Skip to main content

Campanha de Vacinação Antirrábica 2024 começa em Natal. Confira locais

Foto: SMS

Natal inicia a Campanha de Vacinação Antirrábica 2024 com imunização para cães e gatos a partir desta segunda-feira (10), seguindo até 31 de agosto. A Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS), por meio da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), oferece as vacinas no esquema porta a porta e nos pontos fixos de vacinação distribuídos na cidade.

O imunizante está disponível para cães e gatos sadios com idade a partir de três meses que não tenham feito nenhum tratamento farmacoterápico nos últimos 30 dias, e para animais que ainda não tenham recebido a vacina antirrábica no ano de 2024. A estimativa é que 103.887 animais possam receber a imunização no município, com a campanha tendo como meta imunizar cerca de 80% desse público.

“A vacinação contra a raiva é de extrema importância para manter os animais protegidos contra a doença e evitar casos graves que podem levar inclusive à morte e a transmissão para humanos. Então convidamos os tutores a procurarem um dos pontos para manterem a saúde do seu animal de estimação em dia.”, comenta Chilon Batista, secretário de Saúde de Natal.

Até maio de 2024 foram notificados seis casos de morcegos positivos para o vírus da raiva no município, o que serve de alerta, pois os quirópteros estão cada vez mais domiciliados, convivendo mais próximos do homem e consequentemente com seus animais de estimação, que estão expostos ao risco de contraírem a doença.

ONDE VACINAR

A vacinação vai acontecer por duas estratégias: por meio de pontos fixos de vacinação distribuídos pelos cinco Distritos Sanitários da cidade, e pela vacinação na modalidade porta a porta, onde a equipe de Agente de Combate às Endemias (ACE), percorrem bairros selecionados para realizar a imunização da população animal. “Estamos iniciando a vacinação porta a porta por bairros que possuem um maior adensamento animal. A intenção é que essa estratégia seja ampliada durante a campanha para os outros locais da cidade”, reforça Jan Pierre Araújo, chefe da Unidade de Vigilância de Zoonoses da SMS Natal.

A raiva é uma zoonose, doença que pode ser transmitida dos animais para o homem, como do homem para os animais. É uma doença infecciosa viral aguda grave e pode ser transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio de mordida, arranhões ou lambedura desses animais, podendo levar à morte se não descoberta e tratada a tempo. Postos fixos de vacinação (de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 16h)

Norte I
UBS Pajuçara, localizada na Rua Barão dos Cocais, s/n, no bairro Pajuçara.

Norte II
UBS Panatis, localizada na Rua Milton Servilha Brito, 994, Conjunto Panatis, bairro Potengi.

Sul
UBS Satélite, localizada na Rua das Carnaúbas, 7789, no bairro Pitimbu

Leste
UBS São João, localizada na Av. Romualdo Galvão, 891, no bairro Tirol

Oeste
Policlínica Oeste, localizada na Av. Pernambuco, 251, no bairro Cidade da Esperança. Vacinação Porta a Porta (de segunda a sexta-feira, das 7h às 13h)

Norte I
Bairro Pajuçara

Norte II
Bairro Nossa Senhora da Apresentação

Sul
Bairro Planalto

Leste
Bairro Alecrim

Oeste
Bairro Felipe Camarão

Festa junina termina em tiroteio e correria em Parnamirim

Foto: reprodução

Uma festa junina terminou em tiroteio e correria na cidade de Parnamirim na madrugada de domingo (9). De acordo com testemunhas, dois homens que iniciaram a briga no final da festa começaram a efetuar os disparos. Eles não eram conhecidos no bairro, afirmaram pessoas que estavam no evento.

Conforme informações da polícia, após a reação de um segurança em acabar com a confusão, um veículo até o momento não identificado passou na rua e os ocupantes atiraram. Apesar do susto ninguém se feriu.

Policiais militares do terceiro batalhão foram acionados, mas o veículo com os suspeitos não foi localizado.

A festa, que acontece todos os anos, com participação também de políticos e representantes do município, é organizada por vizinhos que afirmam nunca ter acontecido algo relacionado a isso no local.

Com informações de Ranilson Oliveira

Audiência na Câmara de Natal discute futuro do tratamento do lixo no município

A Câmara Municipal de Natal realizou na última sexta-feira (7), uma audiência pública, proposta pelo vereador Daniel Valença (PT), para discutir sobre o tratamento dos resíduos sólidos na capital do estado. O foco foi esclarecer sobre o futuro do serviço na cidade diante do encerramento do contrato de concessão com a empresa que administra o aterro sanitário, além de medidas para mitigar os impactos do lixo.

O vereador narrou um histórico sobre o serviço na cidade com os contratos de concessão que se estendem há várias gestões. Para ele, o lixão no bairro de Cidade Nova foi reativado em 2019, sob o nome de estação de transbordo, faltando também transparência sobre o funcionamento e gestão do aterro sanitário de Ceará-Mirim.

“O que temos é que o contrato de concessão vai acabar no próximo mês e até agora não teve transparência ou diálogo com a população e o legislativo sobre qual será a política de tratamento dos resíduos sólidos na cidade”, declarou Daniel Valença.

Algumas dúvidas foram levantadas no encontro, como destacou o engenheiro e consultor Aluízio Aguiar: “O ponto mais crucial é que o aterro de Ceará Mirim está a menos de 5 km do aeroporto. Haverá licença de renovação pelo Idema? Haverá segurança de operação aeroportuária? Vai continuar tratando resíduos da mesma forma? Há triagem? Por que não adotar a reciclagem? Resíduo sólido não é mais só lixo, é também dinheiro quando bem manejado.”

Contudo, nenhum representante da gestão municipal ou das empresas que operam na coleta e tratamento do lixo na cidade compareceram. Os participantes da audiência, entre os quais, trabalhadores da reciclagem, ativistas ambientais e especialistas, destacaram que quando bem gerido, o lixo pode trazer benefícios como a conservação da biodiversidade, desenvolvimento e estabilidade econômica, fortalecimento da saúde pública, redução da poluição, podendo ainda mitigar efeitos climáticos.

A professora do Instituto Federal do Rio Grande do Norte, Régia Lúcia, avaliou que faltam investimentos e programas para reciclagem e educação ambiental, que poderiam mudar a forma como a população se comporta em relação ao lixo. “Precisa diminuir o que vai para os aterros. Mas as leis que tratam do controle e descarte do lixo ficam só no papel. Existe, mais recente, o Plano de Saneamento Básico que trata da gestão de resíduos sólidos, com metas e prazos. Temos que investir na redução, reutilização e reciclagem e, somente aí, encaminhar ao aterro”, pontuou a professora.

Texto: Cláudio Oliveira
Fotos: Lorena Veríssimo

85% das vítimas de Stalking no Rio Grande do Norte são mulheres

Foto: Marcos Serra Lima/g1

Caracterizado por um conjunto de comportamentos que visam monitorar, controlar, assediar ou intimidar uma vítima, causando sofrimento emocional e psicológico, o “Stalking” é um crime freqüente, mesmo antes da Lei 14.132/21, que inseriu no Código Penal o artigo 147-A, denominado “crime de perseguição”. As vítimas tem sido, em sua maioria, mulheres. Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed/RN), no Rio Grande dio Norte foram registrados 327 casos nos primeiros quatro meses deste ano.

Os stalkers podem agir em diversos ambientes, dentro ou fora do mundo virtual, e contra diversas faixas etárias, inclusive, contra menores de idade. Na última quinta-feira (6), por exemplo, um homem de 39 anos foi preso por perseguir uma adolescente todas as vezes em que ela saía da escola, a acompanhado até sua residência em Touros, cidade da região Leste do RN. A jovem chegou a sofrer com transtornos psicológicos e até relatou aos seus familiares o surgimento de pensamentos suicidas. A vítima teve pedido de medida protetiva foi atendido, mas isso não intimidou o agressor, que continuou perseguindo-a. Com isso, teve a prisão preventiva expedida.

Mesmo antes da lei contra o stalking ser sancionada, denúncias contra a prática criminosa eram feitas. A fisioterapeuta Emilly Rachel diz que sofreu uma perseguição obsessiva por pelo menos três meses em 2020. A primeira abordagem do agressor ocorreu onde no ambiente de trabalho. Ele teria agido com simpatia, mas não demorou a mudar o comportamento. “Eu acabei passando meu número, mas disse que não tinha nenhum interesse em relacionamento. Ele passou a me mandar mensagens frequentemente, além de me ligar”, relata.

Mesmo com as negativas, o stalker continuou a mandar mensagens a qualquer hora do dia, insistindo para engatar um relacionamento. Além disso, Emilly também passou a ser observada por ele ao redor do campus, se posicionando nos lugares por onde ela costumava passar.

Ao avisar à segurança do seu local de trabalho, não foi levada a sério por considerarem a atitude do stalker como inofensiva. As perseguições só pararam quando houve o isolamento social em virtude da pandemia da covid-19.

As mulheres representam 85% das vítimas, segundo a Sesed/RN. Para a psicóloga Carol Dias, isto se decorre de questões como as normas de gênero e machismo, já que o stalker, na maioria das vezes, é alguém que não aceita o fim do relacionamento ou a negativa da vítima. Ele não aceita a perda de poder sobre a mulher. Então ele passa a exercer esse poder de outras formas, como aterrorizar a vítima, além de querer saber onde a vítima está ou com quem está, em uma atitude possessiva e de obsessão”, analisa a psicóloga.

Tribuna do Norte

À cata do vento

Marcelo Alves Dias de Souza Procurador Regional da República Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

Na região londrina de South Kensington – bairro chique, por sinal –, precisamente no encontro da Cromwell Road com a Exhibition Road, ficam alguns dos melhores museus da capital do Reino Unido: o Victoria and Albert Museum (o maior e melhor museu de artes decorativas do Mundo, posso afirmar), o Natural History Museum e o Science Museum.

Na nossa estada em Londres para o feriado de Páscoa, decidimos levar o pequeno João, em dias encarrilhados, para conhecer dois desses museus, o de História Natural e o de Ciências. Tenho certeza de que, por mais maravilhoso que seja o Victoria and Albert Museum, João, com os seus cinco anos ainda incompletos, não está muito interessado em arte decorativa.

O Natural History Museum, começando pelo belíssimo prédio, é fantástico. É programa para toda a família, com seus dinossauros gigantes, suas baleias e outros grandes mamíferos, seus vulcões e meteoros e uma infinidade de coisas mais. Algumas atrações são “de verdade”; outras, claro, como um insólito terremoto, simulações. Tudo é muito explicadinho. Instrutivo mesmo. A pegada do Science Museum é a mesma, apenas direcionado para a ciência do homem. Invenções de todo tipo, casa, carros, navios, aviões e computadores, viagens espaciais, energias sustentáveis, conquistas da matemática e da medicina, laboratórios ilustrativos e muito mais, tudo junto mas não misturado. Muito interativo para as crianças. A visitação a ambos é gratuita. Maravilha!

Aproveitamos bastante – João, em especial – os passeios. Chegar aos museus é facílimo. A estação do tube de South Kensington é bem pertinho das atrações. Curtimos toda a tarde do nosso primeiro dia em Londres no Museu de História Natural. Já na manhã do segundo dia, que passamos no Museu de Ciências, nos livramos, agradavelmente abrigados e distraídos, de uma daquelas inconvenientes chuvas londrinas. Saímos quando o céu deu uma trégua. A rua ao derredor da estação de metrô é simpaticíssima. Cheia de pequenos restaurantes. Comemos uma massa. João devorou suas batatas fritas. Eu ainda achei uma pequena mas charmosa livraria, a South Kensington Books, onde comprei um livro de divulgação científica (gênero literário que adoro), “Scientifica Historica: how the world’s great science books chart the history of knowledge” (Ivy Press, 2019), de Brian Clegg. Deu tudo certíssimo.     

Mas o meu objetivo hoje não é bem elogiar – ou não é só esse – as visitas aos museus londrinos. Quero aqui muito mais “protestar” em prol de um museu brasileiro, sito em São Paulo capital, que, asseguro, pouco deixa a desejar aos congêneres estrangeiros: o Museu Catavento, inaugurado em 2009, também dedicado às ciências e à sua divulgação.

A excelência do Museu Catavento começa pelo seu prédio, o outrora Palácio das Indústrias, depois sede da prefeitura, que é belíssimo. Lá uma exposição conta a história da edificação. Mas o seu acervo também é maravilhoso. Gigante. Tem de tudo: planetas e estrelas, vulcões e terremotos, aviões e submarinos, ciência, educação e interatividade. É um espaço do poder público, administrado – e muitíssimo bem cuidado – pelo estado de São Paulo. E a entrada é gratuita. Viva!

Entretanto, talvez pelo nosso alegado “complexo de vira-lata”, é comum enaltecermos –  e visitarmos, se nos dada a oportunidade – apenas os museus estrangeiros. O que é nosso é desmerecido e até mesmo desconhecido. Eu mesmo, tendo morado/estudado em São Paulo, até outro dia sequer tinha ouvido falar do Museu Catavento. Só ficamos sabendo da sua existência por intermédio de um amigo de Natal que havia acabado de levar o filho lá.

De toda sorte, o pequeno João nos deu mais uma lição. Na sua inocência, acho que ele gostou muito mais do museu paulistano do que dos congêneres londrinos. Lembro-me dele pulando da Terra para o Sol, metendo a mão nos meteoros e de cabelos em pé na sua experiência com a eletricidade. Talvez porque intuitivamente entendendo o português ali escrito e falado, ele estava mais feliz – aliás, curioso e excitado talvez sejam termos mais justos. No nosso museu, ele correu solto à cata do vento e das suas muitas histórias. 

Marcelo Alves Dias de Souza
Procurador Regional da República
Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL
Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

“PEC das Praias” pode estimular a competitividade do turismo no RN

Foto: Magnus Nascimento

A PEC nº 3/2024, que autoriza a União a vender os chamados terrenos de marinha, localizados próximos das praias, lagoas e rios, pautou o debate público nas últimas semanas e vem dividindo opiniões. A proposta ficou conhecida como PEC das Praias, embora o texto não trate especificamente de acesso ao mar nem a faixas de areia. Defensores da proposta, em tramitação no Senado, dizem que o texto vai facilitar o registro fundiário e a geração de empregos. Segmentos do turismo sugerem discussões aprofundadas e destacam que a medida já vem sendo aplicada em outros países. Enquanto isso, ambientalistas veem risco de agravamento da crise climática.

A PEC em questão transfere os terrenos de marinha, mediante pagamento, aos seus ocupantes particulares e, gratuitamente, quando ocupados por estados ou municípios. Apesar do nome, os terrenos não pertencem à Marinha do Brasil. Na verdade, são as áreas situadas na costa marítima, aquelas que contornam as praias, ilhas, margens dos rios e das lagoas, em faixa de 33 metros medidos a partir da posição da linha imaginária do preamar (maré cheia média). A faixa foi estabelecida pela Carta Náutica de 1831.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte (ABIH-RN), Abdon Gosson, diz que os hoteleiros veem a PEC como uma boa oportunidade, desde que todos os critérios regulatórios sejam obedecidos. O argumento é de que com a possível extinção do pagamento das cobranças de foro, taxa de ocupação e laudêmio (transferência de propriedade), o Brasil poderia ter mais competitividade turística frente a outros países. Gosson destaca que a visão é consensual entre os empresários da hotelaria. “Isso é uma prática que já acontece em diversos países. Estados Unidos, Canadá, na Europa, no Extremo Oriente. No México o exemplo é Cancún, que tem centenas de hotéis e todos têm a propriedade dessas áreas”, conta o presidente da ABIH/RN.

Para critérios específicos, como hotéis, resorts, cassinos, outras instituições, ele diz que a medida é muito bem aceita pelo turista do mundo. “Nessa PEC permanece com a União as praias, demais terrenos de marinha, áreas específicas. Não é qualquer área. Então, se for baseado nesse princípio e com essas condições, nós concordamos plenamente para uma melhoria significativa e elevar o padrão de qualidade do turismo”, pontua.

A PEC sugere retirar a obrigatoriedade de pagamento de taxa à União por pessoas que ocupam essas áreas. Além disso, esses territórios poderiam ser transferidos a entes privados mediante pagamento. Atualmente, o imóvel é compartilhado entre o morador ou ocupante, que detém 83%, e a União, com 17% da área. De acordo com o governo, existem cerca de 500 mil imóveis no País classificados como terrenos de marinha, dos quais em torno de 271 mil aparecem registrados em nome de responsáveis únicos (pessoas físicas e jurídicas).

O presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes Bares e Similares do Estado (SHRBS), Habib Chalita, diz que é preciso cautela e que o tema deve ser discutido exaustivamente, com foco na viabilidade sustentável. “Isso precisa ser debatido com a população local porque se vier acontecer ou não, tem que se prestigiar a sustentabilidade, o meio ambiente, dar acesso à população. São vários fatores que precisam ser colocados na mesa para que ninguém possa sair perdendo”, pondera Chalita.
Habib Chalita: discussão ampla que envolva toda a sociedade – Foto: emanuel amaral/arquivo tn

Ele reforça que o mesmo acontece fora do Brasil, mas os países trabalham exaustivamente com a população local, a proteção ao meio ambiente. “Não é um tema que seja discutido em seis meses porque isso envolve a população, a iniciativa privada que gera emprego e impostos e, principalmente, o meio ambiente. Não estou aprovando nem desaprovando, estou sugerindo o debate em exaustão em todo o litoral brasileiro”, frisou.

Polêmica nas redes sociais
No fim de semana passado, o tema ganhou holofotes após um embate virtual nas redes entre a atriz Luana Piovani e o jogador de futebol Neymar, após ela publicar vídeos em suas redes pedindo que as pessoas fossem contrárias à PEC. Neymar foi associado à questão por uma parceria que fechou com uma incorporadora, a Due, em um projeto anunciado como “Caribe Brasileiro”, que cota com imóveis de alto padrão em uma área de 100 quilômetros entre os litorais de Pernambuco e Alagoas. A incorporadora Due, parceira do atacante, nega que a PEC vá beneficiar seu empreendimento.

As duas celebridades, no entanto, trocaram farpas. Por um lado, Luana chamou Neymar de “péssimo cidadão, pai e marido”, além de “mau caráter”. O jogador, por sua vez, respondeu, entre outras coisas, que a atriz é “maluca” e a acusou de querer “lacrar na internet”. O surfista Pedro Scooby, ex-marido de Piovani também se pronunciou sobre a desavença pública entre ela e o amigo dele. Scooby se declarou contra o assunto, em postagem no Instagram, após Luana ter lhe cobrado um posicionamento público.

Controvérsia no Senado
A PEC das Praias, que já foi tema de audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 27 de maio, despertou controvérsias entre os debatedores, além da grande repercussão nas redes sociais. O senador Jorge Kajuru (PSB-GO) citou a tragédia do Rio Grande do Sul como efeito das mudanças no clima mundial.

Ele disse que os senadores precisam conhecer com clareza o que a PEC pode trazer à sociedade e ressaltou que na faixa costeira localizam-se ecossistemas de alta relevância ambiental, como manguezais, manchas residuais da mata atlântica, restingas, dunas eólicas e recife de corais. “Os terrenos de marinha são aliados estratégicos fundamentais para adaptação à crise climática e preservação desses ecossistemas”, sublinhou o parlamentar.

Já o senador Eduardo Girão (Novo-CE) propôs convidar para o debate uma série de autoridades da União, dos estados e dos municípios. Girão também chama a atenção para a polêmica em torno do tema: ele considera que o texto da proposta deve ser aperfeiçoado, mas contestou os argumentos de que a PEC resultaria na privatização das praias. “Talvez, essa opinião seja fruto da falta de um melhor conhecimento sobre o conteúdo da PEC ou, em alguns casos, de simples má-fé no sentido de imputar interesses escusos aos interessados na sua tramitação exitosa”, avalia Girão.

Tribuna do Norte

Celular só aos 14 anos: movimento de mães defende infância sem smartphone

Foto: GettyImages

Um grupo de mães de São Paulo decidiu criar um movimento para adiar o acesso de crianças e adolescentes aos smartphones. A iniciativa, que ganhou o nome de Movimento Desconecta, propõe que os pais façam um acordo entre si e só presenteiem os filhos com celulares a partir dos 14 anos. Já as redes sociais seriam liberadas apenas depois dos 16 anos.

O movimento é inspirado em ações parecidas de outros países, como a Wait until 8th e Smartphone Free Childhood, dos Estados Unidos e Reino Unido respectivamente, e leva em consideração uma série de pesquisas que alertam para os riscos do uso excessivo de telas e redes sociais entre crianças.

A ideia brasileira surgiu em abril, em uma escola particular de São Paulo. Cofundadora do movimento, Camila Bruzzi explica que ela e outras mães perceberam que, por mais que quisessem adiar a entrega de smartphones aos filhos, a decisão seria dificultada se outras crianças ao redor tivessem acesso ao celular.

“Caiu a ficha do quanto essa questão social é determinante para esse momento em que o pai e a mãe dão o celular para a criança. Então a gente pensou: ‘Se o grande motivo é que todo mundo tem, isso a gente consegue influenciar’.”

A partir daí, teve início um debate sobre o tema com outros pais por meio de um grupo de WhatsApp. Em pouco tempo, a ideia de criar um “grande acordo” para adiar a entrega dos smartphones ganhou força entre eles e acabou furando a bolha do colégio.

As mães também defendem que as escolas se tornem “zonas livres de telefones celulares” e que as crianças possam brincar livremente para promover a interação social.

Camila explica que o Movimento Desconecta não prega a exclusão total das telas, mas entende que adiar a presença do smartphone na infância é uma forma de equilibrar o uso das tecnologias.

Metrópoles

Começam as inscrições online para o “Seminário Preparatório do PSDB”

Encontro online será direcionado para pré-candidatos, assessores e lideranças municipais.

O PSDB do Rio Grande do Norte mobiliza os pré-candidatos tucanos nos 133 municípios, com intuito de participar do “Seminário Preparatório para Eleições Municipais: Venha vencer com o PSDB!”. Este é o maior evento de capacitação de pré-candidatos, promovido pelo PSDB Nacional e pelo Instituto Teotônio Vilela (ITV). Será uma oportunidade de aprender diretamente com os líderes políticos e com especialistas em estratégias, redes sociais e legislação eleitoral.

Tudo será online e transmitido pelo You Tube. As inscrições já iniciaram através do link: seminario.itv.org.br . O evento será realizado nos dias 17, 18 e 19 de junho. O seminário será virtual, transmitido pelas redes do ITV e do PSDB, e está previsto para 18h30 às 20h30, aproximadamente. É totalmente focado para quem deseja aprender as melhores estratégias de comunicação para uma campanha eleitoral.

“Serão momentos para falar em estratégias e planejamento de campanha, ministrado pelo professor Marcelo Vitorino, nome de referência no marketing digital. A professora Natália Mendonça vai focar nas Redes sociais e impulsionamento de conteúdo. Já Gustavo Kanffer, advogado com experiência em direito público, eleitoral, partidário, legislativo e atuação no STF, STJ e TSE há 18 anos, discutirá conhecimento detalhado da legislação eleitoral”, explica o jornalista Rodrigo Rafael, diretor do Instituto Teotônio Vilela (ITV), Seção Estadual do Rio Grande do Norte.

A presença será virtual e participação ativa de todos será possível já que um Link do Seminário será disponibilizado via You Tube, para cada pré-candidato e assessor ter a oportunidade de aprender e participar de forma tranquila, sem perder suas agendas nos municípios onde atuam.

 

CNJ decide pela abertura de processos disciplinares contra desembargadores e juízes da Lava Jato

Nesta sexta (7/6), o CNJ se posicionou, majoritariamente, em favor da abertura de processos disciplinares contra desembargadores e juízes que atuaram na Lava Jato.

A decisão representa uma enorme vitória da sociedade e um marco histórico fundamental no desmascaramento do projeto político de poder lavajatista, contra o qual muito lutamos desde o início.

O ministro Salomão, corregedor nacional de Justiça e relator dos processos, foi a figura central desse embate, posicionando-se com densidade técnica, coragem e independência na elaboração de seu notável voto que apontou as graves violações de deveres funcionais dos magistrados, a despeito da resistência de forças pró lavajatismo no curso do julgamento. Importante frisar que quem optou pelo plenário virtual não foi o ministro Salomão, mas o ministro Barroso, presidente do colegiado.

Além dessa investigação administrativa, nos próximos dias, a Polícia Federal e o Ministério Público deverão receber o aguardado relatório de correição, que certamente implicará a instauração de investigação para apurar os crimes cometidos por Sérgio Moro, Gabriela Hardt e a trupe de procuradores amestrados liderados por Dallagnol – peculato, corrupção e infrações administrativas.

A farsa lavajatista está finalmente desmascarada e as punições que virão haverão de marcar para sempre esses personagens nefastos da história recente do país, restaurando de vez a normalidade democrática e fortalecendo ainda mais o sistema de Justiça.

Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados.

Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay
Roberta C. R. Castro Queiroz
Marcelo Turbay Freiria
Liliane de Carvalho Gabriel
Álvaro Guilherme Chaves
Ananda França de Almeida.

Confira o vídeo abaixo!

 

Com Flávio José e Dorgival Dantas, Mossoró Cidade Junina começa valorizando cultura nordestina

No “Mossoró Cidade Junina”, o São João mais cultural do mundo, a tradicional música nordestina tem espaço assegurado. Na primeira noite de shows do Polo Estação das Artes Poeta Elizeu Ventania, uma das principais atrações foi o cantor e compositor paraibano Flávio José, que trouxe no seu repertório canções que marcaram gerações e continuam a tocar corações por todo o Brasil.

Já nesta sexta-feira (8), um dos artistas mais aguardados é o “poeta” Dorgival Dantas. Natural de Olho D´água dos Borges (RN), o cantor, compositor, instrumentista e produtor musical promete mais uma vez emocionar o público, como tem feito ao longo de sua carreira, levando o xote para todo o país, com letras que falam de amor.

Além de Dorgival, se apresentam nesta sexta na Estação das Artes o mossoroense Alex do Acordeon, também valorizando ritmos nordestinos; a banda Bonde do Brasil e o artista Wesley Safadão.

Na abertura da programação na Estação das Artes, além de Flávio José, subiram ao palco o mossoroense Efrain Lima, o trio Raí Saia Rodada, Zezo Potiguar e Luan Estilizado (À Vontade) e Nattan.

Salatiel de Souza recebe adesão do PSDB em Parnamirim

Partido mostrou unidade e força para as Eleições 2024

Na noite desta sexta-feira (7), o PSDB de Parnamirim fez um workshop com seus pré-candidatos a Câmara Municipal, onde o partido aproveitou e anunciou o apoio à pré-candidatura do comunicador Salatiel de Souza (PL), a prefeito. Os tucanos tem o presidente da Câmara, Wolney França e os vereadores Professor Ítalo e Marquinhos da Climep, além dos mais de 20 nomes que vai concorrer. O deputado Taveira Júnior e o pré-candidato a vice, Homero Grec também prestigiaram o momento.

“PSDB é um dos maiores partidos de Parnamirim, e também do Estado. Recebo esse apoio com muita alegria e considero fundamental. Estamos juntos e vamos somar com todos, para construir um projeto de desenvolvimento”, afirmou Salatiel de Souza.

O presidente da Câmara Municipal, Wolney França agradeceu a todos por esse momento. “O PSDB hoje tem três cadeiras na Câmara, e a nossa meta é ampliar essa representação. Salatiel é o nome que escolhemos para continuar o trabalho e avançar com novas ações”, enumerou Wolney França.

Já o Professor Italo, que tem um trabalho na área de educação defendeu a decisão. “São mais de 140 mil eleitores em Parnamirim. O PSDB, através dos seus pre-candidatos conseguem penetrar em todas os bairros da nossa cidade. A gente acredita que Salatiel e Homero vão entender os anseios e os projetos em defesa da população”, explicou o vereador.

Ônibus desgovernado com turistas invade casa em Pipa

Ônibus desgovernado atingiu casa em Pipa nesta sexta-feira (7) - Foto: Reprodução
Ônibus desgovernado atingiu casa em Pipa nesta sexta-feira (7) – Foto: Reprodução

Um ônibus desgovernado destruiu o muro da residência e invadiu uma casa no início da tarde desta sexta-feira (7) na Praia de Pipa, em Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte.

De acordo com testemunhas, o veículo teria ficado sem freio e, em vez de fazer conversão à direita, seguiu em frente a atingiu a casa.

O acidente aconteceu perto do atacarejo Grupo Pai e Filho, e há informações de pelo menos 20 pessoas dentro do ônibus no momento do ocorrido, sendo a maioria turistas. Apesar do susto, não há informações sobre feridos.

Câmara de Parnamirim vai realizar Audiência Pública sobre regulamentação de professores de artes marciais e esportes de combate

A Câmara Municipal de Parnamirim irá discutir, na próxima segunda-feira (10), a ‘Regulamentação da Profissão de Professor de Artes Marciais e de Esportes de Combate’. O evento será realizado no Plenário Dr. Mário Medeiros, às 9h, a pedido do vereador Thiago Fernandes.

A Casa Legislativa convida a população de Parnamirim a participar do debate, assegurando a transparência e promovendo a cidadania.

*Serviço*

Audiência Pública

O que: Discutir sobre a ‘Regulamentação da Profissão de Professor de Artes Marciais e de Esportes de Combate’.

Data: 10/6/2024 (segunda-feira)

Horário: 9h

Local: Plenário Dr. Mário Medeiros

Diretor de Comunicação | Canindé Pereira | 84 99628-4679

Derrotas em série no Congresso evidenciam falhas de Lula na articulação

Em mais de quatro décadas como figura pública, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sempre foi considerado um expert da articulação política. Sua capacidade de diálogo com os divergentes, forjada desde os tempos de líder sindical em São Bernardo do Campo (SP), rendeu-lhe a fama de “encantador de serpentes”. Somado a um amplo apoio popular, isso contribuiu para que tivesse uma relativa tranquilidade nas relações com o Congresso em suas duas primeiras gestões. Na versão 3.0, entretanto, o petista chegou ao poder com margem estreita de votos e, no cargo, vê sua popularidade em queda antes de chegar à metade do mandato. Para piorar, tem a menor base parlamentar desde a redemocratização e interage com uma Câmara e um Senado pulverizados e inclinados à direita.

Até aqui, o alardeado poder de sedução do presidente não fez nenhuma mágica na articulação política, campo no qual enfrenta grandes dificuldades. Os sinais têm sido dados desde o início do governo, mas nos últimos dias ficaram mais evidentes com uma sequência de derrotas. Os parlamentares derrubaram o veto de Lula à suspensão das saidinhas de presos e mantiveram o do ex-presidente Jair Bolsonaro à criminalização de fake news em períodos eleitorais. Na sessão, marcada por críticas à articulação e acusações de quebra de acordos, o governo só salvou o veto ao restabelecimento do calendário para pagamento de emendas parlamentares.

Apesar de não ser o primeiro golpe (e provavelmente não será o último), o governo sentiu. Lula imediatamente retomou as reuniões semanais com representantes da Fazenda e da Casa Civil e líderes no Congresso, como o deputado José Guimarães e os senadores Jaques Wagner e Randolfe Rodrigues, além de Alexandre Padilha, em tese o ministro responsável pelas conversas e acordos com o Congresso. O presidente prometeu entrar na negociação política e convocou ministros a fazer o mesmo. O recado foi para os filiados a siglas que comandam pastas na Esplanada, mas se comportam como independentes nas votações, como Republicanos, PP, PSD e União Brasil. O Executivo tentou minimizar as derrotas e atribuiu os reveses ao caráter ideológico das pautas. “Nada do que aconteceu nas sessões do Congresso surpreendeu os articuladores do governo”, disse Padilha.

Parte das dificuldades de Lula reside no fato de ter um governo dividido. O alicerce dele foi construído sobre onze partidos, muitos deles pouco alinhados ideologicamente ou com o projeto político do petista. Um dos casos emblemáticos é o do União Brasil, detentor de três ministérios. Segundo a Quaest, a sigla tem uma das menores taxas de adesão a pautas do Planalto, com 46,7% (veja o quadro). Na questão das saidinhas, só a ex-ministra Daniela Carneiro votou com o governo entre os 58 deputados da legenda. Além de postos na Esplanada, o União Brasil é o quarto partido que mais recebeu verba via emendas parlamentares. A mesma boa condição ao dividir poder e dinheiro abrange outras siglas infiéis, como o Republicanos. Ao mesmo tempo que sonha com o apoio de Lula para eleger o seu cacique, Marcos Pereira, a presidente da Câmara, a legenda dá só pouco mais da metade dos votos de seus deputados ao governo.

A infidelidade também se explica por outro interesse: o eleitoral. Boa parte das siglas não só atua de forma independente, como articula para enfrentar Lula em 2026. É o caso do União Brasil, que tem o governador Ronaldo Caiado (Goiás) em campanha ao Planalto. Ou o PP, cujo presidente, Ciro Nogueira, é o articulador dos convescotes da direita que tenta viabilizar um anti-Lula para a eleição. Fora isso, legendas como o MDB e o PSD (que também tem um pré-presidenciável, o governador paranaense Ratinho Junior) caminham com um pé em cada canoa e planejam condicionar sua entrada na barca lulista a uma posição mais privilegiada em 2026, como a vaga de vice. Enquanto isso, o MDB prioriza a principal campanha da oposição no país — a da reeleição de Ricardo Nunes em São Paulo —, e o PSD divide o seu tempo entre estar com Lula e ter um papel preponderante no governo de Tarcísio de Freitas, um potencial rival do petista.

A geringonça em que se transformou o Executivo é também um sinal dos tempos. O Congresso que saiu das urnas em 2022 é extremamente fragmentado. Não há um grande partido que garanta maioria a um governo. Em 1994, quando FHC foi eleito, PFL, MDB e PSDB somavam 259 deputados, ou seja, mais da metade da Câmara. Hoje, o maior partido da Casa é de oposição, o PL, com 95 deputados. Já a maior legenda governista é o PT, que tem 68 — somados os aliados de esquerda (PSB, PCdoB, PV, PSOL, Rede e PDT), não dá 130 votos.

Se não bastasse, há uma forte divisão dentro das legendas, o que faz com que os líderes tenham dificuldade para entregar os votos da maioria de seus correligionários. O União Brasil, criado em 2021 a partir da fusão entre PSL e DEM, até hoje não conseguiu uma coesão interna. Enquanto Caiado faz planos para derrotar Lula, outro cacique da sigla, Davi Alcolumbre, negocia espaço no governo e conta com o apoio do Palácio do Planalto para voltar à presidência do Senado. “O Congresso hoje é formado por partidos invertebrados, com chefes locais e sem as lideranças que estruturam a maioria. Neste cenário não há possibilidade de se fazer uma coalizão coerente”, afirma o sociólogo Sergio Abranches, responsável por cunhar o termo “presidencialismo de coalizão”. O cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, tem avaliação semelhante. “Nenhum presidente foi eleito tendo maioria no Congresso, mas, no passado, com um ou dois partidos, ele podia alcançá-la”, afirma.

Também contribuíram para o enfraquecimento da hegemonia do Executivo as mudanças nas emendas parlamentares. A crescente “independência” dos deputados e senadores foi sendo conquistada a partir da apropriação cada vez maior de nacos do Orçamento da União. No governo Jair Bolsonaro, quem deu o tom foi o chamado “orçamento secreto”, um caixa paralelo que permitia aos políticos direcionar livremente dinheiro a suas bases eleitorais. O grande ponto de inflexão, no entanto, foi a expansão das emendas impositivas, que o governo é obrigado a executar. A medida, patrocinada pelo então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, representou dura derrota ao Executivo. Para 2024, o valor reservado a elas será de 53 bilhões de reais — em 2015, ano da mudança, eram 9,7 bilhões de reais. A seu modo, Bolsonaro resolveu o problema da governabilidade entregando poder a Arthur Lira. Lula não tem conseguido isso, mesmo num cenário no qual os partidos de sua base são privilegiados com um grande volume de emendas pagas.

Embora o contexto histórico e político jogue contra o presidente, as dificuldades que ele enfrenta no Legislativo não podem ser atribuídas apenas a isso. Muito da adversidade vem da própria incapacidade e da má organização política do governo. O desempenho de Alexandre Padilha, com quem Arthur Lira nem conversa, é um problema. Outra questão é o fato de as principais lideranças no Congresso serem do PT — como José Guimarães na Câmara e Jaques Wagner no Senado — ou estarem perto de se filiar ao partido, como Randolfe Rodrigues (líder no Congresso). O perfil contrasta com um ministério diverso ideologicamente, tanto que líderes partidários defendem a curiosa tese de que estar no governo não significa ser governista. Por isso, embora ministros tenham se comprometido a atender ao pedido do presidente para atuar no varejo da articulação com os parlamentares de suas legendas, o impacto da medida é visto como baixo por especialistas.

Contribui ainda para a cacofonia generalizada a comunicação deficiente do governo, inclusive de Lula, que se posiciona de forma ambígua em diversas questões. Essa postura, segundo Aldo Fornazieri, professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fespsp), se reflete nos ministérios, onde há forte divergência entre grupos antagônicos, e no PT. “Os erros são fundamentalmente na política. Lula fica nessa dualidade e o governo está desconcertado”, diz. O único “centro de racionalidade”, afirma, é a área econômica, que consegue dar alguma vitória ao governo, em razão do esforço do ministro Fernando Haddad (Fazenda).

Mesmo nessa área estratégica, a atuação não se dá sem percalços. Um exemplo é o da tributação das “blusinhas” — iniciativa de taxar em 20% as compras internacionais de até 50 dólares. O projeto foi aprovado na Câmara, mas esse ponto foi retirado pelo relator no Senado, Rodrigo Cunha (Podemos-­AL), o que provocou a ira de Arthur Lira, que acusou o governo de não conseguir manter de pé os acordos que fecha. Os governistas sentiram o cheiro de crise e conseguiram aprovar a medida na quarta, 5, com um destaque apresentado em plenário. Outro imbróglio à vista envolve a Medida Provisória do PIS/Cofins, editada nesta semana, que deixou um grupo de senadores “furioso”. O texto é mais uma das tentativas do Ministério da Fazenda de compensar as perdas com a desoneração fiscal da folha de pagamento e fazer aumentar a arrecadação federal, mas pode impactar empresas do agronegócio e de combustíveis. “Essa será mais uma derrota do governo”, aponta um senador.

Parlamentares e analistas consideram que as vitórias em pautas econômicas ocorreram porque elas convergiram com interesses da oposição, mas isso pode mudar. “Se os índices econômicos piorarem, esse apoio se evapora”, resume o deputado Mendonça Filho (União Brasil-PE), vice-­líder do bloco que reúne oito siglas, entre elas União Brasil, PP e PDT. Para o governador Ronaldo Caiado, independentemente de a legenda ocupar espaço no governo, o posicionamento em votações se dará sempre pela cartilha do partido. “Como vamos apoiar medidas que giram em torno de gastar mais para o país crescer?”, questiona. Caiado diz que o problema na articulação está em Lula: “Falta comando para mudar os rumos do país, e isso se agrava sob o cenário de deterioração econômica”.

Uma análise bastante comum é que Lula pode dar a volta por cima se conseguir melhorar a sua taxa de aprovação, que está diretamente ligada à capacidade de engrenar um novo ciclo de pujança econômica, algo que parece improvável hoje. Um governo emitindo sinais de que está à deriva será fatalmente a senha para que os partidos com comportamento ambíguo da base pulem de vez do barco. O cenário atual, inclusive, aumenta a especulação sobre a possibilidade de reforma ministerial, uma terapia de choque para tentar rearrumar as forças e a articulação. Por qualquer ângulo que se analise, a conclusão é a de que não há muitos sinais de calmaria em meio ao mar agitado em que se transformou a navegação política de Lula.

Fonte: Veja

Médicos das UTIs em Mossoró relatam salários atrasados desde janeiro Atualizado há 8 horas

Os médicos plantonistas que atuam nas UTIs dos hospitais Tarcísio Maia (HRTM) e Rafael Fernandes, em Mossoró, denunciam que desde janeiro não recebem seus salários, gerando uma situação descrita por um dos médicos como “insustentável”. 

Ontem (6), uma reunião foi marcada no Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed) para discutir a situação. O Sinmed acolheu as queixas dos médicos da cooperativa e garantiu que vai acionar o Governo do Estado na justiça, devido à quebra de acordo entre a Sesap e a cooperativa. Anteriormente, havia um entendimento de tolerância de atraso de três meses, mas com o atraso atual chegando a cinco meses, o sindicato decidiu tomar medidas legais.

ÊXODO MÉDICO

A situação financeira dos médicos tem levado muitos profissionais a deixarem a cidade. Muitos dos profissionais que se formam em universidades como UERN e Ufersa estão se deslocando para outras cidades e estados vizinhos em busca de melhores condições de trabalho e remuneração pontual.

“É uma situação um tanto quanto complicada. Se você não estiver na iniciativa privada, morar aqui fica insustentável”, disse um médico que preferiu não revelar sua identidade.