O cancão vai piar em Patu. Prefeito Rivelino quer massacrar o grupo político do Dr. Ednardo Moura

Após a matéria do blog do GM sobre o “Ku de burro na política de Patu”, o prefeito Rivelino se descontrolou e ficou visivelmente desnorteado ao perceber a possibilidade do retorno do Dr. Ednardo Moura ao cenário político da cidade.

Dr. Ednardo tem sofrido em silêncio as humilhações que seu filho, o também médico Ednardo Júnior, está passando, tudo isso, graças ao alcaide Rivelino que teme o potencial político do jovem médico. Vira e mexe, Dr. Ednardo Júnior é impedido de atuar no hospital municipal da cidade, por pura birra de Rivelino, que depois de praticamente expulsar Carlos Eduardo do palanque, então candidato a senador de Fátima, vem querendo lacrar geral em Patu, deixando claro que o filho de Dr. Ednardo é seu inimigo político.

Essa situação tem causado sofrimento ao velhinho que lhe acolheu e lhe deu prestígio e poder na cidade.

Rivelino já acusou o golpe da sua sucessão e foi justamente na região esquerda do peito, pois após a última matéria deste blog, o prefeito correu para as redes sociais, visando fazer uma contra informação, traduzindo em um recado de forma subliminar ao povo de Dr. Ednardo Moura, que sonha retornar ao poder em Patu e esse movimento político dos Mouras poderia atrapalhar o projeto político de Rivelino em 2026, que é chegar à Assembleia Legislativa.

Um detalhe, o seu sucessor poderá ser qualquer um, menos alguém com o sobrenome Moura, pois Rivelino teme o retorno de um membro de uma das famílias mais tradicionais da política local, que representaria uma verdadeira perda de identidade dele com a cidade de Patú. Fique sabendo prefeito Rivelino que em 2024, o cancão irá piar sim com você colhendo os frutos políticos plantados em Patu e o segundo capítulo dessa novela, será desenhado em breves dias, o tempo se encarregará de revelar, mas não se engane a roda gira.

Real Madrid denuncia crimes de ódio e discriminação contra Vinícius Jr ao Ministério Público espanhol

O Real Madrid apresentou nesta segunda-feira (22) uma denúncia na Procuradoria-Geral da Espanha por delitos de ódio e discriminação contra o brasileiro Vinícius Jr, que joga no clube espanhol.

Vinícius Jr. voltou a ser alvo de ataques racistas no domingo (21) durante um jogo de seu time contra o Valencia, no estádio Mestalla, em Valência, no sudeste da Espanha. A partida chegou a ser interrompida após o brasileiro apontar torcedores que o ofenderam. Ele foi expulso depois de ser agredido por um jogador adversário.

“O Real Madrid considera que tais ataques também constituem um crime de ódio, razão pela qual apresentou denúncia correspondente à Procuradoria-Geral do Estado, especificamente à Procuradoria contra crimes de ódio e discriminação, para que os fatos sejam investigados e apuradas as responsabilidades”, declarou o clube madrilenho, em um comunicado.

 

Na noite de segunda-feira, o técnico do Real Madrid, Carlos Ancelotti, já havia saído em defesa do brasileiro. Em entrevista coletiva depois do jogo, Ancelotti se recusou a falar sobre a partida e atacou a La Liga, a liga espanhola dos clubes de futebol da Espanha.

‘Não existe racismo na Espanha’

 

Também nesta segunda, o presidente da La Liga, Javier Tebas, rebateu críticas feitas pelo brasileiro à liga espanhola, por se omitir diante de casos similares, e afirmou que “nem a Espanha, nem a La Liga são racistas”.

“É muito injusto dizer isso”, declarou Tebas. “Não podemos permitir que se manche a imagem de uma competição que é sobre o símbolo de união de povos, onde mais de 200 jogadores são de origem negra em 42 clubes que recebem em cada rodada o respeito e o carinho da torcida, sendo o racismo um caso extremamente pontual (9 denúncias) que vamos eliminar”.

Já o presidente da Federação Espanhola de Futebol, Luís Rubiales, defendeu Vinícius Jr. e afirmou que há, sim, um “problema com racismo em nosso país”. Ele pediu ainda que a CBF “ignore” as posições do presidente da La Liga, que chamou de “irresponsável”.

“Peço ao presidente da CBF que ignore o compartamento irresponsável da La Liga, que entra nas redes sociais em um enfrentamento com um jogador que horas antes recebeu insultos racistas”, declarou.

 

O caso também revoltou espanhóis. Parte deles está se manifestando pelas redes sociais e cobrando o banco Santander, que patrocina a La Liga, uma posição sobre o episódio.

Procurada pelo g1, a Procuradoria-geral da Espanha ainda não havia se manifestado sobre a denúncia até a última atualização desta notícia.

Fonte: G1

Ku de burro na política de Patu

 


O médico Ednardo Moura já anda confirmando para alguns amigos que disputará a eleição de 2024 para a prefeitura de Patu. O conflito nessa história toda é que a sua cria, o atual prefeito Rivelino Câmara, tem comentado na cidade que seu sucessor será o atual secretário de obras Hélio Azevedo, contrariando um velho acordo entre a cria e a criatura.

Nas ruas da cidade de Jesuíno Brilhante, o povo está dando o recado, quer o velhinho de volta… Já tem até música: “bote fé no velhinho, o velhinho é demais, ele é da terra, é do povo e vai fazer muito mais…”

Em 2024, caso Ednardo Moura seja eleito, ele fará novamente história no RN, será o decano entre os prefeitos eleitos em Patu e também o único a exercer 4 mandatos na cidade.

Agora, se Rivelino não o apoiar, mostrará mais uma vez o veneno e a ingratidão com quem lhe fez politicamente na cidade da Serra do Lima. Aguardaremos o desenrolar dessa história que é uma verdadeira novela.

Kakay reage a Moro e Dallagnol: “Indigentes intelectuais, eles que se preparem”

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, reagiu às postagens realizadas pelo deputado federal cassado Deltan Dallagnol (Podemos-PR) e pelo senador Sergio Moro (União Brasil- PR), a conhecida dupla que encabeçou a Operação Lava Jato, após o integrante do Grupo Prerrogativas dizer na Comissão de Constituição e Justiça do Senado que os advogados envolvidos em processos ilegais e irregulares de delação premiada devem ser investigados pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

“Uma das lideranças do dito Prerrogativas, não satisfeita com a perseguição a parlamentares, juízes e procuradores, avisa, em audiência no Senado, que vai para cima dos advogados que ousaram orientar os seus clientes a fazer acordos de colaboração. A OAB vai permitir?”, escreveu Moro em seu perfil no Twitter.

Dallagnol, que compartilhou a postagem do “parceiro”, ainda acrescentou que “ladrões de bilhões têm caneta para roubar e poder para caçar – e cassar – quem se opuser”, que “no Brasil, o roubo praticado por eles não é crime” e que “proibido é ousar enfrentá-los”, completando com a afirmação de que “quem o fizer será punido”.

Para Kakay, que falou com exclusividade à reportagem da Fórum, a reação de Dallagnol e Moro é “compreensível”, já que eles estão “desestabilizados” por conta de todos os reveses ocorridos após o fim da Lava Jato e a descoberta de todas as ilegalidades cometidas no transcorrer da famosa operação. Ele diz que os dois são “indigentes intelectuais” e que sabem a forma como o instituto da delação foi usada na 13ª Vara Federal de Curitiba foi “um estupro” da lei, já que até os advogados escolhidos pelos réus tinham que passar pelo crivo de procuradores, antes das delações se concretizarem.

“Eu entendo que o Sergio Moro e o Deltan Dallagnol estejam realmente desestabilizados, tendo em vista a cassação do mandato do deputado e a possibilidade real da cassação do mandato do senador, até porque eles terão que responder a vários ilícitos que estão sendo investigados na Justiça comum, que aliás é uma Justiça que eles deveriam respeitar, afinal de contas eles fizeram parte muitos anos desse sistema de Justiça, embora eu entenda e tenha dito várias vezes que eles instrumentalizaram o Judiciário e o Ministério Público… Eu não tenho nenhuma preocupação com fato de estar fazendo uma chamada à Ordem (OAB) para que ela investigue os advogados que foram coniventes com linhas de acusação do MP. Ao contrário, isso mostra uma coerência, e eu não quero proteger advogado nenhum. Eu falo isso há cinco anos, ou seis anos: nós temos hoje uma linha de investigação, que é séria, que diz que existiu uma rede de proteção, e eu não sei se é verdade e por isso tem que se investigar, a algumas pessoas lá na ‘República de Curitiba’… Essa rede de proteção, pelo que se diz, envolvia não só procuradores, mas também advogados… E eram advogados que serviam de linha acusatória suplementar… Eu, mais de uma vez, tive que sair de casos porque os clientes me procuravam e diziam ‘olha, o seu nome foi vetado pelos procuradores’… Como pode ser isso possível num processo num regime democrático? E digo mais, já vinham com nomes que eram nomes de confiança dos procuradores e, segundo dizem, também do juiz… Então, assim, eu tenho o direito e a credibilidade para fazer esse debate. Eu já falo sobre isso há bastante tempo, muito tempo atrás eu chamei a OAB à responsabilidade… E é claro que o advogado pode fazer delação, até porque, dentro da ética, há advogados que acompanham delações, e a delação é também um instituto para defesa, só que lá, infelizmente, na ‘República de Curitiba’, eles estupraram esse instituto… Eu, se tiver que dizer algo ao senhor Sergio Moro e ao senhor Deltan Dallagnol, diria para eles acompanharem os passos e o desenvolvimento das investigações, os debates… Eles ficaram mal acostumados ao terem a grande mídia, a caneta e o apoio irrestrito independentemente do que fizessem. São uns indigentes intelectuais, e isso que eu falo aqui, falo também em público e já falei na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal… Se tem advogado que agiu em conluio com juiz e procurador, tem que ser responsabilizado da mesma forma que o juiz e o procurador”

Kakay também explicou como vê a tese da dupla de Curitiba que aponta a decisão contra Dallagnol como uma “vitória da corrupção”, fazendo uma analogia entre quem tomou a decisão por cassá-lo (os sete ministros do TSE) e criminosos, o que classifica como uma “ousadia” dos antigos protagonistas da Lava Jato.

“Eu fico perplexo de ver um ex-deputado, ainda que tenha que passar tudo pela tramitação normal da Câmara, com todo direito de defesa, dizer que quem o cassou é corrupto. Ele está se insurgindo contra o Tribunal Superior Eleitoral e foram sete ministros, que unanimemente, que acolheram uma tese, um voto extremamente bem feito do ministro Benedito Gonçalves, três deles inclusive indicados pelo Bolsonaro, que eles mesmos ajudaram a eleger, e agora eles têm a ousadia de dizer que o ele (Dallagnol) foi cassado por quem está protegendo a corrupção? Então quer dizer que eles estão dizendo que esses ministros do TSE que cassaram estão protegendo a corrupção? É isso? Isso é de uma ousadia inacreditável… Eles que se preparem para enfrentar as investigações dos processos penais que certamente virão pela frente”, finalizou o advogado.

Fonte: Fórum

Parnamirim fazendo história: Wolney França assume o comando da FECAM/RN nesta sexta-feira

 

 

A cidade trampolim da vitória, mais uma fez fazendo história no cenário político do Rio Grande do Norte.

Em uma cerimônia que promete ser bastante prestigiada, o presidente da Câmara de Parnamirim Wolney França, toma posse como presidente da Federação das Câmaras do RN (FECAM/RN).

É a primeira vez que o município de Parnamirim assume o assento do comando federação.

A posse acontecerá nesta sexta-feira às 13h30 no audio da FIERN em Natal.

Wolney tem realizado um grandioso trabalho a frente do legislativo parnamirinense, conduzido a câmara com muita austeridade, transparência, comprometimento e eficiência.

Passou a boiada

 


Eu venho da área rural. Nasci e fui criado na roça. Caipira mesmo, não produtor em grande escala. Mas tenho grandes amigos e clientes que vivem do campo. Durante os governos Lula, ouvia deles que a situação estava ótima e que nunca haviam sido tão contemplados com uma política como a que era implementada. Claro que sempre haverá reclamações, aqui e acolá, mas a regra era uma consciência dos acertos daquelas gestões.

Com o governo Bolsonaro, que tratou de liquidar a segurança e as estratégias em praticamente todas as áreas – cultura, educação, saúde, segurança, rural -, pudemos observar um enorme apoio de parte expressiva do agronegócio à figura escatológica do ex-Presidente. Porém, para muitos dos produtores com quem me relaciono, é impossível citar políticas reais de incentivo que justificariam esse suporte massivo. Essa é uma questão que merece reflexão pela sociedade e pelo governo.

Ouvi, de mais de um ruralista, uma análise preocupante: o que Bolsonaro fez foi eliminar qualquer política de proteção aos trabalhadores, à natureza, aos rios e ao campo. A promessa de “passar a boiada”, feita pelo ex-ministro Salles, foi a estratégia que encantou parte dos empresários que se sentiram à vontade para saquear o Estado. É importante observar o número crescente de situações análogas à de trabalho escravo que começa a ser desvendado a cada dia no atual governo.

Com o relaxamento das políticas de regulamentação daqueles setores, que contou com o apoio do fascismo, a barbárie tomou conta. Em relação aos três primeiros meses de 2022, houve um aumento de 124% de denúncias sobre trabalho escravo. Entre janeiro e 20 de março de 2023, o Ministério do Trabalho e Emprego resgatou 918 trabalhadores em condições semelhantes à escravidão. Se somarmos até os dias atuais, foram salvas mais de 1.200 pessoas só em 2023. Sem sombra de dúvidas, a fragilização das leis trabalhistas é uma das causas desse aumento. Além da política bolsonarista de “passar a boiada” para permitir a ocupação sem nenhum critério.

E não podemos desconsiderar que as próximas etapas da Operação que investiga o golpe de Estado frustrado de 8 de janeiro, devem chegar aos financiadores do fascismo. E, quase certamente, uma parcela, ainda que ínfima, do agronegócio estará contemplada com a força da lei para preservarmos o Estado democrático de direito. É um erro enorme generalizar, pois a maioria esmagadora dos produtores – pequeno, médio ou grande porte – é séria e faz do Brasil uma potência mundial. Mas parte dos representantes do “agrofascismo” sentiu-se poderosa com a ultra direita no Poder. E patrocinou a violência sob todas as formas, se lambuzou de atrasos que expuseram o Brasil na comunidade internacional.

É chegado o momento de colher os frutos de uma investigação séria e que salvou o país de uma Ditadura. Quem é do campo sabe que tem a hora de adubar, a de plantar e a de colher. Não se pode precipitar, mas também não se deve deixar passar o período certo. Com a tecnologia, hoje é possível ajudar e até mudar as intempéries do tempo e do clima. Mas estar de acordo com os ares democráticos e não lutar contra a natureza faz daquele que vive do agro, grande ou pequeno, um sujeito da história, e não um objeto da discórdia e do autoritarismo.

Lembrando-nos do imortal João Cabral de Melo Neto, em “Morte e Vida Severina”:

E se somos Severino iguais em tudo na vida, morremos de morte igual, mesma morte severina: que é a morte de que se morre de velhice antes dos trinta, de emboscada antes dos vinte, de fome um pouco por dia (de fraqueza e de doença é que a morte severina ataca em qualquer idade, e até gente não nascida).”

 

Fonte: ig último segundo

 

 

NOTA

A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante lamenta profundamente o incêndio ocorrido no prédio que abrigava a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) e o Centro de Referência da Assistência Social (Creas). Como resultado desse incidente, as atividades tanto da Seinfra quanto do Creas serão suspensas temporariamente.

No momento, as causas do incêndio ainda são desconhecidas. A Prefeitura está colaborando com as autoridades competentes e aguardará as investigações para determinar o que pode ter ocasionado esse triste acontecimento.

Estamos empenhados em restabelecer a normalidade o mais rápido possível e em garantir a continuidade dos serviços essenciais prestados pela Secretaria de Infraestrutura e pelo Creas. Contamos com a compreensão e o apoio de toda a população.

 

“O silêncio, berço da palavra”

Padre João Medeiros Filho

Esta frase da grande mística espanhola e mestra da espiritualidade, Santa Teresa d’Ávila, é pouco conhecida. Parece insólito à grande parte da sociedade hodierna, multiplicadora de palavras e sons, refletir sobre o silêncio. Nem sempre palavras são penhor de diálogo, entendimento e harmonia. Silenciar causa estranheza a um mundo barulhento. Importante é aprender com os sábios, místicos e profetas – os quais, antes de se manifestar – adotam um longo e expressivo tempo de calar. Este é um ato disciplinar, adequado em salas de aula, auditórios e igrejas, fundamental ao desenvolvimento da capacidade de escuta. Na contramão desse hábito, convive-se com a propagação de falas e mais falas, não raro, desnecessárias e banais. Despreparados sentem-se capacitados para comentar sobre tudo. Opiniões são emitidas sem o devido cuidado, com juízos a respeito daquilo que não se conhece bem. É uma constante hoje nas redes sociais. Para que exista uma palavra frutífera, mister se faz trilhar a via do silêncio.  

A avalanche de sons, barulho e termos inúteis vem desabituando as pessoas a saber ouvir. É hora de reaprender a calar, essencial ao reconhecimento daquilo que dá sentido à vida. “Há um momento oportuno para cada coisa, debaixo do céu, tempo de calar e tempo de falar (Ecl 3, 1; 7). A cultura contemporânea estimula a tagarelice e loquacidade. Há que superar o possível incômodo provocado pelo silêncio, pois é nele que nasce a verdadeira palavra, único caminho para alcançar o Mistério maior, livrando o homem da superficialidade. Entretanto, o mundo de hoje teima em estabelecer uma grande distância entre quietude silenciosa e palavra. Elanecessita ser encurtada para que se possa encontrar oscaminhos da vida, da verdade e do amor.  

Segundo estudos teológicos sobre espiritualidade, o silêncio gera e qualifica peregrinos, além de manter a luz e a paz interiores. Torna-se fundamental para quem busca discursar e se expressar adequadamente. Capacita-nos à comunicação marcada por termos ou expressões capazes de produzir sentidos qualificados. Por isso mesmo, sem renunciar ao direito da livre expressão, é indispensável também aprender a ser silencioso. Hoje fala-se muito no direito de se expressar, mas pouco sobre o dever de ficar calado, em determinados momentos. Não é um trabalho fácil. Entretanto, é necessário incluí-lo no cotidiano de cada um para haver comunicação de verdade. O silêncio é a morada da palavra. Tem propriedades para fazer dela uminstrumento autêntico de construção da justiça e da paz, caminho para o encontro com Deus.  

No atual contexto, quando ter voz e vez tornou-se uma forma de exercer o poder, as pessoas não se cansam de emitir palavras, ignorando o silenciar. Chega-se ao ponto de alguns pretenderem partilhar sermões nas igrejas, o que deu azo a críticas e abusos. Muitos não estão aptos para tal tarefa. Urgente é a educação individual e coletiva para não “falar por falar” ou talvez para impor dominação. É tempo oportuno de aprender e criar o gosto de ser tácito. É uma atitude essencial a ser aprendida e praticada.  

O silêncio é remédio para desespero e dores vividospor muitos, ao longo da vida. Importa estar atento para que a sua carência, a incapacidade e a inapetência para vivê-lo sejam superadas, lembrando que a Palavra divina é silenciosa. Ele é o instrumento para garantir a força do amor inesgotável de Deus. Deve-se evitar a voz para permitir a ação amorosa de Deus, que renova a vida de cada pessoa. Ela faz brotar em nossos corações a misericordiosa compaixão, qualificando todos para a tarefa de construir um mundo novo pela força do amor que se revela em Cristo. Tantas vezes, Ele buscou a quietude dos montes e praias para conversar com o Pai. “Ele se retirava para lugares desertos e orava” (Lc 5,16). Santo Antão, anacoreta egípcio, afirmava que “o silencio faz do coração humano a mais autêntica manjedoura, para sempre uma morada de Deus. Ele é a porta da oração.” É oportuno lembrar o profeta Habacuc: “O Senhor está em seu santo templo, diante dele se cale toda a terra” (Hab 2, 20).

Divulgado valor da herança que Rita Lee deixou

Divulgado valor da herança que Rita Lee deixou 

Foto: Reprodução/Instagram

Cantora faleceu na semana passada, em virtude de um câncer no pulmão

Algo entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões. Esse é o valor da herança deixada pela cantora Rita Lee aos três filhos e ao marido, Roberto de Carvalho. O portal R7 divulgou a informação nesta quinta-feira, 15, com base em estimativas do blog Jornal do Bolsão.

A cantora morreu na semana passada, aos 75 anos de idade, em virtude de um câncer no pulmão. O corpo foi cremado — um desejo dela.

Em uma de suas últimas postagens no Instagram, a cantora publicou uma imagem das unhas pintadas durante o Carnaval. “Em clima de folia”, escreveu na legenda.

Rita Lee, ícone do rock brasileiro

rita lee - instagram
Rita Lee tinha 75 anos de idade | Foto: Reprodução/Instagram

Ela nasceu no bairro da Vila Mariana, em São Paulo, em 31 de dezembro de 1947. Ao lado de Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, fundou em 1966 a banda psicodélica Os Mutantes, que revolucionou o rock nacional. No ano seguinte, a banda acompanhou Gilberto Gil no III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, na apresentação da canção Domingo no Parque. Passou a ser aceita pela elite da MPB e foi convidada a participar do disco Tropicália.

Depois dos Mutantes, Rita iniciou um período solo. Mas uma de suas fases mais lembradas foi quando participou da banda Tutti-Frutti, com a qual lançou dois álbuns clássicos da história do rock brasileiro: Atrás do Porto Tem uma Cidade (1974) e Fruto Proibido (1975).

A terceira fase da sua carreira começou em 1976, quando se casou com o também músico Roberto de Carvalho, com quem produziu e gravou alguns de seus maiores sucessos, como Lança Perfume, Baila Comigo, Ovelha Negra, Mania de Você, Flagra e Doce Vampiro. Em 2000, teve a carreira renovada com uma fase ligada à bossa nova, em um de seus discos só com versões de músicas dos Beatles.

Fonte: Terra Brasil notícias

Petrobras confirma discussão sobre nova política de preços

Petrobras confirma discussão sobre nova política de preços

“Nesse sentido, a Companhia esclarece que eventuais mudanças estarão pautadas em estudos técnicos, em observância às práticas de governança e os procedimentos internos aplicáveis”,acrescentou.

Na sexta-feira, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, disse que anunciaria em breve a nova estratégia da estatal para a precificação de combustíveis, com um patamar abaixo do chamado preço de paridade internacional.

O modelo, segundo Prates, terá variações por região e cliente e levará em consideração, por exemplo, o volume comprado e o local de entrega.

Questionado sobre o novo critério, ele afirmou que será o de “estabilidade versus volatilidade”.O formato, ainda de acordo com o petista, deverá evitar a estagnação de preços e o que ele chamou de “maratona” de reajustes.

Fonte: o antagonista

Rita Lee: amor é prosa, sexo é poesia

Quando eu era menino, lá no interior de Minas Gerais, a vida corria lenta e modorrenta como os córregos de água barrenta onde a gente pescava bagres e piabas. Não havia muito o que fazer, salvo viver. Sem televisão, sem celular e sem internet. Na fazenda, sem luz elétrica, a gente exercitava a convivência, a conversa fácil e as brincadeiras de rua. Para fazer um interurbano, era necessário solicitá-lo à telefonista pela manhã e ir para a sede da telefônica à tarde esperar a ligação ser completada.

Na literatura, especialmente na poesia, que conseguíamos viajar. O mundo nos era apresentado por escrito e, através dos poetas, conhecíamos além dos limites da minha Patos de Minas. Lembro-me de conhecer o mar aos 13 anos e do espanto existencial que senti ao deparar-me com aquele mundo d’água. Era fácil ser feliz e a gente sabia.

Uma vez por semana, tinha uma festa no Patos Social Clube, a “hora dançante”. O clube chique da cidade. Todo mundo vendo todo mundo. Era uma sala pequena e, para chamar uma menina para dançar, tinha que ter muita confiança. Todos acompanhavam. Se ela refugasse, a cidade inteira saberia. Penso que foi ali que eu peguei segurança para falar em público e para assumir a tribuna do Plenário do Supremo Tribunal. Aquela adrenalina de atravessar a pista e convidar a menina forjou, de maneira indelével, o homem que eu virei.

A gente achava o máximo o globo que levava as luzes (disco ball) para todos os cantos do pequeno salão, que julgávamos enorme. Voltei lá, anos depois, e custei a crer que era naquele espaço mínimo que nós nos sentíamos donos do mundo. Não havia, na nossa imaginação, nenhum clube em Paris que pudesse competir com aquele ambiente mágico. A cidade só tinha um prédio, o Alvorada, com 6 andares e o único elevador. As duas pessoas mais importantes eram os porteiros do Clube Social e do Edifício Alvorada. Andar de elevador era sinal de status.

Certa vez, quis impressionar uma menina linda, de São Paulo, que passava férias por lá. Ela não gostava de poesia e recitar era o meu único charme. Sem carro e sem grana, tinha que ser criativo. Convenci o porteiro a deixá-la subir comigo até o 6º andar de elevador. “Será fatal e irresistível”, pensei. Quando entramos e eu fechei a porta pantográfica, notei que ela não estava impressionada. Fiz a pergunta que deveria ter feito antes: “Você mora em casa ou apartamento.” E ela, “Apartamento”. Gelei, “Qual andar?”, ela foi cruel, “27º”. A sorte é que o elevador era lento e deu tempo de pensar em uma história para encantá-la mostrando a vista da cidade. Acabou dando certo. Afinal, como nos ensinou Rita Lee: “Sexo é imaginação, fantasia. Amor é prosa. Sexo é poesia”.

 

Em toda “hora dançante”, havia um conjunto que tocava. O melhor era “Os Asteroides”, cujo cantor, Cláudio, tinha uma voz linda. Ele sempre começava a noite e, às vezes, acabava com uma música que nos levava a sonhar: “Dizem que sou louco por pensar assim. Se eu sou muito louco por eu ser feliz. Mas louco é quem me diz. E não é feliz, eu sou feliz”.

A gente entoava juntos a plenos pulmões. A cidade não tinha nenhum psiquiatra e a juventude gritando no clube que era feliz! Era lindo. Rita Lee curava a todos nós.

Depois ela continuou conosco, vida afora, falando de querer ser índio pintado de verde, cheirando lança perfume, afrontando a caretice e dizendo que era bom fazer a companheira ficar louca, muito louca dentro dela. Toda leveza da insubordinação que nos fazia sair da mesmice e admirar aquelas ousadias que faziam um bem danado para quem achava que, ao contrário do que ela cantava, o melhor era “ser o normal”. E até mesmo nos levar a acreditar que “eu posso pensar que Deus sou eu”. Só de fazer o questionamento sobre o que era ser “normal”, já valeram as sessões de análise que mais tarde me levariam a Éric Laurent em Paris.

Por isso, escrevo para dizer: obrigado, Rita Lee! O tempo passou, vieram a internet, o telefone celular, as televisões 24 horas, a política, o trabalho, os casamentos, os filhos e eu quase tinha me esquecido que te amava tanto.

Homenageando você, “meu sonho é ser imortal, meu amor”. Você é.

Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, tem 65 anos. Nasceu em Patos de Minas (MG) e cursou direito na UnB, em Brasília. É advogado criminal e já defendeu 4 ex-presidentes da República, 80 governadores, dezenas de congressistas e ministros de Estado. Além de grandes empreiteiras e banqueiros. Escreve para o Poder360 às sextas-feiras.

nota do editor: os textos, fotos, vídeos, tabelas e outros materiais iconográficos publicados no espaço “opinião” não refletem necessariamente o pensamento do Poder360, sendo de total responsabilidade do(s) autor(es) as informações, juízos de valor e conceitos divulgados.

Trânsito consciente: Equipes da Prefeitura levam conhecimentos à 1ª turma de recrutas da FAB

Foto: ASCOM – Cedida pela SESDEM

Seguindo a programação do Maio Amarelo, as equipes da Prefeitura de Parnamirim realizaram nesta quarta-feira (10) mais uma ação de promoção de conhecimento e boas práticas no trânsito para a 1ª turma de recrutas da Força Aérea Brasileira no ano de 2023.  

O grupo recebeu as equipes do setor de Educação da Secretaria de Mobilidade Urbana e do Programa Vida no Trânsito (Sesad), ambos pertencentes à estrutura do executivo municipal. O tema do dia, voltado a motoristas, motociclistas, pedestres e futuros condutores, foi a prática da direção defensiva. 

O agente de trânsito municipal Lucas Oliveira expôs índices alarmantes de sinistro com motocicleta que, na última década, tiveram uma alta de 55%. Os exemplos dessa realidade estão mais próximos do que imaginamos. Na própria tropa de 115 homens que acompanharam atentamente a palestra, um não estava presente, por estar internado, vítima de um sinistro de moto.
O programa Vida no Trânsito de Parnamirim é sensível à intensificação das ações de educação de trânsito para mudar essa realidade.

Sobre o PVT

De acordo com o Guia Vida no Trânsito, elaborado pelo Ministério da Saúde, no Brasil, o Programa teve início em 2010, com a denominação “Projeto Vida no Trânsito”. É coordenado pelo Ministério da Saúde, em cooperação técnica com a Organização Pan Americana da Saúde (OPAS). As principais diretrizes da metodologia de trabalho são o planejamento participativo, a descentralização administrativa e a intersetorialidade. Um dos pré-requisitos para o funcionamento do PVT é a capacidade de diálogo e construção de parcerias com a sociedade civil organizada, uma vez que o objetivo do Programa é a mudança da cultura de segurança no trânsito de todos os moradores da cidade. 

A ação desta quarta (10) envolveu o Esquadrão de Saúde do hospital da Base Aérea. As equipes do município já foram convidadas para realizar o mesmo trabalho com a 2° turma de recrutas do ano, no segundo semestre.

Assessoria de Comunicação de Parnamirim – ASCOM

Prefeito Allyson anuncia agenda de entregas, obras e serviços para o mês de maio

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, anunciou nessa segunda-feira (08), uma agenda de entregas, obras e serviços para o mês de maio. O assunto foi tema da live nas redes sociais do prefeito na noite de hoje e contempla área da infraestrutura, saúde, assistência social e outras.

Já para esta semana, Allyson anunciou o lançamento do projeto “Jovem do Futuro”, que vai ofertar para jovens mossoroenses formação cidadã. O evento acontecerá na quarta-feira, dia 10, às 9h, no Teatro Municipal Dix-Huit Rosado.

Além disso, acontecerá às 16h desta terça-feira, dia 9, a entrega da reforma da Unidade Básica de Saúde Dr. Sueldo Câmara, no Aeroporto.

Aproveitando a oportunidade, o gestor anunciou mais uma atração do Mossoró Cidade Junina 2023. É a dupla Iguinho e Lulinha, que se apresentará na Estação das Artes no dia 15 de junho.

Confira Agenda de Entregas – Maio/2023:

TERÇA – 09/05:

ASSINATURA DO DECRETO FALA MOSSORÓ
9h, Auditório da Estação das Artes.

ENTREGA REFORMA UBS SUELDO CÂMARA, 16h, Aeroporto 2.

QUARTA – 10/05 LANÇAMENTO PROGRAMA JOVEM DO FUTURO, 9h.
Teatro Municipal Dix-Huit.

QUINTA – 11/05, ENTREGA DA REFORMA UBS DO JUCURI, 16h.
Comunidade do Jucuri. SEGUNDA – 15/05. ASSINATURA DO EDITAL DE FOMENTO INSTITUIÇÕES SOCIAIS E ENTIDADES, 9h, Auditório Estação das Artes. TERÇA -16/05, LANÇAMENTO DO PROGRAMA VIAJAR NA MELHOR IDADE (Entrega de Micro-ônibus), 14h, Auditório da Estação das Artes. ENTREGA DA REFORMA UBS AGNALDO PEREIRA – VINGT ROSADO, 15h, VINGT ROSADO.

QUARTA – 17/05, ASSINATURA DO TERMO DE COLABORAÇÃO COM ASMOR (Associação de Surdos de Mossoró), 11h, ASMOR.

QUINTA – 18/05, LANÇAMENTO DA PREMIAÇÃO IDEB – 2023, 9h, Teatro Municipal Dix-Huit, SEXTA – 19/05.

ENTREGA DE COLETES E ANÚNCIOS PARA A CATEGORIA DE MOTOTÁXI, 8h, Parque Municipal.

ASSINATURA DO TERMO DE COLABORAÇÃO COM APAE, 10h, APAE.
DOMINGO – 21/05, LANÇAMENTO DO PROGRAMA VIDA NA PRAÇA, 16h, Praça Dom Jaime. SEGUNDA – 22/05, ENTREGA DA REFORMA UBS REDENÇÃO, 16h, Bairro Redenção, TERÇA – 23/05, LANÇAMENTO DO MOSSORÓ MOBILIDADE 2.0, 9h, Auditório da Estação das Artes, ENTREGA DO PRÊMIO NOTA MOSSORÓ, 17h, Auditório da Estação das Artes, QUINTA -25/05, ASSINATURA DA SEGUNDA ETAPA DO PROGRAMA MOSSORÓ RURAL, 8h, SEXTA – 26/05, MUTIRÃO DE CIRURGIAS OFTALMOLÓGICAS, 8h, HGO, SÁBADO – 27/05, AÇÃO SOCIAL NO NOVA VIDA, 8h, Bairro Nova Vida.
TERÇA – 30/05, LANÇAMENTOS DA INFORMATIZAÇÃO DAS UBS’s E IMPLANTAÇÃO DAS FARMÁCIAS INFORMATIZADAS, 10h, Auditório Estação das Artes.

As Meninas Cantoras de Petrópolis


Padre João Medeiros Filho

A cidade de Petrópolis (RJ) legou-nos importantes corais, notadamente os Canarinhos, nascido à sombra do Convento dos Franciscanos e as Meninas Cantoras, grupo criado e regido brilhantemente pelo Maestro Marco Aurélio Xavier, durante quarenta anos (1976-2016). Elefoi discípulo de renomados mestres brasileiros e estrangeiros, dentre os quais, Arnaldo Estrella e Esther Scliar. Especializou-se em técnicas vocais, regência e organização de corais. Estagiou junto a instituições seculares como os coros das catedrais de Ratisbona (Alemanha), Viena (Áustria) e da Capela Sistina (Vaticano). Na Abadia Beneditina de Nossa Senhora de Montserrat (Barcelona) estudou com o monge Dom Irineu Segara, regente naquele mosteiro, durante cinquenta anos. “Servi ao Senhor com alegria. Vinde a Ele, cantando jubilosos” (Sl 100/99, 1), recomenda-nos o salmista.

No Brasil, as Meninas Cantoras formaram um grupo musical exclusivamente de vozes femininas. Não se deve confundir com aquele das Cantoras de Nova Petrópolis, município da Serra Gaúcha, datando de 1999. Difere das Meninas dos Canarinhos. A seleção das candidatas a Meninas Cantoras de Petrópolis era rigorosa, incluindo a indispensável avaliação de aptidões musicais. Sua formação durava cerca de três anos de aprendizado e treinamento com matérias teóricas e técnicas vocais. Após essa caminhada, a aluna estava apta para integrar o grupo. Este seguia o exemplo de renomadas “Scholae Cantorum”europeias, especialmente, alemãs, italianas e espanholas. Adotava o método da Escolania de Montserrat que atua, desde o século IX, nos ofícios litúrgicos do citado mosteiro catalão. A candidata passa pelo ritual da investidura, tendo seu ápice com a entrega do Sapatinho de Verniz, símbolo do coral. Este transita em seu repertório por vários gêneros melódicos, do sacro ao profano, do clássico ao popular, interpretando canções em vários idiomas.

Em 2 de março de 2016, foi anunciado o encerramento do grupo. Isto deveria acontecer, após a celebração da data de seu quadragésimo aniversário. A falta de apoio financeiro motivou o término das atividades. Assim desabafa o seu fundador: “Sobrevivemos quarenta anos sem nenhum apoio governamental, político ou empresarial. Os pais e eu mantivemos esse coro por quatro décadas, com os meus dez dedos e a minha garganta.” Vídeos e gravações mostram as parcerias com artistasfamosos. Fizeram várias turnês nacionais e internacionais, tendo sido abençoadas pelo Papa São João Paulo II. Receberam também as bênçãos do Cardeal Eugênio Sales, arcebispo metropolitano do Rio de Janeiro, admirador do coral. O eminente eclesiástico ouvia amiúde a sua interpretação do canto da Oração de São Francisco. E sobre elas comentara com Dom José Carlos de Lima Vaz, seu bispo auxiliar e posteriormente prelado petropolitano: “Belas vozes. São amostras de acordes angelicais e celestes.”

Em quarenta anos, gravaram dezenas de cds e vídeos. Recordistas de apresentações pelo Brasil, foram entrevistadas em inúmeros programas de rádio e tv. Num passeio pelo “Google”, o amante da boa música irá se deleitar com belíssimas interpretações de melodias clássicas e modernas. Como não admirar a Canção do Mar com solo de Natália? Extasiante é a interpretação de Rosa, de Pixinguinha. Inegável é a beleza da voz de Mariana, no canto de Lascia chi’o pianga (Händel). Não há como esquecer o solo de Danielle Andrezza em Não Precisa, de Paula Fernandes. Há centenas de lindas músicas brasileiras e internacionais com solistas talentosas. Ouvir Panis Angelicus, Ave Maria, de Gounod e o Magnificat remete-nos ao clima orante das grandes catedrais, igrejas abaciais e basílicas medievais.

É lamentável que não tenha havido ninguém, nem o Ministério da Cultura (que investe em tanto desperdício) ou empresas com lucros consideráveis para patrocinar esse coral, uma das melhores atrações de canto de que dispúnhamos. Nem mesmo a edição da Lei Fluminense nº 7234, de 15/03/2016, declarando-o patrimônio cultural imaterial do Estado do Rio de Janeiro, evitou o encerramento de suas tarefas. Triste país que consome e financia, nos tempos atuais, um tipo de arte, deixandomuito a desejar e ignora talentos e valores que se empenham em engrandecer a Pátria. Nas apresentações em recintos profanos ou sagrados, durante as quatro décadasde sua existência, as Meninas Cantoras de Petrópolis seguiram o convite do salmista: “Cantai ao Senhor um cântico novo, pois Ele fez maravilhas” (Sl 98/97, 1).

De ouro

Miguel de Cervantes Saavedra (1547-1616), sobre quem andei falando estes dias, foi um gênio. Ele é sinônimo de literatura em língua espanhola/castelhana, sendo o seu “Quixote” (“El ingenioso hidalgo Don Quijote de la Mancha”), de 1605, o marco fundador do romance moderno e uma das mais celebradas obras-primas da literatura universal. Disse isso e repito.

Todavia, devo também dizer que Cervantes é apenas a face mais visível de uma literatura, dita espanhola/castelhana, que era grande, enorme, maravilhosa mesmo, no seu tempo.

Para quem não sabe, a obra de Cervantes está situada no que se costumou chamar, em terras ibéricas, de Siglo de Oro, época de apogeu da cultura e, em especial, da literatura espanhola. A grosso modo, esse apogeu, que abarca o Renascimento e o Barroco na Península, começa já em fins do Século XV, perpassa o século XVI e vai até fins do século XVII– quando estaria situado o Siglo de Oro no seu estrito senso –, com o falecimento de Calderón de la Barca (1600-1681).

Para se ter uma ideia, por essa época (e até já um pouco antes), junto à prosa e à poesia de Cervantes e ao teatro de Calderón de la Barca, se misturavam e pontificavam uma plêiade de célebres autores e obras. Para os mais espiritualizados, é o tempo da poesia mística de Fray Luis de León (1528-1591), Santa Teresa de Jesús (1515-1582) e San Juan de la Cruz (1542-1591). É o tempo da poesia, da prosa e do grande teatro de Lope de Vega (1562-1635). Da prosa de Baltasar Grancián (1601-1658) e Mateo Alemán (1547-1614). Do teatro de Tirso de Molina (1571-1648). Da poesia de Francisco de Quevedo (1580-1645) e Luis de Góngorra (1561-1627). E por aí vai.

Não por mera coincidência, esse é o período dos reinados de Carlos I (o Imperador Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico) e dos reis Filipes (cujos números, dada a profusão de reinos dominados, inclusive Portugal, com a União das Coroas Ibéricas, é uma confusão dos diabos). Poder e riqueza, com muito ouro vindo da América Espanhola e do Brasil, não faltavam. Dinheiro e arte, incluindo a literatura, geralmente andam juntos.

Como registrado no excelente “Curso de literatura –español lengua extranjera” (Editora Edelsa, 2006), de Rocío Barros Lorenzo, Ana Maria González Pino e Mar Freire Hermida: “O Renascimento chega a Espanha numa data-chave, 1492 (fim da Reconquista da Península Ibérica, primeira viagem de Colombo à América e data da publicação da primeira Gramática da língua castelhana, de Antonio de Nebrija, que significa a unificação da língua) e se desenvolve durante o século XVI. No panorama político, a Península é um território estabilizado e unificado sob o reinado dos Reis Católicos, que começará a se expandir tanto na América (com a Conquista) como pela Europa (através de alianças matrimoniais: duas filhas dos Reis Católicos, Isabel e Maria, se casarão com o rei Manuel de Portugal; outros dois, Juan e mais tarde Juana, se casarão com os herdeiros do Império Austríaco; e Catarina, com Henrique VIII da Inglaterra). O século XVI, sob os reinados de Carlos I e Felipe II, é o apogeu do Império Espanhol, em cujos territórios, dizia-se, ‘o sol nunca se põe’”.

A riqueza era tão grande que, mesmo com as guerras nos reinados de Felipe III, Felipe IV e Carlos II, que debilitampolítica e economicamente o país, com a decadência sociocultural e política, afinal temos ciência da Inquisição, do tráfico de escravos e dos horrores na América, “fala-se de um período de florescimento cultural que pode ser situado entre a morte de dois autores fundamentais, Miguel de Cervantes em 1616 e Calderón de la Barca em 1681. Este período é conhecido como Siglo de Oro, e nele se desenvolve o movimento cultural denominado Barroco”.

No mais, devo registrar que nós, brasileiros, temos um lugar de fala (para usar de uma dessas expressões da moda) no Siglo de Oro espanhol. Seguidamente às mortes sucessivas de D. Sebastião (meio tresloucada, na famosa batalha de Alcácer Quibir) e de D. Henrique, ambos sem deixar filhos, Felipe II de Espanha foi entronizado Felipe I de Portugal, com a célebre União das Coroas Ibéricas (ou, menos afamadamente, o domínio espanhol sobre Portugal). Os juristas, pelo menos aqueles que foram meus contemporâneos de universidade, devem até se lembrar das badaladas Ordenações Filipinas, muito citadas, mas nunca estudadas, quando se falava da história do direito brasileiro.

O Siglo de Oro dos espanhóis foi também forjado com o nosso (vil?) metal. Das minas gerais e arrebaldes.

 

Marcelo Alves Dias de Souza
Procurador Regional da República

Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL