Imagens das câmeras de vigilância do MPRN, mostram Guilherme Wanderley Lopes da Silva, deixando prédio após o atentado — Foto: MP/Divulgação
O ex-servidor do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) Guilherme Wanderley Lopes da Silva foi preso nesta quinta-feira (6), em Natal, após a Justiça determinar o início do cumprimento de sua pena. Policiais militares, com apoio do MPRN, cumpriram o mandado de prisão.
Guilherme foi condenado a 11 anos e 1 mês de prisão em regime fechado por três tentativas de homicídio qualificado. O crime aconteceu em março de 2017, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, quando ele atirou contra o então procurador-geral Rinaldo Reis e os promotores Wendell Beetoven Agra e Jovino Pereira da Costa Sobrinho. Dois deles foram baleados, mas sobreviveram.
Após a condenação inicial, o MPRN recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedindo aumento da pena. A Corte considerou que o fato de Guilherme ser bacharel em Direito agravou sua responsabilidade, o que elevou a punição para o atual tempo de reclusão.
A defesa recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), alegando contradições no processo, mas os recursos foram rejeitados pelo ministro Dias Toffoli, que determinou o trânsito em julgado — última etapa antes do cumprimento da pena.
Com o fim dos recursos, Guilherme deve cumprir a prisão em uma unidade do sistema prisional do Rio Grande do Norte.
A Polícia Federal detonou nesta terça-feira (4), a Operação Fábrica de Pix, que investiga um esquema milionário de fraudes em casas lotéricas no RN. O golpe teria desviado R$ 3,7 milhões por meio de pagamentos simulados, realizados em uma lotérica no município de Jundiá.
A investigação começou após a prisão em flagrante de um empresário recém-autorizado a operar o ponto lotérico. Segundo a PF, no último dia 17 de outubro ele simulou centenas de pagamentos no sistema da lotérica e fugiu em seguida.
O suspeito foi preso ao desembarcar em Curitiba (PR), vindo de Natal, e o dinheiro acabou espalhado em diversas contas bancárias de terceiros.
A Justiça Federal determinou o bloqueio de contas, o sequestro de veículos de luxo e o afastamento do sigilo bancário dos envolvidos. Mandados de busca foram cumpridos tanto em Jundiá quanto em Curitiba, com o objetivo de reunir provas sobre o planejamento e execução do golpe.
A Polícia Federal segue no encalço dos cúmplices que teriam ajudado o esquema, cedendo contas ou emitindo boletos falsos.
Um dos motivos para que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha negado o empréstimo de veículos blindados militares para o Rio de Janeiro foi o receio de que integrantes de facções criminosas pudessem se apossar do equipamento de guerra.
O governador Cláudio Castro (PL) pediu em janeiro o empréstimo de veículos blindados que haviam sido usados pela Marinha para patrulhar a região do Hospital Naval Marcílio Dias, na Zona Norte do Rio, onde uma médica capitã de Mar e Guerra foi atingida por uma bala perdida em dezembro.
O ministério da Defesa informou na 3ª feira (28.out.2025), que “naquele momento, a Marinha posicionou veículos blindados no perímetro do hospital, respeitando o limite legal de 1.400 metros em torno de instalações militares, medida voltada à segurança da área e dos militares”.
Na época, o pedido foi submetido à análise da AGU (Advocacia Geral da União). O órgão negou o empréstimo por entender que isso só poderia ser feito com uma GLO (Garantia da Leia e da Ordem), a partir de um decreto assinado por Lula.
Segundo o parecer, elaborado em fevereiro, a atuação das Forças Armadas em questões de segurança pública “não é trivial e apenas se legitima nos perímetros específicos de faixa de fronteira, no mar e nas águas interiores”, contra delitos transfronteiriços ou ambientais — “o que se deduz não ser o caso em tela”. Eis a íntegra (PDF – 256 kB).
Apesar da resposta formal da AGU, a questão foi discutida internamente no governo. Duas avaliações foram feitas. De que uma GLO teria um custo alto e necessitaria de rearranjo no Orçamento. E de que o Rio de Janeiro não tem condições de dar a devida segurança aos veículos militares. O receio passou a ser de que eles pudessem ser roubados por integrantes das facções criminosas que atuam no Estado e serem usados dentro das favelas.
Lula é contrário à decretação de GLO. O instrumento autoriza que as Forças Armadas sejam acionadas para atuar em intervenções de segurança pública. É prerrogativa do presidente decidir. O petista, porém, já autorizou esse tipo de operação duas vezes: nos portos do Rio e na cidade de Itaguaí e durante a Cúpula do G20 realizada também na capital fluminense em novembro de 2024.
Na tarde de 3ª feira, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse que a implementação de uma GLO “demanda uma série de condições e requisitos” e segue regras “bastante rígidas”.
“Uma das pré-condições é que os governadores reconheçam a falência dos órgãos de segurança e transfiram então as operações de segurança para o governo federal, mais especificamente as Forças Armadas”, disse o ministro.
Megaoperação com cerca de 2.500 policiais civis e militares é deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, nesta terça- feira, 28 de outubro de 2025. — Foto: Jose Lucena/TheNewsS2/Estadão Conteúdo
As investigações que levaram à operação desta terça-feira (28), identificaram 94 bandidos do Comando Vermelho que estariam escondidos nos complexos do Alemão e da Penha. Acusados de assassinatos, tráfico de drogas, roubos de carros, entre outros crimes, que, segundo a polícia, usam o local para se esconder.
As 27 favelas dos dois complexos, na Zona Norte do Rio, ficam próximas a duas importantes vias da cidade: a Linha Vermelha, que liga o Centro à Baixada Fluminense e dá acesso ao Aeroporto Internacional do Galeão, e a Linha Amarela, que liga a Barra da Tijuca à Ilha do Governador.
O Alemão e a Penha ficam localizados em áreas montanhosas da cidade, cercados por matas, o que facilita a fuga de bandidos. A polícia afirma que as ordens para a tomada de territórios no estado passam por dois chefes da facção: Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, que cumpre pena em um presídio federal; e Edgar Alves de Andrade, o Doca ou Urso. Ele está solto e tem 269 anotações criminais e 26 mandados de prisão abertos.
Nesta terça-feira (28), o Disque-Denúncia aumentou de R$ 1 mil para R$ 100 mil a recompensa por informações que levem à prisão dele. Esse valor só tinha sido oferecido uma vez, por informações que levassem ao traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar.
Nos últimos quatro anos, só o traficante Doca comandou a expansão do Comando Vermelho para quase 50 áreas entre bairros e favelas da capital e da Baixada Fluminense. Entre estes locais, a chamada Grande Jacarepaguá – 16 bairros na Zona Sudoeste que, em três anos, foram dominados pela quadrilha. São localidades que ficam entre duas grandes florestas: da Tijuca e do Parque da Pedra Branca – próximo às orlas da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes.
Operação policial deflagrada no Rio foi antecedida por investigação que durou mais de um ano — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Uma guerra que deixou muitas mortes. Dados do Instituto de Segurança Pública do Rio mostram que, nos três primeiros anos da expansão nesses 16 bairros, foram registrados 833 assassinatos. Segundo a polícia, a maior parte deles decorrente da disputa entre o Comando Vermelho e grupos rivais.
Os investigadores também mostraram como a quadrilha impõe castigo a moradores, como uma mulher, que teria brigado em um baile funk e foi colocada em uma banheira de gelo, por horas, como castigo.
Essa expansão do Comando Vermelho vai muito além do Rio. O último levantamento da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senapen) mostra que a quadrilha já está em 24 estados do Brasil e no Distrito Federal. É uma espécie de intercâmbio do crime. Na operação desta terça-feira (28), 30 alvos eram bandidos de outros estados, entre eles, chefes do Comando Vermelho da Bahia, Ceará, Pernambuco, Espírito Santo, Rondônia, Amazonas e Pará.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, atribuiu o crescimento do Comando Vermelho à ADPF 635, que restringia operações policiais em comunidades do Rio:
“Depois de cinco anos de ADPF, muitas barricadas, muita dificuldade para polícia entrar. Ainda assim, é o que nós chamamos de filhotes dessa DPF maldita”.
Em junho de 2020, por causa do aumento da letalidade policial, o STF – Supremo Tribunal Federal determinou que só fossem feitas operações em comunidades do Rio em casos excepcionais e estipulou regras, como proibição do uso de escolas e unidades de saúde como base policiais durante as ações. E propôs um plano, se comprometendo a rever as práticas em operações.
O STF aceitou o plano, mas impôs condições. Entre elas, que o governo do Rio apresentasse uma proposta de reocupação dos territórios dominados pelo crime organizado. O governo cumpriu parte dessas determinações e, no último dia 15, sinalizou ao STF que pretende retomar o controle da Grande Jacarepaguá, na Zona Sudoeste da cidade.
Durante a operação desta terça-feira (28), Cláudio Castro disse que é preciso integração com o governo federal:
“O Supremo Tribunal Federal falou, em uma decisão – a primeira da história conjunta dos 11 ministros – que esse financiamento e essa integração têm que acontecer. Eu prefiro ser otimista e acreditar que, já que não por vontade própria, por imposição do Supremo Tribunal Federal, essa integração acontecerá por livre e espontânea pressão”.
Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
O governador também reclamou que não foi atendido em um pedido feito às Forças Armadas para usar os blindados em outras ações no Rio de Janeiro:
“Infelizmente, dessa vez, como ao longo desse mandato inteiro, não temos o auxílio nem de blindados, nem de nenhum agente das forças federais, nem de segurança, nem de defesa. Para uma guerra dessa, que nada tem a ver com a segurança urbana, realmente nós deveríamos ter um apoio muito maior. Talvez, até mesmo, nesse momento, até de Forças Armadas porque essa é uma luta que já extrapolou toda ideia de segurança pública. Por isso, essa integração é tão importante. Isso aqui não é uma briga política. Na verdade, é um clamor por ajuda. As forças de segurança do Rio de Janeiro estão sozinhas”.
Segundo o Ministério da Saúde, o RN aparece pela primeira vez na relação com dois casos: um descartado e outro ainda em investigação | BNews Natal – Divulgação Reprodução
O Ministério da Saúde atualizou o número de notificações de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas. Até o momento, 108 notificações foram registradas, sendo 58 casos confirmados e 50 em investigação. Outras 635 notificações foram descartadas.
O estado de São Paulo continua com o maior número de notificações, com 44 casos confirmados e 14 em investigação. O estado já descartou outras 434 notificações.
Além de São Paulo, há casos confirmados em outros estados: Pernambuco (5), Paraná (6), RioGrandedo Sul (1), Mato Grosso (1) e Tocantins (1).
Em relação aos casos em investigação, São Paulo analisa 14, Pernambuco (19), Rio de Janeiro (1), Piauí (4), Mato Grosso (4), Mato Grosso do Sul (1), RioGrandedoNorte (1), Paraná (4), Minas Gerais (1) e Tocantins (1).
Dos casos confirmados, 15 são óbitos: 9 em São Paulo, 3 no Paraná e 3 em Pernambuco. Outros 9 óbitos seguem em investigação, sendo 4 em PE, 2 no PR, 1 em MG, 1 no MS e 1 em SP. Outras 32 notificações de óbitos foram descartadas.
Atualização
A atualização das notificações de intoxicação por metanol, decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas, será realizada nas segundas, quartas e sextas-feiras após às 17h.
Sintomas de intoxicação por metanol
Os sintomas iniciais da intoxicação por metanol incluem visão turva, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, dor abdominal, taquicardia e convulsões.Em casos mais graves, pode acontecer perda total da visão e coma. Portanto, a recomendação é buscar atendimento médico urgente diante de qualquer suspeita é fundamental para minimizar danos.
As autoridades recomendam que consumidores adquiram bebidas somente de fabricantes legalizados e chequem a presença de lacre de segurança, selo fiscal e rótulo.
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (21), a Operação Quina Potiguar, com o objetivo de investigar desvios de recursos públicos federais e lavagem de dinheiro no Rio Grande do Norte.
Durante as investigações, foram identificados indícios de que valores provenientes de contratos públicos teriam sido movimentados por meio de uma lotérica localizada na cidade de Lucrécia, em uma tentativa de ocultar a origem ilícita dos recursos.
O montante seria oriundo de repasses realizados por diversos municípios da região a uma construtora investigada.
O metanol não se destina ao consumo humano sendo altamente tóxico – Foto: Adobe Stock
O Brasil contabiliza 36 casos confirmados de intoxicação por metanol após a ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas – quatro a mais do que o registrado na última segunda-feira (13).
O número de mortes confirmadas por intoxicação por metanol também subiu, passando de cinco para sete, sendo cinco notificadas no estado de São Paulo e duas em Pernambuco.
Ao todo, outros 156 casos estão em investigação e pelo menos 362 são considerados suspeitos até então eles foram descartados. Há ainda 11 mortes em análise..
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (15) pelo diretor do Departamento de Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde, Edenilo Baltazar Barreira Filho, durante audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.
“Pela curva epidêmica, percebemos uma desaceleração no número de notificações, mas isso não nos faz baixar a guarda, não nos faz dizer que a situação está sob controle”, disse, durante o debate.
“Pelo contrário, estamos cada vez mais alertas, cada vez mais atentos a isso e estamos monitorando isso dentro da Sala Nacional de Situação”, completou.
Um adolescente de 14 anos, identificado como Walisson Lopes da Silva, está desaparecido desde a noite da última terça-feira (14) em Carnaúba, povoado pertencente ao município de Senador Georgino Avelino. Segundo testemunhas, três homens o abordaram em frente à casa da avó por volta das 22h e o levaram à força.
Walisson, que mora em São José de Mipibu, estava na casa da avó devido às férias escolares. Próximo ao local, foram encontrados seus chinelos, perto de uma estrada de barro que dá acesso a uma área de mata. Familiares e moradores realizaram buscas, mas até o momento não há pistas sobre seu paradeiro.
Quem tiver informações sobre o adolescente pode entrar em contato com o Disque Denúncia pelo número 181, de forma anônima.
Ação contou com apoio de todas as forças de segurança do RN e monitoramento aéreo; operação é resultado de dois meses de inteligência.
A operação “Território Seguro”, deflagrada nesta quarta-feira (15) na Zona Oeste de Natal, resultou na prisão de mais de 30 suspeitos e na apreensão de drogas e armas, em uma ação coordenada pelas forças de segurança do estado e pelo Ministério da Justiça.
Segundo o secretário de Segurança Pública e da Defesa Social, Coronel Francisco Araújo Silva, a operação é resultado de mais de dois meses de trabalho de inteligência. “Operação Território Seguro, foi desencadeada hoje a parte operacional, a gente hoje agiu pontualmente nos locais. É uma operação de integração com todas as forças públicas de segurança”, afirmou Araújo.
Participaram da operação equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal.
O trabalho contou com o apoio de dois veículos aéreos, Portiguar 01 e Portiguar 02, que realizaram observação e filmagens estratégicas, enquanto as equipes em solo cumpriam mandados de prisão e apreensão.
O secretário reforçou que a ação faz parte de um trabalho contínuo das forças de segurança e que a presença integrada no território deve contribuir para a redução de crimes na Zona Oeste de Natal.
Acompanhe a operação desde as primeiras horas da manhã:
A Polícia Científica do Rio Grande do Norte mudará de endereço. A partir das 7h da manhã da próxima quinta-feira (16), todos os atendimentos do Instituto de Medicina Legal e Criminalística deixarão de ocorrer na antiga unidade localizada no bairro da Ribeira, em Natal, e serão realizados nas novas instalações situadas na Rua dos Campos, nº 293, no bairro Felipe Camarão.
Segundo o órgão, a nova sede oferecerá melhores condições de trabalho aos servidores e mais conforto e acessibilidade aos usuários. Durante a transição, os atendimentos de plantão do IML ficarão temporariamente suspensos na madrugada do dia 16 de outubro, a partir das 2h, nas dependências da Ribeira. A normalidade dos serviços será retomada já na manhã do mesmo dia, às 7h, no novo endereço.
A Polícia Científica reforça que a breve interrupção é necessária para garantir a segurança operacional e a continuidade dos serviços de forma adequada nas novas instalações.
Novo endereço: Rua dos Campos, nº 293 – Felipe Camarão, Natal/RN
Início dos atendimentos: 16 de outubro de 2025, a partir das 7h
A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), deflagrou nesta quarta-feira (15) a operação “TERRITÓRIO SEGURO”, uma ação integrada de combate à atuação de organizações criminosas na Zona Oeste de Natal. Mandados de prisão e de busca e apreensão foram cumpridos na capital e em outras cidades do estado. Participaram das atividades equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica, Polícia Penal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e Ministério Público Estadual, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO).
Detalhes da operação serão apresentados em coletiva de imprensa a ser realizada a partir das 12h no auditório da Delegacia Geral de Polícia Civil (DEGEPOL). Estarão disponíveis para entrevistas o titular da SESED, coronel Francisco Araújo Silva, representantes das forças policiais envolvidas e do GAECO.
RECOMENDAÇÕES À IMPRENSA
Considerando a importância do papel da imprensa à sociedade e, ao mesmo tempo, destacando a especificidade desse trabalho em alguns cenários, seguem algumas recomendações aos profissionais de comunicação que eventualmente dirijam-se aos locais da operação:
– SIGAM AS ORIENTAÇÕES DA AUTORIDADE POLICIAL EM CAMPO, ESTE CIENTE DO GRAU DE RISCO PRESENTE NO LOCAL E MOMENTO DA ATIVIDADE;
– QUE OS PROFISSIONAIS DE IMPRENSA EVITEM APROXIMAR-SE DOS AGENTES DE SEGURANÇA EM CUMPRIMENTO DOS MANDADOS;
– QUE O VEÍCULO DA EQUIPE E/OU OS PROFISSIONAIS ESTEJAM IDENTIFICADOS;
– É PROIBIDO O USO DE DRONE E/OU QUALQUER OUTRO EQUIPAMENTO ANÁLOGO NA REGIÃO POR REPRESENTAR RISCO À SEGURANÇA DAS AERONAVES QUE ATUAM NA OPERAÇÃO!
– A ASSESSORIA DE IMPRENSA DA SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA ESTÁ À DISPOSIÇÃO PARA EVENTUAIS ESCLARECIMENTOS;
Natal, 15 de Outubro de 2025
GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA E DA DEFESA SOCIAL DO RN – SESED/RN COMUNICAÇÃO SOCIAL DA SESED/RN
Um homem é suspeito de invadir a residência da ex-companheira e atropelar ela e o pai durante uma discussão, na tarde de domingo (12), em Nova Parnamirim, na Grande Natal. A mulher sofreu lesões no rosto e perdeu um dente. A informação foi confirmada pela Polícia Militar, que atendeu a ocorrência.
De acordo com o relatório da Corporação, policiais do 3º Batalhão foram acionados por volta das 19h, após denúncia de violência doméstica na Rua Serra do Câmara. Ao chegarem ao local, os militares encontraram o portão da casa “completamente destruído” e “grande quantidade de sangue no chão”. Um vizinho relatou que o suspeito, identificado como ex-companheiro da vítima, teria arrombado o portão ao dar ré com um veículo Audi A3 azul, sem placa identificada, por volta das 10h.
Segundo a PM, durante a vistoria, os policiais encontraram um dente no chão — que, segundo testemunhas, pertencia à vítima — e receberam a informação de que ela e o pai haviam sido socorridos ao Hospital de Pirangi do Norte. No local, ambos confirmaram que o suspeito tentou pular o muro da casa, sem sucesso, e, em seguida, invadiu o imóvel com o carro, derrubando o portão, que acabou atingindo os dois.
A Polícia Militar informou ainda que a mulher sofreu trauma facial, com fratura dentoalveolar e de maxilar do lado direito, e precisou ser encaminhada ao Hospital Walfredo Gurgel, em Natal, onde recebeu atendimento médico e foi liberada. O pai dela também teve ferimentos no rosto e no pé direito.
Durante as diligências, a vítima disse aos policiais que o suspeito poderia estar escondido na casa do pai. Uma equipe do 5º Batalhão foi acionada para apoiar as buscas. O homem não foi localizado, mas o veículo supostamente utilizado no crime foi encontrado dentro da residência.
Após a alta médica da vítima, todos os envolvidos foram conduzidos à delegacia de plantão para registro da ocorrência e adoção dos procedimentos cabíveis. A PM segue em busca do paradeiro do suspeito.
Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) voltaram a ser alvo de arrastões dentro do campus. Pelo menos dois casos foram registrados na noite da última segunda-feira (6), por volta das 20h40: um na parada do Setor V enquanto os alunos aguardavam o transporte para deixar o campus e outros nas proximidades da Biblioteca Central. Testemunhas relatam cenas de violência rápida e agressiva.
Uma aluna contou que estava na saída do bloco H quando presenciou um assalto: “Todo mundo saiu correndo, mas uma menina não conseguiu. O assaltante foi extremamente agressivo com ela, pegando bolsa, celular e capacete em segundos. Tem que ter todo cuidado, porque a segurança aqui é praticamente inexistente, e muito escura”, relatou.
Outro estudante reforçou o perigo: “Eu estava descendo as escadas do bloco H e fui em direção ao estacionamento. Não foi nem um minuto, começou a correria. Olhei para trás e vi o cara extremamente agressivo com a vítima, arrancando tudo da mão dela com uma tranquilidade assustadora”, disse.
A preocupação não é nova. Próximo ao bloco H e em frente à Biblioteca Central, outros assaltos já foram registrados, incluindo abordagens de criminosos em motos. Histórico de assaltos e sequestros no campus reforçam a vulnerabilidade.
No final de maio, um estudante de Engenharia de Produção foi atacado no Setor IV por bandidos armados em um carro preto, que aplicaram coronhadas e roubaram relógio e corrente. Já em abril, uma estudante sofreu sequestro dentro do campus, quando foi obrigada, pelo assaltante armado, a sentar no banco do passageiro, transferir R$ 400 via Pix de seu celular e ainda foi ameaçada caso a polícia fosse acionada. Ela foi libertada minutos depois em uma área de matagal em Ponta Negra.
Um adolescente de 14 anos matou o padrasto, identificado como Francisco das Chagas da Silva (foto), de 32 anos, na noite do último domingo (5), no município de São Miguel, região do Alto Oeste potiguar. O crime aconteceu por volta das 19h10, na Travessa Manoel José de Carvalho, no bairro Alto Santa Tereza, e é investigado pela Polícia Civil como homicídio com motivação familiar.
Segundo informações da Polícia Militar, o adolescente teria cometido o crime após presenciar constantes agressões do padrasto contra a mãe. De acordo com o relato policial, Francisco das Chagas batia com frequência na mulher, o que pode ter levado o jovem a agir em defesa dela.
Quando os policiais chegaram ao local, encontraram a vítima caída na calçada, com ferimentos de faca e coberta de sangue. Populares informaram que o autor do crime seria o enteado, Luiz Davi Nogueira Rocha, de 14 anos, que fugiu logo após o ataque.
A vítima ainda foi socorrida por uma ambulância do município até o Hospital Municipal de São Miguel, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Militar realizou diligências na tentativa de localizar o adolescente, que permanece foragido.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de São Miguel, que busca reunir provas e depoimentos para esclarecer as circunstâncias do crime.
Três homens foram presos e um está foragido | Foto: Reprodução/PCRN
Uma operação de combate ao tráfico de drogas no município de Pureza, na região do Litoral Nordeste potiguar, foi deflagrada nesta quarta-feira (1º) pela Polícia Civil. Denominada “Retomada”, a ação policial resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão, além de quatro mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça. Três homens, de 22, 34 e 48 anos, foram presos, enquanto um permanece foragido.
De acordo com as investigações, o suspeito de 48 anos é considerado o líder do grupo criminoso. Ele atuava como porteiro de uma escola local e era apontado como responsável pela comercialização de entorpecentes, inclusive entre estudantes.
Durante as diligências, foram apreendidos celulares e drogas, que servirão como provas para o aprofundamento das investigações.
Os suspeitos foram conduzidos à delegacia para os procedimentos legais e, em seguida, ficarão à disposição da Justiça. As investigações seguem para capturar o quarto foragido.
A operação foi deflagrada por policiais civis da 22ª Delegacia de Polícia de Ceará-Mirim e contou com o apoio da 23ª DP de Extremoz, da 21ª DP de São Gonçalo do Amarante, da 29ª DP de Ielmo Marinho e da 14ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Ceará-Mirim, atuando de forma integrada para garantir a efetividade das medidas judiciais.
A Polícia Civil solicita que a população continue enviando informações de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.