MEC prepara material para explicar nova política de alfabetização

 

O Ministério da Educação (MEC) está finalizando um caderno que explicará as diretrizes, os princípios e os objetivos da Política Nacional de Alfabetização (PNA). A intenção é que as escolas passem a alfabetizar as crianças no primeiro ano do ensino fundamental, ou seja, geralmente aos 6 anos de idade.

A orientação está em decreto publicado no último dia 11 no Diário Oficial da União. A política prevê ajuda financeira e assistência técnica da União para os municípios que aderirem ao programa, a elaboração de materiais didático-pedagógicos para serem usados nas escolas e o aumento da participação das famílias no processo de alfabetização dos estudantes.

A ênfase da alfabetização no primeiro ano é uma das novidades. Em 2017, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que define o mínimo que os estudantes devem aprender a cada etapa de ensino, estipulou que as crianças fossem alfabetizadas até o 2º ano do ensino fundamental, ou seja, geralmente aos 7 anos.

Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), lei 13.005/2014, as crianças devem ser alfabetizadas, no máximo, até o final do 3º ano do ensino fundamental, ou seja, aos 8 anos de idade.

Elevar os índices de alfabetização é uma das prioridades do governo e a definição da política uma das metas dos 100 dias de governo. De acordo com os últimos dados da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), aplicada em 2016, mais da metade dos estudantes do 3º ano do ensino fundamental apresentaram nível insuficiente de leitura e em matemática para a idade, ou seja dificuldade em interpretar um texto e fazer contas.

A política será voltada também para os mais velhos. Uma das ações previstas é o desenvolvimento de materiais didático-pedagógicos específicos para a alfabetização de jovens e adultos da educação formal e da educação não formal. De acordo com o  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de analfabetismo no país entre pessoas com 15 anos ou mais de idade foi estimada em 7% em 2017.

Para União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o decreto precisa de esclarecimentos sobre como se dará a implementação. “A implementação depende de ações e estratégias, para que seja levada adiante, elas vão falar com mais clareza”, diz o presidente da Undime, Alessio Costa Lima. Segundo a assessoria de imprensa do MEC, ainda não há uma data específica para a publicação do caderno explicativo.

O decreto não chega a especificar, mas coloca como componentes essenciais para a alfabetização conceitos do método fônico. Os componentes são: consciência fonêmica; instrução fônica sistemática; fluência em leitura oral; desenvolvimento de vocabulário; compreensão de textos; e produção de escrita.

“O melhor método é aquele que o professor se sente seguro para utilizar, que faz o aluno ser alfabetizado”, defende o presidente da Undime. Além disso, segundo ele, preocupa a priorização da alfabetização no primeiro ano do ensino fundamental. “As crianças têm ritmos de aprendizagem diferentes”. Os dirigentes municipais de educação defendiam que o decreto mantivesse o prazo de alfabetização da BNCC, até o 2º ano do ensino fundamental.

Participação da família

A presidente da Associação Brasileira de Alfabetização, Isabel Frade, destaca outro ponto que precisa de esclarecimento, que é a participação das famílias. Uma das diretrizes da política é “participação das famílias no processo de alfabetização por meio de ações de cooperação e integração entre famílias e comunidade escolar”, segundo o decreto.

“As famílias têm que ser chamadas a participar. Queremos toda a perspectiva da família como agente de processo de letramento e elas podem alfabetizar seus filhos. Mas, quais famílias? Com alta escolarização? Famílias que ficam fora o dia inteiro? Que famílias são essas e o que significa colocar essas famílias na política?” Ela ressalta ainda que, quanto ao método de alfabetização, falta uma pesquisa nacional para verificar quais são as práticas exitosas.

O decreto prevê que serão adotados mecanismos de avaliação e monitoramento da Política Nacional de Alfabetização, tais como a avaliação de eficiência, eficácia e efetividade de programas e ações implementados e o incentivo ao desenvolvimento de pesquisas acadêmicas para avaliar as ações da política.

Ministério da Educação

Em nota, o MEC diz que o objetivo da política é atingir as metas previstas no PNE, de alfabetizar todas as crianças até o 3º ano do ensino fundamental e de erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional até 2024.

“A PNA não determina nenhum método especificamente. A adesão dos entes federados aos programas e às ações da PNA será voluntária”, justifica a pasta, que destaca que a política “pretende inserir o Brasil em um rol de países que escolheram a ciência como fundamento na elaboração de suas políticas públicas de alfabetização, trazendo os avanços das ciências cognitivas para a sala de aula”.

(Diário do poder)

‘Já demos uma trava na Petrobras’, diz Onyx Lorenzoni a caminhoneiro em áudio

Em uma mensagem de áudio enviada a um caminhoneiro, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, comentou medidas articuladas pelo Palácio do Planalto para atender demandas da categoria que paralisou o país em maio do ano passado e afirmou ao interlocutor que o governo havia dado uma “trava” na Petrobras para evitar reajustes de combustíveis com frequência inferior a 15 dias.

Logo no início da conversa, para exemplificar o apoio do governo, ele lista algumas iniciativas, entre elas, o que seria uma interferência nos reajustes de preço de combustíveis na Petrobras.

“Já demos uma trava na Petrobras. Qualquer modificação de preço, no mínimo entre 15 e 30 dias, não pode ter menos que isso”, afirma o interlocutor que seria Onyx.

Ele também diz que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) trabalha para melhorar as condições dos caminhoneiros e em breve faria uma manifestação de apoio à categoria:

“O presidente entrou nisso, tu vai ver que já muitas coisas vão começar a acontecer já nesta semana. O presidente amanhã deve se manifestar pelas redes sociais em direção à categoria dos caminhoneiros, particularmente aos autônimos”, diz no áudio.

A conversa teria ocorrido com o caminhoneiro Marconi França em 27 de março, uma quarta-feira, segundo narrou à reportagem o próprio França.

Na véspera (26 de março), a Petrobras havia anunciado, por meio de nota, mudanças na política de reajuste de diesel. As revisões de preços passaram a respeitar um prazo mínimo de 15 dias.
No mesmo dia foi anunciado o cartão pré-pago para os caminhoneiros.

No dia seguinte (28), em transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro fez uma manifestação de apoio aos caminhoneiros e tratou das medidas anunciadas pela Petrobras.

França disse à reportagem que, na época, teve autorização do ministro para compartilhar o áudio. “Foi uma conversa minha com ele [Onyx]. Ele é um cara que está aberto ao diálogo, está tentando resolver os problemas da categoria e ao mesmo tempo um problema do governo, porque, sem caminhão, o Brasil para.”

O caminhoneiro conta que a sua ideia era acalmar os ânimos dos colegas. “Eu soltei nos grupos para dizer assim: ‘Olha, gente, vamos ficar quietos. Eu sei que está ruim, está difícil, mas está aí a palavra do Onyx, que está tentando resolver, tentando nos ajudar. O governo não está de braços cruzados. Isso é um problema de 30 anos e a gente não pode bater num governo de três meses’”, afirmou França.

Ele disse não saber por que o áudio voltou circular. “Talvez sejam pessoas interessadas em uma nova paralisação.”

Nesta semana, caminhoneiros divulgaram que farão nova paralisação no dia 29.

Conversas sobre uma nova manifestação se intensificaram após o anúncio de reajuste de R$ 0,10 no preço do diesel, na quarta-feira (17), seis dias após a estatal voltar atrás no último aumento, por determinação do presidente da República.

França disse ser contra a greve neste momento. “O governo Bolsonaro está disposto a nos ajudar. Nunca tivemos acesso a um ministro da Casa Civil”, afirmou.

(Diário do poder)

Joe Biden anuncia pré-candidatura às eleições presidenciais nos EUA, na quarta

De acordo com a imprensa dos EUA, o ex-vice presidente Joe Biden, 76, vai anunciar a sua candidatura para as primárias do Partido Democrata na próxima quarta-feira (24) para concorrer a Presidência.

NBC News e outros veículos da imprensa indicaram que a decisão de Biden já estava tomada, já que em 2016, desistiu de concorrer devido a morte de seu filho Beau, por câncer.

Biden vai concorrer com vários membros da ala mais à esquerda para tentar ser escolhido pelo partido para concorrer a Casa Branca contra Donald Trump.

Joe Biden foi vice no governo de Barack Obama e é considerado um político veterano e experiente.

(Diário do poder)

Tesouro propõe limitar reajuste de servidores a mandato dos próprios governantes

 

O projeto de lei sobre ajuda fiscal aos estados que o Tesouro Nacional prepara para enviar ao Congresso deve incluir uma limitação para políticos das três esferas do poder concederem aumento ao funcionalismo.

Segundo Mansueto Almeida, secretário do Tesouro, governantes são proibidos de dar reajuste salarial a servidores nos últimos seis meses de mandato, mas muitos aprovam esses aumentos para os anos seguintes e deixam de herança um gasto irreversível para seus sucessores.

“O entendimento na Justiça tem sido de que o aumento salarial dado por lei é direito adquirido”, disse o secretário ao participar de um evento da Câmara de Comércio França-Brasil nesta quinta-feira (18).

A ideia, diz Mansueto, é permitir que os governos federal, estadual e municipal só possam dar aumento ao funcionalismo para vigorar em seu próprio mandato.

A determinação, segundo o secretário, já constava na Lei Complementar nº 156, de 2016, que permitiu o alongamento da dívida dos estados, mas caiu ao passar pelo Congresso Nacional.

“Agora o ambiente é diferente, porque os próprios governantes reconhecem que seria bom. Não tem problema dar aumento, mas é complicado pegar dois ou três anos de quem ainda será eleito”, afirmou Mansueto Almeida.

Ele reforçou que, embora o Tesouro vá aproveitar a lei sobre o plano de equilíbrio fiscal dos estados para encaminhar a proposta, a limitação abarcará todas as esferas governamentais.

Almeida disse ainda que o projeto deve ser encaminhado nas próximas duas semanas.

Governadores cobram o ministro Paulo Guedes (Economia) pela demora de sua equipe em apresentar o plano de socorro aos estados em dificuldade financeira –alguns condicionam a medida a um apoio mais enfático pela reforma da Previdência.

De acordo com o plano, estados com notas de crédito mais baixas(C e D) poderiam usar a União como garantia de empréstimo junto a bancos privados.

Para isso, no entanto, governadores devem entregar um plano de contenção de despesas.

Mansueto afirmou que a própria reforma no sistema de aposentadorias também trará algum alívio para os estados. A magnitude da economia, segundo ele, vai depender da capacidade de o governo formar base política.

“Se o governo não construir uma base forte, vamos ver uma reforma aprovada com uma economia muito pequena. Mas eu acho que isso o governo já deixou muito claro que quer fazer, chamou vários líderes para conversar nas últimas semanas e começou a ser mais incisivo na construção dessa base”, disse.

A definição na quarta-feira (17) de um bônus de assinatura de R$ 106 bilhões no megaleilão do petróleo, que será realizado em outubro, deve gerar uma arrecadação de cerca de R$ 72 bilhões ao governo no fim do ano, segundo Mansueto.

Isso, somado aos R$ 126 bilhões em devolução que o Tesouro solicitou ao BNDES, poderia fazer com que o Brasil conseguisse praticamente estabilizar sua dívida pública neste ano.

“O que significa que ganharíamos um tempo até sentir o efeito da reforma da Previdência na redução do déficit fiscal”, disse Mansueto.

(Diário do poder)

Inquérito desgasta gestão Toffoli e afasta Supremo do papel de moderador

Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF)

Sete meses depois de assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal, o ministro Dias Toffoli enfrenta desgaste interno por causa do inquérito aberto por ele para apurar fake news e ofensas aos integrantes da corte. Um cenário que o deixa diante da perspectiva de uma derrota particular em plenário.

A polêmica atingiu seu ápice nesta semana e pôs o STF no centro do noticiário, contrariando o discurso de posse de Toffoli de que ele faria a corte submergir e pacificaria a relação com outras instituições.

Nos bastidores, ministros se dizem preocupados com a onda de ataques nas redes sociais ao tribunal. Mas o meio empregado por Toffoli para combater os ataques –o inquérito aberto sem provocação de outro órgão e sem participação da Procuradoria-Geral da República– dividiu a corte.

O episódio de segunda (15), de censura a dois sites no âmbito desse inquérito, aprofundou o desgaste interno e pode levar o plenário a rever medidas tomadas por Toffoli e pelo ministro Alexandre de Moraes, que preside a investigação sobre fake news.

Alguns magistrados tentam se descolar do caso. Quando a investigação foi aberta, em março, houve quem apoiou publicamente a iniciativa, como Celso de Mello. Reservadamente, um magistrado disse que a situação o envergonha.

Já o ministro Marco Aurélio tem vocalizado as principais críticas. Para ele, desde que o inquérito foi iniciado, as normas não foram seguidas. Há duas semanas, o ministro ironizou o discurso de posse de Toffoli e disse que o submarino que faria o STF submergir “talvez esteja avariado”.

Com a ordem de retirada de reportagens dos sites da revista Crusoé e O Antagonista, assessores de ministros apontam que Toffoli e Moraes tendem a ficar isolados nesse ponto. Os veículos censurados publicaram textos com uma menção a Toffoli feita pelo empresário e delator Marcelo Odebrecht em um email de 2007.

No email, Odebrecht pergunta a dois executivos da empreiteira: “Afinal vocês fecharam com o amigo do amigo de meu pai?”. Não há menção a pagamentos ou irregularidades. Pessoas próximas a Toffoli dizem acreditar que o vazamento desse material neste momento teve o intuito de atacar a corte.

Na terça (16), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enfrentou o STF e, numa manifestação a Moraes, afirmou ter arquivado o inquérito. Quatro horas depois, o ministro rebateu afirmando que a medida da PGR não tinha respaldo legal.

A investigação foi prorrogada por 90 dias. Conforme a decisão, só depois desse prazo Dodge poderá ver o procedimento, que é sigiloso. Os termos duros usados pela procuradora-geral foram vistos como um aceno dela para os membros de sua carreira –a cinco meses do fim de seu mandato no comando do órgão.

Desde quando Toffoli abriu o inquérito, há a expectativa que procuradores que criticavam o Supremo nas redes sociais sejam alvo da apuração.

Ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, (Foto: Carlos Moura/STF)

Reações a inquérito

A PGR pode recorrer da decisão de Moraes que rejeitou o arquivamento. Eventual recurso deve ser analisado pelo plenário, composto pelos 11 ministros, mas pode demorar. A PGR informou que só é possível recorrer após ter conhecimento do que foi investigado. Além disso, para um caso ser apreciado no plenário, é preciso que Toffoli o inclua na pauta.

A discussão também pode ir ao plenário por meio de processos movidos pela Rede e pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), que sustentam que o inquérito fere o ordenamento jurídico.

O ministro sorteado para relatar esses processos foi Edson Fachin, que já pediu informações a Moraes sobre a investigação sigilosa.

O ministro aposentado do STF Carlos Ayres Britto afirmou que, se há ameaça contra integrantes do tribunal e suspeitas fundadas de que há uma orquestração nas redes sociais, o assunto é grave.

“Agora, há de ser combatido com fórmulas que o próprio direito brasileiro estabelece, como, por exemplo, o presidente do Supremo podendo representar ao Ministério Público para que ele apure, ou à própria PF para que ela abra inquérito”, disse.

“A gente não pode deixar de fazer a distinção que está na Constituição: o Judiciário não instaura nem conduz por si mesmo investigação criminal, porque tenderia a comprometer a imparcialidade do julgamento. Mas ainda há tempo de o próprio plenário do Supremo, na primeira oportunidade que se lhe abrir, encarar tecnicamente o tema e colocar as coisas nos seus devidos lugares.”

Arquivamento inevitável

Para Ayres Britto, quando o próprio procurador-geral afirma que um caso deve ser arquivado, “não há o que fazer, é arquivar”.

Há também em trâmite no Supremo uma reclamação formulada pelos advogados da Crusoé, que sustentam que a decisão monocrática (individual) de Moraes de censurar a revista contrariou um julgamento do plenário que, em 2009, consolidou a plena liberdade de imprensa. Ayres Britto foi o relator da ação (APDF 130) naquela ocasião.

“Liberdade de imprensa e democracia são gêmeas siamesas. [A decisão de censurar a revista] Causa certa preocupação, mas a ADPF 130 está aí à disposição de todos”, afirmou o ministro aposentado à reportagem.

A gestão de Toffoli à frente do Supremo buscou dar transparência à pauta de julgamentos, divulgando a agenda do plenário do primeiro semestre inteiro com antecedência, em dezembro passado.

No entanto, o tema mais aguardado –a deliberação final do plenário sobre a possibilidade de prender condenados em segunda instância–, que estava previsto para ser analisado no último dia 10, foi adiado por Toffoli.

Restaram outras questões polêmicas que mantiveram o STF nos holofotes, como a criminalização da homofobia –cujo julgamento será retomado em 23 de maio– e a decisão de remeter para a Justiça Eleitoral processos sobre crimes de corrupção –o que motivou críticas de procuradores, sobretudo da Lava Jato.

Foi durante a sessão que discutiu esse tema, em março, que Toffoli anunciou a abertura do inquérito das fake news e o entregou aos cuidados de Moraes. No decorrer daquela tarde, o ministro Gilmar Mendes chegou a chamar de cretinos os membros do Ministério Público que extrapolam suas funções e cometem irregularidades.

(Diario do poder)

História do ‘amigo do amigo’ era para constranger o STF na questão da prisão em 2ª instância, diz Toffoli

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, concedeu nesta quinta (18) entrevista ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, e defendeu o fim da legislação que, em vez de punição severa, prevê apenas aposentadoria com salários proporcionais ao tempo de serviço de magistrados condenados por crimes cometidos no exercício de suas funções. Mas observou que essa decisão caberá ao Poder Legislativo.

A maior parte da entrevista de Toffoli tratou da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinando a censura ou exclusão de conteúdo de reportagem da revista digital Crusoé em que ele é apontado como o “amigo do amigo do meu pai”. O ministro nega que tenha sido ato de censura, que, segundo ele só se estabelece quando a medida é prévia. No caso, disse Toffoli, a medida se impôs para sustar os danos causados à instituição pela publicação.

O presidente do STF foi entrevistado pelos jornalistas José Paulo de Andrade, Pedro Campos, Rafael Colombo, Thais Heredia e Claudio Humberto, que integram a bancada do Jornal Gente, sob a direção da jornalista Thays Freitas, que vai ao ar todos os dias das 8h às 10h na Rádio Bandeirantes de São Paulo.

Objetivo seria constranger ministros
O presidente do STF está convencido de que o documento que tenta envolvê-lo na Lava Jato foi vazado exatamente na véspera da data prevista para o julgamento da questão da prisão em segunda instância. “Tirem suas conclusões”, recomendou. Para o ministro, a intenção era constranger os ministros do STF a votar segundo os interesses da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, ou seja, contra a mudança do entendimento que determina a prisão do réu a partir da condenação em segunda instância.

Numa clara referência ao comportamento dos procuradores da Lava Jato em Curitiba, que em geral ficam inconformados quando derrotados em demandas na Justiça, ele lembrou a necessidade de ser observar o respeito às instituições e à hierarquia.

(Diário do poder)

Governo demite general que ocupava a secretaria de Esportes

O general Marco Aurélio Vieira foi exonerado do cargo de secretário especial de Esporte do Ministério da Cidadania. A decisão foi publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União.
Vieira foi convidado para o cargo em dezembro de 2018, após o governo federal confirmar a extinção do antigo Ministério do Esporte. A pasta passou a fazer parte do Ministério da Cidadania, chefiado por Osmar Terra (MDB-RS). O governo não divulgou quem será o substituto na secretaria, mas o ministro finalmente terá a oportunidade de nomear para o cargo alguém da sua escolha.
General três estrelas e de reserva, Vieira foi desportista militar, trabalhou como diretor-executivo de Operações da Rio-2016 e cuidou do evento da tocha olímpica.
Nos últimos anos, o governo federal reduziu o investimento no esporte. Desde 2015, quando o orçamento da pasta –que existia desde 1995– foi de R$ 3,9 bilhões (em valores atualizados), as receitas disponíveis para a área vem caindo. Em 2018, o montante foi de R$ 1,5 bilhão, cerca de 0,4% do total do país.

(Diário do poder)

Rússia confirma primeiro encontro entre Putin e Kim Jong-un

Em meio a tensões entre Washington e Pyongyang, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, agendou uma visita à Rússia para um encontro com o presidente Vladimir Putin. O Kremlin confirmou, nesta quinta-feira (18), que uma reunião entre Kim e Putin ocorrerá nesta segunda metade de abril.

“O presidente da Comissão de Assuntos Estatais da República Popular Democrática da Coreia, Kim Jong-un, visitará a Rússia na segunda quinzena de abril, a convite de Vladimir Putin”, informou o Kremlin em comunicado.

O governo russo anunciou o encontro poucas horas depois de a Coreia do Norte ter divulgado testes de uma nova “arma tática”, capaz de transportar uma “ogiva poderosa”, e ter condicionado a continuidade do diálogo com Washington à saída do secretário de Estado dos Estados Unidos (EUA), Mike Pompeo, da equipe de negociações.

O encontro entre Putin e Kim ocorre num momento em que Moscou busca desempenhar papel relevante nas crises globais. A Rússia amparou militarmente o regime sírio de Bashar Al Assad e, recentemente, enviou aviões de guerra ao governo de Nicolás Maduro, na Venezuela.

O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, já tinha afirmado nesta semana que uma reunião entre Putin e Kim estava sendo “preparada”, sem oferecer detalhes sobre a data e o local.

Putin participará do fórum sobre a nova rota da seda chinesa, que será realizado em Pequim nos dias 26 e 27 de abril. Por isso, não está descartado que o presidente russo se reúna com Kim antes ou após a viagem à China.

A imprensa russa indicou que o encontro pode ocorrer no campus da Universidade Federal do Extremo Oriente (UFLO), na ilha Russki, ao sul de Vladivostok, onde as aulas nos dias 24 e 25 de abril teriam sido canceladas devido a uma “visita de delegações oficiais”.

Nas últimas semanas, aumentou a expectativa em relação à que seria a primeira cúpula entre os líderes russo e norte-coreano, por causa das viagens recíprocas de funcionários do alto escalão dos dois países, após o fracasso do encontro em Hanói sobre desnuclearização, entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos.

O chefe de gabinete de Kim e encarregado da logística de suas viagens ao exterior, Kim Chang-son, viajou a Moscou e a Vladivostok entre 19 e 25 de março. Além disso, ele foi visto nos últimos dias inspecionando as medidas de segurança da Estação Ferroviária de Vladivostok, segundo um funcionário citado pela agência russa Ria Novosti.

Por sua vez, o ministro do Interior da Rússia, Vladimir Kolokoltsev, visitou Pyongyang há duas semanas.

Esta seria a primeira viagem de Kim à Rússia, que tem laços relativamente fortes com Pyongyang e fornece ajuda alimentar. Seu pai, Kim Jong-il, visitou o país em 2001, 2002 e 2011, e nas três ocasiões viajou em seu trem blindado.

(Diário do poder)

Paulo Guedes diz que país não pode ficar parado esperando a reforma

O Brasil não pode ficar parado esperando a aprovação da reforma da Previdência, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, após reunião, hoje (17), com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na residência oficial do Senado, em Brasília.

“Não podemos ficar parados esperando isso [reforma da Previdência]. Isso vai ser votado em 2, 3, 4 meses. E temos que continuar deflagrando as reformas”, disse Guedes.

O ministro defendeu o aperfeiçoamento do pacto federativo, para os recursos públicos serem melhor distribuídos, chegando “onde o povo está”, nos estados e municípios. “Isso vai devolver o protagonismo à classe política. O povo não vive em Brasília”, ressaltou.

Senado

O senador Alcolumbre disse que os senadores vão protagonizar o movimento pelo pacto federativo no país. “O pacto federativo tem que estar na pauta do governo e a gente sente que está. Precisamos fazer com que os recursos públicos cheguem na ponta. Esse protagonismo o Senado vai pilotar nesse período”.

Os senadores começarão a discutir o tema enquanto os deputados concentram suas atenções na reforma da Previdência.

A regulamentação do pacto federativo, que expressa as competências e obrigações de cada ente da federação, é uma demanda dos governadores. Na prática, representa uma nova repartição de recursos públicos para os estados. Alcolumbre adiantou que, a partir da próxima semana, o Senado criará grupos temáticos para “aprofundar a discussão e apresentar para a sociedade brasileira”.

Equilíbrio fiscal

O ministro Paulo Guedes disse que o governo está elaborando o plano de equilíbrio financeiro para os estados e municípios. Nesse plano, segundo o ministro, o governo estuda antecipar até R$ 6 bilhões do dinheiro que será arrecadado com o leilão da cessão onerosa do petróleo, previsto para o fim do ano.

“Desde o ano passado falo que gostaria de compartilhar esses recursos com estados e municípios. Mas só posso fazer esse movimentos se eu tiver garantia que as reformas vão ser aprovadas. Essa é a engenharia política que está em andamento”, afirmou.

No total, o plano de equilíbrio deve chegar a R$ 10 bilhões. “Estamos lançando o plano de equilíbrio financeiro, onde estamos pegando mais do que era a Lei Kandir [desoneração do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre alguns produtos destinados à exportação, com a respectiva compensação aos estados pela União] de R$ 1,9 bilhão, mais do que o fundo de exportações [Fundo de Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX)], que era de um pouco menos de R$ 2 bilhões”, disse.

Entretanto, Guedes defendeu que será preciso aprovar as reformas para que a União possa ajudar estados e municípios. “Sem as reformas, a União também está em dificuldade e é um abraço de afogados. A União vai ajudar estados e municípios como, se ela também está afogada?”, argumentou.

Para Guedes, o adiamento da votação da proposta de reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça para a próxima terça-feira (23) é resultado de inexperiência de alguns parlamentares. “Tem esses pequenos desajustes que vêm até de uma relativa inexperiência. Tem um grupo chegando, tem um grupo que já estava estabelecido, conhece mais as práticas regimentais”, disse.

Para o ministro na comissão deveria ser discutida apenas a constitucionalidade da proposta, sem decisão de mérito. “A hora de fazer política não é dentro da comissão. Ali é uma análise técnica da constitucionalidade das medidas”.

(Diário do poder)

CCJ adia votação da reforma da Previdência para semana que vem

 

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Felipe Francischini (PSL-PR), adiou para terça-feira (23) a votação do parecer do relator da reforma da Previdência, Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG). Após reunião com líderes partidários, o relator vai analisar se irá apresentar uma complementação ao seu parecer.

A previsão era votar nesta quarta-feira o relatório sobre a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/19, mas a sessão foi tumultuada desde o início e chegou a ser suspensa pelo presidente do colegiado até o retorno do relator para anunciar sua decisão no início da tarde.

“O que estamos procurando trabalhar é a construção de um consenso que permita discutir um texto final que atenda aos interesses da sociedade brasileira sem que haja uma desidratação no texto proposto pelo governo. Estamos estudando ainda. São 13 relatórios em apartado que foram feitos”, disse Freitas.

O relator acrescentou que deve levar em consideração todas essas questões em uma eventual complementação de voto. “Não estou admitindo que vai ter uma alteração. Vamos sentar com todos os líderes partidários para construir algo que verdadeiramente busque um consenso.”

Para o líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), o parecer do relator não está pronto para ser votado na CCJ. “É um texto muito cruel com a maioria da população brasileira. Ou o governo muda o texto, ou ele será derrotado na CCJ”,

(Diário do poder)

Deputado discursa para o plenário vazio de parlamentares, nesta quarta

 

Considerado um dos deputados mais assíduos do plenário da Câmara, o deputado Dr. Luiz Ovando (PSL -MS) ocupou a principal tribuna para fazer importante pronunciamento, na tarde desta quarta-feira (17), sobre saúde pública. Na condição de especialista, Ovando tinha muito a dizer sobre o assunto, mas o problema foi a quem dizer: o plenário da Câmara estava deserto.

Ovando fez uma análise do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida), voltado para profissionais formados em outros países. Médico cardiologista e geriatra clínico, ele tem larga experiência profissional e também como gestor.

O plenário estava totalmente vazio de deputados porque eles “vazaram” de Brasília para curtir o feriadão da Semana Santa, todos usando os créditos de passagens aéreas, inclusive para familiares.

(Diário do poder)

Papa Francisco pede a estudantes que deixem o vício do celular

Durante discurso para estudantes do instituto público Ennio Quirino Visconti, escola secundária clássica de Roma, o papa Francisco pediu aos jovens, neste sábado (13), no Vaticano, que se “libertem da dependência” do telefone celular, que é “como uma droga.”

“Libertai-vos da dependência do celular! Por favor!”, clamou Francisco. Ele explicou “que os telefones celulares são um grande progresso de grande ajuda, e é preciso usá-los, mas quem se transforma em escravo do telefone perde a sua liberdade”.

O papa lembrou que “o telefone celular é uma droga” que “pode reduzir a comunicação a simples contatos”.

“A vida é comunicar e não somente simples contatos”, disse Francisco, que também pediu aos estudantes que lutem contra o assédio escolar, que é como “uma guerra”, e confessou que lhe dói saber que, em muitos colégios, existe este fenômeno.

Por ocasião da visita da escola ao Vaticano, o pontífice aludiu a um ensinamento de Santo Agostinho, doutor da Igreja Católica, em latim: “in interiore homine habitat veritas” – “A verdade vive no interior do homem”.

Inclusão e diversidade
A escola deve educar em prol da inclusão, do respeito à diversidade e da cooperação, sublinhou o papa. Nesse contexto, o pontífice disse aos estudantes que não tenham medo “das diversidades” e lembrou que “o diálogo entre as diferentes culturas enriquece um país, enriquece a pátria, e nos faz olhar para uma terra de todos e não só para alguns”.

Outro dos conselhos do papa aos meninos e meninas do instituto romano foi que “na vida afetiva são necessárias duas dimensões: o pudor e a fidelidade”.

Francisco recomendou “amar com pudor e não descaradamente, e ser fiel”, e acrescentou que “o amor não é um jogo e é a coisa mais bela que Deus nos doou”.

Além disso, o papa aconselhou os estudantes a “nunca deixar de sonhar grande e desejar um mundo melhor para todos”.

O Liceu Ennio Quirinio Visconti foi fundado em 1871, um ano após o fim do Estado Pontifício, na sede do antigo “Collegio Romano”, no coração do centro histórico da Cidade Eterna.

(G1)

Fogo consome parte de Notre-Dame; Museu de NY recusa evento para Bolsonaro. Jornais de terça (16)

 

Os principais jornais brasileiros repercutem o incêndio que atingiu a catedral de Notre-Dame, em Paris, e devastou a obra secular. O Globo afirma que dois terços dos telhados foram destruídos, mas a estrutura principal e as obras de arte foram preservadas. O fogo se alastrou rapidamente por causa das antigas vigas de madeira localizadas na estrutura superior da catedral.

Após o incêndio, o presidente francês Emmanuel Macron prometeu que Notre-Dame será reconstruída. “Nós faremos apelo aos maiores talentos e reconstruiremos Notre-Dame, pois é o que esperam os franceses, é o que nossa História merece”, disse Macron.

A Fundação do Patrimônio da França criou uma coleta internacional de fundos para ajudar na futura reconstrução da catedral. O Globo lembra que a igreja é o monumento histórico mais visitado da Europa e recebe mais de 13 milhões de visitantes por ano.

Na primeira página, O Estado de S.Paulo destaca que o Museu Americano de História Natural de Nova York, nos Estados Unidos, comunicou que não vai sediar o evento que fará uma homenagem ao presidente Jair Bolsonaro, escolhido como “personalidade do ano” pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos.

Por meio de uma publicação no Twitter, o museu informou que o evento será realizado em outro local. “Com respeito mútuo pelo trabalho e pelos objetivos de nossas organizações individuais, concordamos que o museu não é o local ideal para o jantar de gala da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos”, afirmou o Museu.

Segundo o Estadão, o Museu foi alvo de críticas desde a semana passada por causa do evento em homenagem a Bolsonaro. Na sexta-feira (12), o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, criticou Bolsonaro e chamou o presidente brasileiro de “perigoso”.

O Globo também dá ênfase, em sua primeira página, à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar que o site O Antagonista e a revista digital “Crusoé” retirassem do ar uma reportagem entitulada “O amigo do amigo de meu pai”, que fazia referência ao ministro Dias Toffoli e seu possível envolvimento com Marcelo Odebrecht.

Segundo o matutino carioca, um oficial de justiça do STF entregou a cópia da decisão à revista para que a matéria fosse tirada do ar. Na determinação, Moraes disse que não se trata de censura prévia, mas de responsabilização posterior à publicação. Em nota, a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) consideraram a decisão um ato de censura e uma afronta à Constituição.

Em sua manchete, a Folha de S.Paulo informa que o governo propôs nesta segunda-feira (15) ao Congresso que o salário mínimo seja corrigido apenas pela inflação em 2020. Se aprovada, a mudança acabará com o reajuste feito informalmente desde 1994, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e oficializado pelo ex-presidente Lula, considerando a inflação do ano anterior somada ao crescimento do PIB de dois anos antes.

A Folha lembra que a proposta atual do governo está alinhada aos pensamentos do ministro Paulo Guedes (Economia), que sempre criticou a forma atual de cálculo do reajuste. De acordo com o jornal, o texto enviado pelo governo prevê um piso de salários de R$ 1.040 a partir do mês de janeiro de 2020, que corresponde a uma correção de 4,2% referente à previsão de variação da inflação.

Até o fim do ano, o governo deve apresentar um projeto de lei que definirá a nova política de reajuste. “Governo suspende aumento real em reajuste do mínimo”, sublinha a manchete da Folha.

O Globo destaca ainda que o governo pretende anunciar nesta terça-feira (16) um pacote de medidas para evitar nova paralisação dos caminhoneiros. Segundo o matutino, entre as propostas estão a melhoria da infraestrutura de rodovias e uma linha de crédito do BNDES.

O jornal carioca aponta que o Cartão Caminhoneiro deve entrar em funcionamento em 90 dias e permitirá que o motorista compre até 500 litros de combustível antecipadamente para que seja usado conforme a necessidade do caminhoneiro.

Após reunião realizada na tarde de ontem, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou que a empresa é livre para tomar suas decisões, ao comentar a suspensão do reajuste do preço do diesel, realizada após contato de Bolsonaro na última semana. “Governo anunciará crédito e obras para evitar greve de caminhoneiros”, diz a manchete do Globo.

O Estadão mostra também que as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre deste ano devem sofrer queda em relação aos três meses anteriores, algo que não acontecia desde 2016. Segundo o Estadão, os bancos Fator, Bradesco e Itaú já trabalham com retração entre 0,1% e 0,2%.

O matutino lembra a divulgação dos dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) nesta segunda (15) que apontam para uma queda do PIB. O índice recuou 0,73% em fevereiro em comparação com o mês de janeiro e passou de 138,15 pontos para 137,14 pontos.

Apesar de a baixa ter ficado dentro do intervalo projetado por analistas, o Estadão afirma que os dados podem indicar a queda do PIB no primeiro trimestre, a ser divulgado em 30 de maio. “Projeções mostram PIB negativo no 1º trimestre”, informa o título principal do Estadão.

(G1)

Governo deve anunciar hoje novas medidas para o setor de transporte de carga

Dias depois da Petrobras suspender um reajuste de 5,7% no preço do óleo diesel nas refinarias a pedido do presidente, Jair Bolsonaro, o governo deve anunciar nesta terça-feira (16) novas medidas para atender o setor de transporte de cargas.

 

O assunto, inclusive, foi discutido em reunião nessa terça-feira (15) a tarde, no Palácio do Planalto, e hoje haverá uma nova conversa entre o presidente, ministros e técnicos da Petrobrás.

 

Lembrando que em maio do ano passado foi justamente a alta no preço do diesel, que levou à paralisação dos caminhoneiros, afetando a distribuição de alimentos e de combustível em todo o país.

 

Ao sair da reunião, ontem, o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, afirmou que a decisão de suspender o reajuste do óleo diesel foi empresarial e não uma determinação do governo. E que Bolsonaro apenas alertou que o aumento poderia desencadear insatisfação dos caminhoneiros. Segundo ele, a Petrobras é “livre” e “tem vida própria” em relação ao governo.

 

Na semana passada, quando o reajuste foi suspenso, o governo informou que quer entender aspectos técnicos da decisão da Petrobras para pensar medidas que possam minimizar o impacto dos aumentos para os caminhoneiros e negou que haja interferência na política de preços da estatal.

 

Ainda no mês passado, a Petrobras anunciou que o reajuste nas refinarias seria alterado em prazos não inferiores a 15 dias.

 

Só para o ouvinte entender, o preço na refinaria corresponde a mais da metade do preço final do diesel nas bombas. Foi anunciada, ainda, a adoção do Cartão do Caminhoneiro, para permitir a compra do combustível a preço fixo durante um período de tempo maior, pelos motoristas de carga. Mas a medida só deve valer para os postos de combustível com a bandeira BR.

(Ebc)

A disputa pela vaga de vice esquenta os bastidores da política em Parnamirim

A vaga de vice-prefeito na cidade Trampolim da Vitória movimenta integrantes da oposição e da situação. Do lado da oposição, a solução política dada no município de Rafael Godeiro, distante de Parnamirim cerca de 340 Km, pode ser dada por aqui também. O xadrez da eleição de 2020, ainda está sendo montado, as peças principais ainda não estão no tabuleiro, mas a sua organização já começou faz tempo. Veja como vem se organizando a oposição, Airene Paiva, que é um dos pensadores do grupo de Carlos Maia, não tem coragem de arriscar deixar o seu cartório para disputar a prefeitura, mas se tiver uma oportunidade de unir forças com a situação, isto é, indicar o vice, semelhante ao que foi feito em Rafael Godeiro, provavelmente será executado. Se vai surtir efeito ou não, só o tempo dirá. Um outro detalhe a ser analisado no circuito municipal é a situação de Elienai Cartaxo que na eleição passada se apresentou como a vice de todos, mas atualmente luta para manter o seu grupo e seus espaços nessa nova engenharia política parnamirinense. Até agora, só a oposição a convidou para uma conversa. O lado da situação ainda não sinalizou nada, embora esse lado agrade mais Elienai, ou talvez, seja até o seu sonho, ser vice de Taveira novamente. Ela, na verdade, na hora da decisão, escuta bastante o líder do seu seguimento religioso e o amigo Giovani Júnior, braço forte da administração do coronel, e cá entre nós, o Givani Júnior parece aspirar à cadeira de vice-prefeito, ou seja, a cadeira hora ocupada por Elienai Cartaxo, mero sonhador, uma vez que provavelmente não terá nenhuma força nessa eleição. Por outro lado, o ninho dos tucanos vem se fortalecendo e já contabiliza de quatro a cinco vereadores, abrindo um espaço para pleitear a segunda cabeça em qualquer das chapas, tanto na situação, quanto na oposição. Talvez, PSDB seja uma excelente oportunidade para quem deseja disputar a eleição na chapa majoritária. Em outro ângulo, tem-se o PSC de Abidene que entra na disputa, com um potencial resultado da última eleição, o campeão de votos, Taveira, ainda muito desgastado, mas conta com a prefeitura mais forte do RN, assiste essa disputa pela vaga de vice em sua chapa, sem muita preocupação, pensando que poderá mexer a qualquer hora e terá o mesmo sucesso da eleição passada… Aqui fica o recado, pois como diz o ditado quem avisa, amigo é: é bom ficar atento e sempre alerta na tomada de decisão.