Dodge aciona STF contra bônus que garantiu R$ 690 milhões a advogados públicos em 2018

Em fim de mandato, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, encampou uma cruzada contra os honorários embolsados por advogados públicos.

Os chamados honorários de sucumbência são pagos pela parte derrotada em um processo judicial. Cada estado tem lei própria para definir como esses recursos são divididos entre procuradores

No âmbito federal, também alvo de questionamento de Dodge, esses valores são rateados desde 2016 entre advogados da União, procuradores federais, procuradores da Fazenda Nacional e procuradores do Banco Central.

Com salário médio de R$ 24 mil, essas carreiras recebem um adicional médio de R$ 7.000 por mês, um incremento de quase 30%.

Sobre o pagamento extra, não há incidência de contribuição previdenciária. O valor também não é limitado ao teto salarial do funcionalismo público, hoje em R$ 39,3 mil.

Para bancar o penduricalho, o governo federal desembolsou R$ 690 milhões em 2018. Antes da implementação do benefício, os recursos eram destinados aos cofres públicos.

Como cada ente tem regras e fiscalização próprias, o cálculo do gasto total no país é dificultado. Em 16 estados, a distribuição de honorários a advogados públicos é feita há mais de dez anos. Nove deles pagam o benefício há mais de duas décadas.

São Paulo foi o primeiro estado a aprovar a implementação do penduricalho. A lei que estabeleceu o compartilhamento dos recursos, depois regulamentada por decretos, é de 1974.

O dinheiro é repassado a procuradores estaduais, assessores técnicos e assistentes jurídicos. Servidores aposentados também recebem.

Nos processos no Supremo, Dodge pede a aplicação de medida cautelar para suspender os pagamentos e solicita a declaração de que o mecanismo é inconstitucional.

A relatoria dos processos está pulverizada nas mãos de sete ministros da corte e não há previsão para julgamento.

“A disciplina do pagamento de honorários judiciais a servidores e procuradores do Estado é incompatível com o regime de subsídio, o teto remuneratório constitucional e os princípios republicanos da isonomia, da moralidade, da supremacia, do interesse público e da razoabilidade”, diz a procuradora-geral em um dos processos.

Dodge afirma que, no setor privado, os honorários têm função de cobrir despesas relativas ao custo da atuação profissional e à manutenção do escritório.

No caso dos advogados públicos, porém, é o governo que arca com todo o suporte físico e de pessoal, o que não justificaria o repasse dos recursos aos advogados já remunerados integralmente para prestarem esses serviços.

A PGR argumenta que recursos públicos não podem ser geridos por servidores públicos como se fossem privados.

Representante do Conselho Curador dos Honorários Advocatícios, órgão responsável pela gestão e distribuição dos honorários aos servidores federais, o procurador da Fazenda Nacional Rogério Campos disse à Folha que vê um movimento corporativista de Dodge.

Em novembro do ano passado, o ministro do Supremo Luiz Fux tomou decisão que extinguiu o pagamento de auxílio-moradia a membros da magistratura, incluindo os procuradores da República, categoria comandada por Dodge e que não tem direito a receber honorários.

No mês seguinte, a PGR abriu a ação contra os honorários a advogados públicos federais. Neste ano, iniciou os processos contra os benefícios nos estados.

“É um movimento político da procuradora-geral da República. É a cooptação do Estado pelas corporações. Ela está inclusive se lançando como candidata à reeleição sem participar da lista tríplice e surge como guardiã de uma discussão que é corporativa”, disse Campos.

O mandato de Dodge no comando da PGR vai até o meio de setembro. Apesar de não fazer parte da lista dos três nomes mais votados pela categoria para o cargo, ela se colocou à disposição do presidente Jair Bolsonaro para ser reconduzida ao posto.

Na última semana, Bolsonaro recebeu a lista tríplice organizada pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), mas não se comprometeu a segui-la. Por lei, ele não é obrigado a fazê-lo.

Embora veja com desconfiança o movimento da procuradora, Campos defende que a discussão seja feita no STF para que haja uma decisão definitiva.

Para ele, o mecanismo é uma forma de remuneração que prestigia a eficiência. “Os honorários inauguraram um ciclo virtuoso de ganha-ganha. Quanto melhor a atuação [dos advogados públicos], mais recursos para o governo, mais economia. Com isso, os procuradores são mais bem remunerados e o Estado também obtém mais valores”, afirmou.

Sobre as afirmações de Campos, a PGR informou que as ações foram apresentadas após longo processo de estudos técnicos e que o fundamento dos processos é a proteção do patrimônio público.

(Folhapress)

Os bastidores da maratona do time de Guedes contra desidratação na reforma

Envolvido na elaboração das medidas para estimular o crescimento na fase pós-Previdência, o ministro da Economia, Paulo Guedes, decidiu se recolher e só comentar o resultado da reforma após a votação final da proposta pelo plenário da Câmara.

Depois da crise política provocada por críticas feitas pelo ministro na época da apresentação do parecer do relator Samuel Moreira (PSDB-SP), na fase da Comissão Especial, a tática traçada foi a de evitar ruídos desnecessários.

Isso porque, no plenário, havia risco elevado de uma desidratação da economia na votação dos destaques com a mobilização da oposição e de lideranças dos partidos do Centrão, bloco informal independente ao governo que reúne DEM, PP, PL, Solidariedade e PRB.

Teve início uma maratona de mais de 48 horas que levou ao plenário força-tarefa de técnicos da equipe econômica para barrar os destaques mais perigosos.

A comemoração do ministro foi reservada no seu gabinete depois que um assessor interrompeu uma reunião de trabalho, na noite de quarta-feira (10), para informar que a proposta tinha sido aprovada por 379 votos.

Na hora da comemoração, aplausos de todos os presentes. Guedes atribuiu a vitória ao trabalho de toda a equipe.

Na segunda-feira (15), o ministro reunirá seus colaboradores para decidir se espera a votação do segundo turno após o recesso para anunciar as medidas ou se as lança imediatamente.

Mantido informado a todo momento dos detalhes da negociação pelo seu secretário de Previdência, Rogério Marinho, Guedes deu o sinal verde para a negociação de acordo com a oposição que acabou destravando a votação dos destaques (sugestões de mudança ao texto-base). A conclusão do primeiro turno revelou Alessandro Molon (PSB-RJ) como o líder de oposição.

O governo cedeu e autorizou que o tempo mínimo de contribuição dos homens na reforma ficasse em 15 anos – a proposta aprovada na quarta-feira previa 20 anos. Articulador do acordo, Molon contou, em discurso no plenário, que Guedes soube entender a crueldade da regra e acabou aceitando o destaque.

Durante toda a jornada de votação, Marinho e seu time na retaguarda não deixaram o plenário. O bunker da equipe econômica foi instalado no gabinete do líder da maioria, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

No plenário, o secretário fez um corpo a corpo com os parlamentares que ainda estavam em dúvida sobre como votar (sim ou não à reforma), explicando detalhes dos destaques que seriam votados.

Para autoridades que telefonavam, a pedido dos deputados, transmitia segurança sobre itens da proposta que já tinham até mesmo sido vencidos na Comissão Especial.

Em pelo menos duas ocasiões, passou o telefone para o seu adjunto, Bruno Bianco, para dar explicações sobre a aposentadoria para as pessoas com deficiência – uma preocupação que estava presente no plenário.

Envolvidos nas negociações finais desde sábado, Marinho e Bianco não conseguiram dormir mais do que três horas por dia.

 

Tensão

Assessores contam que um dos momentos de maior tensão foi na votação do destaque 44, que poderia retirar R$ 110 bilhões da economia da reforma. O destaque, apresentado pelo PDT, retirava o pedágio de 100% da regra de transição – que acabou rejeitado, para alívio do governo.

O destaque foi apresentado pelo PDT, mas havia um acordo para que a mudança fosse rejeitada em troca de apoio à proposta da mesma sigla que abrandava as regras de professores.

No entanto, no meio da votação, o PDT orientou sua bancada a se posicionar favorável à mudança.

Foi um dos técnicos da equipe econômica que percebeu o que estava acontecendo. Nem Marinho nem Maia estavam nesse momento no plenário. Eles foram chamados e começou a movimentação para reverter a situação.

Moreira subiu à tribuna para explicar o destaque e alertar sobre o impacto que teria na economia. “São quase R$ 200 bilhões, vamos destruir a reforma da Previdência.”

Para o deputado, Darcisio Perondi (MDB-RS), os negociadores tiveram êxito ao se aproximarem do PSB, PDT e PCdo B, isolando o PT. “Um deputado ao meu lado comentou que quando viu o DEM orientando o mesmo voto do PSB e do PDT perguntou se tinha acordado de um sonho.”

O que mudou

Mulheres 

Com a nova regra, é possível conseguir 100% da aposentadoria aos 35 anos de contribuição.

Pensões

A pensão por morte do segurado, homem ou mulher, não poderá ser menor do que um salário mínimo, quando se tratar da única fonte de renda formal.

Policiais

Foi criada uma regra alternativa de transição para policiais federais da ativa com idades menores: 53 anos (homens) e 52 anos (mulheres), desde que cumpram pedágio de 100% do tempo que falta para se aposentar.

Homens

Foi reduzida de 20 anos para 15 anos o tempo mínimo de contribuição exigido para homens do regime geral (setor privado) poderem se aposentar.

Professores

Em uma das regras de transição, a idade dos professores caiu para 52 anos (mulheres) e 55 anos (homens), desde que cumpram pedágio de 100% sobre o tempo de contribuição que falta para ter direito à aposentadoria.

(Exame)

Bolsonaro diz que indicação de filho para embaixada não é nepotismo

Brasília – O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira que a indicação de seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para a embaixada em Washington não se enquadraria como nepotismo, e que não faria a indicação se fosse.

“Alguns falam que é nepotismo. Essa função, tem decisão do Supremo, não é nepotismo, eu jamais faria isso. Ou vocês acham que devo aconselhar o Eduardo a renunciar o mandato e voltar a ser agente da Polícia Federal?”, disse o presidente em uma live na manhã desta quinta.

Uma análise jurídica interna feita pelo Planalto sobre a possibilidade apontou, em um primeiro momento, que as nomeações de primeiro escalão, como para embaixador, não se enquadram como nepotismo. Mas não foi feita ainda uma análise oficial a pedido do presidente.

A questão foi levantada na quinta-feira, depois que Bolsonaro confirmou que estava analisando a indicação do filho e Eduardo admitiu que se for indicado, irá aceitar.

Uma súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2008 proibiu o nepotismo. No entanto, uma decisão de 2018 da 2ª turma do STF diz que a súmula não se aplica a indicação para cargos de natureza política.

Bolsonaro reafirmou que, se depender dele, só falta o filho aceitar a indicação e o Senado aprovar. Na noite de quinta, o deputado afirmou que, se for realmente indicado, aceita e renuncia ao mandato.

Bolsonaro ainda lembra que o último ministro de Relações Exteriores, o ex-senador Aloysio Nunes Ferreira, não era diplomata e nem tinha formação na área, mas “ninguém falava nada”.

“Eu tenho certeza absoluta que o Eduardo Bolsonaro é muito melhor do que eu. A sua vivência, a sua educação, a sua formação”, disse. “Logicamente eu tenho muito mais experiência do que ele, em muitos momentos quem tem a razão sou eu… filho para mim vai ser sempre subordinado meu.”

Em um café da manhã com jornalistas, o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, admitiu que a indicação “deu polêmica”, mas lembrou que é um processo que ainda precisa passar pelo Senado.

“O presidente tem seus momentos de pronunciamento”, disse o ministro, lembrando do anúncio de que a embaixada brasileira em Israel seria transferida para Jerusalém e a polêmica causada pelo anúncio. “E onde a embaixada está hoje? Em Tel Aviv”, lembrou o ministro, ressaltando que não estava comparando os dois anúncios.

Ramos admitiu que o momento do anúncio pode não ter sido o melhor, em meio à reforma da Previdência, já que vários deputados, na noite de quinta, criticaram o caso na tribuna da Câmara.

“Poderia anunciar semana que vem, no recesso? Talvez. Acabou sendo usado na votação. Deu margem para o pessoal falar”, disse, o ministro, que destacou no entanto que Eduardo é um “jovem preparado”.

(Exame)

Advogados votam em eleição para lista do Quinto Constitucional do TRT-RN

A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte promove nesta sexta-feira, 12, uma eleição direta para formar a lista sêxtupla para o Quinto Constitucional do Tribunal Regional do Trabalho – 21ª Região (TRT21).

A eleição vai envolver advogados de todo o Estado – poderão votar apenas os profissionais adimplentes com a OAB/RN. Esta é a primeira vez que a lista sêxtupla do Quinto Constitucional do TRT21 será escolhida democraticamente e em eleição direta por toda a advocacia potiguar.

O resultado, com os seis nomes mais votados pela classe, será enviado ao Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região, que vai compor uma lista tríplice e a encaminhará ao Presidente da República para a decisão sobre o novo desembargador ou desembargadora.

Na avaliação do presidente da OAB/RN, Aldo Medeiros, a escolha pelo Quinto Constitucional é uma janela aberta pelos constituintes de 1988 para que os Tribunais tenham membros com uma visão “do outro lado do balcão, pessoas que tenham passado muitos anos de suas vidas ao lado dos jurisdicionados e que possam contribuir com um novo olhar nos julgamentos”.

“É uma forma de democratizar a aplicação da Justiça, e a OAB está muito honrada em poder indicar, após consulta a todos os advogados inscritos na sua Seccional, a lista com os seis nomes que vão encontrar maior adesão dos seus colegas advogados para poder compor o TRT”, definiuo Medeiros.

Presidente da Comissão Eleitoral que coordena o pleito na OAB/RN, Wlademir Capistrano também ressalta o avanço democrático e o elemento de oxigenação da Justiça proporcionados pelo Quinto Constitucional.

“É a oportunidade dos advogados potiguares expressarem diretamente a sua vontade no processo de formação da lista sêxtupla e não pode ser desperdiçada pelos que compõem a advocacia do Rio Grande do Norte”, assinala ele, conclamando em seguida: “No dia 12, devemos comparecer aos locais de votação imbuídos do firme propósito de colaborar no processo de fortalecimento do Poder Judiciário mediante a escolha de nomes que dignifiquem o Quinto Constitucional”.

Além de Wlademir Capistrano na presidência, a Comissão Eleitoral da OAB/RN é composta por Kallina Gomes Flôr dos Santos, Sérgio Eduardo da Costa Freire, Marília Almeida Mascena e Gleydson Kleber Lopes de Oliveira.

Candidatos

Vinte e três advogados concorrem às seis vagas na lista que será definida pelas urnas no próximo dia 12. Os postulantes à vaga são André Luiz Pinheiro Saraiva, Antonino Pio Cavalcanti Albuquerque Sobrinho, Augusto Costa Maranhão Valle, Davis Coelho Eudes da Costa, Edivaldo Engrácio da Silva, Eduardo Gurgel Cunha, Eduardo Serrano da Rocha, Edvaldo Sebastião Bandeira Leite, Elyane Fialho de Almeida, Gladstone Heronildes da Silva, Herbert Oliveira Mota, Janaína Félix Barbosa Wanderley, Manoel Machado Júnior, Marcelo de Barros Dantas, Maria Lúcia Cavalcanti Jales Soares, Marisa Rodrigues de Almeida Diógenes, Mirocem Ferreira Lima Júnior, Onivaldo Mendonça de Almeida, Paulo Roberto de Souza Leão Júnior, Renato de Souza Cavalcanti Marinho, Roberto Albuquerque Tolentino, Rodrigo Menezes da Costa Câmara e Sebastião Jales de Lira.

Os candidatos participaram de audiências promovidas pela Comissão Eleitoral. Uma delas foi a sabatina pública, realizada no último dia 17 de junho, no auditório da OAB/RN, para que pudessem expor suas ideias. No último dia 1º deste mês, a comissão voltou a reunir os postulantes para tirar dúvidas e fazer esclarecimentos sobre os procedimentos de votação. O presidente Wlademir Capistrano destacou a proibição de propaganda eleitoral no dia da eleição. “Os candidatos podem ficar no local de votação, mas não podem de forma nenhuma fazer qualquer ato de propaganda, a famosa ‘boca de urna’”, informou.

Votação segura

A eleição para o Quinto Constitucional será feita com votação em urnas eletrônicas. A utilização dos equipamentos foi garantida numa parceria formalizada entre a OAB/RN e o Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE/RN). O presidente da Comissão Eleitoral conta que as 26 urnas eletrônicas disponibilizadas serão distribuídas entre 17 sessões da Seccional em Natal e nove nas subseccionais do interior. “Teremos no processo do Quinto Constitucional a mesma garantia da segurança do voto que as urnas eletrônicas conferem aos processos eleitorais brasileiros”, destaca Wlademir Capistrano.

DADOS GERAIS SOBRE A ELEIÇÃO
Dia da Eleição: 12/07
Horário: 9h às 17h

APTOS A VOTAR

Poderão votar no pleito de 2019 os advogados e as advogadas adimplentes até 02/07/2019.

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA A VOTAÇÃO

  • Cartão ou a Carteira de Identidade Profissional.

OU UM DOS DOCUMENTOS SEGUINTES:

  • Registro Geral de Identidade;
  • Carteira Nacional de Habilitação;
  • Carteira de Trabalho e Previdência Social ou Passaporte.

LOCAIS DE VOTAÇÃO:

SECCIONAL NATAL
Campus da UnP Av. Engenheiro Roberto Freire, 2184, Capim Macio, Natal/RN.

SUBSECCIONAL ASSU
Rua Dr. Luiz Carlos, 4085, Novo Horizonte, Assu/RN.

SUBSECCIONAL CAICÓ
Rua Umbelino França, 43, Centro – Caicó/RN.

SUBSECCIONAL CURRAIS NOVOS
Rua Manoel Aleixo, 60, Centro – Currais Novos/RN.

SUBSECCIONAL GOIANINHA
Rua Luiz Belarmino da Costa, 1547 E, Centro – Goianinha/RN

SUBSECCIONAL MACAU
Rua São José, 19, Centro – Macau/RN.

SUBSECCIONAL MOSSORÓ
Rua Duodécimo Rosado, 1125, Nova Betânia – Mossoró/RN

SUBSECCIONAL PAU DOS FERROS
Rua Respicio José do Nascimento, 539, Princesinha do Oeste – Pau dos Ferros/RN.

(Agora rn)

deputados retomam votação de destaque sobre reforma da Previdência

O Plenário retomou a votação de destaques que podem alterar o texto-base da reforma da Previdência (PEC 6/19), que foi aprovado em primeiro turno na quarta-feira (10). O quórum mínimo para deliberação de propostas de emenda à Constituição é de 308 deputados.

Em votação neste momento está um requerimento do PT que pede a retirada de pauta da proposta.

Pedágio

O próximo destaque a ser analisado foi sugerido pelo PDT e pretende alterar o texto-base para diminuir de 100% para 50% o pedágio de uma das regras de transição, válida para os segurados do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e do regime próprio dos servidores públicos. Na prática, o pedágio é aplicado sobre o tempo de contribuição que falta para atingir o mínimo exigido para se aposentar.

Alterações

Até a madrugada desta sexta-feira (11), foram analisados 11 destaques ao substitutivo adotado pela comissão especial que analisou a PEC 6/19.

Duas emendas e um destaque já aprovados alteram o texto-base para definir novas regras de transição para policiais e para o cálculo de aposentadoria de mulheres pelo RGPS, além de um tempo de contribuição menor para homens na aposentadoria por idade. (Agência Câmara)

Greenwald diz que não teme perseguição e que os vazamentos continuarão

Em audiência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil, classificou como atentado à liberdade de imprensa as notícias de que o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, estaria, por meio da Polícia Federal, investigando a sua vida e de outros profissionais do site. Greenwald disse que não tem medo e que continuará publicando novos vazamentos.

Há notícias de que ele está investigando e ele nunca negou. Isso mostra a mentalidade do ministro. Ele quer que fiquemos com medo e apreensão. Não temos medo nenhum. Continuamos publicando depois disso. Vamos continuar publicando — disse.

Greenwald foi convidado pela CCJ, a pedido do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), para falar sobre os vazamentos de conversas entre o ex-juiz e atual ministro Moro, o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato, e outros procuradores, pelo aplicativo TelegramO jornalista contou que recebeu as informações de uma fonte que não quer ser revelada e ressaltou que a Constituição Federal e o Código de Ética dos Jornalistas garantem o sigilo.

Eu li a Constituição brasileira que protege e garante exatamente o que estamos fazendo e confio muito nas instituições brasileiras para aplicar e proteger esses direitos. O clima que o ministro está tentando criar é de uma ameaça à imprensa livre — disse.

Glenn, que é também advogado formado nos Estados Unidos, disse ter ficado chocado ao ler o material pela primeira vez.

— Eu tinha nas minhas mãos a evidência mostrando que o tempo todo Sergio Moro estava não só colaborando com os procuradores, mas mandando na força-tarefa da Lava Jato — relatou.

Em sua exposição inicial, o jornalista também lamentou a baixa presença de senadores, em especial do partido do governo, que, segundo ele, o atacam virtualmente mas não compareceram para debater.

— Eu gostaria muito de discutir frente a frente essas acusações falsas que eles estão espalhando quando não estou presente e esta é uma oportunidade para discutir essas acusações na minha cara, para examinar se elas são falsas ou verdadeiras, mas infelizmente eles não estão aqui para fazer isso — apontou.

O jornalista americano reforçou ainda que não está à serviço de nenhum partido ou político:

Eu sou jornalista, não sou político. Não tenho fidelidade com qualquer partido. Publicamos artigos criticando partido de direita e de esquerda, inclusive o do meu marido [David Miranda, do PSOL-RJ]. Somos independentes. Estamos defendendo os princípios cruciais e fundamentais para uma democracia: a imprensa livre — reforçou.

Vazamentos

Desde o dia 9 de junho, o The Intercept Brasil, em parceria com outros veículos, vem revelando uma série de conversas privadas que, segundo Greenwald, mostram Moro e procuradores, principalmente Deltan Dallagnol, combinando estratégias de investigação e de comunicação com a imprensa no âmbito da Operação Lava Jato.

Vencedor do prêmio Pulitzer por ter revelado, em 2013, um sistema de espionagem em massa dos EUA com base em dados vazados por Edward Snowden, Glenn Greenwald, destacou que à época sua credibilidade não foi posta em xeque.

Pelo contrário, vim ao Senado e todo mundo nos parabenizou porque todo mundo aqui no Brasil conseguiu perceber porque essa reportagem era tão importante. Ninguém ameaçou a gente naquela época, e que deveríamos ser investigados ou presos. Pelo contrário, fomos premiados — destacou.

(Agência Senado)

Votação dos destaques da Previdência será hoje, e 2º turno na sexta, diz Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira, 11, que pretende votar os destaques ao texto principal da reforma da Previdência ainda nesta quinta e que o segundo turno da votação deverá acontecer na sexta-feira, 12.

“Sou otimista, vamos encerrar esse assunto nesta semana”, disse. Ele afirmou também não temer a falta de quórum para votar os destaques nesta quinta. Nas emendas supressivas são necessários 308 votos para manter o texto conforme aprovado na última quarta-feira, 10. “Teremos 500 deputados na Casa, podem ficar tranquilos”, disse.

O deputado confirmou que esteve reunido pela manhã com líderes partidários para, de acordo com ele, “conhecer melhor o mérito de cada destaque”. “Terminamos de organizar para chegarmos ao resultado esperado pelo plenário”, disse. Para Maia, dificilmente o texto será desidratado. “Para mim, todos que votaram a favor da reforma tendem a defender o texto. Pode ter mudança em um ou outro ponto, mas não acredito que os deputados irão desidratar o texto aprovado”, disse.

Ainda assim, Maia admitiu que o destaque que suaviza a regra de transição para professoras é “um tema muito difícil”. Ele ponderou, no entanto, que outra emenda aglutinativa destacada para votação hoje recuperaria a perda de potência fiscal que pode ocorrer caso o destaque da categoria passe.

Questionado sobre se a reforma era do Congresso ou do Executivo, Maia minimizou a disputa. “O corpo principal da reforma veio do governo, mas o Congresso fez suas melhorias”. Ele considerou que a reforma continua mais dura do que a proposta do ex-presidente Michel Temer, sobretudo na regra de transição dos servidores, embora as regras aprovadas ontem sejam mais brandas do que a proposta original do ministro da Economia, Paulo Guedes. “A transição construída no Congresso ainda é muito dura. Pesquisas mostram que servidores continuam insatisfeitos com essas regras”, afirmou.

(Agência Estado)

Marinho: Expectativa é votar texto-base da Previdência às 18h

São Paulo – Negociador da equipe econômica para a reforma da Previdência, o secretário de Previdência Social, Rogério Marinho, acompanha o debate final para a votação da proposta dentro do plenário da Câmara.

Nessa fase final de negociações, Marinho, ex-deputado pelo PSDB, faz as últimas conversas para barrar destaques que possam desidratar a proposta.

Ele previu nesta manhã de quarta-feira (10) que a votação do texto-base só deve acontecer por volta das 18 horas. Em seguida, começa a votação dos destaques que deve se prolongar ao longo da madrugada. A expectativa do secretário é que a votação em segundo turno comece na quinta-feira.

(Exame)

Morre o jornalista Paulo Henrique Amorim, aos 77 anos, por infarto

O jornalista Paulo Henrique Amorim morreu na madrugada desta quarta-feira, 10, aos 77 anos.

Amorim morreu em casa, no Rio de Janeiro, quando sofreu um infarto fulminante — informação confirmada pela mulher dele.

Paulo Henrique Amorim estava na Record TV desde 2003 e deixa um legado para o jornalismo brasileiro, uma vez que passou por diversos jornais, revistas e emissoras de televisão do país.

Paulo Henrique estreou no jornal A noite, em 1961. Depois foi trabalhar em Nova York, como correspondente internacional da revista Realidade e, posteriormente, da revista Veja.

Na televisão, passou pela extinta TV Manchete e pela TV Globo, também como correspondente internacional.

Em 1996, foi para a TV Bandeirantes, onde apresentou o Jornal da Band. Depois, foi para a TV Cultura. Em 2003, foi contratado pela TV Record, onde apresentou o Jornal da Record. Ajudou a criar a revista eletrônica Tudo a Ver na emissora. Depois, assumiu a apresentação do Domingo Espetacular, onde ficou até junho deste ano.

Amorim deixa uma filha e a mulher, Geórgia Pinheiro.

(Exame)

Governo Bolsonaro bloqueia repasses para a saúde do Rio Grande do Norte

 

A governadora Fátima Bezerra (PT) e a bancada federal do Rio Grande do Norte se reuniram na última segunda-feira, 8, para discutirem soluções para o atraso de repasses do Governo Federal para setores importantes do estado potiguar como a saúde.

“Há três semanas tentamos marcar audiência com o ministro da Saúde e não conseguimos. Vimos tratando com o Ministério desde fevereiro. Atendemos todas as solicitações do Governo Federal, apresentamos relatórios e documentos e o ministro prometeu que iria fazer os repasses. Mas isto não aconteceu. Não quero acreditar que está havendo retaliação política ao povo do Rio Grande do Norte”, afirmou a governadora Fátima Bezerra.

O deputado federal João Maia (PL) disse que “o governo federal está devendo ao Rio Grande do Norte”, enquanto que o secretário da Saúde, Cipriano Maia, afirmou que o “atraso no pagamento a fornecedores e alguns prestadores de serviços” é consequência desses atrasos. Segundo Maia, o déficit previsto para 2019 é de R$ 154 milhões.

Foram feitas as seguintes solicitações do Rio Grande do Norte ao Ministério da Saúde:

  • Hospital da Polícia Militar: R$ 7,8 milhões/ano
  • Custeio da produção da Sesap: R$ 50,4 milhões/ano
  • Complementação dos serviços sem financiamento federal: R$ 33 milhões/ano
  • Cirurgias oncológicas: R$ 17 milhões/ano
  • Cirurgias ortopédicas: R$ 2 milhões/ano
  • Cirurgias urológicas: R$ 2,2 milhões/ano
  • Déficit nas tomografias, ressonâncias e cintilografias: R$ 26 milhões/ano
  • Leitos de UTI judicializados: R$ 45,9 milhões
  • Leitos de UTI próprios: R$ 20,8 milhões
  • Cirurgias eletivas: R$ 7,6 milhões

(Agora rn)

Ministério da Educação divulga nesta terça-feira resultado do Fies

O Ministério da Educação (MEC) divulga hoje (9) o resultado do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) juro zero e do P-Fies.

Nesta edição, serão ofertadas 46,6 mil vagas a juro zero. O resultado estará disponível na internet, na página do programa e nas instituições de ensino superior participantes.

Os estudantes selecionados no P-Fies devem comparecer à instituição de ensino para validar as informações prestadas na hora da inscrição a partir desta terça-feira. Já os selecionados na modalidade Fies devem complementar a inscrição no período de 10 a 12 de julho.

Quem não foi selecionado na modalidade Fies juro zero pode ainda participar da lista de espera, entre os dias 15 de julho e 23 de agosto.

Não há lista de espera do P-Fies. A pré-aprovação do financiamento na modalidade do P-Fies é de responsabilidade exclusiva dos agentes financeiros operadores de crédito que tenham relação jurídica estabelecida com instituições de ensino participantes.

Fies

O Fies concede financiamento a estudantes em cursos superiores de instituições privadas com avaliação positiva pelo Ministério da Educação.

Pode concorrer quem fez uma das edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, com média igual ou superior a 450 pontos, e obtido nota maior que zero na redação.

Modalidades

O novo Fies, que começou a vigorar em 2018, tem modalidades de acordo com a renda familiar.

A modalidade com juro zero é para os candidatos com renda mensal familiar per capita de até três salários mínimos.

O aluno começará a pagar as prestações respeitando o seu limite de renda.

A modalidade chamada de P-Fies é para candidatos com renda familiar per capita entre três e cinco salários mínimos.

Nesse caso, o financiamento é feito por condições definidas pelo agente financeiro operador de crédito, que pode ser um banco privado ou fundos constitucionais e de Desenvolvimento.

(Agência Brasil)

Líderes voltam a se reunir para chegar a um acordo sobre votação da reforma

Líderes partidários voltam a se reunir na tarde desta terça (9) para tentar chegar a um acordo de procedimento para o processo de votação em plenário da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, marcado para começar ainda nesta terça-feira.

Mais cedo, líderes da base governista propuseram à oposição que retirasse a obstrução (recursos regimentais para atrasar os trabalhos) em plenário para que os deputados debatessem a proposta. A ideia seria votar a matéria amanhã (10), com apenas dois requerimentos de obstrução. A oposição não concordou com essa sugestão.

Foi marcada uma segunda reunião de líderes para esta tarde para que seja definido o rito de votação da proposta de emenda à Constituição (PEC 6/19): se houver acordo com a oposição, a votação dever ficar para esta quarta-feira, se não houver acordo, governo e os partidos do Centro vão tentar vencer a obstrução e colocar em votação ainda hoje o texto-base da reforma.

Tramitação

Mais cedo, ao chegar para a reunião de líderes para discutir a votação da reforma da Previdência no plenário, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que vai trabalhar para que o texto-base da proposta seja aprovado entre hoje e amanhã (10).

“Vamos trabalhar para isso. Não é uma votação simples: 308 votos é um número enorme de parlamentares. Ainda tem algumas conversas sendo feitas, mas a nossa intenção é que a gente possa fazer um bom debate durante o dia e, a partir do início da noite, tentar começar a construir o processo de votação. Tem que esperar para garantir quórum. Temos que chegar a 490 deputados [em plenário] para não ter risco de perder a votação”, afirmou.

Maia disse estar otimista em votar o texto-base e os destaques com sugestões de mudanças na proposta em primeiro e segundo turno até o fim desta semana. Por se tratar de uma proposta de emenda à Constituição, a matéria precisa do voto favorável de pelo menos 308 deputados em dois turnos de votação para, então, seguir para análise do Senado.

Ordem do dia

O plenário da Câmara iniciou a Ordem do Dia destinada à discussão e votação de projetos. O primeiro item da pauta, o projeto de Lei 2999/19, do Poder Executivo, que permite ao governo antecipar o pagamento dos peritos contratados pela Justiça para realizar exames em segurados que entram com ação contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), foi aprovado simbolicamente e segue para o Senado.

A lei determina que os juizados especiais cíveis e criminais devem custear as perícias necessárias à causa de pessoas carentes. Até 2016, antes do estabelecimento do teto de gastos (Emenda Constitucional 95/16), os juizados não tinham dificuldades para pagar as despesas devido às suplementações aprovadas pelo Congresso.

A política do INSS de revisão em massa dos benefícios concedidos, iniciada em 2016, aumentou o número de causas sobre o tema nos juizados especiais, especializados em ações de pequeno valor.

Segundo a proposta, o pagamento será antecipado pelo governo ao Tribunal Regional Federal ao qual o processo está vinculado, ou à Justiça estadual, que julga estes processos nos locais sem vara federal. Os valores dos honorários e os procedimentos para o pagamento serão estabelecidos em ato conjunto do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Ministério da Economia. (ABr)

Herdeiro da OAS sofre infarto durante depoimento da Lava Jato em Curitiba

O empreiteiro Cesar Mata Pires Filho, 41, herdeiro do grupo empresarial baiano OAS, sofreu um infarto, nesta segunda-feira (8), na Justiça Federal do Paraná, enquanto prestava depoimento em uma das fases da Operação Lava Jato.

Ele falava com o juiz federal Luiz Bonat, responsável pela operação, quando caiu com o rosto na mesa, desacordado.

Foi socorrido inicialmente por advogados, até a chegada de um médico cardiologista que fazia plantão na Justiça. Ele foi levado, em seguida, de ambulância para o hospital Santa Cruz, em Curitiba.

O hospital não deu informações sobre o estado de saúde do empreiteiro alegando questões legais. A reportagem apurou que Cesar Mata Pires Filho sofreu um princípio de infarto, mas, na noite desta segunda, passava bem, segundo informações de amigos e familiares. Ele estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Santa Cruz.

A assessoria da força-tarefa do Ministério Público Federal do Paraná informou que as audiências do processo foram suspensas até setembro.

Fiança milionária há oito meses

Mata Pires Filho é um dos alvos da Lava Jato nesta ação que investiga desvios durante a construção da sede da Petrobras em Salvador. Ele chegou a ser preso, em novembro do ano passado, mas foi solto no mês seguinte após pagar R$ 29 milhões de fiança.

Segundo a PF, os contratos do empreendimento foram direcionados e superfaturados para que houvesse pagamento de ao menos R$ 68,3 milhões em vantagens indevidas para políticos do PT e diretores da Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras.

A Petros financiou a construção da sede da Petrobras em Salvador, chamada de Torre Pituba, que depois de pronta seria alugada por 30 anos para a estatal.

A obra foi realizada pela OAS em parceria com a Odebrecht.

Funcionários o incriminam

O depoimento de Mata Pires Filho era um dos mais esperados no processo.

O empreiteiro foi incriminado por funcionários da própria OAS envolvidos no caso.

Três dos oito executivos do setor de propinas da empreiteira que assinaram acordo de delação premiada com a Lava Jato disseram que os pagamentos de suborno foram feitos com a concordância do herdeiro da companhia.

Questionado em ocasiões anteriores, ele não comentou as acusações. A reportagem tentou contato com sua defesa, nesta segunda (8), sem sucesso.

Os delatores que implicaram o herdeiro da empreiteira no esquema de corrupção foram José Maria Linhares Neto, Ramilton Machado Júnior e Roberto Souza Cunha.

Linhares Neto, que foi responsável pelo controle da distribuição do caixa dois da OAS, disse aos investigadores que a empreiteira se valia dos serviços de um doleiro para levantar os recursos para a propina. Ao falar sobre a autorização para esses pagamentos, disse que “Leo Pinheiro e também Cesar Mata Pires Filho tinham ciência de que havia pagamentos de vantagem indevida na obra referida dado o volume de recursos que foram pagos”.

Ramilton Machado Junior, também executivo do departamento de propinas da OAS, relatou que em 2014 participou de uma reunião com Mata Pires Filho para resolver um impasse diante de um contrato fictício que seria feito para escoar propina para o PT.

Outra situação semelhante foi relatada por Roberto Souza Cunha, também da controladoria, que falou aos policiais sobre um embaraço quanto a um contrato fictício que seria assinado com a empresa Mendes Pinto Empreendimentos, que também escoava propina para a empreiteira baiana.

Ele e Ramilton consideraram arriscado o negócio, pois o objeto do contrato seria muito frágil: estudo sobre a recuperação de uma área explorada por uma mineradora. A decisão de contratar a Mendes Pinto veio do herdeiro, segundo o depoente. “Elmar Varjão [diretor da OAS Nordeste] foi até Cesar Filho, que determinou que o contrato deveria ser feito”, disse.

Para fechar o acordo de delação, oito ex-funcionários do setor de propinas da OAS romperam com a cúpula da empresa, que tentava fechar uma colaboração premiada em conjunto, nos moldes da que foi feita pela Odebrecht.

Hoje os herdeiros da companhia –Cesar Mata Pires Filho e Antonio Carlos Mata Pires– continuam tentando um acordo com a força-tarefa do Ministério Público Federal.

Em agosto de 2017 o patriarca do grupo baiano, Cesar Mata Pires, morreu de infarto enquanto caminhava nos arredores da sua casa. (Folhapress)

Moro pede licença do cargo para tratar de ‘assuntos particulares’

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, participa de audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, ficará afastado do cargo na próxima semana “para tratar de assuntos particulares”. A licença do ministro será tirada no período e 15 a 19 de julho e foi autorizada por despacho presidencial publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública explicou, por meio de sua assessoria, que o afastamento do ministro se trata de uma licença não remunerada prevista em lei.

“Por ter começado a trabalhar em janeiro, o ministro não tem ainda direito a gozar férias. Então está tirando uma licença não remunerada, com base na Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990 (Art. 81. Conceder-se-á ao servidor licença, VI – para tratar de interesses particulares)”, informou a assessoria do ministério.

Segundo um auxiliar no ministério, isso já estava sendo planejado desde que o ministro assumiu, e não tem a ver com o cenário atual de pressão relacionada às supostas trocas de mensagens com procuradores da Lava Jato, que vêm sendo divulgadas pelo site The Intercept Brasil. As conversas teriam acontecido quando Moro atuava como juiz federal em Curitiba. Moro não reconhece a autenticidade das mensagens e tem negado condutas indevidas.

 

(Agência Estado)