Secretário da Previdência diz que Câmara votará reforma no 1º semestre

Ao deixar hoje (24) a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no Rio, o secretário especial da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogerio Marinho, disse que, se os prazos correrem conforme o previsto, a Reforma da Previdência começará a ser analisada no Senado a partir do segundo semestre.

“No primeiro semestre, nossa perspectiva é de que a Câmara faça seu papel para que no segundo semestre o texto seja debatido e aprovado também no Senado”. afirmou.

O secretário ressaltou, no entanto, que é o Congresso que vai definir o tempo. “O Congresso já entendeu que há uma necessidade de nos debruçarmos sobre o tema com maior atenção, porque aí estão os índices da atividade econômica, do Produto Interno Bruto, da agregação de novos empregos, ou seja, a economia está pedindo e o Congresso está respondendo à necessidade”, disse.

Para Marinho, o Parlamento está respondendo da forma como o governo imaginava, diante da necessidade e da prioridade da questão previdenciária. “Todos aqueles que se pronunciam a respeito do assunto, mesmo os que fazem oposição, compreendem a necessidade de estruturar o nosso sistema e admitem, de forma unânime, que há um déficit que precisa ser combatido. O que o governo fez foi apresentar um projeto que responde, me parece, às principais críticas que havia ao projeto anterior, a PEC 287.”

MP 871

Segundo o secretário, há perspectiva de que, na próxima semana, seja apreciada a Medida Provisória (MP) 871, que combate fraudes no INSS. “Esperamos que o Congresso se debruce e vote a MP 871, que vai permitir uma economia de mais de R$ 10 bilhões por ano ao sistema previdenciário”.

Marinho lembrou ainda que o prazo de validade da MP 871 termina em 3 de junho e que, por isso, ela tem que ser votada até a próxima semana. De acordo com ele, depois o governo vai enviar um projeto para cobrar grandes devedores para fortalecer a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. “Essa questão da dívida está desmistificada. Está muito claro o compromisso do governo com esse processo.”

O secretário destacou que todos estão sendo convidados a participar do esforço que é reequilibrar as contas públicas. “Aqueles que têm melhor condição vão contribuir com mais, aqueles que têm menos condição vão contribuir com menos, mas todos vão contribuir. Todos vão participar e por fim a questão do equilíbrio fiscal”, ressaltou.

Agenda Rio

De acordo com Marinho, sua agenda no Rio neste fim de semana será para tratar de questões trabalhistas.

“Amanhã (25) vou receber representantes da federação das indústrias e de empresas do estado. Estamos tratando de normas regulamentadoras, entre outras, da questão da burocracia imposta ao setor, denecessidade de se criar um ambiente mais confortável para quem empreende, para quem gera oportunidades em nosso país. É um processo de ganha-ganha, e isso é uma atividade precípua da pasta que está sob o nosso comando”, adiantou.

Marinho reafirmou que os trabalhadores brasileiros não perderam direitos com as mudanças na legislação.

“Este desafio eu fiz em todos os debates de que participei. Qual foi o direito que foi retirado? O direto dos trabalhadores está preservado e respeitado por este governo e pela sociedade. Agora, não é possível mantermos uma situação em que estamos inseridos onde não há segurança jurídica e não há uma previsibilidade para quem quer empregar. Quem gera emprego não sou eu, que sou o político, ou o administrador. Quem gera emprego não é o judiciário ou o Ministério Público. Quem gera emprego é o empreendedor, o vendedor de pipoca, o cara que tem um sorvete. Do cachorro quente até o proprietário de uma grande empresa. Este precisa ser bem tratado, porque é quem gira a economia do nosso país, respeitando os direitos do trabalhador”, concluiu.

Ao sair da sede da CNC, Marinho foi à sede do Ministério da Economia, também no centro do Rio, para uma reunião com o ministro Paulo Guedes. Uma hora depois, foi o ministro que chegou para um almoço na CNC, com o presidente da entidade, José Roberto Tadros, onde ainda está na companhia do secretário.(ABr)

Câmara conclui votação de medida provisória da reforma administrativa

O plenário da Câmara dos Deputados concluiu hoje (23) a votação da Medida Provisória (MP) 870/19, que trata da reforma administrativa.

Após um acordo entre os partidos, a emenda que restringia a atuação dos auditores fiscais de investigar crimes apenas de ordem fiscal foi rejeitada. A matéria segue agora para o Senado.

Pelo texto suprimido, auditores só seriam autorizados a compartilhar com outros órgãos como o Ministério Público indícios de crimes tributários.

Na terça-feira (21), os auditores fizeram atos públicos contra o texto da MP.

Segundo eles, o compartilhamento de dados, pela emenda, só seria permitido com autorização judicial, o que inviabiliza a investigação de crimes conexos à sonegação, privando o Ministério Público Federal e a Polícia Federal de informações fornecidas pela Receita Federal a respeito de atividades financeiras suspeitas.

Em votação simbólica, os deputados também aprovaram destaque do PSB e retiraram do texto o ponto que transferia ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações o controle do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O fundo continuará sob a administração da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Ontem (22), o plenário aprovou o texto-base da MP 870. Os deputados aprovaram o texto da comissão mista que analisou a matéria e que devolve para o Ministério da Economia o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O texto ainda transferiu novamente para o Ministério da Justiça e Segurança Pública a Fundação Nacional do Índio (Funai), que também ficará responsável pela demarcação de terras indígenas. Antes, o órgão estava subordinado ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e a demarcação era uma atribuição do Ministério da Agricultura.

Os deputados firmaram um acordo para evitar uma das polêmicas, a recriação de dois ministérios fundidos (Cidades e Integração Nacional). Pelo acordo, os deputados aprovaram a manutenção dos dois no Ministério do Desenvolvimento Regional, revertendo a mudança proposta pelo projeto de lei de conversão do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

(EBC)

Rodrigo Maia rompe com líder do governo na Câmara

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), rompeu com o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO). Na reunião de líderes desta terça-feira (21), houve até bate-boca. Maia alega ter sido atacado pelo deputado, motivo pelo qual o excluiu “das minhas relações pessoais”.

Durante a reunião, Maia expôs um fato que havia ocorrido em março. Na ocasião, o líder do governo criticou o presidente da Câmara e a “velha política”. O deputado enviou para correligionários postagens sobre negociações de cargos nos governos Michel Temer (MDB) e Dilma Rousseff (PT) em troca do apoio do Congresso.

Em uma delas, uma charge ironiza o diálogo do governo Dilma com deputados e senadores. Na peça, uma pessoa aparece chegando ao Congresso com um saco de dinheiro na cabeça com a inscrição “diálogo”.

Na época, as mensagens chegaram ao grupo do presidente da Câmara, que entendeu como ataque. Segundo Maia, o deputado não merece respeito. O presidente da Câmara deixou de receber Vitor Hugo nas reuniões na residência oficial.

“Com ele não dá, ele botou isso aí no post do PSL. Então, um líder do governo que posta uma charge dessa, do diálogo ser um saquinho de dinheiro na cabeça, não merece o meu respeito. Eu só expliquei aos deputados porque ele me agrediu antes”, disse Maia após a reunião de líderes desta terça.

(Diário do poder)

BLECAUTE GERAL. AS IGREJAS QUEREM LUZ

Na cidade de Parnamirim, o desgaste na relação poder executivo e poder eclesiástico é assustador. Nos últimos dias, um fato vexaminoso causou muita revolta aos paroquianos e fez até o padre Murílo, pároco municipal, chorar. Desde muito tempo, a prefeitura municipal de Parnamirim se comprometeu a custear o ‘vale luz’ para a igreja católica e algumas igrejas evangélicas, da Cidade Trampolim da Vitória, mas este ano, o prefeito deixou o padre e o pastor no escuro. Nos últimos dias, a movimentação na casa paroquial foi tão grande que chamou a atenção, das pessoas que praticavam exercícios físicos na pista de caminhada, na Cohabinal. Observadores disseram que nunca se viu tanto político, de diversos partidos, indo se solidarizar com o padre Murílo. O sacerdote está extremamente aborrecido com o representante do executivo municipal, o prefeito não pagou a conta de luz e a Cosern veio cortar a luz da igreja durante a festa da Padroeira Nossa Senhora de Fátima. Uma vereadora e uma pessoa próxima ao padre relataram que Murílo está tão chateado ao ponto de preferir falar no ‘cão’ a conversar com o coronel.
No campo político, o estrago é maior ainda, pois o padre é amigo particular da governadora Fátima Bezerra e um sargento eleitoral desse grupo de Parnamirim. Vale lembrar que em todas as campanhas o pároco se posicionou ao ponto de se expor como fez nos últimos 16 anos para defender esse grupo político. O padre Murílo recebeu a visita do ex-prefeito Maurício Marques, desabafou sobre o ocorrido e chegou a dizer que “se arrependimento matasse, ele estaria morto” por ter elegido Taveira. O ex-prefeito Maurício contou segredos de confessionário sobre o que fez para colocar o coronel nessa cadeira. O clima é tenso entre os poderes político e eclesiástico, o prefeito foi aconselhado a recorrer ao arcebispo para tentar explicar a situação e reverter esse desconforto. Há um detalhe a ser considerado, o prefeito Taveira anda longe dos ambientes religiosos, especialmente, a igreja católica e evangélica, acredita-se que o motivo desse distanciamento seja sua inadimplência com o compromisso do ‘vale luz’ das igrejas. Uma pessoa ligada à atual administração e bastante assídua nas missas comentou que o prefeito estava sendo ingrato e talvez deixou-se ser usado por um espírito de tranca rua, por estar causando tanto vexame ao padre.

CCJ da Câmara debate hoje proposta de Reforma Tributária

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados realiza audiência pública nesta terça-feira (21) para debater a proposta de reforma tributária, a PEC 45/19. A expectativa é que o relatório pela admissibilidade da proposta, apresentado pelo deputado João Roma (PRB-BA) na semana passada, seja votado ainda esta semana, na tarde da quarta (22). Após a apresentação do texto, deputados pediram vista e a realização de mais audiências públicas.

Nesta terça, o colegiado vai ouvir Bernard Appy, diretor do Centro de Cidadania Fiscal; o auditor fiscal e presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, Kleber Cabral, o ex-deputado e economista Luiz Carlos Hauly e a diretora do Centro de Cidadania Fiscal, Vanessa Canado.

Relatório

O relator João Roma defende que a reforma apresentada não contraria a Constituição e segue critérios técnicos, ou seja, que ela deve ser admitida pela CCJ para ter a análise de seu conteúdo iniciada. Para ele, o ponto que poderia receber mais questionamentos é a unificação de tributos, que poderia, segundo alguns entendimentos, contrariar a autonomia dos estados e municípios e ferir o pacto federativo.

A proposta acaba com três tributos federais – IPI, PIS e Cofins -, com o ICMS, que é estadual, e com o ISS, municipal. Todos eles incidem sobre o consumo. No lugar deles, é criado o IBS – Imposto sobre Operações com Bens e Serviços, de competência de municípios, estados e União, além de um outro imposto, sobre bens e serviços específicos, esse de competência apenas federal.

Mas como o IBS será composto por três alíquotas – federal, estadual e municipal; e a União, os estados e os municípios poderão fixar sua alíquota do IBS em valor diferente, João Roma entendeu que não havia riscos para o pacto federativo.

A proposta de reforma tributária deve encontrar menos obstáculos na CCJ do que outra proposta de emenda à Constituição já analisada pelo colegiado, a reforma da Previdência.

O deputado Fábio Trad (PSD-MS) acredita que a aprovação do texto é urgente. “Uma reforma tributária que simplifique o arcabouço de tributos, que racionalize o sistema tributário, que desburocratize as obrigações acessórias tributárias, que redesenhe uma nova engenharia tecnológica na arrecadação tributária, que distribua renda, que combata o efeito regressivo, significa dizer que ela é, na realidade, urgente, premente.”

O deputado Luizão Goulart (PRB-PR), por outro lado, defendeu que a unificação de tributos ocorra apenas na esfera federal. “Porque nós temos, nos municípios, basicamente três impostos, que são os principais: IPTU, ITBI e ISS. Essa proposta unifica o ISS, vai contra aquilo que a gente defende, que é a descentralização dos recursos. Eu imagino uma unificação dos tributos federais, mas não mexer num tributo que é municipal. Os municípios dependem desse tributo.”

Se a reforma tributária for aprovada pela CCJ, será examinada por uma comissão especial, antes de ir ao Plenário da Câmara para ser votada pelos deputados. Como todas as propostas que alteram a constituição, precisaria de 308 votos para ser aprovada.

(Diário do poder)

Boatos e muitas fofocas marcam o processo de organização política de Parnamirim

O zum-zum da política de Parnamirim não para, dessa vez o alvo dos comentários foi Elienai Cartaxo e Carlos Maia. A vice-prefeita da cidade Trampolim da Vitória teria sido convidada pelo ex-prefeito Maurício Marques para fazer parte da oposição e com grande chance de ser a candidata a prefeita em 2020. Elienai que atualmente exercer o cargo de Secretaria Municipal de Assistência Social, Habitação e Regularização Fundiária-SEMAS do município, teria se encontrado como ex-prefeito em um reunião secreta, marcada pelos vereadores Rogério Santiago e Thiago Cartaxo, considerados irmãos no poder legislativo. Pessoas ligadas aos vereadores e também à vice-prefeita relatam que tudo não passou de boatos para desestabilizar seu grupo político que ainda se recupera dos resultados negativos do último pleito, quando não conseguiram eleger ninguém com afinidade política no seguimento evangélico. Os comentários sobre a reunião dão conta de uma análise conjunta realizada pelos políticos a respeito de uma pesquisa eleitoral encomendada por Marques e nessa pesquisa consta o nome de Elienai bem avaliado e em condições de surpreender os demais candidatos, inclusive com melhor avaliação que o prefeito Rosano Taveira, visto que esse atualmente compõe o rol dos menos queridos. Vale destacar que mesmo sendo apenas um boato, os amigos de Elienai que negaram a existência desse encontro com o ex-prefeito, afirmam que em abril do próximo ano, quando se expira o prazo das filiações partidárias, ela dará sinais de como se comportará na campanha de 2020. O outro comentário, é uma aproximação do prefeito Taveira com seu arco rival, o ex-deputado Carlos Maia, que na campanha de 2016, se enfrentaram e trocaram acusações mútuas de todas as ordens. Agora o sentimento é de amor, pois o ódio que ambos demonstravam ficou para trás e faz parte da história da eleição passada. Lembre-se de Rafael Godeiro, quando aconteceu a união da situação e oposição, essa talvez seja a solução dada em Parnamirim.

Governo publica lei que anistia multas de partidos políticos

(Ribeirão Preto – SP, 29/04/2019) Palavras do Presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santos/PR

Diário Oficial da União publicou, na edição de hoje (20), a Lei nº 13.831, que altera regras de funcionamento dos partidos políticos e anistia multas daqueles que não aplicaram o mínimo legal em projetos que incentivam a participação de mulheres na política. O projeto foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro na última sexta-feira (17). Ele chegou a atacar a imprensa ao dizer que havia vetado o perdão às dívidas das legendas.

A Lei dos Partidos Políticos, de 1995, prevê que as legendas devem investir pelo menos 5% de recursos do Fundo Partidário na promoção da participação feminina na política, que incluem gastos com eventos e propagandas que estimulem e igualdade de gênero na política. O partido que não cumprir a regra está sujeito a multa. Com a lei sancionada pelo presidente Bolsonaro, os partidos ficam livres dessa multa caso tenham financiado candidaturas femininas nas eleições do ano passado.

Além da anistia, a nova lei dá autonomia às legendas partidárias para definir o prazo de duração dos mandatos dos membros dos seus órgãos internos permanentes ou provisórios. O texto também traz outras mudanças nas regras de organização partidária, como a desobrigação de diretórios municipais de prestar contas à Justiça Eleitoral caso eles não tenham registrado movimentação financeira durante o respectivo exercício.

Veto

O único veto presidencial ao projeto que veio do Congresso Nacional trata de um trecho que dava anistia em caso de doações de servidores públicos que ocupam cargos comissionados. O trecho vetado previa anistia das devoluções, cobranças ou as transferências ao Tesouro Nacional “que tenham como causa as doações ou contribuições feitas em anos anteriores por servidores públicos que exerçam função ou cargo público de livre nomeação e exoneração, desde que filiados a partido político”.

Para vetar o trecho, o governo argumentou limitação fiscal. “A anistia (…) é inoportuna no atual quadro fiscal em virtude da renúncia de receita dela decorrente”, diz trecho da Mensagem Presidencial que justifica a decisão. (ABr)

Partido Renovador Trabalhista Brasileiro-PRTB, mostra força e organização para eleição de 2020

Evento político democrático aconteceu na noite desta sexta-feira, 17, na Câmara Municipal de Parnamirim e registrou uma grande presença de pré-candidatos e simpatizantes do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro.
O presidente estadual da legenda, Heró Bezerra deu posse ao novo diretório que têm como presidente o professor Diego Américo e diversos nomes como pré-candidatos: Tom da óptica, Bergue Bandeira, Elias Pedro, Paulo de Nova Esperança, Ismael Luna, Magnos Rosemberg, Dr. Zico Matias, Robson Luiz, Heloísa Macedo, André Ferreira, Dra. Rosierley, Pra. Waldizia, Marcos Vinicius, Dra. Raissa Soares e Gileade Lourenço
O evento mostrou que o PRTB vem com bons quadros para a disputa proporcional e está se organizando muito bem para debater o futuro de Parnamirim através de uma proposta inovadora que visa eleger representantes para o Legislativo, mas que terá papel importante na discussão da chapa majoritária. “Somos um partido feito por homens e mulheres comprometidos com a nova política que está sendo implantada no Brasil, vamos debater um plano de governo e de representação para o Rio Grande do Norte e Parnamirim com honestidade e compromisso sério e acima de tudo com respeito ao cidadão”, disse Diego presidente do PRTB municipal e também pré-candidato em 2020.
O evento teve como mestre de cerimônia Eliseu Porto que conduziu com brilhantismo a festa democrática.

MPF entra com ação para suspender decreto das armas de Bolsonaro

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação na Justiça pedindo que o decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) que flexibiliza as regras para a compra e o porte de armas no Brasil seja suspenso até que a Justiça possa julgar o mérito do processo. Na avaliação dos procuradores, o aumento na comercialização de armas no Brasil poderá ter efeitos “irreversíveis”.

O decreto que flexibiliza as regras para compra e porte de armas foi assinado por Bolsonaro no dia 7 de maio. O texto amplia a quantidade de categorias que podem ter acesso a armas e permite, por exemplo, que menores de idade não precisem mais de autorização judicial para praticar tiro esportivo.

Desde o seu anúncio, o decreto vem sendo alvo de críticas de diversos setores e de questionamentos jurídicos. Os partidos Rede Sustentabilidade e PSOL moveram ações no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a constitucionalidade do decreto. Eles argumentam que as alterações previstas no decreto só poderiam ter sido feitas pelo Poder Legislativo.

Agora, os procuradores da Procuradoria da República no Distrito Federal (PR-DF) moveram uma ação junto à 17ª Vara da Justiça Federal. Na ação, os procuradores criticam os efeitos do aumento na comercialização de armas no Brasil.

“De fato, por se tratar a arma de fogo de bem durável, o aumento da comercialização de armas em decorrência do novo decreto impactará desde já por décadas no número de armas em circulação no País e repercutirá na segurança pública do País”, afirma o texto.

Os procuradores mencionam um estudo produzido pelo Instituto Sou da Paz que indica que a maioria das armas apreendidas com criminosos no Brasil haviam sido produzidas antes da entrada em vigor do Estatuto do Desarmamento, em 2003.

O temor dos procuradores é que o decreto acabe por aumentar a quantidade de armas nas mãos de criminosos. Segundo o MPF, “muitas daquelas armas vendidas no Brasil antes do Estatuto do Desarmamento, portanto, municiam agentes do crime até hoje”.

A ação movida pelo MPF aponta que o próprio governo federal já deu indicações de que o decreto das armas poderia ser inconstitucional. O texto cita reportagem publicada pelo UOL na segunda-feira (13) na qual o chefe de assuntos legislativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Vladimir Passos de Freitas, disse que haveria a possibilidade de o decreto conter alguma inconstitucionalidade.

Na semana passada, a reportagem do UOL revelou que o presidente Bolsonaro anunciou que assinaria o decreto dois dias antes de o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) ter dado pareceres técnicos que avalizavam a proposta.

Hoje, o ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro disse não acreditar que o aumento da quantidade de armas em circulação no país possa elevar as taxas de violência. “Acho que não é possível estabelecer uma correlação tão clara entre uma coisa e outra”, afirmou. (FolhaPress)

Para justificar cortes na educação, Onyx desqualifica pesquisadores brasileiros

Ao deixar a Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (15), o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) afirmou que a produção científica no Brasil ainda é básica e que as pesquisas “não estão conectadas com novas tecnologias”.

A fala foi feita depois de Onyx deixar seus compromissos no Palácio do Planalto por quase duas horas para acompanhar a apresentação de Abraham Weintraub (ministro da Educação) aos deputados. Ele foi convocado pela Casa a prestar esclarecimentos sobre o bloqueio de 30% de verbas para Educação.

O chefe da Casa Civil voltou a defender a diminuição dos recursos argumentando que trata-se de um contingenciamento e que o governo está sendo responsável fiscalmente. Ao criticar a produção científica brasileira, ele comparou o país à Irlanda.

“Em 2001, na Trinity College, na Irlanda, foi perguntado para o reitor daquela universidade —que tem 500 anos, não tem nenhuma brasileira que tem 500 anos— se eles faziam pesquisa básica, sabe qual foi a resposta do reitor em 2001 para quem perguntou? ‘Nós não perdemos tempo, está tudo disponível na internet”, disse.

Ainda na comparação com o país Europeu, que tem população 43 vezes menor que o Brasil, Onyx disse que há três décadas a Irlanda era um país em que o melhor lugar para um jovem era o porto ou o aeroporto.

Ao mesmo tempo em que defendeu o corte no MEC — que congelou bolsas e pesquisas— Onyx afirmou que, por meio de pesquisas, a Irlanda saiu de um país sem esperança para um destaque na produção de softwares na Europa.

“A Irlanda atende quase 20% de todo o software europeu. A Irlanda é um pais desse tamanhozinho, a Irlanda é um pais que durante três décadas o melhor lugar para um jovem estar era no porto ou num aeroporto, como é parecido com o nosso país. Nós queremos fazer do Brasil um país com capacidade, com vida, esperança e capacidade de esperança para o jovem, esse é nosso desafio”, disse.

Assim como fez Weintraub, Onyx culpou governos anteriores pelo contingenciamento de recursos.
“O governo que nós recebemos, que nos herdamos do PT, do MDB e de outros partidos, é um estado que não serve à sociedade. Então não é possível em cinco meses apenas um governo poder mudar tudo isso. Nós temos 30 anos do cachimbo usado do lado errado, é difícil fazer as correções”, afirmou.

Questionado sobre a fala do presidente Jair Bolsonaro, nos EUA, que chamou de “idiotas úteis” os manifestantes contrários aos cortes na Educação, Onyx não quis responder.

Ele também não respondeu ao ser indagado sobre se o governo vai manter diálogo com quem está nas ruas. “Eu não comento sobre isso ai”, disse, deixando o Congresso. (FolhaPress)

MEC abandona pacto de direitos humanos que envolve 333 instituições de ensino superior

O governo Jair Bolsonaro (PSL) abandonou neste ano um projeto de promoção à educação universitária em direitos humanos. Lançado em 2017, no governo Michel Temer (MDB), o programa tem a adesão de 333 instituições de ensino superior, a maioria particular, que agora estão sem interlocução com o Ministério da Educação (MEC).

O Pacto Universitário pela Promoção do Respeito à Diversidade, Cultura da Paz e Direitos Humanos foi criado para promover atividades educativas, incentivar pesquisas e formações nessas temáticas na universidade. A iniciativa é de adesão voluntária, sem a previsão de orçamento total, mas o governo federal lançou dois editais para financiar projetos no valor total de R$ 2,2 milhões.

Um dos editais ainda continua vigente. A Unesco no Brasil também desenvolveu uma cooperação técnica com o MEC para apoiar o Pacto, agora esvaziado.

Desde janeiro não há mais equipe responsável pela gestão do Pacto. O MEC deixou de produzir boletins de acompanhamento e compartilhamento das ações. Os endereços de emails não são mais acessados. O MEC não avisou as instituições sobre a descontinuidade do programa.

A Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) foi umas instituições que fizeram a adesão. Funcionários tentam desde janeiro contato com o MEC, sem sucesso. O próprio sistema online para a submissão de relatórios está desativado.

“Trabalhamos todo 2018 recolhendo iniciativas que a escola trabalha e justamente quando fomos entregar o relatório vimos que não havia mais equipe. Desde janeiro não respondem email nem atendem telefone”, diz Gisela Castro, professora da Pós-Graduação ESPM e coordenadora do Comitê de Direitos Humanos, criado em 2017 logo após a adesão ao Pacto.

“A escola criou um curso novo de graduação de Cinema e Audiovisual, um dos trabalhos foi fazer filmes com o tema dos direitos humanas. Como coordenadora do comitê, conversei com eles sobre o entendimento equivocado de que direitos humanos é proteção de bandido”, diz Gisela. A ESPM decidiu manter as ações apesar da falta de interlocução com o MEC. “Era uma questão de política pública, que deveria ser continuada”.

O esvaziamento é reflexo da reforma administrativa realizada no MEC pelo governo Bolsonaro, que desmontou uma secretaria responsável por ações de diversidade, como direitos humanos.

A antiga Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) foi substituída pela subpasta Modalidades Especializadas, conforme a Folha revelou em janeiro. A iniciativa foi uma manobra para eliminar as temáticas de direitos humanos do âmbito da pasta e a própria palavra diversidade –temáticas vista como de esquerda pelo governo.

Na ocasião, o próprio presidente Bolsonaro comemorou o desmonte da secretaria de diversidade. O ex-ministro Ricardo Vélez Rodríguez também comentou, no dia da posse, que a mudança significava “acabar com algo que estava muito limitado e manipulado ideologicamente”.

Na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a adesão ao Pacto possibilitou, por exemplo, uma política de segurança, com abordagem humanizada entre a vigilância dos campi e a comunidade. Também resultou em cursos de extensão universitária, iniciação científica e seminários.

“Depois que a Secadi foi destituída, houve um silenciamento do MEC”, diz a vice-reitora, Bernardina Freire. “O impacto disso é bastante desfavorável por perdermos uma relação nacional com outras universidades e também com o MEC”.

A federal foi uma das quatro selecionadas em edital de 2017 para programa de formação de professores em direitos humanos nos temas de “Educação em Direitos Humanos” e “Bullying e Violência, Preconceito e Discriminação”. Cada projeto recebeu o investimento de R$ 300 mil para despesas com bolsas e custeio (R$ 1,2 milhão no total).

Um outro edital, esse em parceria da Secadi com a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), selecionou projetos de pesquisa em educação em direitos humanos e diversidades, com eixos que tratavam de questões de religiosidades, relações etnicorraciais e gênero. Cinco universidades (Unesp, UERJ, UFMG, UFSC e UnB) foram selecionadas para projetos.

Este edital, no valor total de R$ 1 milhão, continua vigente até fevereiro do ano que vem. A Capes informou que a prestação de contas tem sido feita regularmente pelas instituições.

Referência no tema da educação em Direitos Humanos, a professora Nair Bicalho, da UnB, diz que o abandono da iniciativa reflete um governo onde os direitos humanos estão completamente fora de lugar. “É assustador ver que o governo está completamente desconectado da história das políticas públicas de direitos humanos no país, e caminha contra, no sentido de negar questões como a identidade de gênero”, diz ela.

Nair lembra que, além do fim da Secadi, o governo Bolsonaro eliminou todos os conselhos e colegiados participativos. A medida, tomada em abril, acabou, por exemplo, com o Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos, responsável pela elaboração das Diretrizes Nacionais de Educação em Direitos Humanos, de 2012.

“Esse governo contraria a política de estado de direitos Humanos que temos no Brasil desde 1996, e que serviu de inspiração para vários países da América Latina”, diz.

A Unesco colaborou com a produção de estudos técnicos para subsidiar as ações do Pacto, no valor de R$ 60 mil. “Essas ações estavam no âmbito de uma cooperação técnica com o MEC”, diz a coordenadora de Educação da Unesco no Brasil, Rebeca Otero. “Com a extinção da Secadi, nós acreditamos que o Pacto tenha perdido força e protagonismo, mas nós não éramos membros do Pacto, portanto não poderíamos falar sobre seu possível esvaziamento”, completa.

O Pacto foi criado em parceria do MEC com a secretaria de Direitos Humanos. (FolhaPress)

Governo lança pacote de ajuda para estados em dificuldades financeiras

O Ministério da Economia vai lançar nesta semana o pacote de ajuda aos estados em dificuldades financeiras, chamado de Programa de Equilíbrio Fiscal (PEF). O lançamento da medida foi confirmado hoje (13) pelo Palácio do Planalto, mas precisará ser aprovado pelo Congresso Nacional para entrar em vigor.

“É uma iniciativa do governo federal de equilíbrio fiscal e auxílio aos estados que não podem pegar empréstimos com garantias da União e, ao mesmo tempo, não se encaixam no regime de recuperação fiscal (RRF)”, afirmou o porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros.

O PEF, que recebeu do governo o apelido de Plano Mansueto (em referência ao secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida), prevê a concessão de empréstimos com garantia da União (nos quais o Tesouro cobre eventuais calotes) no valor R$13 bilhões por ano.

“O plano é voltado para estados de classificação C no rating que considera a capacidade de pagamento de cada unidade da federação. O secretário [Mansueto Almeida] argumenta ainda que os empréstimos serão liberados em divisões contratuais sob a condição de que a poupança corrente melhore anualmente, de modo que o estado volte para a classificação B em 2022″, acrescentou Rêgo Barros.

Os empréstimos serão concedidos por bancos públicos, privados ou organizações internacionais como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Ainda não foi definido se o próprio Tesouro Nacional também concederá os empréstimos.

O dinheiro do PEF deverá ser liberado de maneira gradual até 2022, uma parcela por ano até o fim do mandato dos atuais governadores. O Ministério da Economia acompanhará as medidas de ajuste fiscal dos estados. Caso o plano não prossiga, a liberação do dinheiro será interrompida.

PEF x RRF

O Regime de Recuperação Fiscal (RRF) foi criado no fim de 2016 e aplicado até agora apenas no estado do Rio de Janeiro. Essa plano beneficia estados com déficits elevados e com dívidas altas. O programa oferece suspensão do pagamento dos serviços da dívida por três anos e apoio financeiro em troca de um plano de ajuste que envolve redução de gastos, aumento de impostos e privatizações. Já o PEF destina-se a estados com altos níveis de despesa com o funcionalismo local, mas baixo endividamento.

Classificação dos estados

Conforme a nota de crédito do Tesouro Nacional, divulgada no último Boletim de Finanças dos Entes Nacionais, no ano passado, 11 estados possuem classificação C e poderão ser beneficiados diretamente pelo PEF: Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

Outras 13 unidades da federação (Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Pará, Paraíba, Piauí, Paraná, Rondônia, Roraima e São Paulo), que possuem notas de crédito entre A e B, continuam habilitadas a obter crédito com garantia da União em valores acima do que será oferecido aos estados com nota C.

A pior situação fiscal entre os estados, segundo a nota de crédito do Tesouro Nacional, são Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, ambos com nota D. Minas Gerais não teve classificação nos dois últimos anos analisados pelo boletim, porque não apresentou disponibilidade de caixa.

(Diário do poder)

Justiça autoriza quebra de sigilo do senador Flávio Bolsonaro e Queiroz

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro autorizou a quebra do sigilo do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, e do ex-policial militar Fabrício Queiroz, que trabalhava em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio. A decisão é do dia 24 de abril.

A autorização atinge também 88 ex-assessores do filho do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), a esposa do parlamentar, Fernanda Bolsonaro, a empresa do casal, Bolsotini Chocolates e Café Ltda, as duas filhas de Queiroz, Nathalia e Evelyn, e a esposa do ex-assessor e motorista, Marcia.

Segundo o jornal, o período da quebra é de 2007 a 2018, período em que Queiroz esteve vinculado ao gabinete de Flávio.

A quebra de sigilo bancário e fiscal é o primeiro passo judicial da investigação sobre Queiroz após 500 dias do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontar uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta bancária do ex-assessor de Flávio. As transações ocorriam em data próxima do pagamento de servidores da Alerj, onde Flávio exerceu o mandato de deputado por 16 anos até ser eleito senador.

Em entrevista concedida ao jornal O Estado de S.Paulo no domingo, Flávio Bolsonaro chamou a investigação de “ilegal” e disse que a iniciativa tem por objetivo atacar seu pai. Segundo ele, a quebra dos sigilos fiscais e bancários dele e de Queiroz serve para “dar um verniz de legalidade naquilo que já está contaminado”.

Flávio Bolsonaro teria apresentado versões sem sustentação ao falar de duas transações imobiliárias e sobre a investigação contra Queiroz. O extrato bancário do senador não foi exposto na televisão e ele também não comprou duas quitinetes em Copacabana com proprietários “loucos para vender”, como disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

O senador já tentou por duas vezes paralisar na Justiça as investigações do caso Queiroz, sob o argumento de quebra ilegal de sigilo bancário. Perdeu tanto no Supremo Tribunal Federal (STF) como no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Uma comunicação apresentada pelo Coaf sobre Flávio se refere a 48 depósitos sequenciais de R$ 2.000 em espécie em sua conta bancária de 9 de junho a 13 de julho.

O senador afirmou que esses valores se referem a uma parcela do pagamento que recebeu em dinheiro pela venda de um imóvel no período e que foram depositados por ele mesmo num caixa eletrônico. A versão foi corroborada pelo comprador, o atleta Fábio Guerra.

A escritura da transação, porém, aponta uma divergência de datas e registra que o sinal foi pago meses antes.

A outra comunicação se refere ao pagamento de um título bancário de R$ 1 milhão à Caixa Econômica Federal. Ele disse que quitou um financiamento com o banco nesse valor neste período, com recursos da mesma transação feita com o atleta. Documentos registrados em cartório confirmam a versão.

O Ministério Público do Rio de Janeiro vai pedir a quebra de sigilo bancário de Fabrício Queiroz e estuda a mesma medida em relação a Flávio Bolsonaro.

(Diário do poder)

SITUAÇÃO E OPOSIÇÃO ANTECIPAM A CAMPANHA DE 2020

O prefeito Rosano Taveira e membros da oposição engoliram a corda e erram ao lançar suas campanhas cedo demais. As estratégias e seus potenciais trunfos para 2020 estão sendo apresentados antes do tempo e isso não favorece nenhum dos lados, pelo contrário só encarece a campanha e possibilita o surgimento de uma terceira via. O medo de perder espaço no cenário atual fez a oposição aceitar a provocação e em uma reunião para sentir o seu próprio potencial ofensivo, o resultado foi insignificante. Ou seja, ganhou mais adversários do que aliados. Na ocasião, o ex-prefeito Maurício Marques fez um desabafo e ameaçou fazer revelações, dizendo que iria contar tudo que sabe, chegando ao ponto de alguns participantes da reunião pensarem que se tratava de uma delação premiada, tudo isso para ser aceito como um verdadeiro integrante da oposição. Vale lembrar que ele passou quase 20 anos no poder, durante esse período pensava tão somente em destruir quem hoje quer se aliar. Além disso, na época, quando seus interesses pessoais foram contrariados, o ex- prefeito Maurício tratou de mudar o rumo do seu discurso. Já o lado da situação ao saber do encontro, através de um infiltrado, achou a situação engraçada, rendendo muitas gargalhadas, especialmente da forma como o ex-prefeito Maurício Marques se expressava. Os presentes pouco falaram, mas as figuras ausentes neste encontro preocuparam o coronel Taveira. Em destaque entre os ausentes está o padre Maurilo, que representa a governadora no município. Outra figura que anda posando de oposição é Ricardo Gurgel que tem gente lotada na administração e estava desempenhando mais uma vez um papel estratégico a seu favor, seja da oposição ou do governo. A estratégia de Taveira é replicar o cenário político vitorioso de 2012, em Ceará Mirim, quando o delegado Peixoto foi reeleito com cerca de 32% dos votos válidos, apesar do grande desgaste na cidade, semelhante ao que ocorre por aqui. Alguns observadores política Parnamirinense já informaram ao prefeito Taveira que Parnamirim não é Ceará Mirim, pois o que aconteceu lá não irá se repetir por aqui, o grande diferencial é o perfil do eleitorado, principalmente os eleitores do bairro de nova Parnamirm, o maior colégio eleitoral da Cidade Trampolim da Vitória, os quais não têm nenhum representante como interlocutor na gestão atual. Isso poderá se tornar um fator complicador, sobretudo para a administração atual que não fez nada por esse bairro, o qual teve significativo desenvolvimento patrocinado pela iniciativa privada e por esse motivo, o fenômeno eleitoral que reelegeu o delegado, não irá beneficiar o coronel. A estratégia lá, foi lançar o maior número de candidatos, dividindo o eleitorado, favorecendo quem estava sentado na cadeira. Todavia, isso não ocorrerá por aqui. Até porque, os candidatos não discutiram até agora, nenhum projeto para cidade e sim seus interesses pessoais. Nesse cenário, abre-se espaço para o surgimento de um terceiro nome capaz de surpreender e se conseguir apresentar uma proposta que encante o eleitorado parnamirinense, vencerá esse pleito. Desse modo, a estratégia tão sonhada por Taveira funcionará para favorecer o outro e será o principal instrumento para sua derrota, tornando-se vítima da própria estratégia. O ideal era apostar em outra forma para reagrupar seu exército, pois a prefeitura não irá garantir todos os votos como nos pleitos passados. Um bom exemplo são figuras que tem cargos e nesse momento prestarão um melhor serviço se agrupando ao time da situação, ou seja, do lado do governo e não posando de oposição, pois terá de entregar os cargos que tem na administração e esses continuarão sendo instrumento do poder como muitos fizeram na eleição passada. É bom destacar que o cidadão parnamirinense aguarda por projetos e ações que mudem para melhor sua vida, até o momento não se tem um debate de ideias. O prefeito Taveira gostou da antecipação do pleito, já que espera tirar a atenção da sociedade da sua administração, politizando qualquer crítica a sua forma de administrar. É importante registrar que essa antecipação do processo eleitoral vai encarecer as campanhas para os dois lados. Em resumo, a oposição quer polarizar e o governo quer dividir ao máximo, para poder ter alguma chance de permanecer no poder.

Bancada do PSB, de oposição a Bolsonaro, está achada na reforma da PrevidênciaMais de um terço da ba

Apesar da orientação da executiva nacional do partido, os deputados do PSB estão rachados sobre a reforma da Previdência. Em reunião realizada semana passada, um grupo defendeu uma reforma “que retire os pontos que prejudicam trabalhadores”. Mas, preocupados com o futuro da economia, Júlio Delgado (PSB-MG) e Felipe Carreras (PSB-PE) são apoiadores de mudanças nas regras da Previdência Social. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Deputados do PSB ligados ao PT, como Alessandro Molon (RJ), são contra qualquer reforma. São do time “quanto pior, melhor”.

Quem apoia a reforma pede que o governo federal “não retire direitos dos trabalhadores”, especialmente de idosos e da área rural.

Ainda obediente ao PT, a executiva nacional do PSB fechou questão contra a reforma do ministro Paulo Guedes, mas não punirá “traições”.

Quinta maior bancada na Câmara dos Deputados, o PSB contabiliza atualmente, a favor da reforma, 13 dos 32 votos que tem.

(Diário do poder)