No BBB das eleições, um favorito para a eliminação: o sistema partidário, por Britto

Aelite partidária brasileira vive tempos de BBB. Nas últimas semanas, enquanto os brasileiros se divertiam com o reality show na TV, os partidos, ainda que sem o mesmo Ibope, abriram o próprio festival de fofocas, bate-boca e traições, escancarando ambições e revelando verdades nada positivas sobre a personalidade de alguns de seus principais líderes.

O DEM espontaneamente confessou que a imagem de compromisso democrático e modernidade era mais um desejo de sua poderosa rede de apoiadores do que uma verdade. Menos de 3 meses depois de sair das eleições municipais como um partido vencedor, fiador das reformas, o tombo do DEM é proporcional ao que acontece com seus 2 principais líderes. Um, troca a imagem nacionalmente construída de um prefeito competente que modernizou Salvador e o antigo carlismo pela de um político que no mínimo permite muitas dúvidas sobre a forma como busca ou se relaciona com o Poder. O outro, festejado na presidência da Câmara dos Deputados, passa de grande articulador nacional em favor de um novo e poderoso centro democrático para alguém que tropeçou na própria sucessão e sequer conseguiu manter o apoio entre os seus.

O PSDB, mais que tudo, perdeu as boas maneiras. Os tucanos cultivaram por anos uma autoimagem de modos refinados, punhos de renda, quase aristocráticos, com pitadas de sofisticação acadêmica. Bastaram alguns dias de exposição às câmeras que fiscalizam o jogo do poder e apareceu a nova imagem do partido. Os ambientes ainda são sóbrios, como a sala de jantar do Palácio dos Bandeirantes, mas as cenas mostram um governador desastrado que não consegue embalar a própria ambição em um mínimo de respeito aos outros. Caso raro de acidente automobilístico: quem saiu muito ferido foi o atropelador.

No PT, os últimos anos foram tão reveladores de erros que sua contribuição ao desgaste dos partidos tem mais a ver com um fato antigo do que com problemas novos. As câmeras focadas no PT parecem trabalhar em preto e branco tão repetidas são as imagens e os sons que ele produz, mostrando para uma audiência cadente o líder envelhecido que não admite ser substituído e até para isso vai escalando alternos que atuam com a timidez de quem apenas ocupa um espaço, talvez temporariamente.

Fiquemos apenas nesses 3 exemplos para perguntar: é sobre esse panorama de escombros partidários que o país espera que sejam construídas em poucos meses as candidaturas à Presidência da República?

 

A crise dos partidos prenuncia o que virá depois. A sucessão presidencial será, na realidade, mais ainda que em outras eleições, um desafio entre individualidades que ganharão força no sistema partidário se, antes, acima e independente deles, conquistarem sem intermediários apoios na sociedade.

Os votos, estes não passam mais preferencialmente pelos partidos. Nem o suporte financeiro, principalmente em uma eleição como a presidencial. Então para que os partidos? Apenas para o tempo de televisão, com importância mais relativa que nunca?

O candidato que hoje lidera as pesquisas, Bolsonaro, sequer está filiado a algum. Mas já avisou: só vai para onde puder mandar. Doria, que tinha partido, parece perdê-lo a cada dia porque tenta impor-se como um antigo coronel político com roupas fashion. O DEM precisa vacinar-se contra a rede de intrigas internas antes de voltar ao jogo. Problema que o MDB não tem: de forma coerente, cada um agora faz o que quer e depois todos apoiam o novo presidente. Para não falar dos profundamente divididos, como o PSB. Exceção, talvez uma, o PDT com seu projeto em torno de Ciro.

Neste cenário, eficiente mesmo só um articulador político: a pesquisa de intenção de voto. Foi-se o tempo em que figuras como Thales Ramalho, Jorge Bornhausen ou Fernando Lyra costuravam apoios e bordavam alianças. O método agora vem de fora para dentro: torne-se popular, apareça nas pesquisas e depois venha nos visitar aqui no partido onde será tão bem recebido quanto suas chances de nos levar ao Poder. Imagine-se por exemplo Luciano Huck em seu atual périplo querendo discutir sustentabilidade e inovação com líderes partidários enquanto estes guardam uma única pergunta: você conseguirá dobrar sua atual intenção de votos para ser o “nosso” candidato?

Eleições assim estimulam o populismo, jogam o país no flerte com o imprevisível e, pior, consolidam a ideia de que ganhar é uma coisa, governar é outra. Para o Brasil que precisa, simultaneamente, de um milagre fiscal, uma profunda mudança na estrutura social e uma urgente modernização do Estado, o que exige consistência, estabilidade e continuidade, o BBB dos partidos pode divertir e gerar audiência pelas revelações apimentadas. Mas o pior acaba chegando depois: esse tipo de eleição faz o país arriscar-se mais uma vez a subir nos trapézios da conquista de votos sabendo que as redes de proteção –os partidos– estão rotos.

Poder 360.

Centrão começa confirmando que as prioridades da população não são as dele, diz Kupfer

Odeputado Arthur Lira (PP-AL), novo presidente da Câmara dos Deputados, está honrando o velho ditado segundo o qual enquanto a vassoura é nova, a limpeza é mais eficiente. Nas primeiras decisões em plenário sob seu comando, a Câmara aprovou, com uma enxurrada de votos, os projetos de lei de autonomia do Banco Central e de simplificação do mercado cambial.

Lira não só varreu como deu a impressão de que teria condições de passar a boiada nas votações de leis econômicas de interesse do governo Bolsonaro. Com um começo de impacto, procurou mostrar as armas de que pretende se valer para cobrar, sabe-se lá a que preço, o apoio ao governo. Mas é preciso lembrar que a vassoura nova varreu bem temas que não mexem com recursos públicos, barganhas de cargos –essas coisas que, no fundo, realmente interessam ao Centrão e podem ser motivo de atritos com o Palácio do Planalto.

A ver, portanto, como a vassoura vai funcionar na discussão das questões do encalacrado Orçamento de 2021, que está com o deadline apertado e tem de ser apreciado logo em conjunto com o Senado. E, também, da questão mais importante e complicada, diante das restrições fiscais existentes, a renovação do auxílio emergencial a vulneráveis e informais, bem como outros programas de sustentação de emprego, renda, empresas e crédito.

Com o recrudescimento da pandemia, sem esses programas, a popularidade de Bolsonaro ameaça escorrer pelo ralo. Aqui, portanto, nesses temas mais críticos, é que a decantada habilidade política de Lira e de seus liderados do Centrão enfrentará para valer seus primeiros testes.

Observado, porém, de um outro ângulo, o do interesse mais agudo da sociedade, Lira e sua tropa começaram mal. Concentrar esforços na aprovação a toque de caixa da formalização de uma autonomia operacional que o BC já exerce, enquanto a pandemia mantém o sistema de saúde em estresse, quando não em colapso, já seria uma demonstração de insensibilidade e desprezo pelos interesses e necessidades populares.

Mais do que isso, avançar, no momento atual, numa maior liberação do mercado cambial, despachando para o Senado, com aprovação na correria, um projeto pouco e mal discutido, com impactos graves numa área sensível da economia, reforça a percepção de que a pauta do Centrão passa a léguas das que visam a mitigar os sofrimentos da população. Tudo isso, diante das urgências da crise sanitária, humanitária e econômica em que o Brasil está mergulhado, deixou marca confirmatória de que o prioritário para o Centrão não o é para o país.

Em relação aos 2 projetos da pauta ultraliberal do ministro Paulo Guedes que a Câmara aprovou rapidamente, o da autonomia formal do BC tem algumas vantagens e muitos problemas. A vantagem principal é que formaliza o que antes era informal. Também fica mantido o papel do CMN (Conselho Monetário Nacional) de formulador das metas e objetivos a serem perseguidos pelo BC. Com essa vinculação, tecnicamente, o BC brasileiro não pode ser considerado independente –para ser independente um BC, além de executar a política monetária, é também o formulador dessa política.

Esse é um ponto importante para repelir a crítica de que o BC se tornaria um 4º Poder –e poder não eleito. É o CMN, atualmente formado pelo ministro da Economia, o secretário especial de Fazenda e o presidente do BC, como representante do governo eleito, com maioria de votos, que fixa os rumos da política monetária.

Também é falso que o presidente e os diretores do BC, agora detentores de mandatos fixos de 4 anos, com permissão para uma reeleição, não possam ser demitidos. Não basta, é certo, uma canetada, mas, por solicitação do CMN, o Senado, de acordo com o projeto aprovado, pode demitir os diretores, inclusive se, reiteradamente, descumprirem as determinações do CMN.

Uma novidade positiva é a que confere ao BC um duplo mandato para, além de perseguir a estabilidade de preços e o bom funcionamento do sistema financeiro, também atuar na suavização dos ciclos econômicos e no fomento do pleno emprego. É verdade que esses 2 últimos objetivos entraram no texto agora aprovado como metas secundárias, mas, a exemplo de BCs de referência, como o Federal Reserve, o banco central norte-americano, agora fazem parte dos objetivos do BC brasileiro.

Lacunas problemáticas, porém, não foram eliminadas no texto final enviado à sanção presidencial. Com um BC independente, agora uma autarquia de regime especial, não subordinada a nenhum ministério, em que os dirigentes desfrutam de mandatos fixos, como ocorre nas agências reguladoras, é uma falha grave não fechar a porta giratória pela qual presidente e diretores possam, sem cumprir uma quarentena eficiente para evitar a transferência de informações reservadas, ser contratado ou retornar ao setor privado.

No projeto aprovado, essa quarentena é de apenas 6 meses, enquanto na maior parte dos BCs autônomos ou independentes esse prazo é de, no mínimo, 2 anos. Há quem considere, inclusive, como o ex-ministro Nelson Barbosa, que a quarentena deveria ser a mesma do tempo de permanência na diretoria.

A inexistência de regras explícitas de transparência na comunicação é outra lacuna inexplicável quando um BC ganha autonomia formal. Já que os diretores não podem mais ser demitidos a qualquer momento, deveria ser obrigatório que as reuniões de diretoria, principalmente as de formulação da política de juros, fossem gravadas para divulgação, decorrido um certo número de anos.

Mais ainda, deveria ser vedada a participação do presidente e de diretores do BC em encontros privados com instituições do mercado financeiro e seus clientes, como hoje se transformou em rotina. Em todos os bancos centrais de referência, diretores cumprem agendas protocolares de discursos públicos, em que abordam temas específicos.

Da mesma forma, premissas e dados utilizados para a determinação de variáveis econômicas não observáveis –taxa de juros neutra, hiatos de produto etc.–, com influência nas decisões de política monetária, deveriam ser obrigatoriamente divulgadas. Não há nada quanto a isso no projeto aprovado, permanecendo a divulgação desses parâmetros a critério do Copom (Comitê de Política Monetária), como já é atualmente.

Se o projeto de autonomia do BC tem lacunas problemáticas, o de desregulamentação parcial do mercado de câmbio é um risco do começo ao fim. Com base num projeto do governo, a Câmara já havia aprovado, em fins do ano passado, o texto-base do projeto que agora finalizou sua tramitação na Casa, com a recusa de todos os destaques. Sem emendas, o projeto seguiu para o Senado.

Seria interessante que essa nova rodada de discussões permitisse deixar mais claras as vantagens de mexer no vespeiro do câmbio neste momento de grandes incertezas, não só aqui como em todo o mundo. Diante de tudo o que afeta a sempre sensível área cambial, a ideia de consolidar uma legislação dispersa e repleta de camadas que se sobrepõem, com normas que remontam às primeira décadas do século 20, é das poucas, no conjunto, que fazem sentido.

Por trás da proposta de desregulamentar e desburocratizar a área cambial, percebe-se uma visão antiga e ultrapassada de liberalização a qualquer custo, que a crise de 2008, reforçada pela pandemia, deixou para trás. Se, para determinados setores que operam com o exterior, é proveitoso facilitar as transferências de recursos, reduzindo seus custos, uma retirada excessivamente ampla de controles e restrições, é caminho quase certo para aumentar a volatilidade da taxa de câmbio.

A volatilidade da taxa cambial é um elemento que dificulta e encarece as operações comerciais com o exterior, afetando também, negativamente, os investimentos estrangeiros. Fenômeno natural em economias emergentes, a volatilidade do câmbio é particularmente alta na economia brasileira, onde o mercado de derivativos de câmbio é muito maior do que o mercado cambial à vista. Trata-se de uma fórmula segura de introduzir instabilidades econômicas desnecessárias.

Resumindo as concepções embutidas no projeto agora enviado ao Senado, é até legítimo sonhar com a conversibilidade da moeda local. Mas, antes, não se pode esquecer que é inteiramente equivocada a percepção intuitiva de que moeda forte é sinônimo de economia forte. Muito mais do que isso, trata-se de erro capital inverter a causalidade entre as instituições econômicas e a conversibilidade da moeda. Não é a conversibilidade que dá sustentação às instituições econômicas de um país, como parece acreditar o projeto aprovado na Câmara, mas o exato inverso.

Poder 360.

Em Moscou qualquer um pode tomar vacina – e ganha um sorvete

Atravesse os paralelepípedos da Praça Vermelha e entre na lendária loja de departamentos GUM em Moscou. Cruze os corredores sob o teto de vidro do século 19 que antes abrigava os escassos bem de consumo da era soviética e que agora é repleto de marcas de luxo. E você encontrará o posto de vacinação, bem em frente à Gucci.

A vacina russa Sputnik V está disponível aqui desde 18 de janeiro. É grátis, você não precisa marcar hora e recebe um sorvete de chocolate de graça. A instalação parece a propaganda perfeita para o imunizante, que recebeu o nome do 1º satélite do mundo.

A vacina ficou disponível para alguns grupos de risco, incluindo médicos e assistentes sociais no início de dezembro. Aos poucos, mais grupos foram ganhando vaga na fila. Agora, está disponível para qualquer um – inclusive turistas. Em janeiro, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou o lançamento de um ambicioso programa de “vacinação em massa”.

ESTRANGEIROS SÃO MAIORIA

Na semana passada, o prefeito de Moscou anunciou que 400 mil pessoas haviam sido vacinadas na capital, que tem cerca de 12 milhões de habitantes. Há cerca de 100 hospitais que aplicam a vacina em Moscou. Ela também está disponível vários pontos de vacinação, incluindo centros comerciais e uma casa de ópera.

Na loja de departamentos GUM, não há grandes filas para a vacina, mas um fluxo constante de pessoas – jovens e idosos – chegam para recebê-la.

“A Rússia tem as melhores vacinas e o melhor remédio”, diz Ekaterina Avonina. A jovem afirma que teve o coronavírus há 6 meses, mas não quer ficar doente novamente. Ela nunca teve dúvidas sobre a Sputnik V. “Ontem estive aqui com minhas amigas e vi que elas estavam aplicando vacinas. E vim tomar a minha hoje”.

Os voluntários e funcionários que ajudam com a vacinação na GUM estimam que cerca de um terço dos que recebem a vacina na loja de departamento são estrangeiros, embora não haja números que confirmem isso. “Eu nem sabia que havia tantos estrangeiros vivendo em Moscou” diz Sofia Markova, enquanto distribui sorvete aos vacinados.

O músico nascido nos EUA Josh Lanza se empolga sobre conseguir a Sputnik em “um momento histórico e no meio deste belo edifício bem na Praça Vermelha”. George Tewson, um britânico que vive atualmente em Moscou, veio para conseguir a chance com sua esposa russa. Ele garante que não se sente parte de uma campanha de propaganda russa.

“Uma das formas de sair da situação em que nos encontramos é através de pessoas sendo vacinadas. Então, se você tem a oportunidade de obter a vacina, por que ir em frente?”, diz ele, explicando que recentemente superou suas dúvidas iniciais sobre a Sputnik. “Isso é para meu benefício pessoal. Se eles querem politizar as coisas… bem, é por isso que políticos são políticos”.

ORGULHO NACIONAL

Para a Rússia, o lançamento da vacina é uma questão de orgulho nacional. Há duas vacinas registradas no país e uma 3ª a caminho. Ainda nesta semana, a Rússia entregou um pedido para obter a aprovação da UE para a Sputnik V. A Hungria já aprovou. A vacina russa também está disponível em vários países fora da UE, como Argentina e Sérvia. No Brasil, ela também aguarda aprovação.

Na semana passada, uma pesquisa revisada por pares publicada na revista científica The Lancet mostrou que a vacina tem eficácia média de 91,6% para casos sintomáticos. O artigo reforçou a confiança na vacina russa, em meio a críticas de que os testes teriam sido apressados.

Mas até agora parece que os próprios russos não confiam em sua própria vacina. Pesquisas regulares realizadas pelo centro independente de pesquisas Levada mostraram que mais da metade dos russos não quer tomar a Sputnik V (58% em dezembro).

SINAIS DE QUEDA NAS INFECÇÕES

Apesar do início precoce e do fato de a vacina estar agora aberta a quase todos os grupos da população, a campanha de vacinação do país é comparativamente lenta. De acordo com uma das empresas que desenvolveu a vacina, o Fundo Russo de Investimento Direto, mais de 1 milhão de pessoas na Rússia já foram imunizadas. Autoridades anunciaram recentemente que planejam vacinar mais de 68 milhões de pessoas, ou 60% dos russos neste ano, para atingir a chamada “imunidade de rebanho”.

O número de infectados no país vem caindo constantemente desde um pico em dezembro. Existem atualmente cerca de 15 mil novos casos por dia, semelhante ao nível de infecções que a Rússia tinha em meados de outubro.

Há dúvidas sobre a confiabilidade das estatísticas oficiais do coronavírus. Mas Boris Ovchinnikov, um dos fundadores da agência de pesquisa de comércio eletrônico “Data Insight”, acredita que pode haver “uma redução ainda maior nos números do que os números oficiais indicam”.

Ele baseia suas pesquisas sobre taxas de infecção em dados de mecanismos de busca, por exemplo, em pesquisas online de sintomas comuns de coronavírus, como a perda do olfato. “No leste do país, a frequência das buscas sobre o olfato voltou aos níveis de verão”, comenta.

IMUNIDADE COLETIVA?

Na loja de departamentos GUM, Natalia Kuzenkova, a médica chefe em vários pontos de vacinação e em um hospital local em Moscou, atribui os números de infecção em queda à vacina – mas apenas em parte. “Há um nível de imunidade sendo criado [na população], pouco a pouco. Há imunidade também porque as pessoas têm se contaminado mais – algumas pessoas não tinham sintomas, mas têm anticorpos”. 

Mikhail Kostinov, chefe do Instituto Metchinikov para vacinas, também atribui os números em queda a uma mistura de fatores: a vacina, o nível geral de assistência médica gratuita na Rússia e o fato de as autoridades criarem “hospitais móveis” para lidar com o grande afluxo de doentes. Ele acrescenta que a Rússia é menos densamente povoada que os países europeus em geral, e tem uma expectativa de vida mais baixa. “Na Rússia há menos pessoas idosas, portanto os números são diferentes”, comenta.

A queda dos números certamente não se deve a medidas rigorosas, como lockdown. Na verdade, o governo nunca introduziu um 2º lockdown após o da última primavera. Ao invés disso, as autoridades têm afrouxado as restrições. Em Moscou, por exemplo, o uso de máscara ainda é obrigatório no transporte público e dentro de edifícios públicos, mas museus, restaurantes, bares e até mesmo clubes noturnos estão abertos.

O prefeito da cidade declarou recentemente que os empregadores não têm mais que manter parte de seu pessoal trabalhando em casa. Teatros, cinemas e salas de concertos podem agora trabalhar a 50% da capacidade.

Nos restaurantes de toda a cidade, antigos adesivos avisando as pessoas para manter as medidas de distanciamento social estão descascando. As mesas de bares e restaurantes muitas vezes estão lotadas e próximas umas das outras. Amigos se abraçam, e colegas de trabalho apertam as mãos.

Sofia Markova, na barraca de sorvete do posto de vacinação, acha que poderia haver ainda menos restrições em Moscou. Ela pessoalmente não planeja tomar a Sputnik V por enquanto. “Não tenho medo de ficar doente. Eu tenho boa imunidade”. Ela ri: “Mas se até os estrangeiros estão recebendo a vacina, provavelmente está tudo bem!”

Poder 360.

7 a cada 10 brasileiros pretendem ficar em casa durante o Carnaval

Foto: Sérgio Lima / Poder 360

Levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta 5ª feira (11.fev.2021) indica que 71,2% dos brasileiros pretendem ficar em casa no feriado de Carnaval por conta da pandemia. Outros 15,5% pensam em viajar, enquanto 3,2% querem ir para folia. Foram 5,8% os que disseram não pensar em nenhuma dessas possibilidades. Eis a íntegra (330 KB) do levantamento.

Eis os recortes com os grupos que registraram os maiores percentuais para cada resposta à pergunta:

quem pretende ficar em casa no Carnaval por conta do coronavírus:

  • mulheres (73,5%);
  • pessoas de 60 anos ou mais (79,9%);
  • os que têm ensino superior (72,4%);
  • moradores do Sul (77,2%).

quem pretende viajar no Carnaval:

  • homens (16,1%);
  • pessoas de 35 a 44 anos (18,4%);
  • os que têm ensino superior (17%);
  • moradores do Nordeste (16,4%).

quem pretende sair na rua para pular Carnaval:

  • homens (3,6%);
  • pessoas de 16 a 24 anos (8,6%);
  • os que estudaram até o ensino médio (4,3%);
  • moradores do Nordeste (4,3%);

Os dados da pesquisa foram coletados de 4 a 8 de fevereiro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram consideradas 324 entrevistas com moradores de 210 municípios brasileiros, nos 26 Estados e no Distrito Federal. A margem de erro é estimada em 2 pontos percentuais e o grau de confiança do estudo é de 95%.

Na 2ª feira (8.fev), o Poder360 mostrou que 20 Estados suspenderam a folga de Carnaval. A medida tenta evitar aglomerações, festas e viagens, comuns nesta época do ano, e diminuir a transmissão da covid-19. As festas e desfiles carnavalescos de 2021 já vinham sendo cancelados desde 2020. Leia a reportagem completa.

Poder 360.

Fura fila na mira do vereador Éder Queiroz. Câmara aprova urgência para aprovação da matéria

O plenário da Câmara Municipal de Parnamirim, aprovou nesta quarta-feira (10), o regime de urgência do projeto de Lei 04/2021, de autoria do vereador Eder Queiroz ( PSDB ), que trata de quem furar a fila da vacinação contra a covid 19, no âmbito do município de Parnamirim/RN.

O autor do Projeto de Lei justificou a urgência face a vacinação que já está em andamento no município, e as diversas notícias pelo Brasil, de aproveitadores que burlam a ordem de vacinação do Plano Nacional.

A Lei prevê expressamente sanções administrativas às pessoas físicas, jurídicas e agentes políticos. O vereador Eder Queiroz, está exercendo seu primeiro mandato na Câmara Municipal de Parnamirim/RN, e tem forte atuação política e administrativa no Litoral de Parnamirim.

 
Fonte: Ass. Comunicação.

 

Câmara: 8 partidos deram mais de 90% dos votos por autonomia do BC

 Foto: Sérgio Lima/PODER 360

Oito dos 24 partidos representados na Câmara dos Deputados deram mais de 90% de seus votos em favor do texto-base do projeto que confere autonomia ao Banco Central.

A Casa aprovou a proposta nessa 4ª feira (10.fev.2021), por 339 votos a 114. Trata-se do PLP (projeto de lei complementar) 19 de 2019, que agora vai à sanção presidencial.

Desses 8 partidos, 3 deram 100% dos votos a favor do projeto defendido pelo governo. Mas tratam-se de siglas pequenas: Cidadania (7 deputados), Novo (8) e Patriota (6). A tabela a seguir mostra como cada sigla votou. Neste link é possível ver o voto de cada deputado.

Entre os 11 partidos que integram o bloco formado por Arthur Lira (PP-AL) para concorrer à presidência da Câmara, os que deram menos votos a favor da autonomia do BC foram Avante (5 de 8 deputados) e PL (29 de 42). O grupo é formado por PSL, PL, PP, PSD, Republicanos, PTB, Pros, Podemos, PSC, Avante, Patriota.

Lira foi eleito para o comando da Casa com apoio do presidente da República, Jair Bolsonaro. Colocou o projeto em pauta a pedido do Palácio do Planalto. A aprovação foi uma vitória de Bolsonaro e também de Paulo Guedes, ministro da Economia.

PT, Psol, PC do B e Rede não deram nenhum voto em favor da autonomia do Banco Central. Os partidos de esquerda são críticos à medida. Dizem que, na prática, trata-se de entregar a política monetária ao mercado financeiro. Mas houve votos “sim” no PSB (11 de 30) e no PDT (3 de 26).

O relator na Câmara foi o deputado Silvio Costa Filho (Republicanos-PE). Os senadores aprovaram a proposta, do senador Plínio Valério (PSDB-AM), no início de novembro de 2020. O relator na Casa Alta foi Telmário Mota (Pros-RR).

O projeto aprovado faz com que o presidente do Banco Central e os diretores do órgão passem a ter mandatos e não possam ser demitidos livremente pelo presidente da República. A ideia é reduzir as possibilidades de influência política no BC.

A principal atribuição do Banco Central é controlar a inflação. A ferramenta usada é a taxa de juros paga pelo governo a quem lhe empresta dinheiro, a Selic.

Na prática, os bancos não emprestam a consumidores e empresas com taxas abaixo da Selic, atualmente em 2% ao ano. Trata-se do menor patamar da história.

Quando os juros sobem, o crédito fica mais caro e o consumo diminui. Isso reduz a demanda e, consequentemente, segura a alta dos preços.

Poder 360.

Câmara tem bate-boca após Silva chamar deputados do Novo de “Guedes boys”

O deputado Orlando Silva (PC do B-SP) disse durante sessão realizada nessa 4ª feira (10.fev.2021) que deputados do Novo são “Guedes boys”. A declaração motivou bate-boca no plenário durante a votação do texto que dá autonomia ao Banco Central.

Silva disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi à Câmara pressionar deputados a votarem a favor do projeto, defendido pelo governo. A assessoria do ministro negou que ele tenha ido ao plenário.

Eu lamento que o Novo tenha assumido a posição de ‘Guedes boys’. Porque o ministro da Economia, Paulo Guedes, andou aqui pelo plenário, e mudou a posição e orientação de alguns partidos”, declarou Orlando. No momento da declaração, o texto-base da autonomia do BC já havia sido aprovado, mas estavam sendo discutidos os destaques –trechos analisados separadamente.

Quem está em casa não está vendo o que está acontecendo aqui no plenário. Então é um absurdo um deputado falar mentira dizendo que o Paulo Guedes está aqui no plenário”, disse Paulo Ganime (Novo-RJ).

Depois deu-se a seguinte discussão:

Orlando Silva: “Ele esteve aí, é só você buscar as imagens do plenário!”

 

Ganime: “Eu estava em pé aqui. Vossa excelência me viu falando com..?”

Orlando: “E estava ali o ministro, que veio constranger esse plenário!”

O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), cortou o som dos microfones em que os 2 falavam. “Vamos manter o nível do plenário”, disse Lira. Depois disso, houve gritaria no plenário. Os sons fora do microfone ficaram ininteligíveis.

“O conselho de ética será instalado. Quando tiver excesso nesse plenário, representa o deputado, não tem problema”, disse Lira a Orlando Silva.

Assista no vídeo abaixo

Poder 360.

Cabotagem: projeto de lei deve sofrer mudanças no Senado, admite ministro

Foto: Sérgio Lima/Poder360

O ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) afirmou nesta 4ª feira (10.fev.2021) que o projeto de lei da cabotagem –também chamado pelo governo de BR do Mar– deve ser mudado no Senado. “Acho muito improvável que ele passe incólume no Senado”, disse.

O texto, que altera as regras desse mercado no país, foi aprovado na Câmara dos Deputados em dezembro. Agora, aguarda a análise dos senadores. O PL 4.199 de 2020 está na lista de prioridades apresentada pelo governo aos novos presidentes da Câmara e do Senado na 4ª feira passada (3.fev).

A declaração do ministro foi feita durante a cerimônia de assinatura de 4 contratos para uso de terminais privados em portos do Pará. Os TUPs (Terminais de Uso Privado) Petróleo Sabbá, Louis Dreyfus, Cargill e ABI (Administradora de Bens de Infraestrutura) receberão, ao todo, R$ 616,5 milhões em investimentos para movimentação de cargas.

Segundo o secretário de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni e Silva, foram assinados 38 novos contratos desse tipo desde o início de 2019. Considerando os ativos, são 78. Há ainda 50 em análise.

Já o diretor presidente da ATPP (Associação de Terminais Portuários Privados), Murillo Barbosa, pontuou o país soma 243 contratos de TUPs assinados. Ressaltou ainda que a maior concentração de terminais desse tipo está na região Norte, embora considerando o volume transportado, o Sudeste ainda predomine.

Assista a solenidade de assinatura (35min10s):

 

 

Poder 360.

Depois de receber alta, Lula afirma estar bem: “Voltei a fazer caminhada”

 Foto: Sérgio Lima/PODER 360

Em tweet publicado na tarde de 4ªfeira (10.fev.2021), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que já está bem. Ele recebeu alta do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, na 3ªfeira. O petista estava internado desde sábado (6.fev.2021) com um quadro de bacteremia- quando existe bactéria circulando na corrente sanguínea.

O petista disse que já voltou a fazer caminhadas matinais, e convocou os apoiadores para a live que ocorre às 19h em celebração aos 41 anos do Partido dos Trabalhadores (PT).

Twitter/Reprodução

Em dezembro, o ex-presidente foi diagnosticado com covid-19 enquanto estava em Cuba. Ele foi ao país em uma viagem de 30 dias para a gravação de um documentário.

ANIVERSÁRIO DO PT

Nesta quarta-feira (10.fev.2021) o PT comemora 41 anos desde a fundação, em 1980. A data será celebrada em uma série de eventos virtuais que estão previstos para durar até o dia 27, com a participação das lideranças do partido como o ex-presidente Lula, da presidenta do partido, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR) e do ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

Também participam a ex-presidenta Dilma Rousseff, e os governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos e vereadores do partido. Hoje, o partido lança um aplicativo exclusivo chamado “AppPT” e a “RádioPT”.

Poder 360.

Joice Hasselmann diz que gabinete do ódio derrubou aplicativo da Câmara

A Sérgio Lima/Poder360 04.dez.2019

A deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) afirmou nesta 4ª feira (10.fev.2021) o chamado “gabinete de ódio”,  grupo acusado de montar uma ‘milícia digital’ para atacar opositores políticos do governo Bolsonaro, de derrubar o aplicativo da TV e Rádio da Câmara dos Deputados.

No Twitter, a congressista disse: “O gabinete do ódio ataca e derruba o aplicativo da @tvcamara e @RadioCamara – que serve ao povo em geral e imprensa – desenvolvido na minha gestão à frente da Secom, onde permaneço até nova nomeação. Milhares de ataques de spam (robôs) seguidos de “denúncia” derrubaram o servidor”, publicou.

Poucos minutos depois, voltou à rede social informando que os aplicativos haviam sido restabelecidos no sistema IOS:

“Conseguimos restabelecer o aplicativo da @tvcamara e @RadioCamara para o Iphone. O servidor foi atacado pelo gabinete do ódio às 7h. O bando denunciou o app como sendo fraudulento. Logo depois começou o ataque de robôs com denúncias repetitivas, derrubando o app. Escória!”, escreveu.

O Poder360 checou e os apps ainda não foram restabelecidos no sistema Android. Até a publicação desta reportagem, as assessorias da Câmara e da deputada não haviam se manifestado sobre a instabilidade dos programas.

Poder 360.

 

Coreia do Sul vai fazer teste PCR em animais de pessoas que contraíram covid

As autoridades de saúde de Seul, a capital da Coreia do Sul, autorizaram nesta 4ª feira (10.fev.2021) a realização do exame RT-PCR para detectar o coronavírus em animais de estimação de donos que contraíram a covid-19. A coleta do material dos animais será feita a domicílio.

Os animais que apresentarem resultado positivo deverão ficar em quarentena por 14 dias.

Segundo a Agência de Controle e Prevenção de Doenças do país, a Coreia do Sul registrou o 1º caso de gato infectado pelo vírus em 21 de janeiro de 2021. Não houve até o momento nenhum registro de infecção em humanos a partir do contato com  animais domésticos infectados.

A autorização ocorre ao mesmo tempo em que uma equipe da OMS (Organização Mundial) ainda pesquisa se algum animal pode ter sido o responsável pelas primeiras transmissões do coronavírus. Na 3ª feira (9.fev), o grupo descartou a hipótese de que o Sars-CoV-2 teve origem em um mercado de Wuhan, na China.

Poder 360.

Vendas do comércio tiveram queda histórica de 6,1% em dezembro, mostra IBGE

(Fernando Frazão/Agência Brasil)

As vendas do comércio tiveram queda de 6,1% em dezembro na comparação com novembro de 2020. Trata-se do maior tombo do setor para o mês desde o início da série histórica, iniciada em 2000.

Os dados foram compilados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e divulgados nesta 4ª feira (10.fev.2020). Eis a íntegra da Pesquisa Mensal do Comércio (375 KB).

Em um ano marcado pela pandemia de covid-19, o comércio varejista teve alta de 1,2% em 2020, a menor taxa desde 2016 (quando houve queda de 6,2%).

Apesar da desaceleração, trata-se também do 4º ano consecutivo de aumento nas vendas na comparação com o período anterior.

Durante o 1º semestre de 2020, o comércio varejista recuou 3,2% com os efeitos da pandemia. No período, a duas únicas atividade que tiveram alta foram as de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (3,6%) e a de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (5,4%).

 

Já no 2º semestre, o setor se recuperou e cresceu 5,1%, apesar de quedas significativas em 4 dos 8 setores. Eis um resumo dos resultados de cada segmento do comércio nos 6 últimos meses de 2020:

  • combustíveis e lubrificantes: -7,2%
  • hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 4,2%
  • tecidos, vestuário e calçados: -10,1%
  • móveis e eletrodomésticos: 20,7%
  • artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 12,6%
  • livros, jornais, revista e papelaria: -32,7%
  • equipamento e material para escritório, informática e comunicação: -9,8%
  • outros artigos de uso pessoal e doméstico: 12,9%

Historicamente, as vendas costumam ter alta em dezembro, impulsionadas pelas festas de fim de ano. Mas nos 2 últimos anos não foi assim. Antes do tombo de 6,1% observado no último mês de 2020, também houve recuo em dezembro de 2019 (de 0,1%). Já em dezembro de 2018, as vendas cresceram 2,6% frente a novembro.

Entre as atividades que mais cresceram em dezembro de 2020 estão artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (13,8%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,5%).

A pesquisa do IBGE aponta que a venda de artigos alimentícios registrou alta após uma queda de 1,8% em novembro, mas que isso se deve também à inflação dos alimentos, que teve aumento de 14% ao longo de 2020.

VAREJO AMPLIADO

O varejo ampliado, que inclui as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, caiu 3,7% em 2020 na comparação com o ano anterior, que tinha registrado alta de 3,9%.

O recuo se deu por causa do mercado automobilístico, que teve queda nos 2 semestres de 2020 – de 22,7% no 1º, e de 5,4% no 2º. As vendas de material de construção conseguiram se recuperar de uma queda de 2% no 1º semestre para alta de 22,4% no últimos 6 meses do ano.

Poder 360.

Escola da Assembleia entrega certificados aos concluintes das pós-graduações

Em nome dos 97 concluintes de quatro cursos de pós-graduação lato sensu da Escola da Assembleia, oito representantes das turmas receberam na manhã desta quarta-feira (10) os respectivos certificados de conclusão no gabinete da presidência da Assembleia Legislativa, em solenidade com a participação do presidente da Casa, Ezequiel Ferreira (PSDB); João Maria de Lima, diretor da Escola da Assembleia; Dulcinea Brandão, diretora administrativa financeira; Fernando Rezende, diretor do gabinete da presidência e Marília Rocha, diretora de comunicação institucional.

“Esta solenidade simbolizando o fechamento do ciclo representa um esforço pessoal de cada um. Conhecimento é um legado que ninguém tira. Deseja boa sorte a todos que estão recebendo seus certificados”, disse o presidente Ezequiel Ferreira. Por sua vez, o diretor da Escola da Assembleia, João Maria de Lima, externou seu desejo para que esta conclusão estimule outras conclusões em outros momentos de aperfeiçoamento e qualificação profissional.

Receberam seus certificados: Lucileide Soares Fernandes e Mikaele do Nascimento Costa Marinho (Pós-graduação em Gestão Pública), Janaína Pereira do Amaral Mulatinho e João Gilberto de Moraes Sobrinho (Pós-graduação em Comunicação Pública), Gileude Nogueira Peixoto e Klebet Cavalcanti Carvalho (Pós-graduação em Direito Público) e Antônio Eriberto Pereira da Silva e Josilene Roza da Silva Maia (Pós-graduação em Poder Legislativo e Políticas Públicas). São turmas que concluíram seus cursos no ano letivo 2019.

Os demais concluintes dos cursos recebem seus certificados a partir da tarde desta quarta-feira (10), na sede da Escola da Assembleia, em horário de expediente. Para Antônio Eriberto Pereira da Silva, a qualificação constante é um compromisso com o melhor desempenho das atividades legislativas. “Fazendo parte da Casa Legislativa é importante ter o entendimento das ações que aqui são desempenhadas”, disse Antônio Eriberto que tem graduação e pós-graduação em Gestão Pública e uma segunda pós em Poder Legislativo e Políticas Públicas.

A jornalista Janaína Amaral falou da gratidão em ter participado da pós-graduação. “Ficarei eternamente grata pela dedicação dos docentes e a qualidade do curso totalmente atualizado com as temáticas mais atuais das práticas comunicacionais na área do serviço público”, disse.
No próximo dia 10 de março, a Escola da Assembleia promove a aula inaugural para o ano letivo de 2021, com a jornalista Ana Ruth Dantas palestrando sobre Gestão de Crise na Comunicação. Ao longo do ano será ofertada uma grade de 150 cursos para aperfeiçoamento e qualificação para servidores da Assembleia Legislativa e para a comunidade.
Fonte: Ass. Com. E. AL/RN.

Facebook reduzirá exibição de conteúdos políticos para usuários da rede

O Facebook anunciou nesta 4ª feira (10.fev.2021) que começará um experimento para reduzir a exposição de conteúdos políticos no feed de notícias dos usuários da rede social.

Os primeiros usuários que serão testados, em pequenos grupos, são os de Brasil, Canadá e Indonésia. O público norte-americano será incluído no experimento nas próximas semanas. A plataforma não anunciou por quanto tempo manterá essas mudanças.

“Durante esses testes iniciais, avaliaremos diferentes maneiras de classificar o conteúdo político no feed das pessoas, usando vários sinais para então decidir as abordagens que usaremos no futuro”, disse a rede social em comunicado.

Os conteúdos relacionados à política não desaparecerão completamente do feed, apenas a frequência será reduzida. As publicações de agências e serviços oficiais do governo não serão afetadas.

Após a experiência, o Facebook perguntará às pessoas que participarem dos testes como foi usar a rede com menos conteúdos relacionados à política.

“Um dos principais retornos que temos ouvidos de nossa comunidade é que as pessoas não querem que política e brigas tomem conta de suas experiências em nossos serviços”, disse Mark Zuckerberg, presidente-executivo da rede social.

Segundo levantamento feito pela própria empresa, a maioria das páginas com mais engajamento (curtidas, comentários e compartilhamentos) abordava política, e os algoritmos privilegiam publicações com mais engajamento, pois mantêm o público por mais tempo na rede social.

Durante o ano de 2020 e a pandemia de covid-19, o Facebook sofreu pressão por permitir que notícias falsas tomassem conta do feed da rede social. A empresa baniu anúncios políticos às vésperas das eleições norte-americanas e suspendeu contas de políticos, como o presidente Donald Trump.

Poder 360.