Eleições 2020: 29 candidatos são alvos de crimes e 52 foram detidos

De ontem (14) até as 13 horas de hoje (15), as forças de segurança pública de todo o país registraram ao menos 29 casos de supostos crimes cometidos contra candidatos a prefeitos e vereadores em todo o país.

Segundo o mais recente balanço do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, quatro candidatos foram alvo de tentativa de homicídio em municípios da Bahia, Maranhão, Minas Gerais e Paraíba. Outros quatro sofreram lesões corporais em situações associadas à disputa eleitoral que ocorre hoje, em mais de 5 mil cidades brasileiras. Ainda segundo o boletim, 21 candidatos sofreram ameaças nas últimas horas – cinco deles entre 11h e 13h de hoje.

Os nomes dos postulantes a um cargo público vítimas da violência não foram informados. O nome das localidades onde as ocorrências foram registradas também não foi divulgado.

De acordo com o balanço, 52 candidatos cujos nomes também não foram confirmados e 515 eleitores foram detidos ou conduzidos a delegacias em todo o país. Mais cedo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou que, até as 11h de hoje, 13 candidatos já tinham sido presos e outros dez flagrados em algum tipo de conduta irregular. Segundo o tribunal, a maioria destas ocorrências foi registrada em Minas Gerais; Goiás; Sergipe e São Paulo.

Além disto, segundo o boletim do centro integrado, agentes das forças de segurança pública registraram 720 ocorrências eleitorais até as 13 horas. A maioria delas relacionada à realização de boca de urna (285) – ou seja, fazer propaganda eleitoral e/ou distribuir material de propaganda política no dia da eleição. Em seguida vem a compra de votos (169); desobedecer ordens da Justiça Eleitoral (129); concentração (41) ou transporte irregular de eleitores (36).

Entre outros supostos crimes eleitorais, as autoridades também foram notificadas sobre 26 casos de atribuição de fatos ou informações mentirosas a candidatos, o que, no balanço do Centro Integrado, é classificado como divulgação de fake news. Também houve 39 casos com indícios de desinformação sobre o processo eleitoral. Até o início da tarde, 42 armas e pouco mais de R$ 418 mil em espécie, além de material de campanha e 126 veículos, tinham sido apreendidos.

De acordo com o mais recente boletim, que é atualizado a cada duas horas, mais de 294 mil agentes públicos, incluindo militares das Forças Armadas, estão atuando para garantir a segurança das eleições municipais.

Às 15h30, o ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, e o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, devem se reunir nas dependências do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, em Brasília. Na sequência, os dois devem conversar com jornalistas sobre o andamento das eleições no país.

Agência Brasil

No RN, 64% dos prefeitos concorrem à recondução

Foto: TSE

Cerca de 2,4 milhões de eleitores irão às urnas para a escolha de prefeitos em 167 municípios do Rio Grande do Norte, onde 107 candidatos ou 64% dos atuais chefes de Executivos tentam à reeleição, contando inclusive com aqueles que assumiram mandatos em decorrência de afastamentos, cassação de mandados, renúncia ou desistência de disputa do cargo por diversos motivos.

Pelo menos 26 prefeitos eleitos pela primeira vez em 2016 deixaram de concorrer à reeleição, alguns por motivação política, mas também houve dois casos de prefeitos que faleceram no exercício do mandato, Targino Pereira, em Nova Cruz e Patricia Targino, em Pedro Velho. Os vice-prefeitos que os substituíram, Flávio Nogueira (MDB) e Derjelane Macedo (PSDB), respectivamente, tentam novo mandato nas eleições de hoje.

Também há casos de municípios que acordos políticos levaram à substituição de candidatos, como em Rodolfo Fernandes, na região Oeste, onde o prefeito Wilson Filho passou a apoiar Wilton Monteiro, prosseguindo com o rodizio iniciado em 2016, quando o então prefeito Monteiro Neto não disputou a reeleição para que o atual prefeito apoiasse o irmão de Wilton Monteiro (MDB) em 2020.

Singular foi o caso do prefeito de Encanto, Atevaldo Nazário da Silva, que não criou as condições políticas para passar na convenção do Republicanos, até a sua mãe, teria votado contra ele.

Em Água Nova o afastamento da prefeita Rafaela Carvalha possibilitou que Francisco Ronaldo de Souza (DEM) assumisse o cargo e disputasse a reeleição agora, mesma coisa ocorreu com Nixon Baracho (DEM), que assumiu o posto do afastado prefeito Abelardo Rodrigues Filho, que por sua vez, emplacou o filho, Abelardo Neto, como candidato a vice na chapa de Baracho.

Também concorre à reeleição o prefeito de Ceará Mirim, Júlio César Câmara (PSD), eleito em pleito suplementar depois do afastamento do reeleito Marconi Barreto. Em Galinhos o afastamento do prefeito Fábio Rodrigues elevou o Francinaldo Silva da Cruz (PL) ao cargo, possibilitando sua candidatura de reeleição, bem como a cassação de Alda Romão em São José de Campestre, onde é candidato à reeleição Joseilson Borges (MDB).

Caso inusitado ocorreu em Guamaré, onde Francisco Adriano Holanda também desistiu de disputar mandato, depois de assumir a prefeitura devido o afastamento de Mozaniel Rodrigues de Melo, que agora volta a disputar a eleição, para se concentrar no esforço de administrar o município durante a pandemia de coronavirus.

Pendência é outro município onde o prefeito eleito em pleito suplementar, Flaudivan Martins Cabral (MDB), habilitou-se a um segundo mandato no lugar do afastado Fernando Antonio Bezerra.

Outros municípios que passaram por processos de cassação de mandatos ou afastamentos dos prefeitos são os seguintes – Parazinho, Carlos Veriano de Lima (PP) assumiu o posto depois da cassação da prefeita Rita de Luzier Martins, que tentou obter registro de candidatura nas eleições deste ano, mas renunciou em razão da “Lei da Ficha Limpa”, além de Ivanildo Ferreira Filho (PSDB) que assumiu o cargo de prefeito em Santa Cruz com o afastamento da prefeita Fernanda Costa Bezerra por abuso de poder econômico.

José Alexandre Sobrinho (MDB) é outro a tentar à reeleição depois sair vitorioso em eleição suplementar no município de Pedro Avelino por conta da cassação do mandato da prefeita Neide Suely Costa devido abuso de poder econômico nas eleições de 2016.

Mesma coisa aconteceu em João Câmara, na região do Mato Grande, com o afastamento do prefeito eleito em 2016, Maurício Caetano Damascena, substituído por Manoel dos Santos Bernardo (DEM), que hoje tenta o segundo mandato.

Já em Santana do Matos, a prefeita Maria Alice Silva (Repúblicanos), que vai para a disputa do segundo mandato, assumiu a chefia do Executivo depois da renúncia do médico Edvaldo Guimarães Júnior para assumir o cargo de professor na UFRN.

Em Natal, a renúncia do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves para disputar o governo do Estado em 2018, deixou a disputa pela reeleição para o prefeito Álvaro Dias (PSDB).

Outros prefeitos que desistiram da reeleição por outras motivações políticas ou pessoais, foram Bráulio Cunha, em Arez, até pela idade, porque tem mais de 80 anos; Lúcia Fernandes do Nascimento, em Baraúna, além de Ludmila Carlos de Amorim em Rafael Godeiro e Lídice de Medeiros Brito, em São João do Sabugi; Mariana Fernandes em Luís Gomes e José Gaudêncio, em São Miguel, que atendeu o irmão, deputado Galeno Torquato, na formação de uma chapa puro sangue do PSD para as eleições de hoje. Outra desistência foi a de Polion Maia, em São Fernando e Iracema Pereira, em São Vicente e ainda Stela Sena, em Senador Georgino Avelino.

Já em Afonso Bezerra, o prefeito Chico Bertuleza emitou nota à população, justificando porque renunciou à disputa eleitoral: “Essa decisão foi tomada por razões exclusivamente pessoais e familiares, vou honrar os compromissos que assumi com o povo de governar a cidade por quatro anos”.

Tribuna do Norte

Rumos de 167 municípios do RN dependem de 2,4 milhões

Foto: Arquivo TN

Mais de 2,4 milhões de potiguares devem ir às urnas neste domingo (15) para votar no primeiro turno das eleições municipais deste ano. Os eleitores irão escolher os prefeitos e vereadores pelos próximos quatro anos dos 167 municípios do Rio Grande do Norte, em uma disputa que têm um caráter diferente das últimas devido à pandemia do novo coronavírus: datas adiadas, restrições em campanhas, ausência de debates (em Natal).

Uma das indefinições deste ano está relacionada ao comparecimento nas urnas por causa da pandemia do novo coronavírus. No Rio Grande do Norte, assim como em todos os Estados brasileiros, as atividades econômicas e reabertura de atividades já aconteceu, mas há pessoas em todas as cidades que se sentem inseguras e continuam no isolamento social.

Na expectativa do presidente do Tribunal Regional Eleitoral, o desembargador Gilson Barbosa, a pandemia não deve afastar tanto as pessoas das urnas. No entanto, a afirmação também não é uma certeza para o presidente. Para o Barbosa, as eleições deste ano estão sendo “as mais difíceis que se teve até agora”, porque a pandemia atingiu muita gente “e não se sabe a dimensão”.

Segundo Gilson Barbosa, “é preciso que a população tenha cuidado e colabora no sentido de ser preservar, porque nós não podemos obrigar as lavar as mãos ou colocar a máscara, ninguém vai colocar máscara no rosto de ninguém, mas na sessão eleitoral só vai entrar o eleitor que estiver com máscara”.

Para evitar aglomerações, a Justiça Eleitoral reservou o horário de 8h às 10h para os eleitores acima de 60 anos.

Disputas

Segundo as estatísticas do TSE, 10.554 pessoas se candidataram para as eleições deste ano nos municípios potiguares, entre prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. São 1,4 mil candidatos a mais que nas eleições de 2016. O maior número de candidatos – praticamente metade – está em Natal, o maior colégio eleitoral. São 766 registros. Em seguida, está Mossoró, com 488 registros de candidaturas.

Tribuna do Norte

 

Partidos de centro lideram em sete das dez maiores capitais

Foto: Divulgação/Divulgação/Divulgação

Pesquisas divulgadas pelo Ibope neste sábado, 14, mostram que os partidos de centro, que se colocam longe do bolsonarismo e do petismo que polarizaram a eleição de 2018, são os principais favoritos na maioria das dez capitais mais populosas do país.

O DEM desponta como a principal força, com candidatos liderando em três das dez cidades: Rio de Janeiro (Eduardo Paes), Salvador (Bruno Reis) e Curitiba (Rafael Greca). Os dois últimos devem encerrar a disputa ainda no primeiro turno – Reis, que é apoiado pelo prefeito ACM Neto (DEM), tem 66% dos votos válidos e Greca, que tenta a reeleição, 56%.

Eduardo Paes lidera com 41% no Rio de Janeiro e, embora ainda possa vencer no primeiro turno, deve ter que disputar uma segunda rodada eleitoral contra um adversário ainda desconhecido – o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) tem 16%, seguido por Benedita da Silva (PT), com 13%, e Martha Rocha (PDT), com 11%, todos empatados dentro da margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

O PSDB, que foi o partido que mais elegeu prefeitos em capitais em 2016 (sete), lidera em apenas uma das dez maiores capitais, mas justamente na maior delas. O atual prefeito de São Paulo, Bruno Covas, tem 38% dos votos válidos e deve enfrentar um segundo turno contra Guilherme Boulos, do PSOL (16%), ou Celso Russomanno, do Republicanos (13%), ou Márcio França, do PSB (13%).

Quem certamente liquidará a fatura no primeiro turno é Alexandre Kalil, prefeito de Belo Horizonte que tenta a reeleição e que tem 72% dos votos válidos – seu perseguidor mais próximo, João Vitor Xavier (Cidadania), possui apenas 9%. Kalil é do PSD, que é hoje um dos principais partidos de centro da política nacional.

Em Goiânia, dois candidatos de centro estão empatados tecnicamente na ponta e devem disputar o segundo turno: o ex-governador Maguito Vilela, do MDB (33% dos votos válidos), e Vanderlan Cardoso, do PSD, com 29%.

Outro ex-governador, Amazonino Mendes (Podemos, também um partido de centro), lidera a corrida em Manaus com 24% dos votos válidos e deverá disputar o segundo turno contra um adversário indefinido – os perseguidores mais próximos são David Almeida, do Avante (18%), e Ricardo Nicolau, do PSD (14%), mas há outros candidatos com chances.

Esquerda

Os partidos de esquerda aparecem à frente na disputa em apenas três das dez maiores capitais. A principal delas é Salvador, onde o deputado estadual José Sarto (PDT), candidato apoiado pelos irmãos Ciro e Cid Gomes, aparece com 32%. Ele está empatado dentro da margem de erro com o policial militar da reserva Capitão Wagner (Pros), que tem 30% — Wagner é identificado com as pautas da direita e com o bolsonarismo. A ex-prefeita Luizianne Lins (PT), que já esteve empatada com a dupla há menos de duas semanas, agora tem 20% e viu reduzidas as suas chances de passar ao segundo turno.

Os deputados federais Marília Arraes (PT) e João Campos (PSB), candidatos à prefeitura de Recife Divulgação/Divulgação

A esquerda também vai bem no Recife, onde os dois principais candidatos são de partidos dessa orientação ideológica: os deputados federais João Campos (PSB), que tem 34%, e Marília Arraes (PT), que tem 25%. A disputa também é familiar: ele é bisneto e ela é neta do patriarca político da família, o ex-governador Miguel Arraes. O PSB governa o estado há quatro mandatos, e a prefeitura de Recife há dois — antes, o PT comandou a capital do estado por três gestões. Quem pode encerrar a hegemonia da esquerda na cidade é o ex-ministro Mendonça Filho (DEM), que tem 23% dos votos válidos e está empatado tecnicamente com Marília Arraes.

A esquerda tem vida um pouco mais tranquila em Belém, onde o ex-prefeito Edmilson Rodrigues (PSOL) lidera a disputa com 38% dos votos válidos, seguido por José Priante, do MDB, com 17%, e Everaldo Eguchi, do Patriota, com 13%. Rodrigues, que quando governou a cidade, entre 1997 e 2004, era filiado ao PT, tem como vice o petista Edilson Moura.

Outras capitais

Nas outras dezesseis capitais, há chances de o PSDB liquidar a fatura em Natal, com o atual prefeito Alvaro Dias (62% dos votos válidos), e Palmas, com a prefeita Cinthia Ribeiro – ela tem 38%, mas a cidade é a única capital do país que não tem segundo turno porque não possui o mínimo exigido de 200.000 eleitores.

O DEM também deve vencer a disputa em Florianópolis, com Gean Loureiro, que tem 62% dos votos válidos. Em Campo Grande, outro que pode ser reeleito em primeiro turno é Marquinhos Trad (PSD), que tem 48%. Nas demais cidades, deve haver segundo turno.

O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), que pode ser reeleito neste domingo ./Divulgação

Além de Brasília, que tem não prefeito, a única capital que não realizará eleição neste domingo é Macapá, onde a votação foi adiada em razão dos problemas no fornecimento de energia elétrica que a cidade enfrenta há quase duas semanas. A nova data do primeiro turno está indefinida. O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) sugeriu 13 de dezembro, mas a maioria dos candidatos defende que ela ocorra no dia 29 de novembro.

Veja como os primeiros colocados na reta final da disputa nas dez maiores capitais:

São Paulo

  • Bruno Covas (PSDB): 38%
  • Guilherme Boulos (PSOL): 16%
  • Celso Russomanno (Republicanos): 13%
  • Márcio França (PSB): 13%
  • Arthur do Val – Mamãe Falei (Patriota): 7%
  • Jilmar Tatto (PT): 6%

Rio de Janeiro

  • Eduardo Paes (DEM): 41%
  • Marcelo Crivella (Republicanos): 16%
  • Benedita da Silva (PT): 13%
  • Martha Rocha (PDT): 11%
  • Luiz Lima (PSL): 7%

Salvador

  • Bruno Reis (DEM): 66%
  • Denice Santiago (PT): 17%

Fortaleza

  • Sarto (PDT): 32%
  • Capitão Wagner (PROS): 30%
  • Luizianne Lins (PT): 20%

Belo Horizonte

  • Kalil (PSD): 72%
  • João Vitor Xavier (Cidadania): 9%
  • Áurea Carolina (Psol): 6%
  • Bruno Engler (PRTB): 4%

Manaus

  • Amazonino Mendes (Podemos): 24%
  • David Almeida (Avante): 24%
  • Ricardo Nicolau (PSD): 14%

Curitiba

  • Rafael Greca (DEM): 56%;
  • Goura Nataraj (PDT): 11%;
  • Fernando Francischini (PSL): 8%;
  • João Arruda (MDB): 5%

Recife

  • João Campos (PSB): 34%
  • Marília Arraes (PT): 25%
  • Mendonça Filho (DEM): 23%
  • Patrícia Domingos (Podemos): 13%

Goiânia

  • Maguito Vilela (MDB): 33%
  • Vanderlan Cardoso (PSD): 29%
  • Adriana Accorsi (PT): 16%

Belém

  • Edmilson Rodrigues (PSOL): 38%
  • José Priante (MDB): 17%
  • Everaldo Eguchi (Patriota): 13%

VEJA

Escolha candidatos “sem discurso de ódio”, diz Moro

Foto: Reprodução O Antagonista

No Twitter, Sergio Moro fez apelo ao voto consciente:

“É simbólico que a eleição deste 15/11 ocorra no mesmo dia do aniversário da República. O eleitor é responsável pelo que vai acontecer nos próximos 4 anos. Escolha candidatos íntegros e comprometidos com uma gestão honesta e que beneficie a todos, sem discurso de ódio. Vote consciente!”

O Antagonista

Mais de 80 candidatos foram assassinados durante as campanhas

Foto: Reprodução O Antagonista

Ao menos 84 candidatos a prefeito ou vereador foram assassinados durante as campanhas municipais deste ano, publica o Correio Braziliense.

O número de candidatos que sofreram atentado mas sobreviveram, por sua vez, é de pelo menos 80.

O levantamento foi feito pelo coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), Pablo Nunes. O estudo mostra ainda que 22 estados registraram ao menos uma morte durante a campanha.

O Antagonista

No Rio, cenário continua indefinido para o segundo turno após pesquisas do Ibope e Datafolha

Foto: Divulgação

Após sete semanas, a corrida pela prefeitura do Rio se afunilou na véspera do primeiro turno, mas segue com cenário indefinido, segundo pesquisas Ibope e Datafolha divulgadas neste sábado. Eduardo Paes continua na liderança, com a preferência de cerca de um terço do eleitorado: 35%, de acordo com o Ibope, e 33% para o Datafolha.

A indefinição está na briga pela outra vaga no segundo turno. No Datafolha, o atual prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) se descolou de Martha Rocha (PDT), que hoje está mais próxima de Benedita da Silva (PT). Já segundo o Ibope, Benedita ultrapassou Martha numericamente. Nos votos válidos, Crivella supera Martha e Benedita acima da margem de erro no Datafolha, mas os três empatam tecnicamente no Ibope.

Segundo o Datafolha, Crivella oscilou um ponto para cima às vésperas da eleição e agora tem 15% dos votos totais, ante 11% de Martha e 9% de Benedita. Como a margem de erro desta pesquisa é de dois pontos percentuais, Martha só empata com Crivella no limite da margem, hipótese pouco provável. Nos votos válidos, cenário em que brancos, nulos e indecisos são excluídos da porcentagem — esta é a forma como a Justiça Eleitoral calcula o resultado —, a distância de Crivella para Martha (18% a 13%) sugere menor chance para a pedetista chegar ao segundo turno.

Na pesquisa Ibope, Crivella tem 14% dos votos totais, contra 11% de Benedita e 9% de Martha, que caiu cinco pontos em relação à pesquisa anterior, divulgada na segunda-feira. A margem de erro é de três pontos. Nos votos válidos, o atual prefeito chega a 16%, ante 13% para Benedita e 11% para Martha. Em ambos os levantamentos, Paes tem cerca de 40% dos votos válidos, o que indica ser pouco provável uma vitória em primeiro turno — para isso ocorrer, um candidato precisa ter mais de 50% dos votos. Nos cenários de segundo turno testados por Ibope e Datafolha, o candidato do DEM venceria todos os adversários.

Martha chegou a empatar numericamente com Crivella no fim de outubro, momento em que a pedetista figurava entre as menores taxas de rejeição do eleitorado, segundo as pesquisas.

Sobe e desce

O crescimento, contudo, acabou estancado em meio a ataques de Paes, de Crivella e também a uma resistência de parte da esquerda ao voto útil na delegada. As intenções de voto em Benedita e também em Renata Souza (PSOL), que aparece com 2% no Ibope e 4% no Datafolha, mal se alteraram durante as flutuações de Martha, indicando que a candidata do PDT não conseguiu, até a véspera da eleição, atrair eleitores mais afinados ao ex-presidente Lula e ao deputado federal Marcelo Freixo.

Ao longo da campanha, a alta rejeição a Crivella deixou em aberto a possibilidade de que ele se tornasse o primeiro prefeito do Rio a ficar fora do segundo turno desde 2000, quando tornou-se possível a reeleição municipal. Naquele ano, o então prefeito Luiz Paulo Conde foi derrotado por Cesar Maia no segundo turno. As duas últimas campanhas à reeleição, do próprio Maia, em 2004, e de Eduardo Paes em 2012 terminaram com vitórias em primeiro turno, cenário mais do que improvável para Crivella este ano.

Diferentemente das disputas de 2000 e 2008, nas quais um candidato liderava com mais de 30% e a outra vaga em segundo turno foi decidida por dois candidatos em votação apertada, a última eleição municipal trouxe uma disputa tripla com o avanço de Flávio Bolsonaro (PSC) acima da margem de erro na reta final, juntando-se ao patamar de Marcelo Freixo (PSOL) e Pedro Paulo (MDB). Naquele ano, a fragmentação ao centro e à direita favoreceu Freixo, que conseguiu atrair votos no campo da esquerda e foi ao segundo turno contra Crivella. Na atual eleição, o mais cotado a se beneficiar da pulverização partidária é o atual prefeito. Luiz Lima (PSL), outro postulante ao voto bolsonarista, estacionou em 5% das intenções de voto na última semana, de acordo com Ibope e Datafolha.

O Ibope ouviu 1.204 pessoas entre ontem e quinta-feira. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo RJ-02939/2020. Já o Datafolha ouviu 1.875 eleitores ontem e anteontem, em pesquisa encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S. Paulo”, e registrada como RJ-08430/2020. O nível de confiança das duas pesquisas é de 95%.

O Globo

Covas lidera e disputa pelo segundo lugar fica embolada entre Boulos, Márcio França e Russomanno em SP

Foto: Arquivo O GLOBO

RIO – Pesquisas do Ibope e do Datafolha divulgadas neste sábado, véspera da eleição, apontaram a consolidação do atual prefeito Bruno Covas (PSDB) na liderança da disputa pela prefeitura de São Paulo. Os dois levantamentos ainda mostram que o duelo pela segunda posição está embolado, com vantagem numérica de Guilherme Boulos (PSOL). Márcio França (PSB) e Celso Russomanno (Republicanos) vêm em seguida. Os três estão em empate técnico se forem consideradas as margens de erro.

No Datafolha, Covas oscilou positivamente um ponto de 36% para 37% dos votos válidos em que não são computados os votos brancos e nulos. No duelo pelo segundo lugar, Boulos tem 17% das intenções, o mesmo percentual do levantamento realizado nos dias 10 e 11 de novembro. França apareceu, pela primeira vez, em terceiro lugar, com 14%, um ponto a mais do que na última pesquisa. Celso Russomanno (Republicanos) oscilou negativamente dois pontos e agora tem 13%. A margem de erro é dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Já Jilmar Tatto (PT) e Arthur do Val (Patriota) somam 6%. Joice Hasselmann (PSL) tem 3% e Andre Matarazzo (PSD), 2%. Os demais candidatos aparecem com 1% ou menos das intenções de voto. A pesquisa, encomendada pela Rede Globo e pelo jornal “Folha de S. Paulo”, foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número SP-01587/2020. O Datafolha ouviu 2.987 eleitores nos dias 13 e 14.

Se for considerado o total de votos, Covas tem 33% e Boulos, 15%. França soma 12% e Russomanno, 11%. Outros 8% declaram que pretendem votar em branco ou anular e 4% não responderam.

A pesquisa, encomendada pela Rede Globo e pelo jornal “Folha de S. Paulo”, foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número SP-01587/2020. O Ibope ouviu 2.987 eleitores nos dias 13 e 14.

Já no Ibope, Covas apareceu com 38% dos votos válidos, mesmo índice da pesquisa do dia 9. Boulos soma 16%, um ponto a mais. França e Russomanno estão empatados com 13%. O candidato do Republicanos oscilou dois pontos negativamente e França um positivamente. Como a margem de erro é de três pontos para mais ou para menos, os candidatos do PSOL, do PSB e do Republicanos estão tecnicamente empatados. Arthur do Val tem 7% e Tatto, 6%. Joice soma 3% e Matarazzo, 2%. Os demais candidatos somam 1% ou menos das intenções de voto.

Pelo total de votos, Covas tem 33% e Boulos, 14%. França e Russomanno somam 11%. A pesquisa, encomendada pela Rede Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número SP-05645/2020. O Ibope ouviu 1.204 eleitores nos dias 12 e 14.

Nem o Datafolha nem o Ibope indicam a possibilidade vitória de Covas no primeiro turno, apesar do tucano ter imprimido uma trajetória constante de subida da metade de outubro até o começo desta semana. Nas pesquisas atuais, o prefeito, porém, apenas oscilou dentro da margem de erro dos levantamentos. Se um candidato atingir 50% dos votos válidos mais um vence a disputa no primeiro turno.

O Globo

Eleitores confundem locais de votação em Natal

Foto: Magnus Nascimento

A mudança em várias seções eleitorais no Rio Grande do Norte provocou transtorno na primeira hora de votação em Natal, neste domingo (15). Vários eleitores foram a locais onde anteriormente votavam, mas foram surpreendidos com a mudança.

A mudança nas seções eleitorais foi anunciada pela Justiça Eleitoral no dia 4 de novembro e ocorreu, entre outras razões, pela redução no número de urnas eletrônicas disponíveis e pela própria pandemia do novo coronavírus, que obrigou a mudança de alguns pontos de votação. Apesar da possibilidade de se consultar o local através do site do TSE, muitos se enganaram neste domingo.

No IFRN Campus Central, alguns casos foram registrados e os fiscais de votação tentam auxiliar os eleitores. A potiguar Clara Guedes, 27 anos, cuidadora de pessoas da terceira idade, aproveitou que os idosos que ela cuida vieram votar para também exercer seu poder de voto. No entanto, na escola que ela iria votar, a Freinet, havia um aviso na porta informando que a seção dela tinha sido modificada. “Eu não sabia. Tinha o abuso dizendo para eu vir para o IFRN”, comenta.

De acordo com o fiscal Heider Bezerra, os fiscais estão consultando o aplicativo E-titulo para auxiliar os votantes com dificuldades. “O grande problema está sendo a internet. É um momento em que todos estão acessando”, cita.

Na zona Norte de Natal a situação foi semelhante, com alguns eleitores que estavam na UERN confundindo os locais de votação.

Os eleitores podem conferir os novos locais de votação aqui ou utilizando uma das seguintes alternativas: acessando a listagem no site do TRE-RN; baixando o aplicativo e-Título, que trará a informação atualizada da zona e seção eleitoral.

Tribuna do Norte

Veja como se proteger da covid-19 durante a votação deste domingo

Foto: REUTERS/Amanda Perobelli

As eleições deste ano terão uma série de protocolos de segurança adotados pela Justiça Eleitoral no primeiro e no segundo turno de votações por causa da pandemia de covid-19. O plano de segurança sanitária para as eleições municipais de 2020 é focado em duas frentes: mesários e eleitor. Cartazes ilustrativos com o passo a passo da votação serão fixados nas seções eleitorais. 

Neste domingo (15), quase 148 milhões de eleitores poderão votar em 26 unidades da Federação. Os eleitores vão eleger vereadores, prefeitos e vice-prefeitos. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), há 19.342 candidatos a prefeito, 19.711 concorrentes ao cargo de vice-prefeito e 518.308 pessoas disputando uma vaga de vereador. Este ano, não haverá pleito no Distrito Federal nem em Fernando de Noronha.

Segurança sanitária

Elaborado por uma equipe de especialistas dos hospitais Albert Einstein, Sírio-Libanês e por técnicos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), consultados pelo TSE, o protocolo estabelece como obrigatório o uso de máscara. Sem ela, o eleitor não poderá votar.

O horário de votação será ampliado e começará uma hora antes do habitual. Neste ano, as votações serão realizadas de 7h da manhã até as 17h. Sendo que até as 10h será preferencial para maiores de 60 anos. Os demais eleitores não serão proibidos de votar neste horário, mas devem, se possível, comparecer a partir das 10h, respeitando a preferência.

Será exigido o distanciamento mínimo de um metro. Não será permitido comer ou beber nada na fila de espera. A medida é para evitar que as pessoas tirem a máscara.

O TSE recomenda que os eleitores levem sua própria caneta para assinar presença no caderno de votação. Haverá distribuição de álcool em gel em todas seções para que os eleitores limpem as mãos antes e depois da votação.

Os mesários receberão máscaras e terão que trocá-las a cada quatro horas, usar álcool e uma proteção facial de acetato (face shield), que terá de ser usada o tempo todo. Se o mesário precisar sair de sua seção, a cada vez que retornar, deverá limpar sua respectiva cadeira e mesa com álcool 70%.

Passo a passo dentro da seção

O TSE orienta que, ao entrar em sua respectiva seção eleitoral, o eleitor fique em frente à mesa respeitando a distância, de pelo menos, um metro. O eleitor deverá exibir o seu documento ao mesário a distância, esticando os braços em direção a ele. Caso o mesário não consiga fazer a identificação, ele poderá pedir que o eleitor dê dois passos para trás e abaixe rapidamente a máscara.

Após digitar os dados, o mesário vai ler em voz alta o nome do eleitor. Se o nome estiver correto, o eleitor poderá guardar seu documento e limpar as mãos com álcool em gel para assinar o caderno de votação. Se precisar do comprovante de votação, o eleitor deverá solicitar ao mesário.

Quando a urna for liberada, o eleitor seguirá para a cabine de votação para digitar o número dos candidatos a prefeito e a vereador. Após votar, deverá limpar novamente as mãos com álcool em gel e sair da seção.

Covid-19

Segundo o TSE, os eleitores ou mesários que estiverem com febre no dia da votação ou que tenham testado positivo para a covid-19 nos últimos 14 dias anteriores à data da eleição deverão ficar em casa. No caso dos eleitores, é possível justificar a falta por esse motivo. Já os mesários precisam comunicar imediatamente à sua zona eleitoral para que seja providenciada sua substituição.

Agência Brasil

Eleições 2020: sem voto em trânsito, eleitor deve justificar ausência

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Nas disputas para prefeito e vereador, em que estão em jogo os interesses de quem de fato mora em cada cidade, as normas eleitorais não preveem nenhum tipo de dispensa da presença física do eleitor na localidade em que declara residir. Ou seja, nas eleições municipais não há voto em trânsito.

O voto em trânsito costuma ser lembrado como opção por quem, por motivos diversos, sabe que não vai conseguir comparecer a sua zona eleitoral no dia da votação. Essa modalidade de voto, contudo, somente está disponível nas eleições gerais, para presidente e governador, por exemplo.

Por essa razão, todos que estiverem fora de seu domicílio no dia das eleições municipais deste ano, seja no primeiro turno (15 de novembro) ou no segundo (29 de novembro), têm como única opção justificar sua ausência no prazo de até 60 dias.

Mesmo o brasileiro residente no exterior que consegue se inscrever para votar para presidente, em alguma das sessões montadas a cada quatro anos fora do país, de nenhuma maneira consegue participar das eleições municipais, sendo dispensado inclusive de se justificar.

Se morar fora do país, o eleitor precisa justificar ausência na eleição municipal somente se ainda estiver inscrito para votar em alguma sessão no Brasil. Isso ocorre, por exemplo, quando a pessoa esquece de transferir seu título para alguma zona eleitoral no exterior.

Em todo caso, a Justiça Eleitoral oferece diferentes caminhos para que o eleitor que não comparece a sua sessão de votação justifique sua ausência. Vale lembrar que o procedimento deve ser realizado separadamente para cada turno da eleição.

Opções

No dia do próprio pleito, é possível justificar a ausência por meio do aplicativo e-Título. A funcionalidade estará disponível somente dentro do horário de votação, entre as 7h e as 17h, respeitado sempre o fuso horário de cada localidade onde ocorre a eleição.

Caso não consiga usar a ferramenta, o eleitor pode comparecer a uma mesa receptora de justificativa, se houver, ou a ir a qualquer sessão eleitoral munido de um documento oficial com foto, do número do título de eleitor e de um formulário específico preenchido, o qual pode ser encontrado no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O eleitor que deixar para justificar sua ausência somente após a votação vai precisar fazer um Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE) dentro dos 60 dias previstos. O procedimento pode ser feito também no aplicativo e-Título ou pela internet, no sistema Justifica. Ambas as ferramentas permitem anexar documentos que comprovem a justificativa, como atestado médico ou comprovante de viagem.

Agência Brasil

‘Estou pronto’, diz Huck a empresários – os bastidores do jantar

Luciano Huck chegou por volta das 20h da quarta-feira, 11, na casa de João Carlos Camargo, proprietário da rádio Alpha FM, em São Paulo. Era uma reunião marcada a pedido de Claudio Lottenberg, o presidente do Conselho Deliberativo do Hospital Albert Einstein, e que reuniria oito empresários. Para a surpresa de Huck, a mesa contava com 23 lugares. A notícia de que o apresentador da TV Globo havia se encontrado com o ex-ministro Sergio Moro fez a procura pelos convites crescerem ao longo da semana. Segundo relatos dos presentes a VEJA, Huck admitiu pela primeira vez que se sente preparado para disputar a Presidência da República em 2022.

A afirmação foi feita por Huck após uma pergunta de Antônio Alberto Saraiva, proprietário da rede Habib’s. “E agora, Luciano? Vai ou não vai?”, questionou o empresário. “Da outra vez, achava que não estava pronto. Agora, eu estou. Mas a decisão não está tomada”, respondeu Huck, que desistiu de concorrer ao cargo em 2018.

O apresentador foi sabatinado por cerca de três horas. Além de Saraiva, estavam presentes outros empresários que apoiaram a candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência, entre eles Flávio Rocha (Riachuello) e Washington Cinel (Gocil), e representantes de instituições do mercado financeiro, como a XP Investimentos e o BTG Pactual. Os advogados Arnoldo Wald Filho e Heleno Torres também estavam na reunião, assim como o líder do movimento político RenovaBR, Eduardo Mufarrej, e o economista Daniel Goldberg, gestor da Farallon e que chegou ao jantar no mesmo carro de Huck. No cardápio, tartar de salmão, medalhão ao molho mostarda e, claro, vinhos.

Huck abriu a noite com uma apresentação de quatro minutos. Ele disse que via a oportunidade de construir um projeto político para o país como um “chamado geracional”, já que “ninguém da minha geração deu a cara para bater e para deixar um país melhor para os seus filhos”. Huck afirmou que desde 2018 está estudando o Brasil e que hoje tem a capacidade de “agregar gente e talento” para “tirar o país do lamaçal”. Para isso, o apresentador acredita que a polarização entre Bolsonaro e Lula precisa ser superada. “Esse não é um projeto personalista. Não me preocupo com o que falarão de mim. Se você é honesto, técnico e faz oposição ao Bolsonaro, então estou disposto a conversar com você”, disse, segundo relatos dos presentes.

O apresentador também foi questionado por Flávio Rocha sobre o conservadorismo no campo dos costumes. “Não sou conservador culturalmente e não vou mentir sobre isso”, respondeu. Huck aproveitou o momento para dizer que os presentes teriam de aprender a conviver com essa diferença e que “não adianta nada dizer que é conservador e trocar o ministro da Educação toda hora”. Por diversas vezes, Huck afirmou que o projeto político no qual acredita deve ter a educação e a saúde como prioridades. Também falou sobre pensar novas formas de organização urbana que melhorem a qualidade de vida nas favelas, uma área esquecida pelos políticos, segundo ele.

Em outro ponto que foi elogiado pelos empresários, Huck afirmou que um país precisa escolher um tema para dar certo. “Não vamos fazer chips melhores do que a China. Não vamos fornecer mão de obra mais barata que o México nem fazer roupas melhores que o Vietnã. O Brasil deveria ser uma potência verde e aproveitar o momento para criar um mercado cativo. E estamos jogando a chance pela janela”, declarou.

Quando foi questionado sobre quais políticos poderiam fazer parte do seu projeto, Huck citou o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), o ex-ministro da Educação Mendonça Filho (DEM), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), e Sergio Moro.

O jantar terminou com uma fala do pai do apresentador, o advogado Hermes Marcelo Huck. “Nenhum pai quer que o filho seja candidato à Presidência. Mas, se ele sair, vou apoiar incondicionalmente”, disse o jurista. Todos se levantaram e foram embora por volta de 23 horas.

Veja

Eleição 2020: veja o que levar e o que não levar no dia da votação

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Devido à pandemia do novo coronavírus, a Justiça Eleitoral elaborou um plano de segurança sanitária com diversas recomendações aos eleitores sobre procedimentos a serem adotados durante a votação, que ocorre no domingo (15) das 7h às 17h.

Neste ano, os itens imprescindíveis para votar são um documento oficial com foto e a máscara, cujo uso será obrigatório a todo o momento nas sessões eleitorais.

A Justiça Eleitoral recomenda ainda que, se possível, o eleitor leve sua própria caneta para assinar o caderno de votação, de modo a evitar o compartilhamento de objetos e a disseminação do novo coronavírus.

Assim como ocorreu em anos anteriores, o eleitor que já fez o cadastro biométrico pode, caso prefira, utilizar o aplicativo e-Título para se identificar, precisando mostrar somente a tela do celular ao mesário. A ferramenta digital dispensa que o eleitor porte qualquer documento em papel.

O eleitor também pode levar a conhecida cola na hora de votar, com os números de seus candidatos. Vale lembrar, porém, que não é permitido portar o aparelho celular dentro da cabine de votação. Por isso, se for mesmo necessária, o melhor é levar a cola em papel.

Dentro da cabine, também são proibidos máquinas fotográficas, filmadoras, equipamento de radiocomunicação ou quaisquer instrumentos que possam comprometer o sigilo do voto. Esses aparelhos devem ficar retidos com o mesário enquanto o eleitor vota.

Está previsto que a Justiça Eleitoral deverá fornecer álcool gel aos eleitores. O previsto é que também haja álcool 70% disponível para higienização de superfícies.

Os organizadores da eleição não incentivam o uso de luvas, seja por mesários ou eleitores, sob o argumento de que o item desencoraja a higienização frequente das mãos e ainda pode se tornar um vetor de transmissão de covid-19, no caso de descarte inadequado.

Abaixo, as recomendações aos eleitores feitas pela Justiça Eleitoral no Plano de Segurança Sanitária das Eleições Muncipais de 2020. Instruções para mesários, coordenadores e outras pessoas envolvidos no processo eleitoral podem ser encontradas na íntegra do documento, disponível no site do TSE.

Instruções aos eleitores

– Se apresentar febre, não saia de casa.

– No transporte até o local de votação, mantenha distância de, no mínimo, um metro das outras pessoas em filas e evite entrar em veículos cheios.

– Mantenha distância de, no mínimo, um metro das outras pessoas dentro dos locais de votação. Evite contato físico com outras pessoas, como abraços e apertos de mão.

– Respeite a marca de distanciamento nas filas e nas seções eleitorais (sinalizada com adesivos nos chãos).

– Se possível, compareça sozinho ao local de votação. Evite levar crianças e acompanhantes.

– Permaneça nos locais de votação apenas o tempo suficiente para votar.

– Use máscara desde o momento que sair de casa até a volta.

– Nos locais de votação, não é permitido se alimentar, beber ou fazer qualquer outra atividade que exija retirada da máscara.

-Se possível, leve sua própria caneta para assinar o caderno de votação.

– Mostre seu documento oficial com foto, esticando os braços em direção ao mesário. O mesário verificará os dados de identificação à distância.

– Se houver dúvida na identificação, o mesário poderá pedir que você dê dois passos para trás e abaixe brevemente a máscara.

– Higienize as mãos com álcool em gel antes e depois de votar.

Agência Brasil

Taveira lidera em todas as pesquisas

 

De acordo com as pesquisas, o prefeito Rosano Taveira deverá ser reeleito no próximo domingo.

Todas as projeções estatísticas, de vários institutos, registradas na Justiça Eleitoral, confirmam a reeleição de Taveira.

A última pesquisa apresentada pelo instituto consult, registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo RN-05605/2020, apontou mais uma vez o atual prefeito como reeleito nesse pleito.

Rosano Taveira lidera com 43,8% das intenções de voto contra 22,8% da vereadora Professora Nilda.

Brancos e nulos somaram 14,2% e o total de indecisos correspondeu a 13,8%.

O ex-prefeito Maurício Marques aparece com 2,6 e o coronel Dolvim com 2,0 prontos percentuais. Já os professores, Edvan Sousa e Francisca Henrique, obtiveram 0,4 e estão empatados em último lugar.

Foram entrevistados 500 eleitores de Parnamirim, no dia 6 de novembro, com margem de erro de 4,3% e invervalo de confiança de 95%. Porém a grande decisão desse páreo eleitoral será domingo com o resultado da eleição.

Argentina libera cultivo de maconha para fins terapêuticos

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, assinou decreto na 5ª feira (12.nov.2020) liberando o autocultivo de cannabis para fins terapêuticos. O texto também permite a venda de óleos e derivados das plantas em farmácias e põe fim à criminalização do cultivo para uso medicinal. Leia a íntegra (179KB).

“A fim de dar uma resposta equilibrada entre o direito de acesso à saúde e a segurança sanitária, este regulamento estabelece 1 registro específico para os utilizadores que cultivam cannabis para fins medicinais, terapêuticos e/ou paliativos, bem como promove também a criação de uma rede de laboratórios públicos e privados associados que garantam o controle dos derivados produzidos”, afirma o decreto.

No texto, Fernández diz ser “inadiável criar 1 marco regulatório que permita o acesso oportuno, seguro, inclusivo e protetor aos que necessitam utilizar cannabis como ferramenta terapêutica”. Antes da nova legislação, os argentinos que portassem sementes e plantas de maconha poderiam ser punidos com até 15 anos de prisão. Além disso, o uso medicinal era restrito a pessoas com epilepsia refratária.

 

Para ter o uso liberado, é necessário que o paciente complete o formulário do Recann (Registro Nacional de Pacientes em Tratamento com cannabis). A prescrição médica é obrigatória.

“Os pacientes poderão se inscrever para obter a autorização de cultivo para si, através de 1 familiar, uma 3ª pessoa ou uma organização civil autorizada pela Autoridade de Aplicação”.

Argentinos que não tiverem plano de saúde ou de assistência social terão acesso ao tratamento de forma gratuita, esclarece o decreto.

Poder 360.