O Ministério da Saúde anunciou os valores anuais destinados ao cofinanciamento das ações e serviços públicos de saúde no Rio Grande do Norte, referentes ao Teto de Média e Alta Complexidade (Teto MAC). Publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (10), os recursos repassados devem ser utilizados para serviços ambulatoriais e hospitalares, garantindo a manutenção e ampliação dos serviços oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O montante soma mais de R$ 1 bilhão a ser destinado ao Estado e cidades potiguares.
A portaria destaca que os repasses serão realizados de forma automática e regular, em 12 parcelas mensais, por meio do Fundo Nacional de Saúde aos fundos estaduais e municipais. Os valores incluem incentivos permanentes, como os destinados ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), e atendem à programação pactuada entre os gestores estaduais e municipais de saúde.
Municípios que vão receber os maiores valores:
Total para o RN: R$ 428.173.758,19
Natal: R$ 394.048.753,20; Para o SAMU: R$ 7.412.464,80 Mossoró: R$ 95.683.721,17; Para o SAMU: R$ 1.665.300,00
Santa Cruz: R$ 26.384.137,21 Parnamirim: R$ 24.562.221,08;
Caicó: R$ 20.507.092,17;
Pau dos Ferros: R$ 18.587.513,59 São José de Mipibu: R$ 13.387.031,84 Macaíba: R$ 12.779.148,62;
Alexandria: 12.158.973,50;
Ceará-Mirim: R$ 9.623.154,16;
São Gonçalo do Amarante: R$ 8.360.211,53; Currais Novos: R$ 7.845.896,37; Assú: R$ 7.203.649,01;
De acordo com a publicação, esses valores serão utilizados para custear procedimentos como consultas, exames e internações, além de apoiar a manutenção de leitos hospitalares e a expansão de serviços especializados.
A Secretaria Municipal e Juventude, Esporte e Lazer de São Gonçalo do Amarante iniciou o cadastramento dos estudantes das universidades públicas e privadas de Natal para a oferta do transporte universitário gratuito.
A titular da pasta, Rayane Rocha, informou que a necessidade de fazer um novo cadastro é que ao assumir a gestão da Secretaria, há nove dias, não encontrou nenhuma informação das demandas de estudantes e das rotas utilizadas no transporte.
“Diferente das outras universidades e faculdades, a UFRN iniciou as aulas no último dia 7 de janeiro e a necessidade do transporte universitário foi antecipada. Infelizmente, a gestão passada não fez a transição das informações da Semjel de forma correta e o cadastro dos alunos do ensino superior passou a ser uma ação urgente”, afirmou.
O cadastro também pode ser feito presencial na Semjel que fica localizada na Rua Ismael Cosmo de Farias, 45, Centro de São Gonçalo, próximo à Prefeitura Municipal. Os documentos necessários são: declaração de vínculo (matrícula), foto 3×4, cópia de comprovante de residência, cópias da Identidade, CPF e número do NIS/PIS. O período de cadastramento vai até o dia 31 de janeiro de 2025.
Na imagem, a capa do filme “Ainda Estou Aqui”, que conta a história do ex-deputado Rubens Paiva, uma das vítimas da ditadura militar no Brasil.
Kakay
“É a volta do cipó de aroeira. No lombo de quem mandou dar.” –Geraldo Vandré, na canção “Aroeira” Quando a gente morava no interior de Minas Gerais, meio isolado do mundo, uma coisa nós sabíamos fazer: ser felizes! Éramos leves e nossos sonhos muito matreiros e palpáveis. Em 1968, eu com 9 anos, ouvíamos falar, ao longe, sobre a ditadura, a tortura e a falsa impressão de segurança. Imagine, o AI-5 vigiando, torturando e matando e a meninada brincando nas ruas de Patos de Minas. Existia um círculo de giz invisível que, manipulado,
eixava-nos, muitos de nós, sem uma maior capacidade de resistência de interação social. O mais fácil era ser feliz. Só em 1977, quando entrei para a UnB e fundamos o centro acadêmico de direito, que sequer existia, foi que enfrentamos o Exército nas ruas e dentro da própria universidade.
À época, o reitor era um capitão de mar e guerra, completamente capacho dos milicos. Pelo Brasil afora, o desaparecimento das pessoas por razões políticas, a morte e a tortura já estavam disseminadas. O desaparecimento é um delito muito cruel. Não velar e enterrar nossos mortos é contra nossa cultura. Nossa índole. É algo que cala fundo e rasga nossos corações. Quase sempre existe a esperança de a pessoa aparecer viva ou, desaparecida, mandar notícias. É um crime de dor imprescritível e assim deve ser sua definição jurídica a respeito da discussão de quando prescreve. O filme “Ainda estou aqui” é catalisador de muitos sentidos. Uma história triste e terrível de tortura, dor, morte e desaparecimento. Porém, narrada, de maneira comovente, sem um pingo de breguice ou de simples apelação sentimental, por Marcelo Rubens Paiva, filho do desaparecido político Rubens Paiva. Escrito sob o olhar do filho, que já havia perdido o pai, ele projetou para a resistência dura e doce a mãe Eunice Paiva. Tudo surpreende.
Mas quero registrar outro enfoque. O filme teve uma direção magistral do Walter Salles que, parece, andou entre as hipóteses de politizar demais, ser mais cru e mais cruel, pois os fatos permitiam conduzir para a vertente da resistência democrática. Essa, claro, é a minha leitura do filme. Já ouvi várias outras. Mas uma coisa penso ser definitiva: a Fernanda Torres está divina! A Eunice Paiva deu dignidade à própria vida dela e tem uma história linda. E a Fernanda Torres emprestou seu enorme talento para dar distinção à personagem. É muito impressionante.
Claro que a história contada, o enredo, a produção cara e cuidadosa, assim como a direção profissional e competente, tudo tem seu espaço a ser elogiado e respeitado. Mas história nenhuma, produção nenhuma produção nenhuma e diretor algum teriam o poder de transformar a atriz Fernanda Torres no espetáculo que foi a atuação dela no filme. Por isso, talvez, quando assistia à premiação no frio absurdo de Paris e vi a tela ser preenchida pelas concorrentes –Kate Winslet, Nicole Kidman, Pamela Anderson, Angelina Jolie e a sensacional Tilda Swinton–, eu pensei: é ela!
E aí, permito-me ressaltar um aspecto que me leva ao começo do artigo: o Brasil ficou muito feliz com esse prêmio! Recebi centenas de mensagens, muitas desconcertantes de tão lindas. Todas com uma alegria verdadeira. Até certo orgulho. E o interessante é que não conheço pessoalmente nem o Marcelo, nem o Walter Salles e, muito menos, a diva Fernanda Torres. Ou seja, a arte já fez a parte dela, de maneira penetrante e sólida.
Agora, resta a nós brasileiros fazer a nossa parte. É necessário lembrar que esse filme só foi possível pela Comissão da Verdade instituída, corajosamente, pela ex-presidente Dilma. Precisou uma mulher de esquerda, digna e que foi barbaramente torturada assumir a Presidência da República para que a verdade começasse a vir à tona.
Queremos o acesso irrestrito aos documentos da ditadura. Mas devemos voltar nossos olhos também para o presente que reflete no futuro que queremos. Estamos há 2 anos da tentativa de golpe coordenada por Bolsonaro, general Heleno, general Braga Netto e tantos outros e é urgente puni-los. O 8 de janeiro de 2023 simboliza o dia da infâmia. O que nos traz insegurança permanente é a certeza de que os militares estão acima do bem e do mal. Acima da Constituição.
Em 2014, foi inaugurado, na Câmara dos Deputados, um busto em homenagem ao ex-deputado desaparecido Rubens Paiva. O então deputado Bolsonaro, com o baixo nível que é sua marca de distinção, cuspiu no busto! Da mesma maneira, esse serial killer foi à tribuna da Câmara, quando do julgamento do impeachment da presidenta Dilma, e exaltou o torturador Brilhante Ustra. Nada aconteceu.
Não podemos nos esquecer de que o marechal suspeito de ter matado Rubens Paiva está livre, solto, vive com seu alto salário e foi condecorado por serviços prestados ao país.
Vários militares foram denunciados pelo Ministério Público em 2014. O julgamento ainda não ocorreu e 3 deles já morreram. Os oficiais foram acusados de homicídio doloso qualificado, ocultação de cadáver, fraude processual e quadrilha armada. A União, ou seja, você, pagador de impostos, paga um total de R$ 80.793,40 em pensões para familiares de 3 réus que morreram. É importante frisar que ninguém propaga matá-los ou desaparecer com eles. Não. O que urge fazer é submetê-los a um devido processo legal. Depois da condenação, irão para lugar certo e sabido. Papuda. Bangu. Com direito a visita dos familiares. Só não podemos, mais uma vez, não enfrentar os golpistas. Isso responde, em boa parte, a uma pergunta assustadora: “Eles ainda estão aqui?”. Remeto-me ao grande Charles Bukowski: “Acho que o único momento em que as pessoas pensam em injustiça é quando acontece com elas”.
Na imagem, a capa do filme “Ainda Estou Aqui”, que conta a história do ex-deputado Rubens Paiva, uma das vítimas da ditadura militar no Brasil.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que um homem preso com 37 gramas de maconha não praticou o crime tráfico de drogas e classificou como porte para consumo próprio.
Na decisão do Tribunal, foi considerado o parâmetro fixado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Tema 506 da repercussão geral, no qual foi estabelecida a quantidade de 40 gramas para diferenciar usuários de maconha de traficantes.
No caso julgado, um homem que já estava preso no estado de Mato Grosso do Sul foi condenado a seis anos e cinco meses de prisão por receber uma marmita com a droga inserida em um pedaço de carne.
A defesa do preso alegou ao STJ que a legislação aplicada foi interpretada de forma inadequada, já que não existiriam provas para a condenação por tráfico de drogas.
Segundo a relatora do caso, ministra Daniela Teixeira, “a jurisprudência deste STJ vem se posicionando de maneira clara acerca da necessidade da consolidação de quadro seguro sobre a autoria e a materialidade para que se possa dar o réu por incurso no delito de tráfico, prevalecendo, em caso de dúvida, o tipo do artigo 28 da Lei 11.343/2006”.
Critérios para definir o destino da droga
Ainda de acordo com a ministra, tanto o tipo penal de tráfico quanto o de consumo criminalizam as condutas de “ter em depósito e trazer consigo” drogas sem autorização ou em desacordo com o que é determinado em lei ou regulamentação, conforme descrito na Lei de Drogas.
Porém, a diferença entre eles está no destino que o portador pretende dar à droga. A ministra esclareceu que o tipo penal do artigo 28 da Lei 11.343/2006 criminaliza as condutas mencionadas quando o indivíduo tiver como objetivo o “consumo pessoal”; já o artigo 33 da mesma lei não exige uma destinação específica para a droga.
Na decisão, a relatora lembrou os parâmetros fixados no segundo parágrafo do artigo 28 para definir se o destino da droga é consumo próprio ou não: natureza e quantidade da substância; local e condições em que se desenvolveu a ação; circunstâncias sociais e pessoais; e conduta e antecedentes do agente.
Conforme destacou a ministra, a recente decisão do STF, que firmou a decisão no sentido de que “será presumido usuário quem, para consumo próprio, adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo até 40 gramas de Cannabis sativa ou seis plantas-fêmeas, até que o Congresso Nacional venha a legislar a respeito”.
Ao considerar que as provas apresentadas no caso não permitem concluir que a substância fosse destinada à venda, a relatora entendeu que deve prevalecer a alegação do preso de que é usuário, afirmação que foi reforçada pela quantidade de maconha encontrada com o homem.
O Rio Grande do Norte realiza, nesta quinta-feira (9), o primeiro transplante de coração de 2025. A captação do órgão ocorreu pela manhã em Mossoró e foi transportado para Natal, onde o transplante está em andamento no centro cirúrgico do Hospital Rio Grande, referência em transplantes cardíacos no Rio Grande do Norte e habilitado pelo Ministério da Saúde.
O paciente receptor, um homem de 67 anos, recebe o coração de uma doadora de 38 anos. Com a realização deste procedimento, a fila de transplantes cardíacos no estado foi zerada.
Na noite desta quarta-feira (08), a prefeita de Parnamirim, Nilda Cruz realizou uma reunião com todos os secretários municipais para ouvir relatórios da primeira semana da nova gestão e tratar de ações e projetos a serem executadas pelas secretarias. Nilda pede celeridade das pastas.
Durante o encontro, a prefeita repassou orientações para alinhar as ações que cada pasta. A saúde financeira do município foi amplamente discutida. Temas como saúde, educação, assistência social, segurança, limpeza urbana, cultura e turismo foram debatidos para garantir a continuidade dos serviços essenciais à população sem interrupimento no atendimento.
Cada secretário teve a oportunidade de expor as ações a serem executados e dar continuidade as outras já encaminhadas. “Essa agenda de trabalho é uma oportunidade para debater as dificuldades e propor soluções em conjunto com responsabilidade, planejamentos e transparência em benefícios da população”, enfatizou Nilda.
Outro assunto abordado foi a otimização dos recursos pelos auxiliares para alcançar objetivos e colocar a casa em ordem. “Ouvimos atentamente cada gestor para planejarmos que medidas serão tomadas nos próximos dias”, disse a prefeita.
A prefeita concluiu a reunião determinando aos seus auxiliares que o foco é equilibrar as contas do município seguindo as definições das novas diretrizes estabelecidas pela sua equipe financeira e jurídica. “Vamos continuar trabalhando, mas nesse momento a palavra de ordem é economizar”, finalizou.
O livro “Eu Nosso de Cada Dia” está prestes a ser lançado em Natal, trazendo ao público uma coleção de reflexões profundas sobre a existência humana e os desafios do cotidiano. A obra, escrita pela jornalista Leane Fonseca, propõe uma jornada introspectiva, explorando as dores, as delícias e os aprendizados que fazem parte de viver e amar, em uma linguagem acessível e universal.
A autora oferece textos que ressoam com as vivências de qualquer pessoa. “Eu Nosso de Cada Dia” é um convite para que cada leitor encontre um pouco de si em cada página, refletindo sobre seus enredos, suas lutas e seus momentos de superação.
Com uma escrita sensível e envolvente, a escritora toca o coração de quem ler, compartilhando sua busca por sabedoria interior e pela leveza da alma, mesmo diante dos desafios diários. O livro é uma celebração das pequenas alegrias, dos aprendizados constantes e do amor como força transformadora.
A obra traz ainda mini biografias de pessoas comuns exemplos de superação que mostram o quanto somos heróis e heroínas anônimos de nossa própria história. Uma leitura fundamental para quem quer viver com mais alegria e leveza.
O lançamento de “Eu Nosso de Cada Dia” será na próxima quinta-feira, 16 de janeiro, na Galeria de Arte dos artistas Peixoto e Aldo Soares, no Praia Shopping (em frente à escada rolante do cinema).
Acompanhe o Instagram da autora @leanefonseca e vá mergulhando nas páginas desta obra que certamente fará emergir o melhor que há em você!
Serviço: O que: Lançamento do livro “Eu Nosso de Cada Dia” Data: 16 de janeiro Horário: 18 horas Local: Galeria de Artes de Peixoto e Aldo Soares no Praia Shopping (em frente à escada rolante do cinema).
Assessoria de Imprensa Glacia Marillac – (84) 99942-9020.
Durante a pandemia, o mundo inteiro sofreu muito. Chegamos a duvidar se voltaríamos a ter uma vida com a normalidade que existia antes da praga. No Brasil, tínhamos todos um sofrimento adicional.
Um presidente irresponsável, desumano e atrasado, com um pacto maligno com a morte, com a dor e com o descaso ao próximo. Um homem pequeno que nunca esteve à altura do cargo.
Desdenhou dos que sofriam de uma maneira cruel. Chegou a imitar uma pessoa com uma crise de falta de ar, rindo e mostrando sua personalidade perversa. Além de tudo, burro. Tivesse simplesmente comprado a vacina e se imunizado, seguindo a ciência e ouvindo seu ministro da Casa Civil, ele, quase certamente, estaria reeleito hoje. Preferiu a barbárie e foi o responsável direto, por sua escolha política de não enfrentamento ao vírus, por, pelo menos, 1/4 dos 700 mil mortos.
À época, vários de nós representamos ao procurador-geral da República requerendo que fosse apresentada uma denúncia contra o Presidente da República.
Pela opção constitucional brasileira, o PGR é o dominus litis, ou seja, o dono da ação penal. Só ele, ou algum subprocurador por ele nomeado, pode oferecer uma acusação junto ao Supremo Tribunal. A ação penal só terá início se e quando a Corte Suprema receber a denúncia.
E aí sim, começa a persecução criminal. Em outras palavras, no Brasil, no momento pré-processual, o procurador-geral da República pode mais e tem mais poder do que os 11 ministros do Supremo juntos. São os poderes imperiais do PGR.
José Cruz/Agência Brasil – Augusto Aras, foi Procurador-Geral da República no governo Bolsonaro
Em casos como o da pandemia, teríamos tido o apoio dos mais de 200 mil mortos insepultos que clamam por justiça e dos milhões de familiares e amigos. Mas a questão da legitimidade para isso ainda não foi enfrentada. E nada foi feito pelo Ministério Público Federal.
O Dr. Aras fez um excelente e corajoso trabalho contra outra praga: a Lava Jato. Conseguiu, com seriedade, coragem, independência e honradez, vencer o espírito de corpo – um câncer nas instituições – e enfrentou, com muita dignidade, uma pressão para que os seus pares continuassem a abusar das leis e da Constituição, seguindo um projeto de poder criminoso.
Agora estamos, novamente, a lidar com um momento delicado nas investigações feitas pela tentativa de golpe e pelo relatório apresentado e votado no Conselho Nacional de Justiça contra os líderes da Lava Jato.
Pela posição adotada pelo Dr. Paulo Gonet, que já pediu a prisão preventiva de Braga Netto, um general 4 estrelas, ao que tudo indica, a denúncia contra Bolsonaro e seu grupo virá inexoravelmente.
A descoberta do plano de matar um ministro do Supremo tem um efeito, talvez, mais forte do que os milhares de bolsonaristas patriotas invadindo as sedes dos Três Poderes. A condenação de mais de 300 pés rapados praticamente exige uma postura contra os líderes da tentativa de golpe e de instituir uma Ditadura no país.
Agência Brasil – Atos golpistas do 8/1 completaram dois anos
Mas o silêncio do Ministério Público na apuração criminosa contra o chefe da República de Curitiba, o ex-juiz Moro, seu subchefe, o ex-procurador Deltan, e mais os seus procuradores adestrados, é constrangedor e humilhante para a instituição.
Sob a coordenação do ex-corregedor do Conselho Nacional de Justiça – o sério, corajoso e independente ministro Luís Felipe Salomão -, foi feita rigorosa investigação sobre os abusos da Lava Jato.
Em 10 de abril de 2024, o delegado da Polícia Federal Elzio Vicente da Silva, em apoio à Corregedoria Nacional, apresentou avassalador relatório imputando aos investigados hipóteses criminais de corrupção, peculato e organização criminosa. O trabalho, sob a supervisão independente do ministro Salomão, depois de idas e vindas, foi levado a julgamento no plenário do CNJ e aprovado.
Leigos, prestem bem atenção: não se trata de um simples relatório da Polícia Federal, o que já seria gravíssimo e mereceria toda a seriedade e rapidez no tratamento de questões tão graves. Não. Estamos falando de um relatório discutido e aprovado pelo plenário do Conselho Nacional de Justiça! Órgão presidido pelo presidente do Supremo Tribunal, que, por sinal, votou contra a aprovação. Mas o trabalho foi validado pelo colegiado.
Ou seja, no dia 7 de junho, o plenário do CNJ aprovou o relatório. No dia 10 de junho, o Corregedor, ministro Salomão, encaminhou todas as peças ao Supremo Tribunal e ao procurador-geral da República.
O Supremo só pode também encaminhar ao PGR, que pode denunciar, pedir novas diligências ou arquivar. É possível imaginar que um relatório aprovado pelo plenário do Conselho Nacional de Justiça dificilmente comportaria novas diligências, senão os próprios membros teriam pedido. Depois de 7 meses, existe um silêncio ensurdecedor.
Não se discute aqui a postura do procurador-geral, um homem reconhecidamente culto, sério e competente. Assim como era o Dr. Aras, quando optou por não denunciar Bolsonaro, fazendo uso dos seus poderes imperiais. Mas já é hora de discutirmos o sistema constitucional.
Não só todos os operadores do direito e os que se debruçam sobre os valores democráticos, mas, especialmente, o Congresso Nacional. À época da CPI da covid, alertei aos senadores que a omissão da PGR com o relatório seria a maior frustração para o povo brasileiro. E foi.
Agora, os que acompanham o Poder Judiciário e o Ministério Público sentem o mesmo gosto amargo com o relatório do CNJ. É como nos ensinou Mario Quintana: “Democracia? É dar, a todos, o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, isso depende de cada um”.
Os motoristas devem ficar atentos às novas regras do Código de Trânsito Brasileiro (CTB): ultrapassar em faixa contínua agora é considerado uma infração gravíssima, passível de suspensão imediata da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Além disso, o condutor flagrado poderá ser multado em até R$ 2.934,70, uma penalidade multiplicada por cinco devido à gravidade da infração.
A ultrapassagem em faixa contínua é uma das principais causas de acidentes fatais nas rodovias brasileiras, o que torna a alteração no CTB uma medida essencial para a segurança no trânsito. A nova norma pretende conscientizar os motoristas sobre os riscos dessa prática e reforçar a importância de respeitar as sinalizações, promovendo uma condução mais responsável e segura.
A prefeita de Parnamirim, Nilda Cruz visitou, nesta quarta-feira (8), as instalações do Teatro Municipal de Parnamirim para avaliar a situação atual e planejar melhorias para o espaço. Atualmente, o local necessita de um serviço intensivo de manutenção e zeladoria por conta da precariedadede de suas instalações. A prefeitura convidou a população para participar deste ato e informou que irá divulgar, em breve, as datas.
Durante a visita, a equipe discutiu os melhores projetos para o teatro, que devem ser implementados a curto, médio e longo prazo. A gestão visa revitalizar o espaço, proporcionando à população um ambiente mais acolhedor e adequado para apresentações artísticas e culturais.
“É preciso resgatar o orgulho do nosso povo! Somos o segundo maior teatro do Rio Grande do Norte e temos a maior sala de ballet do RN. Não podemos deixar um patrimônio rico como este abandonado”, ressaltou a prefeita.
Com relação ao mutirão, Nilda pediu à equipe que as datas de reinício das atividades sejam divulgadas em breve para atender à grande expectativa da população.
A visita contou com a participação dos secretários de secretaria de Cultura e de Turismo.
Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Parnamirim – ASCOM
A praça Assis Chateaubriand, no bairro do Tirol, em Natal, será transformada num grande complexo de oração e integração de toda comunidade. O projeto prevê reformulação completa do local com parque para as crianças, academia para idosos, espaço pet e uma capela.
Todo projeto é assinado pelo arquiteto Felipe Bezerra. “Esse será um espaço ainda mais acolhedor e funcional. O projeto de reurbanização promoverá qualidade de vida, integração e novas opções de lazer para os moradores”, destaca Felipe Bezerra.
Ele ressalta ainda toda preocupação com a área verde. Não será retirada nenhuma árvore.“Vamos respeitar e preservar 100% das árvores originais”, assegurou Felipe Bezerra.
Lei de autoria do então prefeito Álvaro Dias e aprovada pela Câmara Municipal de Natal, concee o direito de uso da praça para Arquidiocese de Natal. Será dela a responsabilidade de realizar toda obra do complexo.
A capela, que terá todo serviço de acústica, está definida com o nome de Nossa Senhora de Fátima e Santa Dulce.
A Prefeita de Parnamirim, Nilda Cruz empossou na manhã de hoje (8), os novos diretores do Centro Cultural Trampolim da Vitória, instalado no antigo Aeroporto Augusto Severo. Com ampla experiência no universo digital e forte engajamento nas redes sociais, Tiago Dionísio (Diretor Geral) e Vitor Tobias (Diretor Comercial), irão trazer para o CCTV, ideias modernas para ampliar sua visibilidade e atratividade do turismo local.
A nova gestão busca transformar o Centro Cultural em um ponto de referência não apenas histórico, mas também cultural e turístico, aproximando ainda mais a população de Parnamirim e visitantes de todo o Brasil à rica história da aviação local.
Motoristas de ônibus que trabalham na empresa Trampolim da Vitória, responsável por linhas que atendem cidades da região metropolitana de Natal, como Parnamirim, Macaíba e São Gonçalo do Amarante, fizeram uma paralisação na manhã desta quinta-feira (9).
Nenhum ônibus saiu das garagens da empresa até por volta das 7h, quando a categoria encerrou uma reunião com a empresa e fez uma assembleia.
Segundo o representante do sindicato dos rodoviários, Arnaldo Dias, a paralisação ocorreu porque cerca de 80% dos funcionários perceberam um desconto indevido no salário.
“O trabalhador trabalhou no Natal, Ano Novo, feriado, normalmente, e teve os valores descontados como falta. A empresa não se pronunciou, nem se pronunciou de resolver até ontem. E isso gerou uma insatisfação enorme nos trabalhadores”, disse.
Em nota, a empresa afirmou que o desconto foi causado por um erro e que o problema será resolvido ao longo desta quinta (9).
“O desconto ocorrido nos salários, que motivou a suspensão dos serviços, se deu por uma falha em um processo na folha de pagamento, porém, como já esclarecido junto ao Sindicato dos Motoristas, o caso será resolvido ao longo do dia”, informou.
De acordo com o sindicato, cerca de 100 motoristas trabalham para a empresa.
Prefeito Gustavo Santos (Nísia Floresta), novo presidente, ao lado dos vices Júnior Balada (Pedro Velho) e Wedna Mendonça (Passagem) – Foto: Reprodução
O prefeito de Nísia Floresta, Gustavo Santos (PL), foi eleito presidente da Associação dos Municípios do Litoral Agreste Potiguar (Amlap). Ele assumirá o comando da instituição no biênio 2025-26, tendo como vice o prefeito de Pedro Velho, Júnior Balada (União Brasil).
Na disputa realizada nesta quarta-feira (8), ele empatou com o prefeito de Passa e Fica, Flaviano Lisboa (PSD), que tinha o prefeito de Lajes, Felipe Menezes (MDB), como vice. Gustavo Santos foi declarado eleito, no entanto, pelo critério da idade. Ele tem 44 anos, contra 31 do adversário.
Prefeito Jeferson Gomes eleito para o bienio 2027-2028, ao lados das vices Andreza Brasil e Wedna Mendonça.
Nesta quarta-feira, também foi realizada a eleição do segundo biênio (2027-28). Neste caso, o vitorioso foi o prefeito de Brejinho, Jeferson Gomes (MDB), que terá como vice a prefeita de Sítio Novo, Andrezza Brasil (PT). Ele derrotou o prefeito de Lajes, Felipe Menezes (MDB), por 25 a 23, que tinha como vice o prefeito de Passa e Fica, Flaviano Lisboa (PSD).
Nas duas eleições, houve ainda um voto em branco. Ao todo, integram a associação os prefeitos de 49 municípios. Nas últimas horas, às vésperas da eleição, pelo menos 10 prefeitos decidiram se filiar à entidade, aumentando o colégio eleitoral.
Há exatos dois anos, em 8 de janeiro de 2022, eu estava sentado neste mesmo restaurante de onde escrevo, em Trancoso, quando recebi um telefonema de um ministro relatando movimentos estranhos e perigosos que colocavam em risco a Praça dos Três Poderes. A princípio, não dei muita importância ao relato, devido à falta de detalhes. Mas rapidamente chegaram informações que indicavam uma tentativa grave de tomada das sedes dos poderes. A intenção era clara: depredá-las e, ao desestabilizar as instituições, criar uma oportunidade para um golpe.
Para quem acompanhou, com apreensão e com cuidado, os movimentos golpistas de Bolsonaro durante seus 4 anos de governo, era claro que estávamos sob e uma tentativa de golpe de Estado. Não era um ato isolado. Essa percepção cresceu à medida que recebi telefonemas de outros ministros do Executivo e do Judiciário, de governadores — especialmente de Celina Leão, de Brasília, com quem falei várias vezes — e de outras autoridades do Legislativo. Impressionou-me a postura firme e decidida do então ministro da Justiça, Flávio Dino, com quem também conversei diversas vezes e que liderou as ações para conter a ameaça e preservar a democracia.
Em conversas, quando ouvi menções a GLO (Garantia da Lei e da Ordem), compreendi o plano golpista: caso fosse aceita, o próximo passo seria a intervenção das Forças Armadas. A experiência democrática de Lula e Dino evitou que se abatesse sobre o Brasil o vendaval de uma ruptura institucional. Muitos contribuíram para conter a ameaça, mas esses dois tiveram especial importância.
Apreensivo, retornei à minha casa em Trancoso para acompanhar o desenrolar dos eventos. Informações desencontradas chegavam, mas todas apontavam para a gravidade da situação. Estávamos diante do que poderia ser o ápice da implantação de uma ditadura militar no Brasil. Certa autoridade pediu para que eu voltasse a Brasília. Enquanto eu providenciava um avião, assisti, estarrecido, aos golpistas depredando o plenário do Supremo Tribunal Federal — um espaço que considero quase sagrado como advogado, após 40 anos de exercício profissional. Emocionei-me em pranto silencioso ao ver aquele local, onde tantas vezes defendi os preceitos democráticos, ser vandalizado. Tive a certeza de que, caso os ministros estivessem presentes, seriam mortos de forma cruel e violenta.
Quem acompanhou os passos vacilantes da democracia brasileira nos últimos anos, especialmente durante o governo fascista de Bolsonaro, compreendeu o enredo. À época, o Executivo atuava ativamente para desestabilizar as instituições. Jair Bolsonaro, pessoalmente, arquitetava estratégias para enfraquecer os pilares democráticos. Ao mesmo tempo, grande parte do Legislativo estava cooptada ou era conivente. Durante esses anos sombrios, o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral assumiram a resistência, sustentando a democracia. A história há de reconhecer, em sua plenitude, este papel.
É irônico que o Judiciário — historicamente reacionário, patrimonialista e elitista, especialmente nos tribunais estaduais — tenha afiançado a nossa estabilidade democrática. Mas foi o que ocorreu. No final da noite do dia 8, quando recebi um telefonema de um ministro do Supremo que, do plenário destruído, notei em sua voz que chorava. Ao seu lado, o presidente Lula também estava emocionado. Naquele momento, ainda muito tenso, estávamos vivendo a resistência democrática em sua essência, em nome da Constituição e das instituições.
Foi um longo dia aquele 8 de janeiro de 2022. Tão longo que parece ainda não ter terminado. O Judiciário agiu com rapidez, surpreendendo os golpistas. Mais de mil foram presos naquele mesmo dia, e hoje 313 já foram condenados pela Suprema Corte. Entre os detidos, estão altas autoridades, incluindo um general de quatro estrelas, aguardando julgamento. É urgente que o procurador-geral da República apresente denúncias contra Bolsonaro, generais, militares, financiadores, políticos e golpistas em geral, para que possamos alcançar a estabilidade democrática almejada.
A recente revelação de que uma tentativa de assassinato contra o ministro Alexandre de Moraes só não foi levada a termo por detalhes operacionais desestabilizou até mesmo quem ainda dizia que as condenações estavam muito rigorosas. É hora de julgar e punir os responsáveis por tentar instaurar o terror no Brasil. Só assim poderemos retornar à normalidade democrática. Nós merecemos.
O errado não deixa de ser errado só porque a maioria concorda e participa.” — Leon Tolstói