Brasil e Paraguai anunciam negociação de acordo automotivo

 

O Brasil e o Paraguai anunciaram nesta segunda-feira (9), em Brasília, o início das negociações de um acordo bilateral automotivo. A informação foi dada pelo chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, após reunião com o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Antonio Rivas Palacios, que chegou ao Brasil acompanhado de uma delegação de funcionários do governo do país vizinho.

Para Ernesto Araújo, os dois países “vivem momento de grande convergência de políticas e de visão do mundo”. “Estamos em momento ideal para colocar em prática uma política estratégica para Brasil e Paraguai”, afirmou o chanceler paraguaio.

Os ministros ressaltaram que um dos marcos do bom relacionamento entre os dois países é a construção de três pontes entre Brasil e Paraguai. As obras, de acordo com Ernesto Araújo, vão “aumentar dramaticamente a conectividade a competitividade das regiões beneficiadas” pelos projetos.

Para Antonio Palacios, a construção das pontes é importante porque significa que os dois países saíram do discurso para a prática. Ele citou especificamente o caso da ponte a ser construída pelo lado paraguaio da Itaipu Binacional. Essa ponte, a ser construída entre o município sul-mato-grossense de Porto Murtinho e a cidade paraguaia de Carmelo Peralta, vai servir de base para o corredor rodoviário bioceânico que irá unir o litoral brasileiro à costa chilena. A via passará pelo Centro-Oeste do Brasil e posteriormente pelo Chaco paraguaio; daí, o corredor segue pelo noroeste argentino antes de chegar ao Chile.
Venezuela

Os dois ministros mostraram preocupação com a situação da Venezuela. Para Antonio Palacios, a América do Sul vive um momento delicado devido ao êxodo de venezuelanos em direção a outros países. “Mais de 4 milhões de pessoas saíram do país em direção ao Brasil, Colômbia, Equador e Peru. Temos de solucionar isso com a democracia”, disse.

Segundo Ernesto Araújo, “Brasil e Paraguai estão empenhados em tudo fazer para ajudar a Venezuela a recuperar a sua democracia”.

(Exame)

Procuradores se mobilizam contra Augusto Aras, o novo PGR

São Paulo — A escolha de Augusto Aras como novo procurador-geral da República será contestada nesta segunda-feira 9. A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) convocou procuradores do país para o que vem chamando de “Dia Nacional de Mobilização e Protesto”, após afirmar ter recebido com “absoluta contrariedade” a indicação de Aras, oficializada pelo presidente Jair Bolsonaro na última quinta-feira 5.

É a primeira vez desde 2003 que o indicado para chefiar a Procuradoria-Geral da República (PGR) não está na chamada “lista tríplice”, criada em 2001 e que elege os três procuradores mais votados pelos pares.

O presidente pode escolher mesmo quem não esteja na lista, mas se tornou tradição a indicação do mais votado, que neste ano foi o subprocurador Mario Bonsaglia. A resistência dos procuradores a Aras vem do fato de ele nem sequer ter participado da eleição para a lista deste ano.

Baiano, Aras tem 60 anos e está no Ministério Público Federal desde 1987. O subprocurador foi apresentado a Bolsonaro pelo ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF), que integrou a bancada da bala.

Em nota convocando a mobilização, a ANPR diz que contesta a nomeação de Aras porque “o indicado não foi submetido a debates públicos” e “sua indicação é, conforme expresso pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, uma escolha pessoal, decorrente de posição de afinidade de pensamento”. Aras integrava grupo adversário da atual PGR, Raquel Dodge, nomeada pelo ex-presidente Michel Temer em 2017 e que chegou a denunciar Bolsonaro por racismo no ano passado. Também foram decisivos o apoio de Aras a obras de infraestrutura e ao agronegócio, segundo a coluna Radar, da revista VEJA.

Antes de assumir o cargo, Aras precisa também ser aprovado pelo Senado. A votação ainda não tem data definida, e Aras já afirmou que vai se encontrar com os 81 senadores. O jornal O Globo apurou que os senadores da oposição não devem organizar um movimento unificado o suficiente para barrar a nomeação, e alguns tampouco querem se indispor com o futuro PGR, que tem poder de denunciar políticos com foro privilegiado. Raquel Dodge deixa a PGR em 17 de setembro.

(Exame)

70% dos brasileiros reprovam indicação de Eduardo Bolsonaro para embaixada, diz Datafolha

 

plano do presidente Jair Bolsonaro de indicar seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para o cargo de embaixador em Washington é reprovado por 70% dos brasileiros, aponta pesquisa Datafolha.

Segundo o levantamento, apenas 23% consideram que o mandatário brasileiro está agindo bem ao indicar o filho.

indicação de Eduardo foi anunciada em julho, mas ainda não foi oficializada. O processo depende de aprovação no Senado, e o governo, com temor de não conseguir os votos necessários para a aprovação, postergou o início do processo.

Para ser efetivado, o nome do indicado precisa ser apreciado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado e aprovado no plenário da Casa por mais da metade dos parlamentares presentes. Não há data prevista para que as votações aconteçam.

Logo após anunciar o desejo de indicar o filho, Bolsonaro sofreu críticas, inclusive de parlamentares que apoiam o seu governo, levantando discussões jurídicas sobre a classificação do caso como nepotismo.

A ideia sofre alta rejeição em praticamente todos os estratos pesquisados, com exceção dos simpatizantes do PSL (64% de apoio) e entre os que classificam o governo Bolsonaro como ótimo/bom (54%).

A visão contrária à indicação é maior entre os jovens de 16 a 24 anos (74%), funcionários públicos (81%) e estudantes (78%).

A rejeição à ideia é menor entre pessoas com mais de 60 anos (26% acham que Bolsonaro está agindo bem), empresários (36%) e donas de casa (29%).

Entre as regiões do país, a ideia foi mais mal recebida no Nordeste (76% contra) e no Sudeste (71%). Tanto no Sul quanto no Norte e no Centro-oeste, 65% se opõem à nomeação.

Na divisão por partidos políticos, 89% dos simpatizantes do PT e 68% dos simpatizantes do PSDB reprovam a ideia. Entre aqueles que se identificam com o MDB, o percentual vai a 69%, mesmo índice daqueles que declaram não ter preferência por uma legenda.

Entre os eleitores de Bolsonaro em 2018, 53% avaliam que o presidente agiu mal ao indicar o filho, e 40% acham que ele agiu bem. Já entre quem votou em Fernando Haddad (PT), 88% rejeitam a indicação e 9% a apoiam.

No recorte por religião, a proposta sofre mais críticas de ateus (95%) e espíritas (80%). Entre os evangélicos, 61% são contrários. Se considerarmos as subdivisões das denominações evangélicas, o estrato que mais apoia a ideia do presidente é o de neopetencostais (44%).

(FOLHAPRESS)

Coaf relata transações atípicas do deputado David Miranda, marido do jornalista e editor do site The Intercept, Glenn Greenwald

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), agora chamado de Unidade de Inteligência Financeira (UIF), relatou movimentações atípicas na conta do deputado David Miranda (Psol-RJ), marido do jornalista e editor do site The Intercept, Glenn Greenwald, também mencionado no relatório. A informação foi divulgada pela Crusoé, que teve acesso ao Relatório de Inteligência Financeira do Coaf. Ao todo, seriam R$ 50 mil em transações atípicas entre 2018 (quando Miranda era vereador do Rio de Janeiro) e 2019. Um dos autores de repasses seria Reginaldo Oliveira Silva, funcionário do gabinete do deputado.

“O pedido de investigação, conforme noticiou Época, foi do Ministério Público do Rio de Janeiro. A suspeita é de prática de “rachadinha”, quando um político recebe parte dos salários de seus funcionários comissionados.

Gazeta do Povo

Se eleição fosse hoje, Haddad venceria Bolsonaro, mostra Datafolha

São Paulo — Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (02) indica que, se o segundo turno das eleições presidenciais de 2018 acontecesse hoje, Fernando Haddad(PT) seria eleito com 42% dos votos, contra 36% de Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo os números, outros 18% votariam branco ou nulo e 4% não souberam responder. A pesquisa Datafolha ouviu 2.878 pessoas entre 29 e 30 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

No ano passado, Bolsonaro foi eleito presidente no segundo turno com 55,13% dos votos válidos, enquanto Haddad obteve 44,87%.

Entre quem declarou preferência por Bolsonaro, 74% manteriam o voto se a eleição fosse hoje. Outros 10% migrariam para Haddad, e 13% votariam branco ou nulo.

Em relação aos eleitores petistas, 88% manteriam seu voto hoje. Somam 4% os que mudariam o voto para Bolsonaro e 6% os que votariam nulo ou branco.
Haddad tem a dianteira entre os jovens, aqueles que têm de 16 a 24 anos, grupo onde venceria Bolsonaro por 51% a 31%.

Também venceria entre aqueles com ensino fundamental (45% a 33%) e médio (42% a 37%), enquanto há empate na margem de erro entre aqueles com ensino superior (38% para Haddad contra 40% de Bolsonaro).

O atual presidente ganharia em todas as regiões do país tirando o Nordeste, onde Haddad venceria por 57% a 23%.

Bolsonaro vence em todas as faixas de renda e sua maior vantagem é de 53% a 27% entre aqueles que ganham de cinco a dez salários mínimos. A exceção são aqueles que ganham até dois salários mínimos, que privilegiam Haddad por 49% a 28%.

A avaliação do Datafolha vai ao encontro da alta na rejeição do governo de Bolsonaro, que foi de 33% para 38% em dois meses.

Com o resultado, Bolsonaro segue sendo o presidente mais mal avaliado neste período de nove meses de governo, desde Fernando Henrique Cardoso.

(Examer)

Dodge assina nomeação de procuradores eleitorais e incomoda candidatos a PGR

Seguindo tradição adotada no Ministério Público Federal desde 2003, a procuradora-geral, Raquel Dodge, começou a nomear os procuradores-regionais eleitorais escolhidos pela categoria nos estados.

Um detalhe, porém, incomodou colegas que são cotados a para sucedê-la na PGR: as nomeações são para a partir de 1º de outubro, ou seja, quando ela já não estiver mais no posto. Dodge deixa o comando da Procuradoria dia 17 de setembro.

(Folha de S.Paulo)

Eduardo Bolsonaro e ministro Ernesto Araújo terão encontro com Trump nos EUA nesta sexta

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (29) que um dos seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), e o ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) viajarão para os Estados Unidos, onde terão um encontro com o presidente Donald Trump.

Ele fez a afirmação em discurso no Palácio do Planalto, durante cerimônia de lançamento de um programa para enfrentamento de crimes violentos.

De acordo com o deputado Eduardo Bolsonaro, ele e o ministro viajam nesta quinta-feira para se encontrar com Trump na sexta-feira (30).

O parlamentar disse que deverá tratar na reunião da recente reunião de cúpula do G7, da preservação da Amazônia e de relações comerciais.

Bolsonaro já anunciou que pretende indicar o filho para comandar a embaixada do Brasil em Washington, mas ainda não oficializou a indicação ao Senado, responsável por aprovar nomes de embaixadores.

Trump já elogiou Eduardo Bolsonaro, e o governo norte-americano deu o aval formal para a indicação dele como embaixador, o chamado “agrément”.

Na cerimônia desta quinta, além de informar sobre a viagem, Bolsonaro agradeceu Trump pela “defesa do Brasil” durante a cúpula do G7 (grupo dos sete países mais ricos), marcada por críticas do presidente da França, Emmanuel Macron, ao aumento das queimadas na floresta amazônica. Bolsonaro e Macron trocaram farpas nos últimos dias em razão do assunto.

“Eduardo Bolsonaro daqui a pouco viaja para os Estados Unidos. Vai se encontrar com o Donald Trump. Eu quero agradecer publicamente aqui o senhor Donald Trump, a sua defesa do Brasil por ocasião do encontro do G7”, disse Bolsonaro.

“Espero que o Ernesto seja bem sucedido na viagem, bem como o Eduardo, nesse encontro nos Estados Unidos. Nosso governo, como mudou a direção, nós vamos cada vez mais nos aproximar de países que servem de exemplo para nós, que têm os índices melhores, levando-se em conta grande parte do mundo. São esses exemplos que devemos procurar”, acrescentou.

O presidente também agradeceu o trabalho de Trump para que o Brasil seja aliado extra-Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte], com benefícios na área de defesa, e para que o país ingresse na a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

(G1)

Davi Alcolumbre recebe hoje o relatório da reforma da Previdência

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), receberá o relatório da reforma da Previdência nesta terça-feira (27). O anúncio foi feito por Davi nas redes sociais na noite desta segunda-feira.

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), responsável por elaborar o documento, fará a entrega ao lado da presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Simone Tebet (MDB-MS) no gabinete da presidência.

“Reafirmo que o Senado, como casa da Federação, está comprometido em fazer desta reforma única que atenda a União, Estados e municípios. Trabalhamos arduamente nos últimos meses para que a Reforma da Previdência seja de todos os brasileiros”, disse Davi no Twitter.

Inicialmente, estava prevista a entrega de um relatório preliminar na última sexta-feira (23), mas Tasso pediu mais tempo devido às audiências públicas realizadas durante a semana na CCJ. Pelo calendário acordado entre os líderes, a apresentação do relatório na CCJ deve ocorrer nesta quarta-feira (28), quando também será concedida vista coletiva para que os integrantes da comissão possam analisar o documento.

(Com informações Agência Senado)

Brasil não pode aceitar “ataques” de Macron, diz Bolsonaro

Reprodução

Jair Bolsonaro acaba de publicar mensagens no Twitter em que volta a criticar Emmanuel Macron.

Bolsonaro relata que teve uma conversa com Iván Duque, presidente da Colômbia, em que trataram de um plano conjunto para a questão da Amazônia.

Em seguida, ele tuitou:

“Não podemos aceitar que um presidente, Macron, dispare ataques descabidos e gratuitos à Amazônia, nem que disfarce suas intenções atrás da ideia de uma ‘aliança’ dos países do G-7 para ‘salvar’ a Amazônia, como se fôssemos uma colônia ou uma terra de ninguém.”

Em outra postagem, Bolsonaro escreveu:

“Outros chefes de estado se solidarizaram com o Brasil. Afinal, respeito à soberania de qualquer país é o mínimo que se pode esperar num mundo civilizado.”

(O Antagonista)

Espero que os brasileiros tenham logo um presidente à altura do cargo, diz Macron

O presidente francês Emmanuel Macron, durante entrevista coletiva em Biarritz, na França – Francois Mori/Reuters

O presidente francês, Emmanuel Macron, voltou a subir o tom contra Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (26), dizendo esperar que “os brasileiros tenham logo um presidente que se comporte à altura” do cargo.

Em entrevista ao lado do presidente chileno Sebastián Piñera, no âmbito da cúpula do G7 (clube dos países ricos), o chefe de Estado francês afirmou que “é triste” ver ministros brasileiros insultarem líderes estrangeiros.

No último fim de semana, o titular da Educação, Abraham Weintraub, disse que Macron “é apenas um calhorda oportunista buscando apoio do lobby agrícola francês”.

Abraham Weintraub

@AbrahamWeint

A França é uma nação de extremos. Gerou homens como Descartes ou Pasteur, porém também os voluntários da Waffen SS Charlemagne. País de iluministas e de comunistas. O Macron não está a altura deste embate. É apenas um calhorda oportunista buscando apoio do lobby agrícola francês.

“Os franceses elegeram esse Macrón, porém, nós já elegemos Le Ladrón, que hoje está enjauladón…Ferro no cretino do Macrón, não nos franceses…”, publicou Weintraub, na sequência.

Já Bolsonaro zombou da mulher do francês, Brigitte Macron, em comentário na internet.

“Penso que as mulheres brasileiras sentem vergonha ao ler isso, vindo de seu presidente, além das pessoas que esperam que ele represente bem seu país”, afirmou o líder europeu, classificando as palavras do brasileiro como “extremamente desrespeitosas”.

“Como tenho uma grande amizade e respeito pelo povo brasileiro, espero que tenham logo um presidente que se comporte à altura do cargo”, disse Macron.

Macron descreveu os últimos lances da crise diplomática com Brasília como um “grande mal-entendido”.

“Bolsonaro me prometeu, com a mão no peito [na cúpula do G20, em julho, no Japão], fazer tudo pelo reflorestamento e respeitar os engajamentos do Acordo de Paris [sobre a mudança climática] para podermos fechar o pacto comercial [entre União Europeia e Mercosul). Devo dizer que ele não falou a verdade”, acrescentou.

“Dias depois, o presidente demitiu cientistas de seu governo”, lamentou o francês, referindo-se ao afastamento do presidente do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Ricardo Galvão, após a divulgação de estatísticas sobre o desmatamento que desagradaram ao governo.

Macron lembrou ainda a saia justa a que foi submetido o chanceler francês, Jean-Yves Le Drian, em recente passagem pelo Brasil. Na ocasião, Bolsonaro desmarcou uma audiência com o visitante e, no horário marcado para ela, fez uma transmissão ao vivo na internet enquanto tinha o cabelo cortado.

Curiosamente, na segunda, a resposta do presidente francês à pergunta de um jornalista sobre as rusgas com o governo brasileiro começou com um “sem comentários”.

Mais cedo, em participação num programa televisivo, a ministra da Justiça, Nicole Belloubet, havia qualificado como “baixezas” os insultos de políticos brasileiros a Macron e sua mulher.

Comentaristas na mídia francesa também falaram em “vulgaridades no limite da decência”.

Brasil e França vivem a mais séria crise diplomática desde a década de 1960, na opinião de diplomatas europeus e brasileiros ouvidos pela Folha.

Os desentendimentos entre os dois líderes se acirraram desde que o brasileiro ameaçou deixar o Acordo de Paris sobre o Clima e o francês reagiu prometendo barrar o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul.

Na quinta-feira (22), Macron disse que as queimadas na Amazônia geraram uma crise internacional e convocou os membros do G7 a discutir soluções para o tema.

Bolsonaro reagiu às críticas. “A sugestão do presidente francês, de que assuntos amazônicos sejam discutidos no G7 sem a participação dos países da região, evoca mentalidade colonialista descabida no século 21”, reagiu Bolsonaro no Twitter.

Também na quinta, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), deputado federal e filho do presidente, compartilhou um vídeo com o título “Macron é um idiota”.

Na sexta-feira (23), Bolsonaro voltou a criticar o presidente francês, Emannuel Macron, e o acusou de tentar potencializar o ódio contra o Brasil.

O tuíte de Eduardo, cotado para assumir a embaixada do Brasil em Washington, foi considerado uma grosseria sem precedentes. A troca de farpas foi antecedida por uma campanha do Itamaraty nas redes sociais em que o ministério fazia comparações pouco elogiosas à França.

Diplomatas ouvidos pela Folha na sexta consideram que as tensões são graves o suficiente para reduzir muito as chances de o acordo entre União Europeia e Mercosul ser aprovado no congresso francês.

Segundo diplomatas europeus, o governo não vai lutar por um acordo que é impopular entre vários setores, como agricultores e ambientalistas, e ainda por cima beneficiaria um presidente que os insulta.

(Folha de São Paulo)

A propaganda oficial na mira do prefeito. Mudança poderá ocorrer

As mudanças na governança do prefeito Taveira chegaram na propaganda do município. O que se comenta no meio do marketing é que uma empresa foi contratada para fazer a campanha de reeleição do coronel e essa estaria interferindo na propaganda institucional. O rapaz do marketing atual não anda muito satisfeito com a ideia de nova licitação no setor e acredita que essa interferência é devido ao posicionamento político do ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo, especialmente o fato dele se afastar do coronel e insinuar rompimento com a indicação da sua mulher, Andréa Ramalho, para ocupar a cadeira de Taveira. O clima esquentou quando a nova empresa resolveu apresentar as peças publicitárias da campanha de reeleição ao coronel Taveira. Quem viu o material achou parecido com o do ex-governador Robinson Faria e pensou: “espero que o resultado da reeleição não seja o mesmo para governador do RN, em 2018”, ou seja, derrota.

Não tenho problema nenhum com Moro, diz Bolsonaro sobre sua ingerência em ministros

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste sábado (24) ter ingerência sobre todos os ministros, ao ser perguntado se o ministro Sergio Moro (Justiça) tinha carta branca em seu governo.

“Olha, carta branca. Eu tenho poder de veto em qualquer coisa, se não eu não sou presidente. Todos os ministros têm essa ingerência minha e eu fui eleito para mudar. Ponto final”, disse, ao deixar o Palácio da Alvorada.

O presidente disse não ter nenhum problema com Moro, em meio a um enfraquecimento do titular da Justiça. “Não tenho problema nenhum com o Moro. Cada hora levantam uma coisa. Uma hora era Marcelo Álvaro Antonio [Turismo], o Onyx [Casa Civil] também”, disse.

Como mostrou a Folha neste sábado, Bolsonaro mudou seu discurso em relação à época em que escolheu o ex-juiz da Lava Jato para sua equipe ministerial e disse que ele teria carta branca.

A recente interferência na Polícia Federal é apontada internamente como a mais emblemática da falta de poder do ex-juiz no cargo atual, mas episódios com teor semelhante se acumularam ao longo de mais de oito meses de governo.

Apesar dos ataques à sua prometida autonomia, Moro permanece calado.

A PF é subordinada a Moro, também enfraquecido em meio à divulgação de mensagens que mostram sua atuação em parceria com os procuradores em diferentes processos da Lava Jato e que colocaram em xeque sua atuação como juiz federal.

Moro ainda tem sofrido seguidas derrotas no Congresso, onde tramita o pacote de medidas anticrime encaminhado por ele no início do governo.

Quando confirmou o convite ao então juiz federal, em novembro de 2018, Bolsonaro disse em entrevistas que tinha combinado com Moro que ele teria “liberdade total” para atuar no combate à corrupção e ao crime organizado.

Em uma das manifestações, o então presidente eleito citou a escolha do chefe da Polícia Federal como uma das atribuições do ministro da Justiça.

Os últimos oito dias foram de crise entre Bolsonaro, Moro e a PF, após o presidente atropelar a instituição e anunciar a troca do superintendente no Rio de Janeiro.

Em sua última declaração sobre o assunto, na última quinta-feira (22), o presidente ameaçou até trocar o comando do órgão, hoje a cargo de Maurício Valeixo.

Valeixo virou delegado-geral por escolha de Moro. Os dois se conhecem há vários anos e trabalharam juntos na Operação Lava Jato.

(Folhapress)

Bola dividida: lucro X poder, quem vencerá no final?

O tabelião do 2º Ofício de Notas da Cidade Trampolim da Vitória, Airene Paiva, está dizendo em todos os cantos e recantos da cidade que será candidato a prefeito de Parnamirm. O tabelião já andou dando alguns passos para viabilizar seu projeto político, primeiro, foi pedir a benção do vice-governador do RN, Antenor Roberto, que preside o PCdoB no estado. Em seguida, conversou com o coronel Taveira, a fim de ouvir algo que lhe agradasse no campo político, como não consegui ouvir nada de seu interesse, partiu para enquadrar o ex-deputado Carlos Maia, que seria o candidato natural do grupo em 2020, pois no pleito de 2016, foi o segundo mais votado da cidade, obtendo 25.366 votos. A chave de roda no parente que hoje ocupa a presidência da junta comercial do RN, veio com alguns argumentos do tipo: “No passado, viabilizei a sua chegada à cadeira de deputado estadual e nunca lhe pediu nada em troca, mas agora chegou a minha vez e você tem como retribuir me apoiando na realização do meu sonho, ser o prefeito de Parnamirim”. O ex-deputado, sem ter como reagir, pois depende muito dessa união política e também reconhecendo a importância de Airene em suas campanhas, resolveu ceder. Mas o que Carlos Maia queria mesmo, era se aliar a Taveira e concluir seu curso de medicina em paz. Como nem tudo na vida vem de graça, o ex-deputado deverá seguir o projeto político de Airene, que agora, está se sentindo livre para voar em busca do seu sonho. O tabelião tem que acordar e resolver algumas resistência no meio familiar e, principalmente, no campo político, para poder chegar a pensar em sentar na cadeira de prefeito, além disso será preciso secar as canelas e gastar saliva, abrindo diálogo com todas as forças “vivas” e também com os “mortos” da política local, tarefa difícil para quem tem que defender primeiro o seu ganha pão que é administrar os interesses dos cartórios no RN. Fica a dica: o lucro, na maioria das vezes, não combina com poder. Vamos conferir as cenas dos próximos capítulos…

CANDIDATO A EMBAIXADOR: Eduardo Bolsonaro compartilha vídeo que chama presidente da França de idiota

 

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) compartilhou em sua conta do Twitter nesta quinta-feira um vídeo que chama o presidente da França, Emannuel Macron, de “idiota”. O tuíte foi feito horas após o líder francês convocar o bloco econômico G7 a discutir as queimadas na Amazônia. A Cúpula do G7 começa neste fim de semana em Biarritz, na França.

O presidente Jair Bolsonaro deve apresentar ao Senado em setembro a indicação oficial do deputado Eduardo Bolsonaro para assumir a Embaixada do Brasil em Washington. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o líder do governo no Senado Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) e o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, comandam a articulação na Casa para a aprovação da eventual indicação do filho do presidente.

Informalmente, integrantes da Comissão de Relações Exteriores, que sabatinarão o deputado, dizem que há oito integrantes contrários à indicação; sete, a favor; e quatro indecisos. Na tentativa de ganhar votos, Eduardo tem feito visitas a senadores.

(O GLOBO)

Eu que indico, não o Moro, diz Bolsonaro sobre mudar chefe da PF

são Paulo — O presidente Jair Bolsonarovoltou a reforçar, nesta quinta-feira (22), que o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Valeixo, é subordinado a ele, e não ao ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro. Bolsonaro não descartou a possibilidade de eventualmente trocar o chefe da PF.

“Se eu trocar (o diretor-geral da PF) hoje, qual o problema? Está na lei que eu que indico e não o Sérgio Moro. E ponto final”, declarou Bolsonaro em conversa com jornalistas, pela manhã.

“Ele (Valeixo) é subordinado a mim, não ao ministro. Deixo bem claro isso aí. Eu é que indico. Está bem claro na lei” declarou.

Questionado se há, de fato, intenção de trocar o chefe da PF, Bolsonaro respondeu que, se o fizer, será “na hora certa”.

Ontem, o presidente afirmou ser um mandatário que pode “interferir mesmo” em alguns órgãos federais se for preciso. Nesta quinta, reforçou o posicionamento dizendo que supostas ingerências são, na sua visão, uma forma de “mudança”.

“Quero que se combata a corrupção, que façam as coisas da melhor maneira possível. Eu não estou acusando ninguém de fazer nada errado. Mas a indicação é minha. Por isso elegeram o presidente da República. Se não pudesse ter ingerência, interferência – para mim é mudança -, seria mantido o anterior, o cara que foi nomeado antes iria ficar até morrer”, disse.

Ele reclamou de uma “onda terrível” que teria ocorrido após trocas nas superintendências da PF – que se intensificou com o anúncio do presidente sobre a saída do superintendente do Rio em coletiva de imprensa.

“Agora há uma onda terrível sobre superintendência. Onze (superintendentes) foram trocados e ninguém falou nada. Sugiro o cara de um Estado para ir para lá e dizem ‘está interferindo’. Espera aí. Se eu não posso trocar o superintendente, eu vou trocar o diretor-geral. Não se discute isso aí”, afirmou.

“Se é para a não interferência, o diretor anterior, que é o que estava lá com o (ex-presidente Michel) Temer, tinha que ser mantido. Ou a PF agora é algo independente? A PF orgulha a todos nós, e a renovação é salutar, é saudável. O Valeixo pode querer sair hoje. Não depende da vontade dele”, reforçou Bolsonaro.

(Exame)