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EUA bombardeiam embarcação no Pacífico e deixa dois mortos

Barco atacado – Foto: US Southern Command

As Forças Armadas dos Estados Unidos atacaram neste sexta-feira, 23, uma embarcação suspeita de estar envolvida em operações de tráfico de drogas no oeste do Oceano Pacífico, resultando na morte de duas pessoas, informou o Comando Sul dos EUA (SOUTHCOM).

De acordo com o comando militar, a ofensiva foi feita sob ordens do secretário de Guerra, Pete Hegseth. A inteligência militar teria confirmado que a embarcação transitava por rotas conhecidas de narcotráfico e estava “engajada em operações de narcotráfico”.

Após a ação, o SOUTHCOM anunciou que notificou a Guarda Costeira dos Estados Unidos para ativar uma missão de busca e resgate em favor do indivíduo que sobreviveu ao ataque.

Imagens divulgadas pelo comando mostram a embarcação sendo tomada por uma explosão antes de ser destruída. A operação marca a primeira ação reportada desse tipo desde o início do ano, após uma série de ataques similares nos últimos meses. Ao menos 117 pessoas já morreram em ataques do tipo.

www.terra.com.br

Maduro já está nos EUA sob custódia das forças militares americanas.

Uma imagem que circula nas redes sociais neste sábado (3) mostra Nicolás Maduro já em território dos Estados Unidos, sob custódia de forças militares americanas. Na foto, o líder venezuelano aparece escoltado por agentes armados ao lado de uma aeronave, em cenário que indica uma operação militar.

A divulgação ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar publicamente que Maduro foi capturado durante uma ofensiva de larga escala contra alvos do regime na Venezuela e retirado do país por via aérea, junto com a esposa.

Até o momento, o governo norte-americano não informou oficialmente o local exato onde Maduro estaria detido, nem quais medidas legais serão adotadas. Já autoridades venezuelanas divergem sobre o paradeiro do presidente e pedem provas de vida.

A situação elevou drasticamente a tensão internacional, com países da região reagindo à ofensiva e o governo da Venezuela decretando estado de emergência, denunciando o que chama de agressão militar e violação do direito internacional.

www.blogdopassaro.com.br

Forças Armadas da Venezuela dizem estar prontas para defesa contra eventuais agressões dos EUA, diz ministro da Defesa de Maduro

Foto: Lusa

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, afirmou neste sábado que as Forças Armadas do país estão “mais do que preparadas” para responder a qualquer agressão dos Estados Unidos. Segundo ele, a corporação vive seu momento de maior coesão e profissionalismo, unida ao povo e pronta para defender a “integridade da pátria”.

As declarações ocorreram durante o evento “Sábado Comunal Militar Natalício”, no qual Padrino exaltou a estrutura das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas e afirmou que elas estão habilitadas a dar uma “resposta contundente” a qualquer ameaça externa.

A fala ocorre em meio ao aumento das tensões entre Caracas e Washington. Nos últimos dias, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, também declarou que a Venezuela vive uma “revolução pacífica, mas não desarmada”. O governo venezuelano ainda juramentou cerca de mil jovens militares para reforçar a defesa do país, enquanto os EUA ampliam operações militares no Caribe alegando combate ao narcotráfico.

Caracas acusa os Estados Unidos de promover ações para desestabilizar o governo de Nicolás Maduro, enquanto Washington acusa o presidente venezuelano de chefiar o Cartel de Los Soles e mantém recompensa milionária por sua captura.

Trump diz em rede social que espaço aéreo da Venezuela está fechado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o espaço aéreo da Venezuela deve ser considerado “fechado em sua totalidade” por companhias aéreas. A declaração foi dada a Truth Social, rede social criada pelo próprio Trump. “O espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela está fechado em sua totalidade”, postou e estendeu o aviso a traficantes de drogas e de pessoas.

Segundo a agência Reuters, autoridades norte-americanas ficaram surpresas com o anúncio de Trump e não tinham conhecimento de nenhuma operação militar dos EUA em andamento para impor o fechamento do espaço aéreo venezuelano.

Horas depois, o governo da Venezuela se manifestou em comunicado, condenando a afirmação de Trump. Em nota, classificou os comentários de Trump de “ameaça colonialista” contra a soberania do país e incompatível com o direito internacional. Chamou a atitude de Trump de “ilegal e injustificada” contra o povo da Venezuela.

“Esse tipo de declaração se constitui um ato hostil, unilateral e arbitrário, incompatível com os princípios mais elementares do Direito Internacional e que se insere em uma política permanente de agressão contra o nosso país, com pretensões coloniais sobre a nossa região da América Latina e Caribe, negando o Direito Internacional”, afirmou o governo venezuelano.

A escalada de Trump em ações e discursos contra a Venezuela do presidente Nicolás Maduro vem trazendo novos episódios nos últimos meses. Os Estados Unidos já posicionaram navios de guerra no Mar do Caribe, próximo ao país sul-americano, sob o pretexto de combater o tráfico internacional de drogas. Já abateram pequenas embarcações e provocaram mortes.

Há cerca de duas semanas, Trump disse que poderia iniciar conversas com Maduro, mas não deu detalhes. Na última sexta-feira (28), no entanto, afirmou que poderá ordenar ações terrestres contra os narcotraficantes que diz combater. Em resposta, Maduro pediu aos integrantes da Força Aérea que estejam em “alerta, prontos e dispostos” a defender os direitos da Venezuela.

Tribuna do Norte

Hamas declara fim da guerra e início de cessar-fogo permanente

Foto: Omar AL-QATTAA / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta que os reféns do Hamas serão libertados na segunda (13) ou terça-feira (14). 

Ele destacou ainda que pretende viajar para o Oriente Médio para celebrar o acordo para fim do conflito.

“Acho que será uma paz duradoura, espero que seja uma paz eterna. Paz no Oriente Médio”, disse ele no início de uma reunião de gabinete na Casa Branca.

Com informações de CNN

Trump anuncia cessar-fogo entre Israel e Irã e declara fim de conflito

 

Presidente Trump anuncia cessar-fogo entre Israel e Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Israel e Irã concordaram com um cessar-fogo “completo e total” nesta segunda-feira, 23 de junho. Em uma publicação na Truth Social, o líder americano parabenizou os países e disse que espera que o cessar-fogo se torne permanente.

“Foi totalmente acordado entre Israel e Irã que haverá um cessar-fogo completo e total (em aproximadamente 6 horas a partir de agora, quando Israel e Irã tiverem encerrado e concluído suas missões finais em andamento!), por 12 horas, momento em que a guerra será considerada ENCERRADA”, escreveu o presidente nas redes sociais.

 

“Esta é uma guerra que poderia ter durado anos e destruído todo o Oriente Médio, mas não destruiu e nunca destruirá!”, concluiu Trump.

 

Em entrevista à Fox News, o vice-presidente dos EUA, JD. Vance disse que se o Irã quiser construir uma arma nuclear no futuro, terá que lidar com o exército americano novamente.

Vance afirmou que Teerã é “incapaz” de construir uma arma nuclear com o equipamento que possui porque ele foi destruído pelos EUA nos ataques do último sábado, dia 21.

Com informações da Reuters

Confira o vídeo abaixo!

Qual o impacto da guerra entre Israel e Irã para o Brasil

Golfo Pérsico visto do espaço
Produção no Golfo Pérsico depende de escoamento via Estreito de Ormuz, controlado por Irã e OmãFoto: NASA Earth/ZUMA Press/picture alliance

Até o momento, o governo brasileiro condenou os ataques e diz acompanhar com “forte preocupação” a ofensiva israelense. Do ponto de vista econômico, o temor é que uma consequente elevação dos preços do petróleo tenha efeito-dominó, afetando outros produtos importados e exportados pelo Brasil.

Em 2024, quando as tensões entre Israel e Irã estavam num patamar muito mais baixo, o Ministério de Minas e Energia já havia demonstrado preocupação com a falta de suprimentos se o conflito se ampliasse.

Israel mira gás e petróleo do Irã

Ao lançar mísseis contra o Irã, Israel mirou a infraestrutura militar do regime iraniano mas também suas instalações de produção energética. O complexo South Pars, que abriga um dos maiores campos de gás natural do mundo, foi atingido, assim como refinarias de petróleo no sul do país. Apesar disso, não há relatos de impactos diretos na capacidade produtiva iraniana de derivados fósseis.

Ainda assim, a ofensiva militar pressionou os preços mundiais do Brent (petróleo bruto), que subiram 19% desde a véspera dos primeiros ataques israelenses. A expectativa é que os valores possam alcançar o pico observado no início da invasão russa da Ucrânia, por exemplo. Na ocasião, houve impacto inflacionário direto sobre diversas cadeias produtivas.

Nesta segunda-feira (23/06) a commodity sofreu uma nova escalada, chegando a 77,1 dólares (R$ 419) por barril. O movimento ecoa a entrada direta dos EUA no conflito e a decisão do parlamento iraniano de fechar o Estreito de Ormuz.

O pequeno trecho marítimo de 33 quilômetros de comprimento conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e escoa 20% da produção mundial de petróleo, o equivalente a 19 milhões de barris por dia.

Por ali também passa um terço do petróleo transportado por via marítima, majoritariamente produzido pelos países que compartilham as águas do Golfo Pérsico: além do Irã, Kuwait, Bahrein, Iraque, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Omã, dos quais cinco constam entre os 10 maiores produtores de petróleo do mundo.

O estreito também permite a distribuição de gás natural liquefeito, grande parte produzido em South Pars e na refinaria catariana de North Dome, além de produtos químicos e fertilizantes. O Irã, por exemplo, é o 8º maior fornecedor de ureia ao Brasil, que em 2025 comprou 20 milhões de dólares (R$ 110 milhões) do produto. No caso do petróleo, o Brasil, apesar de ser produtor, ainda precisa comprar: em 2023, por exemplo, 22% das importações vieram da Arábia Saudita.

Bruno Cordeiro, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, avalia que mesmo a alternativa de escoar a produção pelo Mar Vermelho pode ser arriscada e manter os preços em patamares elevados, já que a via marítima é alvo de ataques  dos rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã.

Risco de fechamento do estreito

O fechamento da passagem marítima ainda depende de uma série de instâncias deliberativas e do aval do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. Mas sua possibilidade já alimenta a especulação, e os custos globais de petróleo e gás.

A expectativa também encarece os custos de frete e de seguros, desencadeando um aumento de preços global. Especialistas avaliam um risco de efeito-cascata também nos custos dos alimentos.

Para o doutor em Geografia e pesquisador de pós-doutorado na Unicamp Gustavo Glodes Blum, o Brasil é pouco dependente da economia iraniana e israelense, mas muito interdependente num contexto mais amplo, sofrendo efeitos indiretos da reorganização dos fluxos comerciais.

Explosão em refinaria de petróleo no Irã
Israel mirou refinarias de petróleo no IrãFoto: Ahmad Hatefi/newscom/picture alliance

“Um conflito pode fazer esses países desenvolverem práticas de limitação da circulação, seja dos recursos financeiros, seja de produtos a serem exportados”, afirma. O fechamento de Ormuz é um exemplo desse efeito sistêmico, pois envolve não apenas o Irã, mas os demais países do Golfo.

“Um conflito internacional traz consequências de um ponto de vista mais amplo, como a disrupção dos corredores econômicos, das vias de circulação e a relação que o Brasil tem com outros países que estão envolvidos.” Blum avalia que a interrupção da navegação no estreito incorre num efeito diferente ao observado na última vez em que foi fechado, na década de 1980, durante a guerra Irã-Iraque.

Na ocasião, o principal temor era a escassez de fornecimento de petróleo ao Ocidente. Hoje, o impacto também poderia implicar o impedimento da exportação de produtos aos países do Golfo, alguns altamente dependentes da compra de alimentos.

As exportações brasileiras, por exemplo, podem ser afetadas. Em 2024, o país vendeu 10,6 bilhões de dólares (R$ 58,6 bilhões) em produtos ao Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Entre os mais vendidos estão cana-de-açúcar, milho, soja, carnes e derivados.

Desarranjo dos mercados

Em entrevista ao Uol, o assessor internacional da Presidência, Celso Amorim, também cita o risco de o conflito atingir uma dimensão maior e impactar um mercado já pressionado pela política tarifária americana: “Se somar ao cenário a guerra tarifária, acho que o mundo está correndo o risco de afundar como eu nunca vi.”

Preços do petróleo na Bolsa de Valores de São Paulo
Preços do petróleo já estavam instáveis devido a políticas tarifárias de TrumpFoto: Nelson Almeida/AFP/Getty Images

Outro desdobramento comum quando há tensões elevadas é o desarranjo dos mercados. Em análise publicada nos primeiros dias do conflito, analistas do holding financeiro JPMorgan avaliaram que preços mais altos de insumos energéticos poderiam afetar a confiança dos investidores, consequentemente afetando os gastos. Um dos resultados seria a busca por alternativas mais seguras, como o dólar e o ouro, desvalorizando o real. Nos últimos cinco dias, a Ibovespa opera em queda. 

Alternativas ao petróleo do Golfo

Por outro lado, o JPMorgan e outros analistas observam que o mundo tem alternativas para contornar uma alta dos preços do petróleo, um mercado que já se confronta com o crescimento das energias renováveis.

“Se observarmos uma interrupção significativa, a cadeia de suprimento de energia parece ter mais capacidade de absorver o choque do que em décadas passadas”, diz a análise do JPMorgan. “Por exemplo, tais eventos provavelmente resultariam em outros produtores de petróleo aumentarem a oferta. A Opep+ tem capacidade ociosa, e a produção dos EUA tem demonstrado flexibilidade.”

Planta de exploração de petróleo no Rio de Janeiro
No médio prazo, Brasil pode ocupar mercado de exportação de petróleoFoto: Marcelo Sayao/dpa/picture-alliance

Essa também é a análise de Bruno Cordeiro, analista de Inteligência de Mercado da StoneX. Um dos produtores que pode se beneficiar, a médio prazo, é justamente o Brasil.

“Uma eventual redução da produção iraniana poderia, por exemplo, ser compensada por um aumento da oferta brasileira, não no curto prazo. […] O Brasil poderia ampliar o escoamento de petróleo para outros países, principalmente países que demandam muito petróleo do Oriente Médio, que se localizam principalmente no continente asiático”, afirma Cordeiro.

Em entrevista ao Estadão, a gerente geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Karine Fragoso, ressalta que, no curto prazo, uma disrupção na região comprometeria o estoque de petróleo brasileiro: “Hoje, temos menos de 13 anos [de reserva de petróleo], o que nos acrescenta riscos desnecessários e nos coloca numa posição de desvantagem frente a outras economias.”

www.dw.com

Secretário Vagner Araújo, o prefeito de João Pessoa e mais 10 brasileiros deixam Israel

O secretário de Planejamento de Natal, Vagner Araújo, deixou Israel e chegou à Jordânia, de onde deverá embarcar para o Brasil. O grupo de 12 pessoas, incluindo o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, deixou o país depois de uma noite de muitos ataques a Tel Aviv.

Atenção:

Após uma percurso de 1h40 até a fronteira com a Jordânia (mapa abaixo), e uma espera de mais 1h30 nos trâmites do posto saída de Israel, conseguimos chegar à fronteira com a Jordânia, onde fomos muito bem recebidos por diplomatas brasileiros – em segurança.

Fomos o primeiro grupo a sair. Alguns brasileiros e os de outros países que estavam com a gente preferiram ficar por receio de fazer esse percurso até a fronteira diante de algum risco de incidentes. Dos 18 brasileiros, viemos 12, entre os quais os prefeitos Cícero, Álvaro Damião, Werberth (Macae), Jonhy Michael, de nova Friburgo e Francisco Nelio – ex-prefeito de Santarém e atual secretário de estado do Para. 6 brasileiros resolveram ficar, como foi o caso da vice-prefeita de Florianópolis, Maryanne.

O percurso foi tranquilo. Desde o início vimos que tinha movimento nas estradas com caminhões e outros carros – e não tivemos qualquer problema. Graças a Deus. Vou encaminhar algumas fotos e vídeos.

Agora estamos cuidando da burocracia de entrada no país e por isso não vou conseguir responder perguntas individuais neste momento.

Vagner Araújo

Ucrânia ataca Moscou em maior ofensiva com drones da guerra

Foto: Andrei Vorobyov, via Telegram/Divulgação via Reuters

A Ucrânia atacou Moscou na madrugada desta terça-feira (11) no maior ataque de drones da guerra contra a capital russa nos mais de três anos de conflito. Duas pessoas morreram e 18 ficaram feridas no bombardeio, que provocou incêndios e chegou a suspender temporariamente as atividades em quatro aeroportos da capital russa.

O governador da região de Moscou, Andrei Vorobyov, denunciou o ataque ucraniano em publicação no aplicativo de mensagens Telegram. “Hoje, às 4 da manhã, começou um ataque massivo de drones a Moscou e região”.

O ministério da Defesa da Rússia informou que unidades de defesa aérea destruíram 337 drones ucranianos durante a noite, sendo 91 deles sobre a região de Moscou. O prefeito da capital russa, Sergei Sobyanin, afirmou que pelo menos 69 drones foram destruídos ao se aproximarem da cidade em várias ondas de ataques.

O bombardeio aconteceu horas antes de um encontro entre o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na Arábia Saudita para retomar as negociações em busca de um cessar-fogo no conflito.

O Kremlin, sede do governo russo, acusou a Ucrânia de ter prédios residenciais como alvo do ataque, algo que é proibido em uma guerra. Durante o conflito, a Rússia fez diversos ataques contra regiões residenciais em cidades ucranianas.

“Especialistas dos serviços de emergência trabalham no local onde os destroços caíram”, informou o prefeito de Moscou. Veículos de comunicação russos divulgaram em redes sociais imagens de prédios residenciais atingidos pela queda de drones, com janelas quebradas e buracos em telhados.

Moscou e região tem população de pelo menos 21 milhões de pessoas, sendo uma das maiores áreas metropolitanas da Europa, ao lado de Istambul, na Turquia.

Transportes suspensos

O órgão regulador de aviação da Rússia informou que os voos foram suspensos nos quatro aeroportos de Moscou para garantir a segurança aérea após os ataques. Outros dois aeroportos, nas regiões de Yaroslavl e Nizhny Novgorod, ambos a leste de Moscou, também foram fechados. Mais tarde, o governo russo informou que as operações foram retomadas.

Vorobyov disse que pelo menos sete apartamentos foram danificados e moradores foram forçados a evacuar um prédio de vários andares no distrito de Ramenskoye, na região de Moscou, cerca de 50 km a sudeste do Kremlin.

A infraestrutura ferroviária na estação de trem no distrito de Domodedovo, a cerca de 35 km ao sul de Moscou, foi danificada devido aos destroços de drones, informou a agência de notícias RIA.

O canal de notícias Baza, no Telegram, próximo aos serviços de segurança da Rússia, e outros canais de notícias russos no Telegram postaram vídeos de vários incêndios residenciais em Moscou que, segundo afirmaram, foram provocados pelos ataques.

Os governadores da região de Ryazan, ao sudeste da região de Moscou, e da região de Belgorod, na fronteira com a Ucrânia, também disseram que suas regiões estavam sob ataques de drones. Várias localidades da região de Belgorod ficaram sem energia, informou o governador regional.

G1

Ataques israelenses durante a madrugada deixam 32 palestinos mortos em Gaza, segundo médicos

Ataques israelenses deixam pelo menos 32 mortos em Gaza. — Foto: Omar AL-QATTAA/AFP
Ataques israelenses deixam pelo menos 32 mortos em Gaza. — Foto: Omar AL-QATTAA/AFP

Pelo menos 32 palestinos foram mortos em ataques militares israelenses que aconteceram em Gaza durante a madrugada deste sábado (30), segundo médicos que conversaram com a Reuters.

Uma das ofensivas atingiu um veículo próximo a uma reunião de palestinos que recebiam ajuda em Khan Younis, que fica no sul da Faixa de Gaza. A WAFA informou que três funcionários da World Central Kitchen, uma agência humanitária não governamental sediada nos EUA, também foram mortos durante a explosão.

De acordo com moradores e uma fonte do Hamas, o veículo atingido perto da multidão pertencia à equipe de segurança responsável por supervisionar a entrega de carregamentos de ajuda em Gaza.

O outro ataque, que deixou pelo menos 7 mortos entre as 32 vítimas totais, foi a uma casa no centro da Cidade de Gaza, de acordo com uma declaração da Defesa Civil de Gaza.

O departamento também informou que um de seus oficiais foi morto em ataques em Jabalia, no norte de Gaza, elevando o número total de trabalhadores da defesa civil mortos para 88 desde o início da guerra.

O exército israelense disse que matou um palestino acusado de envolvimento no ataque feito pelo Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023 e está investigando as alegações de que o indivíduo era funcionário do grupo de ajuda World Central Kitchen.

A maioria das vítimas estava próxima de um veículo que oferecia carregamentos de ajuda para Gaza. — Foto: Omar AL-QATTAA/AFP
A maioria das vítimas estava próxima de um veículo que oferecia carregamentos de ajuda para Gaza. — Foto: Omar AL-QATTAA/AFP

Fonte: www.g1.globo.com

Líbano e Hezbollah aceitam proposta de cessar-fogo com Israel, diz autoridade

 Mohamed Azakir/Reuters
Mohamed Azakir/Reuters

O Líbano e o Hezbollah concordaram com uma proposta dos EUA para um cessar-fogo com Israel, com algumas observações sobre o acordo, disse uma alta autoridade libanesa à Reuters, na segunda-feira (18), descrevendo como o mais sério esforço para acabar com a luta até agora.

Ali Hassan Khalil, assessor do presidente do Parlamento Nabih Berri, relatou que o Líbano entregou sua resposta por escrito ao embaixador dos EUA no Líbano na segunda-feira, e o enviado da Casa Branca Amos Hochstein estava chegando em Beirute para continuar as negociações.

Não houve comentários imediatos de Israel.

O Hezbollah, grupo fortemente armado apoiado pelo Irã, endossou Berri, aliado de longa data, para negociar um cessar-fogo. Mas, tanto o grupo, quanto Israel, intensificaram a luta conforme os esforços políticos continuaram.

“O Líbano apresentou seus comentários sobre o documento em uma atmosfera positiva”, relatou Khalil, recusando-se a dar mais detalhes.

O porta-voz citou a Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que encerrou uma guerra anterior entre o grupo armado e Israel em 2006.

“Todos os comentários que apresentamos afirmam a adesão precisa à Resolução 1701 (da ONU) com todas as suas disposições”, disse.

Os termos do documento exigem que o Hezbollah não tenha presença armada na área entre a fronteira libanesa-israelense e o Rio Litani, que corre a cerca de 30 km ao norte da fronteira.

Khalil declarou que o sucesso da iniciativa agora dependia de Israel, dizendo que se o país não quisesse uma solução, “poderia criar 100 problemas”.

Um diplomata familiarizado com as negociações alertou que os detalhes ainda precisam ser acertados e que eles ainda podem atrasar um acordo final.

Autoridades israelenses alegam há muito tempo que a resolução nunca foi implementada adequadamente, apontando para a presença de combatentes e armas do Hezbollah ao longo da fronteira.

O Líbano acusou Israel de violações, incluindo aviões de guerra voando em seu espaço aéreo.

O porta-voz disse que Israel estava tentando negociar “sob fogo”, uma referência a uma escalada de bombardeios nos subúrbios do sul de Beirute, controlados pelo Hezbollah.

“Isso não afetará nossa posição”, expressou.

EUA como mediadores
O enviado dos Estados Unidos, Amos Hochstein, desembarcou em Beirute nesta terça-feira (19), para conversar com autoridades sobre uma trégua entre o grupo armado Hezbollah e Israel, disse a agência de notícias estatal do Líbano.

A chegada acontece horas após a proposta elaborada por Washington receber aprovação do grupo apoiado pelo Irã.

A visita indica progresso na diplomacia liderada pelos EUA visando encerrar um conflito que se transformou em guerra no final de setembro, quando Israel lançou uma grande ofensiva contra o Hezbollah.

Entenda os conflitos no Oriente Médio
Israel lançou uma grande ofensiva aérea e terrestre contra o grupo Hezbollah no Líbano no final de setembro. Assim como o Hamas, o Hezbollah e a Jihad Islâmica são grupos radicais financiados pelo Irã, e portanto, inimigos de Israel. Os bombardeios no Líbano se intensificaram nos últimos meses, causando destruição e obrigando mais de um milhão de pessoas a saírem de casa para fugir da guerra.

O conflito entre Israel e o Hezbollah já deixou dezenas de mortos no território libanês.

Ao mesmo tempo, a guerra continua na Faixa de Gaza, onde militares israelenses combatem o Hamas e procuram por reféns que foram sequestrados há mais de um ano durante o ataque do grupo radical no território israelense no dia 7 de outubro de 2023.

Na ocasião, mais de 1.200 pessoas foram mortas e 250 sequestradas. Desde então, mais de 43 mil palestinos morreram em Gaza durante a ofensiva israelense, que também destruiu praticamente todos os prédios no território palestino.

Em uma terceira frente de conflito, Israel e Irã trocaram ataques, que apesar de terem elevado a tensão, não evoluíram para uma guerra total.Além disso, o Exército de Israel tem feito bombardeios em alvos de milícias aliadas ao Irã na Síria, no Iêmen e no Iraque.

No momento, as negociações por tréguas estão travadas tanto no Líbano, quanto na Faixa de Gaza.

www.diariodobrasilnoticias.com.br

Como funcionará repatriação de 3 mil brasileiros que fogem de guerra no Líbano

Foto: Reuters

O governo brasileiro anunciou na última terça-feira (1º) que vai iniciar a repatriação de ao menos 3 mil brasileiros que estão no Líbano.

O país está sob ataques aéreos de Israel desde a semana passada. Na noite de segunda-feira (30), no horário do Brasil, forças israelenses confirmaram o início de uma ofensiva por terra.

Os ataques de Israel têm como alvo o grupo armado Hezbollah, muito influente no Líbano e apoiado pelo Irã.

O Itamaraty informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que fossem feitos voos de repatriação de brasileiros no Líbano. A operação é coordenada pelo Itamaraty e pelo Ministério da Defesa e terá os detalhes divulgados nos próximos dias.

Desde a última semana, a embaixada brasileira em Beirute, capital do Líbano, disponibilizou um formulário para consultar se havia brasileiros interessados em serem repatriados.

Cerca de 3 mil pessoas já preencheram o documento, mas a previsão é que este número cresça, pois o formulário continua aberto para novas solicitações.

O governo estima que 21 mil brasileiros morem no país — formando a maior comunidade brasileira no Oriente Médio.

g1

Israel diz que Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, foi morto em ataque em Beirute

O exército de Israel afirmou, na madrugada deste sábado (28), que Hassan Nasrallah, líder do grupo libanês armado Hezbollah, foi morto no ataque aéreo de sexta-feira (27) em Beirute, no Líbano.

O Hezbollah ainda não se manifestou.

Caças israelenses atacaram o quartel-general do grupo, localizado em uma área dos subúrbios ao sul da capital conhecida como Dahiyeh, disseram os militares israelenses em comunicado.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) alegaram que Nasrallah operava a partir do quartel-general e “promovia atividades terroristas contra os cidadãos do Estado de Israel”.

Nasrallah transformou o Hezbollah no grupo não estatal mais fortemente armado da região – comandando seguidores dedicados em todo o Líbano, Iraque, Síria e Iêmen. É a força política mais dominante no Líbano assolado pela crise. Grande parte do mundo ocidental designou o Hezbollah como organização terrorista.

As forças israelenses renovaram os ataques no bairro densamente povoado de Dahiyeh durante a noite, de acordo com a agência de notícias estatal do Líbano. Os ataques israelenses transformaram edifícios em escombros e mataram pelo menos seis pessoas, de acordo com o ministério da saúde do país.

Uma equipe da CNN no terreno relatou que grandes clarões e baques de mísseis israelenses impactantes estão ecoando pela capital.

As FDI disseram que tinham como alvo o que alegam serem edifícios usados ​​pelo Hezbollah como centros de comando, produção de armas e locais de armazenamento. O Hezbollah negou que as suas armas estejam armazenadas em edifícios civis alvo de ataques israelenses.

Entenda o conflito entre Israel e Hezbollah

Israel tem lançado uma série de ataques aéreos em regiões do Líbano nos últimos dias. Na segunda-feira (23), o país teve o dia mais mortal desde a guerra de 2006, com mais de 500 vítimas fatais. Segundo os militares israelenses, os alvos são integrantes e infraestrutura bélica do Hezbollah, uma das forças paramilitares mais poderosas do Oriente Médio e que é apoiada pelo Irã.

A ofensiva atingiu diversos pontos no Líbano, incluindo a capital do país, Beirute. Milhares de pessoas buscaram refúgio em abrigos e deixaram cidades do sul do país.

Além disso, uma incursão terrestre não foi descartada.

O Hezbollah e Israel começaram a trocar ataques após o início da guerra na Faixa de Gaza. O grupo libanês é aliado do Hamas, que invadiu o território israelense em 7 de outubro de 2023, matando centenas de pessoas e capturando reféns.

Devido aos bombardeios, milhares de moradores do norte de Israel, onde fica a fronteira com o Líbano, tiveram que ser deslocados. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu diversas vezes fazer com que esses cidadãos retornem para suas casas.

No dia 17 de setembro, Israel adicionou o retorno desses moradores como um objetivo oficial de guerra.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

URGENTE: Líder supremo do Irã ordena ataque direto a Israel

O Oriente Médio enfrenta uma nova onda de tensão após a morte de Ismail Haniyeh, líder político do Hamas. Na madrugada desta quarta-feira (31), Haniyeh foi assassinado em Teerã durante uma visita ao Irã para a posse do novo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. O evento aumentou a hostilidade entre Israel e Irã, com declarações inflamadas de ambos os lados.

O assassinato de Haniyeh desencadeou uma série de reações, tanto de aliados do Hamas quanto de países envolvidos no conflito regional. O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, prometeu uma “punição severa” a Israel, e a Guarda Revolucionária iraniana já está preparando planos de defesa e ataque.

Netanyahu Promete Retaliação a Ataques Contra Israel

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou em um pronunciamento na TV nacional israelense que Israel não tolerará agressões. Segundo Netanyahu, o país está determinado a “cobrar um preço alto por qualquer agressão contra Israel.” O ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, afirmou que, embora Israel não deseje a guerra, está preparado para todas as possibilidades.

Apesar de não assumir a autoria pela morte do líder do Hamas, a postura de Israel é de máxima precaução. O porta-voz do governo israelense disse que não comentará sobre o caso, mas destacou o alerta máximo para possíveis retaliações.

Quem era Ismail Haniyeh?

Ismail Haniyeh era uma figura influente na política palestina e membro do Hamas desde a sua juventude. Conhecido por sua habilidade diplomática, Haniyeh foi nomeado para o cargo mais alto da organização em 2017, assumindo a liderança após a saída de Khaled Meshaal. Ele desempenhou um papel crucial nas negociações de cessar-fogo e foi visto por muitos como um moderado, apesar de sua retórica combativa.

Quais as Reações Internacionais?

A morte de Haniyeh gerou uma série de respostas por parte de diversas nações aliadas ao Irã e ao Hamas. Egito, Turquia e os territórios palestinos manifestaram suas críticas e prometeram vingança contra Israel. O Egito, por exemplo, afirmou que o assassinato complica as negociações por um cessar-fogo na Faixa de Gaza, onde tem atuado como mediador.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, condenou veementemente a ação, classificando-a como uma tentativa de interromper a causa palestina. Além disso, o governo do Irã declarou luto nacional de três dias pela morte de Haniyeh.

Quais as Possíveis Consequências?

Os territórios palestinos já anunciaram uma greve geral em resposta à morte do líder do Hamas, e o clima de apreensão cresce. Segundo o embaixador do Brasil na Palestina, Alessandro Candeas, checkpoints em algumas cidades, como Hebron, estão fechados, e a comunidade brasileira local teme uma escalada no conflito.

Fontes não identificadas informaram ao “New York Times” que Khamenei instruiu a Guarda Revolucionária iraniana e o Exército a se prepararem para uma eventual guerra total contra Israel. A situação, portanto, pode rapidamente se deteriorar, com possíveis impactos em toda a região do Oriente Médio.

  • Netanyahu promete ações firmes contra agressões a Israel
  • Irã prepara possíveis respostas defensivas e ofensivas 
  • Ainda não há confirmação da responsabilidade de Israel pelo ataque
  • Greve geral em territórios palestinos e luto declarado no Irã

A escalada de tensão no Oriente Médio após a morte de Ismail Haniyeh coloca a região em um período de extrema instabilidade. Israel e Irã se encontram em um impasse que pode levar a consequências significativas para ambos os países e seus aliados.

Terra Brasil Notícias

 

Gabinete de Guerra de Israel defende responder ataque do Irã; dúvida é como e quando

O Gabinete de Guerra de Israel é favorável a responder ao ataque de drones e mísseis do Irã —a dúvida é em que escala e quando, segundo autoridades ouvidas pela Reuters. Neste domingo (14), um dos membros do Gabinete de Guerra, Benny Gantz, afirmou que o Irã pagará na hora certa pelo ataque feito ao país na noite de sábado (13).

“Construiremos uma coalizão regional e cobraremos o preço do Irã da maneira e no momento certo para nós”, afirmou Gantz em comunicado oficial.

O Gabinete de Guerra se reuniu para discutir a resposta do país ao ataque iraniano. O órgão é composto pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, pelo ministro da Defesa, Yoav Gallant e por Gantz, ex-comandante das Forças Armadas de Israel.

Contexto

A ofensiva do Irã é uma retaliação ao ataque israelense contra a embaixada iraniana na Síria. Rivais de longa data, Israel e Irã travam um duelo sangrento cuja intensidade varia conforme o momento geopolítico. Teerã é contra a existência de Israel, que, por sua vez, acusa o país inimigo de, movido pelo antissemitismo, financiar grupos terroristas. Com a guerra em Gaza, a situação só piorou.

O porta-voz da Diplomacia Pública de Israel, Avi Hyman, afirmou que o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu ameaçou “ferir qualquer um” que tenha planos de atacar Israel.

O primeiro-ministro disse que vai ferir qualquer um que tenha planos de nos atacar ou que aja nesse sentido. O Irã continua a desestabilizar o mundo e a trazer perigo para a região […]. Nenhum país no mundo toleraria ameaças repetidas dessa natureza.
— Avi Hyman

“Houve um tempo que os judeus não tinham defesa e não tinham como se proteger. Hoje os judeus têm Israel e nós vamos defender nosso direito de viver livremente na nossa terra”, acrescentou.

Reuniões previstas para este domingo

Além do encontro do Gabinete de Guerra israelense para definir uma resposta ao ataque do Irã, outras reuniões estão previstas para tratar do tema, que elevou a tensão na região do Oriente Médio.

Os líderes do G7, grupo dos sete países mais industrializados do mundo, também realizaram uma reunião virtual para articular uma resposta “diplomática e unida” à situação.

Após o encontro, os líderes do grupo afirmaram condenar o ataque iraniano “sem precedentes” e expressaram “total solidariedade e apoio” a Israel e sua população, reiterando o compromisso em manter a segurança do país.

“Com suas ações, o Irã deu um passo a mais em direção à desestabilização da região e corre o risco de provocar uma escalada regional [das tensões] incontrolável. Isso deve ser evitado”, afirmaram os líderes do grupo em posicionamento oficial.

“Continuaremos a trabalhar para estabilizar a situação e evitar uma nova escalada [das tensões]. Nesse espírito, exigimos que o Irã e seus aliados cessem seus ataques, e estamos prontos para tomar novas medidas agora e em resposta a [eventuais] novas [ofensivas]”, acrescentaram.

A Itália, que ocupa a presidência rotativa do Grupo dos Sete, agendou uma reunião virtual com os demais membros do grupo, que, além dos EUA e da Itália, inclui Canadá, França, Alemanha, Inglaterra e Japão.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou na rede social X (antigo Twitter) que o governo italiano “reitera sua condenação dos ataques iranianos contra Israel”.

Mais para o fim da tarde, será a vez do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que convocou uma reunião de emergência a pedido de Israel para tratar do assunto.

“O ataque iraniano é uma séria ameaça à paz e segurança globais, e espero que o Conselho utilize todos os meios para tomar medidas concretas contra o Irã. […] Chegou o momento do Conselho de Segurança tomar ações concretas contra a ameaça iraniana”, disse o embaixador israelense nas Nações Unidas, Gilad Erdan, em documento enviado à ONU.

Os ministros de Relações Exteriores dos países que compõem a União Europeia também foram chamados pelo chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, para um encontro extraordinário neste domingo para discutir a escalada do conflito.

Ataque inédito

Israel foi alvo de um ataque inédito do Irã. Mais de 300 artefatos, incluindo drones e mísseis, foram lançados contra o país. As Forças de Defesa de Israel afirmaram que conseguiram interceptar 99% dos artefatos lançados. Entretanto, a mídia iraniana disse que mísseis conseguiram furar a proteção israelense.

A agressão iraniana é uma resposta ao bombardeio de Israel à embaixada do país na Síria — entenda a cronologia do caso.

Militares do Irã ameaçaram uma ofensiva ainda maior se Israel contra-atacar. O governo iraniano também disse que pode atingir bases dos Estados Unidos caso Washington apoie uma retaliação israelense.

O que se sabe sobre o ataque do Irã
  • O Irã enviou dezenas drones para atacar o território de Israel no fim da tarde de sábado (13), pelo horário de Brasília.
  • Os drones demoraram horas até chegar ao alvo.
  • No caminho, uma parte dos drones e dos mísseis foi derrubada por aeronaves de Israel, dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Jordânia.
  • Perto das 20h, as primeiras explosões e sirenes de aviso foram ouvidas em Israel.
  • O serviço nacional de emergência médica de Israel informou que uma menina de 10 anos ficou gravemente ferida, no deserto de Negev, por estilhaços de um artefato para interceptar drones.
  • O ataque é uma retaliação do Irã contra Israel: em 1º de abril, a embaixada iraniana na cidade de Damasco, na Síria, foi atingida, e sete pessoas morreram.
  • Às 19h, ainda antes de os artefatos chegarem a Israel, a missão do Irã na ONU afirmou que o ataque estava encerrado, referindo-se a ele com uma “ação legítima”.

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