Governar o Rio Grande do Norte não é brincadeira

Por Jean Paul Prates

O debate recente sobre a sucessão no Governo do Rio Grande do Norte revela algo mais grave do que divergências políticas naturais: um preocupante uso circunstancial e eleitoreiro da função pública do cargo de Governador num eventual mandato-tampão.

A decisão do Vice-Governador Walter Alves, no sentido de não assumir o cargo, terá sido precedida por avaliações diversas ao longo do período, refletindo as complexidades políticas, eleitorais e fiscais do momento. Indefinições legítimas do ponto de vista pessoal e político, mas que acabam por repercutir no ambiente institucional e reforçam a necessidade de clareza e responsabilidade no debate público, por parte de todos nós.

Por sua vez, o Presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza, sempre afirmou de forma consistente que buscaria a reeleição ou outro posto para o qual seu partido e a opinião pública eventualmente o conduzissem.

Então é preciso desde logo desmontar uma narrativa falsa que vem sendo deliberadamente construída. Não é verdade que ninguém queira governar o Rio Grande do Norte. Há, sim, e haverá ainda mais, muita disputa política em torno do cargo. O que também existe são as escolhas pessoais legítimas de quem prefere priorizar a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa. Transformar essas decisões individuais em prova de uma suposta ingovernabilidade do Estado é criar um factoide eleitoreiro, útil apenas para antecipar o clima de campanha e desqualificar, artificialmente, o próprio mandato tampão.

É importante ainda situar corretamente o tempo em debate. Não se trata de um mandato simbólico ou irrelevante. Considerando as desincompatibilizações em 4 de abril e o prazo legal para realização de nova eleição indireta, a eventual posse ocorreria em torno de 4 de maio. Estamos falando, portanto, de aproximadamente oito meses de governo efetivo, e não de um intervalo desprezível.

O problema se configura quando esse período passa a ser tratado como mera peça tática. Surgem agora especulações de nomes não com o objetivo de governar, mas de provocar disputas, desgastar adversários e produzir narrativas eleitorais. Chega-se ao ponto de se lançarem factoides de ocupação do cargo como se o Governo do Estado fosse uma espécie de provocação de veraneio ou um instrumento de agressão política.

Oito meses fazem diferença. Impactam o orçamento, a execução de políticas públicas, a relação com fornecedores, a continuidade de serviços essenciais e a vida cotidiana da população. Desqualificar ou instrumentalizar esse período com objetivos meramente eleitoreiros é ignorar a realidade do Estado e desprezar quem depende do funcionamento regular da máquina pública.

A meu ver, neste momento crítico, a prioridade do PT, que foi quem recebeu o mandato popular para governar o estado, deveria ser a busca de um nome com experiência, equilíbrio e respeito entre diferentes correntes políticas, capaz de conduzir o Estado com estabilidade e foco na gestão. Isso não é virtude extraordinária nem sacrifício. É o mínimo que se espera do campo progressista unido neste momento.

À oposição restará apenas a tentativa de antecipar caricataturalmente a guerra eleitoral, transformando o mandato tampão em trincheira política e ensaio geral da campanha.

Mas as pessoas sabem que o cargo de Governador não é instrumento de revanche política, nem palco de improviso ou espetáculo. O mandato atual foi fruto da vontade popular, e exige seriedade, sobriedade e compromisso até seu último dia.

O Rio Grande do Norte merece respeito. Governar nunca foi brincadeira.

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Deputado Taveira Jr. tem duas novas leis sancionadas no Rio Grande do Norte

Duas importantes leis de autoria do deputado estadual Taveira Jr. foram sancionadas nesta terça-feira (13) e já passam a integrar o ordenamento jurídico do Rio Grande do Norte. As medidas representam avanços significativos nas áreas de preservação ambiental, turismo sustentável e proteção animal.

A primeira delas é a Lei nº 12.639, de 13 de janeiro de 2026, que reconhece os Parrachos de Pirangi, localizados no município de Parnamirim, como Patrimônio Natural, Paisagístico e Turístico Material do Estado.
O reconhecimento reforça a importância ambiental e econômica da área, conhecida por sua rica biodiversidade marinha e pelo potencial turístico. A iniciativa contribui para a preservação do ecossistema e fortalece políticas públicas voltadas ao turismo sustentável, valorizando um dos mais belos patrimônios naturais do litoral potiguar.

Já a Lei nº 12.640, de 13 de janeiro de 2026, altera a legislação estadual nº 11.366/2023 e endurece as regras contra o uso de coleiras com impulsos eletrônicos em animais. A nova redação amplia a proibição, passando a vedar não apenas as coleiras antilatido com choque elétrico, mas também as coleiras ultrassônicas.

De acordo com a síntese da lei, ficam proibidas a fabricação, distribuição, comercialização e qualquer forma de utilização desses dispositivos, independentemente da finalidade, não se restringindo apenas ao adestramento. A medida representa um avanço na defesa do bem-estar animal, combatendo práticas consideradas cruéis e prejudiciais à saúde física e emocional dos animais.

Para o deputado Taveira Jr., as duas leis refletem o compromisso do mandato com causas que impactam diretamente a qualidade de vida da população. “São iniciativas que cuidam do nosso meio ambiente, fortalecem o turismo e reafirmam o respeito à vida animal”, destacou.

Caern é condenada a indenizar morador em R$ 3 mil por corte indevido de água por 8 dias

A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) foi condenada a pagar R$ 3 mil por danos morais a um morador de Parnamirim, na Grande Natal, que teve o fornecimento de água suspenso de forma indevida por oito dias. A decisão é do juiz Flávio Ricardo Pires de Amorim, do 1º Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública de Parnamirim.

De acordo com o processo, o consumidor alugou o imóvel em maio de 2025 e procurou a Caern para alterar a titularidade da unidade consumidora, com o objetivo de não assumir débitos anteriores. Na ocasião, foi informado de que a atualização cadastral seria concluída em até 30 dias úteis.

Mesmo assim, o morador recebeu cobranças referentes a períodos entre setembro de 2024 e abril de 2025, anteriores à sua ocupação do imóvel. Além disso, teve o abastecimento de água interrompido por oito dias. Segundo o autor da ação, a equipe técnica da Caern se recusou a realizar a religação, alegando dano na caixa do hidrômetro, argumento contestado pelo consumidor, que afirmou já ter substituído o equipamento por um novo, corretamente instalado.

Na sentença, o magistrado destacou que, embora a Caern tenha apresentado contestação e relatórios internos, não comprovou que o consumidor utilizou o serviço nos períodos que originaram os débitos. O juiz também observou que o próprio registro da concessionária apontava o corte como motivado por “falta de pagamento”, mesmo os valores sendo anteriores à titularidade do autor.

Para o magistrado, a situação evidencia que o corte teve como base débitos pretéritos, alheios à relação contratual atual, o que caracteriza conduta irregular da concessionária.

Ao reconhecer o dano moral, o juiz considerou o fato de o morador ter permanecido oito dias sem acesso a um serviço essencial, que só foi restabelecido após decisão judicial. A sentença cita o artigo 22 do Código de Defesa do Consumidor, que garante a continuidade dos serviços públicos essenciais.

Com isso, a Caern foi condenada ao pagamento de R$ 3 mil em danos morais, valor que será corrigido monetariamente e acrescido de juros legais. Segundo a decisão, a indenização é devida diante do erro da concessionária e da privação indevida do fornecimento de água ao consumidor.

“No que se refere ao pleito indenizatório, entendo ser este devido no caso em tela, tendo em vista que, por erro da concessionária ré, a parte autora ficou sem água em sua residência por 08 (oito) dias, sendo esta restabelecida tão somente após decisão deste Juízo”, finalizou o magistrado.

Tribuna do Norte

Mulheres poderão se alistar nas Forças Armadas no RN a partir de 2026

O Rio Grande do Norte está entre os estados que passarão a permitir o alistamento militar feminino a partir de 2026. A ampliação do Serviço Militar Inicial para mulheres foi oficializada pelas Forças Armadas brasileiras e publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (12).

Com a mudança, mulheres poderão se alistar no Exército, na Marinha ou na Aeronáutica em 22 estados e 145 municípios do país. Até este ano, o serviço estava disponível apenas em 14 estados e 29 municípios.

Além do Rio Grande do Norte, passam a integrar a lista os estados do Amapá, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Rondônia e Roraima. Eles se somam a Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, que foram os primeiros a receber mulheres no serviço militar inicial.

O alistamento poderá ser feito de forma online ou presencial, entre 1º de janeiro e 30 de julho de 2026, por mulheres que completarem 18 anos. O processo de seleção inclui inspeção de saúde, testes de aptidão física e avaliações psicológicas e culturais.

As mulheres selecionadas serão incorporadas às Forças Armadas no primeiro ou no segundo semestre de 2027. O número de vagas ainda não foi divulgado. Em 2025, quase 34 mil mulheres se inscreveram voluntariamente para o serviço militar inicial em todo o Brasil, para cerca de 1,5 mil vagas disponíveis.

‘Limite financeiro ultrapassado’, diz Governo após cancelamento de ‘Um Presente de Natal’

 

Após o cancelamento da edição 2025 do tradicional espetáculo “Um Presente de Natal”, o Governo do Rio Grande do Norte divulgou, nesta sexta-feira (12), uma nota de esclarecimento sobre o funcionamento do Programa Estadual de Incentivo à Cultura Câmara Cascudo. Sem citar o espetáculo, o Executivo informou que embora “muitas propostas” tenham sido aprovadas, a capacidade financeira para apoiar todas as iniciativas foi ultrapassada.

“Em 2025, o número de projetos aprovados superou a capacidade de renúncia fiscal disponível. Ou seja, embora muitas propostas tenham sido aprovadas tecnicamente, o total autorizado ultrapassou o limite financeiro previsto”, destaca a nota assinada pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

O Governo informou ainda que, somente em 2025, foram incentivados R$ 45,44 milhões para 279 projetos, apontando o montante como “o maior volume de recursos da história do Programa”. Em comparação, segundo a nota, em 2019 o valor destinado era de R$ 3,8 milhões. Para o Executivo, o crescimento “demonstra o compromisso do Estado com o fortalecimento da cultura potiguar e permitiu ampliar o acesso e descentralizar os investimentos”.

O Estado ressaltou que até este ano a Câmara Cascudo era administrada pela Fundação José Augusto e que, a partir de junho, a Secretaria de Cultura assumiu o processo em parceria com a Controladoria Geral do Estado (Control) e a Secretaria da Fazenda (Sefaz). Conforme o texto, foi iniciado “um processo de transição, diagnóstico e modernização para ampliar a transparência e aprimorar procedimentos”, incluindo a análise de “mais de 800 projetos dos últimos anos”.

Como resposta às críticas, o Governo afirmou que a edição de 2026 do programa passará por ajustes. Segundo a nota, “para evitar novas distorções entre aprovações e capacidade de investimento, a edição 2026 do Programa Câmara Cascudo será publicada com novos limites, ajustados à renúncia fiscal disponível”.

A nota do Governo do RN surge após grande repercussão do cancelamento do espetáculo “Um presente de Natal”, auto natalino do Rio Grande do Norte que já acontecia há 28 anos. A apresentação estava marcada para começar na próxima sexta-feira (19). A organização diz que o cancelamento é um “golpe severo” na cultura do Estado.

Tribuna do Norte

Governo do RN descumpre promessa, não faz todos os repasses e acumula dívida com Mossoró

Após intensa cobrança da Prefeitura de Mossoró, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte efetuou, na noite da última quarta-feira (10), apenas parte do pagamento da dívida que mantém com o município nas últimas semanas, descumprindo a promessa de quitar totalmente o valor até essa data.

Com o repasse feito de forma incompleta, ainda permanecem em aberto R$ 4.842.774,43 que deveriam ter sido transferidos pelo Estado. Desse total, R$ 3.649.774,43 são referentes ao Registro Nacional de Infrações de Trânsito (RENAINF), multas arrecadadas pelo Detran/RN, e R$ 1.193.000,00 correspondem ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Ambos são repasses obrigatórios ao Município.

Na segunda-feira (8), o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, cobrou publicamente do Governo do Estado o repasse obrigatório de R$ 10,8 milhões ao município. Diante da cobrança, o Estado havia se comprometido a efetuar o pagamento integral até a quarta-feira, dia 10, o que ocorreu apenas parcialmente.

A gestão municipal destaca que o pagamento incompleto não atende ao compromisso assumido pelo Governo do RN, que havia prometido regularizar toda a pendência.

A Prefeitura reforça que seguirá cobrando o cumprimento integral dos repasses, a fim de garantir que Mossoró receba o que lhe é devido.

Autoescolas do RN vivem incertezas com nova CNH

A entrada em vigor das novas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), oficializadas nesta terça-feira (9), reconfigura o modelo de formação de condutores no país e já provoca impactos diretos no Rio Grande do Norte. A resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e a plataforma CNH do Brasil reduzem a obrigatoriedade de 20 horas-aula práticas para apenas duas, tornam o curso teórico gratuito na modalidade digital e permitem que o candidato escolha entre autoescolas e instrutores autônomos. Enquanto o Governo Federal afirma que a mudança pode reduzir o custo total em até 80%, os empresários do setor apontam riscos à segurança viária e ao emprego.

No RN, a alteração afeta um segmento composto por cerca de 120 Centros de Formação de Condutores (CFCs) que empregavam aproximadamente 2 mil pessoas. Com a flexibilização, estudantes podem abrir o processo diretamente pela plataforma do Ministério dos Transportes, fazer todo o conteúdo teórico on-line e contratar apenas as aulas práticas desejadas. Desde o início do debate, os CFCs apontam uma alta queda na demanda, o que coloca em risco o funcionamento dos espaços.

O impacto já é perceptível na autoescola de Pedro Ronaldo, localizada no centro de Parnamirim, que reduziu o fluxo de 200 alunos por mês para aproximadamente 60. “Eu tinha três empresas, uma com 11 colaboradores, outra com 11 e uma com 58. Eu tinha 80 colaboradores, hoje eu me encontro com 15. Então 65 colaboradores já perderam o seu emprego nesse primeiro momento”, afirma. Segundo ele, o número reduzido de aulas não garante preparo adequado para quem nunca dirigiu.

Para o empresário, o novo modelo tende a encarecer o custo real para candidatos sem experiência. “Hoje o aluno para fazer uma aula por fora, ele vai pagar bem mais caro. Então quem não sabe dirigir, essas pessoas vão ser prejudicadas, penalizadas com essa nova legislação”, diz. Ele também relata procura crescente por cancelamentos e migração de processos para o formato mais curto: “É um direito do aluno migrar para o sistema novo, porque a legislação assim permitiu”, relata.

Com as mudanças, Ronaldo já vem recebendo relatos de outros proprietários de CFCs no RN revendendo materiais dos empreendimentos. Segundo dados do Senatran, para finalizar o processo da carteira de motorista nas autoescolas potiguares, o candidato gasta aproximadamente R$ 2.806,00.

Enquanto isso, o Sindicato dos Centros de Formação de Condutores do RN (SindCFC-RN) está adotando uma posição de cautela diante da urgência de regulamentação estadual. “Estamos aguardando o posicionamento do Detran-RN primeiro”, disse o presidente da entidade, Eduardo Domingos.

A Associação Nacional dos Detrans (AND), em posicionamento institucional, reconhece avanços na modernização e digitalização do processo, mas ressalta que a redução da carga mínima de aulas práticas “demanda acompanhamento contínuo em um país que ainda enfrenta índices elevados de sinistros no trânsito”. A entidade defende reforço nos exames práticos.

Em nível federal, a CNH do Brasil busca ampliar o número de condutores habilitados e reduzir a condução irregular. A plataforma destaca que o curso teórico gratuito, o estudo remoto, o uso de veículos próprios na prática e a concorrência entre autoescolas e instrutores ampliam as possibilidades de formação.

Para além de quem tira a CNH pela primeira vez, os motoristas cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), ou seja, condutores que não possuem infrações registradas nos últimos 12 meses, terão a CNH atualizada diretamente no sistema quando o documento vencer, sem pagamento de novas taxas e sem necessidade de exames presenciais. Os prazos de validade, no entanto, permanecem inalterados.

Tribuna do Norte

Potigás celebra 32 anos em meio ao maior investimento de sua história

A Companhia Potiguar de Gás (Potigás) celebra, nesta quarta-feira (26), 32 anos de criação, reafirmando seu papel no desenvolvimento energético e industrial do Rio Grande do Norte. A data é marcada pelo momento de maior aporte já realizado na história da companhia: o Polo Gás Sal, projeto que expande a infraestrutura de distribuição de gás natural para o interior do estado, levando gás canalizado ao município de Areia Branca, com investimento de R$ 34,5 milhões.

Com 57% das obras concluídas e 32 km de gasoduto implantados, o projeto abastecerá a indústria salineira, garantindo maior segurança energética ao setor e criando condições para a atração de novos empreendimentos na região. O primeiro trecho já está em fase de testes operacionais para início da operação.

Segundo a diretora-presidente da Potigás, Marina Melo, o projeto reforça a missão da companhia de desenvolver a infraestrutura de gás natural do RN como vetor de crescimento socioeconômico. “A interiorização do gás fortalece nossa matriz energética com mais sustentabilidade e eficiência, além de criar um ambiente favorável à chegada de novos negócios, gerando emprego e renda para o povo potiguar. Celebrar 32 anos em meio a essa obra é motivo de orgulho para todos nós”, afirmou.

Ao longo de mais de três décadas, a companhia atingiu marcos representativos, como mais de 600 km de gasodutos, 51 mil clientes conectados, além do atendimento a uma frota de 55 mil veículos abastecidos com Gás Natural Veicular (GNV). Atualmente, a Potigás distribui cerca de 227 mil m³ de gás natural por dia no estado.
A celebração também registra outro momento estratégico: a inauguração da nova sede da companhia em Mossoró, instalada no Centro Comercial WHB, na Av. João da Escóssia, 3715, Nova Betânia, sala 79, 1º andar, ao lado do Partage Shopping Mossoró.

Criação e controle acionário

A Potigás foi criada pela Lei Estadual n° 6.502, de 26 de novembro de 1993, e tem como sócios o Governo do Estado do Rio Grande do Norte e a Norgás, holding formada pelos grupos Energisa e Mitsui.

Marco Mion grava quadro especial do Caldeirão em Genipabu e destaca belezas naturais de Extremoz

O apresentador Marcos Mion, da TV Globo, está no Rio Grande do Norte gravando conteúdos especiais para o Caldeirão. Um dos cenários escolhidos pela produção do programa foi a praia de Genipabu, em Extremoz, região metropolitana de Natal, um dos cartões-postais mais conhecidos do Brasil. Nas redes sociais, Mion compartilhou imagens do passeio e enalteceu as belezas naturais da região, que devem ganhar repercussão nacional nas próximas semanas.

Durante a passagem pelo município, o apresentador percorreu as dunas ao lado de bugueiros credenciados e fez gravações em pontos tradicionais do turismo local. A equipe contou com apoio logístico da Prefeitura de Extremoz, garantindo estrutura e segurança para realização da produção.

Além das cenas nas dunas e passeios de buggy, Mion gravou quadros com convidados especiais e influenciadores potiguares, valorizando a cultura e a hospitalidade local. O conteúdo deve integrar o quadro de verão do programa, que tradicionalmente exibe destinos turísticos brasileiros.

A prefeita de Extremoz, Jussara Sales, destacou a importância da visibilidade nacional:
“Extremoz vive um momento especial, com crescimento turístico e investimentos importantes. Ver Genipabu e nossas riquezas naturais sendo exibidas para o Brasil fortalece nossa economia e gera oportunidades para quem trabalha com turismo e serviços na região.”

Com a chegada da alta estação, a expectativa é de aumento do fluxo de visitantes, movimentando a rede hoteleira, restaurantes e a tradicional operação dos bugueiros.

Conselho de Administração reconduz diretoria da Potigás para mais dois anos de mandato

O Conselho de Administração da Companhia Potiguar de Gás (Potigás) aprovou, na reunião desta quinta-feira (13), a recondução da diretoria executiva da concessionária para mais dois anos de mandato. A decisão reforça a confiança no trabalho liderado pela diretora-presidente Marina Melo, que permanece à frente da empresa ao lado da diretora administrativa e financeira, Alyne Valentim, e do diretor técnico e comercial, Dennis Falcon.

A atual gestão atravessa um ciclo de expansão acelerada, marcado pelo aumento expressivo dos investimentos, pelo avanço da interiorização do gás natural com a chegada de infraestrutura a mais municípios, e pela modernização da companhia. Entre 2020 e 2022, a Potigás investiu R$ 24,5 milhões na ampliação da rede de distribuição. No triênio 2023–2025, esse volume saltou para R$ 63 milhões, refletindo o novo ritmo de crescimento da empresa.

O principal vetor desse avanço é o Polo Gás Sal, obra iniciada em janeiro de 2025 que irá levar gás natural canalizado para a região salineira do estado, atendendo indústrias, postos de combustíveis, comércios e condomínios. Paralelamente, a companhia vem fortalecendo sua governança com a digitalização e o mapeamento de processos, além de ampliar práticas de transparência e eficiência interna.

“Assumimos com grandes desafios de interiorização do gás natural e modernização da Potigás. Mas fomos além, fortalecendo também a responsabilidade social da empresa, ampliando os investimentos em projetos culturais, esportivos e em promoções voltadas à conversão da frota veicular”, destaca Marina Melo, que preside a companhia desde 2022. Reconduzida para um novo ciclo, Marina reforça que a continuidade permitirá avançar em projetos estruturantes e acelerar investimentos estratégicos, como a conclusão do Polo Gás Sal, prevista para 2026, e o atendimento a mais um município, Grossos, que passará a integrar a malha de distribuição.

“Para o próximo biênio, nosso foco é expandir ainda mais essa interiorização do gás natural, chegando com infraestrutura moderna e segura a um número crescente de municípios, além de intensificar os investimentos em inovação e impulsionar novas frentes como o biogás. Seguimos firmes na missão de entregar energia segura, competitiva e sustentável aos potiguares, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Norte”, afirma.

Lei reconhece Farol de Mãe Luíza como patrimônio cultural e turístico do RN

O Farol de Mãe Luíza, um dos principais cartões-postais de Natal, passou a integrar oficialmente o conjunto de bens reconhecidos como Patrimônio Cultural, Artístico, Turístico, Histórico e Arquitetônico Material do Estado do Rio Grande do Norte. O reconhecimento foi oficializado por meio da Lei Nº 12.511, sancionada pela governadora Fátima Bezerra e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quarta-feira (12).

Localizado no bairro de Mãe Luíza, na zona Leste da capital potiguar, o farol é um dos principais pontos turísticos de Natal. O equipamento começou a ser construído em 1949, sendo inaugurado em 1951. O local atualmente é administrado pela Capitania dos Portos do Estado do Rio Grande do Norte.

O farol possui uma torre de concreto de 37 metros de altura e uma escadaria com 151 degraus em espiral. De acordo com o texto, a lei entra em vigor na data de sua publicação e passa a proteger o Farol de Mãe Luíza como bem material do Estado, garantindo a adoção de medidas voltadas à sua conservação e valorização.

“Fica reconhecido como Patrimônio Cultural, Artístico, Turístico, Histórico, Arquitetônico Material do Estado do Rio Grande do Norte o ‘Farol de Mãe Luíza’, localizado no bairro de Mãe Luíza, em Natal, neste Estado”, diz a matéria.

Tribuna do Norte

RN é 3º do Brasil com mais pessoas trabalhando em outro município; veja ranking das cidades

Foto: Adriano Abreu

Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo 2022, mostrou que o Rio Grande do Norte tinha 150.621 pessoas trabalhando em outro município no ano de 2022. O número, divulgado nesta quinta-feira (9), representa 16,16% dos potiguares que trabalhavam fora de casa e se deslocavam diariamente ou pelo menos três vezes na semana entre o domicílio e o trabalho.

Com esse percentual, o estado ficou em terceiro lugar entre os estados brasileiros com maior proporção de pessoas trabalhando em um município diferente de onde moravam, atrás apenas de Sergipe (16,94%) e Pernambuco (16,85%).

Em três cidades potiguares, cerca de metade da população ocupada trabalhava em outro município: Extremoz (58,28%), São Gonçalo do Amarante (57,01%) e Parnamirim (43,55%). Em números absolutos, Parnamirim lidera, com 40.121 pessoas trabalhando fora do município.

Na outra ponta, os menores percentuais foram registrados em Galinhos (1,35%), Tibau (2,35%) e Mossoró (2,68%). Na capital, Natal, apenas 4,98% dos trabalhadores — o equivalente a 12,5 mil pessoas — atuavam em outro município.

Cidades com maior percentual de pessoas trabalhando fora

Extremoz – 58,28%
São Gonçalo do Amarante – 57,01%
Parnamirim – 43,55%
Vila Flor – 38,95%
Ruy Barbosa – 38,76%
Espírito Santo – 37,3%
Francisco Dantas – 36,71
Várzea – 36,26%
Senador Georgino Avelino – 35,79%
Encanto – 34,67%

Cidades com menor percentual de pessoas trabalhando fora

Galinhos – 1,35%
Tibau – 2,35%
Mossoró – 2,68%
Serra Negra do Norte – 2,87%
Baraúna – 3,38%
Rodolfo Fernandes – 3,39%
Jucurutu – 3,78%
Tibau do Sul – 3,95%
Jardim de Piranhas – 4,02%
Patu – 4,33%

Carro é favorito no deslocamento para o trabalho em outro município

A maioria dos potiguares que trabalhavam em um município diferente da moradia usava automóvel (5,75%) no deslocamento para o trabalho principal. O ônibus foi o segundo meio de transporte mais utilizado (5,25%), seguido por motocicleta, em terceiro (3,62%). Os percentuais são em relação ao total geral.

Em Extremoz, a maioria dos trabalhadores usou ônibus (27,10%), motocicleta (13,26%) ou automóvel (12,89%) no deslocamento para o trabalho em outro município. Entre os moradores da cidade que optaram pelo ônibus, 12,94% gastaram mais de uma hora até duas horas no deslocamento.

Motocicleta lidera no deslocamento para o trabalho no mesmo município de moradia

Entre os 781 mil moradores do Rio Grande do Norte que trabalhavam fora de casa, mas no mesmo município da moradia, a motocicleta liderou como meio de transporte no deslocamento para o trabalho (24,65%). A quantidade passa dos 60% nos municípios de Baraúna (65,77%), Serrinha dos Pintos (64,96%) e Antônio Martins (64,04%).

No estado, a liderança da motocicleta é acompanhada pelo automóvel (19,69%), em segundo lugar. Já o deslocamento a pé foi terceiro meio mais citado (19%) pelos potiguares que trabalham no município de moradia.

Tribuna do Norte

Decreto do RN contra tarifaço americano já preserva mais de 12 mil empregos

Decreto nº 34.771, publicado pelo Governo do Rio Grande do Norte em 31 de julho, já apresenta resultados na mitigação dos efeitos do chamado “tarifaço” americano sobre a economia local. Desde agosto, a medida liberou R$ 1,3 milhão em créditos de ICMS para 12 empresas potiguares, principalmente dos setores de alimentação e mineração, ajudando a manter mais de 12 mil empregos.

O decreto alterou as regras do Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (PROEDI), criando um crédito adicional de ICMS proporcional ao peso das exportações para os Estados Unidos. Na prática, a medida oferece maior fôlego financeiro às empresas para manter a produção e proteger postos de trabalho.

De acordo com as secretarias de Desenvolvimento Econômico (SEDEC) e da Fazenda (SEFAZ), a adesão ao mecanismo representa a preservação de 12.477 empregos, o equivalente a 21,68% dos postos vinculados ao PROEDI, concentrados principalmente nos setores de alimentação e mineração.

As empresas beneficiadas incluem quatro do ramo de alimentação, quatro da mineração, duas da indústria de transformação, uma do setor químico e uma do setor têxtil. A SEFAZ estima que o volume total de créditos de ICMS liberados deve chegar a R$ 2 milhões até o final de setembro.

Diário do RN

69% dos reservatórios operam com menos da metade da capacidade no RN

A Barragem Armando Ribeiro Gonçalves é um dos reservatórios que tem mais de 50% da capacidade total| Foto: Júnior Santos/arquivo tn

Dados divulgados pelo IGARN na segunda-feira (1º), revelam que 69% dos reservatórios potiguares operam com menos da metade de sua capacidade total. Do total de 68 mananciais monitorados, 47 estão abaixo dos 50% de armazenamento — incluindo 19 em situação alarmante, com menos de 20%, o que coloca diversas regiões em risco de colapso no abastecimento. Apenas 5 reservatórios mantêm níveis confortáveis, acima de 80%, enquanto outros 10 estão entre 60% e 80%, e 9 entre 40% e 60%. A maior concentração (25) encontra-se na faixa de 20% a 40%, indicando que a maioria das barragens do estado luta contra a escassez hídrica.

Com a previsão de chuvas escassas nos próximos meses, pode haver um agravamento da seca. Segundo a Emparn, os meses de setembro, outubro e novembro devem registrar temperaturas mais altas e aumento da evaporação, o que deve reduzir ainda mais a disponibilidade de água. As situações mais preocupantes são no reservatório de Itans, em Caicó (0,17%), Passagem das Traíras em São José do Seridó (0,03%) e Jesus Maria José em Tenente Ananias (1,57%). O Governo do Estado confirmou que o decreto de emergência por causa da seca já está em fase final de análise na PGE. A expectativa é que a governadora Fátima Bezerra assine o documento antes que a situação se agrave ainda mais neste trimestre.

De acordo com o meteorologista da Emparn, Gilmar Bristot, não há perspectiva de mudança no cenário climático atual. “O período mais seco do ano é setembro, outubro e novembro. Então, o que aconteceu de chuvas, que normalmente acontece no primeiro semestre, no interior do estado, já está consumado”, explicou Bristot.

Além da ausência de chuvas, outro fator que agrava a crise hídrica no interior do estado é o aumento da evaporação provocado pelas temperaturas elevadas. Sem a cobertura de nuvens, o calor atinge diretamente os reservatórios. “As temperaturas no interior do estado se elevam mais, por falta de cobertura de nuvens, por falta de nuvens, você aumenta a temperatura e, consequentemente, com a temperatura aumentando, você tem uma maior evaporação dessa água que é acumulada nos reservatórios. Você tem uma maior perda por evaporação das reservas hídricas, diminuindo, assim, também a disponibilidade hídrica”, acrescentou Bristot.

De acordo com a Emparn, 61 municípios potiguares já são classificados como estando em estado de “seca grave”. Isso significa que há perdas prováveis de culturas e pastagens, escassez de águas comuns e restrições de uso da água impostas à população. “Há essa perspectiva de aumentar o número de municípios no estado de seca grave, porque não vai chover”, alertou Bristot.

De acordo com o secretário estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Paulo Varella, o decreto é uma medida necessária, mas não é uma solução definitiva. “Haverá decretos de emergência nas secas próximas, por mais que a gente faça as coisas, isso é um problema da natureza. Isso é uma característica do semiárido. Sempre vai ter seca, a gente não pode cobrir o estado todo de chuva, a gente não consegue fazer chover dessa forma”, declarou.

O secretário explicou ainda que o governo trabalha para ampliar a distribuição da água por meio de adutoras e projetos de abastecimento. “Nós estamos trazendo água de fora para eixos, mas não tem como colocar adutora em tudo”, afirmou.

Apesar de haver uma possibilidade de regularização das chuvas em 2026, Gilmar Bristot reforça que não há garantia de que o próximo ano trará o volume necessário para reverter o quadro atual.

“Não tem uma certeza de que elas vão acontecer, porque os sistemas meteorológicos que passam a atuar entre dezembro e fevereiro são sistemas meteorológicos transientes, que atuam nessa época do ano, mas eles transitam sobre o Nordeste e não têm uma previsibilidade de ocorrência e nem uma previsão de quanta chuva esses sistemas vão trazer”, explicou.

Ele ressalta que a previsão para dezembro, janeiro e fevereiro permanece incerta, e que as chuvas até o fim de 2025 devem continuar escassas. “Então, o que a gente tem é pouca chuva até dezembro e ainda uma incerteza do que nós poderemos ter de chuva em dezembro, janeiro e fevereiro.”

Seridó e Alto Oeste são as regiões mais afetadas

As regiões do Seridó e do Alto Oeste concentram os maiores impactos da seca. “Já temos duas regiões bastante afetadas, que é o Seridó e o Alto Oeste. Praticamente todos os municípios do Seridó e do Alto Oeste já estão no estado de seca grave”, afirmou Bristot.

Apesar da situação, o diretor-presidente do Igarn, José Procópio, garante que o Seridó tem infraestrutura para enfrentar os efeitos da estiagem. “Eu digo com muita tranquilidade que o Seridó tem segurança hídrica. Porque eu sou de uma geração que não tinha água no rio por conta das secas, eu só via água no rio quando chovia, hoje vejo os açudes sendo feitos. Hoje chego no Rio Piranhas e ele está todo perenizado”, disse.

Procópio acredita que o decreto de emergência dará ao estado mais agilidade para implementar soluções emergenciais. “Esse decreto vai ajudar a população. Se eu tiver um decreto de emergência, eu posso até puxar uma adutora sem precisar de licitação”, afirmou. Ele também destacou a política de cisternas já implantada: segundo ele, o governo já distribuiu 75 mil cisternas no Seridó, e ainda faltam cerca de 25 mil para atender todas as famílias da região.

Tribuna do Norte

UNIÃO BRASIL E FUNDAÇÃO ÍNDIGO INICIAM A CARAVANA DESENVOLVE RN, PELO SERIDÓ POTIGUAR NO DIA 6 DE SETEMBRO

Projeto vai percorrer 12 cidades-polo do Rio Grande do Norte promovendo escuta popular, debates sobre desenvolvimento e fortalecimento regional

Foi confirmada na noite deste sábado, 30 de agosto, a cidade de Caicó como ponto de partida da Caravana Desenvolve RN, projeto promovido pela Fundação Índigo, ligada ao União Brasil. A estreia está marcada para o próximo dia 6 de setembro, às 14h30, no município seridoense.

A Caravana Desenvolve RN vai percorrer 12 cidades-polo em todas as regiões do estado com o objetivo de debater o futuro do Rio Grande do Norte, ouvindo a população, lideranças locais e colocando o tema do desenvolvimento regional no centro da agenda pública.

A programação contará com palestrantes convidados, painéis temáticos, participação de prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias, juventudes e representantes da sociedade civil.

Em cada cidade, os encontros vão destacar as vocações e os potenciais de cada território, sempre com foco na construção de soluções a partir da escuta da população local.