Governadores pedem prorrogação do decreto de calamidade

Wellington Dias (PT), coordenador do Fórum de Governadores e presidente do Consórcio Nordeste, pediu ao governo federal a prorrogação do decreto de calamidade pública.

Dias participou há pouco de reunião com representantes do Ministério da Saúde.

A proposta busca prorrogar o decreto por mais seis meses, para viabilizar a continuidade do pagamento do auxílio emergencial e de outros programas para preservar empregos.

“No Brasil, estamos vivendo uma situação de SOS. Por isso, a emissão de medida provisória tem a nosso apoio para a prorrogação tanto da calamidade e também para garantir mecanismo seguro e ágil para a Anvisa garantir validação de vacinas que já foram aprovadas em agências reguladoras, como na Argentina e no Reino Unido”, disse o governador.

O Antagonista

Rússia atualiza dados e computa 186 mil mortos por Covid-19, três vezes mais do que o divulgado

A vice-primeira-ministra da Rússia, Tatiana Golikova, afirmou nesta terça-feira, 29, que o novo coronavírus foi responsável por mais de 80% das mortes excedentes no ano de 2020 em comparação a 2019. Com isso, segundo os números revisados, o país registrou desde o início da pandemia 186 mil óbitos pelo novo coronavírus, quantidade três vezes maior do que a divulgada anteriormente, que era de 55,8 mil. Segundo o canal britânico BBC, as mortes ligadas à doença atingiram o ápice no mês de novembro e dezembro na Rússia. A representante do governo acredita que isso se deve ao crescimento das doenças respiratórias nos meses de outono e inverno.

O país tem sofrido severas críticas durante a pandemia pela forma como computa as mortes causadas pela doença. Os óbitos só são registrados como causados por Covid-19 quando os relatórios de legistas mostram o vírus como a principal causa da morte. Esse sistema termina por ignorar uma série de outras motivações que podem estar ligadas à doença. Com a atualização dos números, o país europeu se aproxima do Brasil e dos Estados Unidos se tornando o terceiro com mais mortes por Covid-19 no mundo. Antes, ele ocupava a oitava colocação, atrás de países como Índia e México. O país trabalha desde o fim de novembro com a vacina Sputnik V, que foi exportada para a Bielorrússia e para a Argentina até o momento. No vizinho latino, a imunização foi iniciada nesta terça-feira.

Jovem Pan 

Detetives alemães querem resolver caso Madeleine McCann em 2021

O caso mais famoso de desaparecimento de criança no mundo pode ter seu ponto final em 2021. Os detetives alemães que trabalham no caso da britânica Madeleine McCann pretendem finalizar as investigações no próximo ano. Segundo o site The Sun, a polícia irá interrogar o principal suspeito pelo desaparecimento no dia 31 de dezembro. Acusado de estupro e pedofilia, Cristian B. teria relatado a um colega de prisão que foi o responsável pelo sequestro e pela morte da garota de três anos em 2007. Essa será a primeira vez que ele será interrogado pelos investigadores.

“Os oficiais alemães esperavam que, a essa altura, eles já tivessem encontrado as peças que faltavam no quebra-cabeça que precisam para vincular (Christian B) ao desaparecimento de Madeleine. Mas eles continuam tão determinados como sempre e não haverá absolutamente nenhuma pausa no Ano Novo. A polícia alemã não vai tirar o pé do acelerador”, disse uma fonte próxima do caso ao jornal. O caso voltou à tona neste ano quando novas pistas levaram a Cristian e a um terreno baldio no interior da Alemanha, mas nenhum resto mortal foi encontrado. Porém, a polícia afirma ter “evidências concretas” de que Madeleine está morta.

“As relações entre a Alemanha e Portugal continuam muito ruins. Os policiais na Alemanha sabem que suas suspeitas só serão percebidas por meio de trabalho árduo e policiamento à moda antiga”, emendou a fonte. Os investigadores devem retornar ao resort na Praia da Luz, em Portugal, onde o desaparecimento aconteceu.

Jovem Pan

Brasil fecha 2020 com 14,1 milhões de desempregados, aponta IBGE

Dados divulgados na manhã desta terça-feira, 29, pelo IBGE, mostram que a taxa de desocupação no Brasil subiu 0,5 pontos percentuais no trimestre de agosto a outubro de 2020 em relação ao de maio a julho. Agora, são 14,3% de desempregados — o que equivale a 14,1 milhões de pessoas desocupadas. O número é 2,7 p.p. maior que o registrado no mesmo período de 2019 (11,6%). Já o nível de ocupação representa 84,3 milhões de pessoas — 2,8% a mais em relação ao trimestre anterior e 10,4% menor que o mesmo período do ano passado.

Em relação à subutilização, a taxa caiu 0,7 p.p. e atingiu 29,5% da população em relação ao trimestre passado. Em número de pessoas, são 32,5 milhões de subutilizados — sem variação significativa em relação ao mesmo trimestre de 2019. Quanto a população na força de trabalho (98,4 milhões) subiu 3,4% em relação ao período de maio a julho e caiu 7,6% em relação ao ano passado. Dos empregados, 29,8 milhões de pessoas estão sob regime de carteira de trabalho assinada no setor privado — 10,4% menor que o mesmo trimestre de 2019. Os sem carteira assinada representam 9,5 milhões — menos 20,1% no mesmo período. Já os que trabalham por conta própria representam, hoje, 22,5 milhões de pessoas. Em relação ao rendimento médio real habitual, ele está estável em R$ 2.529 — 5% maior que em 2019.

Quanto aos setores, a ocupação cresceu em quatro dos dez agrupamentos se comparado ao trimestre anterior: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,8%), Indústria (3,0%), Construção (10,7%) e Comércio e reparação de veículos automotores (4,4%). Já em relação ao mesmo período de 2019, a ocupação recuou em oito dos dez grupamentos: Indústria (-10,6%), Construção (-13,7%), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-11,2%), Transporte, armazenagem e correio (-13,4%), Alojamento e alimentação (-28,5%), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (-4,0%), Outros serviços (-20,4%) e Serviços domésticos (-25,4%).

Jovem Pan

Profissionais de saúde de Nova York começam a se digladiar para conseguir vacina

No Hospital Infantil NewYork-Presbyterian Morgan Stanley, um dos mais conceituados de Nova York, espalhou-se um rumor que a fila para receber a vacina contra o coronavírus, no nono andar, não era vigiada e que qualquer pessoa podia entrar nela às escondidas e ser vacinada.

Segundo as regras, os profissionais de saúde mais expostos ao vírus deveriam ter prioridade, mas não demorou para funcionários de departamentos de risco mais baixo, incluindo alguns que passaram boa parte da pandemia trabalhando de suas casas, receberem o imunizante.

O lapso ocorreu nas primeiras 48 horas após a chegada das primeiras doses da vacina à cidade e provocou indignação entre profissionais do hospital, levando a direção a pedir desculpas.

Profisisonal de saúde de unidade especial para pacientes com Covid-19 em Nova York durante pausa
Profisisonal de saúde de unidade especial para pacientes com Covid-19 em Nova York durante pausa – Johannes Eisele – 17.mai.20/AFP

O dr. Craig Albanese, alto executivo do NewYork-Presbyterian Morgan Stanley, escreveu em e-mail aos funcionários do hospital ao qual o New York Times teve acesso: “Estou profundamente decepcionado e entristecido por isso ter acontecido”.

A chegada de milhares de doses da vacina a hospitais de Nova York foi saudada com expressões de esperança por parte de médicos e enfermeiros que trabalharam na primeira onda devastadora de Covid em março e abril. Mas os estoques disponíveis da vacina ainda são muito limitados, e alguns hospitais parecem estar se atrapalhando com sua distribuição.

Em entrevistas concedidas para esta reportagem, mais de meia dúzia de médicos e enfermeiros em hospitais da região de Nova York se disseram indignados com o modo como a vacina está sendo distribuída em seus locais de trabalho.

Eles descreveram ao New York Times o que aconteceu, mas a maioria pediu para seu nome não ser usado, isso porque os hospitais estão se mostrando dispostos a demitir ou punir funcionários por falarem com a imprensa durante a pandemia.

Médicos e enfermeiros de alguns grandes hospitais de Manhattan contaram que, as acessarem as redes sociais, pararam diante de cada selfie postada por um de seus colegas no momento em que foram vacinados para avaliar rapidamente: será que essa pessoa mereceu ser vacinada antes de eles próprios?

“Estamos nos sentindo desrespeitados e desvalorizados por termos sido colocados como segunda prioridade de vacinação”, escreveu um grupo de anestesistas do Hospital Mount Sinai em carta aos administradores do hospital, no fim de semana.

Profissionais de saúde disseram que rumores estão se disseminando em grupos de WhatsApp e bate-papos em salas de cirurgia. Começaram a circular boatos sobre um cirurgião plástico que conseguiu ser vacinado logo no início e sobre doses da vacina que teriam sido jogadas fora em um hospital de Manhattan devido a planejamento deficiente.

Fotógrafo relata montanha-russa de sensações na cobertura da Covid-19 para o New York Times
Fotógrafo relata montanha-russa de sensações na cobertura da Covid-19 para o New York Times

Em grupos, médicos discutem como tentar adiantar-se para receber a vacina e se devem ou não fazê-lo.

Alguns médicos do Hospital Mount Sinai disseram a outros que é possível “dar um jeito” de receber a vacina, simplesmente entrando na fila e dizendo que você realiza “procedimentos ligados à Covid”, contou um médico do hospital, pedindo anonimato por temer retaliações.

Um médico do Hospital Infantil Morgan Stanley comentou: “Uma coisa está clara: estamos dispostos a pisar em cima uns aos outros para conseguir a vacina primeiro”.

Muitos dos boatos que circulam já foram desmentidos. Mesmo assim, disse outro médico do Mount Sinai, eles exemplificam o clima de desconfiança crescente e uma atitude de “cada um por si”.

Profissionais de saúde, residentes e funcionários de casas de repouso para idosos formam a chamada Fase 1 do plano de distribuição da vacina anti-Covid no estado de Nova York.

Cerca de 2 milhões de pessoas estão nesse grupo, e a quantidade de doses da vacina recebida inicialmente pelo estado significa que a Fase 2, que abrange trabalhadores essenciais, não deve começar antes do final de janeiro. As autoridades já disseram que a distribuição ampla da vacina para a população não deve começar antes do verão (ou seja, por volta de julho-agosto, no hemisfério norte).

Mas o estado deixou a cargo de cada instituição como traçar seu próprio plano de vacinação na Fase 1.

Na primeira semana de vacinação, muitos hospitais escolheram uma gama grande de profissionais –enfermeiros, médicos, faxineiros— que trabalham em salas de emergência e UTIs para serem os primeiros a ser vacinados. Mas o ambiente nos hospitais mudou nos dias seguintes ao clima de festa que acompanhou as primeiras vacinações.

Questionada sobre profissionais furando a fila de vacinação no Hospital Infantil Morgan Stanley, a administração do hospital respondeu: “Temos orgulho por termos em pouco mais de uma semana vacinado milhares de funcionários que trabalham diretamente com pacientes. Vamos continuar a fazê-lo até que todos recebam a vacina. Estamos seguindo as diretrizes do Departamento de Saúde do Estado de Nova York sobre a prioridade para vacinação, enfocando inicialmente os funcionários da UTI e da sala de emergência, com acesso igual a todos.”

Ivy Vega, terapeuta ocupacional que trata pacientes com Covid em outro hospital da rede NewYork-Presbyterian, o Centro Médico Irving da Universidade Columbia, disse que ficou frustrada esperando para ser vacinada enquanto outros o eram. Ela recebeu a primeira dose da vacina na quarta-feira (23).

“Sempre houve um clima de camaradagem entre nós. Foi o que nos ajudou a continuar firmes durante a pandemia”, disse ela. “Mas agora esta coisa que deveríamos estar festejando, a chegada desta vacina tão aguardada, está criando uma rivalidade. Há um clima de competição, de ceticismo e desconfiança.”

Alguns enfermeiros do Hospital Infantil Morgan Stanley contaram que ainda não foram vacinados, uma semana depois de a vacinação ter começado.

“Acho triste que as pessoas estão começando a se digladiar”, comentou um médico que trabalha no hospital. “Você pode honestamente dizer que esse funcionário administrativo merece ser vacinado antes de mim? Não, mas o fato é que ninguém merece receber a vacina antes de ninguém.”

FolhaPress

‘Nunca realizei ato sem a ciência dos meus superiores’, diz médico exonerado por Fux

O médico Marco Polo Dias Freitas, exonerado pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux, de cargo de confiança, disse à Folha que “nunca realizou ato administrativo sem a ciência” de seus superiores.

O servidor, que ocupava o cargo de secretário de Serviços Integrados de Saúde da Corte havia seis anos, perdeu a função de chefia após o pedido de reserva de 7 mil doses da vacina contra a Covid-19 à Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) para funcionários do tribunal.

Fux disse à Folha, na segunda-feira (28), que o pedido foi feito sem o seu conhecimento, que estava “em choque”, e atribuiu ao médico a iniciativa.

Nesta terça-feira (29), porém, Marco Polo respondeu à Folha que respeita “rigorosamente” a hierarquia administrativa do Supremo Tribunal Federal.

“Nesses 11 anos no STF, nunca realizei nenhum ato administrativo sem a ciência e a anuência dos meus superiores hierárquicos. Continuarei, como médico, de corpo e alma, na luta diária pela saúde e bem-estar das pessoas”, disse.

“Em relação às notícias veiculadas na imprensa que envolvem meu nome, informo: tenho 33 anos de serviços públicos prestados à comunidade. Sou médico concursado do STF desde setembro de 2009. Fui Secretário da Secretaria de Serviços Integrados de Saúde do STF nas gestões do Excelentíssimo Senhor Ministro Ricardo Lewandowiski, da Excelentíssima Senhora Ministra Cármen Lúcia e do Excelentíssimo Senhor Ministro Dias Tofolli, com reconhecimento pelos serviços prestados”, acrescentou.

No último dia 23, Fux havia defendido o pedido, em entrevista à TV Justiça. Na ocasião, ele ressaltou a preocupação de não parar as instituições fundamentais do Estado, como Executivo, Legislativo e o Judiciário.

Questionado pela Folha, o presidente do STF afirmou que não defendeu o pedido, mas que tentou apenas “amenizar”a situação. “Foi muito ruim o que fizeram. A administração do tribunal estava tão bem avaliada. A repercussão foi muito negativa”, afirmou.

Marco Polo não assina o ofício enviado à Fiocruz. O documento foi autenticado por Edmundo Veras dos Santos Filho, diretor-geral do STF, no dia 30 de novembro.

No pedido, o diretor do STF diz que a secretaria de Serviços Integrados de Saúde, ocupada por Marco Polo, ficará responsável pela realização da campanha de vacinação e, caso seja possível o fornecimento, o órgão enviará um servidor para a retirada das vacinas nas dependências da Fiocruz.

“Para maiores informações acerca da vacinação, indico o secretário de Serviços Integrados de Saúde, o Dr. Marco Polo Dias”, disse.

Novamente questionado pela Folha, o ministro do Supremo disse que “nunca tinha visto” o ofício assinado pelo diretor-geral da Casa e que este “deve assinar vários por dia”.

“Isso não é minha tarefa. Ofícios da Presidência são diferentes de ofícios das outras repartições do tribunal”, afirmou.

No pedido, o STF argumentou que a ação tinha dois “objetivos principais”. Um seria imunizar o maior número possível de trabalhadores da casa, que desempenha “papel fundamental no país e têm entre suas autoridades e colaboradores uma parcela considerável de pessoas classificadas em grupos de risco”.

O outro argumento foi o de que a realização da campanha pelo tribunal seria uma forma de contribuir com o país “nesse momento tão crítico da nossa história”.

“Ajudará a acelerar o processo de imunização da população e permitirá a destinação de equipamentos públicos de saúde para outras pessoas, colaborando assim com a Política Nacional de Imunização”, disse.

O pedido, no entanto, foi negado pela Fiocruz, que informou que a produção é destinada “integralmente” ao Ministério da Saúde.

Por meio de nota, a Fiocruz afirmou que visa garantir a produção nacional dos imunizantes, sem previsão de prioridade para qualquer órgão. O STJ (Superior Tribunal de Justiça) havia feito solicitação similar e também recebeu resposta negativa.

Folhapress

Moro x Mendonça: o bate-boca entre os dois últimos ministros da Justiça

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro cutucou na segunda-feira, 28, o ex-chefe e ex-aliado Jair Bolsonaro ao criticar, por meio do Twitter, a sua condução do combate à pandemia e perguntou: “Tem presidente em Brasília?”.

A provocação gerou reação de bolsonaristas de todos os naipes, incluindo o filho Zero Dois, Carlos Bolsonaro, mas o mais ilustre deles a partir para o bate-boca com o ex-juiz da Lava-Jato foi justamente o sucessor dele no cargo, o atual ministro, André Mendonça.

Primeiro, Mendonça provocou: “Alguém que manchou sua biografia tem legitimidade para cobrar algo? Alguém de quem tanto se esperava e entregou tão pouco na área de segurança?”

Moro sentiu o golpe e rebateu: “Ministro, o senhor nem teve autonomia de escolher o diretor da PF ou de defender a execução da pena da condenação em segunda instância (mudou de ideia?). Então me desculpe, menos. Faça isso e daí conversamos”, postou.

Mendonça também rebateu, dizendo que defendeu a prisão após condenação em segunda instância no Supremo Tribunal Federal e declarando que o atual diretor da Polícia Federal, Rolando Alexandre de Souza, é seu homem de confiança e apresenta resultados melhores que os de seu antecessor.

De quebra, perguntou por que o ex-ministro foi trabalhar (de forma indireta) para a Odebrecht, ao ir para uma consultoria que presta serviço para a empreiteira.

O bate-boca foi parar nos assuntos mais comentados do Twitter depois de ter mobilizado a militância bolsonarista, os lavajatistas e até os simpatizantes de esquerda, que aproveitaram para criticar os dois lados.

Veja a troca de golpes entre os dois últimos ocupantes de uma das pastas mais nobres do primeiro escalão do governo federal — e que um dia foram cotados a um vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal.

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Covid-19: Anvisa certifica Pfizer, uma das produtoras de vacina

REUTERS/Dado Ruvic

O processo foi concluído no sábado (26), após a Anvisa ter recebido todas as informações necessárias ao longo dos últimos meses. Das quatro empresas que participam na produção de insumos para a vacina ou em sua formulação, três já receberam a certificação. Uma ainda não enviou as informações requeridas.

A certificação de boas práticas é um dos pré-requisitos para que seja autorizado o uso da vacina no Brasil. A verificação é feita de duas formas: por meio de inspeções da Anvisa ou de relatórios de inspeção elaborados por autoridades reguladoras com equivalência regulatória à brasileira que integrem o Esquema de Cooperação de Inspeção Farmacêutica (PIC/S, na sigla em inglês).

No caso das vacinas desenvolvidas pela Astrazeneca/Oxford e Sinovac, por exemplo, técnicos da Anvisa foram à China inspecionar as instalações de fábricas envolvidas na fabricação dos imunizantes. Isso foi necessário porque o país asiático não integra o PIC/S.

Agência Brasil

Jacó já arrumou as malas para deixar a Secretaria de Assistência Social de Parnamirim

O suplente de deputado estadual Jacó Jácome, já andou arrumando as gavetas para deixar a SEMAS – Secretaria de Assistência Social de Parnamirim.
A passagem repentina do filho de Jacome não foi das melhores e o jovem pretende se dedicar à carreira de médico.
Jacó veio cumprir uma missão e ocupar um espaço que tradicionalmente fica com o seguimento religioso, antes ocupado pela vice Elienai Cartaxo, que abandonou o grupo de Taveira para ser vice ao lado de Nilda na oposição.
O comentário no meio político é que dessa vez  a indicação para pasta será uma pessoa de confiança da primeira dama Alda Lêda, e dois nomes estão na mesa do prefeito, a competente Kátia Soares, que já conhece todo desenrolar dos trâmites da gestão pública e também é da confiança do casal Taveira e Lêda, e a jovem Frankilandia que circula bem na casa dos Taveiras.
Alda confia nas duas, mas o que deve prevalecer, é a competência administrativa para tocar uma Secretaria tão complexa como a Assistência Social.

Agora é oficial, Daniel Américo será o novo secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Parnamirim

Um empresário e professor, será o novo secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Município de Parnamirim.
A recém criada secretaria já tem um nome certo para ocupar a pasta. Trata-se do empresário e professor, Daniel Américo, que além de ser um empreendedor no área da educação, também tem experiência na gestão pública.
Daniel Américo chega ao governo Taveira como um dos representantes do empresariado local, foi um dos coordenadores da campanha de reeleição do prefeito Taveira e goza da confiança do chefe do executivo.
Veja o perfil do futuro secretário:
Daniel Américo tem 40 anos de idade, casado com Lígia e tem 2 filhos.
É professor de Física formado pela UFRN e atuou em várias escolas de Parnamirim e do RN tais como: Hipócrates e Objetivo.
Começou a trabalhar bem jovem quando abriu o Cursinho Sistema, que depois virou Sistema Colégio e Curso.
Daniel Américo é atualmente um dos diretores da CDL de Parnamirim e foi Secretário de Cultura, Turismo e Meio Ambiente de Vera Cruz/RN, cidade natal de sua esposa.
Com essa nomeação, Taveira cumpri um compromisso com o setor produtivo e também com o turismo da cidade, que estava órfão de um representante que falasse a linguagem do empreendedorismo e do mercado.
A expectativa é quê com há chegada de Daniel o Município possa atrair novas empresas, criar novos empregos e a nova Secretaria fomentar o Turismo local gerando renda e oportunidade para os parnamirinenses.

Pfizer adia entrega da vacina contra Covid-19 a oito países europeus

O transporte das vacinasdesenvolvidas pela Pfizer em conjunto com a BioNtech contra a Covid-19 para oito países europeus, sofrerá um atraso no cronograma de entrega. A mudança de planos foi anunciada pelo Ministério da Saúde da Espanha e pelo próprio grupo farmacêutico um dia depois do início da campanha de imunização na União Europeia (UE).

“Devido a um pequeno problema de logística, modificamos o cronograma de um número limitado de entregas. A questão de logística foi resolvida, e as entregas estão sendo despachadas. Não há problemas de fabricação”, disse o diretor global de comunicações da Pfizer, Andrew Widger. Um dos países mais afetados da Europa com 50.000 mortos, a Espanha deveria receber nesta segunda-feira 350.000 doses da vacina fabricada pelos laboratórios Pfizer e BioNTech. Com exceção da Espanha, ainda não foi revelado quais são os outros sete países que tiveram um atraso nas encomendas.

“A Pfizer Espanha indica que foi informada por sua fábrica de Puurs (Bélgica) sobre o atraso nos envios para oito países, incluindo a Espanha, devido a um problema no processamento de carga e envio”, afirma o Ministério em um comunicado. O próximo carregamento de vacinas chegará à Espanha na terça-feira, 29, acrescentou o órgão.

A Europa é até agora a região mais atingida pela pandemia da Covid-19 no mundo, com mais de 25,4 milhões de casos e quase 550.000 vítimas fatais. Além da vacina Pfizer/BioNTech, a UE está em vias de aprovar outros fármacos em breve, como a da AstraZeneca e Oxford, provavelmente no início de janeiro.

Sem fogos de artifício

Antes da UE, alguns países começaram campanhas de vacinação contra o coronavírus, começando pela China e depois a Rússia, o Reino Unido, os Estados Unidos, o Canadá, a Suíça, o México, a Costa Rica e o Chile. Paralelamente à imunização, no entanto, cada vez mais localidades detectam casos da nova cepa de coronavírus descoberta inicialmente no Reino Unido. Canadá, Itália, Suécia, Espanha, Portugal, Japão e Coreia do Sul estão entre os casos mais recentes de detecção da variante.

Ao longo do fim de semana, vários países voltaram a instaurar medidas de restrição, incluindo o território britânico de Gibraltar, que anunciou um toque de recolher noturno. Israel iniciou no domingo um severo terceiro confinamento. O Exército do país começou a vacinar os soldados nesta segunda-feira, com 17 tendas para a campanha em diversos pontos do território. Até o momento 380.000 pessoas receberam a primeira dose no Estado hebreu.

A Arábia Saudita, o país árabe do Golfo mais afetado pela pandemia, anunciou a prorrogação por uma semana do fechamento de suas fronteiras terrestres e marítimas e da suspensão dos voos internacionais, devido à variante britânica do coronavírus. O Brasil também suspendeu a entrada de voos do Reino Unido.

Diante da ameaça de um novo surto do vírus com a chegada do inverno, a China, onde o coronavírus foi detectado pela primeira vez no fim do ano passado, reforçou os controles médicos, com verificação da temperatura, testes e inspeções nos aeroportos.

E a despedida de um ano difícil, que acontecerá daqui a três dias, não contará com grandes celebrações. Na Austrália, os moradores de Sydney não poderão comparecer à baía da cidade para contemplar o tradicional espetáculo de fogos de artifício após o aumento de casos na cidade, a mais populosa do país.

Veja

Juíza morta por ex-marido pode virar nome de rua no Rio

Brutalmente assassinada na frente das três filhas pelo ex-marido, a juíza Viviane Vieira do Amaral Arronezi, de 45 anos, pode virar nome de logradouro público. Prefeito interino do Rio após a prisão de Marcelo Crivella (Republicanos), o presidente da Câmara dos Vereadores da capital fluminense, Jorge Felippe (DEM), disse ter feito a solicitação de homenagem.

“Pedi que a Viviane seja homenageada com nome de logradouro público. O feminicídio que a vitimou na véspera de Natal é repulsivo e causa muita indignação. Precisamos estabelecer marcos contra esse tipo de violência. Desejamos e pedimos a Deus que conforte o coração de suas filhas”, escreveu Jorge Felippe.

Viviane foi assassinada, na véspera de Natal, a facadas pelo ex-marido, o engenheiro Paulo José Arronezi, de 52 anos, preso em flagrante. Ele teve a prisão temporária convertida em preventiva e foi encaminhado para um presídio do Rio.

Um vídeo mostra as filhas do casal pedindo ao pai que ele pare de esfaquear a mãe. No carro do engenheiro foram encontradas três facas. Viviane Vieira trabalhava como juíza há quinze anos e estava lotada na 24ª Vara Cível da Capital.

Veja

O cessar-fogo entre Marinho e Guedes está, enfim, selado no governo

Os ministros da Economia, Paulo Guedes, e do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, vêm, finalmente, se dando bem. Os dois frequentaram solenidades públicas, cumprimentaram-se cordialmente, trocaram elogios aos trabalhos recíprocos e trataram de assuntos interessantes ao governo nos encontros entre os dois. O clima amistoso se deu depois que Marinho se comprometeu “ficar embaixo do mesmo teto” dos outros ministérios e respeitar o teto de gastos, não promovendo gastos acima do Orçamento já previsto, corrigido pela inflação.

Taxado de “fura-teto” por Guedes em meados do meio do ano, Marinho é a favor de que tal medida seja rediscutida, mas não agora, mais precisamente após as eleições de 2022. Com “panos quentes” na relação, Guedes tem repetido a auxiliares que tem o compromisso de Marinho em relação à medida, considerada primordial pelo chefe da Economia para a reestruturação das contas públicas do país na próxima temporada. O ano não foi fácil para a relação dos dois. Com o assunto puxado para debaixo do tapete, é possível que a paz reine na segunda parte do mandato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que chegou a se mostrar profundamente irritado com a intriga entre seus ministros.

Radar Econômico – Veja

Para defender voto impresso, Bolsonaro dá informação falsa sobre eleição na Câmara

Ao tentar defender o voto impresso, Jair Bolsonaro deu uma informação falsa sobre a eleição para a presidência da Câmara dos Deputados.

O presidente disse que a eleição na Câmara é feita “no papelzinho”. Na verdade, o processo de escolha é eletrônico desde 2007.

“O que é comum na Câmara, não sei como está agora. As eleições na Mesa [Diretora], para presidente, é no papelzinho. Não sei como vai ser esta agora”, disse a apoiadores no Palácio da Alvorada.

O sistema eletrônico foi instituído pela Câmara em 2006 e foi usado pela primeira vez no ano seguinte, quando Arlindo Chinaglia (PT) foi eleito presidente da Casa.

Segundo a Folha, o presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT) defendeu à época a votação eletrônica em uma resolução.

“Na recente eleição para a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados verificou-se, além do tumulto no processamento eleitoral, um enorme lapso de tempo —mais de duas horas— entre a constituição da Mesa apuradora, a constrangedora fila indiana e a apuração (…). Esse sistema de votação por cédula, escrutínio secreto e contagem manual dos votos é superado, porque arcaico, quando a própria Casa dispõe de sofisticado sistema eletrônico que poderá ser adaptado a qualquer tipo de eleição.”

O Antagonista

Bolsonaro agora quer culpar as farmacêuticas

Jair Bolsonaro mais uma vez quer terceirizar a responsabilidade sobre a ausência de vacinas disponíveis para os brasileiros, enquanto o resto do mundo imuniza suas populações.

Ele disse a apoiadores há pouco no Palácio da Alvorada, antes de viajar para Guarujá:

“O Brasil tem 210 milhões de habitantes. Um mercado consumidor, de qualquer coisa, enorme. Os laboratórios não tinham que estar interessados em vender para a gente? Por que eles, então, não apresentam documentação na Anvisa? Pessoal diz que tenho que…Não, não. Quem quer vender… Se eu sou vendedor, eu quero apresentar.”

Numa disputa planetária por imunizantes efetivos, governos de todo o mundo se anteciparam em acordos que garantissem a compra da produção das farmacêuticas.

Bolsonaro passou o tempo brigando com João Doria, dizendo que a pandemia já acabou e que vacinas podem transformar as pessoas em jacarés. Agora, sentiu o bafo quente do impeachment.

O Antagonista