Bolsonaro assina decreto para caçadores, atiradores e colecionadores de armas

O Palácio do Planalto confirmou que nesta terça (7) o presidente Jair Bolsonaro comanda, a partir das 16h, a cerimônia de assinatura do novo decreto que regulamenta o posse, o porte e a comercialização de armas e munições para caçadores, atiradores e colecionadores.

O evento será realizado no Palácio do Planalto, informou o porta-voz do governo, Otávio Rêgo Barros, em coletiva de imprensa. Segundo ele, a norma é fruto de estudos e discussões da Casa Civil, com os ministérios da Defesa e da Justiça e Segurança Pública.

“Trata também da desburocratização, comercialização e importação de armas e munições. Contempla a facilitação do transporte de armas, o aumento da dotação da munição, dentre outras”, afirmou Rêgo Barros. O decreto já havia sido anunciado pelo presidente no início do mês passado.

Em janeiro, numa das primeiras medidas de seu governo, Bolsonaro flexibilizou a posse de armas de fogo no país. Com a medida, os critérios para registro e posse de armas ficam mais objetivos e, na prática, qualquer cidadão de 25 anos ou mais, sem antecedentes criminais e com emprego e residência fixa, poderá ter em sua posse até quatro armas de fogo.

(Diário do poder)

Brasil é o último no ranking dos que fazem pesquisas relevantes em ciências sociais

O Brasil está em vexatório último lugar, no mundo, entre os 44 países que publicaram ao menos mil trabalhos científicos ao longo de 2017, ano do levantamento mais recente. O número de artigos foi razoável, 73,6 mil no total, mas os 5,1 mil trabalhos na área de ciências sociais não produziram impacto minimamente relevante: apenas 711 citações, de acordo com índice mundial de Citações Por Publicação (CPP), segundo estudo divulgado pela Scimago Journal & Country Rank. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Meca do “capitalismo opressor e insensível”, os Estados Unidos fizeram 64,5 mil pesquisas sociais, quase 13 vezes a mais que o Brasil.

A produção acadêmica da Suíça em ciências sociais é metade da brasileira, mas tem mais que o dobro em citações (CPP): 1,5 mil.

Considerados os 158 países cujas pesquisas em ciências sociais foram mais relevantes, o Brasil, oitava maior economia, está em 78º lugar.

Estudo do professor Marcelo Hermes-Lima mostrou que 70% das pesquisas em ciências sociais no Brasil tratam de gênero (LGBT etc).

(Diário do poder)

Damares demite Tia Eron, a secretária de Promoção Social que queria ser ministra

 

A ministra Damares Alves (Família etc) demitiu a ex-deputada Tia Eron (PRB-BA) da Secretaria de Promoção Social. A ministra não divulgou suas razões, mas fontes próximas dizem que ela atribui à ex-secretária as fake news sobre sua suposta saída do cargo. Eron e o ministério citaram “improdutividade” e “nomeação de petistas” como motivações, mas no ministério afirma-se que Tia Eron queria o lugar de Damares. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O cargo de Tia Eron vai ser ocupado pela ex-deputada Rosinha da Adefal (Avante-AL), que atualmente é secretária-adjunta.

Tia Eron não garantiu uma vaga na Câmara no ano passado. O partido agora discute o que fazer com a ex-deputada, que presidia o PRB-BA.

Segundo veículos de notícias da Bahia, “a única hipótese descartada é a volta da ex-deputada para a administração de ACM Neto”.

(Diário do poder)

O Domingo das Mães

Padre João Medeiros Filho

Durante todo o mês de maio, homenageamos Maria Santíssima. No primeiro domingo, celebramos Nossa Senhora com a invocação de Mãe dos Homens, o mais antigo orago cristão da Virgem de Nazaré. E no segundo, festejamos nossas mães terrenas. Na primavera europeia, no mês em que as flores desabrocham, quis a Igreja comemorar a beleza da existência na pessoa de Maria e de nossas genitoras, “rosas de Deus”, na expressão de Santo Ambrósio. A Patrística greco-latina é rica em textos e comentários a respeito daquelas que nos dão a vida. Irineu, primeiro bispo de Lyon, as compara à “face terrena do Divino”. Ou, de acordo com Clemente de Alexandria, “mimo celeste na terra dos homens”. E João Crisóstomo as denomina “luz de nossos dias, sol de nossas vidas, estrelas de nossas noites e travessias”.

Mais do que justo e merecido é esse preito de gratidão, homenagem que se presta a todas as mães da terra. É importante celebrar o seu amor incondicional e doçura, carinho e compreensão, desvelo e dedicação. E nada melhor para simbolizar tais sentimentos do que a figura daquelas que nos geraram. Participantes do mistério do Criador e da clemência entre os homens, elas encarnam a benevolência divina e a benignidade sobrenatural, orientando nosso destino de criaturas, filhos do Eterno e do Infinito.

Relevem-nos por não conseguir descrever exatamente o quanto elas são especiais. Dotadas de sensores supersensíveis, não raro, chegam a captar o que não foi dito. Têm um olhar mais penetrante do que as sondas ultrassonográficas de última geração. Mapeiam o coração de seus filhos e rastreiam marcas de dor e sofrimento, “apenas ouvindo o seu timbre de voz. Seu toque mede a temperatura de nossa alma”, segundo palavras de nosso amigo padre Gleiber Dantas. Por isso, ultrapassam qualquer ciência, pois são divinas. O próprio Cristo, tendo dispensado os bens terrenos, não se privou do colo materno e do sorriso meigo daquela que Ele nos legou também para conceder a sua bênção. Eis aí o Teu Filho. Eis aí a Tua Mãe (Jo 19, 27), dissera Jesus, no patíbulo da cruz, antes de dar a sua vida pela nossa salvação. Deus sabia que um coração materno pode expressar, de forma perfeita, sua ternura. Assim, o saudoso Papa João Paulo I, iluminado pelo Espírito Santo, afirmara diante da multidão na Praça de São Pedro: “Deus é Mãe”. E há séculos, o bispo e teólogo Cipriano de Cartago, inspirado no profeta Isaías (Is 49, 15), já se referia a Maria Santíssima como rosto temporal de Deus”.

 É esse lado sobrenatural de nossas mães que se pretende proclamar no segundo domingo de maio. É a tradução da meiguice de Deus num ser humano, que nesse dia é celebrado, homenageando quem nos gerou. A grandeza do Criador tornou-se então acessível a todas as criaturas. Sua infinita munificência, capacidade de amar e perdoar se encarnaram numa representação terrena. O Pai celeste quis nos legar um sacramento universal de seu amor e de seu afeto. Por isso, concretizou o seu plano no coração materno.

A celebração do segundo domingo de maio – apenas para destacar um entre todos os dias do ano – é o memorial da sublimidade da vida. Lembrança da suprema beleza eterna, que Deus-Mãe reserva para os seus filhos. Não poderia deixar de existir no calendário uma data, que fosse a consciência explícita de nosso reconhecimento por um ser, que participa do mistério da bondade suprema. As mitologias greco-romanas e orientais apresentam deusas-mães. O cristianismo dá-nos uma Mãe celestial e a terrena a fim de nos acompanhar em todos os momentos e dimensões de nossa caminhada. Mãe é Amor. E Deus o é totalmente, define o evangelista João em uma de suas Cartas (1Jo 4, 8). Rezemos para que Maria venha cobrir com o seu manto sagrado todas aquelas que nos transmitiram o dom da vida e as abençoe. Ela é como uma centelha no coração daquelas que recebem a dádiva eterna, a ternura incomensurável de nosso Deus presente na face da terra!

Receita fiscalizará 7 mil contribuintes e quer recuperar R$ 164 bilhões

A Receita Federal já identificou sete mil contribuintes que serão fiscalizados por sonegação no primeiro semestre de 2019. Entre os setores que estão na mira do Fisco este ano, figuram os de cigarros, bebidas e combustíveis. A previsão da Receita é recuperar R$ 164,96 bilhões em tributos.

“No caso do cigarro porque tem tributação alta e [com isso] há incentivo para o produto ilegal. Há evasão no setor de bebidas açucaradas, principalmente. E no setor de combustíveis, o biodiesel e o etanol”, disse o subsecretário de Fiscalização, Iágaro Jung Martins.

A Receita também continuará a atuar com foco nas operações especiais, como a Lava Jato, Zelotes e Calicute. Segundo o Fisco, no caso da Lava Jato há cerca de 650 ações fiscais ainda em curso.

De acordo com a Receita, desde 2012, quando foram iniciadas as fiscalizações, as atuações relacionadas à Lava Jato somam R$ 24 bilhões. Desse total, R$ 9,6 bilhões ingressaram nos cofres públicos ou foram parcelados.

“Há uma tendência de redução [nos lançamentos de tributos sonegados] porque a operação está se encerrando do ponto de vista tributário”, disse Martins.

Repatriação de recursos

A Receita Federal informou ainda que continuará a fiscalizar 25 mil contribuintes que aderiram ao programa de repatriação de recursos do exterior.

Por meio do programa, recursos não declarados eram regularizados com pagamento de 15% de multa e 15% de imposto devido.

Martins disse que estão sendo verificados se os contribuintes cumpriram os requisitos previstos no programa, como a origem lícita dos recursos, não ser político ou parente de político e não ser servidor público.

Neste ano, já foram identificadas 263 pessoas que deverão prestar esclarecimentos ao Fisco.

(Diário do poder)

Sindicato ameaça deixar postos da Petrobras e aeroporto no Uruguai sem combustível

A Federação Ancap (Fancap), sindicato dos trabalhadores da empresa estatal de energia do Uruguai, ameaçou cortar o fornecimento de combustíveis para o aeroporto (sem especificar qual) e os postos de gasolina com a bandeira Petrobras no país. A iniciativa é em apoio aos trabalhadores da empresa MontevideoGas, subsidiária da empresa brasileira.

A Petrobras é dona das empresas MontevideoGas e Conecta, que prestam os serviços de distribuição de gás na capital e no interior do país, respectivamente.

Após o anúncio de que o Conselho de Administração da Petrobras aprovou a venda de uma rede de postos no Uruguai, no dia 26 de abril deste ano, trabalhadores do setor de gás pediram a saída da empresa do país.

Em relação às empresas MontevideoGas e Conecta, a Petrobras informou que ambas são deficitárias, e que a estatal brasileira investiu US$ 112 milhões nos últimos 15 anos, tendo um prejuízo de US$ 116 milhões no mesmo período.

Solidariedade

Em nota, a Fancap diz que expressa solidariedade aos trabalhadores da Uaoegas (Unión Autónoma de Obreros y Empleados de la Compañía del Gás), que “vêm enfrentando as políticas neoliberais da empresa Petrobras, que arremetem contra os trabalhadores que lutam dignamente por manter seus trabalhos e o serviço público de gás natural”.

O documento diz ainda que ficou definido “como medida de luta, cortar o fornecimento de combustíveis para a Petrobras (avaliando em qual momento efetivá-lo, se apenas para o aeroporto ou se incluirá o abastecimento dos postos de gasolina)”.

Como contrapartida, os trabalhadores do setor de gás pedem que a Petrobras recontrate 20 empregados que estão em seguro-desemprego e não demita outros 37, como haviam anunciado. De acordo com Alejandro Acosta, sindicalista do setor de gás, na próxima sexta-feira (10) vencem 16 dos 20 seguros-desemprego de empregados da Petrobras no país.

Os trabalhadores da MontevideoGas receberam apoio da coalização de esquerda Frente Amplio, que anunciou estar disposta a participar de diálogo “tanto com o movimento sindical tanto com o governo, e com todos os atores necessários neste processo”.

(Diário do poder)

Brasil condena ataques do terror palestino contra população civil de Israel

O governo brasileiro divulgou nota repudiando, “com veemência”, o lançamento de centenas de foguetes desde a Faixa de Gaza contra território israelense, nos últimos dois dias.

“Nada pode justificar o lançamento indiscriminado de foguetes que têm como alvo a população civil”, afirma a nota do Ministério das Relações Exteriores. “A ofensiva provocada por militantes que controlam a Faixa de Gaza e a reação israelense já deixaram mortos e dezenas de feridos de ambos os lados.”

O Brasil também expressou condolências às famílias das vítimas e formula votos de plena recuperação dos feridos. “O governo brasileiro conclama pelo fim imediato de todos os ataques contra Israel e manifesta seu apoio aos esforços em andamento para reduzir a tensão em Gaza”, finaliza o comunicado.

Os terroristas palestinos laçaram mais de 600 foguetes contra a população civil de Israel, segundo autoridades de defesa. Os foguetes mataram quatro israelenses, enquanto 23 palestinos foram mortos com a pronta resposta israelense.

As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) confirmaram que foram disparados da Faixa de Gaza 600 foguetes contra o território israelense desde sábado.

(Diário do poder)

Reforma da Previdência vai reduzir o déficit da seguridade em R$110 bilhões

Relatório do Instituto Fiscal Independente (IFI), divulgado pelo Senado, revelou que a desvinculação de receitas de contribuições sociais (cujo fim está previsto na reforma da Previdência) é responsável pelo aumento do déficit da seguridade social em 64%, apenas em 2018. Segundo o documento, o rombo de R$280,6 bilhões verificado no ano passado cairia para R$171 bilhões sem a desvinculação das receitas. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A desvinculação de receitas da União (DRU) foi fixada no governo FHC em 20%, prorrogada no governo Lula e elevada a 30% com Dilma.

O fim da desvinculação ajuda, mas não reverte o déficit da seguridade. “Mesmo sem a DRU, teria havido déficit nos últimos 11 anos”, diz o IFI.

Enquanto o impacto na seguridade social é grande, o IFI ressalta que o déficit previdenciário também diminuiria sem a DRU, mas em só 0,4%.

(Diário do poder)

STF pretende adotar filtro mais rigoroso para os casos a serem julgados na Corte

Seguindo o exemplo de cortes de outros países, o Supremo Tribunal Federal (STF) pode ganhar um novo e valioso instrumento, que é uma evolução do critério de “repercussão geral” adotado atualmente. A proposta tornará mais rigoroso o filtro de recursos a serem examinados no STF. A proposta agrada aos ministros, atolados em milhares de processos, e em especial o presidente do STF, ministro Dias Toffoli. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Mas os ministros do STF propõem mais: como na Suprema Corte dos Estados Unidos, o STF quer escolher os casos a serem julgados.

A ideia é que o autor de uma demanda recusada possa reapresentá-la decorrido um ano desde a decisão inicial.

Os ministros são obrigado a apreciar tudo, desde que resultem em “repercussão geral” nas demais instâncias judiciais.

Dias Toffoli tem tido conversas animadoras com parlamentares sobre essa mudança histórica no papel do Supremo.

(Diário do poder)

Protestos da oposição começam de maneira tímida na Venezuela

 

As manifestações oposicionistas convocadas para este sábado (4) na Venezuela permaneceram tímidas por toda a manhã em todos os 22 pontos de concentração em que estavam previstas.

Os protestos foram chamados pelo líder opositor Juan Guaidó, que selecionou os locais para os atos contra o ditador Nicolás Maduro acontecerem -todos eles próximos de bases militares.

A convocação da oposição pedia para a população sair às ruas “de forma pacífica” em direção aos quartéis “para entregar aos militares uma carta pedindo que se juntem à Operação Liberdade”, segundo as palavras de Guaidó na sexta-feira (3).

Num dos pontos, o Banco Provincial, próximo ao comando da Marinha -local uma região tradicionalmente chavista- jovens passavam de moto ou caminhando, paravam em grupos para conversar, mas logo se dissolviam. “Estamos esperando que junte mais gente, ninguém quer ser isca da Guarda Nacional”, disse à Folha Willy Fernández, 21.

Cerca de 100 pessoas estavam presentes quando o ato teve início.

Já no lado leste, via-se pouco movimento, e o dia amanheceu chuvoso. “Queremos ir protestar, mas vamos esperar juntar gente antes”, disse Aleida Michelino, 34, que tomava café com amigas usando camiseta da seleção venezuelana, em uma padaria de Altamira.

O temor dos oposicionistas é que voltem a se repetir as cenas de terça (30) e quarta (1º), quando as forças de segurança leais a Maduro reprimiram com violência as manifestações contra o ditador. O conflito deixou cinco civis mortos e quase 200 feridos.

Por isso, neste sábado muitos moradores retardaram sua ida para os protestos e às 11h locais (12h de Brasília), uma hora depois da que foi marcada, havia pouca gente pronta para marchar.

A maioria dos pontos não juntou muita gente ao longo da manhã. Foram lidos documentos por parte dos opositores, as pessoas compareciam com bandeiras e bonés com as cores da Venezuela, mas em pouco tempo se retiravam.

Às 11h30 locais (12h30 no horário de Brasília), já haviam se dissolvido três atos, o de San Bernardino, La Candelaria e El Paraiso. O policiamento e a presença da GNB (Guarda Nacional Bolivariana) eram intensos nos locais visitados pela Folha.

Ainda não há informações se o próprio Guaidó irá discursar em algum dos eventos.

Na sexta à noite, o procurador-geral do regime, Tarek Willian Saab, disse que além das 18 prisões realizadas durante a semana de “suspeitos de participar da tentativa de golpe contra Maduro, outras investigações estavam em marcha.

“Também realizamos 17 buscas e apreensões e reunimos evidências importantes sobre os que planejaram essa ação. Os envolvidos nesse complô serão sancionados por traição à pátria”.

Segundo a ONG Foro Penal, porém, mais de 200 pessoas foram presas pelo regime desde terça por participarem das manifestações contra o ditador.

Ao longo da manhã, os canais de TV oficiais mostraram Maduro realizando exercícios militares com jovens cadetes, acompanhado da mulher.

No domingo (5), está prevista uma vigília e uma missa da oposição para lembrar os mais de 250 assassinados desde que Maduro está no poder.

(Diário do poder)

Em 2022, Rodrigo Maia disputará o Planalto ‘para ganhar ou perder’

Com o protagonismo político em que se inseriu desde que assumiu a  presidência da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) se vê na circunstância de encarar a candidatura à sucessão de Jair Bolsonaro (PSL), em 2022. “Serei candidato para ganhar ou para perder”, diz ele, para usar expressão que no esporte pode ser traduzida por “tudo ou nada”. Ele tem uma certeza: não será candidato de novo a deputado. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Outra opção de Maia seria a mudança do sistema de governo para um “presidencial-parlamentarista”, como esta coluna já revelou.

Para ele, para aprovar o novo sistema, não seria necessário plebiscito: o presidente da República manteria algumas atribuições governativas.

O objetivo de Rodrigo Maia, no novo regime, seria o cargo o primeiro-ministro. Mas aí ele terá de ser o líder do partido vencedor da eleição.

Maia não quer ser prefeito do Rio e nem disputar a sucessão de Wilson Witzel (PSL). Se não der o Planalto, prefere disputar vaga no Senado.

(Diário do poder)

Banco Central define na quarta-feira se mantém Selic em 6,5%

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz na próxima terça-feira (7) a terceira reunião de 2019 para definir a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,5% ao ano. Na quarta-feira (8), após a segunda parte da reunião, será anunciada a taxa.

Instituições financeiras consultadas pelo BC preveem que a Selic deve permanecer este ano no atual patamar.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia da reunião, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

O Banco Central atua diariamente por meio de operações de mercado aberto, comprando e vendendo títulos públicos federais, para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

A manutenção da Selic no atual patamar, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores nos juros básicos suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo BC.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Entretanto, as taxas de juros do crédito não caem na mesma proporção da Selic. Segundo o BC, isso acontece porque a Selic é apenas uma parte do custo do crédito.

Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%, neste ano.

Histórico

De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa Selic foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% em julho de 2015. Nas reuniões seguintes, a taxa foi mantida nesse patamar.

Em outubro de 2016, foi iniciado um longo ciclo de cortes na Selic, quando a taxa caiu 0,25 ponto percentual para 14% ao ano. Esse processo durou até março de 2018, quando a Selic chegou ao seu mínimo histórico, 6,5% ao ano, e depois disso foi mantida pelo Copom nas reuniões seguintes.

(Diário do poder)

PSDB quer fusão ao DEM e PSD para se fortalecer e não ficar para trás

O projeto político do PSDB, já para as eleições municipais de 2020, passará por sua fusão a partidos em relação aos quais tem afinidade programática, como DEM de Rodrigo Maia e o PSD de Gilberto Kassab. A ideia da fusão surgiu com o significado do fim da coligação, obrigando os partidos com aspirações mais ambiciosas a lançarem candidaturas próprias a cargos majoritários. Ou podem desaparecer. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Em São Paulo, o fim das coligações favorece por exemplo o PT, que enfrentará nas urnas adversários fracionados em vários partidos.

O governador João Doria sabe que o PSDB terá adversários fortes, à esquerda e à direita, e já defende a fusão em conversas reservadas.

Já houve contatos preliminares, mas os tucanos só vão agilizar a fusão após sua convenção nacional do próximo dia 31, em Brasília.

Com apoio de João Doria, o ex-deputado e ex-ministro Bruno Araújo deve ser eleito presidente do PSDB com a missão de renovar o partido.

(Diário do poder)

Grupo de Lima reafirma apoio a Guaidó e pede solução pacífica

O Grupo de Lima reafirmou o pleno apoio às ações empreendidas nos últimos dias pelo autoproclamado presidente da Venezuela Juan Guaidó. Em nota, o grupo pediu o engajamento de países alinhados ao presidente Nicolás Maduro na busca de uma solução pacífica, que respeite a Constituição do país vizinho.

O Grupo de Lima é formado por Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela. No caso da Venezuela, o grupo reconhece Guaidó como seu representante, e não Maduro.

Os países que participam do grupo também condenaram energicamente a repressão posta em prática pelo governo de Maduro que, segundo o grupo, deixou mortos e centenas de feridos e de pessoas detidas. O grupo deplorou a designação de Gustavo González Lópes para assumir o Serviço Bolivariano de Inteligência. Segundo o grupo, a nomeação simboliza a sistemática violação dos direitos humanos perpetrada pelo governo Maduro.

O comunicado exigiu o pleno respeito à vida, à integridade e à liberdade de todos os venezuelanos, como Guaidó e os líderes das forças políticas democráticas. O grupo também reivindicou o restabelecimento dos direitos políticos e constitucionais do vice-presidente da Assembleia Nacional, Edgar Zambrano, e de todos os membros dessa assembleia, além da liberação imediata dos presos políticos.

Os países do Grupo de Lima pediram que os membros da Força Armada Nacional Bolivariana cumpram com o mandato constitucional a serviço de sua nação e que o Tribunal Supremo de Justiça cesse o apoio e a cumplicidade com o “regime ilegítimo” de Maduro.

Reunião

O Grupo de Lima concordou em propor ao Grupo de Contato Internacional uma reunião urgente de ambos os grupos para buscar o retorno da democracia na Venezuela. Os países convidaram membros da comunidade internacional, inclusive países aliados ao regime de Maduro, como Rússia e Turquia, a “somar esforços” e favorecer o processo de transição democrática.

O grupo decidiu continuar em sessão permanente e realizar a próxima reunião na cidade da Guatemala. Os países do Grupo de Lima decidiram fazer as gestões necessárias para que Cuba participe de negociações para resolver a crise na Venezuela.

O comunicado ressaltou a realização, no próximo mês, de um seminário no Chile sobre transições democráticas com a participação de líderes democratas venezuelanos. Em julho, uma nova conferência em Lima, capital do Peru, terá a participação de todos os países que respaldam a recuperação democrática na Venezuela.

Os países do Grupo de Lima conclamaram a comunidade internacional e as Nações Unidas a aumentar a cooperação com os países de acolhida para dar conta do êxodo massivo de venezuelanos. Os governos decidiram cooperar com os mecanismos internacionais para a luta contra a corrupção, o narcotráfico e a lavagem de dinheiro para combater o que chamaram de fontes de enriquecimento por parte de membros do governo Maduro e de seus familiares e testas de ferro.

(Diário do poder)

Governo corre para tentar convencer Congresso a liberar extra de R$ 248 bi

O Palácio do Planalto corre o risco de ficar sem recursos para pagar subsídios e benefícios a idosos carentes e pessoas com deficiência (BPC).

Para contornar esse grave problema de caixa, a equipe econômica do ministro Paulo Guedes passou a articular a aprovação do projeto de lei que autoriza o governo a gastar R$ 248 bilhões com recursos a serem obtidos com títulos do Tesouro Nacional.

É a primeira vez que o Poder Executivo precisará desse tipo de aval do Congresso Nacional para realizar despesas como as transferências assistenciais aos mais pobres.

A chamada “regra de ouro” impede o governo federal de se endividar para pagar despesas correntes, como salários, Previdência Social e benefícios assistenciais.

Guedes pediu ao Congresso para que, em 2019, haja uma exceção a essa limitação.

Por ser um caso incomum, o governo federal terá de obter 257 votos na Câmara dos Deputados e 41 votos no Senado depois que o projeto sair da CMO (Comissão Mista de Orçamento), onde está parado.

O governo, porém, deve sofrer uma derrota. Relator da proposta na comissão, o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) informou à reportagem que deve excluir a autorização para que Guedes use títulos públicos para pagar subsídios.

Se essa ideia prevalecer no Congresso, a equipe econômica não teria, a partir de julho, mais recursos para programas federais.

Estariam em risco o Pronaf (programa de fortalecimento para agricultura familiar), o Proex (financiamento às exportações), o PSI (programa de sustentação do investimento) e também operações de investimento rural e de custeio agropecuário.

“Não tem sentido nenhum aumentar esses gastos se temos um déficit tão grande, que temos de emitir títulos do Tesouro para pagar despesas básicas, como o BPC”, disse Rocha.

Vincular despesas como BPC, Previdência, Bolsa Família e subsídios à autorização pedida ao Congresso foi uma decisão do governo do ex-presidente Michel Temer (MDB), durante a elaboração do Orçamento de 2019.

A antiga gestão acreditava que quem fosse eleito não teria dificuldade em receber o sinal verde dos parlamentares para conseguir recursos destinados a essas áreas sociais.

O dinheiro tem de ser usado para esses setores, cumprindo o previsto no Orçamento e no projeto que está no Congresso.

Para tentar garantir que o projeto seja aprovado até julho, secretários de Guedes começaram nesta semana a entrar em contato com o relator -duas semanas depois de o deputado assumir a função. O prazo para a área econômica, no entanto, é curto.

Desarticulado no Congresso, o governo Bolsonaro depende do aval dos parlamentares para que, a partir de julho, não interrompa o pagamento do BPC, benefício assistencial a idosos em condições miseráveis e pessoas deficientes.

Segundo técnicos da Câmara, se o governo fizer, no segundo semestre, a transferência aos beneficiários sem ter a autorização do Congresso, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) poderá cometer crime de responsabilidade.

Nos bastidores, deputados dizem não acreditar que interlocutores do Palácio do Planalto consigam aprovar o projeto de lei até junho.

A oposição já prepara um pacote para atrasar a votação da proposta na CMO, pedindo, por exemplo, audiências públicas para debater a situação das contas públicas e a “regra de ouro”.

Depois da comissão, o projeto ainda terá de passar pelo plenário do Congresso.

Por ser um pedido excepcional, a autorização para esses gastos precisará de maioria absoluta da Câmara e do Senado, e não apenas maioria dos parlamentares presentes, o que exige mobilização dos aliados de Bolsonaro.

Outra dificuldade de Guedes é que a pauta do Congresso está trancada por 23 vetos presidenciais, que têm prioridade na votação. Bolsonaro precisará de amplo apoio as Casas para conseguir superar essa situação.

Dos R$ 248 bilhões pedidos no projeto de lei, R$ 201 bilhões são para despesas com a Previdência Social.

A partir de setembro, o governo não teria mais recursos para benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) se o projeto não for aprovado. O INSS tem 35 milhões de beneficiários.

Para o BPC, são R$ 30 bilhões -previstos para os pagamentos a partir de julho. Os R$ 8 bilhões para subsídios são necessários também a partir de julho.

A equipe econômica afirmou a parlamentares que talvez não precise emitir títulos do Tesouro Nacional para bancar o valor total das despesas previstas (R$ 248 bilhões).

Uma parte poderia ser custeada com recursos do Banco Central.
Ainda assim, de acordo com técnicos da Câmara, o Congresso tem de autorizar os gastos previstos para o segundo semestre.

Estudo do Senado aponta que o custo real para pagar as despesas seria ainda maior caso o governo se endivide para obter os recursos.

Em nota técnica sobre o projeto enviado por Guedes, técnicos legislativos calculam que haveria um custo adicional de R$ 23,2 bilhões por ano com os juros se forem emitidos títulos no valor total de R$ 248 bilhões.

(Diário do poder)