Kiev. O líder russo quer o reconhecimento da anexação da Crimeia; a manutenção do controle do Kremlin sobre grande parte de Donbas; a promessa de que a Ucrânia não se juntará à Otan; e o alívio das sanções internacionais contra Moscou.

CBN