Cabelo ok, foto ok, filiação tá ok. Sheilla brota na eleição pra desespero dos adversários

A Guerreira do litoral, a ex-vereadora Sheilla Cristina, que no último pleito obteve cerca de 1.200 votos, sendo a segunda suplente de 5 vereadores, está mais viva do que nunca. Nos últimos dias, mandou mensagens subliminar para a classe política de Parnamirim, quando em suas redes sociais, alterou a foto do perfil, postando a mesma foto utilizada na campanha de 2016. Os correligionários da ex-vereadora se alegraram, houve até elogios, incentivando o retorno da Guerreira à Câmara. Sheilla que tem uma folha de serviços prestada no litoral, respondeu apenas com o ” V ” de vitória, típico de sua história eleitoral. O povo do litoral quer saber se ela vai concorrer nessa eleição. Em 2018, a força política e eleitoral de Sheila foi reafirmada quando apoiou Galeno Torquato, a votação do deputado estadual no litoral foi expressiva. Essa mudança no Facebook de Sheila, seria apenas um flashback ou faz parte de uma estratégia para fortalecer seu nome, visando garantir a reeleição do seu marido, vereador Gustavo Negócio e também do amigo Irani Guedes? Vale lembrar que Sheilla está filiada ao PMB, um partido que não está na base política dos aliados do seu grupo, logo está muito difícil ela disputar o pleito de 2020 nessa situação. Assim, o palpite certeiro do blogdogm é: Sheilla será a maior cabo eleitoral do vereador Gustavo e com certeza será um grande Negócio para o casal.

A solenidade de Corpus Christi

Padre João Medeiros Filho
A Encarnação do Verbo Divino é um grandioso gesto de amor! Mas, Ele quis ir além, plenificando-o misteriosamente no sacramento da Eucaristia. Nesta, Ele se dá ainda mais, transformando elementos materiais em sua própria pessoa. E, assim, consagra o universo, através de três elementos que o representam: pão, vinho e água. A matéria inanimada torna-se suporte da divindade e glória de Cristo ali presente, porém invisível. Somente a fé pode fazer sentir essa teofania temporal, mas permanente, experimentando a presença divina de Cristo, concedida por Deus a seus filhos. Por isso, exclamou Teilhard de Chardin: “A Eucaristia é também a consagração da natureza e do mundo”!
Por essa transubstanciação, Jesus deixa-nos seus dons. Garante-nos a profecia de Isaías, retomada pelo Mestre no Evangelho de João: “Todos vós que tendes sede, vinde à água. Vós que não tendes dinheiro, vinde comprar e comer. Comprai, sem dinheiro, vinho e leite” (Is 55, 1). Eis uma alusão ao alimento espiritual que o Senhor oferece, através de seu Corpo, Sangue e sua doutrina. É verdade que temos sede de justiça, do próprio Deus, às vezes, aparentemente tão distante de nossos sentimentos e vidas. A Eucaristia sacia nossa fome de valores maiores. Quem tem saudades do Senhor, vai buscá-lo na beleza dessa presença eucarística silenciosa. E, embora sem falar, Ele deixa que sua mensagem repercuta no íntimo de cada um de nós que se achega a Ele para mitigar todo tipo de fome e sede.
Como o povo de Cafarnaum, queremos estar com Jesus, interrogá-lo, ouvi-lo e dele aprender os ensinamentos do Pai (Jo 6, 45). Homens e mulheres, jovens e crianças, às margens do lago da Galileia, seguiam e procuravam o Mestre. Escutavam-no com tanta alegria que não sentiam o tempo passar. Estavam famintos e não havia condições de serem saciados naquele local. Cristo realizou, então, o milagre da multiplicação dos pães e se apresentou como o Pão Vivo. A multidão não se conteve e lhe pediu: “Senhor, dai-nos sempre deste pão” (Jo 6, 34). Alimentados com a energia vital da Eucaristia, Pão da Vida, imitemos os discípulos de Emaús. Estes, após reconhecerem o Senhor, “partiram sem demora” (Lc 24, 33) para comunicar o que tinham visto e ouvido.
A Eucaristia é o pão dos viajantes ou peregrinos. É o viático na dimensão semântica do termo. Não apenas para os enfermos, mas sobretudo o alimento dos caminhantes. Vale citar as palavras ouvidas pelo profeta Elias, desanimado, cansado, como muitos de nós, em certos momentos da vida: “Levanta-te e come, porque ainda tens um caminho longo a percorrer” (1Rs 19, 7). Prometeu Jesus: “Não vos deixarei órfãos” (Jo 14, 18), largados à própria sorte. A Eucaristia é presença de Cristo junto aos irmãos. Ele sabia que a convivência é fundamental em nossa existência. Ninguém caminha sozinho. A dimensão do diálogo é de suma importância. Assim, Jesus legou-nos esse memorial, sinal de sua presença. Não quis que padecêssemos de solidão e abandono. Deste modo, fez-se Pão e permanência.
A Eucaristia é antecipação da eternidade, celebração do grande banquete, no qual gozaremos o definitivo de nossa história, ou seja, o encontro sem fim do Pai com os filhos. Ela é Deus, em Cristo, apagando quotidianamente as saudades de nossa pátria e nossas origens. É o plantão da eterna solidariedade e da ternura de Deus, que envia seu Filho para cuidar dos irmãos. É a espera do Divino por nós, o abraço do Infinito que nos é reservado e antecipado, o beijo carinhoso de um Pai discreto e bondoso, que vem silenciosamente para dizer que nos ama e perdoa. Ficamos extasiados diante de um mistério inefável! Várias interrogações podem surgir no coração dos fiéis, que, não obstante, encontrarão paz na intimidade de Cristo. Sustentados pela fé e sua luz, que iluminam os nossos passos na noite da dúvida e das dificuldades, pode-se proclamar, como fizera o poeta Murilo Mendes: “Eu te proclamo grande e admirável eternamente, não porque fizeste o sol para presidir o dia e as estrelas a noite…, mas porque te fazes minúsculo na Eucaristia, tanto assim que qualquer um, mesmo frágil [e pecador], te contém”.