A vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida. Giovani Júnior mostra talento através das fotografias

 


A frase do influente escritor, poeta e dramaturgo irlandês, já falecido, Oscar Wilde “a vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida” mostra um pouco dessa exposição de fotos do secretário Giovani Júnior, aonde o seu talento no campo das ciências econômica e financeira, se traduz também na criação de imagens.

A fotografia é uma arte que combina luz, composição, ângulos e cores para criar imagens únicas.
Acompanhe o talento de Giovani Júnior.

 

Sextooou. O Black Friday da política em Parnamirim

A feira está cheia de produtos, ofertas e pré-candidatos para todos os gostos. Alguns mais amargos, pois geralmente é a primeira vez que frequentam esse ambiente político comercial, outros mais adocicados, mostrando que já conhecem o ambiente, encontra-se também aqueles azedos de verdade, todos buscando uma valorização para continuar no jogo do poder. Percebe-se até gente se oferecendo a preço de banana, antecipando o esquenta Black de fim de ano.

Há figurinhas que estão em baixa mesmo que chegam a ser oferecido de graça e o povo não quer levar para casa, como por exemplo, o alho que anda sobrando nas bancas da política local e ninguém quer nem para acompanhar enterro.

Existem outros que não baixam nem a pau, continuam desfilando como se fossem imperdíveis, mesmo já sendo vítimas de algumas lideranças tradicionais do estado também do povo. Mas vamos aos preços: tem produto de 10, de 12, de 13, de 19, de 20, de 44, de 55 e até de 77 centavos na grande Black Friday Parnamirim – aproveitem a feira antecipada, temos
produtos de diversas categorias com ofertas imperdíveis no esquenta 2024.

Prêmio Nobel da Mentira

Os bolsonaristas, a exemplo do chefe deles, são cultores da morte, propagadores do ódio, dinheiristas, sem escrúpulos e fascistas, mas, principalmente, mentirosos. São filhos e dependentes das histórias que criam e que passam como verdade para um bando de seguidores alienados, fanáticos e sem nenhuma capacidade de fazer qualquer análise crítica. É realmente feliz a comparação desse grupo com o gado no pasto, tangidos por um berrante.

Tenho dito que é muito difícil enfrentar, na política e na vida, pessoas sem o menor critério ético nas discussões. Quando o seu adversário faz uso contumaz da mentira e ousa dar ao fato falso um ar de verossímil, a hipótese de um debate sério e honesto se esvai completamente. Bolsonaro passou todo o seu governo amparado em fake news que constrangiam qualquer cidadão que tem vergonha na cara. Simples assim. Foram milhares de ataques aos fatos coordenados por um gabinete do ódio que, meticulosamente, distribuía inverdades com objetivo político.

Ele próprio é o resumo dessas histórias inventadas. Tendo sido um deputado federal por 28 anos, apresentou-se como um não político e alguém contra a política tradicional. Ele se dizia o novo e não teve pejo em investir numa imagem para arrebatar os incautos ávidos para serem tangidos.

No triste episódio desta guerra insana entre Israel e Palestina, mesmo com todo o horror das milhares de mortes de crianças, jovens civis, médicos, jornalistas e mulheres, os bolsonaristas querem se aproveitar da dor e da comoção pública para espalharem mentiras e posarem de heróis. Fracos de caráter, mesquinhos e canalhas. Surfam em fake news irresponsáveis que são espalhadas para demonstrar um lado humanista que, definitivamente, não existe nesses seres escatológicos.

Quando era Presidente da República, Bolsonaro foi peremptório ao se negar a dar assistência humanitária aos brasileiros na crise sanitária na China e na guerra da Ucrânia, só para citar dois exemplos. Desdenhou dos brasileiros de forma irônica e vulgar. De maneira sórdida, cruel. Na verdade, seguiu a mesma linha que assumiu no enfrentamento da pandemia no Brasil, quando ridicularizava a dor e o desespero dos que morriam sem ar. Também não esqueceremos o sadismo oficial em negar aos milhões de brasileiros o direito à vacina. Com ironia e sarcasmo, caçoava dos que falavam em nome da vida e da ciência.

 

Esse grupo, responsável pela política da mentira, quer agora assumir a paternidade no resgate dos brasileiros em Israel e na Faixa de Gaza. Após um encontro com o embaixador de Israel no Brasil, e ao ver o sucesso das negociações do governo Lula repatriando os brasileiros, o próprio Bolsonaro ligou para a CNN e disse que foi dele o sucesso da operação. E é seguido nas redes sociais pelos acéfalos Sérgio Camargo, Nikolas Ferreira, Carla Zambelli e outros que, há muito, perderam a noção do ridículo. Eles chegaram a propor que ele se candidate ao prêmio Nobel da Paz! Não há limites para a humilhação e para o deboche.

O fato objetivo é que o governo brasileiro conseguiu trazer mais de 1.450 brasileiros que estavam em Jerusalém, Israel. Foram mais de dez viagens humanitárias, sem nenhum custo para o cidadão que estava sendo salvo. O próprio avião presidencial ficou à disposição do plano de resgate em paz. No entanto, no meio insano e no mundo à parte da realidade, que é habitado pelos bolsonaristas bizarros, no qual a mentira é a única forma de comunicação, o herói da salvação dos brasileiros é o genocida ex-presidente. Alguns lunáticos permitem dividir a glória com o prefeito de Sorocaba, que disse que foi o responsável pelo envio do avião da presidência.

Difícil conviver com essa gentalha. Em qualquer debate tem que haver regras, ainda que mínimas, que possam dar um norte de seriedade, ética e respeito. Quando se enfrenta os bárbaros, para eles, esses são conceitos líquidos que nunca poderão ser sequer levados em conta. É a mentira o mais forte mantra. E nós temos que nos afastar dessas baixarias, pois, se usarmos os meios da barbárie, mesmo para combatê-la, eles terão vencido, porque estaremos nos rebaixando e nos igualando a eles.

Remeto-me a Clarice Lispector:

“O pior de mentir é que cria falsa verdade. (Não, não é tão óbvio como parece, não é truísmo; sei que estou dizendo uma coisa e que apenas não sei dizê-la do modo certo, aliás o que me irrita é que tudo tem de ser “do modo certo”, imposição muito limitadora.) O que é mesmo que eu estava tentando pensar? Talvez isso: se a mentira fosse apenas a negação da verdade, então este seria um dos modos (negativos) de dizer a verdade. Mas a mentira pior é a mentira “criadora”.”

Fonte: ig último segundo

A ética do promotor

Das profissões do direito, talvez a mais “incompreendida” seja a do promotor de justiça. Pelos jurisdicionados em geral, pelos acusados em especial e mesmo pelos próprios membros do Ministério Público, que, em alguns casos, confundem a fiscalização da ordem jurídica ou a busca pela Justiça com algo que mais parece com o Terror de tempos inquisitoriais.

A literatura, o cinema e as séries de TV têm algo – ou muito – a nos ensinar sobre a ética dos membros do Ministério Público.

Com exemplos positivos, como no caso do procurador Granville, de “Um caso tenebroso” (1841), romance policial, de espionagem e também político (sobre a Era Napoleônica) de Honoré de Balzac (1799-1850). Abrindo “um espaço positivo para a lei”, o procurador Granville, que não se deixa enganar pelos corruptores da justiça, encarna a nobreza da profissão do direito.

Mas é com exemplos, digamos, não muito recomendáveis de promotores de justiça, tanto da literatura como da TV, que quero aqui deixar o meu recado.

Foco na obra de Friedrich Dürrenmatt (1921-1990), escritor suíço de língua alemã cujas peças (assim como os romances), à moda de um Bertolt Brecht, embora mais desmascarador do que didático, visavam menos o entretenimento da plateia/leitor e mais fomentar o debate público sobre temas fundamentais. Eram denúncias. “Está escrito” (“Es steht geschrieben”, 1947), “Rômulo, o Grande” (“Romulus der Grosse”, 1950), “A Visita da Velha Senhora” (“Der Besuch der alten Dame”, 1956) e “Os físicos” (“Die Physiker”, 1962) são títulos bem conhecidos.

Entretanto, para nós, profissionais do direito, provavelmente a mais interessante obra de Dürrenmatt seja “O Casamento do Senhor Mississippi” (“Die Ehe des Herrn Mississippi, 1952). Como registra Otto Maria Carpeaux (em “A história concisa da literatura alemã”, Faro Editorial, 2013), o louco promotor público dessa peça, “que manda centenas de sujeitos à forca para moralizar a vida pública, é personagem tipicamente expressionista”. É, assim, peça de pleno desmascaramento. Pondo de lado as relações pessoais entre as personagens, a peça tem como centro o radicalismo do promotor Mississippi, que se acredita um lutador pela “justiça do céu”. Ele internalizou de uma maneira muito peculiar os ditames da Bíblia, especialmente as chamadas “Leis de Moisés”. Convidado a simpatizar com a “esquerda”, ele refuga. É infenso a qualquer moderação. Após uma revolta popular abortada, ele vai para um manicômio. De lá foge. Num ritual macabro de envenenamento recíproco, Mississippi morre ainda na crença de que o homem pode ser mudado por punições inumanas. Ao final, na peça, as personagens retornam à ribalta e fazem um balanço dos acontecimentos.

“O Casamento do Senhor Mississippi” nos lembra bastante “O Alienista” (1882), do nosso Machado de Assis (1839-1908), cujo protagonista da confusão é o médico psiquiatra Simão Bacamarte, o dono da Casa Verde, o seu próprio manicômio, até porque acabou internado lá. Mas quero aqui sobretudo enfatizar uma observação de Otto Maria Carpeaux sobre o teatro expressionista/fantástico de Duerrenmatt: ele “denuncia o absurdo na atualidade, que lhe garante sucesso universal”. Desmascara tragédias. Mas “o que parece tragédia, no mundo de hoje, é na verdade uma farsa, apenas de desfecho trágico”. Vimos isso entre nós, não vimos?

No mais, vou encerrar minhas palavras com a recordação de um episódio da clássica série “Jornada nas estrelas” (Star Trek, no original), que assisti faz um bocado de anos. Algomais do que útil, arrisco que fundamental, em minha profissão de “acusador”, que já nos havia sido historicamente mostradapela face mais triste da Revolução Francesa: não confundir Justiça com Terror; não confundir Salomão com Robbespierre. E foi assim que, ao final de um episódio, em que uma punição é buscada a qualquer preço, que o capitão da Enterprise, Jean-Luc Picard, disse aos seus companheiros de jornada: é fácil identificar o bandido que enrola o bigode; difícil é identificar aquele que, sob uma falsa aparência de Justiça, em verdade faz Terror.

Marcelo Alves Dias de Souza

Procurador Regional da República

Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

O Secretário de Habitação, Rogério Santiago, busca seu segundo mandato na eleição de 2024.

Não é novidade que Rogério Santiago irá participar da disputa política em 2024, e ele busca o seu segundo mandato na próxima eleição.

A atuação e ilustre trabalho do Secretário, por meio da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária do Município de Parnamirim/RN, vem sendo evidenciado cada dia mais. Esse protagonismo não é de hoje, a sua carreira nos órgãos públicos lhes trouxeram grandes destaques e aprendizados.

“Em toda minha carreira, me empenhei para beneficiar a população parnamirinense, e pretendo continuar esse belíssimo trabalho”, disse Rogério

Onda de calor ganha força no Sudeste e no Centro-Oeste; previsão é de temperaturas mais altas na próxima semana

A onda de calor que se instalou no Brasil deve ganhar força a partir do fim de semana, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As temperaturas devem ficar pelo menos 5ºC acima da média em boa parte dos estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste.

De acordo com a meteorologista do Climatempo, Maria Clara Sassaki, a expectativa é de que o próximo domingo (13) seja ainda mais quente. As projeções mais recentes apontam que o pico da atual onda de calor deve acontecer no fim da próxima semana, com temperaturas ultrapassando a marca de 44ºC em algumas cidades do Centro-Oeste.

O Inmet emitiu um alerta de perigo para cinco estados por conta da onda de calor. O fenômeno deve atingir de forma mais intensa São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, além do Distrito Federal.

🌡️As marcas registradas pelos termômetros no Brasil seguem elevadas já a partir desta sexta-feira (10). A temperatura máxima deve ficar próxima de 40 °C em boa parte do Triângulo Mineiro, interior paulista e sul de Goiás. O Espírito Santo também deve registrar calor intenso.

Frente fria ameniza temperaturas em São Paulo

 

Uma frente fria vinda do Sul do Brasil deve amenizar as temperaturas em São Paulo nessa sexta. Segundo a meteorologista, apesar do alívio, a mudança não é suficiente para quebrar a sequência de dias quentes.

“Essa frente fria vai passar bem afastada no oceano, então não é forte o suficiente para provocar temporais em São Paulo, iguais aos da semana passada”, explica Maria Clara Sassaki.

 

El Niño deve durar ao menos até abril de 2024, aponta Organização Meteorológica Mundial

El Niño deve durar ao menos até abril de 2024, aponta Organização Meteorológica Mundial

Saiba mais

Ela comenta que, apesar desse cenário, não é possível descartar uma chuva pontualmente forte, por causa da combinação do calor intenso com a umidade na região. Mesmo com a frente fria, os termômetros podem chegar aos 30°C em São Paulo.

Chuvas no Sul do Brasil

 

No Sul, a frente fria que parte para o oceano, combinada a uma área de baixa pressão no Paraguai, deve provocar chuvas ao longo de todo o fim de semana.

O Inmet também emitiu um alerta de previsão de tempestade para a região sul do Rio Grande do Sul. O acumulado de chuva pode chegar a 50 milímetros nas próximas 24 horas, com ventos de 60 km/h e queda de granizo.

Inmet alerta para a previsão de tempestades no Sul do Brasil. — Foto: INMET

Pancadas de chuva são esperadas para toda a região Sul do país. No leste do Paraná e de Santa Catarina, a previsão é de chuvas mais isoladas, com períodos de sol.

As áreas de instabilidade devem se intensificar ao logo do sábado (11), gerando temporais em boa parte da região, em especial no litoral sul do Rio Grande do Sul.

Fonte: G1

“FLITABIRA: UMA FLOR NASCEU NA RUA, ROMPEU O ASFALTO”, POR KAKAY

Em um momento denso e doloroso, com as bombas em Gaza matando, indistinta e covardemente, crianças, mulheres, idosos, jornalistas e médicos, a crueza da guerra provocou certo colapso em boa parte das pessoas que teimam em trazer dentro delas algum vestígio de humanidade. É muito difícil acompanhar esse verdadeiro massacre sabendo que, infelizmente, nada podemos fazer de efetivo para o cessar-fogo.

A ordem de destruição já foi dada e não há nenhum organismo internacional, ou país, que tenha força e credibilidade para se impor. Nem sequer corredores humanitários, ou a retirada de civis da área do genocídio, ou mesmo uma trégua nos bombardeios para tentar a diminuição da matança desenfreada; nada, absolutamente nada, parece falar aos corações dos senhores da guerra. Ódio. Vingança. Poder. Dinheiro.

Reconheço que, em época de mídia 24 horas, as imagens, especialmente as de crianças dilaceradas e mortas em valas comuns, causam uma desestrutura emocional que abala nossa confiança na humanidade. Se eu, que estou em casa e posso desligar a TV quando acho que o barulho dos mísseis já passou dos limites, sinto esse desconforto, imagine a mãe ou o pai que estão com os filhos já sem vida nos braços ou soterrados. Sem contar a fome, a falta de água e a ausência de assistência médica e humanitária.

Pense nos efeitos deletérios eternos nessas crianças que estão vendo a morte ser banalizada, mas que têm que se esconder das bombas reais que caem como aquela chuva de prata dos fogos de artifício no réveillon de Copacabana. Só que, lá em Gaza, os brilhos dos mísseis que iluminam a noite significam um encontro com a dor, com a destruição e com a morte quando o clarão toca o chão.

De tanto acompanhar essa tragédia ao vivo, ainda que pela TV e pelos grupos de whatsapp, sinto um profundo incômodo com a imobilidade covarde que parece nos manter reféns da perplexidade e da completa inoperância. Como se não bastasse a ausência de qualquer ação, ainda resolvi fugir. Saí do mundo do dia a dia insano, onde as notícias parecem correr atrás de nós, e refugiei-me no Festival Literário de Itabira.

“Arte, Literatura e Correspondências” em homenagem aos 121 anos de nascimento do itabirano Carlos Drummond de Andrade. De quebra, o festival foi palco da entrega do troféu Juca Pato para a maravilhosa Conceição Evaristo. Sob a batuta do mágico Afonso Borges, dividimos palcos com grandes escritores, poetas, violeiros e sonhadores iluministas. Permitimo-nos mergulhar nas conversas digitalizadas de Drummond com o maior artista brasileiro, Cândido Portinari, que também era um grande poeta. A tecnologia e a inteligência humana conseguiram fazer Drummond conversar com Portinari, mas não conseguem um diálogo para colocar um fim na guerra.

O clima de emoção e de cumplicidade, que nos acolheu a todos nesses intensos dias, parecia vir além do sentimento do mundo que era compartilhado e da paixão pela literatura que nos unia. Era tal a alegria que contagiava e abraçava a todos, que pude sentir como se uma nuvem densa nos embalasse, protegesse-nos e nos acariciasse. Uma poesia solta no ar, quase palpável, e sorrisos incontidos, como se lá fora não houvesse guerra.

Dançamos todos no ritmo cadenciado, sensual e irresistível de Eliana Alves, Lívia Sant’Anna Vaz e Conceição Evaristo. E, ainda, embalamo-nos no Festival de Viola Caipira. Por alguns dias, não escutei o barulho das bombas e vivenciei uma resistência poética. Foi lá que Krenak sentenciou que o planeta Terra é nosso domicílio e que Jeferson Tenório debateu o exílio e a escravidão.

Talvez, a tristeza e a dor, nossas companheiras nos últimos tempos, tenham sido o tempero para tanta emoção e acolhimento. Saio de Itabira revigorado e levando comigo cada momento de puro carinho, até de amor mesmo, para fortalecer o enfrentamento da barbárie. E com profunda perplexidade e tristeza por não entender como é possível viver a magia de um festival literário, como o de Itabira, enquanto tanta gente se dedica ao culto da morte.

A poesia, a literatura, a arte, a música e a amizade continuam sendo nosso último refúgio. Ainda com Drummond, no poema Canção de Berço:

“Também a vida é sem importância.

Os homens não me repetem nem eu me prolongo até eles. A vida é tênue, tênue.

O grito mais alto ainda é suspiro,

os oceanos calaram-se há muito.”

Fonte:flitabira.com.br

Quem não tem cão, caça como gato

Padre João Medeiros Filho

Outro dia, Dom João dos Santos Cardoso, nosso arcebispo metropolitano, esteve na granja da Arquidiocese (onde moram eclesiásticos eméritos), trazendo seus cãezinhos de estimação para passear. Tenho em casa um gatinho muito mimoso. Vendo os animais soltos, pulando e correndo, lembrei-me da máxima supracitada e senti vontade de escrever sobre ela. Gosto de cultivar ditados e aforismos transmitidos ao longo dos séculos. Algo semelhante encontra-se na Sagrada Escritura, notadamente nos Livros dos Provérbios e da Sabedoria. Exegetasantigos e modernos afirmam que Cristo fez uso desse estilo literário, em suas parábolas e alegorias. Os axiomas e expressões populares constituem uma parte importante da cultura de cada nação. Apresentam metáforas éticas, sociais e religiosas. É uma incógnita a origem desse patrimônio e riqueza imaterial.

Segundo o antropólogo norte-rio-grandense Luís da Câmara Cascudo, “ao longo de toda a história da humanidade, os axiomas e adágios sempre estiveram presentes na alma do povo.” Por seu conteúdo e qualidade sapiencial, revestem-se de grande importância para o convívio social. Nesse campo, o Brasil é detentor de um expressivo legado, herança de nossos ancestrais lusitanos eoutras matrizes culturais. De acordo com o eminentepesquisador potiguar, “o provérbio [em tela] tornou-se conhecido no Brasil, após a invasão holandesa, na segunda metade do século XVII.” A partir de então, começou a ser citado na tentativa de reanimar a população espoliada. O renomado folclorista alagoano Théo Brandão partilha dessa mesma assertiva.

Desde priscas eras, pessoas abastadas escolhiam cãespara acompanhá-las em suas caçadas. Até hoje, em razão de seu porte, fidelidade, velocidade e excelência no farejar são treinados para detectar objetos, identificar e protegerpessoas. A máxima, aqui referenciada, difere da versãoescrita em alguns livros: quem não tem cão, caça com gato. Grande parte dos estudiosos afirma que a variante usada no caput deste artigo é mais antiga. Entretanto, as mensagens se equiparam. Trata-se de aceitar as limitações e circunstâncias. Quando não se pode agir com a ajuda de um cão, deve-se adotar a estratégia do gato, que é solertepara alcançar os seus objetivos. Diante da falta de melhores recursos e oportunidades, é preciso encontrar alternativas para se atingir os fins almejados. Há coerência e lógica na lição que se pretende transmitir. Assim sendo, quem não tem cão para perseguir a eventual presa, deverá caçar inteligentemente, à maneira de um gato. Cristo aconselha em situação de adversidade “primeiro sentar-see calcular” (Lc 14, 31). Recomenda prudência, objetividade e imaginação, antes de agir.

O provérbio mostra a necessidade de ser criativo em situações desafiadoras. Na inexistência de meios adequados para resolver determinados problemas, é misterser engenhoso para encontrar outras maneiras de conseguiros fins propostos. Em vez de lamentar, cruzar os braços e tornar-se refém dos obstáculos, urge buscar saídas honrosas e inovadoras. Convém lembrar que nem sempre a solução mais óbvia é a melhor. Deve-se ter lucidez para encontrar opções. Ao narrar a história de Esaú e Jacó, o Livro do Gênesis (Gn 25-26) refere-se à perspicácia, uma das nuances do anexim, que intitula este texto. O adágio em questão se presta a diversas interpretações e mensagens. Existe quem o considere uma crítica à falta de planejamento e organização, quando indivíduos ou instituições se veem obrigados a improvisar. Na prática, a frase pode ser aplicada em diferentes situações, ensejando a procura de respostas às dificuldades.

O que dizer da postura dos cães e gatos? Machado de Assis escreveu: “Deve-se aprender com os gatinhos que pelo faro conhecem seus verdadeiros amigos. Não sabem falar, mas os acompanham em silêncio.” Certa vez, Marilyn Monroe desabafou aos jornalistas: “Os cães nunca me morderam nem me traem. São os humanos que me ferem no corpo e na alma.” A versatilidade, dedicação, fidelidade e prontidão dos caninos ou felinos impressionam e levam-nos a pensar sobre alguns atributos divinos. Diz o Livro dos Números: “Deus não é o homem para que minta, nem o filho do homem para que se arrependa. Acaso diz alguma coisa e não o faz?  Promete e não o cumpre?” (Nm 23, 19).

Para onde vão os hominhos?

Quando da guerra na Ucrânia , houve momentos de desespero e indignação por parte de muitos de nós. Os milhares de ucranianos, andando sem rumo e sem esperançanuma fuga sem sentido, misturavam-se com relatos de estupros e de mortos. As crianças, com seus olhares incrédulos de medo e de pavor, enchiam-nos de vergonha da nossa incapacidade de intervir e de fazer algo que pudesse minorar tanta dor. Havia sempre uma promessa de que o conflito seria curto. E o longo tempo fez com que, como um recurso interior de sobrevivência, nós fôssemos nos afastando e deixando de acompanhar o noticiário. Sem informações, era como se a guerra tivesse acabado.

Há muitos anos, quando eu era menino no interior de Minas Gerais , fui ver, pela primeira vez, um programa de televisão. O aparelho tinha acabado de chegar e a expectativa era enorme. Sentamo-nos, eu e um amigo, filho do vaqueiro que morava na roça, meio que sem entender direito o que iria acontecer. A transmissão era sofrível: cheia de chuviscos, em preto e branco e com uma imagem trôpega. Depois de 30 minutos, o filme saiu do ar e eu desliguei a TV. Meu amigo, que estava completamente maravilhado, fez uma pergunta engraçada: “Para onde vão os hominhos?”, preocupado com os personagens do vídeo que havíamos visto. Lembrei-me dessa ingenuidade infantil quando passei a desligar os programas sobre a guerra ou a mudar de canal para acompanhar um filme ou futebol. Claro que eu estava fugindo e querendo não perguntar para mim mesmo: “Para onde vão os hominhos?”. Era como se, ao apagar o aparelho, as pessoas parassem de morrer naquela batalha estúpida.

Agora, outra  guerra abala o mundo. E essa é como se estivesse, de alguma maneira, ocorrendo dentro do nosso país. O conflito entre Israel e Palestina , de tão antigo, parece que, de certa forma, é conhecido e cada um o acompanha à sua maneira. A diferença é que nessa tragédia, mesmo sem sermos judeus ou palestinos, estamos de alguma forma dentro do conflito. Inúmeras pessoas ligadas a nós, pelos mais diferentes laços, estão diretamente participando e perdendo familiares, amigos e companheiros. Por uma definição particular do ser humano, é natural que as crianças jogadas em valas comuns, os inúmeros reféns, os estupros, os ferimentos e as mortes tenham um impacto ainda maior nessa guerra. E, com o acirramento do combate, as tensões só aumentam. Por sorte, tudo ocorre no mundo virtual. São nos grupos que nós vivemos os desentendimentos que resultam em agressões verbais e em saídas do WhatsApp. Se as discussões se dessem ao vivo, fatalmente seria muito pior. Há uma intransigência palpável rondando o assunto.

Essa  guerra é um conflito no qual, mesmo quem defende a paz, pode ser criticado pela maneira com que a defendeu. Não existe lugar para neutralidade. E, dessa vez, não teremos como desligar o noticiário. Os “ hominhos” estão aqui ao nosso lado e, de certa forma, cada um de nós está também em guerra. Daí a importância de nós nos posicionarmos para uma solução dessa tragédia sem fim.

Os organismos internacionais falharam. É claro que, se nem mesmo esses órgãos conseguem fazer algo, as nossas ações individuais certamente não terão nenhum efeito. Mas existem momentos na vida em que valem os gestos. Talvez seja necessário acreditar que é possível um movimento pela cessação imediata dos bombardeios, pelo estabelecimento de regras mínimas humanitárias, pela libertação dos reféns , pelo cuidado com as crianças, pelo direito básico de acesso à água e à energia elétrica, enfim, por um sentimento do mundo que consiga resgatar um pouco do humano que ainda existe em cada um. Pode não ser nada, mas é melhor do que desligar o noticiário. E, afinal, é o que nos resta.

Remeto-me a Clarice Lispector:

“O que tem me perturbado intimamente é que as coisas do mundo chegaram para mim a um certo ponto em que eu tenho que saber como encará-las, quero dizer, a situação da guerra, a situação das pessoas, essas tragédias. Sempre encarei com revolta. Mas ao mesmo tempo sinto necessidade de fazer alguma coisa, sinto que não tenho meios.”

 

Fonte: ig último segundo

Para refletir no Dia de Finados

Padre João Medeiros Filho

Inexiste nos textos bíblicos neotestamentáriosqualquer palavra de Jesus se auto definindo como morte. Ao contrário, Ele proclama: “Eu sou o Pão da Vida” (Jo 6, 48); “Vim para que todos tenham vida” (Jo 10,10), ou ainda, “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6). Santo Agostinho pregava: O cristão não conhece a morte, mas a vida que começa com a morte. Esta é a porta da Eternidade, o sono que conduz ao Infinito. Certa feita, o Filho de Deus, diante de uma família sofrida pela perda da filha, exclamou: “A menina não morreu, ela dorme” (Mt 9, 24). Com a notícia do falecimento de seu amigo Lázaro, Jesus afirmara: “Ele está dormindo, irei acordá-lo” (Jo 11, 12). Sono é o termo empregado pelos primeiros teólogos da Igreja, quando cessa nosso existir. Daí surge a expressão da liturgia de réquiem: “Requiescat in pace” (durma, descanse em paz).

Para Mário Quintana: “Morrer não é o último atobiológico. Acontece também nas perdas cotidianas enaquilo que nos traz saudades, quando acabam planos,esperanças, amizades. Integra imprescindivelmente a natureza do ser humano.Morrer é um ato natural, como beber, comer e dormir, escreveu o cirurgião plástico Ivo Pitanguy. Anormal é aquilo que muitas vezes o precede: aparelhos conectados e tubos introduzidos no corpo sem o paciente poder fazer nada, pois não é mais dono de si mesmo. Mister se faz atenuar a solidão e a ansiedade que precedem à morte. Poucos têm palavras para falar tranquilamente sobre a realidade inevitável. Contudo, é um dever para os que creem, um ato de misericórdia, análogo ao preconizado no capítulo 25 do Evangelho de Mateus. A ciência e as religiões não refletemsuficientemente sobre esse aspecto. Há carência deserviços e movimentos espirituais para proporcionar serenidade, aceitação e desprendimento naqueles que partem. Falta quem saiba cuidar da inexorável separação. É graça – quando pressentido ou anunciado – nosso fimacontecer, de forma mansa e sem dores, em meio às pessoas amadas e num clima de paz e quietude.

Para o cristianismo, a morte é apenas o umbral do Céu. A sabedoria da fé leva a viver com toda responsabilidade e despedir-se da existência com plenodespojamento. A morte é a devolução de algo que não pertence ao homem. Consiste no verdadeiro nascimento do ser humano – “mors vere dies natalis hominis”pregou o Bispo de Hipona. A vivência da fé proporciona oequilíbrio humano. Se de um lado, pensarmos somente no término dos dias, colocaremos o sentido de tudo no final da existência terrena. Há algumas pessoas que tendem para essa posição e acabam desprezando o viver, diminuindo o sabor da vida, dom divino. Entretanto, a tentação mais comum é a abordagem contrária: priorizar oexistir efêmero. O enfoque no provisório pode gerar desespero, quando as limitações começam a aparecer. “Somos migrantes, moradores temporários neste mundo” (1Cr 29, 15). O apóstolo Paulo arremataperemptoriamente: “Somos cidadãos do céu (Fl 3, 20).

“Para tudo há o seu tempo. Há tempo para nascer e tempo para morrer” (Ecl 3, 2), diz a Sagrada Escritura. Viver e morrer não são antagônicos, mas irmãos. São Francisco de Assis percebeu tal verdade, ao falar da “Irmã Morte”. Isto exige que sejamos sábios para nos preparar quando a vida irá se plenificar. Poderia a Medicina desenvolver uma nova especialidade (tanatoatria) para assistir aos que terminam sua caminhada terrena. Sua missão seria preparar para o definitivo que leva à plenitude. Deverá fazer tudo para que o desenlace seja tranquilo e cercado de carinho. Poder-se-ia designar como padroeira de tal ramo da ciência médica Nossa Senhora da Piedade, simbolizada na ternura de “La Pietà”, de Michelangelo. Naquela escultura, Maria está representada com o seu Filho Amado, morto em seus braços. No colo de uma mãe o morrer não causará medo. A Igreja deve ser essa Mãe, expressão de afeto, que sabe nos envolver nos momentos do desabrochar da vida plena, onde de acordo com o Apocalipse “não haverá mais luto, nem choro, nemdor, pois as coisas de antes passaram” (Ap 21, 4).

Vídeo: saiba como funciona a OUVIDORIA na Câmara Municipal de Parnamirim

O “Fala Ouvidoria” é o mais novo quadro da rede social da CMP, trazendo uma série de vídeos com informações sobre esse setor tão essencial da nossa Casa Legislativa.
Confira o vídeo abaixo, e entenda o que significa uma manifestação e como fazer a sua. Fala, que a Casa do Povo te escuta!

 

O pau cantou nas redes sociais em Patú. Ex-prefeita ataca o atual prefeito para defender seu filho médico

 

A ex-prefeita de Patú Evilásia Gildênia foi para o ataque e usou as suas redes sociais para defender o seu filho Ednardo Júnior e também o médico Dr. Vinícios que vem sendo vítimas de uma campanha difamatória promovida por pessoas ligadas a um político da cidade de Patú no oeste potiguar.

Evilásia Gildênia, chegou a afirmar que um político, deixando a entender que tratava-se do prefeito Rivelino Câmara que seria um dos responsáveis pelos ataques e também por ela está respondendo a inúmeros processos judiciais, já que em seus dois mandatos Rivelino Câmara era o secretário de finança da prefeitura e o manda chuva da administração da cidade.

A ex-prefeita em tom de revolta não poupou palavras para defender o seu filho e o filho e o filho da Dra. Fátima e pediu a Deus justiça para aqueles que andam em rodas de conversa da cidade denegrindo a imagem dos dois médicos que foram praticamente impedidos de atuar na cidade de Patú. Veja o vídeo AQUI.

A HABITAÇÃO CONTINUA TRAZENDO GRANDES RESULTADOS PARA A GESTÃO DE ROSANO TAVEIRA

Ontem (26), foi finalizado a oficina de pré-ocupação do Residencial Ilhas do Caribe. O evento aconteceu na Escola Municipal Prof. Ivanira Paisinho, com duração de 3 dias, onde contou com a presença do Secretário Rogério Santiago, o chefe de gabinete Homero Grec, representantes da Caixa Econômica e os sorteados do Resildencial. As reuniões teve como principal objetivo orientar e instruir os novos moradores do empreendimento Minha Casa, Minha Vida.

A Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária, vem se destacando cada vez mais na gestão do atual Prefeito.
Com isso, trazendo também grandes resultados para a população de Parnamirim.

“Sou grato a Deus por ter sido escolhido para essa pasta. Podendo assim, participar da realização de sonhos dos parnamirinenses”, disse Rogério.