As damas sem mandato estão fora do páreo para compor a chapa de Taveira

A última entrevista que o prefeito Taveira concedeu a imprensa, falando sobre sucessão, deixou claro que queria uma mulher como vice em sua chapa. A partir daí, as especulações começaram a surgir e alguns nomes ganharam a mídia como possíveis companheiras do coronel na eleição desse ano. A secretária de meio ambiente e urbanismo, Fátima Cabral, as empresárias, Ana Sufia Nunes e Daisy Salustino, estavam contadas para serem companheiras de chapa do prefeito Taveira, mas as damas terão que aguardar um novo momento. Em conferência com os vereadores, o prefeito assumiu o compromisso de manter a tradição, deixando para a base a indicação do vice. Na prática, cedendo às pressões do legislativo municipal, a escolha do nome se dará por meio de uma pesquisa em que os vereadores serão avaliados e aquele que mais somar para o fortalecimento da chapa será o escolhido. A tradição vem desde 2008, quando os escolhidos foram os vereadores Batista e Epifânio. Em 2012, foi a vereadora Lucinha, já em 2016, a escolhida foi Elienai. Neste ano, as apostas agora se voltam para os nomes de Abidene Salustino e Kátia Pires. Detalhe, os políticos já firmaram um pacto de união. Eles deixaram claro que qualquer um que for escolhido terá o apoio do outro. Em uma conversa, o vereador Irani Guedes deixou escapar que os companheiros da chapa governista já sinalizaram que apoiarão o colega que representar o legislativo na chapa majoritária, uma vez que isso representa a união dos poderes executivo e legislativo.

Coronavírus: TSE autoriza convenções partidárias virtuais nas eleições 2020

Tribunal Superior Eleitoral (TSE)autorizou nesta quinta-feira (4) a realização de convenções partidárias de forma virtual pelos partidos nas eleições municipais de 2020, em razão da pandemia do coronavírus.

Segundo a decisão, os partidos têm autonomia para utilizar as ferramentas tecnológicas que entenderem necessárias para as convenções.

É nessas reuniões que os partidos definem os candidatos a prefeito e a vereador. As convenções, pelo calendário eleitoral, devem ser realizadas entre 20 julho e 5 de agosto. A eleição está marcada para outubro.

O tribunal respondeu a uma consulta feita por parlamentares. As convenções deverão seguir as regras e procedimentos já definidos pela Justiça Eleitoral.

O relator, ministro Luís Felipe Salomão, decidiu submeter os questionamentos ao plenário do TSE.

Um parecer elaborado pela área técnica da Corte afirmou não haver impedimento jurídico para a realização de convenções partidárias de forma virtual.

Ainda não há a confirmação, por causa da pandemia, de que as eleições municipais serão realizadas de fato em outubro. Por enquanto, a data está mantida. No início de maio, antes de tomar posse como presidente da Corte, o ministro Luís Roberto Barroso afirmou que havia a possibilidade de adiamento. No entanto, Barroso se disse contra o prolongamento dos mandatos dos atuais prefeitos e vereadores.

A mudança na data depende do Congresso. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem defendido que o adiamento, se for feito, seja no máximo até dezembro. Ele também é contra prorrogar mandatos.

(G1)