Polícia investiga morte de menino de 8 anos após disparo dentro de casa em Natal; cena do crime foi alterada e arma não foi encontrada

 

Foto: reprodução.

Uma criança de 8 anos morreu no sábado (20), após ser atingida no rosto por um disparo de arma de fogo dentro de casa, no bairro Guarapes, Zona Oeste de Natal. A vítima foi identificada como Mikellyson Valter Tavares.

Segundo familiares, a mãe e o padrasto haviam saído para comprar pão, deixando Mikellyson e o irmão, de 11 anos, sozinhos na residência. A versão apresentada à polícia é que o disparo ocorreu durante o manuseio da arma pelo irmão mais velho. O caso será investigado pela Polícia Civil.

A criança foi socorrida e levada à UPA de Cidade Satélite, mas não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Civil apura as circunstâncias do caso, incluindo como a arma chegou às mãos das crianças. A mãe, o padrasto e um tio foram ouvidos pela polícia.

De acordo com a Polícia Militar, o padrasto informou ter comprado a arma, de calibre restrito, em Mossoró. O armamento não foi encontrado durante as buscas.

Os policiais localizaram apenas dois carregadores: um com oito munições intactas de calibre 9 mm e outro, de maior capacidade, com cerca de 30 munições.

Segundo a PM, a cena já havia sido alterada quando as equipes chegaram ao local, o que pode dificultar a apuração dos fatos.

“Chegamos lá, inclusive já tinha sido limpada a cena do crime, onde ocorreu a situação do disparo, até então sem saber se foi alguém que disparou ou se a criança mesmo disparou em si própria”, contou o sargento Wendel Fischer.

Morre aos 57 anos Robson Barros, ex-paquito da Xuxa

Foto: reprodução/redes sociais.

Robson Barros, conhecido por ter sido ex-paquito do programa da Xuxa, morreu nesse sábado (20), aos 57 anos. A causa da morte não foi divulgada. A informação foi confirmada por familiares e amigos por meio das redes sociais, onde mensagens de despedida e homenagem foram publicadas. O enterro está marcado para as 14h30, no Cemitério de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.

Conhecido pelo apelido “Rob”, ele fez parte da primeira formação dos Paquitos, grupo de assistentes de palco do programa Xou da Xuxa, um dos mais populares da televisão brasileira nas décadas de 1980 e 1990.

No palco, eles participavam de quadros ao lado da apresentadora, auxiliavam nas dinâmicas do programa e também integravam um grupo musical. Os Paquitos chegaram a realizar apresentações em turnês e eventos ligados ao Xou da Xuxa, que se tornou um fenômeno de audiência entre o público jovem da época.

Entre 1989 e 1992, Robson esteve no programa ao lado de Xuxa, período marcado por grande popularidade e pela consolidação de um formato que unia música, dança e interação com crianças e adolescentes. Além disso, ele também atuou como assistente de palco de Sérgio Mallandro na TV Globo.

Nas redes sociais, amigos e ex-colegas prestaram homenagens. O ex-paquito Alexandre Canhoni lamentou a morte e escreveu: “Que o espírito de Deus console toda a família. Recebi com profundo pesar a notícia do falecimento de Robson, meus sentimentos a toda a família e amigos”.

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Rio Grande do Norte tem 162 mil jovens sem trabalho ou estudo, aponta IBGE

 

Jovens brasileiros sem trabalho ou estudo no Rio Grande do Norte
Em 2025, 21,4% da população potiguar entre 15 e 29 anos se enquadrava na condição de “nem-nem”, segundo a Pnad Contínua. Houve redução em relação ao ano anterior. Dados do IBGE mostram que 162 mil jovens no RN não trabalhavam nem estudavam em 2025.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados que revelam um cenário preocupante no Rio Grande do Norte: 162 mil jovens, com idades entre 15 e 29 anos, não trabalhavam nem estudavam em 2025. Este contingente representa 21,4% da população potiguar nessa faixa etária, conforme apontado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

O grupo considerado “nem-nem” abrange indivíduos que não estavam ocupados e nem frequentavam escola, cursos pré-vestibular, técnicos, de nível médio, normal, magistério ou de qualificação profissional. Apesar da expressiva quantidade de jovens nessa situação, houve uma melhora em relação a 2024, com uma queda de 2,5 pontos percentuais no indicador, que na época registrou 23,9%.

As estatísticas do IBGE também evidenciam uma disparidade de gênero significativa. No Rio Grande do Norte, 25,2% das jovens mulheres se encontravam na condição de “nem-nem” em 2025, marcando uma redução de 5,2 pontos percentuais em comparação com o ano anterior. Entre os jovens do sexo masculino, o índice foi menor, atingindo 17,8%.

A análise dos dados de 2025 revela que a maioria dos jovens potiguares de 15 a 29 anos trabalhava, mas não estudava, compondo 35,2% do total. Outros 31,3% não trabalhavam, mas mantinham os estudos. Apenas uma parcela de 12,1% dos jovens do estado conseguia conciliar simultaneamente trabalho e estudo no período.

Polícia identifica terceiro suspeito no atentado contra o vereador Cabo Deyvison em Mossoró

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte avançou nas investigações sobre o ataque ocorrido na última segunda-feira (15) em Mossoró, que resultou na morte de Alyson Dyego de Oliveira Morais e deixou o vereador Cabo Deyvison (PL) ferido. As autoridades confirmaram a identificação de um terceiro suspeito de participação direta na ação criminosa: Wilson Mariano da Silva Filho.

Com base nos elementos reunidos pelos investigadores, a Justiça potiguar expediu um mandado de prisão preventiva contra Wilson Mariano. Entretanto, desde a autorização judicial, o suspeito não foi localizado e seu nome já consta na lista de foragidos da segurança pública estadual.

Colaboração da população

A investigação, conduzida pela Polícia Civil, segue em ritmo acelerado para desvendar todas as circunstâncias do crime, incluindo a identificação de possíveis mandantes e a extensão da participação de outros envolvidos.

Para localizar o foragido, a Polícia Civil reforça a importância da colaboração popular. Qualquer informação sobre o paradeiro de Wilson Mariano da Silva Filho pode ser repassada de forma totalmente anônima através do Disque Denúncia 181. A corporação garante o sigilo absoluto das fontes.

Grande jogada

Dr. Marcelo Alves Dias

O jogo de azar, em que o ganho e/ou a perda dependem exclusivamente da sorte, é um problema da sociedade desde tempos imemoriais. E falo aqui tanto do jogo proibido por lei como daquele por ela autorizado. Como outrora dizia Lemos Brito, no seu clássico “O crime e os criminosos na literatura brasileira” (Livraria José Olympio Editora, 1946), “ele perverte o caráter, dissipa a riqueza, subjuga todos os pensamentos, esmaga a capacidade de trabalho regular, oblitera a consciência, fazendo-a esquecer os deveres morais, leva ao abandono da família, conduz o funcionário, público ou privado, à prevaricação ou ao desfalque, é germe de todas as infidelidades, terminando muita vez pelo roubo, o homicídio ou o suicídio”.

Não sou totalmente contra o jogo de azar. Acho até que os jogos de Cassino, em lugares turísticos, frequentados por gente com capacidade financeira para ganhos e perdas, devidamente fiscalizados, podem ser uma boa para a economia local e até nacional. Não me tomem, portanto, por uma Dona Santinha. De carolas, quero distância. E acho mesmo que todos os homens devem ter os seus pecados/vícios/defeitos; eles são até mais humanos e melhores por isso. 

O problema está na dimensão que a coisa agora tomou. Agigantou-se deveras. O jogo industrializou-se e, para além disso, tornou-se multinacional. Falo do fenômeno das bets ou casas de apostas online, hoje malditamente amalgamadas ao futebol e que, ao contrário dos cassinos, para onde devemos ir se queremos jogar, entram nos nossos telefones celulares, nas nossas casas, nas nossas vidas, sem pedir qualquer licença. E, não raramente – quem não conhece alguns exemplos?  –, destroem o viciado jogador e famílias inteiras.

Ademais, se outrora, como relatava Lemos Brito, o jogo era o foco de atração “das almas frágeis, dos incomodados à mediana social”, dos que não sabiam “conquistar metódica e gradativamente a felicidade”, que queriam facilmente transpor de um salto todos os obstáculos para a conquista financeira, hoje a coisa é totalmente diferente. Sobretudo ele não trabalha mais majoritariamente nos meios “elegantes”. Como o álcool não é apenas “a champanhe dos casinos, o jogo não se limita [mais apenas] a corromper as classes elevadas”, ele “vai até onde a cachaça” está (…), onde “se reúnem os operários, os pequenos funcionários, os caixeiros, os menores que furtam dinheiro em casa para satisfazer o vício terrível, os pais de família sem escrúpulos que vão deixar nas mãos de espertos os pingues salários destinados ao sustento da esposa e dos filhos”. Vai até onde é pago o mais que necessário Bolsa Família, tirando dessas famílias o indispensável sustento. Tirando também o sustento da economia local, pois o dinheiro dos programas sociais, que deveria ser gasto nos sítios mais pobres do nosso sertão ou das nossas periferias, vai digitalmente acabar nos bolsos dos influencers e dos donos do jogo, que vivem e luxam não se sabe sequer onde.

É por isso que vai aqui um caloroso aplauso ao jogador francês Kylian Mbappé, que teve sua imagem indevidamente associada, sem sua autorização, a uma propaganda de uma casa de apostas/bet. Mbappé, ele mesmo nascido em banlieue/subúrbio/periferia de Paris, sem medo de polemizar, foi assertivamente crítico às bets: “Muitos de nós vimos de bairros onde estas coisas destruíram muita gente. Eu mesmo conheço pessoas que sofreram”.

Mbappé, a quem não desejo sorte em campo contra o nosso Brasil, marcou um golaço fora das quatro linhas.

Marcelo Alves Dias de Souza
Procurador Regional da República
Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL
Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL