O Ibovespa abriu em alta nesta quinta-feira, 14, em meio à expectativa de que o presidente eleito Joe Biden anuncie um novo pacote de econômico ainda hoje. Na última semana, Biden afirmou que o país ainda precisa de estímulos e falou “trilhões dólares” , sem mencionar exatamente a quantidade.
Segundo notícia da CNN americana, com base em duas fontes a par do assunto, o valor seria de 2 trilhões de dólares. O montante deve ser distribuído diretamente a famílias e a fundos locais e estaduais.
Com o otimismo por mais estímulos, os principais índices de ações internacionais sobem nesta manhã, enquanto o dólar perde força contra as principais moedas emergentes, incluindo o real.
Investidores também esperam pelos dados de pedidos de seguro desemprego, referente à primeira semana do ano. A estimativa é que o número de pedidos tenha ficado em 795.000, levemente acima dos 787.000 da última divulgação. Um número pior do que o esperado pode reforçar ainda mais a percepção de necessidade de estímulos. A divulgação está prevista para às 10h30 (de Brasília).
Na Alemanha, o PIB de 2020 fechou com queda de 5% ante expectativa de retração de 5,2%. As estimativas para 2021 é de crescimento de 3,5%,, o que deve adiar para 2022 a volta aos níveis pré-pandemia. Na bolsa de Frankfurt, o índice DAX sobe cerca de 0,2%.
No radar do mercado ainda segue o andamento do processo de impeachment de Donald Trump, aprovado na véspera pela Câmara americana. A conclusão do processo ainda depende do apoio de dois terços do Senado. No entanto, o líder da maioria republicana do Senado, Mitch McConnell, sinalizou que não deve dar andamento ao processo até a posse de Biden, em 20 de janeiro – o que esfria os temores sobre protestos de apoiadores de Trump, como os da última semana.
No período da tarde, por volta das 14h30, as atenções devem se voltar para o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, que pode dar mais pistas sobre até quando vão os estímulos por meio de recompra de títulos no mercado. Também são esperados comentários sobre os efeitos da pandemia na maior economia do mundo.
Na bolsa, as ações da Vale (VALE3) impulsionam o Ibovespa, com alta de mais de 1%, enquanto as da Petrobras (PETR3 e PETR4) pressionam negativamente, em linha com a desvalorização do petróleo.
No mercado de câmbio, o dólar se desvaloriza contra as principais moedas emergentes em meio ao otimismo por estímulos. Depois de fortes desvalorizações na última semana, o real chega a seu terceiro pregão seguido de apreciação.
Setor que tradicionalmente recebe atenção especial do governo por conta do valor agregado à economia e do impacto sobre o emprego, a indústria automotiva foi beneficiada com R$ 69,1 bilhões em incentivos fiscais da União entre 2000 e 2021, em valores corrigidos pela inflação.
Levantamento feito pela Folha a partir de dados da Receita Federal mostra que, embora tenha um número reduzido de empresas em atuação no país, o setor aparece na lista dos maiores gastos tributários do governo federal.
Para este ano, a conta estimada de incentivos federais para o setor automotivo está em R$ 5,9 bilhões, cerca de 2% de todos os benefícios concedidos pelo governo. O valor seria suficiente, por exemplo, para pagar mais uma parcela de R$ 300 do auxílio emergencial a aproximadamente 20 milhões de pessoas.
Em 2021, o governo estima que o total do chamado gasto tributário —quando abre mão de receber algum imposto ou contribuição— será de R$ 307,9 bilhões. Quase um quarto desse volume diz respeito ao Simples Nacional, programa que simplifica e reduz a cobrança para mais de 12 milhões de pequenas empresas.
Na lista de benefícios concedidos pelo governo federal e que são maiores do que os do setor automotivo, também aparecem a agricultura e agroindústria, setor altamente pulverizado, com R$ 32,7 bilhões em benefícios em 2021, ou 11% do total.
Logo abaixo, estão entidades sem fins lucrativos (R$ 29,3 bilhões), a Zona Franca de Manaus (R$ 24,2 bilhões), medicamentos e equipamentos médicos (R$ 14,4 bilhões) e a área de informática e automação (R$ 6,6 bilhões).
Além da ajuda federal, as montadoras também recebem benefícios dos governos regionais. Na guerra tributária travada com o objetivo de atrair a instalação dessas fábricas, estados oferecem descontos na cobrança de impostos dessas companhias, majoritariamente multinacionais com matriz instalada fora do Brasil.
Em São Paulo, que concentra parcela expressiva do parque industrial do país, a renúncia fiscal prevista pelo estado em 2021 para o setor automotivo é de R$ 343 milhões.
A indústria automobilística vive uma crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, que derrubou a venda de veículos no país. As vendas iniciaram processo de recuperação no segundo semestre de 2020, mas terminaram o acumulado do ano em queda.
Os emplacamentos de veículos leves e pesados caíram 26,2% em 2020 na comparação com 2019, segundo dados do Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores). O resultado foi melhor do que o esperado pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).
A baixa mais recente do setor, com impacto relevante sobre o mercado nacional e sobre os empregos, foi anunciada pela Ford nesta segunda-feira (11). A montadora informou que, depois de um século em atuação no país, vai encerrar todas as atividades fabris no Brasil ainda neste ano.
O número de demissões pode chegar a 5.000 no país e na Argentina, mas o fim da produção dos veículos no Brasil também traz impacto negativo para o restante da cadeia, com empresas que hoje funcionam para atender demandas da Ford.
Serão fechadas as fábricas instaladas na Bahia, em São Paulo e no Ceará. Em 2019, a Ford já havia fechado uma fábrica em São Bernardo do Campo (grande São Paulo).
Além da Receita, a Folha pediu dados específicos de incentivos repassados à Ford em São Paulo, Ceará e Bahia. O único a fornecer a informação foi a Bahia, que afirma ter somado uma renúncia de R$ 948 milhões entre 2018 e 2020 para manter o funcionamento da fábrica da companhia no estado.
As políticas do Brasil para o setor já geraram embates inclusive em organismos internacionais. Em 2016, a OMC (Organização Mundial do Comércio) condenou o Inovar Auto, programa que exigia que as montadoras mantivessem parte da produção no país para usufruir de redução de IPI.
No fim de 2018, no encerramento do governo Michel Temer, foi aprovado e sancionado o Rota 2030, novo programa de estímulo à indústria automobilística para substituir o Inovar Auto, que deixou de existir.
O regime dá incentivos fiscais às montadoras e exige, como contrapartida, o desenvolvimento de novas tecnologias e pesquisas em eficiência energética.
Durante as gestões do PT, o governo também promoveu reduções de IPI para a compra de carros. O objetivo era estimular a economia e incentivar contratações no setor.
Para este ano, o custo do Rota 2030 está estimado em R$ 1,9 bilhão, enquanto o benefício regional deve ter uma renúncia de receitas de R$ 4 bilhões pelo governo federal.
Após o anúncio do fechamento das fábricas da Ford, membros do Ministério da Economia atribuíram a governos anteriores os problemas enfrentados pelo setor.
“Quando assumimos, a indústria vinha em frangalhos, apesar de bilhões gastos por governos anteriores. Temos reduzido o custo Brasil que herdamos, 22% do PIB. Mas a pandemia impediu que nossas ações surtissem efeito a tempo”, disse o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa.
Em texto publicado na Folha nesta terça, o economista e ex-ministro da Fazenda da gestão petista Nelson Barbosa rebateu as afirmações.
“Acho esta crítica injusta com Fernando Henrique e Antônio Carlos Magalhães [presidente da República e governador da Bahia, respectivamente, quando a fábrica de Camaçari foi instalada], que levaram a Ford para Bahia mediante fortes incentivos estaduais e federais”, disse. “O incentivo deve ser temporário, pois as empresas têm que andar com suas próprias pernas a partir de algum momento. Esta foi a lógica das políticas automotivas dos governos Lula e Dilma”.
Em nota, a Anfavea informou que focou esforços para sugerir uma política industrial de longo prazo e vem alertando o governo sobre a necessidade urgente aprovar reformas para reduzir o custo Brasil.
“A reforma mais fundamental é a tributária, que precisa num primeiro momento simplificar o caos tributário, e num segundo reduzir a carga de impostos que é uma das mais elevadas do mundo”, disse, sem comentar os incentivos recebidos pelo setor.
O presidente Jair Bolsonaro comentou com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada sobre a saída da Ford do Brasil depois do fechamento de três montadoras. Além de lamentar a perda de empregos, o presidente destacou que a empresa omitiu que queria dinheiro público para continuar no país, “Faltou a Ford dizer a verdade. Querem subsídios”.
“Vocês querem que continuem dando vinte bilhões de reais para eles, como fizeram nos últimos anos? Dinheiro de vocês, do imposto de vocês?”, questionou Bolsonaro. “Deu lucro, o cara fica. Não deu lucro, o cara não produz mais aquilo, fecha”, acrescentou.
O presidente também destacou que o país tem apresentado melhora no mercado formal de trabalho e citou os 414.556 postos de emprego criados no país em novembro de 2020, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
A decisão da Ford de encerrar produção de veículos no Brasil foi anunciada na segunda-feira, 11. Entre os motivos apontados pela empresa está o cenário econômico nacional agravado pela pandemia. Cerca de cinco mil empregos serão perdidos.
A Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (13) um prêmio acumulado de R$ 12 milhões.
As seis dezenas do concurso 2.334 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.
De acordo com a Caixa, o valor do prêmio principal, caso aplicado na poupança, renderia no primeiro mês mais de R$ 13 mil. O valor da aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.
O salário mínimo de R$ 1.100 anunciado pelo governo federal para o ano de 2021 ficou abaixo da inflação do ano passado, de acordo com os números divulgados pelo IBGE nesta terça-feira.
O piso foi reajustado tomando como base uma inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 5,22%. Essa era a previsão do governo para o índice em 2020, no fim do ano passado.
O IBGE calculou, por outro lado, que o INPC fechou o ano em 5,45%. Para não haver perda inflacionária, o valor do salário mínimo teria de ser reajustado para R$ 1.101,95 neste ano – ou R$ 1.102 após o arredondamento.
O INPC mede a inflação de famílias com rendimento mensal de um a cinco salários, cuja pessoa de referência é assalariada. É o índice que reajusta também os benefícios do INSS acima do mínimo.
Como não há política de reajuste para o salário mínimo, ele vem sendo corrigido apenas pela inflação. A Constituição determina que o piso seja tenha “reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo”.
No ano passado, o governo anunciou, inicialmente, um reajuste do salário mínimo de R$ 998 para R$ 1.039. Entretanto, após o resultado da inflação de 2019, o valor foi elevado para R$ 1.045.
O reajuste do salário mínimo tem um impacto direto nas contas públicas. Cada um real a mais no piso nacional representa um aumento de R$ 351 milhões nas despesas federais. A diferença ocorre porque a maior parte das aposentadorias do INSS são atreladas ao mínimo.
Com isso, um reajuste R$ 2 menor que a inflação representa uma economia R$ 700 milhões aos cofres públicos.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) fechou 2020 com alta de 5,45%, o maior desde 2016, quando subiu 6,58%. O resultado superou o percentual alcançado em 2019: 4,48%. Em dezembro, o INPC avançou 1,46% frente a alta de 0,95% do mês anterior.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou hoje (12) o indicador, essa elevação foi a maior variação mensal desde janeiro de 2016 (1,51%) e a maior variação para um mês de dezembro desde 2002 (2,70%). Em dezembro de 2019, a taxa foi de 1,22%.
O INPC é calculado com base em famílias com rendimento de um a cinco salários mínimos, tendo como referência a pessoa assalariada e residentes nas áreas urbanas das regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju, além do Distrito Federal.
Peso dos alimentos
Em dezembro, os preços dos produtos alimentícios avançaram 1,86%, enquanto em novembro registraram 2,65%. Movimento diferente dos não alimentícios que apresentaram alta de 1,33%, após elevação de 0,42% em novembro.
O IBGE informou ainda que todas as áreas pesquisadas apresentaram aumento no mês. O menor percentual foi o de Aracaju (0,89%), influenciado pelas quedas de 2,22% nos preços de aparelhos telefônicos e de 2,92% nos do pão francês. São Luiz foi a área onde houve o maior índice, com alta de 2,09%, impactado, principalmente, pelo avanço de 10,82% no preço das carnes.
INPC acima do IPCA
O gerente da pesquisa, Pedro Kislanov, destacou que tanto no acumulado do ano quanto na comparação mensal, o INPC ficou acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
“Isso é explicado, em grande medida, pelo peso de alimentação e bebidas na cesta de produtos e serviços das famílias, que é maior no INPC do que no IPCA. Habitação também tem peso maior, especialmente por causa da energia elétrica”, afirmou.
O IPCA encerrou 2020 com alta de 4,52%, que, conforme o IBGE, é a maior desde 2016, quando ficou em 6,29%. Em dezembro, o indicador, também divulgado nesta terça-feira no Rio de Janeiro, junto com o acumulado do ano, acelerou para 1,35%, que é a variação mais intensa desde fevereiro de 2003. Lá tinha sido de 1,57%. É também a maior para um mês de dezembro desde 2002 (2,10%).
O INPC avalia o poder de compra dos salários, por meio da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento.
A coleta é realizada em estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços, concessionárias de serviços públicos e internet, durante os dias 1º e 30 do mês de referência.
indústrias; fábricas,Obras de construção do edifício sede do SENAI, construção civil
O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) encerrou 2020 com alta de 10,16%, o que significa 6,13 pontos percentuais a mais que em 2019, quando registrou 4,03%. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou o resultado hoje (12) é a maior taxa da série com desoneração, iniciada em 2013. Em dezembro de 2020, a elevação no índice ficou em 1,94%, superando em 0,12 ponto percentual a taxa do mês anterior, que tinha sido de 1,82%. Em dezembro de 2019, o resultado foi de 0,22%.
O custo nacional para o setor habitacional por metro quadrado, medido pelo Sinapi, passou para R$ 1.276,40 em dezembro. Nesse valor, R$ 710,33 se referem aos materiais e R$ 566,07 à mão de obra. Em novembro, o custo havia sido de R$ 1.252,10.
Para o gerente da pesquisa, Augusto Oliveira, a série foi muito impactada, a partir de julho, pelas altas sequenciais das parcelas dos materiais. “Em agosto, percebemos que a parcela dos materiais se descolou da outra parcela que compõe o índice, que é a da mão de obra, exercendo uma influência muito grande sobre o agregado”, comentou.
A maior variação mensal de 2020 em dezembro foi apresentada pela parcela dos materiais. Os 3,39% no mês mostram alta de 0,24 ponto percentual em relação ao mês anterior, quando ficou em 3,15% e de 3,52 pontos percentuais frente a dezembro de 2019. Neste período houve recuo de 0,13%. A parcela da mão de obra ao registrar taxa de 0,18%, caiu 0,07 ponto percentual em relação ao mês anterior, quando era de 0,25% e 0,41 ponto percentual em relação à taxa de dezembro de 2019 (0,59%).
Na visão do gerente da pesquisa, a pandemia de covid-19, ainda que por razões diversas, explica, em parte, as elevações no segmento de materiais. “Pequenas obras, feitas em casa, aqueceram o mercado durante a pandemia e esta demanda interferiu na oferta de materiais. Indústrias foram afetadas com limitação de pessoal ou de oferta de matéria-prima. Várias situações de mercado, em um período atípico, levaram a um quadro de aceleração dos preços no segmento de materiais e insumos da construção civil, em especial aço, cimento e condutores elétricos, dentre outros”, observou.
Nos materiais, a alta no acumulado no ano de 2020 ficou em 17,28%, enquanto em 2019 foi 4,54%. Já a parcela do custo com mão de obra, chegou a 2,33%, contra 3,47% no ano anterior.
Regiões
Conforme o IBGE, a Região Nordeste foi a que teve maior variação regional em dezembro (2,37%) e o maior resultado acumulado em 2020 (12,50%). Os resultados foram influenciados pela alta significativa na parcela dos materiais. No Norte houve alta de 1,75%, no Sudeste de 1,69%, no Sul de 2,27% e de 1,35% no Centro-Oeste.
Por metro quadrado, os custos regionais ficaram em R$ 1.289,71 no Norte, em R$ 1.201,17 no Nordeste, em R$ 1.319,86 no Sudeste, em R$ 1.335,31 no Sul e em R$ 1.260,87 no Centro-Oeste. A pesquisa mostrou que Roraima, com alta de 3,41%, ficou com a maior taxa em dezembro de 2020. Já no acumulado do ano, foi a Bahia que apresentou a maior taxa (17,08%), registrando o maior acumulado da parcela dos materiais (28,09%).
Sinapi
O objetivo do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil é a produção de séries mensais de custos e índices para o setor habitacional, e de séries mensais de salários medianos de mão de obra e preços medianos de materiais, máquinas e equipamentos e serviços da construção para os setores de saneamento básico, infraestrutura e habitação.
O Sinapi é elaborado pelo IBGE em conjunto com a Caixa Econômica Federal. A responsabilidade da coleta, da apuração e do cálculo é do Instituto. A Caixa, cabe a definição e manutenção dos aspectos de engenharia, como projetos e composições de serviços. “As estatísticas do Sinapi são fundamentais na programação de investimentos, sobretudo para o setor público. Os preços e custos auxiliam na elaboração, análise e avaliação de orçamentos, enquanto os índices possibilitam a atualização dos valores das despesas nos contratos e orçamentos”, explicou IBGE.
A prefeitura de Belo Horizonte (MG) publicou, hoje (8), no Diário Oficial do município, um decreto desautorizando o funcionamento, por tempo indeterminado, de atividades consideradas não-essenciais, como lojas de roupas, salões de beleza, centros automotivos, entre outras.
Assinado pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD), o Decreto nº 17.523 também estabelece os horários de funcionamento dos estabelecimentos autorizados. Entre as atividades liberadas estão padarias, supermercados, farmácias, postos de gasolina, entre outros (veja quadro com a lista completa e os respectivos horários de funcionamento).
Tabela de horário de funcionamento de atividades essenciais em Belo Horizonte – Reprodução/Diário Oficial de Belo Horizonte
As novas medidas entram em vigor na próxima segunda-feira (11). No decreto, a prefeitura afirma que as restrições foram decididas após a análise dos indicadores epidemiológicos que apontam para o recrudescimento do número de casos na cidade, levando em conta a capacidade da rede de assistência local.
Kalil já tinha antecipado a decretação de um novo lockdown (bloqueio) para tentar conter a disseminação do novo coronavírus e o aumento do número de casos da covid-19 na última quarta-feira (6). Na ocasião, o prefeito informou, pelas redes sociais, que a capital mineira chegou “ao limite da covid-19” e que, após uma reunião de governo, foi orientado a tomar a decisão de editar um decreto fechando todos os serviços não essenciais da cidade.
“Chegamos no vermelho. O comerciante tem que se preparar, porque sexta-feira soltaremos um decreto voltando a cidade à estaca zero. São números impressionantes, houve uma importação de doença surpreendente. Temos casos de famílias inteiras, que passaram o Natal juntos, infectados e internados”, acrescentou.
De acordo com o mais recente boletim epidemiológico divulgado pela secretaria municipal de Saúde, até esta quinta-feira (7), Belo Horizonte contabilizava 66.916 casos confirmados da doença – dos quais 3.890 permaneciam em acompanhamento – e 1.923 mortes. A ocupação de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) destinados a pacientes com a doença chegou a 85%, enquanto a ocupação de leitos de enfermaria estava na casa dos 62%.
O primeiro lote com três milhões de seringas e agulhas destinadas à vacinação contra Covid-19 será entregue na sexta-feira pela empresa SR, após encontro entre as três fabricantes e o Ministério da Saúde, realizado ontem. Na reunião, o governo solicitou a entrega emergencial de 30 milhões de seringas e agulhas até final de janeiro, mas não definiu o valor do pagamento. E isto não aflinge as companhias, afirma o diretor da SR, Luiz Antonio Saldanha Rodrigues.
“O que menos preocupa é o valor que o ministério vai pagar. O importante é a seringa chegar antes da vacina. Trabalho há mais de 30 anos com o Ministério da Saúde e sei que eles não vão fazer nada antiético nem vão aproveitar uma situação dessa para dar balão na indústria nacional. Agora é o momento de se trabalhar juntos”, afirma Rodrigues.
No primeiro leilão realizado no dia 28, o governo conseguiu comprar apenas 2,4% exatamente porque o valor proposto estava abaixo do que as empresas pediam. De acordo com Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos (Abimo), o Ministério da Saúde ofereceu um valor completamente defasado de 13 centavos por seringa, e as companhias pediam entre 22 e 48 centavos dependendo do item.
O edital para a compra das 300 milhões de seringas e agulhas deve sair na próxima semana. A nota do Ministério da Saúde sobre este lote emergencial, em que informa que fará a requisição dos produtos “na forma da lei”, não criou temor no setor, afirma Rodrigues.
“Como órgão público, o governo não pode firmar compromissos nem fazer acordos, há órgãos fiscalizadores. Foi proposto isto para as empresas como medida cautelar e de forma pacífica. O governo está imbuído em dar valor às industrias nacionais”.
O auxílio emergencial, pago a mais de 66 milhões de brasileiros no ano passado, representou uma massa salarial ampliada em 326 bilhões de reais, segundo um estudo inédito do banco Santander.
O Benefício Emergencial para Preservação do Emprego e da Renda (BEM), que permitiu a redução da jornada de trabalho e do salário com o objetivo de preservar empregos, também contribuiu para esse resultado. De acordo com o Ministério da Economia, o BEM atendeu 10 milhões de trabalhadores e 1,5 milhão de empresas.
Não fossem os programas de auxílio à população e às empresas, a perda de massa salarial ampliada, que inclui todas as fontes de renda dos trabalhadores, teria sofrido uma queda de 6,6% em 2020, de acordo com o levantamento do Santander. Com o pagamento dos benefícios, houve um aumento de 2,8% da massa salarial no ano passado, que somou 916,25 bilhões de reais.
Com o fim dos benefícios, a previsão para este ano é de uma queda de mais de 60 bilhões de reais da massa salarial ampliada. “A retirada dos programas já era prevista, por se tratar de uma questão emergencial de 2020, e sinaliza uma vontade do governo de arrumar a questão fiscal, mas não deixa de ter um impacto no cenário macroecônomico”, analisa Lucas Maynard, economista do Santander.
Ainda assim, a expectativa é de uma alta no consumo das famílias de 2,1%, ante uma queda de 4,3% no ano passado, de acordo com o Santander. As projeções, no entanto, dependem de uma série de fatores, entre eles a intensidade da segunda onda da covid no país, o início do calendário de vacinação e a questão fiscal. O desemprego também deve entrar nessa equação.
“Muitas pessoas que não procuraram trabalho em 2020, em função do fechamento da economia e do recebimento do auxílio, devem fazer isso em 2021, engrossando a taxa de desemprego”, diz Lucas Maynard, economista do Santander.
O aumento no número de casos do coronavírus é outro fator de preocupação. Caso o crescimento de internações hospitalares em razão da pandemia atinja níveis semelhantes aos observados nos Estados Unidos, na Europa, no Japão e em outros países, é possível que Estados e munícipios tenham que restringir a circulação de pessoas e o funcionamento de determinadas atividades.
Nas regiões do país mais atingidas pela segunda onda da covid, esse temor já vem se tornando uma realidade. O governo do Amazonas decretou nesta segunda-feira, dia 4, o fechamento de todos os serviços não essenciais – a medida é válida por 15 dias.
“A tendência é que mais medidas restritivas sejam tomadas com o novo avanço da pandemia no Brasil, como já aconteceu em outras partes do mundo”, avalia Christopher Garman, diretor para as Américas da consultoria Eurasia. “O impacto da retirada do auxílio emergencial e o tamanho da segunda onda no Brasil são os principais fatores que devem impactar a economia e a política no país este ano”, afirma.
Há ainda outros motivos de incerteza, como a pressão inflacionária e os reajustes que deverão ser praticados pelo setor de educação, represados no ano passado. A intenção de investimento das empresas também está em pauta.
Nas próximas semanas, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) deverá lançar o levantamento do apetite por inversões das empresas do setor previstos para este ano. “Com dados como esses em mãos, será possível ter uma noção mais clara sobre o comportamento da economia em 2021”, diz Renato da Fonseca, gerente-executivo de economia da CNI.
Em um cenário positivo, a continuidade da recuperação econômica e o bom encaminhamento da questão fiscal, com uma possível atração de investimentos, devem compensar a retirada do auxílio. “A aprovação da reforma administrativa e tributária também deverão acrescentar elementos estruturantes”, afirma Fonseca.
Do lado negativo, não há mais espaço para gastos com medidas extraordinárias para fazer frente a um eventual novo impacto do coronavírus sobre a economia. “O Brasil gastou mais do que outros países emergentes nesse sentido e a conta socioeconômica provavelmente terá que ser paga este ano”, diz Garman.
O secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, afirmou hoje que o Brasil não está quebrado, como disse o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nesta manhã em conversa com apoiadores. Sachsida ressaltou, entretanto, que a situação fiscal é delicada. A declaração foi dada durante entrevista à CNN.
“[O Brasil não está quebrado] de maneira alguma, de jeito nenhum. O presidente Bolsonaro apenas usou um jargão popular para expressar uma situação. No momento não é possível dar novos benefícios tributários”, defendeu Sachsida. “O que o presidente falou é algo de amplo conhecimento de todos: a situação fiscal do país é delicada”.
Durante a manhã, em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que não conseguiu ampliar a isenção do Imposto de Renda, uma promessa de campanha, por causa da pandemia do novo coronavírus, que atrapalhou os planos econômicos do governo.
“Chefe, o Brasil está quebrado, não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do Imposto de renda? (mas) teve nesse ano (2020) esse vírus potencializado pela mídia que nós temos”, afirmou Bolsonaro a um apoiador.
Para Sachsida, a fala do presidente mostra um “compromisso com a estabilidade macroeconômica”.
“O que o presidente deu foi uma tremenda declaração em defesa da consolidação fiscal. Pessoalmente, acho que esse tipo de declaração mostra para todo o mercado que o presidente está comprometido não apenas com uma agenda de reformas, mas com a agenda de consolidação fiscal”.
O Banco do Brasil anunciou a venda de 1.404 imóveis com descontos que podem chegar a 70%. A oferta abrange casas e apartamentos com valores que variam de R$ 15 mil a R$ 21,7 milhões.
A campanha de venda tem previsão de seguir até o dia 15 de janeiro. Informações sobre os imóveis podem ser obtidas por meio deste site.
A Região Nordeste é a que concentra maior número de imóveis à venda, com 590 unidades e descontos de até 65%. Em seguida está a Centro-Oeste: 349 imóveis e descontos de até 70%.
O banco informou que, em 2020, vendeu 770 imóveis decorrentes de créditos concedidos a inadimplentes. Destes, 684 foram por meio da plataforma Seu Imóvel BB. As outras vendas foram feitas por meio de leilão online ou por venda direta.
“Para dar segurança ao comprador, o BB garante o pagamento de todas as despesas vinculadas ao imóvel até a transferência da propriedade ao comprador, como impostos, taxas de energia, água e gás e condomínio”, informou, por meio de nota, o banco.
Para acessar o site do Banco do Brasil com as ofertas de imóveis, clique aqui.
Portal AgroBB
Desde abril do ano passado, o banco disponibilizou um outro portal – o AgroBB –, que é dedicado exclusivamente à venda de imóveis rurais.
Há nesse portal o portfólio de cerca de 100 propriedades em todo o território nacional, com valores que vão de R$ 11 mil (terreno) a R$ 48 milhões (fazenda).
Em meio a uma nova onda de lockdowns em países europeus e a instabilidade política nos Estados Unidos, o dólar começou 2021 com forte alta, aproximando-se dos R$ 5,30 em alguns momentos. A bolsa de valores, que operou em alta durante a manhã, não sustentou os ganhos e fechou em baixa.
O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (4) vendido a R$ 5,268, com alta de R$ 0,079 (+1,53%). Num dia de fortes oscilações, a cotação chegou a cair para R$ 5,12 por volta das 9h15, mas disparou durante a tarde. Na máxima do dia, por volta das 16h50, chegou a R$ 5,28.
A volatilidade também foi sentida no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou o dia aos 118.858 pontos, com recuo de 0,13%. Pela manhã, o indicador chegou a bater recorde e superar os 120 mil pontos, mas não conseguiu manter o ritmo, influenciado pelo cenário internacional.
O aumento global de casos de covid-19 e o ritmo lento de vacinação em alguns países alimentaram o clima de pessimismo. Hoje, o Reino Unido decretou lockdown total no país até meados de fevereiro para conter a disseminação da variante do novo coronavírus mais contagiosa que as anteriores.
O clima político nos Estados Unidos, com a realização do segundo turno para as eleições do Senado na Geórgia, também influenciou os mercados. Os três principais índices que compõem o mercado em Wall Street afastaram-se dos recordes recentes e fecharam em forte queda. O Dow Jones (das empresas industriais) caiu 1,27%, o S&P 500 (das 500 maiores empresas) perdeu 1,49%, e o Nasdaq (das empresas de tecnologia) recuou 1,48%.
A Petrobrás reajustou em 5% o valor da gasolina e em 4% o óleo diesel S10 e S500. O anúncio foi feito ontem pela estatal, com vigência a partir de hoje (29).
Com a medida, o preço médio da gasolina da Petrobras vendida para as distribuidoras aumentou R$ 0,09 e passou a R$ 1,84 por litro. No acumulado do ano, houve redução de 4,1% no preço da gasolina. Segundo a estatal, em 2020 foram feitos 41 reajustes nesse combustível, sendo 20 aumentos e 21 reduções no valor.
Para o óleo diesel, o valor para as distribuidoras aumentou R$ 0,08, chegando a R$ 2,02 por litro. O diesel acumula queda de 13,2 % no ano, em um total de 32 reajustes, com 17 aumentos e 15 reduções no valor.
Dados divulgados na manhã desta terça-feira, 29, pelo IBGE, mostram que a taxa de desocupação no Brasil subiu 0,5 pontos percentuais no trimestre de agosto a outubro de 2020 em relação ao de maio a julho. Agora, são 14,3% de desempregados — o que equivale a 14,1 milhões de pessoas desocupadas. O número é 2,7 p.p. maior que o registrado no mesmo período de 2019 (11,6%). Já o nível de ocupação representa 84,3 milhões de pessoas — 2,8% a mais em relação ao trimestre anterior e 10,4% menor que o mesmo período do ano passado.
Em relação à subutilização, a taxa caiu 0,7 p.p. e atingiu 29,5% da população em relação ao trimestre passado. Em número de pessoas, são 32,5 milhões de subutilizados — sem variação significativa em relação ao mesmo trimestre de 2019. Quanto a população na força de trabalho (98,4 milhões) subiu 3,4% em relação ao período de maio a julho e caiu 7,6% em relação ao ano passado. Dos empregados, 29,8 milhões de pessoas estão sob regime de carteira de trabalho assinada no setor privado — 10,4% menor que o mesmo trimestre de 2019. Os sem carteira assinada representam 9,5 milhões — menos 20,1% no mesmo período. Já os que trabalham por conta própria representam, hoje, 22,5 milhões de pessoas. Em relação ao rendimento médio real habitual, ele está estável em R$ 2.529 — 5% maior que em 2019.
Quanto aos setores, a ocupação cresceu em quatro dos dez agrupamentos se comparado ao trimestre anterior: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,8%), Indústria (3,0%), Construção (10,7%) e Comércio e reparação de veículos automotores (4,4%). Já em relação ao mesmo período de 2019, a ocupação recuou em oito dos dez grupamentos: Indústria (-10,6%), Construção (-13,7%), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-11,2%), Transporte, armazenagem e correio (-13,4%), Alojamento e alimentação (-28,5%), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (-4,0%), Outros serviços (-20,4%) e Serviços domésticos (-25,4%).