Movimento foi capitaneado pela ala militar da legenda, que externou sua insatisfação com citações recentes do deputado Delegado Waldir (GO) contra a reforma da Previdência
BRASÍLIA – Após o ministro da Economia, Paulo Guedes, reclamar do “fogo amigo” no Congresso, a bancada do PSL decidiu nesta quinta-feira, 28, “enquadrar” o seu líder na Câmara, deputado Delegado Waldir (GO). O movimento foi capitaneado pela ala militar do partido, que externou sua insatisfação com citações recentes do líder contra a reforma da Previdência.
“O partido tem divergências, tem suas divisões. Nem Cristo agradou a todo mundo, não será o Delegado Waldir que vai agradar”, afirmou o deputado, após reunião da bancada em um espaço de eventos em Brasília. Na ocasião, os parlamentares anunciaram que fecharam questão em relação à proposta da reforma da Previdência.
De acordo com parlamentares presentes na reunião, ficou definida uma espécie de manual que Waldir terá de seguir para continuar no cargo. Foi acertado que, como líder, qualquer crítica que fizer a questões do governo, terá de ser pontual e com consulta prévia à bancada. Waldir terá também de assumir um papel mais institucional de defesa e orientação dos deputados do PSL.
O deputado de Goiás chegou ao cargo de líder após o deputado Eduardo Bolsonaro(PSL-SP), filho mais novo do presidente, ter desistido de assumir a função para evitar conflito de interesses da bancada. Eduardo era vice-líder no mandato passado e, na transição, passou a ser um dos principais interlocutores da equipe de Jair Bolsonaro no Congresso.
Com apoio do presidente da legenda, Luciano Bivar (PSL-PE), o delegado foi eleito para a função. Desde que assumiu, porém, tem entrado em rota de colisão com o governo por suas declarações. Aos presentes na reunião, Bivar garantiu a manutenção de Waldir na liderança. Contudo, um grupo de deputados defende a adoção de um rodízio na liderança ainda este ano.
Joice. O líder do partido na Câmara não é o único a ser contestado. Conforme mostrou o Estado, a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), também passou a ser alvo de críticas internas após discutir com deputados favoráveis à reforma da Previdência pelo Twitter.
O presidente Jair Bolsonaropermaneceu calado ao ser questionado na noite desta quinta-feira (28) sobre a permanência do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez.
Ele foi abordado por jornalistas duas vezes antes de sair de um jantar de comemoração do aniversário do deputado Hélio Lopes (PSL-RJ) em uma churrascaria em Brasília. Na primeira vez, ele não respondeu a perguntas – entre as quais, questionamentos sobre Vélez. Na segunda, respondeu sobre a reforma da Previdência, mas, ao ser indagado sobre o ministro, começou a deixar o local e entrou no carro para ir embora.
Presente ao jantar, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) também foi alvo de perguntas sobre Vélez Rodríguez ao deixar a churrascaria. O filho de Jair Bolsonaro respondeu: “O presidente é quem fala”.
Na manhã desta sexta (29), a agenda de Bolsonaro, divulgada pela Secretaria de Comunicação Social, prevê uma audiência com o ministro Vélez Rodríguez, às 10h30, no Palácio do Planalto.
Nesta quarta-feira (27), a TV Bandeirantes exibiu uma entrevista com o presidente na qual ele respondeu sobre a situação de Vélez. Disse que “realmente não dando certo as questões lá” (no Ministério da Educação). Nessa entrevista, afirmou que conversaria com o ministro somente depois de retornar de Israel, para onde embarca neste sábado a fim de cumprir visita oficial.
“Quanto à educação, temos que resolver a questão da educação. Vamos ter mais uma conversa, na minha volta de Israel, com o atual ministro e vamos ter que decidir a questão da educação, que realmente não estão dando certo as questões lá. E é um ministério extremamente importante, como os outros são”, declarou.
Questionado então na entrevista sobre o que “não está dando certo”, respondeu:
“Olha só, o que a gente quer no MEC? Que a garotada do ensino fundamental aprenda física, química, matemática, biologia. Para isso, você tem que ter poder de comando, exercer autoridade, indicar pessoas corretas para que se chegue ao final da linha. Mas estamos tendo problema no tocante a… Agora, é um ministério, um dos mais aparelhados que tem. Tem conselhos lá dos mais variados possíveis, que para um ministro tomar decisão não é fácil. Quase todos os ministros quando convidei, falei: ‘Se fosse você, não aceitaria’. Então, o da Educação também falei isso daí, dadas as dificuldades. Então, a massa que está lá, pelo que entendo, está por patriotismo.”
Ricardo Vélez Rodríguez tem protagonizado uma série de polêmicas desde que assumiu o MEC e enfrenta uma “guerra interna” na pasta provocada por divergências entre militares e seguidores do escritor Olavo de Carvalho, segundo o blog do colunista do G1 e da GloboNews Valdo Cruz. De acordo com o blog, há pressão dentro do governo para que Vélez deixe o cargo.
Polêmicas
Nos três meses à frente do Ministério da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez protagonizou uma série de polêmicas, entre as quais:
Anunciou a demissão do secretário-executivo da pasta diante da “guerra” no ministério. Depois, substituiu diversas outras pessoas na pasta. O presidente do Inep também foi demitido;Pediu a escolas que filmassem alunos cantando Hino Nacional e enviassem o vídeo ao MEC. Depois, voltou atrás;Disse em entrevista que o brasileiro parece um “canibal” quando viaja ao exterior. Depois, disse ter sido “infeliz” na declaração;Afirmou que a universidade não é para todos.
Jantar
Além de Bolsonaro e do deputado Hélio Lopes, participaram do jantar o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), amigos e familiares do aniversariante.
Daniel Silveira declarou que, no jantar, pouco se falou de trabalho, mas disse que a reforma da Previdência foi um dos assuntos tratados. Ele contou que havia cerca de 30 pessoas presentes à sala reservada para o evento e que Hélio Lopes estava emocionado. Jornalistas não tiveram acesso ao local.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou no início da tarde desta quinta-feira (28) que houve “muito ruído de comunicação” em torno da reforma da Previdência, mas que está “muito confiante” de que os poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) sabem “de seu papel institucional”.
Guedes deu a declaração após reunião com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para tratar da reforma da Previdência. Maia ofereceu um almoço na residência oficial Guedes e ao secretário especial da Previdência Social, Rogério Marinho.
“Estou muito confiante de que os poderes independentes estão harmonicamente buscando o aperfeiçoamento institucional do Brasil. Existem uns ruídos de comunicação. Houve muito combate durante a campanha, e esse barulho vai diminuir. O exercício das próprias funções [de cada poder] daqui para a frente vai fazendo com que se tenha uma convergência, uma harmonização. Eu acho que isso é natural. O barulho está um pouco acima, exatamente porque houve esse choque inicial. Mas eu tenho sido testemunha de que todos estão empenhados”, declarou o ministro.
Também estavam presentes no encontro o líder do Novo, deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), o primeiro-vice-presidente da Câmara, Marcos Pereira (PRB-SP), e o deputado Domingos Neto (PSD-CE).
Paulo Guedes disse que os poderes sabem da importância do desempenho e papel de cada um.
“Eu acredito muito que os principais poderes – apesar dessa coisa que dá muita notícia, dá barulho, esses ruídos – sabem a importância do desempenho de cada um, do seu papel institucional”, afirmou o ministro da Economia.
“Maia tem me apoiado muito e facilitado as conversas mais frequentes com políticos para que se explique a importância da nova Previdência”, afirmou o ministro da Economia.
Rodrigo Maia afirmou que Guedes “tem sido um interlocutor importante” e, disse ter certeza de que a participação dele “ajuda muito no convencimento dos parlamentares.”
“Resolvi convidá-lo [Paulo Guedes] para almoçar hoje para a gente formar o diálogo, o tema da reforma da previdência […] com a certeza de que esse é um tema difícil, mas é um tema decisivo para o futuro do Brasil. É fundamental que a gente possa deixar claro para a sociedade que o nosso foco na Câmara dos Deputados vai ser sempre as mudanças que podem transformar a vida dos brasileiros”, declarou.
Ataques
O encontro com Guedes ocorreu após a troca de farpas públicas entre Rodrigo Maia e o presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre a articulação em torno da reforma da Previdência. Nesta sexta, Bolsonaro disse que a discussão com Maia é “página virada”.
A tramitação da reforma está parada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara à espera da indicação de um relator.
Nos bastidores, tanto o PSL, partido de Jair Bolsonaro, quanto o Novo negociam para ficar com a relatoria ou na CCJ ou na comissão especial, que será ainda criada na etapa seguinte para analisar o conteúdo da proposta.
Audiência
Outro componente que acirrou a crise com a Câmara foi o cancelamento da ida de Paulo Guedes à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na terça-feira (26) para explicar pontos da proposta aos deputados.
Uma nova audiência foi marcada para a próxima quarta-feira (4) em um acordo costurado com a oposição para evitar a aprovação de uma convocação do ministro, o que poderia desgastar ainda a relação com o governo.
O poder não fica órfão, ele sempre será exercido por algum ator político e, às vezes, aquele que tem a legitimidade do voto, portanto, o “poder de direito”, não consegue efetivá-lo em “poder de fato”. O presidente Jair Bolsonaro tem tido dificuldade para governar, para dar um norte a seu governo. Pior, ainda, tem sido o relacionamento de Bolsonaro e até de um dos de seus filhos com Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados. Sabidamente um tema impopular, a reforma da Previdência não tem em Bolsonaro um ferrenho defensor. Maia afirmou – corretamente – que seu papel não é fazer a articulação política do governo e, também, de que, ao jogar no colo do Parlamento a responsabilidade da reforma, Bolsonaro quer o bônus, caso seja aprovada, mas não quer o ônus que há no bojo dela.
Nesta terça-feira, 26, a Câmara aprovou uma PEC que engessa parcela substancial do orçamento e torna obrigatório o pagamento de despesas hoje passíveis de adiamento, como, por exemplo, emendas das bancadas parlamentares e investimentos em obras. Uma derrota para o governo e recado: falta articulação política e o tratamento dispensado aos deputados, quase todos classificados como da “velha política”, gera problemas e atritos entre os poderes Executivo e Legislativo. Nem mesmo o partido do governo, o PSL, entendeu o que estava acontecendo. Maia surfou numa onda que não foi gerada por ele. Quem, efetivamente, traz dificuldades ao governo Bolsonaro é o próprio governo Bolsonaro. Simples. Os ataques à “velha política” pelo presidente da República e os seus, bem como os bolsonaristas nas redes sociais, têm conseguido a proeza de reunir, indignados, partidos à esquerda, ao centro e à direita, contrários ao tratamento governamental.
No tabuleiro da política institucional, Maia e os deputados encurralaram o Planalto. Ou Bolsonaro começa a dialogar e deixa de falar para os já convertidos (bolsonaristas nas redes sociais) ou outras pautas-bomba, num “pacote de maldades”, virão em breve. O poder não fica órfão.
O presidente Jair Bolsonaro colhe o que plantou. Está em pleno curso a guerra entre Executivo e Legislativo. Se não houver trégua – e rápido –, Bolsonaro será na prática refém de um Congresso que ontem mostrou saber agir unido quando desafiado.
Depois da ausência do ministro Paulo Guedes à sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a que fora convidado para explicar a reforma da Previdência, a Câmara aprovou em dois turnos, com votações avassaladoras de 448 e 453 votos, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que eleva o percentual de gastos obrigatórios do governo de 93% para 97%.
Se aprovada no Senado – onde o presidente Davi Alcolumbre prometeu agilidade –, o governo teria autonomia sobre apenas R$ 45 bilhões, num Orçamento de R$ 1,4 trilhão. Embora o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tenha negado, foi uma retaliação evidente aos ataques a parlamentares, em especial ao próprio Maia, nas redes sociais e em declarações do próprio Bolsonaro.
É a segunda vez que a Câmara vota um projeto em massa contra o governo (na primeira, derrubou o decreto que ampliava o sigilo de informações públicas). Não deverá ser a última. O Senado planeja levar a Plenário semana que vem um projeto que revoga a isenção de vistos a americanos, australianos, japoneses e canadenses, anunciada por Bolsonaro nos Estados Unidos.
Mais grave ainda: uma frente de 291 deputados se prepara para desidratar a reforma da Previdência, eliminando os trechos que mudam as regras do Benefício de Prestação Continuada (BPS), da aposentadoria rural e os que retiram futuras alterações de matéria previdenciária da Constituição, relegando o tema a leis comuns.
Antes prevista para ser votada na CCJ no próximo dia 3, a apreciação da reforma foi adiada pelo menos até dia 17. Não existe nem relator designado para o projeto. A rejeição no Parlamento a Guedes e seu projeto só cresceu com a ausência de ontem, manobra combinada com Maia para evitar a previsível transformação da apresentação em palanque para adversários da reforma.
O principal projeto que garantiria ao governo Bolsonaro fôlego tanto financeiro quanto político está nas cordas. As tentativas de salvá-lo partem de figuras no campo bolsonarista sem a menor experiência em articulações políticas de fôlego, como o ministro Onyx Lorenzoni ou a deputada Joice Hasselman.
A chance de que extraiam concessões significativas de caciques da Câmara ou do Senado é infinitesimal. A esta altura, qualquer reforma que venha a ser aprovada será uma sombra do projeto original, que previa economias superiores a US$ 1 trilhão em dez anos.
O embate com o Congresso resulta da inépcia do próprio governo, que levou ao Parlamento projetos concorrentes, como o de combate ao crime do ministro Sérgio Moro, propôs uma reforma vergonhosa na Previdência dos militares e se recusa a dividir poder para construir uma base parlamentar estável.
Qualquer estudante ginasiano bem informado sabe que, no presidencialismo brasileiro, o Legislativo, quando unido, tem mais poder que o Executivo. Bolsonaro conseguiu, graças a sua atuação desastrosa nas redes sociais, a suas inclinações ideológicas polarizadoras expressas em tuítes e “lives”, e a sua visão tosca e primitiva do que seja a atividade política, unir o Parlamento contra seu governo.
Mantém o clima da campanha eleitoral até agora. Comprou brigas inúteis com figuras que poderiam ajudá-lo a conquistar o Congresso, como Maia ou o ex-ministro Gustavo Bebianno. Só ontem decidiu mudar a chefia da comunicação do governo, para lançar uma campanha em defesa da reforma da Previdência – talvez tarde demais, pois os adversários têm dominado a agenda perante o público.
Bolsonaro foi ontem com sua mulher ao cinema, assistir a um filme que relata uma história de superação pela fé. Para superar a crise que ele próprio criou, ter fé não bastará. Será preciso muita negociação e muita articulação política, temas em que ele não cessa de dar demonstrações de sua incompetência flagrante
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara decidiu nesta terça-feira (26) que vai ouvir o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a proposta de reforma da Previdênciana próxima quarta (3).
Paulo Guedes iria à comissão nesta terça na condição de convidado. A participação estava prevista na agenda oficial, mas, pela manhã, a assessoria do ministro informou que ele não iria mais e enviaria representantes.
Diante disso, a oposição protestou e propôs a convocação do ministro. Neste caso, Paulo Guedes seria obrigado a comparecer a uma sessão da CCJ, em data a ser agendada.
A sessão da comissão, então, foi encerrada e reconvocada logo em seguida. Após alguns deputados se manifestarem sobre o caso, o presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), anunciou um acordo entre a oposição e a base aliada do governo para Guedes ser ouvido na próxima quarta (3), na condição de convidado e não de convocado.
Trechos da proposta do governo ‘atrapalham’, diz Maia13 partidos apoiam reforma, mas querem mudar textoPSL resolverá ‘angústias’ internamente, diz líder
Antes de o acordo entre a base aliada e a oposição ser anunciado, houve discussão entre os parlamentares sobre ouvir ou não Rogério Marinho, secretário especial de Previdência, e Bruno Bianco, secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho.
A maioria dos deputados, contudo, decidiu não ouvir os representantes de Paulo Guedes e convocar uma nova sessão para discutir a participação do ministro em uma audiência.
Pelo acordo anunciado no plenário da CCJ, se Guedes não comparecer na próxima quarta (3), será discutida a convocação do ministro.
Articulação
A polêmica envolvendo Paulo Guedes nesta terça-feira acontece em meio a divergências públicas entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia(DEM-RJ), sobre a quem cabe a articulação para aprovação da reforma.
Enquanto Bolsonaro diz que a responsabilidade é do Congresso, Rodrigo Maia afirma que o governo não pode “terceirizar” a articulação política.
O presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), já disse que a reforma só terá celeridade na Câmara, como quer Bolsonaro, se a base aliada do governo estiver “organizada e coesa”.
Para Paulo Guedes, tem havido “problema de comunicação” na articulação para a aprovação da reforma.
Reforma da Previdência
Enviada em fevereiro ao Congresso, a reforma está na primeira etapa da tramitação. Na CCJ, os deputados analisarão se a proposta do governo Jair Bolsonaro está de acordo com a Constituição.
Se aprovada, a reforma seguirá para uma comissão especial, responsável por analisar o mérito (conteúdo) do texto. Em seguida, a proposta será votada no plenário da Câmara, onde precisará dos votos de pelo menos 308 dos 513 deputados, em dois turnos de votação.
A reforma é considerada pela equipe econômica como medida prioritária para a recuperação das contas públicas.
Pelas estimativas do governo, se a reforma for aprovada, será possível economizar R$ 1 trilhão.
Com um trabalho forte e já reconhecido pela população de Parnamirim, a advogada paraibana, Andréia Nogueira, está ganhando espaço no cenário político da terceira maior cidade do RN. As palestras que ministra sobre a lei Maria da Penha vem a cada dia popularizando ainda mais o seu nome, especialmente nas comunidades carentes. Esse trabalho está sendo realizado através da associação de Advogadas do RN e da Assembleia Legislativa que promovem eventos em defesa do consumidor. No campo político partidário, a doutora Andréia Nogueira já acertou sua filiação ao PCdoB, mas por orientação de um dos caciques da legenda esse ato de filiação não ocorrerá agora, para não atrapalhar o seu crescimento eleitoral. Essa infiltração está acontecendo naturalmente. Alguns membros da legenda entendem que ela tem potencial para disputar não só uma cadeira na Câmara de Parnamirim, mas também uma vaga na Assembleia Legislativa. A eleição da Advogada da terra de Ariano Suassuna é tida como certa.
Amigos fiéis desde o tempo que exerciam cargos na Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN), Naur Ferreira e Maurício Marques terão destinos diferentes nessa eleição. Naur hoje está aposentado da CAERN, nas várias secretarias nos governos Agnelo Alves e Maurício Marques obteve destaque por sua atuação política. O ex-secretário vai pendurar as chuteiras e não circulará mais em ambientes político. Ele já comunicou que sua decisão já foi tomada e não voltará atrás. Ficará de fora da campanha em 2020. Naur Ferreira quer agora cuidar da família e dos processos que respondem na justiça. Segundo uma fonte que reside em Nova Parnamirim com livre acesso ao ex-secretário, ele tem reclamado da forma como Taveira vem conduzindo a parte política desde o início da gestão, sem concessão de espaços a aliados como o amigo Maurício que foi colocado para fora da administração. Logo depois desse fato, ele chegou à conclusão que sua missão teria acabado com Taveira e não pretende mais atuar em nenhuma função pública no momento. Só lembrando que o filho de Taveira é casado com a filha de Naur e como o seu melhor amigo Maurício Marques não estará no palanque do sogro de sua filha, ele vem preferindo ficar neutro e não desagradar nenhum dos lados. Enquanto isso, o ex-prefeito Maurício Marques que anda soltando os cachorros quando fala em sua cria política, o coronel Taveira, foi visto distribuídos currículos na governadoria para tentar emplacar alguns “amigos” na administração Fátima Bezerra. Esse sim, está disposto a entrar de cabeça na campanha oposicionista para derrotar Taveira. Mas, não tem sido fácil, pois o resultado do último pleito, não o fortaleceu para emplacar o nome de sua mulher Kátia Palhano como candidata a vice na chapa de oposição. Maurício tem conversado com muita gente em Parnamirim e principalmente com a governadora Fátima Bezerra que não esconde a vontade de derrotar Taveira. O ex-prefeito só não conseguiu convencer seu fiel escudeiro, Naur Ferreira que foi aconselhado a época a desistir de disputar de pleito em 2016, abrindo espaço para o coronel Taveira a se eleger. Agora, os amigos só irão se reencontrar em outro momento, pois na política isso não será possível, pelo menos por enquanto.
O desembargador Ivan Athié, do TRF-2, acaba de mandar soltar Michel Temer e Moreira Franco.
Relator do caso, Athié havia pedido que ele fosse incluído na pauta de julgamento do tribunal nesta quarta (27), para que a decisão sobre o habeas corpus fosse colegiada.
Ao conceder a liberdade ao ex-presidente e ao ex-ministro, ele se antecipou.
Temer havia sido preso na quinta (22), por ordem de Marcelo Bretas, na Operação Descontaminação.
O empresário Flávio Rocha, do Grupo Guararapes (Riachuelo) e do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), criador do movimento político conservador “Brasil 200”, afirma que o governo de Jair Bolsonaro “precisa desligar o Twitter” para conseguir aprovar a reforma da Previdência. Presente no Fórum Lide de Varejo, que ocorreu neste sábado no litoral paulista, ele, que foi um dos primeiros empresários a aderir à campanha de Jair Bolsonaro, se recusa a criticar o governo, dizendo que há uma “curva de aprendizagem”, mas cobra um posicionamento mais firme em prol da reforma.
Nesta semana o governo viveu uma série de situações que podem colocar em risco a aprovação da reforma…
Eu mudei a minha cabeça no sentido de não me angustiar diante destas mudanças bipolares, espasmódicas de humor. O que me tranquiliza é que a mudança aconteceu na base, na raiz, na cabeça do povo brasileiro. Então eu acho que o gigante despertou. O gigante são os 98% da população brasileira que paga a conta desta farra (da Previdência sem reforma). Esse era um gigante que estava em sono profundo. E a mudança não virá de um protagonista, de um ou outro agente político, a mudança virá da conscientização que aconteceu da população brasileira.
Mas os problemas desta semana não colocam em risco a tramitação da reforma?
Sem dúvida, mas acho que prevalece o bem maior que é o Brasil, que é a salvação do Brasil. Eu acho que estas questões serão colocadas no seu devido lugar, serão colocadas à margem e vai preponderar o que é fundamental e o que é essencial.
O otimismo econômico do começo do ano já está se reduzindo, diante dos problemas da tramitação da reforma?
Eu acho que a questão fundamental é se a reforma da Previdência passa ou não. O marco divisor de águas, principalmente para o investimento externo, é uma demonstração concreta que a reforma da Previdência vai passar. Mas acho que quem decide este investimento está esperando uma demonstração um pouco mais concreta de que a reforma passa.
Mas existe a possibilidade de a reforma não passar?
Não, eu não acho que há a possibilidade da reforma não passar, eu acho que ela vai passar e com efeito fiscal relevante.
A agenda econômica do Paulo Guedes será afetada pelas polêmicas do governo?
Nós temos que estar vacinados contra os que querem manter as coisas do jeito que estão. Os anti-reformistas são estes que querem tumultuar o processo. Mas nós temos que filtrar estas intenções, que são, antes de mais nada, antipatrióticas.
Como o senhor avalia o começo do governo Bolsonaro?
Nós nunca tivemos um pacote de ideias tão boas. Essa eleição foi ganha claramente com ideias que costumavam ser onerosas politicamente no Brasil, que é a ideia do Estado pequeno, de privatização, bandeiras que nunca haviam sido assumidas. Isso dá força a este discurso. Eu acho que finalmente chegaram ao Brasil os ideias que construíram todos os cases de prosperidade no resto do mundo.
O governo começou bem?
Eu acho que há uma curva de aprendizado, o povo queria renovação e o custo da renovação é esse, pessoas que ainda estão aprendendo o jogo político, mas estão aprendendo muito rapidamente. Eu cito como exemplo o ministro Paulo Guedes, que não tinha os cacoetes do político, mas está aprendendo rapidamente a lidar com o Congresso. As pessoas bem intencionadas aprendem rápido.
A popularidade do governo caiu muito rápido. Isso é um risco?
É que uma das trincheiras dos privilégios de uma visão antagônica desta visão liberal e conservadora deste governo tem muita força de comunicação. Isso realmente traz um efeito de desgaste, há um verdadeiro “bullying” de comunicação em torno das ideias liberais e das ideias conservadoras que são a espinha dorsal deste governo.
Que conselho o senhor daria ao governo?
Eu acho que tinha que desligar o Twitter. Se o Carlos Bolsonaro quer ajudar, comportamentos típicos de campanha têm de ser deixados para trás e agora tem que ser um comportamento típico de agregação. Agora é hora de construir, de aglutinar, a eleição foi ganha, conscientizando uma grande maioria que não sabia da força que tem, que é o contigente dos liberais na economia e conservadores nos costumes. Mas agora a hora é de alargar este leque.
Em entrevista à Época, Ciro Gomes criticou a prisão de Michel Temer:
“Se tem um brasileiro que acha que o Michel Temer merecia estar condenado e preso, sou eu”, afirmou. “Eu poderia estar comemorando essa prisão. Entretanto, minha consciência de cidadão e minha formação jurídica me obrigam a afirmar que esta prisão, feita como foi, viola a Constituição, porque a regra é a liberdade. O Brasil não pode comemorar a violação da lei, mesmo que seja para fazer aquilo que se alega ser justiça. O nome disso é justiçamento.”
Senador Roberto Rocha teme ‘escalada de desaforos’ prejudicando a reforma
O líder do PSDB no Senado, o senador Roberto Rocha, considera “provocações desnecessárias e intrigantes” as recentes declarações dadas pelo presidente da Câmara dos Deputados, o deputado Rodrigo Maia, em relação ao governo de Jair Bolsonaro. O senador divulgou suas críticas em sua conta no Twitter, neste domingo (24).
“Quando o presidente da Câmara dos Deputados diz que o presidente da República precisa se dedicar mais ao trabalho e menos ao Twitter, que o governo é um deserto de ideias, que o presidente não quer a reforma e quer posar de bonzinho, vejo como provocações desnecessárias e intrigantes”, declarou o senador maranhense.
Segundo Rocha, atitudes como a de Maia pode levar a crises prejudiciais à aprovação de reformas no Congresso. O senador se diz preocupado “ao ver o deputado referir-se de modo admoestador e zombateiro a Bolsonaro, e diante disso, o risco de uma escalada de desaforos, o que causaria um clima impraticável ao êxito das reformas”.
O líder tucano no Senado afirma ainda que a preocupação está relacionada ao momento em que o país vive e “a necessidade da Reforma da Previdência que assegure sua viabilidade futura”.
Por fim, o senador pede para que Bolsonaro e Rodrigo Maia restabeleçam a harmonia política que demonstram, segundo Rocha, antes da eleição para a presidência da Câmara, quando Maia foi reeleito para o cargo. De acordo com o líder do PSDB, nesse momento, “o apoio mútuo indicava êxito a projetos para o Brasil”.
Troca de farpas
O sábado (23) foi marcado pela troca de farpas entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o presidente Jair Bolsonaro, que está em viagem ao Chile.
Durante a manhã, Maia afirmou que o governo Bolsonaro não poderia terceirizar a articulação da reforma da Previdência. Segundo o presidente da Câmara, Bolsonaro estaria transferindo a responsabilidade a ele e ao presidente do Senado, ao mesmo tempo que critica a velha política. “Ele precisa assumir essa articulação, porque ele precisa dizer o que é a nova política”, afirmou.
Na sexta à noite (22), o deputado chegou a declarar que o presidente Jair Bolsonaro precisava dedicar mais tempo à aprovação da Reforma do que ao Twitter, rede social muito usada pelo presidente da República.
No Chile, Bolsonaro disse que nunca havia criticado Rodrigo Maia e que não sabia porque o deputado estava agindo “dessa forma um tanto quanto agressiva”.
Maia voltou a rebater o presidente e afirmou que não usava as redes sociais para agredir ninguém. “Eu uso as redes sociais para dar informação aos meus eleitores, à sociedade brasileira”, declarou o presidente da Câmara dos Deputados.
‘Mimimi’ de Rodrigo Maia é esperteza para ganhar mais poder
Político esperto e experiente, o deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, exagera ao reclamar das “hostilidades” de aliados de Jair Bolsonaro nas redes sociais. Seu objetivo é ganhar certa blindagem entre bolsonaristas mais afoitos, e ainda mais poder junto ao Planalto. O deputado será atendido: o presidente sabe que a reforma da Previdência não suportaria nem mesmo o corpo mole de Rodrigo Maia. A informação é do jornalista Cláudio Humberto, colunista do Diário do Poder.
Rodrigo Maia soube que era iminente a prisão do ex-ministro Moreira Franco, padrasto da sua mulher, e resolveu alfinetar a Lava Jato.
A alfinetada atingiu Sérgio Moro, homem da Lava Jato no governo. Moro caiu na armadilha e Rodrigo Maia adorou fazer pose de “magoei”.
Rodrigo Maia jamais recuaria no apoio à reforma da Previdência, que é sua agenda, mas aproveita para valorizar o próprio papel nisso tudo.
Pelo sim, pelo não, Bolsonaro não quer e não pode abrir mão do apoio de Rodrigo Maia à reforma, nem que tenha de amordaçar o Zero Dois
O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e o presidente dos EUA, Donald Trump, durante uma entrevista coletiva no Rose Garden da Casa Branca, em Washington (EUA)
O ingresso do Brasil como membro pleno da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), tratado entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente norte-americano Donald Trump na viagem oficial aos Estados Unidos, deverá atrair investimentos estrangeiros e pode viabilizar agenda de reformas econômicas liberalizantes.
Essa é a expectativa de analistas que acompanham as relações políticas, econômicas e comerciais entre os dois países. Para Diego Bonomo, gerente-executivo de assuntos internacionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), “entrar na OCDE ajuda a acelerar o processo de reformas internas, no sentido de modernização e abertura da economia, porque que nos vincula internacionalmente a um tratado”.
“A participação na OCDE é um selo para os países de que são economias estáveis, de baixo risco, e mais propensos a receber investimento estrangeiro”, compara Bonomo.
Guilherme Casarões, professor da Escola de Administração de Empresas da FGV em São Paulo, concorda e pondera que estar na OCDE “significa aderir a um conjunto de práticas públicas e instrumentos de gestão que podem ser positivos para o Brasil”.
Fernando Ribeiro, da área de comércio exterior e investimentos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), assinala que a entrada na OCDE é “uma decisão geopolítica” e que tem como consequência “cumprir uma lista longa de requisitos” e poderá trazer como benefício “recuperar o grau de investimento”.
A OCDE tem recomendações e protocolos sobre governança corporativa, combate à corrupção, transparência pública, tributação, defesa da concorrência, investimentos de empresas multinacionais, a produção e comércio de aço, agronegócio, derivados químicos, economia digital, entre outros.
Casarões pondera, no entanto, que por causa dessas diretrizes a entrada na OCDE não é uma unanimidade entre especialistas. “O grande dilema que a gente enfrenta é se queremos ser um soldado fiel de um conjunto de boas práticas ou se queremos ter autonomia decisória para fazer uma política que não esteja no repertório da OCDE”, descreve ao ressalvar que a eventual adesão “não tem o caráter das condicionalidades impostas pelo FMI”.
Ele acrescenta que o ingresso na organização “não gera empregos de um dia para o outro, mas cria condições para que com a entrada de investimentos possa haver mais oferta de empregos no futuro”.
Reformas
O cientista político David Fleischer, nascido em Washington (capital dos EUA) e naturalizado brasileiro, está de acordo com análises positivas sobre a eventual entrada do Brasil na OCDE. “Os economistas estão certos quando dizem que vai ajudar ao Brasil recuperar o grau de investimento e atrair novos investimentos”.
Fleischer avalia que, independente da entrada na OCDE, os norte-americanos “estão prontos para investir”, mas antes esperam que o Brasil encontre equilíbrio fiscal e mudem o patamar de endividamento público. “A reforma da Previdência é chave”, destaca. “Isso vai abrir uma enxurrada de investimentos nacionais e internacionais”, prevê.
Em junho de 2015, o Itamaraty assinou um acordo de cooperação com a OCDE com vistas à entrada do Brasil como membro pleno da organização, onde já era considerado parceiro-chave junto com os demais membros do Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul).
A OCDE, com sede em Paris (França), tem origem no final da década de 1940 e foi criada para gerenciar a cooperação econômica dos norte-americanos ao Japão, à Coreia e aos países da Europa ocidental após a 2ª Guerra Mundial (Plano Marshall). Além do Brasil, outros países sul-americanos têm pretensão de entrar na OCDE: Argentina, Colômbia e Peru. México e Chile já são membros efetivos
Discurso bem recebido
David Fleischer afirma que a performance do ministro da Economia Paulo Guedes durante a viagem aos Estados Unidos foi bem acolhida pelos norte-americanos, especialmente na Câmara de Comércio. “Com as pessoas que eu conversei em Washington, a impressão era de que o discurso foi bem recebido. Foi bastante franco e mostrou que o Brasil está no caminho das reformas e que está querendo abrir mais sua economia e que está aberto a novos investimentos”.
Fernando Ribeiro avalia que o ministro da Economia “foi muito pertinente” e soube marcar a identificação e o desejo de aproximação do Brasil com os EUA, mas sem abrir mão de outras relações estratégicas. “Guedes se posicionou como quem diz não interpretem este movimento como afastamento dos demais países. Não vamos prejudicar as boas relações que temos com a China, com a Europa e o Japão”.
Agricultura
Segundo o técnico do Ipea, o resultado mais imediato das negociações com os Estados Unidos será a possibilidade de retomar a exportação de carne bovina para o mercado norte-americano e de importação de carne suína.
Na pauta do agronegócio, o comunicado conjunto dos presidentes Bolsonaro e Trump também assinala a possibilidade dos Estados Unidos se beneficiarem com a cota de 750 mil toneladas anuais de trigo com taxa zero de importação para o Brasil. De acordo com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, os produtores norte-americanos têm “vantagens comparativas” para vender trigo para o Brasil, mas a cota não é só para os Estados Unidos.
Durante a passagem nos EUA, Tereza Cristina tentou atrair as empresas norte-americanos para investimentos necessários em infraestrutura que melhorem o desempenho do agronegócio. “A agricultura brasileira está no caminho certo, mas o grande gargalo é a infraestrutura. É fundamental, para que o agronegócio continue sendo bem-sucedido e tenha competitividade nos mercados internacionais, que tenhamos novos projetos de ferrovias, hidrovias, rodovias, armazenagem, irrigação e energia”, divulgou a assessoria da ministra.
Turismo
O Ministério do Turismo, por sua vez, comemora o anúncio de não exigência de vistos prévios para a entrada, por até 90 dias, de visitantes norte-americanos (como também canadenses, australianos e japoneses).
Em nota, o MTur cita dado da Organização Mundial do Turismo (OMT), segundo a qual “medidas de facilitação de visto podem ampliar em 25% o fluxo de turistas”. Em 2017, 475 mil turistas norte-americanos visitaram o Brasil. O gasto médio per capita/dia foi de US$ 59,16, com a permanência média de 20 pernoites.
Em janeiro deste ano, o Brasil recebeu US$ 93 milhões de transferências pessoais dos Estados Unidos (43% de todo o volume recebido). No mesmo mês foram gastos naquele país ou enviados US$ 44 milhões. Saldo positivo de US$ 49 milhões.
Integração
Além do agronegócio, turismo e das transferências pessoais, Diego Bonomo, da CNI, acrescenta que “a relação de comércio e investimento com os EUA é de alta qualidade, e com muita integração de cadeias, principalmente entre empresas industriais e de prestação de serviços”.
De acordo com o Ministério da Economia, 58,5% do valor das exportações brasileiras para os Estados Unidos no ano passado foram de produtos manufaturados; e 20,7% foram de produtos semimanufaturados.
A contabilidade oficial do comércio exterior indica que os Estados Unidos é o segundo principal parceiro comercial do Brasil, tanto em exportações quanto em importações. No ano passado, a corrente comercial entre os dois países foi de US$ 57,7 bilhões. A balança comercial no ano passado foi negativa em US$ 193 milhões (o valor das importações superou o das exportações).
Conforme dados do Banco Central, o volume de investimentos diretos dos Estados Unidos no Brasil foi de US$ 7,4 bilhões em 2018, 16% do total de ingressos brutos no ano passado. Sete de cada 10 dólares investidos pelos americanos no Brasil durante 2018 foram em serviços (US$ 5,1 bilhões), com destaque para o subsetor de tecnologia da informação (US$ 1,3 bilhões).
Como indicam as tabelas do BC sobre investimentos diretos no país (participação no capital – distribuição conjunta por país e setor), o maior ingresso de capital americano nesta década ocorreu em 2012, US$ 12,3 bilhões ou 20% dos investimentos estrangeiros.
Em Parnamirim, a mudança política está a caminho. Alguns vereadores que fazem parte da bancada de sustentação do prefeito Taveira vêm buscando outros partidos, antes que a chave de roda possa chegar, através da reforma administrativa que já está sendo organizada. Falam nos bastidores que o vereador professor Ítalo é um dos que temem esse arrocho e para se fortalecer em um blocão, visando contrapor os bloquinhos dos suplentes, vem convidando alguns colegas para fortalecer o PSDB, partido do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira. A posição de Ítalo é uma estratégia para poder reeleger o maior número de vereadores e esse grupo poder indicar o candidato a vice na chapa de oposição ou do governo. O prefeito Taveira vem perdendo o sono com essas movimentações e já marcou uma viagem para Brasília para tratar de assuntos da administração e também político. Ele quer de cima para baixo barrar essas mudanças, impedindo o fortalecimento de qualquer grupo no cenário atual. O cenário estaria montado da seguinte forma: Abidene com o PSC e um forte grupo de suplentes e em condições de fazer três vereadores. O PSDB com Ítalo, Betinho da mala e Kátia Pires de malas prontas para embarcar no ninho dos tucanos. Pastor Alex, Binho e Jr de Paulo no solidariedade, Taveira e Irani Guedes no PRB. E a oposição assistindo essas movimentações sem condições de produzir nenhuma reação que possa desestabilizar o governo municipal.