Padre João Medeiros Filho
Entre as mensagens natalinas recebidas, gostaríamos de partilhar esta: “A luz e o canto anunciaram a alegria da nova vida, o sorriso encantador da esperança e a certeza inefável da vitória. E tudo isto é, a um só tempo, tão simples e frágil, grandioso e resplandecente. Resume-se numa palavra: Cristo”. Nosso Salvador pode caber numa manjedoura! É surpreendente e excepcional! Despojamento assim alguém já viu? Eis a lição da soberania do Amor sobre o poder e a pompa! Ninguém, em lugar algum do universo, pode proclamar notícia mais bela. O Verbo encarnado, gente como nós, foi gerado de uma jovem para dar sentido à vida, nascido numa pequena cidade para ocupar o centro do mundo e da história. Transformou o cocho de uma estrebaria em berço do Pão da Vida. Veio ao mundo numa noite fria e solitária para ser calor e elo de todos. Nasceu na escuridão iluminada pelas estrelas para ser a Luz do mundo. No silêncio da madrugada, em que apenas Maria e José entrelaçavam os olhares, ouviram o canto dos anjos: “Glória a Deus nas alturas e Paz na terra aos homens por Ele amados” (Lc 2, 14).
Oxalá sejamos capazes de entender o sentido da vinda do Filho de Deus e colocar em prática as suas palavras, empenhando-nos a fim de que haja no mundo lugar digno para todos: crianças, idosos, doentes, pobres e excluídos pela sociedade. Só viverá a lição do Natal, quem for capaz de compreender que nosso Deus é o Deus do amor, da ternura, paz e misericórdia. No limiar do Ano Novo, ainda estamos envolvidos pelos problemas, angústias, desrespeito, ódio e radicalismo disseminados, crises e sonhos que marcaram o Brasil e nosso Estado. Vale recordar as palavras do profeta Isaías: “A quantas está a noite? A sentinela responde: Não tardará o amanhecer” (Is 21, 12). O que nos reserva o futuro? Mesmo que tenhamos muitos planos, exaure-se a expectativa de sua realização diante das incertezas do amanhã. Há sempre um desafio, que só poderá ser respondido com a graça divina. Um encontro e confronto, em que nos deparamos com dúvidas e esperanças, o desconhecido e o desejado. É a cronologia dos homens, presente nas entranhas da eternidade do Pai.
É lugar comum desejar um feliz e próspero ano! Mas, não raro, isto soa como uma expressão formal, fruto da etiqueta e boas maneiras. O augúrio de paz deve brotar da sinceridade de nosso coração, arraigado na esperança de todos para avançar na construção de uma sociedade, onde reinem o respeito e a fraternidade, descartado o ódio e fortalecidas as formas de dignidade humana. Isto deve ser a razão de nossa alegria e efusão de nossos sentimentos, na beleza dos fogos de artifício iluminando a noite e saudando o alvorecer do ano que chega.
A paz! Eis o grande dom que devemos aspirar para nossas vidas. Queira Deus, recebamos, em todos os dias de 2020, a bênção bíblica transmitida a Moisés e retomada por São Francisco: “O Senhor te abençoe e te guarde. O Senhor faça resplandecer a sua face sobre ti, e tenha misericórdia de ti. O Senhor levante sobre ti o seu rosto, e te dê a sua Paz” (Nm 6, 24-26). Ao despontar de mais um ano, rezemos para que o “fruto bendito do ventre de Maria” seja reconhecido e amado. A Palavra por Ela gerada seja escutada e vivida. O amor por Ele pregado seja compreendido e transmitido. O perdão trazido aos homens pela prodigalidade divina seja repartido e imitado. A doçura e a misericórdia do Eterno substituam a insensibilidade e o egoísmo. Assim, haveremos de sentir que teremos um ano de graça e paz, que vêm de Jesus Cristo, o Salvador do Mundo.
Ao começar uma nova década, desejamos a todos a riqueza das bênçãos e do amor de Deus! Meditemos, sobretudo agora, as palavras do “Poverello de Assis”: “Senhor, fazei de mim um instrumento de Vossa Paz, onde houver ódio que eu leve o Amor”!
Mês: dezembro 2019
Saudade do amigo Paulo Wagner

A morte é algo inevitável e injusto, mas temos que encontrar uma forma de entender, a lógica da vida. Eu estou enlutado, chorando de saudade, mas também vou recordar o seu legado de sorrisos e manter seu nome vivo, em qualquer instante. A dor que estou sentindo desde o momento que soube do seu falecimento, meu irmão Paulo Wagner, não tem dimensão. Até um dia, meu amigo gordo. Gilson Moura, o magro.
Tapioca na câmara de Parnamirim em 2020

A renovação da política nacional já é uma realidade. Em Parnamirim, o desenho é bem parecido ao modelo praticado em muitas cidades de médio porte do país. Há alguns nomes de peso, como Valdemir Ferreira da Silva, o famoso tapioca, funcionário público municipal desde 1989. Já foi militar da aeronáutica, atuou também como oficial de justiça, além de trabalhar no futebol de bases, nas categorias amador da cidade Trampolim da Vitória, revelando talentos durante 20 anos, para times como o ABC e Alecrim. É um cidadão que agora quer atuar na política, como vereador e já pensa em colocar todo o seu talento em benefício dos parnamirinenses, por meio de ações inovadoras que visam melhorar a vida de todos. O certo é que em 2020, vai ter tapioca na Câmara.

Vice prefeita Elienai Cartaxo tem mais força na câmara do que o prefeito Taveira

A base de Elienai é sempre bem articulada e conta com o bom trânsito juntos aos colegas parlamentares. Seu filho Thiago Cartaxo, também parlamentar, vem fortalecendo a pretensão da mãe a permanecer na cadeira de vice do coronel Taveira. A vice, querida do legislativo, já foi parlamentar por vários mandatos, representa uma abertura de portas para alguns parlamentares que têm dificuldade de relacionamento com o prefeito e encontram em Elienai Cartaxo, esse canal de diálogo. Essa admiração é publicizada por alguns vereadores, professor Ítalo, Vandilma, Rogério, Irani Guedes, Binho e Gustavo Negócio, mas na prática é assim: o comando azul dita as ordens de dentro do legislativo para o executivo canetar.
Taxa de desemprego cai para 11,2%, e atinge 11,9 milhões de brasileiros em novembro

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta (27) que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 11,2% no trimestre encerrado em novembro, atingindo 11,9 milhões de pessoas. A redução no trimestre encerrado em novembro foi de 0,7 pontos em relação ao trimestre junho/agosto de 2019 (11,8%) e de 0,4 pontos em relação ao mesmo trimestre de 2018 (11,6%).
A queda do indicador foi a segunda consecutiva, que ficou em 11,6% nos três meses até outubro. Desempenho que resultou na menor taxa de desemprego desde o trimestre encerrado em março de 2016, quando o índice foi de 10,9%. A taxa foi de 11,2%, em maio e abril de 2016.
O IBGE afirma que contribuíram para a baixa no desemprego em novembro abertura de vagas temporárias no comércio para o período de aquecimento das vendas deste final de ano. Tal feito levou a população ocupada a atingir o recorde de 94,4 milhões de pessoas com emprego.
A analista da pesquisa, Adriana Beringuy, ressalta que o resultado confirma a sazonalidade esperada para essa época do ano, retomada desde 2017.
“Ficamos dois anos, em 2015 e 2016, sem ter a sazonalidade já que não havia geração de postos suficiente para atender à demanda por trabalho. Agora, o comércio mostra movimento positivo no trimestre fechado em novembro, o que achamos que está relacionado às datas comemorativas como Black Friday e a antecipação de compras de final de ano”, avaliou Beringuy.
Carteira assinada e renda em alta
A mesma comparação registra alta de 1,1% na geração de empregos com carteira de trabalho, o maior crescimento desde o trimestre encerrado em maio de 2014. Foram 378 mil pessoas a mais com carteira, totalizando 33,4 milhões de trabalhadores nessa categoria.
Foi registrada a estabilidade estatística entre trabalhadores sem carteira de trabalho assinada no setor privado, com o número de 11,8 milhões de pessoas.
E ainda houve alta nos rendimentos recebidos por quem trabalha com alojamento e alimentação (4,4%) e outros serviços (4,3%), com estabilidade nos demais.
A população ocupada informal atingiu 38,8 milhões de pessoas, com os indicadores de informalidade avançando, mesmo com a melhoria no emprego com carteira assinada. A alta foi de 1,2% no número de trabalhadores por conta própria, que atingiu 24,6 milhões de pessoas, nos três meses até novembro – um novo recorde na série histórica do IBGE.
“Esse movimento da carteira é positivo, mas não é suficiente para uma mudança na estrutura do mercado de trabalho. A despeito dessa reação, durante todo o ano houve crescimento nas categorias relacionadas à informalidade, como conta própria e empregado sem carteira”, concluiu a analista Adriana Beringuy.
Subutilização, para baixo
Com índice de 23,3%, o IBGE registrou a queda de um ponto percentual na taxa de subutilização da força de trabalho em relação aos três meses anteriores. Na mesma comparação, houve uma queda de 4,2%, quanto ao índice da população subutilizada, que somou 26,6 milhões de pessoas.
Já a população desalentada (formada por aqueles que desistiram de procurar trabalho) ficou estatisticamente estável, em 4,7 milhões. O equivalente a 4,2% do total da população na força de trabalho ou desalentada.
(Com informações do G1)
AMB e Ajufe pedem ao ministro Toffoli suspensão imediata do juiz de garantias

Foto: Divulgação/STF
A Associação dos Magistrados Brasileiros e a Associação dos Juízes Federais pediram a Dias Toffoli uma liminar para suspender imediatamente a entrada em vigor dos artigos do pacote anticrime que instituem o juiz de garantias, prevista para o fim de janeiro.
Afirmam que não haverá tempo suficiente para os tribunais de todo o país se organizarem para implementarem a mudança, que prevê a alocação de um juiz exclusivo para cuidar das investigações, e que será impedido de sentenciar no processo.
As associações dizem que, da forma como foi aprovada no Congresso e sancionada por Jair Bolsonaro, a nova lei precisará de novas leis, estaduais e uma federal, para reestruturar os tribunais e que ainda precisarão passar pelo crivo do CNJ.
“Se não for suspensa a eficácia dos dispositivos aqui impugnados estarão os Tribunais compelidos a adotar, cada qual, uma disciplina melhor ou pior, porém, certamente, diferentes entre si, para o fim de dar cumprimento à lei”, argumentam a AMB e a Ajufe.
Caso a nova lei não seja suspensa, as associações alertam para um cenário de “insegurança jurídica” e “engessamento dos procedimentos investigativos, diante da insuficiência de magistrados para exercer a função de Juiz das Garantias e julgar as ações penais”.
(O Antagonista)
Grupo de Daniel Américo quer comandar o PSC de parnamirim

O Deputado Estadual Coronel Azevedo não convidou o primeiro suplente e parceiro Abidene Salustiano, ambos do PSC, para uma reunião com os Irmãos Daniel Américo e Diego Américo, a reunião de confraternização aconteceu em Tabatinga. Nessa confraternização estavam presentes os pré-candidatos a vereador, alguns professores e funcionários do Sistema Colégio e Curso. O empresário Diego Américo negou que o encontro tenha sido para o fechamento de uma parceria política, sabe-se que a prioridade era reunir os integrantes do grupo chamado de Nova Política de Parnamirim. A presença do Cel. Azevedo, sem a presença do veredor Abidene, gerou especulações em relação ao comando da legenda em Parnamirim, pois se confirmado os boatos do apoio do coronel Azevedo, ao projeto dos empresários Diego e Daniel, será considerado uma traição ao grupo de Abidene, uma vez que o vereador Abidene é o primeiro suplente do coronel Azevedo e esse abriu as portas para o deputado acomodar seu grupo político. Diego Américo tentou amenizar a situação e esclareceu em blog da cidade que o Coronel Azevedo respeita muito a posição do Vereador Abidene e afirmou que eles conversarão em breve e juntos decidirão qual será o caminho a ser seguido pelo PSC na Cidade Trampolim da Vitória, terceiro maior município do RN. Em uma conversa informal, durante uma audiência pública sobre implantação das escolas militares, o empresário Daniel e o vereador Abidene conversaram, mas não foi discutido o comando do PSC. O certo é que a indefinição do comando da legenda ganhou força com o encontro do coronel Azevedo e os irmãos Américo. Abidene em Parnamirim segue na base de Taveira e o coronel Azevedo quer candidatura própria.
Onde está o Natal?
Padre João Medeiros Filho
Pergunta-se: onde está o Natal como celebração do nascimento de Jesus? E o presépio nos lares, as novenas, a leitura da Bíblia, as crianças catequizadas para o sentido da festa, a ceia natalina em família? Ah, a Missa do Galo, que inspirou um memorável conto de Machado de Assis… Não se pretende ser saudosista. É pena que a modernidade e a secularização estejam trocando o sentimento do sagrado pela compulsão consumista. E isto vem acontecendo com uma força incontida, paganizando uma das mais belas datas do cristianismo. Outrora, a Igreja cristianizou a festa do deus sol (“Solis Invictus”). A sociedade hodierna paganiza a festividade cristã. E assim caminha-se na contramão do Evangelho, marginalizando o Filho de Deus nesta ocasião de desenfreado consumo que se tornou o Natal do Senhor.
Papai Noel, vestido de roupas europeias (num clima tropical) pode encantar por algum tempo as crianças, devido à massificação cultural, induzindo-as a preferir refrigerantes a suco de frutas e produtos potiguares. O que é mais importante: um velhinho que desce de helicóptero (em voo contratado por entidades públicas) ou a criança, que é a própria presença de Deus entre nós? Narra-se que originariamente as roupas de Papai Noel eram verdes. O que esse personagem tem a ver com a nossa realidade brasileira, mormente nordestina? Trenós não fazem parte de nossa cultura, nem existem renas em nosso solo. No Rio Grande do Norte não há neve.
Como tirar das cabeças o capacete publicitário? Na arquidiocese de São Paulo, um grupo de cristãos decidiu confraternizar-se com presentes zero. “Queremos presenças no Natal e não presentes”. Uma paróquia de Belo Horizonte instituiu o “amigo culto” (e não oculto). Sorteada a pessoa, ela recita um poema, entoa um canto, narra uma fábula ou conta um “causo” à semelhança do escritor Valério Mesquita, daqueles que fazem bem à alma. Vários movimentos pastorais de Florianópolis decidiram que, no período natalino, ninguém iria aos shoppings. Levariam as crianças aos hospitais infantis e clínicas para brincarem com seus irmãozinhos doentes. Isto é encontrar Jesus, como reza o Evangelho de Mateus: “Estive doente e me visitaste” (Mt 25, 36). É um gesto concreto de cultuar Jesus do presépio. É encontrá-lo vivo naqueles com os quais Cristo se identificou. Infelizmente, há quem prefira influenciar as crianças com Papai Noel, educá-las voltadas para os templos do consumo (shoppings), incentivá-las a escrever cartinhas com requintados pedidos a um personagem incógnito e imaginário. Não se deve reclamar, quando amanhã vierem a ser consumistas e materialistas, escravos dos aparelhos eletrônicos, indiferentes ou insensíveis à dor alheia, vazios de mística e solidariedade.
Fernando Pessoa deixou-nos esta profunda mensagem teológica num de seus poemas: “Ele (o Menino Jesus) é a eterna criança, o Deus que faltava. Ele é o divino que sorri e que brinca. É a criança tão humana que é divina”. No Natal da liturgia e da vida, Deus vem para nos transformar de escravos em filhos, mudar nossa noite em dia, proteger-nos dos perigos, iluminar nossa cegueira e fortalecer nossa fraqueza. Deus disse sim ao homem, que nos primórdios da criação O rejeitara. Ele o assumiu, não obstante a sua infidelidade. Uma criança nasceu para nós, um Filho nos foi dado. Deus se fez homem para trazer misericórdia e ternura. Portanto, “alegremo-nos todos no Senhor, pois nasceu para nós o Salvador” (Lc 2, 11) Assim, desceu do céu a verdadeira paz. “O Verbo se fez carne. E Deus veio morar conosco” (Jo 1, 14)!
O Natal é a resposta à utopia humana, à sua procura inquieta, à sua sede. Em Cristo, Deus materializou todos os desejos do homem: um ser infinito, pleno de bondade, rico de benignidade, templo da justiça, fonte da verdade, berço do perdão e do amor. Cristo é o ser humano na beleza original e na grandeza primeira da criatura, antes da triste realidade do pecado. É a convivência celestial nos caminhos da terra, a partilha da Vida divina com a existência terrena, o encontro do Eterno com o tempo, a Presença, sempre permanente, com o efêmero dos homens.
Governo demite apadrinhado de Rodrigo Maia no bilionário FNDE

O presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Rodrigo Sergio Dias, foi demitido do cargo cerca de cinco meses após sua nomeação, em 8 de agosto no cargo vinculado ao Ministério da Educação. Já foi substituído por Karine Silva dos Santos, funcionária do órgão de perfil técnico.
Dias é primo de Alexandre Baldy, ex-ministro das Cidades do governo Michel Temer e secretário de Transportes Metropolitanos do governo João Doria, em São Paulo.
O presidente demitido do FNDE chegou ao cargo bancado pelo presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, que o apadrinhou. A demissão explica a visita imprevista de Maia no Palácio Alvorada, ontem.
O FNDE executa os principais programas de financiamento da educação básica, como os programas de merenda escolar, transporte escolar e o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).
A exoneração, publicada na tarde desta segunda (23) em edição extra do “Diário Oficial da União”, motivou . Para a presidência do FNDE foi nomeada Karine Silva dos Santos, que já atuava no órgão.
(Diário do poder)
PCdoB e PT não se unem em Parnamirim

O PC do B de Parnamirim vive um momento difícil, com candidatura do tabelião Airene Paiva. A primeira investida para fortalecer sua candidatura, foi no partido dos trabalhadores(PT), mas alguns nomes históricos e respeitados do PT, como o professor Eron, defende uma candidatura própria, inclusive, o nome indicado pela governadora Fátima Bezerra é o de Joseane do PT. A governadora é a madrinha desse projeto político de fortalecimento da agremiação partidária, os militantes acreditam que com Fátima Bezerra no poder, será mais fácil para o PT conquistar a prefeitura de Parnamirim. Uma coisa é certa no PT, com o PCdoB de Parnamirm só existirá diálogo se Airene Paiva, quiser ocupar o mesmo espaço de Antenor Roberto, ou seja, ser o vice de Joseane Bezerra. Repetindo assim, a coligação vitoriosa de 2018, no estado. Um lorde observador da política parnamirinense, lembrou de 2012, quando a executiva dos camaradas decidiram acompanhar o então candidato Gilson Moura e por vários“motivos”,o PCdoB amanheceu ao lado do então prefeito Maurício Marques, deixando a oposição pelo governo.
A esquecida civilidade
Padre João Medeiros Filho
Parece cada vez mais distante o tempo em que se cultivavam a civilidade e o respeito aos outros. Não era insólito ouvir os pais orientarem seus filhos, valendo-se de conselhos e advertências. De modo análogo, nas escolas, instituições religiosas e culturais costumava-se enfatizar processos formativos para o aprendizado das normas da boa convivência e conduta. Vale lembrar que urbanidade não consiste simplesmente em etiquetas. Implica, antes de tudo, em respeito e consciência de que a liberdade de cada um não é absoluta. Com o decorrer dos anos, esses requisitos foram perdendo a importância e o significado, comprometendo os princípios que garantem o relacionamento saudável entre os cidadãos. Não há dúvidas de que a qualidade das relações sociais de um povo é determinante e fundamental para o Bem ou para o Mal. Por tal razão, é importante reconhecer que o fortalecimento da civilidade é necessário e urgente.
Aos olhos de muitos, inclusive certos educadores, tal investimento pode parecer supérfluo ou na contramão do mundo pós-moderno. Afinal, vive-se o tempo em que as subjetividades, as “liberdades” e os direitos individuais reivindicam autonomia ou soberania. Isso está construindo uma mentalidade e cultura, nas quais tudo aquilo que não atende aos interesses individuais ou partidários é indevido e, consequentemente, inaceitável. Com isso, cada um direciona seu comportamento observando apenas as suas ambições, as de seu grupo ou “líderes”, desconsiderando o pensar e a vida dos outros. Esse abandono da postura de civilidade contribui para o primado do subjetivismo. Outro dia, uma senhora desabafou na sacristia de uma igreja: “Padre, caminha-se para uma sociedade sem lei nem limites. O que dizer do projeto da família do século XXI, tramitando no Congresso e desse último filme [vídeo] acintoso a Deus e ao cristianismo?” Consequentemente, cada pessoa passa a considerar-se como norma e referência absolutas. A liberdade e o respeito a outrem são ignorados e rechaçados nas decisões. “Ai daquele por quem vem o desrespeito [escândalo]” (Mt 18, 7), afirmou Cristo.
A possibilidade de “cada cabeça” ser livre para proferir “sentenças” alimenta uma perversa anomia. É o que se verifica constantemente nas redes sociais. Com a ausência de regras e normas, cada um passa a fazer o que bem entende, sem referência aos parâmetros. Esse é um caminho para que a arbitrariedade se instale, alimentando violência ou desdém, subestimando a sacralidade da vida. Não cultivar a reverência aos gestos – que garantam a urbanidade e a cidadania – é desvanecer o respeito, a percepção das diferenças e o equilíbrio da existência humana. Esse mal atinge não apenas algumas pessoas ou segmentos da comunidade. Alcança todos, desencadeando descompassos no âmbito da cultura e do tecido social. Isso parece bem enraizado no Parlamento Nacional, que não se esforça nem preza em ser exemplo de lhaneza e urbanidade em seus debates e votações.
Diante da hegemonia da lógica do mercado e das ideologias, torna-se difícil perceber e considerar a influência da civilidade. Esta abrange desde as pequenas atitudes aos gestos mais significativos, capazes de configurar uma sociedade mais solidária e justa. Sem valorizar a urbanidade, todos continuarão a conviver com situações problemáticas, a exemplo do frequente desrespeito ao bem comum e as tendências à depredação pessoal ou patrimonial. Não se pode fechar os olhos diante do estilo de vida de certas autoridades – com excesso de mordomias, privilégios e gastos abusivos custeados pelos contribuintes – alimentando um imaginário distante da igualdade humana.
O grau de urbanidade incide também sobre o estabelecimento de prioridades coletivas, como por exemplo, o uso honesto de recursos para promover o bem-estar de todos. Isso significa comprometer-se com a vivência da ética, do equilíbrio das relações entre os cidadãos. Apenas assim, será possível promover a formação de líderes, realmente capacitados para oferecer soluções às demandas de uma sociedade mais fraterna e solidária. Boas escolhas e responsabilidade são fundamentais para reverter o que tanto se amarga, nos dias atuais. A pátria brasileira precisa de civilidade e respeito. O apóstolo Paulo, pregando aos cristãos de Corinto, foi contundente: “Tudo me é permitido, mas nem tudo edifica” (1Cor 10, 23).
A faculdade Católica do RN obtém conceito máximo na avaliação do MEC

A melhor Universidade do Rio Grande do Norte, a Faculdade Católica do Rio Grande do Norte, está entre as 42 Instituições de Ensino Superior(IES) do Brasil que obtiveram o conceito máximo do IGC (Índice Geral de Cursos), indicador de qualidade do MEC. A única faculdade do RN a conquistar o conceito máximo, conceito 5, na avaliação do MEC. Este resultado é fruto de todo empenho e dedicação da nossa equipe diretiva, técnicos, docentes e discentes. A Faculdade Católica do Rio Grande do Norte vive uma nova fase, logra êxito de um trabalho de excelência desempenhado por toda equipe. Essa IES genuinamente potiguar deixa seu marco na história da educação norte-rio-grandense com prestação de serviços de excelência, compromisso com a geração do conhecimento, valorização profissional na perspectiva de uma formação integral. O Pe. Sátiro e o
Diretor Geral Pe. Charles Lamartine são destaques nessa nessa conquista.

João de Deus é condenado pela primeira vez por crimes sexuais, e pega 19 anos de prisão

O médium João Teixeira de Faria, o João de Deus, foi condenado na tarde desta quinta-feira (19), pela juíza Rosâgela Rodrigues, da comarca de Abadiânia, a 19 anos e quatro meses de prisão, por crimes sexuais cometidos contra quatro mulheres durante atendimentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia.
Foi a primeira condenação de Faria por esse tipo de crime —ele está preso preventivamente há um ano, no Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia, e já foi condenado por posse ilegal de armas.
O médium foi denunciado 13 vezes pelo Ministério Público de Goiás, duas delas por posse ilegal de armas. As outras 11 envolvem 57 vítimas cujos crimes de abuso sexual não prescreveram.
Mais de 300 mulheres tiveram seus depoimentos tomados pelo MP e pela Polícia Civil, em casos de estupro que vão de 1973 a 2018.
Estima-se que, somado este número ao de mulheres que não procuraram a Justiça — entre outras razões, por temer retaliações —, a quantidade de vítimas chegue a quatro dígitos.
João Teixeira de Faria nega os abusos. Em nota enviada ao GLOBO antes do resultado do julgamento desta quinta, o advogado de defesa Anderson Van Gualberto de Mendonça afirma que “João de Deus mantém a sua versão inicial sobre os fatos: não praticou crime sexual contra nenhuma mulher”.
Fama internacional
Famoso pela realização de “cirurgias espirituais”, João de Deus já atendeu políticos, celebridades e altos funcionários públicos do Brasil e do mundo e, desde 16 de dezembro de 2018, está preso preventivamente, após se entregar à Polícia Civil em uma estrada de terra em Abadiânia, no interior de Goiás.
A prisão aconteceu cerca de uma semana após o “Conversa com Bial”, da TV Globo, e O GLOBO mostrarem relatos de doze mulheres que diziam ter sido sexualmente abusadas pelo líder religioso.
(O Globo)
Advogado diz que houve distorção sobre valores recebidos por Queiroz, e alega que depósitos foram feitos ao longo de dez anos
Paulo Klein, advogado de Fabrício Queiroz, divulgou nesta quinta-feira uma nota em que reafirma que parte dos salários de assessores de Flávio Bolsonaro na Alerj era usada para “aumentar a base do deputado”, informa a Crusoé.
Em relação ao dinheiro recebido por Queiroz, o advogado diz que “mais uma vez, valores milionários vêm sendo apresentados de forma distorcida” e alega que os depósitos foram feitos ao longo de dez anos.
(O Antagonista)
Oposição faz questão de mostrar desunião

A oposição parnamirinense resolveu aparecer, mas de uma forma já conhecida, todos separados. Santana com Maurício e Ricardo Gurgel de lado, Gildásio com Fativan e Andréa de outro. Os eventos políticos foram marcados no mesmo dia e pasmem, no mesmo horário. Esse agendamento foi proposital, tudo para não participarem da reunião um do outro. E, a pergunta que se faz, é a seguinte: onde estarão Carlos Maia e Airene Paiva? Sumiram e esse silêncio representa um sinal amarelo para os oposicionistas do momento. As duas reuniões não falarão em projetos e, em nenhum momento, discutirão a situação difícil da saúde, educação, segurança e meio ambiente. A pauta indubitável de todos os encontros é: como sentar na cadeira de prefeito em 2020.
