PF prende ex-prefeito no Rio Grande do Sul em investigação sobre licitação bilionária; SAIBA MAIS

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26/2), a segunda fase da Operação Lamaçal em Lajeado, no Rio Grande do Sul. Agentes cumprem mandados de busca no setor de licitações da prefeitura e em outros endereços ligados à investigação. A coluna Mirelle Pinheiro apurou que um dos alvos de prisão temporária é ex-prefeito Marcelo Caumo.

A operação apura suspeitas de desvio de recursos federais repassados ao município após as enchentes de maio de 2024. À época, a cidade enfrentava situação de calamidade pública durante a gestão do então prefeito.

Segundo a investigação, há indícios de irregularidades em contratos firmados para a prestação de serviços terceirizados nas áreas de assistência social, como psicólogos, assistentes sociais, educadores sociais, auxiliares administrativos e motoristas. A contratação ocorreu mediante dispensa de licitação, sob justificativa de urgência decorrente da tragédia climática.

A apuração aponta que a empresa investigada pode ter sido contratada sem que fosse comprovada a proposta mais vantajosa para a administração pública.

Também há suspeitas de que os valores pagos estejam acima do preço de mercado. O montante inicial dos contratos sob análise soma cerca de R$ 120 milhões.

A primeira fase da Operação Lamaçal foi deflagrada em 11 de novembro de 2025, em ação conjunta da Polícia Federal com a Controladoria-Geral da União (CGU).

Na ocasião, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de 10 veículos e bloqueio de até R$ 4,5 milhões em ativos.

As diligências ocorreram em Lajeado e em outras cidades gaúchas, como Muçum, Encantado, Garibaldi, Guaporé, Carlos Barbosa, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Porto Alegre. Participaram da operação três auditores da CGU e 92 policiais federais.

Fonte: Metrópoles

STF condena irmãos Brazão a 76 anos por mandar matar Marielle

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, por unanimidade, a 76 anos e três meses de prisão, os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão como mandantes dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes. Os ministros ainda impuseram ao major Ronald e a Robson Calixto o crime de organização criminosa. O ex-chefe da Polícia Civil do Rio Rivaldo Barbosa foi absolvido da acusação de mandante, mas condenado por obstrução de Justiça e corrupção passiva majorada. Com informações do Metrópoles.

Penas impostas pela Primeira Turma do STF

– Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro — 76 anos e 3 meses, além de 200 dias-multa, em regime fechado.

– Francisco Brazão (Chiquinho), ex-deputado federal — 76 anos e 3 meses, além de 200 dias-multa, em regime fechado.

– Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-major da Polícia Militar — 56 anos de reclusão, em regime fechado.

– Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro — 18 anos de reclusão e 360 dias-multa, regime fechado.

– Robson Calixto Fonseca, o Peixe — 9 anos de reclusão e 200 dias-multa, em regime fechado.

Veja como os ministros condenaram cada um dos acusados pela PGR:

– Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro — condenado por organização criminosa armada, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado.

– Francisco Brazão (Chiquinho), ex-deputado federal — condenado por organização criminosa armada, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado.

– Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-major da Polícia Militar — condenado por duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado.

– Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro — absolvido dos homicídios, mas condenado por obstrução de Justiça e corrupção passiva majorada.

– Robson Calixto Fonseca, o Peixe, ex-assessor de Domingos Brazão — organização criminosa armada.

Os quatro ministros da Primeira Turma — Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino — votaram para concordar parcialmente com as acusações feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A única divergência foi com relação a Rivaldo Barbosa.

Os magistrados também definiram indenizações, no valor total de R$ 7 milhões. Sendo R$ 1 milhão em favor de Fernanda Gonçalves Chaves, sobrevivente do ataque, e da filha dela. Além disso, os ministros estabeleceram R$ 3 milhões em relação a Marielle, sendo R$ 750 mil ao pai, R$ 750 mil à mãe, R$ 750 mil à filha e R$ 750 mil à viúva de Marielle.

No caso dos parentes de Anderson Gomes, são também R$ 3 milhões, sendo R$ 1,5 milhão à esposa, Ágatha, e R$ 1,5 milhão ao filho, Arthur.

A Primeira Turma do STF decidiu, ainda, que todos os condenados se tornam inelegíveis. A partir do trânsito em julgado, os direitos políticos de todos os condenados estão suspensos até o término da pena. Além de estarem inelegíveis, não podem sequer votar.

Por fim, fica determinada a perda do posto, da patente ou graduação do militar estadual como efeito secundário da condenação. Também está decretada a perda dos cargos públicos de todos os réus.

Operação do MPRN mira suspeito de golpes virtuais e venda de dados sigilosos em Parnamirim

Foto: Marco Favero / Agencia RBS

O Ministério Público do Rio Grande do Norte deflagrou nesta terça-feira (24) a operação “Firewall” para combater um esquema de golpes virtuais e comercialização ilegal de dados sigilosos. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Parnamirim com apoio da Polícia Militar do Rio Grande do Norte.

A investigação teve início após a análise de dados extraídos de um celular periciado por autoridade policial. O alvo é suspeito de praticar crimes cibernéticos, incluindo ataques de phishing — modalidade em que criminosos se passam por instituições confiáveis para enganar vítimas e roubar senhas, dados bancários e informações de cartões de crédito por meio de links falsos.

Segundo o MPRN, a ação também buscou proteger dados de acesso restrito das forças de segurança, bloquear a venda clandestina de informações e neutralizar acessos ilegais a sistemas protegidos. Durante o cumprimento do mandado, foram apreendidos celulares, computadores, HDs, pen drives e dispositivos com possível armazenamento em nuvem.

O nome da operação faz referência a mecanismos de proteção digital usados para conter invasões e ameaças virtuais. Participaram da ação um promotor de Justiça, quatro servidores do MPRN e sete policiais militares. As investigações continuam para identificar possíveis ramificações do esquema.

Corpo carbonizado é encontrado na zona rural de Mossoró

Um corpo carbonizado foi encontrado no Sítio Melancias, na zona rural de Mossoró. A vítima só deverá ser identificada após perícias realizadas pela Polícia Científica do Rio Grande do Norte.

De acordo com a Polícia Militar, um caçador teria encontrado o corpo e acionado os policiais. No local, foram encontradas cápsulas de pistola, além de uma munição intacta. A equipe policial também constatou que o corpo foi queimado com pneus.

O local foi isolado pela PM até a chegada da Polícia Científica e da Polícia Civil, que deverá investigar o crime. O corpo estava em uma área de difícil acesso.

Operação da PM termina com droga, espingarda e prisão em Angicos

Uma ação da Polícia Militar resultou na apreensão de drogas, arma de fogo e veículos na manhã desta sexta-feira (20), no bairro Alto da Esperança, em Angicos, na região Central do Rio Grande do Norte.

De acordo com a PM, equipes da guarnição de Angicos, vinculada à 2ª Companhia do 10º Batalhão, com apoio de uma viatura de Fernando Pedroza e do Grupo Tático Operacional (GTO), foram acionadas após uma denúncia anônima sobre movimentação suspeita em uma residência da área.

Ao chegarem ao endereço informado, os policiais avistaram dois homens correndo para dentro do imóvel. Durante a entrada na casa, quatro suspeitos foram vistos, mas conseguiram fugir pulando o muro.

No interior da residência, os militares apreenderam uma espingarda calibre 12 com três munições intactas, cerca de 26,6 quilos de uma substância semelhante à maconha, três balanças de precisão, R$ 361 em dinheiro fracionado, material utilizado para embalar drogas, dois celulares e três motocicletas.

Durante as diligências na cidade, um dos suspeitos foi localizado em um estabelecimento comercial e preso. Segundo a polícia, outros possíveis envolvidos já foram identificados e seguem sendo procurados.

O homem detido foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Angicos, junto com todo o material apreendido, onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis.

Segurança envolvido em agressões contra homem com deficiência auditiva é preso

 

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (19), um dos seguranças envolvidos nas agressões contra um homem com deficiência auditiva durante o Carnaval de Apodi, na última terça-feira (17). O que chama a atenção é que a prisão não foi motivada pelo episódio de violência. De acordo com o delegado Paulo Torres, da Defur de Mossoró, o suspeito foi detido por receptação e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

“Esse suspeito veio realizar um B.O. de ameaça. Ele estaria sendo ameaçado por pessoas que se identificaram como faccionadas e nós identificamos o suspeito e realizamos a abordagem. Ele estava com celular roubado. Posteriormente, fomos ao veículo dele e encontramos uma pistola. Ele foi autuado pelo crime de receptação e pelo crime de porte de arma de fogo de uso restrito”, detalhou.

Segundo o delegado, o suspeito disse que a arma era do pai. No entanto, nem o proprietário teria direito de portar o armamento. “Essa arma seria do pai dele, que seria CAC, mas também não tem porte. Ele só tem a posse e a guia de trânsito para stands de tiro. Ele manteve a história que a arma é do pai e que teria comprado o celular no Vuco-Vuco. Foi encaminhado para a prisão. O pai confirmou que era o dono, mas nem ele poderia estar armado na rua”, acrescentou o delegado.

Sobre o caso de agressão, a Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento, com o objetivo de identificar e responsabilizar todos os envolvidos. Além disso, solicitou que a população continue colaborando com as investigações, repassando informações de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.

VÍDEO: desaparecimento de mulher em Parnamirim completa uma semana sem respostas

O desaparecimento de Joseli Suerda dos Santos, de 38 anos, completou uma semana nesta quarta-feira (18) sem que a família tenha recebido informações conclusivas sobre o paradeiro do auxiliar de serviços gerais, que trabalhou no Centro Clínico de Parnamirim (CCPAR). Desde então, os parentes seguem em busca de respostas e cobram agilidade nas investigações.

Joseli foi vista pela última vez na quarta-feira passada, quando saiu de casa por volta das 7h30 para trabalhar. Segundo a filha, Maria Willyane, de 20 anos, mãe e filha mantiveram contato ao longo do dia. Por volta das 16h50, Joseli avisou que estava encerrando o expediente e que pretendia voltar para casa de moto, por meio de aplicativo, por causa da forte chuva. “Ela disse: ‘vou bater o ponto agora e acho que vou pedir um aplicativo’. Quando deu cinco horas da tarde, mandei mensagem e já não chegava mais. As ligações também não atendiam”, relatou Maria Willyane.

A jovem contou que, inicialmente, imaginava que o celular da mãe tivesse sido descarregado, mas o atraso começou a preocupar. “Deu sete, oito, nove, dez horas e nada dela. Aí eu já me desesperei”. Ainda na mesma noite, a família registrou boletim de ocorrência na delegacia de plantão. De acordo com informações repassadas à família pela polícia, imagens de câmeras de segurança mostram Joseli subindo em uma motocicleta em frente ao local de trabalho, mas não em uma corrida solicitada pelo aplicativo. “Chegou uma moto lá na frente e ela subiu”, contou a filha. Até o momento, não há identificação do condutor nem detalhes como placa ou cor do veículo.

Maria Willyane afirmou ainda que, nas semanas anteriores ao desaparecimento, percebeu mudanças no comportamento da mãe. “Ela era uma pessoa aberta, alegre, mas ficou mais fechada. Não sei se estava se relacionando com alguém ou sofreu algum tipo de ameaça. Ela não comentou nada”. Joseli morava com os três filhos. Além de Maria Willyane, de 20 anos, a família é formada por um adolescente de 14 anos e uma criança de sete. Desde o desaparecimento, um jovem diz que assumiu a rotina da casa. “Estou sendo a coluna deles”. Agora RN.

Qualquer informação pode ser repassada para o telefone (84) 99898-1556.

 

Dois custodiados morrem em ocorrências distintas na Cadeia Pública de Ceará-Mirim

A Polícia Penal registrou dois óbitos em circunstâncias distintas nesta quarta-feira (18) na Cadeia Pública de Ceará-Mirim, na Região Metropolitana de Natal. As informações preliminares indicam um homicídio e um suicídio, sem relação entre si.

Segundo a corporação, por volta das 8h, o interno Tomaz Gleydson Dantas foi encontrado desacordado pelo policial penal de serviço. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte. Um custodiado que dividia a cela relatou ter se envolvido em luta corporal com a vítima e afirmou que, durante a agressão, praticou asfixia, alegando legítima defesa. Ainda conforme o relato, havia desavenças anteriores entre os dois, até então desconhecidas pela administração. O interno foi encaminhado à cela de triagem e permanece à disposição das autoridades.

No período da tarde, por volta das 15h, o interno Geovane Barbosa Batista de Freitas foi encontrado sem vida na cela de isolamento. Segundo a Polícia Penal, ele estava em cela individual por solicitação própria, sob a alegação de não conviver com os demais custodiados, e foi localizado enforcado com um lençol.

A direção da unidade informou que não houve registro de insubordinação, motim ou alteração na ordem disciplinar do estabelecimento prisional. Após a realização das perícias, a rotina da unidade foi mantida.

A Polícia Penal comunicou os casos à Polícia Civil e à Polícia Científica, responsáveis pelos procedimentos investigativos e periciais.

Funcionário e cliente de supermercado em Mossoró são presos por adulterar preços de produtos

Uma fraude envolvendo a troca de etiquetas de preços levou à prisão em flagrante de um funcionário de supermercado e de um cliente neste fim de semana em Mossoró, no Oeste do Rio Grande do Norte. Segundo a Polícia Civil, os dois são amigos e atuavam juntos no esquema.

De acordo com as investigações, o cliente escolhia cortes de carne, que eram pesados e etiquetados corretamente. Antes de chegar ao caixa, o funcionário substituía a etiqueta original por outra com valor mais baixo, permitindo o pagamento adulterado.

A prática foi descoberta após a gerência identificar divergências recorrentes entre estoque e faturamento. Imagens das câmeras de segurança confirmaram a fraude, e a abordagem ocorreu no momento em que o cliente finalizava a compra.

Na delegacia, os suspeitos negaram o esquema, mas não explicaram a sobreposição das etiquetas registrada nas imagens. Ambos foram autuados por estelionato, sem direito a fiança na fase policial, e encaminhados ao sistema prisional de Mossoró. A polícia apura se há outros envolvidos e há quanto tempo a fraude ocorria.

PRF flagra carga ilegal de quase 40kg de lagosta em período de defeso e prende motorista no RN

Foto: PRF/divulgação

Durante uma fiscalização de rotina na BR-101, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu cerca de 40 quilos de lagosta transportados irregularmente em um veículo VW/Saveiro. A ocorrência foi registrada no km 162 da rodovia, e a carga ainda passará por pesagem oficial para confirmação do volume exato.

Os agentes constataram que o pescado era da espécie cabo-verde e que parte das lagostas estava ovada, o que agrava a infração ambiental. O motorista informou que a mercadoria teria sido comprada em Baía Formosa e seria vendida em Pipa, no litoral do Rio Grande do Norte.

Como o transporte ocorreu durante o período de defeso, que vai de 1º de novembro a 30 de abril, o condutor foi detido e encaminhado à Polícia Federal, junto com o veículo e o material apreendido. Ele poderá responder por crime ambiental, com pena de um a três anos de detenção, além de multa que pode chegar a R$ 100 mil, conforme a Lei de Crimes Ambientais.

Em Mossoró, Patrulha Maria da Penha reforça campanha “Não é Não!” durante a folia

Foto: Wilson Moreno (Secom/PMM)
Foto: Wilson Moreno (Secom/PMM)

Durante o período carnavalesco, a Patrulha Maria da Penha (PMP), da Guarda Civil Municipal (GCM), intensifica suas ações preventivas e educativas, reforçando o combate ao assédio e à violência contra a mulher. Em meio à alegria da folia, a instituição destaca que diversão e respeito devem caminhar lado a lado. Assim, a PMP reforça uma mensagem inegociável, que precisa ser respeitada em qualquer circunstância: “Não é Não!”.

Assim como em qualquer época do ano, no Carnaval é ainda mais essencial enfatizar o consentimento. Depois do “não”, qualquer insistência pode configurar assédio. A festa é coletiva, mas os limites são individuais e precisam ser respeitados. O recado é claro e direto: “Não é Não!”. Se alguém não se sente confortável com determinada abordagem ou interação, essa decisão deve ser imediatamente respeitada.

A Patrulha Maria da Penha também orienta que qualquer comportamento inadequado seja denunciado. No Carnaval, todos têm o direito de participar da festa sem medo de importunação ou violência. “Todos os anos, durante os festejos carnavalescos, registramos aumento de ocorrências, principalmente contra mulheres, em situações que vão desde insistência por um beijo até casos mais graves. É importante lembrar que importunação sexual é crime e que não é não”, destacou a subcomandante da PMP, Lilian Cynthia.

A comandante da Guarda Civil Municipal, Gabriela Saiara, destaca que o trabalho é permanente. “Estamos nas ruas para garantir que a folia aconteça com segurança e respeito. Carnaval é tempo de alegria, nunca de violência”, afirmou.

A PMP ressalta ainda a importância do apoio coletivo. Intervir de forma segura, acolher vítimas e não se omitir são atitudes que fortalecem a rede de proteção. A mensagem do “Não é Não!” representa um compromisso coletivo para que a festa seja inclusiva, respeitosa e consciente, permitindo que a alegria prevaleça do início ao fim.

Canais de Denúncia

A Patrulha Maria da Penha disponibiliza atendimento especializado 24 horas por dia. Em caso de emergência, a população pode acionar gratuitamente o número 153. Também está disponível o telefone (84) 9 8631-7000, exclusivo para recebimento de mensagens de texto, áudio, vídeo e compartilhamento de localização em situações de violência.

VÍDEO: Segurança reage a furto em escola, atira e suspeito morre durante invasão na Grande Natal

Uma tentativa de invasão ao Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) Lourdinha Guerra, localizado na avenida Abel Cabral, em Nova Parnamirim, resultou na morte de um dos suspeitos. 

O caso, noticiado com exclusividade pelo Via Certa Natal, foi registrado na madrugada desta sexta-feira (13) e está sob investigação da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). (Assista ao vídeo abaixo)

Segundo informações iniciais, três suspeitos teriam invadido a escola para furtar fios de cobre. O segurança percebeu a movimentação e efetuou um disparo de advertência, que acabou atingindo a perna de um dos homens. 

Um segundo suspeito fugiu e uma mulher permaneceu no local. Ainda não há confirmação oficial se a morte ocorreu por causa do ferimento ou por outra circunstância, o que será definido pela perícia.

Equipes do Polícia Militar do Rio Grande do Norte realizaram o isolamento da área e conduziram o segurança e a mulher para a delegacia de plantão para prestar depoimento. A arma utilizada foi apreendida e, conforme apurado, estava devidamente licenciada.

A investigação seguirá com análise de imagens de câmeras de segurança da escola e depoimentos das testemunhas para esclarecer a dinâmica da ocorrência. A polícia também tenta localizar o terceiro envolvido que conseguiu fugir durante a ação.

Assista ao vídeo: 

Toffoli deixa relatoria do caso Master no STF

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O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso Master no STF. A decisão ocorre após relatório da Polícia Federal (PF) apontar menções ao nome do magistrado no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco Master.

O material foi entregue pessoalmente pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao presidente do STF, Edson Fachin, na segunda-feira (9/2). O movimento aumentou a pressão pela saída de Toffoli da relatoria do processo na Corte.

A decisão da saída de Toffoli do caso Master foi tomada durante reunião entre ele e os demais nove ministros em exercício na Corte, na tarde da quinta-feira (12/2) — a vaga de Luís Roberto Barroso, que deixou o STF em outubro, ainda não foi preenchida.

Na reunião, houve um acordo em que os ministros rejeitaram o pedido de suspeição contra Toffoli e consideraram todos os atos do magistrado no processo como legítimos. Em troca, ele deixa a relatoria e o caso será redistribuído para outro ministro.

Após a reunião, os 10 ministros do Supremo emitiram uma nota afirmando que afastaram a possibilidade de suspeição do relator e manifestaram “apoio pessoal” ao ministro Dias Toffoli após as revelações sobre as mensagens com Vorcaro.

Ainda segundo a nota, foi decisão do próprio Toffoli de enviar seus atos no caso Master para redistribuição do presidente da Corte, Edson Fachin.

Confira a nota na íntegra:

Os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS, declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento Interno do STF.

Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.

Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR.

Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre redistribuição.

A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção da AS e para remessa dos autos ao novo Relator.

Assinam: Luiz Edson Fachin, Presidente
Alexandre de Moraes, Vice-Presidente
Gilmar Mendes
Cármen Lúcia
Dias Toffoli
Luiz Fux
André Mendonça
Nunes Marques
Cristiano Zanin
Flávio Dino

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Operação Território Seguro cumpre mandados em Mãe Luíza na manhã desta quinta-feira (12)

Foto: Sesed/Reprodução

A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) iniciou, na manhã desta quinta-feira (12), mais uma ação vinculada à “Operação Território Seguro” em Natal. Os mandados de prisão e de busca e apreensão estão sendo cumpridos no bairro de Mãe Luíza, na Zona Leste da capital potiguar.

A ofensiva ocorre em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e conta com a participação de equipes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e do Ministério Público do Estado, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Os detalhes da operação serão apresentados em coletiva de imprensa marcada para as 12h, no Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Sesed, no Centro Administrativo.

A “Território Seguro” é uma ação integrada de combate a organizações criminosas e já foi deflagrada anteriormente no Rio Grande do Norte. Em outubro de 2025, uma etapa da operação resultou na prisão de 32 pessoas e no cumprimento de 40 mandados judiciais em cidades como Natal, São Gonçalo do Amarante, Extremoz e Montanhas. À época, cerca de 300 agentes das forças estaduais e federais participaram da ofensiva, que teve como foco principal o enfrentamento às duas maiores facções criminosas que disputam áreas e pontos de tráfico no estado.

Segundo a Sesed, a operação integra um programa nacional de enfrentamento ao crime organizado e prevê ações de ocupação e retomada de territórios dominados por facções.

Latam demite piloto preso por suspeita de abuso de crianças

A companhia aérea Latam demitiu nesta quarta-feira (11), o piloto de avião Sérgio Antônio Lopes, de 62 anos, suspeito de chefiar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes. Em nota, a Latam afirmou que Lopes “não faz mais parte do seu quadro de colaboradores”.

“A companhia adota a política de tolerância zero para ações e atos que desrespeitem os seus valores, ética e código de conduta permanecendo à disposição das autoridades para colaborar com as investigações”, concluiu a companhia aérea.

Até a publicação deste texto, a reportagem do Estadão tentou contato com a defesa dos suspeitos, mas sem sucesso. Este espaço segue aberto a manifestações.

Segundo as investigações, ele levava para motéis menores de idade com documento falso. Uma mulher de 55 anos também foi presa acusada de aliciar as próprias netas.

Piloto há cerca de 30 anos, ele foi preso na última segunda-feira (9), após ser retirado da aeronave no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. Segundo a polícia, Lopes participa do esquema de pornografia infantil e estupro de vulnerável há ao menos oito anos. Ele teria “comprado” três meninas de 10, 12 e 14 anos, netas de Denise Moreo, de 55 anos. Ela também foi presa durante a operação.

A delegada Ivalda Aleixo, diretora do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa), responsável pela investigação afirmou em coletiva que “quando ele tinha contato físico com as crianças, ele as estuprava”. Lopes usava documentos falsos para conseguir levar crianças e adolescentes a motéis.