No cenário político parnamirinense, há uma votação na câmara com potencial para mudar o cenário político da cidade

 

Essa semana, a câmara recebeu o relatório final das contas da administração do ex-prefeito Maurício Marques. O processo com parecer técnico é de 2018, trata da reprovação das contas de 2014. Essa matéria estava em reexame que obteve julgamento desfavorável ao ex- prefeito. No acórdão 303/2018, que teve como relatora a conselheira Maria Adélia Sales, manteve-se a reprovação das contas do exercício de 2014 e, em seguida, encaminhou os autos do processo para a Câmara Municipal de Parnamirim, caberá ao legislativo municipal manter ou rejeitar a decisão do TCE-RN. O processo deve ser remetido a comissão de finanças, orçamento e fiscalização composta pelos vereadores Rogério Santiago, Rhalessa e Kátia Pires que é a presidente. A matéria deve ser lida na próxima segunda-feira em plenário e a comissão fará a escolha do relator, que submeterá a procuradoria do legislativo, Maurício Marques terá uma audiência de defesa, para depois acontecer a votação do parecer da comissão, qualquer que seja o teor Maurício poderá vencer na comissão, pois tem os votos do seu ex-genro Rogério Santiago e da sua nova companheira de oposição, a vereadora Rhalessa. Resta saber se a vereadora Kátia Pires irá seguir o parecer técnico do TCE ou vai votar com a defesa de Maurício Marques. Uma coisa é certa, o ex-prefeito está nas mãos do atual prefeito e também dos novos aliados no legislativo. O coronel vai usar toda sua força para eliminar um dos seus adversários políticos antes das convenções. Se a decisão da câmara for pela reprovação, Maurício Marques, disse que não o tornará inelegível. Mesmo sendo uma decisão de colegiado administrativo, não o deixará sem condições políticas de concorrer ao pleito de 2020. Um bom exemplo, é o ex-prefeito Carlos Eduardo, que teve uma situação semelhante a sua e concorreu a dois pleitos, podendo assumir os mandatos depois de eleito em Natal. Chegou a hora de Maurício Marques, começar a contar seus votos, mas os da câmara, para saber quantos vereadores votarão com ele ou com o relatório do TCE-RN.