Condutor embriagado é preso após tentar fugir e causar acidente em Natal

Um homem, de 57 anos, foi preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nesta terça-feira (4), por embriaguez ao volante durante a Operação Carnaval 2025. O caso aconteceu em uma fiscalização da PRF na BR-101 na região Norte, em Natal.

Segundo a PRF, o condutor que estava em um ciclomotor Shineray 50Q e não possuía habilitação, tentou fugir ao perceber a presença dos agentes na rodovia, mas acabou colidindo com outro veículo que trafegava no local. O homem caiu e sofreu escoriações leves com o impacto.

Submetido ao teste do etilômetro (bafômetro), foi constatado um índice de 1,06 mg/l de álcool por litro de ar alveolar, valor muito acima do limite considerado crime de trânsito, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

O condutor foi preso e encaminhado à Delegacia de Plantão da Polícia na zona Norte da capital, para os procedimentos cabíveis.

Tribuna do Norte

COSA NOSTRA: Entenda a história da máfia italiana no RN

Foto: reprodução

Como a máfia siciliana enraizou suas operações em nosso estado? Investimentos que ultrapassam 800 milhões de reais no mercado imobiliário foram realizados por meio de uma engenhosa máquina de transferir e lavar dinheiro. A Cosa Nostra deixou no Rio Grande do Norte um rastro de golpes milionários, fraudes cartorárias, corrupção, grilagem de terras e dois assassinatos. Bem que poderia ser o roteiro de um filme policial, mas é um artigo que você começa a ler agora.

Era quase noite em Palermo, capital da Sicília, quando dois jovens, um deles com uma faca, entraram em uma pequena loja de produtos de limpeza na Via Altofonte. Depois de renderem os funcionários, os assaltantes levaram 4,5 mil euros que estavam na caixa registradora. Era 29 de agosto de 2019. Cinco dias depois, no mesmo horário, novo roubo na mesma loja: dois rapazes, fingindo estarem armados, levaram mais 2,8 mil euros.

O caminho natural do dono da loja seria procurar a polícia. Mas não foi o que aconteceu. Francesco Paolo Bagnasco preferiu telefonar para Giovanni Caruso, um membro da Cosa Nostra, organização mafiosa que desde o século XIX controla boa parte das relações socioeconômicas na Sicília. Ao analisarem imagens captadas por uma câmera de vídeo, os mafiosos identificaram três assaltantes (um deles havia participado dos dois roubos).

Na tarde de 7 de setembro, quatro dias após o segundo assalto, os três ladrões foram sequestrados e levados para um galpão. Caruso notificou o seu chefe, Giuseppe Calvaruso, bem como o dono da loja, e os três foram até o cativeiro, onde assistiram ao brutal espancamento dos assaltantes. Horas depois, Caruso descreveu, para outro membro da máfia, a face de um dos assaltantes, dizendo que parecia uma “peneira”. O dinheiro roubado foi devolvido a Francesco Bagnasco.

Sete meses depois, em abril de 2020, Bagnasco e outros cinco empresários recorreram a Calvaruso para adquirir nove partes de um grande armazém. Coube à máfia afastar outros pretensos concorrentes na compra do imóvel. Em troca, a Cosa Nostra exigiu uma taxa total de 90 mil euros – 40 mil a serem pagos apenas por Bagnasco por ele ter adquirido quatro partes do armazém. Foi a vez do empresário e seus sócios sentirem na pele a ira da máfia palermitana.

Em telefonema captado pela polícia italiana, Calvaruso ordenou que Caruso exigisse o dinheiro dos empresários antes que o negócio fosse formalizado em cartório. “Não tenha piedade”, disse o chefe. Bagnasco pagou, mas apenas uma parte – 15 mil euros. Em dezembro de 2020, Calvaruso reforçou as ameaças. “Se eles não me derem o dinheiro, tudo pode acontecer”, disse a Caruso. Em fevereiro de 2021, duas semanas antes da formalização do negócio no cartório, o chefe mafioso aumentou o tom das ameaças. “Se alguém ousar fazer a escritura sem ter pagado, não deixe ir ao cartório e meta um revólver na boca dele”, ordenou. Calvaruso falava de um lugar muito distante de Palermo, do outro lado do Oceano Atlântico – mais precisamente, de Natal, no Rio Grande do Norte.

Parte do dinheiro extorquido dos empresários custeou as despesas de familiares dos membros da Cosa Nostra que estão presos. Outra parte foi enviada ao Rio Grande do Norte, onde, ao longo de dezessete anos, sob o comando de Calvaruso, a máfia siciliana investiu 800 milhões de reais no mercado imobiliário por meio de uma engenhosa máquina de transferir e lavar dinheiro. Durante esse tempo, a Cosa Nostra deixou no estado nordestino um rastro de golpes milionários, fraudes cartorárias, corrupção, grilagem de terras e dois assassinatos.

Giuseppe Calvaruso tem cabelos castanho-claros, repartidos ao meio, e baixa estatura, o que lhe rendeu o apelido, entre os mafiosos sicilianos, de u curtu (o curto, literalmente, ou o baixote). Em 47 anos de vida, a maior parte atuando como empresário da construção civil, adquiriu o respeito da cúpula da Cosa Nostra, sobretudo depois de ter ajudado na fuga de Giovanni Motisi, no fim dos anos 1990. Motisi foi um dos mais sanguinários assassinos de aluguel de Salvatore “Totò” Riina, mafioso que aterrorizou a Sicília e foi o mandante dos assassinatos, em 1992, dos juízes Giovanni Falcone e Paolo Borsellino, responsáveis pelo Maxiprocesso de Palermo. Em 1993, Riina foi preso. Morreu em 2017, aos 87 anos.

Cada município da Sicília (ou, no caso das maiores cidades, cada bairro ou distrito) possui um líder mafioso, chamado capomandamento (mandamento é uma região controlada por determinado clã criminoso). Antonino Rotolo, o capomandamento de Pagliarelli, está preso desde 2006. Quem o substitui desde 2015 é Calvaruso, mas na condição de “regente”, como se chama o líder temporário. Em conversa interceptada pela polícia italiana, o regente disse ter à disposição cerca de 1 bilhão de dólares para investir.

Em fevereiro de 2009, Pietro Ladogana, um homem alto de queixo anguloso que, para a PF, era testa de ferro da Cosa Nostra, desembarcou em Natal. Na capital potiguar, ele fundou três empresas do ramo imobiliário, com um capital social total de 3,8 milhões de reais, e casou-se com Tamara Maria de Barros. A brasileira seria usada como laranja pelo italiano, que colocou no nome dela boa parte dos imóveis que adquiriu.

Mas Ladogana também começou a grilar terras com o uso da violência. Chegou a criar uma milícia formada por policiais militares para expulsar moradores em Extremoz, município na Região Metropolitana de Natal, onde contava com a ajuda do então tabelião do cartório local e ex-prefeito João Soares de Souza, e de servidores da prefeitura para falsificar documentos que garantissem a posse dos imóveis. Quando o então secretário de Tributação de Extremoz Giovanni Gomes contrariou os interesses do esquema, Ladogana ordenou que um dos PMs de sua milícia, Alexandre Douglas Ferreira, “desse um susto nele” – como a mulher do mafioso contou à Polícia Civil. Gomes levou um tiro de raspão na perna quando saía da festa de formatura do filho, em uma noite de agosto de 2013.

No caso de outro desafeto, o desfecho foi trágico. O empresário italiano Enzo Albanese, que dirigia um time de rugby em Natal e não tinha relações com a Cosa Nostra, descobriu as fraudes fundiárias de Ladogana, bem como desvios de parte do dinheiro da máfia para o próprio bolso, e ameaçou denunciar tudo à polícia. Em março de 2014, Albanese foi ameaçado de morte, caso ousasse delatar seus esquemas. Mas ele não recuou. Em 2 de maio do mesmo ano, ele fechava o portão de entrada de sua casa quando o policial Ferreira se aproximou em uma moto e atirou. O italiano morreu no local. Um mês depois, a Justiça de Natal decretou a prisão preventiva de Ladogana, que foi detido no aeroporto de Roma, onde tentava embarcar para o Brasil com 120 mil euros escondidos na roupa. Acabou liberado meses depois, na Itália, e ficou no país natal. Tempos depois, recebeu uma pena de catorze anos de reclusão, que ele cumpre na penitenciária de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte. Ferreira não chegou a ser julgado – a Justiça o considerou inimputável, depois que foi diagnosticado com esquizofrenia.)

Em 2016, Calvaruso iniciou o processo de troca do operador da lavanderia de dinheiro da máfia no Brasil. Recorreu então ao empresário Giuseppe Bruno (foto no início do artigo), cuja família lavava dinheiro para a máfia desde os anos 1990 na construção civil da Sicília, de acordo com a polícia italiana.

Em Natal, Bruno e Calvaruso investiram 830 mil euros na compra de novas áreas nos arredores de Natal, inclusive uma fazenda que seria transformada em loteamento com perspectivas de ganhos milionários. “Gostaria de salientar que estamos falando de 180 hectares, onde há a possibilidade de construir cerca de 7.500 casas, que por 100 mil reais são 750 milhões de reais de faturamento, com um lucro residual de mais de 50%…”, escreveu Bruno, por e-mail, a um integrante da máfia na Sicília. No total, segundo o Ministério Público Federal, a máfia adquiriu 76 imóveis no Brasil.

Certo dia, em um shopping de Ponta Negra, local abastado da cidade, Bruno conheceu Sara da Silva Barros, de 37 anos de idade. Logo, ela se tornaria não só a mulher de Bruno, como sua testa de ferro preferida, já que não tinha antecedentes criminais. “Sara é cem por cento limpa”, escreveu ele para Calvaruso, por WhatsApp. Foi em nome dela que Bruno e Calvaruso montaram a pizzaria e cafeteria Italy’s, na orla de Natal.

O policial e advogado Carlos Menezes conheceu Bruno em 2016, quando o italiano e Nino Spadaro foram até a Delegacia de Apoio e Assistência ao Turista (Deatur), em Natal, onde o então agente trabalhava, para fazerem um boletim de ocorrência contra João Soares de Souza, tabelião do cartório de imóveis de Extremoz, e seu filho, Gustavo Eugênio Costa de Souza. Segundo Bruno, o tabelião e o filho haviam falsificado a escritura de uma área de 29 hectares adquirida pela empresa Tecnobloco Construções Ltda., da qual o italiano se dizia sócio e procurador, para revendê-la a terceiros por 16 milhões de reais.

Por causa do alegado prejuízo pela perda do terreno, Bruno e Spadaro passaram a pressionar o tabelião, que se comprometeu a pagar 1,2 milhão de reais e a entregar outra área a eles. Mas Souza só pagou 150 mil reais, e os italianos descobriram que os documentos da área oferecida eram falsos.

Na discussão com os italianos, o tabelião ameaçou Bruno e seu advogado com um revólver, dentro do cartório de Extremoz, o que motivou um segundo boletim de ocorrência contra Souza, agora por ameaça, registrado pelo então policial Menezes no fim de 2017, na mesma Deatur. A aproximação com o policial fez com que este fosse convidado a trabalhar como segurança para a viagem que a mãe de Bruno fez da Itália ao Brasil.

Em março do ano seguinte, Souza e o filho foram denunciados à Justiça por estelionato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, acusados de uma série de fraudes documentais. Souza morreu um mês depois, de causas naturais. Gustavo, seu filho, foi absolvido. Sem saída, Bruno ingressou com ação na Justiça contra o tabelião e o filho, e a 1ª Vara de Extremoz condenou o espólio de Souza e também Gustavo a indenizarem Bruno em 22 milhões de reais.

Retornando ao Brasil em 2019, Calvaruso, regente da Cosa Nostra, acelerou os investimentos da máfia. Concluiu a construção de uma casa dentro de um resort em Bananeiras, interior da Paraíba; comprou dois apartamentos em Cabedelo, município vizinho a João Pessoa; adquiriu duas empresas em Natal (uma delas dona de imóveis avaliados em quase 4 milhões de reais, no total) e fundou a pizzaria Italy’s.

Em 2021, os primeiros policiais italianos desembarcaram em Natal para rastrear o patrimônio amealhado pela máfia e seguir de perto os passos de Giuseppe Bruno.

No ano seguinte, em maio, o governo italiano decidiu solicitar formalmente um acordo de cooperação com o Ministério Público Federal (MPF) brasileiro para “a obtenção de dados confiáveis sobre rastreabilidade dos grandes fluxos financeiros movidos da Itália para o Brasil e informações sobre bens atribuídos a Giuseppe Calvaruso e outros”. A investigação do MPF, da PF e da Receita Federal, iniciada em outubro de 2022, não só confirmou os dados já investigados desde a Itália como encontrou novas suspeitas sobre o patrimônio do trio Calvaruso-Ladogana-Bruno no Rio Grande do Norte.

Em novembro de 2023, a PF encaminhou à Justiça os pedidos de prisões preventivas e de buscas. Em poucas semanas as requisições foram acatadas pela 14ª Vara Federal de Natal, mas a operação tinha de ser deflagrada ao mesmo tempo no Brasil e na Itália, onde havia outros participantes do esquema mafioso. A Justiça italiana demorou a conceder os pedidos de prisão (só o fez em agosto de 2024).

Bruno foi preso na manhã de 13 de agosto de 2024. No mesmo dia, a Direção Distrital Antimáfia de Palermo prendeu na Itália a mãe dele, Rosa Simoncini. No Brasil, nove pessoas, incluindo Calvaruso, Bruno e sua ex-mulher, Ladogana, sua ex-mulher, Tamara Barros, e a atual, Regina Souza, são réus em ação penal, ainda não julgada, na 14ª Vara Federal de Natal, acusados de associação criminosa e lavagem de dinheiro. Em dezembro passado, o inquérito da polícia italiana seguia em andamento.

O advogado de Calvaruso na Itália, Michele Giovinco, disse à revista piauí que a Justiça ainda não provou a responsabilidade do réu na suposta extorsão aos compradores do armazém na via Altofonte, em Palermo, nem na lavagem de dinheiro na compra e venda de imóveis no Brasil. “Não há provas processuais nas investigações italianas de transferência de dinheiro de Hong Kong ou Cingapura, nem para a Itália e nem para o Brasil”, afirmou.

Em nota, a defesa de Ladogana informou apenas que o patrimônio dele no Brasil “foi adquirido com muito trabalho” e que o empresário nunca teve envolvimento com a Cosa Nostra. Nino Spadaro não quis se manifestar. A defesa de Bruno não foi localizada.

A última ponta solta dos esquemas da máfia siciliana no Rio Grande do Norte é o assassinato de Carlos Antonio Lopes da Silva, o taxista que se tornou laranja de Pietro Ladogana e era dono formal de duas empresas e de dezenas de imóveis no estado. Mesmo depois da prisão do italiano, em 2019, Silva continuou próximo dele – era uma das pessoas autorizadas por Ladogana a visitá-lo na prisão em Alcaçuz.

Na noite de 1º de março de 2023, Silva dormia em sua casa no bairro Pitangui, em Extremoz, com a mulher e as duas filhas do casal, quando ouviu a porta da entrada sendo arrombada. Pegou um bastão e conseguiu atingir um dos invasores, mas acabou levando sete tiros de pistola de outro criminoso. Morreu ao lado da sua cama.

A principal suspeita da polícia é que Silva tenha sido morto a mando de um empresário potiguar que teria grilado parte dos terrenos da Cosa Nostra no estado. Responsável pelo inquérito, o delegado André Kay, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Ceará-Mirim, não revela a identidade do suspeito para não atrapalhar as investigações. Passados quase dois anos do crime, o inquérito ainda não foi concluído.

Revista Piauí

Milionário preso em Natal já afirmou: “Vocês não tem noção com quem estão mexendo”

Foto: Reprodução

Milionário e alvo de operação hoje (25), em Natal, Rogério Cruz Guapindaia já é conhecido das páginas policiais do noticiário nacional há alguns anos. Inclusive, já foi destaque também com declarações polêmicas, com até ameaças na linha do “Vocês não têm noção com quem estão mexendo”. A matéria foi publicada em 2021, pel’O Globo e repercutida em diversos jornais do País.

A declaração de Rogério Cruz foi em meio ao escândalo do fechamento da Alphabets – especializada no mercado de apostas esportivas. O empresário disso disse em um vídeo que “tem influência dentro do governo” e “amigos policiais”. Ele também avisa aos investidores que tem um bom “corpo jurídico”. Ele foi condenado em 2017 por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico. Desde ontem, passou a ser investigado pela 125ª DP  (São Pedro da Aldeia) por diversos crimes, entre eles, estelionato.

“Vocês não têm noção com quem estão mexendo. Vocês não sabem quem é o meu corpo jurídico. Os amigos policiais que eu tenho. A influência que a gente tem dentro do governo. Então, prestem atenção quando foram ameaçar ou fazer algo”, afirmou o empresário no Instagram da Alphabets.

96 FM

Operação Carnaval: 5 mil policiais deverão atuar na segurança em todo o RN

Foto: Carmem Felix/Assecom

A Operação Carnaval 2025 começa nesta sexta-feira (28) e segue até a quarta-feira (05), mobilizando um grande efetivo para garantir a segurança dos foliões em todo o Rio Grande do Norte. O esquema especial contará com a atuação conjunta da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP-RN) e Secretaria da Administração Penitenciária, além de ações educativas conduzidas por órgãos estaduais e municipais.

Neste ano, a governadora Fátima Bezerra anunciou um aumento significativo no efetivo e nos investimentos para a segurança do Carnaval. Serão 5 mil agentes de segurança atuando no estado, um crescimento expressivo em relação a 2024, quando foram empregados 3,2 mil profissionais. O investimento também subiu de R$ 5 milhões para R$ 7 milhões em diárias operacionais.

“Com integração e intersetorialidade, realizamos um amplo planejamento para garantir a demanda do Carnaval, tanto no efetivo de segurança quanto em ações educativas”, destacou a governadora.

Ela também ressaltou que a atuação conjunta dos órgãos estaduais, federais e municipais tem gerado resultados expressivos, como a redução da violência no RN.

Mais viaturas e tecnologia para ampliar a segurança

O secretário de Segurança Pública, Francisco Araújo, anunciou a entrega de 32 novas viaturas para a Polícia Militar e 170 computadores para a Polícia Civil, ampliando a presença das forças de segurança nas ruas e melhorando as condições de trabalho das equipes.

“São reforços importantes que garantem mais agilidade e controle durante o período carnavalesco”, explicou Araújo.

Ações educativas e fiscalização no trânsito

Além da segurança ostensiva, a Secretaria de Saúde, a Secretaria da Mulher, Juventude, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Semjidh) e o Detran-RN atuarão em campanhas educativas, abordando temas como saúde pública, prevenção de acidentes e combate à alcoolemia no trânsito.

“Estaremos presentes em todo o litoral levando informações à população para prevenir acidentes e garantir um Carnaval seguro”, afirmou o diretor-geral do Detran, Jonielson Pereira.

A Secretaria de Saúde também participará das ações, distribuindo panfletos informativos e preservativos como parte das iniciativas de prevenção.

Segurança reforçada no litoral e nas cidades do interior

Em Parnamirim, um dos principais destinos turísticos durante o Carnaval, a operação contará com 250 agentes de segurança atuando em conjunto com o Governo do Estado.

“As pessoas podem ir tranquilas ao litoral, pois teremos uma forte presença das forças de segurança”, garantiu o secretário municipal de segurança, coronel Vanildo.

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FOTOS: Lancha, jet skis, joias, carros de luxo e bola de futebol autografada por Pelé: veja bens apreendidos em operação da PF e Receita Federal em Natal

Foto: PF

Lancha, jet skis, relógios, carros de luxo, e até uma bola de futebol autografada por Pelé estão entre os itens apreendidos nesta terça-feira (25) pela operação Pleonéxia, em Natal.

A operação deflagrada pela Polícia Federal e Receita Federal investiga uma empresa de energia solar que atraía investidores de todo o país, que seriam supostamente obtidos por meio da comercialização de créditos de energia solar. O grupo atraía pessoas de diferentes regiões do país e se comprometia a pagar um rendimento mensal entre 4% e 5%, o que seria insustentável e teria fortes indícios de fraude.

Mas, os valores investidos pelas vítimas eram desviados para compra de imóveis, joias e carros de alto padrão.

Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em Natal, em barueri, SP, e também em goiânia. A investigação aponta que o grupo movimentou cerca de R$ 151 milhões de reais e prejudicou mais de 6.300 pessoas.

Veja a lista de bens apreendidos na casa do proprietário da empresa, segundo a Receita Federal:

  • 1 lancha
  • 2 jet skis
  • 1 UTV
  • 20 relógios
  • 1 Porshe
  • 1 Mercedes CLA 45
  • 1 Mercedes-AMG G 63
  • R$ 228 mil em espécie
  • Joias
  • 1 bola de futebol autografada por Pelé
  • 1 chuteira usada por Messi

Ao todo, foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão em Natal, Barueri (SP) e Goiânia (GO), expedidos pela 14ª Vara Federal da Seção Judiciária do Rio Grande do Norte.

O investigado preso nesta terça (25) dentro da operação Pleonexia é apontado como chefe da organização.

Energia solar

No portfólio dirigido aos potenciais investidores, a empresa divulgava a existência de onze usinas de energia solar, com capacidade de geração de 1.266.720 kWh/mês. No entanto, a investigação revelou a existência de apenas uma usina efetivamente conectada à rede da distribuidora de energia local, que gerou somente 28.325 kWh.

Além disso, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a empresa investigada não é titular de nenhum empreendimento de geração de energia regular e não tem pedido de outorga em tramitação em seu nome.

Uma pesquisa realizada pelos investigadores na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apontou que a empresa não figura no rol de associados da entidade, o que é uma condição para negociar energia elétrica no Ambiente de Contratação Livre, conforme as normas do setor.

G1-RN

Homem atira em familiar, é abordado pela PM e tira a própria vida na avenida Ayrton Senna em Natal

Natal amanheceu sob tensão nesta terça-feira (25). Um homem, cuja identidade ainda não foi revelada, disparou quatro vezes contra um familiar no início da manhã. O motivo da agressão ainda está sendo investigado. Após os disparos, o suspeito fugiu da cena do cri:me utilizando um serviço de motocicleta por aplicativo. Inicialmente, solicitou a corrida com destino ao bairro Cidade da Esperança, mas no meio do trajeto alterou o destino para a Cidade Nova.

Porém, a fuga foi interrompida na Avenida Ayrton Senna, onde policiais militares identificaram a movimentação suspeita e decidiram realizar a abordagem. O motociclista obedeceu às ordens, mas o garupa hesitou. Quando finalmente desceu com as mãos na cabeça, fez um movimento inesperado: sacou a ar:ma e ignorou as ordens da polícia.

Antes que ele pudesse disparar, foi atingido por um tiro de advertência nas pernas. Com o impacto o homem caiu ao chão. E mesmo ferido, tomou a decisão extrema: apontou a arma contra a própria cabeça, tirando sua vida. A cena foi rapidamente isolada para perícia e a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investigará o caso.

PF e Receita Federal desarticulam organização criminosa especializada em crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, deflagrou hoje a Operação Pleonexia, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro. Ao todo, são cumpridos um mandado de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão nas cidades de Natal/RN, Barueri/SP e Goiânia/GO, expedidos pela 14ª Vara Federal da Seção Judiciária do Rio Grande do Norte. A ação envolve 52 policiais federais e 12 servidores da Receita Federal.

A empresa investigada, Alpha Energy Capital, que possui escritórios em Natal/RN e Barueri/SP, promovia a captação de recursos de investidores sob a promessa de rendimentos muito acima dos praticados no mercado, supostamente obtidos por meio da comercialização de créditos de energia solar. O grupo atraía pessoas de diversas regiões do país, comprometendo-se a pagar um rendimento mensal entre 4% e 5% — o que se revelou insustentável e com fortes indícios de fraude.
No portfólio dirigido aos potenciais investidores, a empresa divulgava a existência de onze usinas de energia solar, com capacidade de geração de 1.266.720 kWh/mês, no entanto, a investigação revelou a existência de apenas uma usina efetivamente conectada à rede da distribuidora de energia local, tendo gerado somente 28.325 kWh.

Ademais, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, a empresa investigada não é titular de nenhum empreendimento de geração de energia regular e não tem pedido de outorga em tramitação em seu nome. Pesquisa realizada perante a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apontou que a empresa não figura no rol de associados da entidade, condição para negociar energia elétrica no Ambiente de Contratação Livre, conforme as normas setoriais.
As investigações demonstraram que a maior parte dos valores captados era desviada para a aquisição de imóveis, veículos de alto padrão, joias e outros itens de luxo pelos investigados. O montante ilícito movimentado ultrapassa R$ 151 milhões, com recursos provenientes de aproximadamente 6.300 pessoas, distribuídas em 732 municípios brasileiros. Diante das evidências, a Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de cerca de R$ 244 milhões em bens dos envolvidos, visando ao ressarcimento das potenciais vítimas e ao pagamento de multas e custas processuais.

A investigação ainda constatou que o líder da organização criminosa, preso preventivamente hoje, já possui condenação por tráfico internacional de drogas e responde a processos por estelionato, crime contra a economia popular e lavagem de dinheiro, em razão de um golpe supostamente praticado em 2021, envolvendo a captação fraudulenta de recursos por meio de uma plataforma de apostas esportivas. Diante de seu passado criminoso, o investigado ocultou sua atuação na empresa, valendo-se de terceiros para divulgar nas mídias a falsa oportunidade de investimento e celebrar os contratos fraudulentos.
O termo “Pleonexia”, que nomeia a operação, tem origem grega e significa “ganância excessiva” ou “ambição desmedida”, evidenciando o objetivo do grupo de auferir vantagens financeiras ilícitas em prejuízo de milhares de investidores.

Diante do elevado número de pessoas que celebraram contratos de investimento com a ALPHA ENERGY CAPITAL e da abrangência territorial da ação criminosa, a Polícia Federal disponibiliza o link abaixo para o registro de comunicação online dos crimes financeiros apurados na Operação Pleonexia, com vistas a identificar todas as vítimas, quantificar os valores investidos e os prejuízos sofridos para, ao final, definir o valor do dano a ser reparado.

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Homem que produzia armas e munições caseiras é preso em Nova Cruz

 

Foto: PMRN/Divulgação
Um homem que produzia armas caseiras foi preso neste domingo (23) no bairro do planalto em Nova Cruz.  A prisão ocorreu quando uma patrulha do 8º BPM recebeu uma denúncia de populares que um cidadão estaria efetuando disparos de arma de fogo.
Durante a abordagem em sua residência foram encontradas cinco armas longas, diversas munições de diferentes calibres, material de fabricação caseira de armas de fogo e material para fabricação de munição, pólvoras, e espoletas.
Todo o material junto com o suspeito foram conduzidos a delegacia de plantão para procedimentos.

Motorista é preso por suspeita de estuprar adolescente durante corrida de aplicativo na Grande Natal

 

Foto: reprodução

Um motorista de transporte por aplicativo, de 25 anos,  foi preso na tarde desta quinta-feira (20), por policiais civis da Delegacia Especializada na Proteção da Criança e do Adolescente (DPCA) de Parnamirim, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva, expedido pela Vara da Infância e Juventude da Comarca do município, por suspeita da prática do crime de estupro contra uma adolescente.

A prisão foi realizada no bairro Santos Reis, localizado no Município de Parnamirim, na Grande Natal. De acordo com as investigações, o motorista teria realizado a ação criminosa contra a adolescente de 16 anos, durante uma corrida de aplicativo, na última sexta-feira (14).

O homem foi conduzido à delegacia para a realização dos procedimentos legais e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.

A Polícia Civil solicita que a população continue enviando informações de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.
Ponta Negra News

Ladrão morre após tentativa de assalto em posto de combustíveis no Planalto

Foto: Hugo Vieira
Um suspeito de tentativa de assalto a um posto de combustíveis morreu após ser baleado por uma pessoa que reagiu à ação criminosa. O caso aconteceu em um estabelecimento na avenida Mira Mangue, no bairro Planalto, zona Oeste de Natal, na noite da última terça-feira (18).

De acordo com as informações apuradas, dois suspeitos chegaram em uma moto e anunciaram o assalto contra um frentista. Uma pessoa que estava no local percebeu a ação e reagiu.

Um suspeito foi baleado e morreu ainda no local. O outro criminoso conseguiu fugir, mas há a suspeita de que ele também tenha sido baleado. A Polícia Militar foi acionada e fez o isolamento da área, além de buscas pelo segundo criminoso envolvido na tentativa de assalto.

O Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (Itep-RN) foi ao local para fazer a remoção do corpo. O caso deverá ser investigado pela Policia Civil.

Portal da Tropical

Motoboys protestam em Natal após agressão a entregador

Foto: Reprodução

Um grupo de motoboys se reuniu em frente ao Shopping Midway Mall, em Natal, na tarde da segunda-feira (17), para protestar contra a agressão sofrida pelo moto entregador Jonny Davys Barbosa do Nascimento no último sábado (15). Os manifestantes exigem justiça para o colega e pedem mais segurança para a categoria.

Os motoboys partiram de diferentes pontos da capital potiguar, incluindo a Zona Norte, além de grupos vindos de Parnamirim, na Região Metropolitana. A mobilização causou lentidão no trânsito nas imediações do shopping.

Entenda o caso

A agressão contra Jonny ocorreu em frente a um condomínio no bairro de Lagoa Nova, em Natal, após um desentendimento com um cliente que se recusou a descer para buscar um item. O entregador explicou que, no momento do incidente, não estava realizando uma entrega de comida, mas sim transportando um item de um cliente para outro endereço.

“Assim que cheguei, fiz o procedimento padrão da plataforma, tirando a foto do produto para iniciar a corrida. No entanto, ao perceber que o pacote era muito pesado e que eu não conseguiria transportá-lo com segurança, informei ao cliente que precisaria cancelar a corrida. Foi nesse momento que o cliente se irritou, pegou o pacote e entrou na portaria. Para cancelar a corrida no aplicativo, eu precisava do código que aparece no smartphone do cliente – sem ele, eu não poderia liberar minha conta para continuar trabalhando. Por isso, pedi ao porteiro que chamasse o cliente de volta para que eu pudesse encerrar a corrida corretamente”, relatou Jonny.

Ainda segundo o entregador, o morador do prédio reagiu com violência, desferindo vários golpes e utilizando técnicas de jiu-jitsu para derrubá-lo. Jonny sofreu ferimentos, teve o celular trincado e a bolsa de trabalho rasgada.

Após o ocorrido, ele registrou um boletim de ocorrência contra o agressor. O suspeito foi encaminhado à Central de Flagrantes da Polícia Civil, onde prestou depoimento e foi liberado em seguida.

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Idoso de 67 anos é preso por embriaguez ao volante no bairro Petrópolis

 

Foto: CPRE/Divulgação
O Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), por meio do Batalhão Rodoviário, efetuou, na noite deste domingo (16), a prisão de um idoso de 67 anos por embriaguez ao volante
Ele foi flagrado dirigindo de forma temerária no bairro de Petrópolis, na zona Leste de Natal, ocasião em que ao ser submetido ao teste de alcoolemia apontou valor de 1.07mg/l.
Esta foi a quarta prisão por embriaguez registrada pelo BPRv somente neste domingo, sendo 01(uma) em São Gonçalo do Amarante; 02(duas) na cidade de Extremoz e 01(uma) em Natal.

CPRE prende motorista embriagado que atropelou ciclistas na Grande Natal

Foto: Divulgação
Um homem, de 29 anos, foi preso pelo Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) por atropelar dois ciclistas no município de Extremoz, na região metropolitana de Natal. Uma das vítimas do atropelamento teve ferimentos graves.

Segundo as autoridades, o motorista apresentava sinais visíveis de embriaguez. Ele admitiu ter feito o uso de bebida alcoólica mas se recusou a realizar o teste do bafômetro, onde foi confeccionado o Termo de Constatação de Embriaguez pelos agentes.

A ocorrência foi  apresentada à delegacia de Polícia e o homem se encontra à disposição da Justiça.

Motorista embriagado atropela idosa e colide com carro estacionado no Alecrim

 

Um motorista embriagado foi preso após atropelar uma idosa e bater em um carro estacionado na Avenida Coronel Estevão, no bairro do Alecrim, em Natal, nesta quinta-feira (13). Câmeras de segurança registraram o momento do acidente.
Nas imagens, uma mulher empurra um carrinho de bebê enquanto caminha pela via. Segundos depois, um HB20 em alta velocidade surge desgovernado e atinge a idosa, que sofreu apenas ferim:entos leves. O veículo só parou ao colidir com um carro estacionado, o que evitou um desfecho mais grave.
Populares acionaram policiais do 1º BPM, que patrulhavam a região. O condutor apresentava sinais evidentes de embriaguez e, no interior do carro, foram encontradas bebidas alcoólicas e um frasco com drogas.

Suspeitos de realizar série de assaltos em Natal morrem em confronto com a PM

Quatro homens suspeitos de praticar uma série de assaltos na zona Sul de Natal foram baleados e morreram em uma troca de tiros com policiais militares na noite desta quinta-feira (13), na zona Sul de Natal. Segundo informações da PM, o Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) foi acionado após uma denúncia de arrastões a pedestres e motociclistas na avenida dos Caiapós, em Cidade Satélite, na zona Sul da capital.

Os suspeitos foram localizados em uma região de mata no bairro do Planalto, na zona Oeste, e ao avistarem a equipe do BPChoque, atiraram contra a viatura e os policiais dando início ao tiroteio no local.

No confronto, os quatro suspeitos foram baleados e chegaram a ser levados ao pronto-socorro Clóvis Sarinho pelos militares, mas não resistiram aos ferimentos e morreram no local.

Foto: Divulgação/BPChoque

Foto: Divulgação/BPChoque

Durante a ocorrência, foram recuperadas três motocicletas e realizada a apreensão de diversos materiais como pistolas, munições, celulares e cartões de créditos.

Veja a listagem do material apreendido

  • 1 PUMA;
  • 3 munições .44;
  • 1 Calibre .12 caseira;
  • 2 munições .12 deflagradas
  • 1 munição .12;
  • 1 Pistola Taurus (ABK054906) 9mm;
  • 5 munições 9mm;
  • 1 carregador 9mm;
  • 1 simulacro de arma de fogo;
  • Material esverdeado, análogo a maconha;
  • 4 celulares;
  • 5 cartões.

Tribuna do Norte