
Nos últimos dias, a jovem Barbara Artico postou em suas redes sociais, um vídeo denunciando uma tentativa de feminicídio praticada por seu ex-marido, David de Souza Duarte, conhecido como Davi. Ela relata todo o sofrimento vivido, expondo seus hematomas pelo rosto enquanto aguarda por sua recuperação, internada em um hospital. No vídeo, Barbara ainda explica que já fazia um tempo que estava tentando se divorciar. Seu ex-marido não aceitou a separação e agiu de forma muito agressiva deixando visíveis marcas pelo seu corpo, inclusive algumas fraturas.
“Eu sou sobrevivente de uma tentativa de feminicídio. Não foi briga de casal, não foi exagero e não foi algo pequeno. Eu poderia não estar aqui hoje. Eu decidi falar porque ficar em silêncio só protege a quem me machucou. Eu não vou me calar. Quero justiça por mim e por todas as mulheres que vivem com medo, que já foram desacreditadas ou que não tiveram a chance de contar a própria história. Isso não é só sobre mim. É sobre todas nós”, escreveu Barbara Artico em suas redes sociais.
O amor pode ser muitas coisas: vida, acolhimento, aceitação, etc. Mas se tem uma coisa que o amor não é, é violência. No Brasil, mais de 1.500 mulheres são vítimas de feminicídio por ano – uma a cada 6 horas. Nos Estados Unidos, são mais de 1.800 mulheres assassinadas por ano, e os autores desses crimes são seus parceiros íntimos – uma a cada 5 horas.
E não é “crime passional”, não é “fim de relacionamento”, não é “surto de ciúme”. Não existe desculpa! Feminicídio é crime de ódio. É a expressão máxima do machismo estrutural. É quando se tenta ensinar todos os dias que o corpo e a vida da mulher podem ser propriedade do homem, inclusive na morte.
Chega de feminicídio! Chega de covardia!
Denúncias sobre onde está David de Souza Duarte, podem ser encaminhadas para o direct do Instagram abaixo!
Confira na íntegra, o vídeo com o depoimento de Barbara Artico!