Dólar fecha no menor valor desde julho; Ibovespa vai aos 112.291 pontos

O dólar fechou com queda de 1,94% nesta 5ª feira (3.dez.2020), aos R$ 5,14. Esse é o menor valor da moeda desde 22 de julho deste ano. O Ibovespa, principal índice da B3, registrou alta de 0,37%, aos 112.291 pontos.

Os mercados operaram com otimismo durante a maior parte do dia com o avanço no calendário para a vacinação contra a covid-19. Há expectativa de que a autorização seja aprovada nos Estados Unidos próxima semana. E na Europa, até o fim do ano. O Reino Unido já deu o 1º passo nesta 4ª feira (2.dez.2020).

O Ibovespa chegou a ter alta de 1,34%, aos 113.377 pontos, antes do anúncio. O dólar tombou para até R$ 5,12.

As empresas ligadas às atividades de turismo e viagens puxaram a alta. As ações da Embraer subiram 11,05%. Gol e CVC, 8,79% e 7,55%, respectivamente.

Com Covid-19, senador José Maranhão vai para UTI

Diagnosticado com Covid-19, o senador José Maranhão (MDB-PB) teve de ser transferido hoje para a UTI, “em consequência do agravamento do quadro clínico”.

Segundo o boletim médico, ele apresentou quadro de febre e dificuldade para respirar. Os médicos estudam a transferência de João Pessoa para um hospital em São Paulo.

“O paciente segue consciente, em uso de oxigênio sob máscara. Novos exames estão sendo realizados.” Com 87 anos, ele foi internado no domingo com tosse persistente.

O Antagonista

TV Globo tem pior mês no ibope em quase dois anos

A Rede Globo, que vem investindo milhões de reais no mercado streaming, TV paga e outras plataformas, continua vendo a audiência despencar na TV aberta.

Dados exclusivos de audiência publicados na coluna de Ricardo Feltrin, do UOL, mostram que no mês de outubro a Globo fechou com 11,4 pontos de audiência no país (medição 24 horas, cada ponto vale por cerca de 254 mil domicílios).

Apesar de manter a liderança absoluta, com ampla vantagem sobre a RecordTV, segunda colocada, mesmo assim foi o pior resultado mensal da emissora desde janeiro de 2019.

A queda foi tão expressiva a ponto de ser o pior outubro desde 2015.

E não são apenas os pontos no Ibope que estão caindo, mas a participação da Globo no universo de TVs ligadas (chamado de “share’) também.

A TV Globo no mês de outubro registrou 30,8% (cerca de 31 em cada 100 TVs ligadas). Em outubro de 2019, para comparação, esse índice foi de 35,5%.

Na comparação de outubro com setembro, todas as TVs abertas —exceto a Record — registraram queda.

A Record passou de 4,3 pontos para 4,6.

Todos os dados publicados com exclusividade pela coluna de Ricardo Feltrin, do UOL, foram apurados pela Kantar Ibope Media, mas obtidos junto a fontes nas TVs. Por cláusula contratual, a Kantar não pode divulgar esses dados à imprensa.

Conexão Política

Bolsonaro ameaça demitir Onyx Lorenzoni, diz jornal

O presidente Jair Bolsonaro estuda demitir o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e usar a cadeira em troca de apoio na disputa à presidência da Câmara, segundo disseram interlocutores do Planalto ao UOL.

A possível movimentação acontece depois que o presidente reafirmou no último domingo (29.nov.2020) que vai derrubar quem passar por cima dele e falar sobre o programa social Renda Cidadã. “O que eu falei 3 meses atrás está valendo. Quem falar em Renda Cidadã, cartão vermelho“, disse o presidente.

Segundo fontes ouvidas pelo jornal, a ameaça foi direcionada ao ministro Onyx Lorenzoni, que havia prometido publicamente o anúncio do Renda Cidadã para esse mês. A equipe do ministro também trabalhou na modelagem do programa.

No Palácio do Planalto, a visão é de que Onyx demorou para entender o recado e por isso o presidente teve que reforçar a ameaça. No ministério da Economia há a certeza de que desta vez a ameaça foi enviada ao ministério da Cidadania. “Esse cartão ai agora não foi para nós“, disse o ministro Paulo Guedes a membros de sua equipe.

Não somente passou por cima da ordem do Presidente, o ministro Onyx Lorenzoni não tem apresentado desempenho satisfatório no comando da pasta.

Eleições no Congresso

Se a demissão acontecer, a pasta poderá ser usada para negociações para resultados favoráveis ao governo nas eleições para a presidência da Câmara dos Deputados.

O Planalto trabalha para derrubar o candidato que irá suceder Rodrigo Maia, ou até o próprio atual presidente caso seja concedido direito à reeleição. A atual aposta do governo é o deputado Artur Lira (PP-AL).

Bolsonaro ainda não se manifestou publicamente sobre o assunto, mantendo certa discrição depois dos resultados das urnas municipais malsucedidos para o governo.

Outros aliados do presidente já afirmaram que Lira é um “teto de vidro“. Isso porque o deputado é réu acusado de corrupção passiva no inquérito que apura o recebimento de R$ 106.000 em propina.

Poder 360

Lei que determina vacina contra covid-19 gratuita e para todos é aprovada

O Senado aprovou nesta 5ª feira (3.dez.2020) projeto de lei que determina que a vacina contra covid-19 seja direito de todos e gratuita priorizando os grupos de risco. A matéria diz ainda que o SUS (Sistema Único de Saúde) terá prioridade na compra das vacinas até que as metas de imunização sejam cumpridas. A proposta vai à Câmara dos Deputados.

Os critérios de distribuições e os parâmetros para definir quem será do grupo de risco ou não virá em uma regulamentação depois da aprovação da lei. O relatório do senador Nelsinho Trad (PSD-MS) disse que será preciso dar publicidade e transparência para todas as compras e repasses relacionados à vacinação. Eis a íntegra (575 KB).

Na 1ª versão do projeto, de autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), a medida estabelecia critérios mais objetivos para a vacinação. Entre eles estão o tamanho da população, percentual de grupos de risco na região, e número de casos e mortes.

“A vacina é nossa esperança. O projeto não obriga ninguém a se vacinar, mas garante a distribuição para todos os estados e o acesso gratuito a todos que quiserem a vacina. Salvar vidas e acelerar a recuperação econômica são os objetivos do PL”, afirmou.

Os senadores também aprovaram nesta 5ª feira (3.dez) a liberação de cerca de R$ 2 bilhões para a vacina da Universidade de Oxford. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ainda não liberou nenhuma vacina para o uso no Brasil.

Apenas as vacinas na 3ª fase clínica (aplicação em massa) e que estejam sendo testadas no Brasil poderão solicitar o uso emergencial. Até o momento, 4 candidatas cumprem essas condições: a desenvolvida por Oxford e AstraZeneca, a da Pfizer e BioNTech, a CoronaVac (desenvolvida pela Sinovac e pelo Instituo Butantan) e a do grupo Janssen.

O Ministério da Saúde divulgou na 3ª feira (1º.dez) um documento em que apresenta, sem informar datas, o plano preliminar de vacinação contra a covid-19 no Brasil. Há 4 fases previstas pela equipe técnica da pasta. A prioridade será para idosos, pessoas com comorbidades, profissionais de saúde e indígenas.

Leia a íntegra do comunicado do Ministério da Saúde (557 KB).

Pesquisa PoderData indica que 67% da população brasileira “com certeza” tomaria uma vacina contra a covid-19 assim que estivesse disponível. A taxa se manteve estável ante o levantamento realizado cerca de um mês antes, mas caiu em relação ao estudo feito de 6 a 8 de julho –quando 85% queriam o imunizante.

A proporção dos que disseram rejeitar a fórmula é agora de 19%, ante 22% na consulta realizada de 26 a 28 de outubro.

A pesquisa foi realizada pelo PoderDatadivisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 23 a 25 de novembro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 479 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Sucessão na Câmara e desentendimento com Maia travam reformas, diz Guedes

O ministro Paulo Guedes (Economia) disse nesta 5ª feira (3.dez.2020) que há desentendimentos em torno da votação de projetos econômicos na Câmara dos Deputados. Segundo ele, o governo quer votar o projeto de autonomia do Banco Central e a reforma administrativa. Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, quer pautar a votação da reforma tributária, relatada pelo deputado Aguinaldo Ribeiro.

“De repente, com esse desentendimento político envolvendo a disputa pela Presidência da Câmara, a conversa está parcialmente interrompida. O eixo governista quer a aprovação do Banco Central independente e da reforma administrativa, que já estão lá. O relator e o presidente da Câmara preferem começar a tributária agora”, afirmou.

Na avaliação de Guedes, o diálogo pode ser retomado rapidamente. Disse que já indicou as pautas prioritárias e o governo está disposto a votá-las. Afirmou ainda que a equipe econômica vem colaborando com a elaboração do texto da reforma tributária, mas que o debate deve ser aprofundado.

O ministério da Economia apresentou a 1ª fase da tributária, que propõe a unificação do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins em um IVA (Imposto Sobre Valor Agregado). Segundo Guedes, a proposta da equipe econômica não aumenta a carga tributária. Já a da Câmara, pode aumentar, declarou Guedes.

“O nosso IVA era em torno de 12%. Recebemos algumas sugestões. Há setores que são mais atingidos, como transporte pública, saúde, educação. Pode ser que haja uma pressão para reduzir a alíquota desses setores. Por outro lado, se o IVA for muito alto, ele vai atingir que gera 80% do emprego no Brasil, que são serviços e comércio. Eu sempre disse: ‘Cuidado com esse IVA’. Precisamos de outras bases. O impacto pode ser muito grande”, declarou.

“O nosso governo não vai aumentar impostos. Se alguém quiser fazer uma reforma tributária que aumenta impostos, que faça, não é a gente”, declarou durante um evento realizado pela CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), por videoconferência.

PIB SOBRE 7,7%

O ministro afirmou que o país está se recuperando em “V” – uma forte queda seguida de recuperação igualmente acentuada. O IBGE divulgou nesta 5ª feira que a economia brasileira aponta para nessa direção. O PIB (Produto Interno Bruto) avançou 7,7% no 3º trimestre ante os 3 meses imediatamente anteriores. Foi a taxa mais alta já registrada desde que o IBGE iniciou os cálculos do PIB trimestral, em 1996. No acumulado do ano, porém, a economia tem queda de 5%.

Significa que o PIB se recuperou apenas parcialmente. O Brasil ainda não conseguiu voltar ao ponto que estava no final no início do ano, antes dos impactos da pandemia de covid-19.

“Os sinais são de que a economia está mesmo voltando em V. Só mesmo os negacionistas refutariam a evidência empírica que a economia voltou em V”, afirmou.

O ministro estima que o PIB deve cair 4,5% neste ano e subir mais de 3% em 2021.

Guedes afirma que a recuperação será mais lenta nos próximos trimestres, na medida em que serão retirados pacotes emergenciais para combater a crise, como o auxílio emergencial aos mais vulneráveis.

“Estamos numa recuperação cíclica de consumo e vamos recuperar isso a base de investimentos”, afirmou. “Estamos pedindo para destravar os marcos regulatórios”.

Guedes afirmou ainda que os juros baixos vieram para ficar. Falou que a Caixa Econômica e os programas de créditos estão batendo recordes de demanda.

Disse ainda que a construção civil passou longe da crise e cria empregos a cada mês. Nas contas de Guedes, o país deve terminar o ano com zero perda de empregos com carteira assinada. Atualmente, o saldo no setor formal está negativo em 170 mil.

Poder 360.

Wolney será o novo presidente da câmara de Parnamirim

Um encontro dos vereadores eleitos e reeleitos, o martelo foi batido e ficou decidido que quem irá presidir a câmara será o advogado Wolney França.

O encontro foi importante para aparar arestas e definir essa situação, antes da votação da reforma da lei orgânica do município que será concluída na próxima semana.

Compareceram ao encontro 13 vereadores, que foram eleitos pela situação e também pelo governo. Afrânio deverá ocupar a vaga de vice presidente da casa.

Ezequiel Ferreira e os tucanos saem fortalecidos das eleições 2020.

Apesar dos jornais de grande circulação nacional afirmarem que os tucanos cresceram nos grandes centros, mas têm decréscimo no quantitativo de prefeitos, isso não se aplica ao cenário político norte-rio-grandense.

No RN, nas eleições municipais, os tucanos surpreenderam com elevado número de votos em todas as regiões do estado, foram os Campeões com 399.658 mil votos.

Eles superaram partidos de vanguarda, garantindo boa colocação no ranking dos partidos com maior número de votos obtidos, vejamos uma breve síntese do cenário político no RN:
MDB: que teve 237.131 mil votos;
PL: que teve 152.976 mil votos;
PP: que teve 147.714 mil votos;
PSD: que teve 139.910 mil votos;
SD: que teve 126.852 mil votos;
REPUBLICANOS: que teve 112.046 mil votos;
PT: 99.812 mil votos.

É sabido que as eleições municipais servem de base para as eleições estadual e nacional. Então, o PSDB cumpriu seu dever de casa, sob o comando do presidente Ezequiel Ferreira.

Nessa perspectiva, para 2022, os tucanos precisarão apenas manter plano estratégico, pois com o engajamento do líder Ezequiel, o deputado Gustavo Carvalho, o prefeito Álvaro Dias e demais representantes políticos certamente garantirão três vagas para deputados federal e oito para estadual. Essa matemática vem chamando a atenção de muitos políticos no RN.

O Trampolim da Vitória que deixou sua marca na segunda guerra mundial, nos dias atuais, tem exemplo de luta, quem sabe poderá desembarcar no ninho dos tucanos e ocupar uma dessas vagas de federal para terceira maior cidade do estado.

Este representante parnamirinense tem como referência o trecho do hino nacional “verás que um filho teu não foge a luta”, assim é Abidene Salustiano costuma atirar no que vê e acertar no que não vê, coisas de quem transforma areia em dinheiro.

Até o próximo pleito eleitoral, há muita água para correr debaixo da ponte. Abidene quer ser o federal de Parnamirim.

Saiba quais são as 9 estatais que Bolsonaro e Guedes querem privatizar em 2021

O governo federal, conforme noticiou o Conexão Política, anunciou nesta quarta-feira (2) a meta de realizar 9 privatizações em 2021.

Há uma forte estratégia para leiloar as nove estatais e 115 ativos de infraestrutura, com o potencial de atrair R$ 367 bilhões em investimentos privados.

Além disso, estão previstos os leilões do 5G e de 24 aeroportos, como os de Santos Dumont (RJ) e Congonhas (SP).

Segundo apurou a nossa equipe de jornalismo, Bolsonaro e Guedes estão insatisfeitos com o ‘travamento’ na agenda de privatizações.

Guedes tem dito a aliados que a pauta ainda enfrenta uma ‘gigante oposição’, mas que é preciso descontruir a imagem que os governos anteriores, principalmente o PT, criaram sobre a privatização.

Até lá, ele espera concluir a venda dos Correios e da Eletrobras.

Em ambos os casos será necessário forte articulação com o Congresso.

O projeto de desestatização da Eletrobras segue parado na Câmara. Se aprovado, deverá render cerca de R$ 60 bilhões aos cofres do Tesouro.

Há uma projeção também para entregar à iniciativa privada 16 terminais portuários, seis rodovias, três ferrovias, oito terminais pesqueiros, seis parques e florestas, três blocos de óleo de gás, três áreas de mineração e 24 planos subnacionais de saneamento, iluminação pública e resíduos sólidos.

Confira a programação de privatização para 2021 (íntegra – 3 MB):

ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias);

CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos-MG);

Ceasaminas (Centrais de Abastecimento de Minas Gerais);

Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo);

Correios;

Eletrobras;

Emgea (Empresa Gestora de Ativos):

Nuclep (Nuclebrás Equipamentos Pesados).

Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A.)

Conexão política.

EUA têm maior número diário de mortes por covid desde início da pandemia

Os Estados Unidos registraram nessa 4ª feira (2.dez.2020) o maior número de mortes diárias por covid-19 desde o início da pandemia. Foram 2.731, segundo a Universidade John Hopkins. Em 15 de abril, data que tinha o valor mais alto até então, morreram 2.607 pessoas vítimas da doença.

O chefe do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças), Robert Redfield, afirmou que este pode ser o “momento mais difícil” na história da saúde pública dos EUA. Disse que o país enfrenta a perspectiva de colapso do sistema de saúde.

De acordo com o The Covid Tracking Project, as hospitalizações chegaram a 100 mil na 4ª feira (2.dez) –mais do que o dobro do número no início de novembro e maior total já registrado.

Estamos em um momento muito crítico para conseguirmos manter a resiliência de nosso sistema de saúde”, disse Redfield em evento organizado pela Câmara do Comércio dos EUA.

A realidade é que dezembro, janeiro e fevereiro serão tempos difíceis. Na verdade, acredito que eles serão os mais difíceis na história da saúde pública desta nação, em grande parte por causa do estresse que será colocado em nosso sistema de saúde.

 

Redfield pediu que a população seja mais rigorosa com as medidas de prevenção, como o uso de máscara e o distanciamento social. O chefe do CDC falou que muitos norte-americanos não seguiram as recomendações de evitar viagens durante o feriado de Ação de Graça –o que pode causar aumento no número de novos casos nos próximos dias.

Mesmo com o alerta, o CDC diminuiu o período de isolamento recomendado depois de exposição ao coronavírus: passa a ser de 7 a 10 dias. Antes, eram 14.

Os EUA são o país mais afetado pela covid-19. Já são mais de 14 milhões de casos de contaminação pelo coronavírus e quase 180 mil mortes pela covid-19.

Acho que, infelizmente, antes de fevereiro, poderíamos estar perto de 450 mil norte-americanos [que] morreram com esse vírus”, disse o chefe do CDC.

O Poder360

Morre o ex-presidente francês Valéry Giscard d’Estaing, vítima da covid-19

O ex-presidente francês Valéry Giscard d’Estaing morreu nessa 4ª feira (2.dez.2020) por complicações relacionadas à covid-19. Ele tinha 94 anos.

D’Estaing governou a França de 1974 a 1981, nos últimos momentos do chamado “les trentes glorieuses”, as 3 décadas de prosperidade que o país teve depois da 2ª Guerra Mundial.

Ele foi o 1º presidente oriundo do “Gaullismo” –ideologia política francesa baseada nas ideias e na ação do General Charles de Gaulle. Foi o líder mais jovem da França desde Luís Napoleão Bonaparte e uma das vozes mais escutadas da vida política francesa.

O atual presidente da França, Emmanuel Macron, foi muito comparado a d’Estaing por também ser jovem e ter ímpeto reformador e centrista.

Durante seus anos de governo, d’Estaing foi responsável por algumas reformas sociais importantes. Entre elas, permitir o divórcio por consentimento mútuo, autorizar o aborto e reduzir a idade mínima de votação para 18 anos.

Na área econômica, a partir de uma estreita relação com o então chanceler da Alemanha, o social-democrata Helmut Schmidt, ajudou a concretizar a implementação de uma moeda única na chamada eurozona. Foi criado, então, o SME (Sistema Monetário Europeu).

Nos anos 2000, presidiu a Convenção Europeia para trabalhar em uma Constituição Europeia, iniciativa que não teve êxito.

Mas seu interesse por questões internacionais o levou a fundar o G7, clube dos países industrializados e com grande poder econômico. Atualmente, o grupo é formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido –além da representação da União Europeia.

 

Macron prestou homenagem ao homem que “transformou a França”. Em comunicado oficial, escreveu: “Seu mandato de 7 anos transformou a França. A orientação que ele deu à França ainda guia nossos passos”.

Os ex-presidentes Nicolas Sarkozy e François Hollande homenagearam d’Estaing. Hollande escreveu em seu perfil no Facebook que “a França perde um estadista que optou por se abrir ao mundo”.

Já Sarkozy disse que d’Estaing trabalhou muito para fortalecer a relação entre os europeus.

“Valéry Giscard d’Estaing trabalhou toda sua vida para fortalecer o laço entre as nações europeias, quis e conseguiu modernizar a vida política e dedicou sua grande inteligência à análise dos mais complexos problemas internacionais”, escreveu Sarkozy em seu perfil do Twitter.

Eis o comunicado emitido por Emmanuel Macron, em francês:


Poder 360.

Pfizer: Brasil tem uma semana para decidir por compra de vacina da covid-19

Alejandro Lizarraga, diretor da área de vacinas da Pfizer Brasil, disse nessa 4ª feira (2.dez.2020) que é apertado o prazo para o país fechar negócio para aquisição do imunizante contra a covid-19 desenvolvido pela farmacêutica.

O tempo é curto, de alguns dias, ou talvez uma semana”, falou.

O imunizante da Pfizer/BioNTech foi aprovado para uso emergencial no Reino Unido e a vacinação deve começar na próxima semana. Estudos clínicos mostraram que a vacina tem 95% de eficácia na proteção contra a covid-19.

Um obstáculo para a distribuição dessa vacina, batizada BNT162b2, é a infraestrutura necessária para seu transporte e armazenamento. Isso porque a vacina precisa ser mantida a uma temperatura de -70ºC.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, sinalizou na 3ª feira (1º.dez), sem citar nomes, que a vacina da Pfizer não está no perfil ideal para uso no Brasil.

Ele defendeu a inclusão no plano nacional de um imunizante que, “fundamentalmente”, possa ser armazenado a temperaturas de 2°C a 8°C, compatível com a capacidade da rede de resfriamento nacional.

Segundo Lizarraga, a Pfizer fechou acordos com outros países com condições de desenvolvimento parecidas com as do Brasil. Entre eles, Chile, Peru, Equador, Panamá, México e Costa Rica. Por isso, na avaliação do executivo, a farmacêutica poderia adotar no Brasil soluções similares às prometidas para os outros países.

A farmacêutica apresentou nessa 4ª (2.dez) ao governo federal um plano logístico detalhado, bem como ferramentas para apoiar o transporte, o armazenamento e o monitoramento contínuo da temperatura da vacina contra a covid-19 desenvolvida em parceria com a empresa de biotecnologia alemã BioNTech.

Em nota (íntegra – 250 KB), a farmacêutica disse que existe a possibilidade de realizar o transporte da vacina em uma “embalagem inovadora em caixas” nas quais o armazenamento da vacina a -75ºC pode se dar por 15 dias, em gelo seco.

O imunizante, de acordo com a Pfizer, pode ficar em um refrigerador comum (entre 2ºC e 8ºC) por até 5 dias, viabilizando a distribuição e vacinação –em especial na situação atual em que se pretende vacinar o maior número de pessoas em curto espaço de tempo.

Poder 360.

Câmara aprova MP que destina R$ 2 bi à vacina contra a covid-19

A Câmara dos Deputados aprovou na tarde desta 4ª feira (2.dez.2020) a MP (medida provisória) 994 de 2020, que abre crédito de R$ 1,99 bilhão para o Ministério da Saúde. Os recursos serão destinados à produção e distribuição da vacina contra o coronavírus.

A votação foi simbólica. Ou seja, sem contagem dos votos. O acerto é possível quando há acordo entre as bancadas. O texto segue para análise do Senado, e perderá validade se não for votado até 5ª feira (3.dez.2020).

Medidas provisórias são editadas pelo governo federal e têm força de lei a partir do momento de sua publicação por até 120 dias. Para continuar valendo, porém, precisa de aprovação de Câmara e Senado dentro do prazo. A MP 994 perde a validade em 3 de dezembro.

O governo pode usar os recursos relativos a medidas provisórias de crédito mesmo sem aprovação do Congresso, desde que a verba seja usada antes da caducidade da medida. A aprovação nesse caso é importante porque parte do dinheiro ainda não foi utilizado.

A relatora, Mariana Carvalho (PSDB-RO), disse no plenário que ainda faltam destinar R$ 400 milhões.

A vacina em questão é a desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca, em parceria com a universidade britânica de Oxford. No Brasil, o imunizante está sendo estudado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), vinculada ao Ministério da Saúde.

A verba aprovada virá da emissão de títulos públicos. Do valor total, R$ 1,3 bilhão será investido na compra de 100 milhões de doses da vacina, além da compra do aparato tecnológico do laboratório AstraZeneca necessário para transporte e armazenamento.

Outros R$ 522 milhões serão investidos na Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz no Rio de Janeiro, responsável pelo processamento final das substâncias. Com os R$ 95,6 milhões restantes serão comprados as tecnologias de produção do imunizante.

CONFUSÃO DE DOSAGENS

A vacina em questão passou por 1 erro nas dosagens durante a 3ª fase de testes clínicos. Alguns voluntários tomaram somente meia dose, e vieram a apresentar uma resposta melhor à vacina, com eficácia de 90%

De início, a AstraZeneca relatou os fatos como se a diferença nas doses tivesse sido intencional. Mais tarde, porém, teve que admitir ter se tratado de uma pane: devido a um erro de produção, as ampolas só estavam cheias pela metade, por isso os pacientes do Reino Unido inicialmente só receberam meia dose.

As agências reguladoras permitiram a continuidade dos testes, ainda que com a dosagem errada.

Poder 360.

Preferência por vacina da China sobe para 15%, mostra PoderData

Pesquisa PoderData mostra que o percentual de brasileiros dispostos a receber doses de vacinas contra a covid-19 desenvolvidas por empresas farmacêuticas da China cresceu nos últimos 90 dias no país. Passou de 8% para 15%. Houve alta de 7 pontos percentuais.

Apesar da alta, a maior parte dos entrevistados pelo instituto de pesquisas confia mais em  mais confiança em imunizantes produzidos nos Estados Unidos. O levantamento mostra que 27% preferem vacinas norte-americanas –houve variação dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais nos últimos 3 meses, considerando os levantamentos feitos de 17 a 19 de agosto e de 26 a 28 de outubro.

Também são 15% os que optam por uma produzida por países da Europa. Só 4% tomariam um imunizante desenvolvido pela Rússia.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 23 a 25 de novembro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 479 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

O debate sobre a preferência de uma vacina, considerando o país de origem das empresas de biotecnologia e de farmacêuticas, foi impulsionado em outubro, quando houve embate entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) envolvendo o tema. Adversários ferrenhos, o presidente e o tucano divergem ainda sobre a obrigatoriedade da vacina.

Em 21 de outubro, em ato contrário à vacina da China, o Bolsonaro cancelou 1 acordo firmado pelo Ministério da Saúde para aquisição de 46 milhões de doses da CoronaVac, imunizante contra covid-19 desenvolvido pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo.

Frente à resistência do governo federal, Doria decidiu fechar o contrato pela compra da CoronaVac. Das 46 milhões de doses do imunizante, 40 milhões serão produzidas no Brasil. Em 28 de outubro, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a importação de matéria-prima da China para produção da vacina. Em 19 de novembro, o governo de São Paulo recebeu 120 mil doses numa 1ª remessa.

Os temas repercutiram fortemente na mídia, principalmente de forma negativa. Em grupos de WhatsApp, pipocaram vídeos de supostos médicos e profissionais de saúde criticando e elogiando o governo.

Após a mobilização de partidos, tanto a obrigatoriedade da vacina, quanto a desistência da compra da CoronaVac pelo governo federal serão analisadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Em uma das ações, o relator, ministro Ricardo Lewandowski apresentou voto antecipado, em 24 de novembro, favorável ao pedido para obrigar o governo federal a apresentar em 30 dias o plano de vacinação contra a covid-19.

PoderData também mostrou que 59% dos brasileiros defendem a obrigatoriedade da vacina e 33% são contra essa medida.

ESTRATIFICAÇÃO

PoderData separou o recorte da pesquisa por sexo, idade, região, escolaridade e renda. Observam-se os maiores percentuais de preferência nos seguintes grupos e regiões:

  • Vacina feita na China – homens (16%); pessoas de 45 a 59 anos (18%); moradores da região Norte (31%); os que têm ensino superior (17%); os que recebem mais de 10 salários mínimos (29%).
  • Vacina feita nos Estados Unidos – homens (31%); pessoas de 16 a 24 anos (36%); moradores do Sul (38%); os que têm só o ensino fundamental (29%); os que ganham até 2 salários mínimos (34%).
  • Vacina feita em países da Europa –mulheres (18%); pessoas de 25 a 44 anos (19%); moradores do Centro-Oeste (35%); os que têm ensino superior (22%); os que recebem mais de 10 salários mínimos (44%);
  • Vacina feita na Rússia – homens (6%); pessoas de 16 a 24 anos (10%); moradores da região Norte (10%); os que têm ensino superior (5%); os que recebem de 5 a 10 salários mínimos.

Atualmente, estão sendo realizados 4 estudos clínicos de vacinas contra o coronavírus no Brasil, todos estão na 3ª e última fase de testes. Eis quais são:

  • Vacina de Oxford – produzida pelo laboratório sueco AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, da Inglaterra;
  • CoronaVac – desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan;
  • Vacina BNT162b1 – desenvolvida pela empresa alemã de biotecnologia BioNTech e pela farmacêutica norte-americana Pfizer;
  • Vacina Jansen-Cilag – produzida pela farmacêutica belga Janssen, do grupo norte-americano Johnson-Johnson.

Em 9 de novembro, a Pfizer divulgou estudos preliminares que apontam que o imunizante desenvolvido tem 95% de eficácia contra o novo coronavírus. Na 3ª feira (1º.dez.2020), a a farmacêutica pediu às autoridades de regulação de medicamentos da Europa a autorização para uso emergencial de sua vacina. A mesma solicitação foi feita nos Estados Unidos, em 18 de novembro.

A vacina de Oxford também teve um estudo preliminar divulgado em 23 de novembro. Os resultados indicam 90% de eficácia do imunizante quando os participantes receberam meia dose da vacina e, 1 mês depois, uma dose completa. Quando foram aplicadas duas doses completas, também com 1 mês de diferença entre elas, a eficácia caiu para 62%.

No mundo, a 1ª vacina que recebeu aprovação regulatória foi a da Rússia: a Sputinik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya de Moscou. A vacinação com o imunizante já começou no país, mesmo ainda sem a conclusão dos testes. O anúncio foi feito nessa 3ª feira (1º.dez).

Além disso, apesar de não ser testada no Brasil, análise preliminar da vacina desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Moderna mostrou 94,5% de eficácia do imunizante.

VACINA X BOLSONARO

O presidente Jair Bolsonaro e parte da sua base de apoio, inclusive seus filhos, glorificam rotineiramente a aproximação da administração federal com o governo dos Estados Unidos, que antecipou em julho a compra de US$ 1,95 bilhão em vacinas da Pfizer e BioNTech.

Bolsonaro, no entanto, ainda não manifestou nenhuma preferência sobre alguma vacina, mas se disse contrário à da China. Em 26 de outubro, o presidente ainda defendeu o investimento no tratamento da doença ao em vez da produção de 1 imunizante contra o coronavírus, que já matou mais de 173 mil pessoas no país.

O posicionamento do presidente parece influenciar os que avaliam positivamente seu trabalho individual na Presidência. Dos que acham o Bolsonaro “ótimo” ou “bom”, 37% preferem tomar uma vacina feita nos Estados Unidos.

 

No entanto, houve 1 aumento do percentual nesse grupo dos que optam por uma vacina da China. Há 1 mês, só 2% queriam 1 imunizante da China. Agora, são 13%.

Já dos que acham o presidente “ruim” ou “péssimo”, 21% preferem uma fórmula desenvolvida na Europa. Outros 18% preferem a produção chinesa e 6% preferem uma feita na Rússia.

Apesar da resistência a uma vacina, em 6 de agosto, o governo comprou 100 milhões de doses da vacina desenvolvida pelo laboratório AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford por R$ 1,9 bilhão. Os recursos foram liberados por uma medida provisória. O Brasil também integra o Covax, 1 consórcio internacional para facilitar a compra de vacinas contra a covid-19.

O dinheiro será destinado à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), que usará o montante para incorporar a tecnologia desenvolvida pela empresa britânica para fabricar a vacina. Com isso, caso a eficácia do imunobiológico seja comprovada e o suo da vacina seja autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o Brasil deverá produzir 100 milhões de doses até o 2º trimestre de 2021.

Em entrevista a jornalistas, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, disse na última 3ª feira (1º.dez.2020) que o Plano Nacional de Imunização contra a covid-19 só ficará pronto quando houver uma vacina registrada na Anvisa. Mas, no mesmo dia, o governo divulgou um documento com um plano preliminar, que indica que 4 fases previstas pela equipe técnica da pasta. A prioridade será para idosos, pessoas com comorbidades, profissionais de saúde e indígenas.

O secretário também disse que as vacinas contra o coronavírus que serão incluídas no plano de vacinação devem ser “fundamentalmente” termoestáveis por longos períodos e que possam ser armazenadas em temperaturas de 2°C a 8°C, compatível com a capacidade da rede de resfriamento nacional. Ele não citou especificamente nenhuma vacina.

No entanto, o critério estabelecido pelo governo afasta a possibilidade de aquisição do imunizante desenvolvido pela farmacêutica Pfizer e pela empresa de biotecnologia alemã BioNTech. Batizada de BNT162b2, a vacina do laboratório norte-americano exige condições especiais de armazenamento, com temperaturas de -70º C.

O coordenador dos estudos da Pfizer em São Paulo e diretor do Centro Paulista de Investigação Clínica, Cristiano Zerbini, disse nesta 4ª feira (2.dez.2020), em entrevista à rádio BandNews FM, que a temperatura de armazenamento da vacina da farmacêutica norte-americana Pfizer não é um impedimento para sua distribuição no Brasil.

Sem citar valores de custo, o Conselho Nacional de Climatização e Refrigeração afirmou, em comunicado (íntegra – 160 KB), que o setor de serviços de refrigeração nacional pode buscar adequar a infraestrutura e disponibilizar soluções para qualquer temperatura, inclusive a exigida pelo imunizante BNT162b2, com planejamento e investimento.

Outros países já têm previsão para vacinação contra covid-19. O Poder360 preparou 1 infográfico com as datas.

Poder 360.

67% tomariam vacina contra covid-19, e 19%, não, mostra PoderData

Pesquisa PoderData indica que 67% da população brasileira “com certeza” tomaria uma vacina contra a covid-19 assim que estivesse disponível. A taxa se manteve estável ante o levantamento realizado cerca de um mês antes, mas caiu em relação ao estudo feito de 6 a 8 de julho –quando 85% queriam o imunizante.

A proporção dos que disseram rejeitar a fórmula é agora de 19%, ante 22% na consulta realizada de 26 a 28 de outubro.

A pesquisa foi realizada pelo PoderDatadivisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 23 a 25 de novembro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 479 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB),  travam um embate. O tucano quer vacinar obrigatoriamente contra covid-19 toda a população do Estado que comanda. O presidente é contra.

discussão sobre a obrigatoriedade ou não do imunizante será feita, também, no STF (Supremo Tribunal Federal). O ministro Ricardo Lewandowski vai levar diretamente ao plenário 4 ações que discutem o tema e outras medidas profiláticas no combate à pandemia.

HIGHLIGHTS DEMOGRÁFICOS

O estudo destacou, também, os recortes para as respostas à pergunta sobre a percepção dos entrevistados em relação à vacina. Leia abaixo a estratificação por sexo, idade, região, escolaridade e renda. Os números entre parênteses mostram a proporção dentro do grupo.

Quem mais tomaria

  • os que têm 60 anos ou mais (75%);
  • os com ensino superior (72%);
  • moradores da região Norte (82%);
  • os que recebem mais de 10 salários mínimos (98%).

Quem mais rejeita

  • os que têm até o ensino fundamental (24%);
  • os moradores da região Nordeste (24%);
  • os que recebem de 5 a 10 salários mínimos (35%).

BOLSONARO X VACINA

O presidente afirmou em outubro que não pretende comprar nenhum imunizante vindo da China. Também disse diversas vezes ser contra a obrigatoriedade. A vacina só deveria ser obrigatória para Faísca, seu cachorro, afirmou.

A opinião do chefe do Executivo parece influenciar na percepção da sua base. Os apoiadores do presidente (“ótimo” + “bom”) são os que mais rejeitam 1 possível imunizante. Nesse grupo, 25% “com certeza não tomariam”. Também nesse mesmo estrato observa-se a menor taxa dos que disseram que “com certeza” irão tomar uma vacina: 53%.

VACINA AINDA NÃO APROVADA NO BRASIL

Ainda não há nenhum imunizante contra a covid-19 aprovado no Brasil. Para ser disponibilizada à população, a fórmula precisa ter o aval da Anvisa.

Várias empresas já apresentaram resultados promissores, e pediram autorizações nos países para o início da vacinação em massa. Algumas nações têm previsão para distribuição da fórmula já em dezembro deste ano.

Na 3ª feira (1º.dez.2020), o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, disse que as vacinas contra a covid-19 que serão incluídas no Plano Nacional de Imunização devem “fundamentalmente” ser termoestáveis por longos períodos e permitir armazenagem à temperatura de 2 ºC a 8 ºC, compatível com a capacidade da rede de resfriamento nacional.

Ele não citou especificamente nenhuma vacina. No entanto, o critério estabelecido pelo governo afasta a possibilidade de aquisição da vacina desenvolvida pela farmacêutica Pfizer e pela empresa de biotecnologia alemã BioNTech. O imunizante, batizado de BNT162b2, exige armazenamento a -70ºC.

Poder 360.