A humildade tão esquecida

Padre João Medeiros Filho

“Sou manso e humilde de coração” (Mt 11, 29), eis uma das definições de Jesus a seu respeito. Em “Análise da inteligência de Cristo”, Augusto Jorge Cury comentaesta e outras afirmativas do Mestre da Galileia. Sob a óticapsicanalítica, pesquisou no Evangelho de Lucas o comportamento do Filho de Deus, em sua existência terrena. O escritor e médico psiquiatra chegou à conclusãode que “o Nazareno era tão humano que só poderia ser um Deus.” Ele quis revelar a nossa verdadeira essência e condição, ensinando-nos a humildade. Este termo provémdo latim: “humus” (daí, derivando “humilitas”): chão, solo. Portanto, humilde é quem tem os pés na terra. Equivale a dizer: realista, objetivo. A palavra latinaempregada por São Jerônimo, tradutor da Bíblia (Vulgata), origina-se de “ANH”, que significa em aramaico: despido de máscaras, transparente, verdadeiro. Da mesma raiz é o étimo “ANAWIN” (simples, despojado, autêntico),traduzido inexatamente em vários textos bíblicos por pobre. Este vocábulo reveste-se de conotação socioeconômica e política. Pobreza, na concepção bíblica,quer dizer transparência, autenticidade. Assim, entende-se a alusão de Cristo, no Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos Céus” (Mt 5, 3).

Jesus era dotado de profunda visão psicológica e pedagógica. Uma de suas missões, como nosso Salvador,consistia em ensinar ao homem como atingir a maturidade,o equilíbrio e, por conseguinte, a sua realização. Por isso,proclamava: “Todo aquele que se exaltar será humilhado, e quem se humilha será elevado” (Lc 14, 11). Raciocínio lógico e coerente. Quem não coloca os pés no chão,provavelmente cairá. Falta-lhe apoio. Ao contrário, quem está com eles firmes no solo, raramente sofrerá queda. O profeta Isaías coloca nos lábios do Todo–Poderoso: “Eu moro nas alturas, mas também habito no coração contrito e humilde” (Is 57, 15). Na Bíblia, não faltam referências e elogios a essa relevante virtude. Segundo Santo Tomás de Aquino, trata-se da “princesa dentre as qualidades humanas e cristãs.”

Infelizmente, ao longo dos séculos, deturpou-se o sentido desse dom espiritual, tão importante para o ser humano e a formação do tecido social. O termo humilde foi adquirindo outras acepções: simplório, parvo, fraco, rejeitado, excluído (este adjetivo com forte carga ideológica). Nosso inesquecível Dom Nivaldo Monte costumava dizer em suas homilias: “Meus irmãos, acautelai-vos dos falsos humildes.” De maneira equivocada e tendenciosa, chegou-se a difundir, em certasinstituições de formação religiosa, que humildade resulta em não contestar, mas obedecer piamente e calar. Passou-se a viver essa virtude cristã como uma forma de servilismo e subserviência. Muitas vezes, chega a serconfundida com obediência, um dos votos sagrados. No decorrer do tempo, foi perdendo a semântica e o significado primitivo de objetividade e autenticidade. Em contrapartida, tenta-se substituir “essa pérola espiritual”, dando lugar ao orgulho, à arrogância e empáfia. A humildade é a pureza e o encanto da alma. Quando inexiste beleza interior, veste-se a túnica do título, poder, dinheiro, cargo ou status. Sói acontecer nos tempos modernos. Quantas vezes, dá-se preferência à leitura decertos autores, levando-se mais em conta os seus diplomase a publicidade do que a originalidade ou riqueza de seu conteúdo. A mentira e os sofismas ressentem-se da ausência de realismo e veracidade. Convém lembrar o ensinamento do Livro dos Provérbios: “Antes da glória,está a humildade” (Pr 15, 33).

O mundo hodierno caminha na contramão da Palavra divina. Atualmente, o que mais se verifica é a manifestação da vaidade, do sentimento de superioridade, da suposição e ilusão de hegemonia. Constata-se uma crescente presunção científica, despida da necessária isenção e indispensável honestidade intelectual. Não são poucos os que se arvoram de senhores absolutos da verdade. No apogeu da pandemia deparou-se muitas vezes com a exibição da fogueira das vaidades. Em nome da ciência e preocupação pela vida, não faltou quem defendesse convictamente interesses ideológicos e partidários dissimulados, preconceitos camuflados, rejeições abscônditas e inverdades maquiadas. É importante a recomendação da Sagrada Escritura: “O orgulho do homem o rebaixará, enquanto a sua humildade lhe trará honra” (Pr 29, 23).

Espetáculo Parnamirim Field, Asas da História realiza audições


Espetáculo Parnamirim Field, Asas da História  fez as suas audições  na última sexta-feira (14), no Teatro Paulo Barbosa da Silva para dar início ao espetáculo que será apresentado ao público no fim deste ano durante as comemorações do aniversário da cidade.

Nesta edição quem estará à frente da produção será o diretor Daniel Rizzi que já tem uma vasta experiência em produção nas diversas vertentes das artes, desde produções de novelas, filmes, comerciais e espetáculos pelo Brasil. 

A Prefeitura de Parnamirim contratou os serviços da produtora  Em Cena para  fazer a produção do espetáculo e selecionar os artistas. Neste ano vamos poder relembrar o Asas  da História que conta a história da cidade e sua participação na Segunda Guerra.

De acordo com o diretor  Daniel Rizzi a audição do Espetáculo Parnamirim Field, Asas da História, contou com cantores, bailarinos e atores da cidade. Foram selecionados para a próxima etapa, todos os artistas que participaram do teste e os que se apresentaram enviando seus selfietapes – testes de vídeo – pelo WhatsApp da produção. A direção foi do dramaturgo Daniel Rizzi e a produção de Sharmenne Machado. Realização Em Cena.

Na próxima etapa os artistas passarão por uma entrevista, tratarão da proposta, terá a apresentação do projeto, oficinas, estudo dos personagens e divisão dos núcleos, que acontecerá no dia  22 de outubro na Fundação Parnamirim de Cultura nos horários das 8h às 12h e 14h às 18h.

Aprovados clique aqui 

Fonte: portal da prefeitura de Parnamirim

Campanha escala Michelle para falar com venezuelanas

A campanha do presidente escalou a primeira-dama Michelle Bolsonaro e a ex-ministra da Família, Mulher e Direitos Humanos Damares Alves para irem ao encontro das jovens venezuelanas em São Sebastião – periferia de Brasília – como forma de conter os estragos das declarações de Jair Bolsonaro, que foram associadas à pedofilia.

Na semana passada, o presidente da República falou, em um podcast, que durante uma visita a São Sebastião encontrou algumas meninas venezuelanas. Durante a conversa com as adolescentes, o presidente declarou que “pintou um clima”. O uso da expressão foi criticada por petistas, que passaram a associar o presidente à pedofilia.

Michelle e Damares estiveram hoje na residência que abriga as meninas no entorno de Brasília, acompanhadas de lideranças da comunidade venezuelana.

As jovens, junto com suas mães, teriam seguido com a primeira-dama e Damares para uma casa no Lago Sul.

Fonte: o antagonista

Wolney França e Afrânio fazem a alegria das crianças em Parnamirim

A festa das crianças foi completa, a alegria
estampada no rostos das crianças, o brilho no olhar e o sorriso da meninada era visível, o espaço de lazer do parque industrial ficou pequeno para muita
brincadeira e claro receber os presentes nesse dia de festa. A parceria entre os amigos Âfranio Bezerra e Wolney França resultou em um dia de muita felicidade para centenas de crianças .

O presidente da câmara Wolney França se emocionou e sentiu-se recompensado com o resultado do evento, “Gratidão! Uma linda festa das crianças”. O evento Juntos Somos Mais, ocorreu no bairro parque industrial em parceria com o amigo e vereador vereador Afranio Bezerra, o vereador presidente Wolney França destacou durante o evento que “o sorriso estampado nos rostos das crianças, o brilho no olhar de cada uma nos motiva à continuar caminhando e pensando em um mundo melhor”.

Precedentes de outrora

​No meu tempo de UFRN, lá pelo começo dos anos 1990, dizia-se que os precedentes judiciais não eram vinculantes no Brasil. Aliás, dizia-se que a “jurisprudência” – esse era o termo usado – não era vinculante. Eles eram, pelo menos era essa a minha impressão, quase desimportantes. Não tínhamos, até então, de fato, uma “cultura” dos precedentes.

​Não que inexistissem precedentes no Brasil ou que eles não fossem tomados como exemplos na prática forense. O instituto do precedente – mesmo que o termo seja tomado no sentido mais estrito – é encontrado em qualquer sistema jurídico. Como então explicava Nelson Sampaio, em “O Supremo Tribunal Federal e a nova fisionomia do judiciário” (artigo publicado na Revista de Direito Público, n. 75, p. 09, jul./set. 1985), “toda sentença cria, por sua vez, um precedente. A própria lei do mínimo esforço leva o juiz, ou o aparelho judiciário como um todo, a julgar do mesmo modo uma lide que tenha características iguais de outra causa já julgada. Um primeiro julgado assemelha-se à trilha aberta em selva inexplorada. É a única clareira que convida à passagem. Se os que por ela seguirem chegarem à meta procurada, o caminho se tornará frequentado e se converterá, com o tempo, em segura estrada real. Sob o ponto de vista ético, o próprio ideal de ‘justiça igual para todos’ inclinaria o julgador a seguir o precedente. Assim sendo, é puramente platônica a conhecida proibição do Código de Justiniano, de que não se julgue conforme os precedentes – non exemplis, sed legibus indicandum est – até porque o julgador pode basear-se em decisão anterior sem mencioná-la”.

​O problema era que os atributos dos precedentes no Brasil de então – se persuasivos ou vinculantes, é do que falo aqui especificamente – diferiam em muito daquilo que era preconizado no mundo anglo-saxão ou do common law (Reino Unido, EUA e por aí vai), que ouso aqui chamar de “terra–mãe” da cultura dos precedentes. Nos sistemas filiados à tradição docommon law, o precedente era (e ainda é, claro), em regra, de seguimento obrigatório. É um elemento fundamental. É o cerne desses sistemas jurídicos, seu elemento caracterizador, pode-se dizer.

​Entre nós – seguindo a trilha dos países/sistemas jurídicos filiados à tradição do civil law ou tradição romano-germânica, entre os quais se inclui o Brasil – se atribuía força meramente persuasiva ao precedente judicial, emprestando-lhe um caráter claramente secundário se comparado com a norma legislada. E aqui adapto a lição de José de Oliveira Ascensão, em “O direito: introdução e teoria geral: uma perspectiva luso-brasileira”(Renovar, 1994), que, com maestria, resumia a posição clássica nos países filiados à tradição do civil law. Como regra: (i) os tribunais superiores não tinham de julgar como fizeram juízes inferiores, o que é facilmente compreensível; (ii) os juízes não tinham de julgar como fizeram já juízes do mesmo nível hierárquico – assim, se o juiz chamado a decidir um caso verificava que outro juiz decidiu já caso semelhante de certa maneira, nem por isso estaria vinculado a manter a orientação seguida; (iii) os juízes não tinham de julgar consoante eles próprios já fizeram – o fato do Supremo Tribunal ter decidido sempre em certo sentido uma categoria de casos, não o inibia de um dado momento adotar outra orientação que lhe pareça mais fundada; (iv) os órgãos judiciais inferiores não tinham de julgar conforme o fizeram já tribunais superiores – e esta seria a chave do sistema.

​E, hoje, as coisas estão diferentes no Brasil?

Sim! Atualmente no Brasil, com o desiderato, entre outras coisas, de alcançar a uniformidade de entendimento sobre as questões jurídicas e de garantir maior celeridade na prestação jurisdicional (pelo menos são esses os objetivos mais aparentes), existem determinados tipos de decisões ou conjunto de decisões, fruto de institutos processuais específicos os mais variados – decisões com efeito vinculante no controle concentrado de constitucionalidade, súmulas vinculantes, decisões com repercussão geral no âmbito dos recursos extraordinários, decisões em recursos especiais repetitivos e por aí vai – cuja autoridade é vinculante para os órgãos do Judiciário (às vezes para todos, outras só para alguns) e para a Administração como um todo.

Mas hoje eu não quero falar sobre o presente. Quero apenas resgatar o passado. Seja dando uma de historiador do direito. Ou porque “essa lua, esse conhaque” botam a gente nostálgico como o diabo.

​​  

Marcelo Alves Dias de Souza
Procurador Regional da República

Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

 

 

Prefeitura e IFRN concluem 3ª turma de instalador de placas solares

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) realizaram a formatura da terceira turma do curso de Eletricista de Sistemas de Energias Renováveis – Instalador de Placas Solares.

Os 36 alunos participaram do Programa Nacional Qualifica Mais EnergIF, uma linha de fomento para a oferta de vagas em cursos de qualificação profissional na área de energias renováveis. A formação é resultado de uma parceria firmada através de um termo de cooperação técnica assinado em 2021 entre as instituições, por meio da Secretaria Municipal do Trabalho, Assistência Social e Cidadania (Semtasc).

O curso tem a duração de três meses e proporciona uma formação humana e qualificação profissional em uma área de atuação que está em expansão e é tendência no mercado de trabalho, atrelada ao eixo tecnológico, controle e processos industriais.

O PROGRAMA

O Qualifica Mais Energif é uma linha de fomento específica do Programa Qualifica Mais em que se ofertam vagas do curso de qualificação profissional de Eletricista de Sistemas de Energias Renováveis (200 horas).

A linha atende os objetivos do Programa Energif, estruturado no âmbito da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC), do Ministério da Educação (MEC), com foco em medidas de melhoria no desempenho energético da Rede Federal, bem como a ampliação da oferta de cursos por suas unidades.

Entre suas vertentes de apoio, constam a aquisição de equipamentos de infraestrutura para geração de energia elétrica por fontes renováveis e a implementação de cursos para formação de profissionais na área.

*com informações do IFRN

 

Fotos: Isaías Carlos/SECOM SGA

 

Fonte: prefeitura de São Gonçalo do Amarante

Servidores tem até amanhã (15) para atualizar cadastro para o E-social

Prefeitura informa que todos os servidores públicos do município tem até este sábado (15) para realizar a atualização cadastral de dados para o E-social. A determinação é do Governo Federal, através do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e o servidor que não cadastrar dentro do prazo terá o salário bloqueado por até 40 dias após o cadastro.

A exigência tem como objetivo principal alimentar a base de dados do INSS e a atualização cadastral de dados deve ser realizadas por todos os servidores efetivos (inclusive os cedidos), comissionados, contratados e pensionistas, seguindo as orientações adiante:

1) Acessar o sítio eletrônico https://portalparnamirimdigital.parnamirim.rn.gov.br/;

2) Na aba servidor, clicar no assunto “cadastro – e-social”;

3) Preencher todos os campos e anexar os documentos solicitados.

Fonte: portal da prefeitura de Parnamirim

Prefeito visita obras da Delegacia de Plantão em Parnamirim

O prefeito Rosano Taveira visitou nesta sexta-feira (14) a obra de construção da Delegacia de Plantão da Região Metropolitana, no bairro Vida Nova, prevista para ser inaugurada no próximo mês.

A Delegacia da Polícia Civil funcionará 24h atendendo denúncias de todos os tipos de crimes, flagrantes, elaboração de boletins de ocorrências e funcionará em um prédio cedido pela Prefeitura de Parnamirim.

Durante a visita também estavam presentes o presidente da Câmara dos Vereadores, Wolney França; o delegado da Polícia Civil, Marcelo Aranha; os secretários municipais de Segurança e Mobilidade Urbana, Marcondes Pinheiro e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Charles Quadros; e o vereador Vavá Azevedo.

De acordo com o prefeito Taveira, a nova unidade da Polícia Civil vai trazer mais segurança para o município e a população não precisará ir pra Natal realizar denúncias de flagrante e solicitar Boletim de Ocorrência em qualquer horário.

“Sem dúvida, é uma iniciativa muito importante porque intensifica a movimentação policial em Parnamirim e traz mais facilidade para população”, confirmou o secretário Marcondes Pinheiro.

Fonte: portal da prefeitura de Parnamirim

Prefeitura e Senac finalizam curso de depilação em Jardim Lola


Mais um curso foi finalizado em São Gonçalo do Amarante. Dessa vez a comunidade de Jardim Lola recebeu a equipe do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) que, em parceria com a Prefeitura Municipal, realizou o curso de básico de depilação.

A turma, composta por nove mulheres da comunidade, concluiu a formação nesta sexta-feira (14), na Escola Maria da Cruz. “Seguimos trabalhando e incentivando o empreendedorismo e a geração de renda para o nosso município”, destacou a secretária do Trabalho Assistência Social e Cidadania, Heide Bezerra, durante o encerramento da turma.
Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o segmento de Beleza, no Brasil, é um dos setores que mais apresentaram crescimento nos últimos anos, de forma que o país já ocupa a terceira colocação no ranking mundial, ficando atrás apenas do Japão e dos Estados Unidos.

Diversos fatores têm contribuído para o aumento da procura pelos serviços de beleza, como a ampliação da atuação das mulheres no mercado de trabalho, a expansão do mercado consumidor masculino, o aumento da expectativa de vida e as novas tecnologias no desenvolvimento e no lançamento de produtos que proporcionem melhor aparência, praticidade e bem-estar.

Esse contexto justifica a oferta do curso Básico de Depilação para aquelas pessoas que pretendem iniciar sua formação profissional na área de imagem pessoal ou aprimorar seus conhecimentos.

Os ministros do Supremo e a confiança neles depositada

Plénario do Supremo Tribunal durante processo de votação do julgamento sobre prisão após 2ª Instância. Brasilia 24-10-209Foto: Sérgio Lima/PODER 360

“O que muda a gente não é o que a gente fala, é o que a gente cala.”

Mário Quintana

Para dar uma quebrada na tensão entre o 1º e o 2º turno das eleições, dou uma rápida fugida para Óbidos, em Portugal, para participar de um debate no Festival Internacional de Literatura. O debate é realizado numa livraria que foi implantada dentro de uma Igreja dessacralizada. A cidade, que tem perto de 150 pessoas morando dentro das muralhas, recebeu 25 livrarias pela genialidade do mestre Zé Pinho, dono da Livraria Ler Devagar. Em seguida, vou a Lisboa participar de um debate sobre o filme “Amigo Secreto”, no qual faço uma participação, no Festival Internacional do Documentário de Lisboa. Nem só da advocacia deve viver o advogado criminal.

Um detalhe chamou muita atenção no debate sobre o filme. Eu sempre fui um crítico ferrenho do quanto o Judiciário é fechado, autoritário, patrimonialista, com tendência forte de se posicionar, em geral, a favor da classe dominante. Porém, o Brasil vive uma perigosa encruzilhada.  Com um Executivo completamente estruturado para implementar um projeto fascista e destruidor intencional de todos os possíveis marcos civilizatórios e um Legislativo, em boa parte, cooptado pela força do orçamento secreto, dentre outros acordos espúrios, o Judiciário ocupa hoje fundamental papel na manutenção da –perigosamente tênue– estabilidade institucional. É o STF(Supremo Tribunal Federal) e o TSE(Tribunal Superior Eleitoral) que bancam o jogo democrático. E, sem dúvida, merecem o nosso apoio e consideração.

Não fosse a atitude do Judiciário, desde o começo do desgoverno Bolsonaro, crescendo de importância na pandemia e na resistência aos insistentes ataques do presidente da República para fazer a ruptura democrática, muito provavelmente já estaríamos vivendo uma ditadura. O Judiciário e a extrema incompetência desse governo inculto, brega, violento e vulgar são os motivos que ainda sustentam algo parecido com um Estado Democrático de Direito. Eles não conseguiram dar o golpe que estão sempre a urdir.

No debate em Lisboa, percebi que a campanha sistemática dos fascistas contra, especialmente, os ministros do Supremo Tribunal deixa sequelas mesmo entre os mais lúcidos e com formação humanista. Fui “cobrado” por defender a institucionalidade hoje fortemente assegurada pelo Judiciário. A campanha deletéria cravou os dentes mesmo entre pessoas que são antibolsonaristas. Alguns pontos nos ajudam na defesa da ordem democrática e da Constituição. É sempre bom lembrar que os fascistas nos acusavam, dentre outros despautérios, de tentar implementar desde o comunismo, até “a ditadura venezuelana, cubana”, entre outras. É muito difícil discutir e enfrentar os delírios que sustentam esse grupo medíocre e sem nenhum critério ético. E que não tem nenhum pejo em agir com total falta de escrúpulo ou coerência.

Bolsonaro e seu grupo mais raiz fazem, à luz do dia, o que acusavam o Lula de tentar fazer à sorrelfa. Lula governou o país por 8 anos e, nesse período, inquestionavelmente, as instituições foram preservadas e respeitadas. Como devem ser. O cumprimento da Constituição é o mínimo que se espera de um governo democrata. Não é um favor. Mas quando vemos a tentativa de ruptura, disfarçada de uma falsa institucionalidade, é que damos valor à postura de estadista do presidente Lula. Valendo-me das palavras de autor desconhecido, “Mudar o mundo, meu amigo Sancho, não é loucura, nem utopia, é justiça!”*.

Durante os 8 anos do governo Lula, não só houve absoluto respeito à independência do Poder Judiciário, como o Poder Legislativo esteve fora do jugo das pressões golpistas. Da mesma maneira, durante todo esse tempo foram fortalecidos, de maneira clara e republicana, o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e os outros órgãos de controle. O país experimentou um relevante período de estabilidade constitucional. Agora, vivemos o caos em todas suas facetas.

O presidente da República, o vice-presidente e seus líderes falam, aberta e descaradamente, em mudar a composição do Supremo para poder dominar completamente o Judiciário. Entre as ideias golpistas e autoritárias, estaria a proposta de mudar de 11 para 16 a quantidade de ministros na Suprema Corte, para assim terem uma folgada maioria. Em postura absolutamente antirrepublicana, falam de ministros da Suprema Corte como sendo “deles”, ou seja, explicitam que as indicações visam a ter um STF adestrado ao Executivo. É assustador. Um escândalo.

Com uma incrível desfaçatez, espalham que o governo tem maioria no atual Senado para propor e fazer passar oimpeachment de alguns ministros do Supremo. Por meio do impedimento dos ministros, abririam vagas para o presidente da República ter maioria na Corte. Mesmo nos ataques mais insanos e irresponsáveis destes fascistas ao período de governo Lula, não chegavam ao ponto de o acusarem de tal insanidade. Agora eles defendem abertamente o que espalhavam que poderia ocorrer em um novo mandato petista. O grau de irresponsabilidade não tem limites. Querem dar um golpe e, hipocritamente, pretendem fantasiá-lo com uma roupagem constitucional. É um escárnio. Não existe golpe constitucional, o golpe é sempre contra a Constituição e contra o povo.

Reconheço que o momento é de extrema perplexidade. Uma senadora eleita pelo Distrito Federal, em mais um surto de completa imbecilidade, disse ter conhecimento que, no Ministério conduzido por ela na gestão Bolsonaro,existiam provas de que, no governo anterior, eles tiravam os dentes de crianças para elas fazerem sexo oral sem risco de morder. E que as crianças comiam comida pastosa para fazerem sexo anal!! Esse grupo é o mesmo que inventou nas últimas eleições o “kit gay”. É doença.

Como bem colocou um autor desconhecido, “O pior da peste não é que mata os corpos, mas que desnuda as almas, e esse espetáculo costuma ser horroroso”.

Como tudo é teratológico, a tendência das pessoas sérias e sensatas é sequer prestar atenção para tais monstruosidades. Mas é preciso enfrentar, sim, essas mentiras que fazem parte de uma estratégia de campanha. Eles falam para um bando de pessoas sem cérebros, sem caráter, sem critério, mas que o voto deles vale rigorosamente o mesmo que o voto do ético e do que tem compromisso com a democracia.

Essa senadora já mandou notícias de que vai pleitear a Presidência do Senado, exatamente para patrocinar as estocadas golpistas. Urge que o TSE casse imediatamente o mandato de quem se utiliza de uma fake newscriminosa, nojenta e de extrema maldade. É hora dos ministros do STF e TSE honrarem a confiança que depositamos neles. Vamos cassar os golpistas de 5ª categoria e que se sustentam pela mediocridade dos seus seguidores. Depois que Lula ganhar e a normalidade democrática for restabelecida, aí nós cuidaremos de responsabilizá-los pelos demais crimes.

Para finalizar, recordo-me de Carlos Drummond de Andrade: “É hora de recomeçar tudo de novo, sem ilusão e sem pressa, mas com a teimosia do inseto que busca um caminho no terremoto”.


* Nota do editor: a citação feita pelo articulista, de fato, não tem autor conhecido, embora o contexto possa fazer parecer que vem do clássico “Dom Quixote de la Mancha”, de Miguel de Cervantes. Presumivelmente falada pelo personagem-título, a frase não consta na obra e propagou-se por outros meios.

Fonte: poder 360

Ataque a tiros deixa ao menos cinco mortos nos Estados Unidos

Ao menos cinco pessoas morreram, incluindo um policial que estava de folga, num ataque a tiros nessa quinta-feira (13) em Raleigh, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

O suspeito de ter efetuado os disparos foi detido. Até o momento, o nome dele não foi divulgado. Também não há informações sobre o que teria motivado o ataque. De acordo com as investigações, o suspeito vestia roupa de camuflagem e portava uma espingarda de cano duplo quando abriu fogo.

O governador da Carolina do Norte, Roy Cooper, afirmou nas redes sociais que conversou com a prefeita de Raleigh, Mary Ann Baldwin, e determinou que as autoridades estaduais atuem na investigação. Ela disse que essa quinta (13) foi um dia “triste e trágico” para a cidade e pediu o fim da violência “sem sentido” nos Estados Unidos.

Fonte: o antagonista

Cheiro de povo


Um amigo alertou-me de que meus textos têm sido muito fortes e com demasiadas críticas ao governo Bolsonaro, especialmente contra a hipótese de reeleição desse grupo de predadores culturais e civilizatórios. Reconheço que, quando comecei a escrever, há muito tempo, que estas eleições definiriam se o Brasil optaria entre civilização ou barbárie, eu mesmo acreditava estar usando uma permissão literária para chamar atenção e provocar uma reflexão.

Infelizmente, a realidade superou muito a provocação e o país caminha para uma hipótese de ruptura institucional, um buraco sem fim no qual a barbárie, talvez, seja uma leve definição do caos. Em 2018, o grande escritor Angolano, José Eduardo Agualusa, escreveu intrigante e verdadeira crônica sobre “ O novo rosto do Brasil no mundo ”. E disse, com elegância, que, dependendo do resultado daquelas eleições, a imagem do Brasil no mundo sofreria danos irreparáveis. Ele estava sendo gentil, nós agora já ocupamos um espaço destinado à mediocridade e à obtusidade.

O que as próximas eleições definirão é se teremos a oportunidade de salvar o Brasil do buraco sem fim que o Bolsonaro cavou para o povo brasileiro. Se vamos conseguir resgatar a cultura, salvar a saúde, recuperar a economia, dar vida à ciência e, principalmente, garantir a dignidade de nenhum brasileiro passar fome em um país que alimenta o mundo. Tínhamos saído do mapa da fome da ONU em 2013, agora voltamos vigorosamente – são 33 milhões de pessoas em estado famélico.

Se esse grupo fascista tiver mais 4 anos de desgoverno, o Brasil será rebaixado a um país que envergonha o mundo e as pessoas civilizadas.

É óbvio que não existem 50% deles no Brasil. Não é disso que se trata. Os fascistas são os idealizadores e os estrategistas do caos: egoístas, desumanos e sem nenhuma empatia ou preocupação com o outro; racistas enrustidos, dinheiristas e extremamente maus, sem a capacidade de sentirem a dor dos seus semelhantes. A grande massa, infelizmente, apenas os segue, como se fosse um rebanho, tangida por um berrante imaginário.

O individualismo é uma praga nessa sociedade de hipócritas, na qual o negro, o pobre e o invisível estão tão à margem que o que os fascistas fazem é apenas cavar o fosso ainda mais fundo. E erguer muros impenetráveis para que essa elite podre e inculta não possa ver o que está por trás deles e nem sentir o cheiro do povo. É uma divisão simbólica que destrói as bases civilizatórias da sociedade brasileira.

Nesta semana, conseguimos uma grande vitória no Supremo Tribunal Federal e devolvemos à Câmara Municipal o vereador negro Renato Freitas, que havia sido cassado por ser negro. Por racismo estrutural e por não se sujeitar a cumprir os ditames dos colegas vereadores racistas.

Não devemos nos esquecer de que o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, que coordenou nos bastidores a cassação de maneira covarde, é o mesmo que disse ter vomitado quando um pobre entrou em seu carro, pois não suportou o cheiro da pobreza.

Precisamos tomar o Brasil de volta pelo voto e derrubar o muro que eles ergueram em cima deles. Vomitar, de forma azeda, nessa gentalha que tem horror a qualquer tipo de inclusão social. E fazê-los conviver com o povo maravilhoso que voltará a ter lugar à mesa, com acesso às nossas universidades, à cultura, à saúde e à vida. Não precisamos nos contentar com as migalhas. Vamos ocupar a casa grande, abrir as porteiras e derrubar as cercas. Com Lula na presidência, o rio voltará ao curso normal e as águas, mesmo tormentosas, continuarão a correr para o mar. Um oceano onde todos são iguais e com possibilidades de, com igualdade de oportunidades, voltarmos a paz social.

Em novembro, o Brasil, eu espero, vai acordar nordestino, com todas as cores, sons, cheiros e sotaques que isso significa. E, depois de acordar nordestino, vamos nos abraçar tornando a ser um povo só, sem a divisão implementada por esses crápulas.

Assim, poderei voltar a escrever textos poéticos e leves em sintonia e em homenagem ao Brasil que vamos ter de volta.

Lembrando-nos do poeta nordestino Trasíbulo Ferraz, no poema “A Orgulhosa”:

“A sorte dá, nega e tira.
Sangue azul, avós fidalgos,
Já neste século é mentira.
Todos nós somos iguais;
Os grandes, os imortais;
Foram plebeus como eu sou.”

Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay

Fonte: ig último segundo

Sextooou. A festa é do boi, do chifre e da vaca

Esse período de festa é preocupante, quem tiver seus bois ou suas vacas tem que tomar cuidado, pois o chifre vem incomodando e causando estragos em vários relacionamentos. Teve político que foi a festa no parque Aristófanes Fernandes e se recusou a passar na ala dos bois. O trauma está sendo grande, principalmente quando toca a música de Alípio Martins, pois sua mulher resolveu enfeitar sua cabeça e ainda cantou a música “Lá vai ele,
com a cabeça enfeitada,
sem saber que a sua amada,
lhe traiu com outro alguém”. Valeu voto e valeu vaca.

Presidente da Câmara de Parnamirim anuncia criação do auxílio saúde para os servidores


O presidente da Câmara Municipal de Parnamirim, vereador Wolney França, anunciou nesta segunda-feira (10) a criação do auxílio saúde para os servidores efetivos. A matéria entrará na pauta de votação nos próximos dias. “Nossa gestão é focada nas pessoas, e os servidores têm toda nossa atenção de valorização e qualificação. O auxílio saúde é um passo muito importante deste momento de transformação. Compartilho desta alegria hoje vivida por todos nossos colaboradores. Os avanços serão muitos”, destacou o presidente.

Segundo o coordenador do Processo Legislativo da Casa, Rodrigo Gurgel, é necessário zelar pelas condições de saúde dos profissionais, fortalecendo o bem-estar e a qualidade de vida no trabalho. Para ele, esse cuidado “é importante para o alcance dos desafios enfrentados durante o exercício de suas atividades funcionais em prol de uma melhor qualidade dos serviços prestados”.

O auxílio de assistência à saude dos servidores será implantado para subsidiar as despesas com saúde. O presidente da Casa explica que a cultura do autocuidado é uma meta da administração pública, visando um ambiente organizacional saudável e eficiente.

Rússia usa drones ‘kamikazes’ do Irã para atacar arredores de Kiev, diz Ucrânia


A Rússia lançou nesta quinta-feira (13) três drones “kamikazes” contra os arredores de Kiev, afirmou o governo ucraniano. A aeronave não tripulada, de fabricação iraniana e que se destrói ao ser lançada contra seus alvos, tem sido utilizada pela Rússia nas últimas semanas como forma de resistir à contraofensiva da Ucrânia para recuperar seus territórios.

Segundo o governo ucraniano, o ataque desta quinta-feira foi feito com drones do modelo Shahed-136. O governo do Irã, no entanto, nega ter fornecido o armamento a Moscou, que também não comentou a utilização desse tipo de armamento.

Os drones foram lançados sobre Makariv, que fica a cerca de 50 quilômetros a oeste da capital ucraniana. As autoridades da cidade afirmaram que as aeronaves atingiram “instalações críticas de infraestrutura” – um tipo de ataque que também tem sido uma das táticas atuais das tropas russas.

Até a última atualização desta notícia, não havia registro de vítimas, mas equipes de resgate seguiam nos locais atingidos.

“Houve um bombardeio noturno de drones por invasores na comunidade Makariv”, disse Andriy Nebytov, chefe da polícia da região de Kiev, no aplicativo de mensagens Telegram.

 

Também foram registrados ataques em cidades como Mykolaiv e Lviv.

Bombeiros trabalham em prédio residencial destruído durante ataque da Rússia em Mykolaiv — Foto: State Emergency Service of Ukraine/Handout via REUTERS

O ataque com os drones faz parte de uma retaliação da Rússia anunciada pelo próprio presidente Vladimir Putin após explosões na ponte da Crimeia na semana passada. A ponte – um símbolo de poder para Putin – foi construída em 2018 pelo governo russo para ligar por terra o território do país à península da Crimeia, que faz parte da Ucrânia mas foi anexada pela Rússia em 2014.

Putin acusou o governo ucraniano de estar por trás das explosões na ponte e anunciou uma forte resposta. Dois dias depois, na segunda-feira (10), a Rússia lançou mísseis sobre a capital Kiev na maior ofensiva desde o início da guerra da Ucrânia, em 24 de fevereiro, e 14 pessoas morreram.

 

O que são os drones ‘kamikazes’

Segundo um relatório divulgado na quarta-feira (12) pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, o Shahed-136, também conhecido como “drone kamikaze”, é uma aeronave não tripulada que voa mais baixo que aparatos similares, e, assim, escapam de radares antiaéreos.

O Shahed-136, ainda de acordo com o relatório, tem um ataque unidirecional com alcance de até 2.500 quilômetros.

O Ministério acredita ainda que sistemas semelhantes fabricados pelo Irã provavelmente foram usados ​​em ataques no Oriente Médio, inclusive contra o navio petroleiro MT Mercer Street em julho de 2021.

Apoio da Otan

Também nesta terça-feira, países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciaram que enviarão sistemas de proteção antimíssil à Ucrânia. Na terça-feira (11), durante uma cúpula de emergência convocada após os bombardeios russos a Kiev, os líderes do G7 – o clube dos países mais ricos do mundo – declararam apoio irrestrito e por tempo indeterminado à Ucrânia.

Mas a proximidade de Kiev com a Otan – um dos motivos alegados por Putin para atacar o país vizinho – voltou a escalar as tensões entre Ucrânia e Rússia. Nesta manhã, o conselheiro de segurança do governo russo alertou de uma possível “Terceira Guerra Mundial” caso a Ucrânia se una à aliança militar do Ocidente.

No começo do ano, durante os primeiros diálogos pela paz entre as duas partes, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou que havia desistido de ingressar na Otan. Mas o caso teve uma reviravolta no fim de setembro, quando Zelensky surpreendeu ao afirmar que havia formalizado o pedido de adesão emergencial à aliança.

A mudança de estratégia de Zelensky vem em um momento de contraofensiva da Ucrânia, que, com apoio logístico e militar do Ocidente, tenta reconquistar territórios em seu país atualmente ocupados por tropas russas.

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Em resposta, Vladimir Putin anunciou a convocação de cerca de 300 mil reservistas de seu país – gerando uma onda de fuga de jovens russos – e anexou quatro regiões da Ucrânia sob o pretexto de ter realizado referendos separatistas não reconhecidos pela comunidade internacional nos locais.

Segundo serviços de inteligência de países como os Estados Unidos e o Reino Unido, as tropas russas estão enfraquecidas e, em alguns casos, deixando voluntariamente regiões na Ucrânia. O Kremlin nega, e Putin garante que vencerá a guerra.

Fonte: G1