O óleo esquentou e o Peixe está fritando no RN

Quem pensava que era esperto e que iria tocar fogo no rio pequeno, para comer peixe frito, perdeu tempo. E tempo é dinheiro! O Diretório Nacional do PSC editou uma Resolução para disciplinar as Eleições em 2020. Com isso, tirou o poder de mando do Coronel Azevedo, presidente da Executiva Estadual papa-jerimum, e beneficiou os municípios que vinham lutando para viabilizar seus projetos políticos.

Existem comentários para todos os gostos, dando conta que a confusão era grande, principalmente nos municípios com mais de 100 mil eleitores. No RN, Natal, Mossoró e Parnamirim terão suas convenções homologadas com o aval da Comissão Especial Nacional do Partido.

O artigo 4, parágrafo segundo da resolução 02/2020, de 18 de março de 2020 – publicada no Diário Oficial da União em 06/04/2020 – moraliza as decisões nos grandes municípios. Em Parnamirim, o terceiro maior município potiguar, o vereador Abidene não terá que bater continência para o Coronel Deputado; tem que fazer uma oração para o irmão Pastor Everaldo, que decidirá sobre o futuro na cidade Trampolim da Vitória. É pra glorificar de pé!!!!

Essa Resolução foi a forma encontrada pela Executiva Nacional de pacificar o clima entre os Diretórios Estaduais, pois as reclamações, com gravações e alguns relatos impublicáveis, resultou nessa tomada de posição. O que restou dessa história foi que uns e outros entraram com pernas de pinto e saíram com pernas de pau. Detalhe: tudo pode acontecer, inclusive nada, pois a eleição ainda não tem data para realização. Abaixo a Resolução.   

Fogo de monturo. O UFC do poder

Na política parnamirinense, não teve pandemia que freasse as atividades, por trás das cortinas, nos bastidores, o clima está pegando fogo… Tem muitos cafés, almoços, jantares e não pode faltar as chantagens, os blefes, as tentativas de extorsão, os gritos, os chifres, as confissões. Tudo isso regado de uma boa conversa, acompanhada da velha cachaça para dar boas ideias… Sim, não podemos esquecer das negociações com os cargos, o famoso toma lá, dá cá. Os participantes dessas atividades, pré-candidatos, parlamentares, ex-parlamentares, prefeito, ex-prefeito, lideranças comunitárias e políticas, estão em pleno vigor, com o povo e pelo povo. Muitos são vítimas e outros nem tantos, mas cada um quer mostrar o seu talento. Mas, na cidade tudo aparenta muita calmaria e paz.

Festa de São João Batista

Padre João Medeiros Filho
O culto a São João Batista é bastante difundido no Brasil. Doze dioceses (inclusive a arquieparquia dos ucranianos de rito maronita, em Curitiba) lhe são dedicadas. É titular de centenas de igrejas e capelas espalhadas pelo país. No período colonial era muito venerado (junto com os anjos e arcanjos) pelos jesuítas. Câmara Cascudo registra esse fato e explica a devoção ao Precursor do Senhor em várias localidades potiguares. Segundo o historiador, aqueles missionários catequisaram Arês e disso resulta o orago de São João naquela comunidade. Os sacerdotes da Companhia de Jesus alternavam os patronos das populações por eles evangelizadas. Por exemplo, em Extremoz, São Miguel foi escolhido como protetor. A freguesia de Assú, de acordo com Cascudo, foi a segunda a ser criada na Província e tem São João Batista como padroeiro. Em Jucurutu, cuja paróquia teve parte de seu território desmembrada do Assú, o patrono original era São Miguel. Naquela região, situam-se São Rafael e São Miguel, ambas próximas de Angicos, cuja denominação primitiva era “Curral dos Padres” (em alusão aos jesuítas, que não se intitulam frades). Mais adiante, em Apodi, erigiu-se um templo dedicado a São João Batista e Nossa Senhora da Conceição. A esta veneração dos discípulos de Inácio de Loyola ao Precursor do Messias acrescente-se a de Dom João VI, igualmente seu devoto.
Desde os primeiros séculos do cristianismo, celebra-se a festa do filho de Zacarias e Isabel. Trata-se do último profeta que precede a vinda do Salvador. Com ele encerra-se o Antigo Testamento. Seu nome significa “Deus é misericórdia” ou “dádiva divina”. Ainda hoje, sua natividade é uma das festas mais populares, especialmente no Nordeste, contando com folguedos e comidas típicas. Reza uma tradição – carecendo de comprovação histórica – que o seu nascimento foi anunciado por meio de uma grande fogueira, pois seu pai ficou mudo, durante a gravidez de Isabel, não podendo se comunicar por palavras. A sua vinda é um importante acontecimento na vida do Povo de Deus. O próprio Cristo o define como “o maior entre os nascidos de mulher” (Mt 11, 11).
Quando se admira alguém, manifesta-se o desejo de aprofundar o conhecimento. Tratando-se de pessoa simples, acessível e sem ares de superioridade, tem-se a sensação de que se está diante de uma pessoa especial. João Batista é uma dessas figuras carismáticas, marcadas de humildade. “É preciso que Ele cresça e eu diminua” (Lc 3, 30), manifestou-se assim a respeito do Salvador. Não desejava aparecer e, por isso, tornou-se asceta no deserto. Um versículo bíblico resume seu desprendimento: “Depois de mim vem Aquele, do qual nem mereço desamarrar as sandálias” (Mt 3, 11). Jamais colocou sua pessoa acima da mensagem. Para João o essencial é o Filho de Deus.
Preparou-se durante anos para pregar o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29). Existem aqueles que saem anunciando Cristo, ao sabor do primeiro entusiasmo, confundindo os ensinamentos do Mestre com seus próprios interesses e ideologia, sem profundidade e convicção. João convidou o povo do seu tempo a rever suas práticas e costumes. Denunciou os erros, a injustiça, corrupção, falta de ética dos governantes de seu tempo e a dissolução dos costumes. Arriscou a sua própria vida. Viveu o que afirmara Tertuliano: “Temer somente a Deus e nunca aos homens”. Ou, como descreve o evangelista: “Não temais aqueles que matam somente o corpo” (Lc 12, 4). Lucas narra a seu respeito: “Crescia e se fortalecia em espírito. Vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a Israel” (Lc 1, 80). João começou sua atividade profética longe dos centros de decisão e poder. Mostra-nos como deve ser a atitude do seguidor de Jesus, sobretudo no Brasil de hoje, onde se zomba do Povo de Deus e há tanta degradação de valores. Seu exemplo de coragem e despojamento permaneça vivo entre nós, especialmente na Igreja cuja missão é pregar a Palavra de Deus! Como ele, Monsenhor Lucas Batista Neto – que hoje aniversaria e cuja primeira paróquia tinha São João Batista como orago – seja por ele abençoado!