Mensagem vinda do futuro. Abidene exercita o seu dom de enxergar

 

Sem falar muito e com pouca visão, o vereador Abidene Salustiano, enxerga muito, quando o assunto é negócio. E muito mais ainda quanto se trata de política. O primeiro suplente do coronel Azevedo, foi o mais votado em Parnamirim para deputado estadual, obtendo 6.315 votos e vem se credenciando para alçar vôos maiores.
Para isso ocorrer a observação é necessário, principalmente, em tempos de crise, de saúde e também de política. A mensagem que recebeu dos planetas é que, enquanto estiver na pandemia Abidene vai ficar olhando para o futuro, com um olho só. Mas, na cegueira política de alguns, o baixinho da supercola é um verdadeiro rei.

De olho no peixe e o outro na vice. Sonhos e pesadelos se confundem na política de Parnamirim

Sonhar acordado na política de Parnamirim é preciso para não ter pesadelo quando for dormir. As declarações do Prefeito Taveira, que irá escolher uma mulher como sua companheira de chapa, fez muita gente renovar a esperança de ter seu nome ao lado do coronel, como candidata a vice em 2020. Isso fez a vereadora kátia retocar a maquiagem e ganhar as ruas de Nova Parnamirim, já sendo inclusive chamada pelo nome de vice. Mas outros nomes, estão sendo sondados, como por exemplo, a competente e bem sucedida empresária Sufia Nunes, esposa do tabelião Airene Paiva, que estuda a possibilidade de inúmeras composições, caso o seu projeto de ser candidato a prefeito não decole na oposição. Principalmente, agora quando Carlos Maia já bateu continência para o coronel. Um outro nome que faz brilhar os olhos de Taveira e faz o padre Murilo voltar para toca é o da secretaria Fátima Cabral, pois ela tem livre trânsito em todos os seguimentos da sociedade e em especial o da construção civil, bem como junto aos católicos de Parnamirim. O nome da secretária do meio ambiente e urbanismo, ganhou força depois do vazamento de uma conversa de Taveira com um deputado bastante influente no RN. No qual foi sugerido a filiação partidária de Fátima Cabral a essa legenda, que em Parnamirim que hoje conta com dois vereadores. No momento é bom lembrar que a maré não está para peixe e existe um olho atento a toda essa movimentação política do rapaz latino americano com poder e dinheiro no banco.

O colapso da sensatez

Padre João Medeiros Filho
Ruína, fracasso, caos etc. são palavras dicionarizadas como sinônimos de colapso. Este é um termo que assusta. Paulatinamente, ele vai invadindo o vocabulário da mídia e o cotidiano das pessoas. Assiste-se ao desmoronamento da sensatez de parte da população brasileira. Por vezes, apela-se para a ignorância e argumentos inconsistentes; usa-se de informações parciais, sofismas, frases distorcidas, fora do texto ou do contexto e vale-se de atitudes eivadas de dolo e má-fé. Além do perigo do declínio da economia, saúde e de instituições, propalado pela imprensa e nas redes sociais, está acontecendo a falta de bom senso diante dos problemas da atualidade.
O número das vítimas do Sars-Cov-2 impacta o público. Sabe-se que o vírus é real e devastador, apesar de invisível. Infelizmente, além do pavor que causa às pessoas, vem servindo de supedâneo político à obtenção inescrupulosa de dividendos eleitorais. Entretanto, há um desafio maior: vencer o radicalismo reinante, em que até uma pandemia (ou comoção social) é pretexto para desagregar. O egoísmo partidário tem prevalecido. “Triste nação, onde um partido e sua ideologia valem mais que o país e seu povo”, afirmou Dom Luciano Mendes de Almeida, outrora arcebispo de Mariana (MG). Mais tristes que os óbitos provocados pelo Covid-19 são as incontáveis mortes de caráter, os inúmeros falecimentos da integridade, do altruísmo e da probidade. Levanta-se a bandeira dos partidos e não a da pátria, como se a população fosse composta de objetos etiquetados de rótulos e siglas partidárias, e não de vidas humanas. Perdeu-se a conta de quantos embarcam nessa nau do abuso e desrespeito aos cidadãos. Ali, tudo é subterfúgio para projetos pessoais de poder. E são muitos os tripulantes dessa embarcação. Poucos se lembram das palavras do Mestre: “Vim não para ser servido, mas para servir” (Mt 20, 28) ou do axioma veterotestamentário: “vanitas vanitatum, omnia vanitas est” (Ecl 1, 2).
Incontestavelmente há inestimáveis perdas. Porém, sepultam-se também conhecimentos, experiências, planos e projetos patrióticos, a lucidez e a razão. Não faltam os profetas do agouro, arautos da confusão, do mal estar e da desagregação. Esta semana, uma veneranda senhora dissera-nos, ao telefone: “A coisa, padre, está como o diabo gosta”. E, infelizmente, ela está certa. O étimo diabo significa, em grego, aquele que separa. Procede a assertiva, pois há mais gente dividindo, confundindo do que unindo e aproximando. Não se ouvem discursos otimistas, proclamando a esperança e a paz, garantindo a existência de bons profissionais capacitados para atender a população, a quantidade de alimentos, água, medicamentos e leitos suficientes para suprir as necessidades. No entanto, há vaticínios e pregoeiros da eventual falência dos sistemas de saúde. Mas, os responsáveis escamoteiam a verdade e a realidade, pois acreditam que a saúde pública é um celeiro de votos. É oportuno lembrar um renomado médico potiguar: “Saúde pública não se improvisa, nem se enquadra na propaganda política”.
Na crise atual não falta quem se ache um deus ou enviado especial do céu. Não imagina, porém, que sua arrogância poderá ser destruída por um microscópico vírus forasteiro e invasor. Cristo é bem claro no Evangelho: “Acautelai-vos dos falsos profetas” (Mt 7, 15). E o salmista adverte: “Tem olhos, e não veem. Têm ouvidos, e não ouvem. Têm mãos, e não apalpam”. (Sl 115/113B, 6-7). Ignora-se a passagem bíblica, na qual o Senhor proclama: “Ouvi o clamor de meu povo” (Ex 3, 7). Há quem imagine que os hospitais de campanha trazem a solução, mesmo que seja transitória. Se a inviabilidade ronda tradicionais serviços públicos de saúde, planejados e com investimentos ao longo de anos, quanto mais os nosocômios improvisados! Um seridoense, diante dos recursos já liberados, exclamou: “Vigário, a indústria das secas ressuscitou com outra nomenclatura e força”! Técnicos e governantes temem o caos na saúde estatal. Deveriam inquietar-se igualmente com o colapso da razão e do caráter. “Ó insensatos [gálatas], quem vos fez pensar assim?” (Gl 3, 1), questionou o apóstolo Paulo, inspirado na literatura sapiencial do Antigo Testamento: “Até quando, ó estultos, amareis a insensatez e desprezareis a verdade?” (Pv 1, 22).