Ministro de Bolsonaro reclama do apoio de líderes a norma que pune disseminação de fake news

A decisão do Congresso de estabelecer punição pesada a quem deliberadamente espalhar notícia falsa e caluniosa em período eleitoral motivou telefonemas do ministro Luiz Eduardo Ramos (Secretário de Governo) a líderes de centro e centro-direita.

Ramos reclamou do posicionamento desses partidos. Sua atitude não agradou. Alguns políticos lembraram que o governo não tem uma base e que a aprovação da Previdência na Câmara se deu após negociação específica, com começo, meio e fim.

(Painel/Folha de S.Paulo)

Dodge assina nomeação de procuradores eleitorais e incomoda candidatos a PGR

Seguindo tradição adotada no Ministério Público Federal desde 2003, a procuradora-geral, Raquel Dodge, começou a nomear os procuradores-regionais eleitorais escolhidos pela categoria nos estados.

Um detalhe, porém, incomodou colegas que são cotados a para sucedê-la na PGR: as nomeações são para a partir de 1º de outubro, ou seja, quando ela já não estiver mais no posto. Dodge deixa o comando da Procuradoria dia 17 de setembro.

(Folha de S.Paulo)

‘A decisão que tomei me honra’, diz Manuela sobre contato com hacker da Lava Jato

Um mês depois de confirmar ter intermediado o contato do hacker Walter Delgatti Neto com o jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept Brasil, a ex-deputada Manuela d’Ávila (PC do B) disse que não foi sua a decisão de fazer parte dessa história.

Em entrevista à Folha, nesta sexta-feira (29), ela disse que sua participação “não faz uma grande diferença diante dos fatos”.

“A decisão que tomei me honra porque, hoje, o Brasil sabe a partir do trabalho do Glenn, do Intercept e de outros veículos de comunicação, o envolvimento dessas autoridades em crimes horrendos”, afirmou.

Antes de fazer a ponte, porém, a ex-parlamentar disse ter consultado seus advogados —o ex-ministro José Eduardo Cardozo e o criminalista Alberto Toron— para ter segurança jurídica.

Na quarta (28), ela esteve na sede da Polícia Federal em Brasília para entregar seu celular e, na condição de vítima e testemunha, prestar depoimento sobre seu contato com Delgatti, preso sob suspeita de hackear autoridades, como procuradores da Lava Jato.

Hoje à frente do Instituto E Se Fosse Você, de combate à fake news, ela, que foi candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad (PT) nas eleições 2018, diz: “Fui a fonte de um jornalista. Foi só o que eu fiz.”

(Folhapress)

Queiroz vive em São Paulo e teve problemas de saúde agravados, diz revista

 

 

Fabrício Queiroz ganhou status de “desaparecido” desde o começo do ano, depois de ter seu nome envolvido em escândalo financeiro junto ao senador Flávio Bolsonaro (PSL). Seu paradeiro foi revelado nesta sexta-feira (30) pela revista Veja: ele vive em São Paulo, na região do Morumbi, e tem se dedicado a tratar a saúde, que teve problemas agravados nos últimos tempos.

A reportagem de capa da revista, publicada nesta sexta-feira (30), conta detalhes da rotina de Queiroz, principalmente com enfoque em suas idas ao Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Albert Einstein -que oferece consultas e serviços como radioterapia e quimioterapia. Queiroz foi visto no local desacompanhado de familiares ou seguranças, de boné preto e óculos de grau.

De acordo com a revista, Queiroz vive no Morumbi, bairro da zona sul de São Paulo onde fica o hospital Albert Einstein, para onde se desloca de táxi ou carros de aplicativo. Foi no mesmo local que ele foi visto publicamente pela última vez, em 12 de janeiro, quando um vídeo em que ele dançava no hospital viralizou.

Queiroz revelou no fim de 2018 que trata um câncer de intestino, que o levou para cirurgia no fim do ano, pouco depois que o escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro foi revelado. Na ocasião, foi noticiada a movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão em sua conta.

Uma fonte ouvida pela Veja afirma que a cirurgia pela qual Queiroz passou não resolveu o seu tumor. A revista especula que um agravante foi ele ter se descuidado do tratamento para conseguir se manter longe dos holofotes após o escândalo.

Amigo de Queiroz, o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ) afirmou à revista que troca mensagens com o ex-assessor: “Ele escreveu que ainda estava baqueado”.

Procurado pela revista, Fabrício Queiroz não quis dar declarações. Flávio Bolsonaro afirmou que “cabe a ele explicar. Eu também quero saber onde está o Queiroz”. Já a assessoria do hospital Albert Einstein disse que não comentará a reportagem.

(Com informações FolhaPress)

Eduardo Bolsonaro e ministro Ernesto Araújo terão encontro com Trump nos EUA nesta sexta

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (29) que um dos seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), e o ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) viajarão para os Estados Unidos, onde terão um encontro com o presidente Donald Trump.

Ele fez a afirmação em discurso no Palácio do Planalto, durante cerimônia de lançamento de um programa para enfrentamento de crimes violentos.

De acordo com o deputado Eduardo Bolsonaro, ele e o ministro viajam nesta quinta-feira para se encontrar com Trump na sexta-feira (30).

O parlamentar disse que deverá tratar na reunião da recente reunião de cúpula do G7, da preservação da Amazônia e de relações comerciais.

Bolsonaro já anunciou que pretende indicar o filho para comandar a embaixada do Brasil em Washington, mas ainda não oficializou a indicação ao Senado, responsável por aprovar nomes de embaixadores.

Trump já elogiou Eduardo Bolsonaro, e o governo norte-americano deu o aval formal para a indicação dele como embaixador, o chamado “agrément”.

Na cerimônia desta quinta, além de informar sobre a viagem, Bolsonaro agradeceu Trump pela “defesa do Brasil” durante a cúpula do G7 (grupo dos sete países mais ricos), marcada por críticas do presidente da França, Emmanuel Macron, ao aumento das queimadas na floresta amazônica. Bolsonaro e Macron trocaram farpas nos últimos dias em razão do assunto.

“Eduardo Bolsonaro daqui a pouco viaja para os Estados Unidos. Vai se encontrar com o Donald Trump. Eu quero agradecer publicamente aqui o senhor Donald Trump, a sua defesa do Brasil por ocasião do encontro do G7”, disse Bolsonaro.

“Espero que o Ernesto seja bem sucedido na viagem, bem como o Eduardo, nesse encontro nos Estados Unidos. Nosso governo, como mudou a direção, nós vamos cada vez mais nos aproximar de países que servem de exemplo para nós, que têm os índices melhores, levando-se em conta grande parte do mundo. São esses exemplos que devemos procurar”, acrescentou.

O presidente também agradeceu o trabalho de Trump para que o Brasil seja aliado extra-Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte], com benefícios na área de defesa, e para que o país ingresse na a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

(G1)

Sarampo: estados recebem doses extras da vacina tríplice viral

As secretarias de Saúde de todos os estados começaram a receber esta semana as doses extras da vacina tríplice viral, para garantir a imunização extra contra o sarampo em todas as crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias. De acordo com o Ministério da Saúde, 1,6 milhão de doses estão sendo distribuídas.

Desse total, 960 mil e 907 doses foram enviadas para os 13 estados que estão em situação de surto ativo de sarampo. O estado de São Paulo, que concentra 99% dos casos e registra uma morte pela doença este ano, recebeu o maior número de doses (56%).

“A vítima foi um homem de 42 anos, que não tinha recebido nenhuma dose da vacina ao longo da vida, e tinha histórico de comorbidade, ou seja, com um quadro de várias doenças. Nessa faixa etária, a pessoa deve ter pelo menos uma dose da vacina”, informou o ministério.

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, disse que o ministério trabalha para erradicar a doença e recuperar o certificado de eliminação do sarampo no Brasil. “Para isso, a pasta tem atuado de forma integrada com os estados e municípios, para intensificar as ações de cobertura vacinal na rotina, além das vacinações de reforço nas crianças, que é a faixa etária com maior risco para complicação em decorrência da doença, e de bloqueio”, disse.

A vacina tríplice viral está disponível nos mais de 36 mil postos de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Brasil. Ela previne também contra rubéola e caxumba.

(Agência Brasil)

Moro diz que diretor-geral da PF tem sua confiança e permanece no cargo

Em meio a recentes insinuações do presidente Jair Bolsonaro de que poderia trocar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, quebrou o silêncio e afirmou que Maurício Valeixo, atual diretor-geral da PF, vai permanecer no cargo e que tem a sua confiança. No entanto, disse que “as coisas eventualmente podem mudar”. O ministro também afirmou que não é o “chefe da PF”.

Em entrevista para a Globonews, Moro foi perguntado se poderia sair do governo caso Valeixo fosse exonerado e respondeu que isso é uma questão “especulativa” e que, portanto, não cabe a ele responder.

Bolsonaro havia afirmado que “quem manda” é ele a respeito de trocas nos comandos da PF, ao comentar que “ficou sabendo” de que quem assumirá a chefia da Polícia Federal no Rio de Janeiro será o chefe da Polícia Federal no Amazonas, Alexandre Silva Saraiva. A afirmação veio um dia depois de a PF divulgar que o superintendente da corporação em Pernambuco, Carlos Henrique Oliveira Sousa, é quem substituiria o chefe da PF no Rio, Ricardo Saadi.

“O que eu fiquei sabendo… Se ele resolver mudar, vai ter que falar comigo. Quem manda sou eu… deixar bem claro”, afirmou Bolsonaro. “Eu dou liberdade para os ministros todos. Mas quem manda sou eu”, reforçou. “Está pré-acertado que seria lá o de Manaus”, afirmou, sem esclarecer a quem se referia.
Moro não quis comentar a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que nesta terça-feira, 27, anulou a condenação dada por ele quando era juiz federal em Curitiba, no âmbito da Operação Lava Jato, ao ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, Aldemir Bendine. Moro afirmou que, enquanto ministro, não cabe a ele fazer comentários a respeito de uma decisão do STF.

(Exame)

Brecha do caso Bendine leva defesa a também tentar anular condenação de Lula

A defesa do ex-presidente Lula entrou com pedido de anulação das sentenças proferidas pelo ex-juiz Sérgio Moro, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra seu cliente baseada na “tecnicalidade” usada pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça (27) para libertar o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine.

A decisão do STF sobre o caso Bendine foi vista por juristas como uma forma de abrir brecha para a anulação de várias outras sentenças da Lava Jato, principalmente a de Lula. Advogados do ex-ministro José Dirceu e do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, ambos condenados no âmbito da Lava Jato, também já estudam pedir a anulação dos clientes.

A brecha aceita pelo STF não envolve qualquer contestação das provas apresentadas, mas o prazo dado para as alegações finais nos processos. Segundo a defesa, o prazo de Bendine só poderia ser aberto após o prazo dado aos delatores. Esse entendimento foi aceito pelo STF, que anulou todo o processo.Além das condenações do tríplex, que foi confirmada pelo STJ, e do sítio de Atibaia, em que Lula foi condenado a 12 anos e 11 meses pela juíza Gabriela Hardt, a defesa do petista quer também a anulação do processo envolvendo a compra de um imóvel para o Instituto Lula como forma de propina repassada pela Odebrecht, incluindo o apartamento vizinho ao da família, em São Bernardo do Campo.

(Diário do poder)

Davi Alcolumbre recebe hoje o relatório da reforma da Previdência

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), receberá o relatório da reforma da Previdência nesta terça-feira (27). O anúncio foi feito por Davi nas redes sociais na noite desta segunda-feira.

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), responsável por elaborar o documento, fará a entrega ao lado da presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Simone Tebet (MDB-MS) no gabinete da presidência.

“Reafirmo que o Senado, como casa da Federação, está comprometido em fazer desta reforma única que atenda a União, Estados e municípios. Trabalhamos arduamente nos últimos meses para que a Reforma da Previdência seja de todos os brasileiros”, disse Davi no Twitter.

Inicialmente, estava prevista a entrega de um relatório preliminar na última sexta-feira (23), mas Tasso pediu mais tempo devido às audiências públicas realizadas durante a semana na CCJ. Pelo calendário acordado entre os líderes, a apresentação do relatório na CCJ deve ocorrer nesta quarta-feira (28), quando também será concedida vista coletiva para que os integrantes da comissão possam analisar o documento.

(Com informações Agência Senado)

Doação de órgãos: um serviço a Deus

Padre João Medeiros Filho

Dom Helder Câmara, em seu programa “Um olhar sobre a cidade”, levado ao ar pela Rádio Olinda, costumava citar esta frase adaptada de um pensamento de Esopo: “Ninguém é tão pobre que não possa dar, nem tão rico que não possa receber”. Realmente, mesmo após a morte, quando nada mais nos resta como sopro de existência, nossos órgãos poderão salvar vidas ou melhorar o cotidiano de nossos irmãos.

Repercutiu a decisão de Dom Agnelo Rufino, bispo auxiliar de Bombaim, doando seus órgãos, após sua morte. Um dia, do púlpito da catedral, proclamara: “Quero ajudar meus irmãos. Se alguém puder ver através de meus olhos ou utilizar meu rim para viver mais, creio que será um serviço a Deus”. Dom Agnelo promoveu intensa campanha entre seus diocesanos em prol da doação, escrevendo artigos e fazendo palestras sobre o assunto. Aumentou o número de doadores na Índia, mais frequente nas comunidades cristãs. De acordo com as palavras daquele prelado, é importante a conscientização de “que mesmo, após a morte, podem servir a Deus e à humanidade”.

Em outubro de 2014, o Papa Francisco denominou o gesto de doar como: “peculiar forma de testemunho do amor”. O Evangelho declara: “não existe prova maior de amor do que dar a sua vida pelos irmãos” (Jo 15, 13). Os teólogos afirmam que, ao permitir sobrevida com qualidade, vive-se esse princípio evangélico. Em 2018, Padre Gerônimo Dantas Pereira, da arquidiocese de Natal, doou seu corpo para estudo dos alunos do Centro de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

No Brasil, o número de cirurgias de transplantes perdeu um pouco o fôlego com a crise econômica, repercutindo sobre a captação de órgãos. A Coordenação do Sistema Nacional de Transplantes explicou que, nesse contexto, a queda era esperada. Atividades assistenciais acabam sofrendo algum revés. O transplante é, às vezes, um procedimento de alta complexidade e custo elevado. Intervenções que demandam tecnologia mais avançada, encontram dificuldades de realização por falta de leitos, material, centros cirúrgicos equipados, medicamentos, transporte imediato dos órgãos etc. Desta forma, os hospitais de ponta acabam sobrecarregados e têm de replanejar as atividades.

Graças à sensibilidade dos brasileiros, nosso país possui um razoável sistema público de transplantes. O renal é o mais procurado. A Igreja católica aprova a doação e o transplante de órgãos, tecendo elogios a esse ato humanitário (cfr. Catecismo Católico, nº 2296). João Paulo II manifestou-se favoravelmente, em agosto de 2000: “É preciso suscitar no coração de todos profunda consideração da necessidade da caridade fraterna, de um amor que se possa exprimir na decisão de se tornar doador de órgãos.” Ainda como simples sacerdote, Bento XVI tornou-se doador. Em novembro de 2008, dirigindo-se aos participantes do Congresso Internacional sobre Doação de Órgãos, declarou: “A doação é um ato de solidariedade, que oferece ao próximo a esperança para recomeçar”. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, aos 25 de setembro de 2008, afirmou: “Vemos na doação voluntária um gesto de amor fraterno em favor da vida e da saúde do próximo. É uma prova de solidariedade, grandeza de espírito e nobreza humana”. A sociedade brasileira sentir-se-á grata, se a CNBB dedicar uma campanha da fraternidade, versando sobre esse tema.

Há quase dois anos aguardo um transplante de córnea, que deverá ser realizado brevemente. Avalio o sofrimento de quem necessita de um rim, um coração, um fígado etc. para sobreviver. Tenho vivido apenas com um olho, parcialmente obnubilado pela catarata. Isso me tem causado alguns transtornos, como, vez por outra, derramar vinho e água sobre a toalha do altar, colocar comida no prato emborcado e ter que digitar no computador com caracteres grandes. Ora, isso não é o mais grave. Posso me locomover e tenho certa autonomia. Penso nos irmãos que necessitam de um órgão vital. Peço que rezem, agradecendo a Deus pelo meu doador (ou doadora) e pela equipe médica, que realizará o procedimento oftalmológico. Cabe-me dizer: “In manus tuas, Domine” (Lc 23, 46). Em tuas mãos, Senhor, eu me entrego!

Brasil não pode aceitar “ataques” de Macron, diz Bolsonaro

Reprodução

Jair Bolsonaro acaba de publicar mensagens no Twitter em que volta a criticar Emmanuel Macron.

Bolsonaro relata que teve uma conversa com Iván Duque, presidente da Colômbia, em que trataram de um plano conjunto para a questão da Amazônia.

Em seguida, ele tuitou:

“Não podemos aceitar que um presidente, Macron, dispare ataques descabidos e gratuitos à Amazônia, nem que disfarce suas intenções atrás da ideia de uma ‘aliança’ dos países do G-7 para ‘salvar’ a Amazônia, como se fôssemos uma colônia ou uma terra de ninguém.”

Em outra postagem, Bolsonaro escreveu:

“Outros chefes de estado se solidarizaram com o Brasil. Afinal, respeito à soberania de qualquer país é o mínimo que se pode esperar num mundo civilizado.”

(O Antagonista)

Espero que os brasileiros tenham logo um presidente à altura do cargo, diz Macron

O presidente francês Emmanuel Macron, durante entrevista coletiva em Biarritz, na França – Francois Mori/Reuters

O presidente francês, Emmanuel Macron, voltou a subir o tom contra Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (26), dizendo esperar que “os brasileiros tenham logo um presidente que se comporte à altura” do cargo.

Em entrevista ao lado do presidente chileno Sebastián Piñera, no âmbito da cúpula do G7 (clube dos países ricos), o chefe de Estado francês afirmou que “é triste” ver ministros brasileiros insultarem líderes estrangeiros.

No último fim de semana, o titular da Educação, Abraham Weintraub, disse que Macron “é apenas um calhorda oportunista buscando apoio do lobby agrícola francês”.

Abraham Weintraub

@AbrahamWeint

A França é uma nação de extremos. Gerou homens como Descartes ou Pasteur, porém também os voluntários da Waffen SS Charlemagne. País de iluministas e de comunistas. O Macron não está a altura deste embate. É apenas um calhorda oportunista buscando apoio do lobby agrícola francês.

“Os franceses elegeram esse Macrón, porém, nós já elegemos Le Ladrón, que hoje está enjauladón…Ferro no cretino do Macrón, não nos franceses…”, publicou Weintraub, na sequência.

Já Bolsonaro zombou da mulher do francês, Brigitte Macron, em comentário na internet.

“Penso que as mulheres brasileiras sentem vergonha ao ler isso, vindo de seu presidente, além das pessoas que esperam que ele represente bem seu país”, afirmou o líder europeu, classificando as palavras do brasileiro como “extremamente desrespeitosas”.

“Como tenho uma grande amizade e respeito pelo povo brasileiro, espero que tenham logo um presidente que se comporte à altura do cargo”, disse Macron.

Macron descreveu os últimos lances da crise diplomática com Brasília como um “grande mal-entendido”.

“Bolsonaro me prometeu, com a mão no peito [na cúpula do G20, em julho, no Japão], fazer tudo pelo reflorestamento e respeitar os engajamentos do Acordo de Paris [sobre a mudança climática] para podermos fechar o pacto comercial [entre União Europeia e Mercosul). Devo dizer que ele não falou a verdade”, acrescentou.

“Dias depois, o presidente demitiu cientistas de seu governo”, lamentou o francês, referindo-se ao afastamento do presidente do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Ricardo Galvão, após a divulgação de estatísticas sobre o desmatamento que desagradaram ao governo.

Macron lembrou ainda a saia justa a que foi submetido o chanceler francês, Jean-Yves Le Drian, em recente passagem pelo Brasil. Na ocasião, Bolsonaro desmarcou uma audiência com o visitante e, no horário marcado para ela, fez uma transmissão ao vivo na internet enquanto tinha o cabelo cortado.

Curiosamente, na segunda, a resposta do presidente francês à pergunta de um jornalista sobre as rusgas com o governo brasileiro começou com um “sem comentários”.

Mais cedo, em participação num programa televisivo, a ministra da Justiça, Nicole Belloubet, havia qualificado como “baixezas” os insultos de políticos brasileiros a Macron e sua mulher.

Comentaristas na mídia francesa também falaram em “vulgaridades no limite da decência”.

Brasil e França vivem a mais séria crise diplomática desde a década de 1960, na opinião de diplomatas europeus e brasileiros ouvidos pela Folha.

Os desentendimentos entre os dois líderes se acirraram desde que o brasileiro ameaçou deixar o Acordo de Paris sobre o Clima e o francês reagiu prometendo barrar o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul.

Na quinta-feira (22), Macron disse que as queimadas na Amazônia geraram uma crise internacional e convocou os membros do G7 a discutir soluções para o tema.

Bolsonaro reagiu às críticas. “A sugestão do presidente francês, de que assuntos amazônicos sejam discutidos no G7 sem a participação dos países da região, evoca mentalidade colonialista descabida no século 21”, reagiu Bolsonaro no Twitter.

Também na quinta, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), deputado federal e filho do presidente, compartilhou um vídeo com o título “Macron é um idiota”.

Na sexta-feira (23), Bolsonaro voltou a criticar o presidente francês, Emannuel Macron, e o acusou de tentar potencializar o ódio contra o Brasil.

O tuíte de Eduardo, cotado para assumir a embaixada do Brasil em Washington, foi considerado uma grosseria sem precedentes. A troca de farpas foi antecedida por uma campanha do Itamaraty nas redes sociais em que o ministério fazia comparações pouco elogiosas à França.

Diplomatas ouvidos pela Folha na sexta consideram que as tensões são graves o suficiente para reduzir muito as chances de o acordo entre União Europeia e Mercosul ser aprovado no congresso francês.

Segundo diplomatas europeus, o governo não vai lutar por um acordo que é impopular entre vários setores, como agricultores e ambientalistas, e ainda por cima beneficiaria um presidente que os insulta.

(Folha de São Paulo)

A propaganda oficial na mira do prefeito. Mudança poderá ocorrer

As mudanças na governança do prefeito Taveira chegaram na propaganda do município. O que se comenta no meio do marketing é que uma empresa foi contratada para fazer a campanha de reeleição do coronel e essa estaria interferindo na propaganda institucional. O rapaz do marketing atual não anda muito satisfeito com a ideia de nova licitação no setor e acredita que essa interferência é devido ao posicionamento político do ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo, especialmente o fato dele se afastar do coronel e insinuar rompimento com a indicação da sua mulher, Andréa Ramalho, para ocupar a cadeira de Taveira. O clima esquentou quando a nova empresa resolveu apresentar as peças publicitárias da campanha de reeleição ao coronel Taveira. Quem viu o material achou parecido com o do ex-governador Robinson Faria e pensou: “espero que o resultado da reeleição não seja o mesmo para governador do RN, em 2018”, ou seja, derrota.

STF nunca teve ministro processado ou afastado por crime comum ou de responsabilidade

 

Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) foram alvos de 33 pedidos de impeachment nos últimos dez anos no Senado, segundo levantamento feito pela Folha, mas nenhuma das denúncias seguiu adiante.

Das três principais casas da Praça dos Três Poderes, em Brasília (Presidência, Congresso e STF), o Supremo é a única que nunca perdeu um integrante a partir de uma denúncia de crime comum ou de responsabilidade.

A Presidência já teve dois impeachments concluídos, o de Fernando Collor em 1992 e o de Dilma Rousseff em 2016.

Jader Barbalho (MDB-PA) renunciou à presidência do Senado em 2001 em meio a um escândalo de desvios de verbas. Renan Calheiros (MDB-AL) renunciou à presidência do Senado em novembro de 2007 para impedir uma cassação por quebra de decoro.

O STF, que tem essa denominação desde 1890, se mantém a salvo de investigações, cassações ou renúncias estratégicas para evitar processos.

Ao longo dos 128 anos de história do tribunal, nunca ministros foram alvo de investigação ao tempo em que exerceram seus cargos, conforme especialistas consultados pela Folha e o próprio STF.

O episódio mais parecido é de 1969, na fase mais arbitrária da ditadura militar, quando três ministros (Victor Nunes Leal, Hermes Lima e Evandro Lins e Silva) foram aposentados à força.

Em protesto, o presidente do tribunal, Antonio Gonçalves de Oliveira, renunciou. Nesses casos, contudo, não houve nenhuma investigação preliminar, somente uma decisão unilateral dos militares.

Há dois caminhos para investigar um ministro do Supremo, segundo a Constituição: na hipótese de crime comum, por exemplo, corrupção ou homicídio, o próprio STF; no caso de crime de responsabilidade, o Senado.

Entre os crimes de responsabilidade estão proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa, exercer atividade político-partidária e “proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”.

Para o advogado Modesto Carvalhosa, a ausência de processos na história do tribunal “retrata a autoproteção das autoridades”.

“É um país só relativamente democrático, onde as leis e a Constituição só existem para os mortais, para o povo. As autoridades não são atingidas pela lei. No cenário atual, um ministro do Supremo em hipótese alguma será atingido pela lei”, disse Carvalhosa.

Nos últimos anos, ele foi o autor de cinco pedidos de impeachment contra quatro ministros do STF: Gilmar Mendes (duas vezes), Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Nenhum dos casos foi à frente.

Um foi arquivado pelo ex-presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e quatro permanecem parados na Casa, após pareceres da Advocacia do Senado terem recomendado a não continuidade das denúncias.

Dos 33 pedidos de impeachment registrados no Senado na última década contra ministros do STF, 17 foram protocolados de janeiro de 2018 até a última sexta-feira (23).

Com a eleição do presidente Jair Bolsonaro, acirraram-se as críticas aos ministros, principalmente ligadas a decisões que tomaram no curso da Lava Jato e retaliações a auditores da Receita Federal.

Em março, ganharam o apoio inédito do partido do presidente. Onze deputados federais do PSL e mais duas pessoas pediram o impeachment de Celso de Mello, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin e Alexandre de Moraes porque deram decisão que, segundo os parlamentares, acolheu um pleito da comunidade LGBT. O pedido está na área técnica do Senado.

O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que já atuou na defesa de diversos políticos sob investigação no STF, defende que o Senado continue filtrando as denúncias que chegam contra ministros do tribunal.

“É muito bom que esse filtro seja feito não como uma proteção individual para proteger A ou B, mas como garantia da preservação da harmonia entre os Poderes. É bom que os ministros do Supremo saibam que existe essa possibilidade de impeachment, mas também que eles tenham a certeza de que não será usado porque deram uma decisão jurídica contrária a um grupo político”, afirma.

No campo dos crimes comuns, o STF também nunca teve nenhum ministro sob investigação. A Constituição e o Regimento Interno do STF preveem que casos do gênero devem ser processados e julgados pelo próprio plenário do Supremo, mas não há legislação sobre o rito do processo.

O ex-ministro e ex-presidente do STF Sepúlveda Pertence (1989-2007) ressalta que “seria muito simplificador” dizer que uma investigação no STF seria exclusivamente tocada pelo tribunal.

“O processamento contra o ministro é de competência do tribunal. Agora, é claro que essa investigação deve ser encaminhada, no meu entender, à Procuradoria-Geral da República para legitimação de eventual ação penal. E haveria um relator no Supremo que não o acusado, obviamente”, afirmou Pertence, que também foi procurador-geral (1985-1989).

Pertence também entende que a Procuradoria, desde que iniciada a investigação, poderia se valer da ajuda da Polícia Federal. “Uma vez esgotadas as investigações, se de fato surgir algo concreto, aí sim o caso seria encaminhado ao plenário do Supremo, conforme a Constituição e o Regimento Interno.”

Em notas à Folha, o STF e a PGR concordaram que, na hipótese de investigação sobre crime comum, é necessária a participação da PGR.

A Procuradoria também teria o poder de apresentar eventual denúncia. Para a PGR, “caberia a um outro membro da própria Corte [STF] conduzir a investigação, com a participação do procurador-geral da República, que poderá representar pela abertura de investigação, requerer diligências, promover o arquivamento ou denunciar”.

O Supremo informou que “não há registros de julgamento contra ministro do STF” por crime comum na história do tribunal.

(Folhapress)

Amazonas oficializa pedido, e sete estados já autorizam Forças Armadas no combate a queimadas

O estado de Amazonas oficializou para o governo federal o pedido de atuação de homens das Forças Armadas no combate a queimadas na região.

Com isso, sete estados da Amazônia já liberaram o emprego das tropas federais: Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Pará e Tocantins.

Na sexta-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto autorizando as Forças Armadas a atuarem no combate ao fogo na região da Amazônia Legal, que compreende os sete estados da região Norte, além de Maranhão e Mato Grosso. Para a medida passar a valer, é preciso que o governador de cada estado solicite oficialmente a ajuda federal.

A ação das tropas federais na Amazônia começou no sábado (24), na região de Porto Velho, capital de Rondônia. Além do uso de homens das Forças Armadas, o governo enviou aviões de combate ao fogo para a região.

As queimadas na floresta amazônica geraram uma crise para o Palácio do Planalto nos últimos dias. A política ambiental de Bolsonaro gerou críticas no Brasil e no exterior. Na sexta-feira (23), depois de uma semana de desgaste, o presidente, além de acionar as tropas federais, fez um pronunciamento em rádio e TV dizendo que terá tolerância zero com crimes ambientais.


(G1)