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  • SLIDE – 2025

Curso de Formação do Programa Incluir é iniciado para 400 selecionados voluntários em Mossoró

Wilson Moreno (Secom\PMM)
O Programa Incluir foi criado pela Prefeitura de Mossoró, através da SME, com o objetivo de formar profissionais para dar suporte aos professores em sala de aula, auxiliando os alunos com deficiência e TEA – Wilson Moreno (Secom\PMM)

“Passarinho de toda cor, gente de toda cor, amarelo, rosa e azul me aceita como eu sou”. Esse trecho da música: De Toda Cor (Renato Luciano), que foi interpretada na manhã de hoje (30) pela professora Míssola Arezza, marcou o início do Curso de Formação Continuada para Auxiliares de Estudantes com Deficiência e Transtorno do Espectro Autista (TEA): a presença do auxiliar na escola que acolhe do Programa Incluir, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado. 400 selecionados voluntários iniciaram o curso que irá prepará-los para atuarem na sala de aula, auxiliando os alunos e dando suporte aos professores.

A programação do primeiro dia de curso teve início às 7h30, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, com o acolhimento dos selecionados. Além da apresentação da música De Toda Cor pela professora Míssola Arezza, uma equipe de profissionais da Coordenadoria de Educação Especial da Secretaria Municipal de Educação (SME) interpretou o poema A Ponte, de autoria de um escritor autista chamado Miguel. O poema destaca a importância do profissional de apoio na sala de aula que tem alunos com deficiência e TEA.

PIONEIRISMO

O Programa Incluir criado pela Prefeitura de Mossoró, através da Secretaria Municipal de Educação (SME) dentro do programa “Mossoró Cidade Educação”, tem como objetivo formar profissionais para dar suporte aos professores em sala de aula auxiliando os alunos com deficiência e TEA. Esse é o primeiro programa no Rio Grande do Norte e, possivelmente, o único no Brasil voltado para garantir a inclusão, de fato, dentro da sala de aula. “O Programa Incluir está dando hoje o seu maior passo. Estamos iniciando aqui a formação de 400 voluntários que passarão por um curso de 40 horas, manhã e tarde, durante toda essa semana. Todos os participantes receberão certificados, aliás, é obrigatório apresentar o certificado de conclusão da formação para que possam ir para as salas de aula”, destacou Leonardo.

O secretário acrescentou que para chegar a criação do Programa Incluir foram feitas várias pesquisas e estudos para se chegar ao formato que se tornou lei municipal. Leonardo adiantou também que no próximo dia 7, todos os auxiliares que passaram pelo curso de formação e receberam certificados começam a atuar nas salas de aula.

O curso segue até sexta-feira (4), com a seguinte agenda. Hoje pela manhã a formação aconteceu no Teatro Dix-huit Rosado e à tarde na Escola Municipal Maurício Fernandes da Silva. Nesta terça-feira (1º), o cronograma será o mesmo, manhã no teatro e à tarde na escola. Já na quarta, quinta e sexta-feira o curso acontecerá na Escola Maurício Fernandes da Silva nos dois turnos.

O representante da Fundação para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio Grande do Norte (FUNCITERN), Rafael Fonseca, destacou também a importância da parceria com a Prefeitura na concretização do programa. “Para nós que fazemos a Funcitern é motivo de muito prazer poder contribuir para a concretização de um programa tão importante e tão lindo como esse”, declarou Rafael.

Por: Sayonara Amorim

Frota do SAMU RN recebe reforço de 25 ambulâncias em 2025

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do Rio Grande do Norte passa a contar, em 2025, com 25 novas ambulâncias para atender a população. A ampliação da frota ocorre em duas etapas: neste fim de semana, 15 veículos chegaram ao estado, após serem buscados na Bahia pela equipe do serviço.

As ambulâncias foram disponibilizadas pelo Ministério da Saúde e vão permitir ampliar o alcance do atendimento pré-hospitalar, que hoje cobre 165 municípios potiguares. Já Natal e Mossoró possuem estrutura própria de serviços de urgência.
De acordo com o governo estadual, outras dez unidades serão usadas para renovar a frota atual e devem começar a circular em breve. A medida busca garantir mais agilidade no socorro à população e melhorar as condições de trabalho das equipes do SAMU.

Florânia: Pesquisa aponta prefeito Galo com maior aprovação popular no RN.

Pesquisa realizada pelo Instituto Agorasei, no município de Florânia, aponta que o prefeito Galo tem uma das gestões mais bem avaliadas no Rio Grande do Norte.

Segundo dados da pesquisa, 94,5% da população entrevistada aprova a Administração Municipal. Apenas 2% desaprovam e 3,5% não souberam responder.

Sobre a pesquisa

A pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 26 de junho deste ano e ouviu 400 eleitores de Florânia, de 16 anos e acima, nas zonas urbana e rural do município. O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 4.8 pontos percentuais, para mais ou para menos sobre os resultados totais da amostra.

IR 2025: Receita paga R$ 11 bi em 2º lote de restituição nesta segunda (30)

Imposto de Renda (IR)
Foto: Reprodução/Adobe Stock

Mais de 6,5 milhões de contribuintes devem receber valores.

A Receita Federal começa o pagamento do segundo lote de restituição do Imposto de Renda 2025 nesta segunda-feira (30).

6.545.322 restituições serão pagas, totalizando o repasse de R$ 11 bilhões.

Desse montante, R$ 1,8 bilhões serão pagos aos contribuintes prioritários. São eles:

  • 148.090 idosos acima de 80 anos;
  • 1.044.585 contribuintes entre 60 e 79 anos;
  • 91.363 contribuintes com alguma deficiência física ou mental, ou moléstia grave;
  • 496.650 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  • 4.764.634 contribuintes que receberam prioridade por utilizarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via Pix.

Nesse meio, o lote inclui também restituições residuais de exercícios anteriores.

O valor é depositado diretamente na conta que o contribuinte informou no momento da declaração do IR.

Caso o valor não seja resgatado em um ano, o cidadão deve solicitá-lo pelo e-CAC, serviço de atendimento virtual da Receita Federal.

Como consultar se a restituição está disponível?

  1. Acesse a página da Receita Federal;
  2. Clique em “Meu Imposto de Renda”;
  3. Em seguida, selecione a opção “Consultar a Restituição”;
  4. Informe o CPF e a data de nascimento;
  5. Habilite o botão “Sou humano”;
  6. Clique em “Consultar”.

Calendário

Quem não foi contemplado neste lote, ainda terá mais três oportunidades de receber a restituição:

  • Terceiro lote: 31/07/2025;
  • Quarto lote: 29/08/2025;
  • Quinto lote: 30/09/2025.

Não recebi minha restituição. O que houve?

A primeira coisa a se fazer é consultar a situação da restituição. O ideal é fazer a consulta pelo extrato da declaração, no sistema Meu Imposto de Renda, disponível no e-CAC. Na plataforma, o contribuinte pode verificar o motivo de não ter recebido a restituição. Segundo a Receita Federal, as principais situações são:

  • O contribuinte ainda não está no lote liberado para pagamento;
  • O contribuinte está em malha fiscal;
  • O contribuinte está em malha débito, ou seja, possui dívidas e sua restituição será utilizada para compensá-las;
  • As informações da conta bancária estão incorretas ou a conta foi encerrada.

CNN Brasil

A decisão da turba

Marcelo Alves Dias de Souza.

Aroldo Rodrigues, em “Psicologia Social” (Editora Vozes, 1972), nos ensina: “Todas as pessoas, desde os primeiros anos de vida, encontram-se frequentemente em situações nas quais devem tomar uma decisão. Não há dúvida de que a frequência e a importância das decisões a serem tomadas variam enormemente de acordo com a idade e com as responsabilidades de cada pessoa, mas todas invariavelmente são solicitadas a fazer escolhas com relativa frequência. A escolha poderá ser tão trivial quanto decidir entre pedir um sorvete de chocolate ou um de creme, como poderá envolver o destino e a vida de milhões de seres humanos tal como no caso das grandes decisões políticas”.

Se é fato que tomamos decisões todos os dias, a toda hora, escolhas simples, como a do sabor do sorvete, ou decisões mais importantes, que podem impactar nossas vidas para sempre, é também sabido que podemos tomar essas decisões sozinhos ou, em busca de uma suposta melhor ou consensual solução, de forma coletiva.

É também verdade que tanto as decisões individuais como as coletivas podem estar certas ou erradas. Mas, segundo a psicologia social, em condições normais de temperatura e pressão, com tranquilidade e num ambiente democrático, as decisões colegiadas tendem a “errar” menos. São várias cabeças “pensando” e podemos nos beneficiar do conhecimento, da experiência e da colaboração compartilhados. Diz-se que a colegialidade é um mecanismo que nos protege das nossas idiossincrasias, pois controlamos os nossos juízos (afetados por características herdadas ou adquiridas) em diálogos com juízos alheios. Há a natural difusão de responsabilidades que nos permite tomar as decisões mais “difíceis”. Há a força em si das decisões colegiadas, sobretudo as tomadas por unanimidade. E por aí vai.

Todavia, segundo teorias matemáticas, econômicas e especialmente psicológicas hoje em voga, há aspectos relativos ao processo de decisão de grupo, sobretudo em situações desafiadoras ou de estresse externo, que devem ser sopesados. O ser racional tende a tomar decisões racionais, mas, quando ele passa a fazer parte de um grupo altamente coeso, essa capacidade, como anotam Emily Ralls e Tom Collins em “Psicologia: 50 ideias essenciais” (Editora Pé da Letra, 2023) “é prejudicada por pressões sociais adicionais”, caindo-se no “fenômeno do pensamento de grupo, que pode levar a decisões irracionais e até mesmo a desastres”.

Segundo os autores de “Psicologia: 50 ideias essenciais”, o termo “pensamento de grupo” foi usado pela primeira vez por Irving L. Janis, nos anos 1970, como um modo de pensar movido pela necessidade de “se encaixar” na coesão/unanimidade, que se sobrepõe à capacidade de avaliar uma situação de maneira racional e realista. Janis assim sugeriu oito sintomas de pensamento de grupo: “1. Ilusões de invulnerabilidade: Um grupo é excessivamente confiante e otimista em relação ao seu sucesso. Isso pode fazer com que ele assuma riscos que, de outra forma, os membros individuais não assumiriam. 2. Racionalização coletiva: São apresentadas razões racionais para as decisões que estão sendo tomadas ou para o fato de que outros podem discordar de determinadas decisões. Assim, os argumentos contra a opinião coletiva do grupo podem ser explicados. 3. Crença na moralidade inerente do grupo: O grupo acredita que sua posição moral é a correta, fazendo com que ignore qualquer objeção moral às suas decisões. 4. Estereótipos de outros grupos: Os grupos externos, que são outros grupos de pessoas que discordam do grupo, são estereotipados de forma a permitir que suas opiniões sejam ignoradas. Talvez eles sejam vistos como mal-informados ou preguiçosos. Isso torna mais fácil ignorar as objeções de outros grupos. 5. Pressão direta sobre os dissidentes: Se um indivíduo questiona uma decisão do grupo, ele se sente traidor e é lembrado de que pode deixar o grupo se quiser. 6. Autocensura: Os membros do grupo optam por não se manifestarem contra as decisões do grupo por medo de serem condenados ao ostracismo ou por acreditarem que o grupo sabe o que é melhor. 7. Ilusões de unanimidade: A falta de discordância é vista como evidência de uma boa tomada de decisão. 8. Guardiões da mente autonomeados: Os membros do grupo trabalham para suprimir ativamente informações ou ideias contrárias às decisões do grupo. Eles agem como censores”.

Bom, se, como defendia o excepcional Nietzsche, “a loucura é a exceção nos indivíduos, mas a regra nos grupos”, retomando o tema de texto publicado dias atrás, isso tudo talvez explique a decisão/alucinação da turba na tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023 no Brasil.

Marcelo Alves Dias de Souza
Procurador Regional da República
Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL
Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

Com Bell Marques, Boca da Noite encerra maior Mossoró Cidade Junina de todos os tempos

Foto: reprodução

O Boca da Noite arrastou uma multidão neste sábado (28), no Corredor Cultural, encerrando os festejos do Mossoró Cidade Junina, que já se destaca como o maior da história de Mossoró. O ponto alto do Boca da Noite se deu por volta das 20h quando Bell Marques se apresentou na avenida. A programação também contou com artistas regionais e locais.

“Encerramos hoje o maior Mossoró Cidade Junina de todos os tempos. Sou grato a todos que trabalharam para esse grande evento acontecer, agradeço a todos os comerciantes, a todos os turistas que visitaram nossa cidade, e a toda nossa equipe pelo empenho. Gratidão a todos pelo carinho e dedicação”, destacou o prefeito Allyson Bezerra, que visitou todos os polos e andou no meio do povo nos dias de festa.

O Boca da Noite também contou com show dos artistas Davson Davis, Caddu Rodrigues, Lucas Lima, Mozão, Gutto Fortunato, Banda Bakulejo e Muny Santos e banda.

O Mossoró Cidade Junina 2025 contou com grandes nomes da música brasileira como Wesley Safadão, Elba Ramalho, Dorgival Dantas, Zezé di Camargo e Luciano e muitos outros. Por mais um ano, os polos Poeta Antônio Francisco e Arraiá do Povo Poeta Zé Lima, criados pelo prefeito Allyson, foram grandes sucessos de público e garantiram a tradição nordestina no evento.

A inclusão também foi um destaque do evento, garantindo pontos de inclusão, camarote da inclusão na Estação das Artes e intérpretes de libras em todos os polos. As ações de inclusão implantadas pela gestão se tornaram referência em eventos culturais. Uma novidade deste ano que obteve sucesso foi a ampliação da Estação das Artes, proposta pela gestão.

Veja abaixo, mais fotos do evento!

Perdas marcam quem vive perto de lagoas de captação

A rotina de alagamentos em áreas próximas às lagoas de captação na capital potiguar impõe desafios constantes a centenas de famílias. A cada período chuvoso, o drama da água que invade as casas se repete, trazendo prejuízos materiais e a sensação de desamparo. Moradores do entorno da Lagoa de São Conrado, no bairro de Nossa Senhora de Nazaré, e da Lagoa do José Sarney, na zona Norte, compartilham a realidade de quem lida há anos com inundações e a busca por reparação. A promessa de soluções e o acesso à justiça se mostram, para muitos, um caminho cheio de incertezas.

Alberto Almeida, 67, vive há quatro décadas em frente à Lagoa de São Conrado. Ao longo desses anos, ele relata uma sucessão incontável de perdas e a frustração pela esperança de uma solução. “Eu perdi muita coisa aqui, não fui ressarcido com nada”, afirma Alberto, descrevendo a destruição de móveis e eletrodomésticos em sua residência. Na última semana, entre os dias 20 e 23 de junho, ele esteve entre as dezenas de moradores atingidos pelo transbordamento, causado pelas fortes chuvas que atingiram a capital. Segundo ele, o cenário foi agravado pelo não funcionamento das bombas que deveriam estar instaladas no espaço antes da ocorrência, mas só chegaram depois.

Diante da repetição dos alagamentos, Alberto busca alternativas para se proteger. Ele planeja uma reforma radical em sua residência, buscando uma solução que, para ele, é a única garantia contra futuros desastres. “Vou fazer tudo de alvenaria. Até a cama vou fazer de alvenaria, vou jogar só o colchão. Porque se vier a chuva, sei que não vou perder nada”, explica, demonstrando uma estratégia pessoal para lidar com o problema que o acompanha há anos, mesmo com o piso da casa construído com 8cm de distância do nível da rua.

Na Interventor Mário Câmara, Ceiça Siqueira, 45, proprietária de um restaurante, ainda não tinha passado pelo transbordamento da Lagoa de São Conrado. Atingida na última semana, ela relata perdas em seu estabelecimento, que incluíram eletrodomésticos. “Eu perdi a geladeira que eu mandei ajeitar. Paguei 370 [reais] numa segunda-feira para consertar essa geladeira. Eu não tinha esse dinheiro. O bujão [de gás] foi bater longe e saiu entrando água”, detalha, ressaltando os prejuízos diretos ao seu negócio e a ausência de clientes no dia seguinte à inundação.

Na zona Norte, na Lagoa do José Sarney, a situação se repete com intensidade para Joseilton Morais, 54, residente há cerca de 30 anos nos arredores. Ele detalha a rotina de perdas materiais que se tornou parte de sua vida a cada período chuvoso. “Perdi o guarda-roupa, perdi uma cama. A televisão que eu botei em cima do guarda-roupa de madeira, quando me dei conta, o guarda-roupa tinha se desintegrado, a televisão afundou”, relata Joseilton, descrevendo a destruição em sua casa. “Toda chuva, todo esse período, a casa da gente alaga”, afirma.

Apesar da frequência e dos prejuízos, Joseilton revela que nunca buscou a justiça para ter seus direitos. A razão para não tomar essa atitude, segundo ele, é a descrença na efetividade dos processos. Os danos da última inundação, segundo Joseilton, alcançaram um valor estimado entre R$4 mil e R$5 mil. A cada perda, a compra de novos itens se torna um dilema. “A gente compra, perde, compra, perde. A única decisão que tomei daqui pra frente agora é não comprar mais nada para dentro da residência”, considera.

A Defensoria Pública do Estado (DPE-RN) é um dos canais para as famílias buscarem seus direitos. Rodrigo Lira, defensor público, explica que a atuação da Defensoria pode ocorrer de forma individual ou coletiva. “As pessoas procuram individualmente a Defensoria. E aí narram: transbordamento de lagoa, água invadiu a casa, perdeu os móveis, a Defesa Civil interditou o imóvel, não tenho para onde ir”, explica Lira.

Nesses casos, a Defensoria busca indenização pelos prejuízos materiais e benefícios eventuais, como aluguel social ou colchões. Os direitos mais violados, segundo o defensor, são a moradia e o prejuízo material, já que famílias perdem bens e, em situações mais graves, têm suas casas interditadas. A comprovação dos danos é feita, geralmente, com fotos, orçamentos de reparo e, principalmente, o auto de interdição da Defesa Civil.

Rodrigo Lira informa que o Judiciário tem se mostrado favorável em muitos casos. “Na maioria dos casos, a gente consegue êxito. Se as provas apontarem realmente que a causa do dano foi decorrente da omissão do município, é praticamente garantido que a pessoa vai conseguir”, afirma. Lira orienta que moradores que lidam com alagamentos há anos reúnam toda a documentação dos prejuízos, sejam eles recentes ou antigos, para que a Defensoria possa atuar tanto na reparação quanto em ações preventivas, buscando que o município seja obrigado a tomar medidas para evitar novas inundações, como a manutenção das lagoas e o funcionamento de bombas de drenagem.

Prefeitura vê soluções a longo prazo

Diante do cenário de vulnerabilidade em diversos pontos da cidade, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) de Natal explica que na situação do Loteamento Sarney, a Prefeitura já avançou. Há um projeto, com uma empresa já licitada e contratada, para realizar a ampliação da galeria na região. “Assim, serão resolvidos os transbordos deste lugar, pois não dependerá de bomba, agirá por meio da gravidade”, afirma a nota. Contudo, a concretização dessa obra depende da desapropriação de 52 imóveis localizados na área, que está em fase de diálogo com as famílias envolvidas e segue tramitando na justiça.

Para a Lagoa de São Conrado, a Seinfra aponta para soluções de longo prazo. A estrutura atual conta com as duas bombas instaladas, sendo uma em operação contínua e a outra de prontidão para ser acionada conforme necessidade. De acordo com os relatos dos moradores, somente no sábado (21), após o transbordamento na sexta (20), que uma primeira bomba foi instalada, sem solucionar a vazão por completo. No domingo (22), a segunda bomba foi colocada e ainda houve reforço com caminhões para a sucção da água, que só foi eliminada por completo da rua na segunda-feira (23).

“Para a resolução total do problema relacionado ao extravasamento da estrutura, a Prefeitura retomou há cerca de um mês a obra do túnel de macrodrenagem que evitará de forma definitiva os transbordos na região. A primeira etapa da obra está com mais de 50% concluída e a previsão de término para esta etapa é até o final do ano de 2025”, explica a nota enviada pela Seinfra. Até esta sexta-feira (27), no entanto, a Lagoa de São Conrado permanece com um grande quantitativo de água.

Já no suporte aos moradores atingidos, a Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social (Semtas) informou ter ampliado o atendimento. Até a última quarta-feira (25), um total de 1.084 famílias já foram atendidas com a entrega de benefícios eventuais. As equipes têm atuado diretamente nos territórios afetados, realizando o cadastramento das famílias, e efetuando a entrega de itens essenciais como alimentos, materiais de higiene e outros produtos de primeira necessidade.

Paralelamente às intervenções emergenciais, a Câmara Municipal de Natal (CMN) aprovou a isenção do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) para proprietários de imóveis e edificações localizados nas proximidades de lagoas de captação que foram atingidos por enchentes e alagamentos causados por chuvas. O projeto de lei tem como objetivo beneficiar famílias com renda de até dois salários mínimos. A expectativa é que o Executivo municipal regulamente a medida em até 90 dias.

Sem um incentivo direto ainda executado, tanto Alberto quanto Joseilton relataram que já tiveram vontade de deixar o imóvel em decorrência das perdas sequenciais, mas esbarram na dificuldade de venda ou aluguel, ocasionada pela falta de valorização diante da região. “Todo mundo sabe disso aqui, se você botar para vender, você não vai querer perder. Ninguém quer dar de graça e o cara não quer comprar porque sabe que vai inundar”, relata o morador da frente da Lagoa de São Conrado.

Os benefícios da proposta apresentada na Câmara, de caráter anual e transitório, serão concedidos mediante comprovação de danos físicos nas instalações elétricas e hidráulicas, além de perdas de materiais móveis e utensílios. A Prefeitura disponibilizará fiscais para elaborar relatórios nos imóveis que se enquadram na lei.

Tribuna do Norte

Prefeita Nilda traz de volta o São João do Povo em Parnamirim

A sexta-feira (27) marcou o primeiro dia do Festival de Quadrilhas Juninas de Parnamirim em um verdadeiro espetáculo de cores, ritmos e emoção. Realizado no Parque de Exposições Aristófanes Fernandes, o evento marcou o resgate de uma das maiores tradições culturais do município, que retorna ao calendário oficial após 21 anos, graças ao compromisso da gestão da prefeita Nilda Cruz. É o São João do Povo.

A Prefeita Nilda acompanhou de perto as apresentações e celebrou a grande participação do público, que lotou o espaço em uma noite marcada por muito forró, animação e a presença de famílias inteiras prestigiando a cultura popular. “Estou muito feliz em termos resgatado nosso São João, depois de 21 anos fora do calendário, o povo de Parnamirim merece essa festa linda” comemorou a prefeita Nilda Cruz.

Mais de 40 grupos juninos de todo o Rio Grande do Norte estão confirmados ao longo do festival, que segue neste sábado (28) e domingo (29). O palco recebeu ainda shows de artistas locais, que deram um verdadeiro show de talento e reforçaram a valorização da cena cultural parnamirinense.

Além da festa e da tradição, o evento também movimenta a economia local, com dezenas de empreendedores atuando na área gastronômica e comercial. O Festival de Quadrilhas de Parnamirim é, acima de tudo, um grande encontro com a cultura nordestina, com o povo e com a memória afetiva de gerações.

EX-VEREADOR DE GOIANINHA FOI EXECUTADO COM SEIS TIROS NO MEIO DA RUA!

O crime aconteceu no coração de Goianinha, onde Claudiano tinha base eleitoral.

A motivação política é uma das principais linhas de investigação e a população está em choque com a ousadia dos criminosos.

Gazeta Potiguar

Parnamirim realiza Congresso Técnico da Liga de Futsal Masculino 2025

A Prefeitura de Parnamirim, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Sel), realizou na noite desta sexta-feira (27) o Congresso Técnico da Liga de Futsal Masculino de 2025, com objetivo de repassar informações importantes sobre o regulamento e demais orientações para as equipes inscritas.

Durante o congresso, foram discutidos temas como os critérios de participação, calendário dos jogos, regras disciplinares, formato do torneio e os locais das partidas. Representantes das equipes participantes estiveram presentes e puderam tirar dúvidas e apresentar sugestões à comissão organizadora.

As demais informações sobre faixa etária, documentação necessária para inscrição, premiação e etc, os interessados podem encontrar no regulamento oficial que será divulgado na próxima segunda-feira (30), juntamente com o link para as inscrições. Para dúvidas, a população pode entrar em contato através do WhatsApp (84) 99840-9086 ou presencialmente na sede da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, localizada na Rua Edgar Dantas, 732, no bairro de Santos Reis.

A gestão reforça seu compromisso com o desenvolvimento do esporte em Parnamirim, reconhecendo sua importância como ferramenta de inclusão social, promoção da saúde e revelação de talentos. Investir em competições como essa é investir no futuro dos nossos jovens e na qualidade de vida da população.

Confira abaixo as datas, polos e demais informações:

Período de inscrições: De 30 de junho a 20 de julho de 2025;
Sorteio e tabela: 31 de julho de 2025;
Início da competição: 02 de agosto de 2025;
Encerramento previsto: 17 de dezembro de 2025;
Polos de realização dos jogos: Passagem de Areia, Liberdade, Emaús, Nova Parnamirim e Pium.

Homem morre em prostíbulo e polícia acha 7 comprimidos de tadalafila no RS

Um homem de 57 anos foi encontrado morto dentro de uma casa de prostituição em Santa Cruz do Sul (RS). Ao lado do corpo, peritos encontraram sete comprimidos de um medicamento chamado tadalafila, utilizado para tratar a disfunção erétil.

De acordo com o boletim de ocorrência, o homem, havia acabado de manter relação sexual com uma mulher no local. Segundo relato, ela foi ao banheiro e, ao retornar para o quarto, encontrou o homem paralisado e sem responder a estímulos. 

A responsável pelo local acionou o Samu, que realizou tentativas de reanimação e procedimentos de cardioversão elétrica, mas o óbito foi constatado no local.

Durante o atendimento, os policiais encontraram ao lado do corpo uma cartela com sete comprimidos de tadalafila. A Polícia Civil e o Instituto-Geral de Perícias (IGP) foram acionados para investigação e coleta de evidências no local.

O corpo foi encaminhado para necropsia, que deve indicar a causa da morte. O laudo ainda não está concluído, mas a principal suspeita é de um mal súbito em razão do uso do medicamento.

Parnamirim realiza 5ª Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa

A Prefeitura de Parnamirim, através da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS) e do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (CMDPI), realizou nesta sexta-feira (27) a 5ª Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa com o tema central “Envelhecimento Multicultural e Democracia: Urgência por Equidade, Direitos e Participação”.

A conferência reuniu representantes da sociedade civil, gestores públicos, profissionais da área e pessoas idosas do município, que participaram ativamente das discussões em torno dos desafios e das oportunidades para a promoção de um envelhecimento digno, inclusivo e participativo.

Para fomentar essa discussão, a programação contou com a palestra de Vanda Laylla, Vice-Presidente do Conselho Municipal da Pessoa Idosa de Natal/RN, que abordou o tema central, pontuando a importância de garantir os direitos e a cidadania de pessoas idosas, proporcionando um envelhecimento digno e saudável.

Foram abordados e discutidos os seguintes eixos:
Eixo 1 – Financiamento das políticas públicas para ampliação e garantia dos direitos sociais;
Eixo 2 – Fortalecimento de políticas para a proteção à vida, à saúde e para o acesso ao cuidado integral da pessoa idosa;
Eixo 3 – Proteção e enfrentamento contra quaisquer formas de violência, abandono social e familiar da pessoa idosa;
Eixo 4 – Participação social, protagonismo e vida comunitária na perspectiva das múltiplas velhices;
Eixo 5 – Consolidação e fortalecimento da atuação dos conselhos de direitos da pessoa idosa como política do estado brasileiro.

A presidente do CMDPI de Parnamirim, Silvia Jussiane, destacou como a conferência traz resultados positivos para os idosos do nosso município. “É com muita honra que estamos realizando essa conferência, buscando benefícios e melhorias na qualidade de vida dos nossos idosos, debatendo temas irá trazer melhorias e garantia de direitos”, disse.

Ainda na programação, houve apresentação do Coral Vozes da SEMAS, que é composto somente por idosos acompanhados pelos diversos serviços socioassistenciais do município, tendo como regente a servidora Mônica Fernandes. Além da participação das artesãs pela Coordenadoria do Trabalho de Parnamirim, proporcionando valorização do trabalho artesanal.

O momento de abertura contou com a presença da prefeita Nilda Cruz; das secretárias da Semas, Fativan Alves e Patrícia Pinheiro e demais representantes, onde reafirma o compromisso da gestão municipal com a defesa dos direitos da pessoa idosa e com a construção de uma cidade mais justa e acolhedora para todas as gerações.

ANS muda regras para planos de saúde e pressiona operadoras a reduzir queixas

(Crédito: Tung Nguyen-Pixabay)
Foto: Tung Nguyen-Pixabay

Novas regras passam a valer em 1º de julho e exigem mais agilidade, clareza e resolutividade das operadoras.

A partir da próxima terça-feira (1º), entra em vigor um novo conjunto de regras que promete mudar a forma como as operadoras de planos de saúde lidam com seus clientes. Publicada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a Resolução Normativa 623/2024 impõe padrões mais rígidos de atendimento e transparência, com o objetivo de garantir que as respostas aos beneficiários sejam mais rápidas, claras e acessíveis.

nova norma substitui a antiga RN 395/2016, e chega em um momento de desgaste crescente do setor. Com o aumento das reclamações contra planos de saúde, que hoje lideram os rankings de queixas dos consumidores, cresce também a pressão por uma regulação mais firme. 

Entre as principais novidades, está a definição de prazos objetivos para respostas de solicitações assistenciais: 5 dias úteis para procedimentos de baixa complexidade e 10 dias para os de alta complexidade. Para demandas não assistenciais, o prazo é de 7 dias úteis.

A resolução, que foi publicada em dezembro, mas somente agora entrará em vigor integralmente, também obriga que as operadoras forneçam informações claras e específicas sobre o andamento das solicitações, com rastreabilidade.

“Elas devem fornecer protocolo de atendimento no início da solicitação e permitir que o beneficiário acompanhe o andamento, sem termos genéricos como ‘em análise’”, explica Bruno Marcelos, advogado especialista em direito da saúde.

Outro ponto importante é a possibilidade formal de o beneficiário solicitar revisão da negativa diretamente à ouvidoria da operadora de saúde, com resposta obrigatoriamente clara e justificativa compreensível.

Direitos mais claros e caminho mais curto para reclamar

Com a nova norma, o consumidor ganha instrumentos mais objetivos para exigir respostas e pode acionar a ouvidoria em caso de negativa. “A expectativa é que o SAC e a ouvidoria sejam efetivamente usados para resolver conflitos antes mesmo de chegar à ANS”, diz Marcelos. Caso isso não ocorra, o consumidor pode recorrer aos canais da própria agência reguladora.

Vale dizer que a agência pretende criar mecanismos de incentivo para as operadoras que se ajustarem rapidamente e sanções regulatórias para aquelas que descumprirem as metas de redução de queixas. “É um pilar inicial e fundamental para as mudanças fiscalizatórias que queremos implementar”, afirma Eliane Medeiros, diretora de Fiscalização da ANS.

Reclamações seguem em alta

Recentemente, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) publicou dados que mostram que os planos de saúde lideraram o ranking de queixas entre associados em 2024. Ao todo, elas responderam por 29,10% das reclamações. As principais causas foram:

  • reajustes abusivos (25,85%);
  • problemas com contrato e reembolso (19,49%);
  • práticas abusivas como cancelamento unilateral (13,14%);
  • negativas de cobertura (13,14%).

Esse retrato é corroborado pelos dados da própria ANS. Entre janeiro e maio de 2025, a agência recebeu milhares de Notificações de Intermediação Preliminar (NIP), que são reclamações formais feitas por beneficiários — numa espécie de “mediação administrativa” que antecede medidas judiciais ou processos sancionadores.

A NotreDame Intermédica lidera em média de reclamações (3.027,8), seguida por Bradesco Saúde (2.497) e Unimed RJ (2.266). No entanto, apenas o número de reclamações não conta toda a história.

Isso porque a Taxa de Intermediação Resolvida (TIR) mostra a eficiência das operadoras em solucionar os conflitos. A Prevent Senior, por exemplo, tem alta taxa de resolução (90,4%) mesmo com volume relevante de reclamações. Por outro lado, a Unimed RJ, com alta demanda e TIR de 73,2%, indica desempenho inferior no atendimento ao consumidor.

Consumidor mais protegido

Diante da nova norma, a expectativa é que os consumidores contem com canais mais eficazes e maior previsibilidade nos pedidos feitos às operadoras. Além disso, a ANS dá sinais de que pretende endurecer a fiscalização, o que pode criar um ciclo de melhoria no atendimento. 

“Com informações mais claras e respostas mais céleres, os consumidores passam a ter mais respaldo, e as operadoras passam a ser cobradas com mais precisão pelos órgãos reguladores”, resume Marcelos.

Infomoney

Brasileiras estão tendo menos filhos e adiam maternidade, diz Censo

Foto de gestante - Mulher em gestação. Foto: Fotorech/Pixabay
Foto: Fotorech/Pixabay

Taxa de fecundidade cai para 1,55 filho por mulher no Brasil.

As brasileiras estão tendo menos filhos e adiando a maternidade. É o que apontam os dados do Censo Demográfico de 2022, divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para a pesquisa, são consideradas mulheres de 15 a 49 anos. 

A média de filhos por mulher em idade reprodutiva no Brasil, chamada de taxa de fecundidade total, caiu para 1,55 em 2022. De acordo com o IBGE, a taxa de fecundidade das brasileiras vem decrescendo desde a década de 1960. Em 1960, por exemplo, era de 6,28 filhos por mulher. Essa média caiu para 5,76 em 1970, para 4,35 em 1980, para 2,89 em 1991 e para 2,38 em 2000. Em 2010, a taxa era de 1,90 filhos por mulher.

Taxa de fecundidade - Censo 2022 - IBGE
Taxa de fecundidade – Censo 2022 – IBGE – Arte/EBC

Desde 2010, a taxa de fecundidade brasileira está abaixo da chamada taxa de reposição populacional, ou seja, da média de filhos por mulher necessária para manter a população estável, que é de 2,1. 

“A componente de fecundidade é muito importante para analisar a evolução demográfica de uma população. O ritmo de crescimento, as transformações na pirâmide etária e o envelhecimento populacional estão diretamente relacionados ao número de nascimentos”, explica a pesquisadora do IBGE Marla Barroso. 

Segundo ela, a transição da fecundidade no Brasil foi iniciada na década de 60 nas unidades da federação economicamente mais desenvolvidas da região Sudeste, em grupos com maior nível educacional e nas áreas urbanas. “Nas décadas seguintes, foi se alastrando por todo o Brasil”, explica. 

Regiões 

Na Região Sudeste, a taxa de fecundidade saiu de 6,34 filhos por mulher em 1960, passou para 4,56 em 1970, caiu para 3,45 em 1980, atingiu o nível de reposição populacional em 2000 (2,1 filhos por mulher). Em 2022, ficou em 1,41, o menor do país. “Para as outras regiões do Brasil, a queda se intensificou a partir ali da década de 70”, explica Marla. 

Na Região Sul, que tinha a menor taxa de fecundidade em 1960 (5,89 filhos por mulher), a principal queda ocorreu de 1970 (5,42) para 1991 (2,51). Em 2022, a taxa ficou em 1,50, também abaixo da média nacional. 

No Centro-Oeste, que tinha taxa de 6,74 em 1960, a tendência de queda foi semelhante à da região Sul, ao apresentar o principal recuo de 1970 (6,42) para 1991 (2,69). Em 2022, a taxa era de 1,64. 

As regiões Norte e Nordeste também apresentaram quedas consideráveis de 1970 para 1991. Mas, em 1980, ainda tinham taxas de fecundidade acima de 6 filhos por mulher. No Norte, a taxa passou de 8,56 em 1960 para 8,15 em 1970 e para 6,45 em 1980. Em 2010, aproximou-se  da taxa de reposição ao atingir 2,47. Em 2022, ficou em 1,89, a mais alta do país. 

O Nordeste foi a única região a apresentar alta de 1960 (7,39 filhos por mulher) para 1970 (7,53). Em 1980, a taxa começou a recuar, passando para 6,13. Em 2000, o indicador se aproximou da taxa de reposição, ao ficar em 2,69. Em 2022, ficou em 1,60, abaixo do Centro-Oeste. 

Entre os estados, Roraima é o único com taxa acima da reposição populacional: 2,19 filhos por mulher. Na sequência aparecem Amazonas (2,08) e  Acre (1,90). Entre aqueles com menores taxas, destacam-se o Rio de Janeiro (1,35), Distrito Federal (1,38) e São Paulo (1,39). 

Maternidade mais tarde 

A pesquisa não apenas observou a continuidade da queda da taxa de fecundidade, como também revela que as mulheres estão tendo filhos com idades mais avançadas. A idade média da fecundidade no Brasil passou de 26,3 anos em 2000 para 28,1 em 2022. A tendência foi observada em todas as regiões.  

Em 2022, o Norte apresentou a menor idade (27 anos), enquanto o Sudeste e o Sul mostram as maiores (28,7 anos). Entre as unidades da federação, a idade média de fecundidade mais alta foi a do Distrito Federal (29,3 anos) e a mais baixa, do Pará (26,8 anos).

Idade média de fecundidade - Censo Demográfico 2022 - IBGE
Idade média de fecundidade – Censo Demográfico 2022 – IBGE – Arte/EBC

Sem filhos 

O levantamento aponta ainda que cresce o grupo daquelas que chegam ao fim da idade reprodutiva sem filhos.  O percentual de mulheres com 50 a 59 anos que não tiveram filhos nascidos vivos, segue em alta. Em 2000 era 10%, passou para 11,8% em 2010 e apresentou um aumento ainda mais expressivo em 2022, chegando a 16,1%. No Norte, o percentual passou de 6,1% para 13,9%. No Sudeste, subiu de 11% para 18%. 

Entre as unidades da federação, o Rio de Janeiro tinha, em 2022, o maior percentual (21%) de mulheres sem filhos e Tocantins, o menor (11,8%). 

Religião e raça

De acordo com os dados do Censo, entre as religiões, as evangélicas são as que apresentam maior taxa de fecundidade – 1,74 filhos por mulher, acima da média nacional. Os menores índices foram encontrados entre as mulheres espíritas (1,01) e as seguidoras da umbanda e candomblé (1,25). As mulheres de outras religiosidades (1,39), sem religião (1,47) e as católicas (1,49) tiveram taxas abaixo da média nacional. 

Segundo o pesquisador do IBGE Marcio Minamiguchi, não é possível, apenas com base nos dados do Censo 2022, afirmar os motivos que levam a essas diferenças das taxas de fecundidade entre as seguidoras das religiões. 

“Para entender o efeito de uma religião sobre a fecundidade, ou seja, se uma doutrina poderia levar a uma certa propensão a ter filhos ou não, teria que isolar todos os outros fatores, como renda, o local onde as pessoas moram, a atividade profissional e tudo mais”. 

Em relação ao recorte racial, as mulheres amarelas (de origem asiática) têm menor taxa de fecundidade (1,2 filhos por mulher), seguidas pelas brancas (1,4). As pretas e pardas têm taxas acima da média nacional: 1,6 e 1,7, respectivamente. As indígenas ainda estão acima da taxa de reposição, com 2,8 filhos por mulher.  

A idade média da fecundidade subiu entre todos os grupos, sendo de 29 anos para as brancas, 27,8 entre as pretas e 27,6 entre as pardas.   

Escolaridade 

O Censo 2022 mostrou que o aumento da escolarização tem relação com a queda da taxa de fecundidade. Segundo os dados da pesquisa, as mulheres sem instrução ou com ensino fundamental incompleto têm, em média, 2,01 filhos, enquanto aquelas com ensino superior apresentam uma taxa de 1,19. 

As demais faixas de escolaridade apresentam as seguintes taxas: ensino fundamental completou ou médio incompleto, com 1,89 filhos por mulher, e ensino médio completo ou superior incompleto com taxa de 1,42. 

“A mulher com mais escolaridade, com mais informação, sabe melhor onde procurar métodos contraceptivos, se assim quiser. Ela vai saber fazer suas escolhas de uma forma melhor”, explica a gerente de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica do IBGE, Izabel Marri. 

Em 2022, a idade média de fecundidade das mulheres sem instrução ou com ensino fundamental incompleto foi de 26,7 anos. Já a idade média para aquelas com nível superior completo foi de 30,7 anos. 

Agência Brasil

“Boca da Noite” encerrará o “Mossoró Cidade Junina” neste sábado

Lucas Bulcão (SECOM/PMM)
Foto: Lucas Bulcão (SECOM/PMM)

“Boca da Noite” é o evento que encerra em grande estilo o “Mossoró Cidade Junina” 2025 neste sábado (28) e contará com aproximadamente 10 atrações. O grande destaque para este ano é a presença do cantor Bell Marques.

O evento tem início pontualmente às 18 horas e terá ainda como atrações, além do artista baiano, Davson Devis, Caddu Rodrigues, Lucas Lima, Mozão, Guto Fortunato, Banda Bakulejo e Muny Santos e Banda. O percurso é o mesmo do “Pingo da Mei Dia”, que abre os festejos juninos em Mossoró.

Titular da Secretaria Municipal de Segurança Pública, Defesa Civil, Mobilidade Urbana e Trânsito (Sesdem), Walmary Costa destacou que 1.500 agentes estarão realizando a segurança no evento.

“Vamos garantir a segurança dos mossoroenses e visitantes no ‘Boca da Noite’ com 1.500 agentes que estarão trabalhando na área externa, na chegada e no interior do Corredor Cultural. São agentes federais, estaduais e municipais, além de empresas privadas de segurança e bombeiro civil para podermos garantir a segurança das pessoas que irão para o encerramento do ‘Mossoró Cidade Junina’”, diz Walmary.

O QUE PODE E O QUE NÃO PODE

A comercialização, posse e consumo de bebidas em garrafas de vidro; copos de vidro ou similares está proibida em todo o perímetro da festa, incluindo camarotes, bares e imóveis próximos. Apenas bebidas em recipientes permitidos (latas e plásticos) poderão ser vendidas, e somente por comerciantes previamente autorizados pelo Comitê Gestor do “Mossoró Cidade Junina” 2025.

“O ‘Boca da Noite’ terá uma operação idêntica a que ocorreu no ‘Pingo da Mei Dia’ porque é o mesmo formato, o mesmo percurso e teremos dez entradas. Teremos também as mesmas regras do ‘Pingo’ com o que pode ou não pode entrar no Corredor Cultural”, explicou Walmary Costa, titular da Sesdem.

ATRAÇÕES DO “BOCA DA NOITE” 2025

– Davson Devis

– Caddu Rodrigues

– Lucas Lima

-Bell Marques

– Mozão

– Guto Fortunato

– Banda Bakulejo

– Muny Santos e Banda

O QUE PODE E O QUE NÃO PODE NO “BOCA DA NOITE”

PODE:

Bebida em lata;

Garrafa pet;

Cooler e bolsa térmica (entrada específica para revista)

NÃO PODE:

Garrafa de vidro;

Objetos cortantes;

Mesa.