Tem boi na linha na sucessão de Parnamirim

Andréa Ramalho, ex-primeira dama de Natal, mesmo sabendo que nessa eleição não pode candidatar-se a um cargo majoritário, ou seja, concorrer para os cargos de prefeito e a vice, vem tentando encontrar uma forma de se fortalecer e conseguir dobrar o coronel Taveira, em busca de ampliar os espaços dos Alves na prefeitura. Sob a orientação do seu marido, o ex-prefeito Carlos Eduardo, Andréa vem conversando com alguns políticos parnamirinenses, entretanto suas ações não estão logrando êxito.

O coronel Taveira tem ciência da situação, mas não está nem aí para os movimentos que Andréa vem fazendo aqui em Parnamirim.

Ela foi convidar o vereador Abidene Salustiano para caminhar pela cidade, pois queria ter um grupo capaz de impressionar Taveira. Na ocasião, ela iniciou a conversa com o vereador, sendo curta e grossa, afirmou que estava pedindo apoio para candidatura ao cargo majoritário dela, pois o coronel não tinha cumprido o acordo firmado entre eles. Ainda na mesma conversa, o vereador Abidene perguntou a Andréa: “você e Carlos Eduardo apoiam o deputado coronel Azevedo para prefeito de Natal?” Ela respondeu: “Natal é complicado, não tenho condições de conversar sobre Natal…”. Após a conversa, a ex-primeira dama, pegou a BR 101 de volta casa. Alguns suplentes que tomaram conhecimento da conversa disseram que o objetivo de Andréa Ramalho era se fortalecer e conquistar uma estrutura para disputar uma vaga na câmara municipal de Parnamirim e seu marido Carlos Eduardo vereador em Natal.

Homero Grec vai ser secretário na administração Taveira

A reforma política e administrativa no poder executivo parnamirinense continua a todo vapor. Depois de prestigiar Fernando Fernandes, que está sendo chamado por alguns colegas secretários como o paparazzo do lixo, é chegada a hora do diário oficial trazer a nomeação de Homero Grec, pessoa ligada à família Alves e que agrada a Carlos Eduardo. Mesmo sendo um profissional qualificado e tendo um grande potencial para prestar um amplo serviço ao município de Parnamirim, Grec deverá assumir o cargo de secretário, em uma pasta estratégica, técnica e também política.

Reforma Tributária é uma das pautas do Congresso para o segundo semestre

 

O líder do governo no Senado, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB/PE), confirmou ainda para agosto o envio da proposta da Reforma Tributária pela equipe econômica. Um dos destaques será a criação do Imposto Sobre Bens e Serviços, o IBS, que vai substituir PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS.

O novo tributo incidirá sobre bens e serviços incluindo os digitais. Pela proposta, os estados ficariam com 50% da arrecadação. Os municípios e o governo federal dividirão a outra metade do tributo. Segundo Bezerra, a proposta do governo deverá prevalecer sobre os projetos em discussão na Câmara dos Deputados e no Senado.

“O governo está trabalhando em uma reforma tributária que aposta na simplificação, no combate da evasão e na justiça fiscal. Acredito que, quando ela for formalizada e chegar aqui no Congresso Nacional, em meados de agosto, ela irá centralizar os debates e terá a devida prioridade nas duas Casas’, afirma Bezerra.

O senador Jaques Wagner (PT/BA) é favorável que o imposto seja cobrado no estado onde o bem ou serviço é consumido. Para ele, apenas a criação de um imposto único acabaria com a cobrança em cascata de tributos no país.

A proposta da reforma tributária do governo também prevê a criação de um fundo de desenvolvimento regional e de equalização de perda de receitas, um tratamento diferenciado para a Zona Franca de Manaus e uma definição da justiça estadual como um fórum para as ações judiciais sobre o novo tributo.

(Agência Senado)

Dodge compara STF a ‘tribunal de exceção’ e vê inquérito das fake news como ilegal

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu que seja anulado o inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar notícias falsas, ameaças e calúnias contra seus ministros.

Em manifestação enviada à corte na quarta (31/07), ela pediu que a portaria que instaurou as apurações, assinada pelo ministro Dias Toffoli em março, seja declarada ilegal e inconstitucional.

A manifestação se deu em mandado de segurança apresentado pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), no qual requer liminar para que os efeitos do ato editado por Toffoli sejam suspensos e, no julgamento definitivo, considerados nulos.

Um dos propósitos é evitar que integrantes da categoria sejam alvo de medidas investigativas da corte, que são consideradas ilegais. A procuradora-geral endossou os argumentos da associação e sustentou que o inquérito, da forma como foi instaurado, afronta o sistema penal acusatório instituído pela Constituição de 1988.

Por esse modelo, o órgão responsável pela acusação não pode ser o mesmo que julga. Para abrir um inquérito, o juiz tem de ser acionado pela polícia e o Ministério Público. E cabe a esses órgãos propor as medidas investigativas.

Com base num dispositivo do Regimento Interno do Supremo, Toffoli abriu o inquérito em março, de ofício, ou seja, sem provocação de terceiros. Designou o ministro Alexandre de Moraes para conduzi-lo. O Ministério Público Federal não tem participação ou acesso ao caso.

Entre os supostos ataques que podem estar no foco da apuração, que corre em sigilo, estão manifestações de procuradores da República nas redes sociais.

A procuradora fez críticas duras à iniciativa do Supremo e à possibilidade de seus pares serem investigados no âmbito do inquérito. “A usurpação de competências constitucionais reservadas aos membros do Ministério Público e sua investigação por verdadeiro tribunal de exceção evidenciam as ilegalidades apontadas”, escreveu.

Ela sustentou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) vem sendo alijada da condução do caso. “Se o Ministério Público é privado de realizar essa avaliação, ela será feita diretamente pelo magistrado, que, então, atuará como investigador. Tal dinâmica ofende, a um só tempo, o princípio da separação de poderes e o sistema acusatório vigente no país.”

Esta é a segunda vez que Dodge se posiciona contra o chamado inquérito das fake news. Em abril, ela enviou ofício ao Supremo informando que decidira arquivá-lo. A PGR entende que, por ser titular da ação penal é o único órgão com legitimidade para levar adiante uma acusação e, cabe a ela, decidir pelo arquivamento ou continuidade de procedimentos como esse.

Na ocasião, Dodge informou que nenhuma prova colhida na investigação seria considerada pela PGR para formar sua opinião sobre os crimes eventualmente apontados. Moraes, no entanto, discordou da manifestação dela e manteve as apurações em curso.

Na quinta (1º/08), um dia depois de Dodge enviar seu novo parecer ao Supremo, o ministro determinou que seja enviado ao Supremo todo o material apreendido com suspeitos de invadir contas de celulares de autoridades como o ministro da Justiça, Sergio Moro, e procuradores da República.

A decisão se deu após ser veiculado notícias que, em mensagens, o coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, incentivou colegas a investigarem o ministro Dias Toffoli em 2016.

 (Folhapress)