Nesta segunda-feira (04), a prefeita Nilda Cruz visitou a Lagoa de Captação Nezinho Alves, localizada na Avenida Abel Cabral, em Nova Parnamirim, e anunciou que o equipamento vai receber uma ampla ação de limpeza e manutenção, situação que não ocorria há mais de dez anos. Nesse primeiro momento, já estão sendo feitos os serviços de retirada dos resíduos sólidos dos taludes e do sobrenadante da lagoa.
“Esse é mais um problema antigo da cidade que estamos solucionando. É inadmissível um equipamento de tamanha importância como esse ficar tanto tempo sem receber a devida atenção do poder público. Esse descaso acaba afetando a funcionalidade da lagoa. Vamos trabalhar por etapas para equacionar os problemas existentes”, falou a prefeita.
Nilda esteve no local acompanhada da engenheira ambiental Josemary Façanha, que explicou como se dará a sequência das intervenções no espaço. De acordo com a profissional, após a retirada dos materiais, a Prefeitura vai realizar uma varredura para identificar e fechar as ligações clandestinas na rede de esgotos. Também será feita a oxigenação da água para combater o mal cheiro. Por fim, a gestão municipal irá aplicar cal virgem nas fendas dos taludes onde foram retirados resíduos iniciais.
Apreensão de barras de ouro soma 103 kg em Boa Vista — Foto: Caíque Rodrigues/g1 RR
A Polícia Rodoviária Federal apreendeu 103 kg de ouro em uma abordagem a uma caminhonete nesta segunda-feira (4), em Boa Vista. Dividido em barras, avaliaram o minério em R$ 61 milhões pela cotação atual do Banco Central. O motorista do carro, de 30 anos, terminou sendo preso. A apreensão do ouro foi a maior registrada no país pela PRF, informou a corporação em Brasília.
O motorista dirigia a caminhonete quando teve o veículo parado pela PRF na altura da ponte dos Macuxis, na BR-401, por volta de meio-dia. No carro também estavam a esposa e o filho do casal, um bebê de 9 meses.
Nesse meio tempo, agentes suspeitaram de inconsistências na documentação apresentada pelo motorista e decidiram fazer uma busca mais detalhada. Foi então que localizaram as barras de ouro escondidas parte no painel e em outros compartimentos do carro. O motorista do carro trabalha com construção civil e “grandes obras”, segundo a PRF.
“Fizemos a abordagem e, ao verificar o interior do carro, percebemos sinais de que algumas partes haviam sido mexidas. Isso nos levou a aprofundar a inspeção. Esses veículos geralmente fazem parte de rotas já mapeadas, mas a PRF está sempre patrulhando e utilizando técnicas policiais para identificar comportamentos suspeitos. Foi o caso dessa abordagem”, explicou o agente da PRF, Rodrigo Magno.
Apreensão em 2024
A segunda maior apreensão de ouro em Roraima foi de 21 kg em junho de 2024. À época, duas pessoas terminaram sendo presas. Elas estavam com 33 barras ilegais.
“A gente sabe que em Roraima é a maior apreensão. Apesar de ter várias ocorrências com ouro em garimpo, essa é a maior apreensão de ouro até agora”, informou Rodolfo Magno.
Encaminharam o minério apreendido à sede da Polícia Federal para investigação. A caminhonete, uma Hilux ano 2024, não estava registrada em nome do motorista preso. A PRF não divulgou a quem pertence o veículo.
A suspeita é de que o carro com o ouro saiu de Rondônia, segundo informou a Casa de Governo, órgão do governo federal que atua no combate ao garimpo ilegal em terras indígenas em Roraima. Também há a de que o ouro estaria sendo levado para a Venezuela ou para a Guiana, países que fazem fronteira com o estado.
Inicialmente, a PRF divulgou que havia sido apreendidos 104 kg de ouro. No entanto, ao chegar à Polícia Federal, a quantidade foi pesada e deu um valor menor. Segundo a PRF, a diferença no peso ocorreu porque, na primeira medição, o ouro ainda estava embalado em papel.
A liberação de água do Rio São Francisco para o estado do Rio Grande do Norte começou oficialmente nesta terça-feira (5), marcando uma nova etapa na busca por segurança hídrica no Nordeste. A ação integra o Eixo Norte do Programa de Integração do Rio São Francisco (PISF) e prevê o envio de 46,3 milhões de metros cúbicos (hm³) ao território potiguar ao longo de 132 dias.
O percurso da água inicia-se na Estação de Bombeamento EBI-1, em Cabrobó (PE), passando pela Estação de Controle Caiçara, na Paraíba. Nesta fase, a vazão inicial será de 10 mil litros por segundo (10 m³/s), percorrendo 239 quilômetros até esse ponto. A partir do dia 6 de agosto, a água seguirá por mais 21 quilômetros até o Túnel Engenheiro Avidos (PB), com vazão total de 12,5 m³/s, sendo 10 m³/s destinados exclusivamente ao Rio Grande do Norte.
O volume beneficiará dois dos mais importantes reservatórios do estado: a barragem de Oiticica, em Jucurutu, e a Armando Ribeiro Gonçalves, situada entre Itajá, São Rafael e Jucurutu. Juntas, essas estruturas desempenham papel fundamental no abastecimento da população potiguar.
O mês de agosto será dedicado a testes operacionais, permitindo ajustes conforme a resposta do sistema hídrico. A previsão é de uma vazão média de 4,06 m³/s ao longo da operação.
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, acompanhou parte do trajeto e destacou: “Essa liberação marca mais um avanço na missão de garantir segurança hídrica ao povo nordestino.”
Quem passa pela BR-101 logo após a Avenida da Integração, em Natal, sentido Parnamirim, precisa ficar atento às mudanças no trânsito por conta de uma interdição na marginal para obras da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern). A expectativa é que os serviços, referentes à implantação da rede de esgotamento sanitário sob a pista, durem 60 dias no perímetro que corresponde ao km 96,6. O bloqueio começou nesta segunda-feira (4) em um trecho de cerca de 80 metros, a partir da agulha que fica localizada entre uma loja de produtos agropecuários e a Rua Agnaldo Gurgel Júnior.
Com isso, os motoristas devem pegar a pista central da BR depois da agulha localizada próximo à Integração e, se necessário seguir pela marginal, só poderão fazê-lo após a empresa de materiais elétricos localizada mais à frente. De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsável pela interdição, em determinados momentos será necessário bloquear apenas uma faixa de tráfego e em outros, haverá o fechamento total da marginal, como acontece neste primeiro momento. A interdição atual deve durar uma semana, quando um novo trecho será bloqueado.
Segundo a Caern, o perímetro completo a receber as obras vai da Rua Agnaldo Gurgel Júnior até a Rua Eletricista Elias Ferreira, na marginal da BR-101, no bairro de Candelária, na zona Sul da capital. A intervenção faz parte das obras complementares do Sistema de Esgotamento Sanitário que atende os bairros San Vale, Capim Macio e Neópolis. “Por se tratar de uma obra de grande complexidade técnica, que demanda escavações em profundidade e interferência em vias de alto fluxo, os serviços serão executados de forma parcial, com interdições temporárias ao longo do trajeto”, disse a Caern.
A TRIBUNA DO NORTE esteve no local por volta das 10h30 da manhã desta segunda. À ocasião, o trânsito não registrava problemas, apenas uma leve retenção em alguns momentos no início da interdição, mas que se desfazia rapidamente com o acesso à via central da BR. Para os motoristas ouvidos pela reportagem, a preocupação era com os horários de pico. “Nem sabia que aqui estava interditado, descobri agora que precisei passar por essa região. É bom saber, porque mais tarde, no horário mais complicado, eu não pego corrida para essa parte da cidade”, contou o motorista de transporte por aplicativo Raulindo Filho, de 44 anos.
“Aqui já é difícil o trânsito. Acho que no final da tarde vai ficar horrível”, completou ele. O motorista de ônibus Denerval Matos, de 52 anos, trabalha em uma das linhas que passam pelo local. Embora esteja afastado do trabalho por problemas de saúde, ele disse que o bloqueio irá trazer diversas complicações para o transporte público. Ele falou com a reportagem quando ia a uma das lojas da região para resolver uma questão pessoal. “Vai atrasar a chegada dos carros ao terminal, principalmente na parte do fim da tarde. E ainda tem que torcer para não ter nenhuma colisão na área, porque aí piora tudo”, relatou Matos.
Quem tem comércio ou trabalha no trecho interditado também reclama. É o caso de Júnior Renoir, dono de uma loja de veículos seminovos. “Estamos na semana que antecede o Dia dos Pais, então, fechar o acesso dos clientes ao estabelecimento é complicado. Sem contar que nós não fomos avisados previamente. Só chegaram aqui, disseram que iam fechar a via e começaram a obra”, reclama Renoir.
Rodrigo Barros, que trabalha em outra loja de carros na marginal da BR, também se queixa da interdição às vésperas do Dia dos Pais. “Chegamos para trabalhar pela manhã e o principal acesso dos nossos clientes estava interditado. Fizemos um investimento na loja pensando na data comemorativa do próximo domingo e agora vamos ser muito prejudicados com essa situação”, falou Barros. Segundo a Caern, o prazo estimado para conclusão desta etapa da obra é até o dia 4 de outubro de 2025.
Durante esse período, o Dnit informou que buscará manter, pelo maior tempo possível, o tráfego local com acesso ao comércio da região. Os demais veículos, incluindo o transporte público, deverão utilizar a agulha de entrada para a pista principal, localizada logo após o entroncamento com a Avenida da Integração.
No Brasil, celebra-se o Dia dos Pais, no segundo domingo de agosto. O sentimento de paternidade está no âmago da doutrina cristã. Jesus incluiu em sua mensagem central a figura do pai, desvelada do mistério trinitário. Ele procurou dar consciência dessa realidade e transmitiu uma religião paternal. Quando os apóstolos Lhe pediram que lhes ensinasse a rezar, assim se expressou: “Quando orardes, dizei: “Pai, santificado seja teu nome” (Lc 11, 1-2; cf. Mt 6, 9-13). Nesta oração, as primeiras súplicas são voltadas para a necessidade de reconhecer Deus, que nos gerou para a vida em plenitude. O apóstolo Paulo assevera-nos de nossa filiação divina, ao lembrar na Carta aos Romanos: “Recebestes o espírito da adoção filial” (Rm 8, 15). A cultura bíblica veterotestamentária alçava a condição paterna do homem, próxima do sagrado e divino. O código de ética religiosa, contido no Decálogo, estabelece o respeito devido aos pais, logo após enunciar os deveres com o Onipotente e antes de enumerar nossas obrigações com os semelhantes. “Honra teu pai” (Ex 20, 12), aconselha o Livro do Êxodo. Tal recomendação é endossada pela Carta aos Efésios: “Filhos, sede obedientes a vossos genitores” (Ef 6, 1).
O cristianismo prega um Deus paternal, que vela por nós. Trata-se de algo insólito na história das religiões. Não somos órfãos, largados à própria sorte. Os homens podem nos deixar esquecidos, abandonados, à deriva em nossa trajetória existencial. Entretanto, há alguém que nunca nos abandona: Deus. Nossos progenitores terrenos são ícones Dele, que é rico de clemência, pródigo de bondade, compaixão e afeto. Por outro lado, Cristo revelou que a paternidade não consiste simplesmente numa geração biológica, mas em tudo aquilo que faz brotar dentro de nós amor, respeito, fidelidade, confiança, justiça, esperança… Isto significa que Ele ampliou a semântica do termo. Ser pai vai muito além de fatores biológicos. Abrange uma engenhosa construção sobrenatural, densa de significado e plenitude divina. A paternidade constitui-se em substrato afetivo e espiritual, indispensável para se viver com qualidade, não apenas a própria existência, mas também a trajetória de uma sociedade equânime e solidária. Na caminhada humana, nossos genitores são réstias do Divino, acenos do Infinito e janelas do Eterno. Cristo não dispensou o carinho e a proteção de uma figura paterna humana.
Quem não recorda com ternura os que nos transmitiram o dom da vida, dádiva inefável de Deus? Como esquecer aqueles que nos acolheram, quando pequenos ou grandes, com sorrisos e braços abertos? Como não lembrar das histórias que nos contavam, para nos fazer adormecer? É inolvidável sua dedicação, quando após um dia estafante de trabalho, ainda encontravam tempo para brincar conosco. Inesquecível a nossa infância, quando guiavam nossos primeiros passos, sonhando com o futuro. Incalculável o número dos que renunciaram a seus sonhos e projetos para cuidar da formação dos filhos, aperfeiçoando seu caráter, ensinando-lhes a ser verdadeiros, dignos, íntegros e responsáveis. Ao pensar neles, nossos corações transbordam de amor, gratidão e saudade.
Um feliz dia para todos os que transmitiram o dom da vida, amam, educam, protegem e sabem dizer não, quando necessário. Aconselham, mostram a dimensão, o sentido e o valor do ser humano. A eles, nosso perene agradecimento e preces! Cabe rogar a Cristo (que não dispensou a proteção de São José) as bençãos para todos que têm a missão de imitar o gesto divino de gerar. Deus derrame sem cessar graças abundantes sobre seus filhos dedicados, que buscam um mundo mais humano e fraterno. Nossos pais são afagos celestiais, calor e aconchego espiritual para que possamos sentir a presença de Deus bem perto de nós. Parabéns e orações para nossos pais terrenos, que peregrinaram nas estradas da existência e continuarão vivos em cada um de nós. Que o Pai Eterno e Infinito ilumine cotidianamente os que nos geraram e buscam um mundo com menos diferenças e privilégios, no qual os direitos sejam iguais. Não esqueçamos o conselho bíblico: “Aceita, filho, a disciplina do teu pai e não desprezes a instrução de tua mãe; elas serão um formoso diadema na tua cabeça e colares no teu pescoço” (Pr 1, 8).
Departamento de Estado afirmou que responsabilizará todos que forem “cúmplices” da conduta do STF.
Os Estados Unidos condenaram nesta segunda-feira (4) a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de determinar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em uma postagem nas redes sociais, o Escritório do Departamento de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental criticou a medida do ministro Alexandre de Moraes, alegando uma ameaça a democracia:
“O juiz [Alexandre] Moraes, agora um violador de direitos humanos sancionado pelos EUA, continua a usar as instituições brasileiras para silenciar a oposição e ameaçar a democracia”, diz a nota.
“Impor ainda mais restrições à capacidade de Jair Bolsonaro de se defender em público não é um serviço público. Deixem Bolsonaro falar! Os Estados Unidos condenam a ordem de Moraes que impõe prisão domiciliar a Bolsonaro e responsabilizarão todos aqueles que auxiliarem e forem cúmplices da conduta”, finaliza o comunicado.
De acordo com a decisão publicada nesta segunda-feira (4), Moraes argumentou que o ex-presidente tem feito “reiterado descumprimento das medidas cautelares”
Segundo a decisão, Bolsonaro está proibido de receber visitas, com exceção de seus advogados e pode ter contato apenas com pessoas autorizadas pelo Supremo.
O ex-presidente ainda está proibido de usar o celular, direta ou indiretamente, por intermédio de terceiros. No último domingo (3), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma chamada de vídeo de Bolsonaro na manifestação em Copacabana, no Rio de Janeiro.
Moraes ainda reafirma na decisão que manteve as cautelares em proibir o ex-presidente de ter contato com embaixadores e se aproximar de embaixadas ou autoridades estrangeiras. Além manter a proibição do uso das redes sociais.
Com prisão domiciliar decretada por Moraes, ex-mandatário se junta a Collor, Temer e Lula na lista de presidentes detidos após 1985.
Com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL) nesta segunda-feira (4), o ex-chefe do Executivo passou a integrar uma curta e simbólica lista de ex-presidentes presos desde a redemocratização do Brasil, em 1985.
Bolsonaro é investigado por tentativa de golpe de Estado, obstrução de Justiça e organização criminosa, no contexto da suposta trama golpista que visava impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva em 2023. A decisão foi motivada pelo descumprimento de medidas cautelares, com o uso de redes sociais de seus filhos e aliados para atacar o STF e defender interferência estrangeira no Judiciário brasileiro.
Antes dele, Michel Temer (MDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Collor de Mello também foram presos em processos distintos, todos envolvendo acusações de corrupção e abuso de poder.
Lula: prisão na Lava Jato
Atual presidente da República, Lula foi preso em abril de 2018, após condenação em segunda instância no caso do tríplex do Guarujá, um dos principais processos da Operação Lava Jato. A pena era de 12 anos e 1 mês por corrupção e lavagem de dinheiro.
O petista passou 580 dias preso na sede da Polícia Federal em Curitiba e foi solto em novembro de 2019, após o STF mudar seu entendimento e determinar que o cumprimento da pena só poderia ocorrer após o trânsito em julgado. Posteriormente a pena foi anulada pela Corte, que considerou que o processo foi contaminado pelo juiz da primeira instância de Curitiba, Sergio Moro.
Collor: impeachment, condenação e prisão
Fernando Collor de Mello, que renunciou à presidência em 1992 durante um processo de impeachment, também acabou condenado anos depois. Em maio de 2023, o STF o sentenciou a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em esquema ligado à BR Distribuidora.
Em 2025, foi preso em Maceió, mas a pena foi convertida para o regime domiciliar ainda no primeiro semestre deste ano.
Temer: prisões breves e acusações de corrupção
Em março de 2019, Michel Temer foi preso preventivamente sob acusação de liderar um esquema de corrupção envolvendo contratos da Eletronuclear, no caso conhecido como “Descontaminação”. O ex-presidente ficou detido por quatro dias, foi liberado por habeas corpus do STJ, mas voltou a ser preso por mais cinco dias.
Desde então, responde aos processos em liberdade.
Impacto simbólico
A prisão de Jair Bolsonaro eleva o grau de tensão institucional e reforça a leitura de que nenhum presidente está imune ao sistema de Justiça. Ainda que em regime domiciliar, a medida tem alto impacto político e simbólico, especialmente diante das investigações sobre sua atuação antes e depois das eleições de 2022.
Os deputados estaduais retomam atividades em Plenário nesta terça-feira (05) após duas semanas de recesso na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN). A volta das atividades coincide com a apreciação de projetos em sessão plenária e reuniões das comissões, além das sessões solenes e audiência públicas.
Durante o recesso dos deputados, a Casa funcionou normalmente com atendimento ao público, andamento dos processos legislativos internos, atuação técnica das comissões e serviços administrativos e institucionais mantidos.
No período, a Assembleia apreciou mais de 500 iniciativas, incluindo projetos de lei, audiências públicas, sessões solenes, campanhas educativas e ações de cidadania.
A Justiça negou o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa de Pedro Inácio, acusado do assassinato da jovem Zaira Cruz. O crime, que causou comoção em todo o Rio Grande do Norte, segue mobilizando a opinião pública e gerando forte expectativa entre familiares, amigos da vítima e a população em geral.
A decisão judicial também definiu a data do julgamento: será no dia 1º de dezembro, às 8h30, marcando um momento decisivo para o desfecho do processo, que se arrasta desde a tragédia. O caso continua sendo lembrado pela brutalidade e pelas repercussões que teve nas redes sociais e na imprensa potiguar.
Com a negativa do pedido de prisão domiciliar, Pedro Inácio permanecerá detido até o dia do júri popular. A defesa ainda pode recorrer, no entanto, a expectativa está centrada no julgamento marcado para o início de dezembro.
Na última segunda-feira (4), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada após constatar que Bolsonaro descumpriu reiteradamente as medidas cautelares impostas em 18 de julho.
“A participação dissimulada de JAIR MESSIAS BOLSONARO, preparando material pré-fabricado para divulgação nas manifestações e redes sociais, demonstrou claramente que manteve a conduta ilícita de tentar coagir o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL e obstruir a Justiça, em flagrante desrespeito as medidas cautelares anteriormente impostas”, escreveu Alexandre de Moraes.
Foto: Mateus Bonomi/AGIF – Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), decretou nesta segunda-feira (4) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na decisão, o ministro argumentou que o ex-presidente tem feito “reiterado descumprimento das medidas cautelares”.
Segundo a decisão, Bolsonaro está proibido de receber visitar, com exceção de seus advogados, podendo apenas de receber contatos de pessoas autorizadas pelo Supremo.
O ex-presidente ainda está proibido de usar o celular, direta ou indiretamente por intermédio de terceiros. Ontem, o senador Flávio Bolsonaro fez uma chamada de vídeo de Bolsonaro na manifestação em Copacabana, no Rio de Janeiro.
Moraes ainda reafirma a decisão que manteve as cautelares em proibir o ex-presidente de ter contato com embaixadores e se aproximar de embaixadas ou autoridades estrangeiras. Além manter a proibição do uso das redes sociais.
Moraes ainda reafirma a decisão que manteve as cautelares em proibir o ex-presidente de ter contato com embaixadores e se aproximar de embaixadas ou autoridades estrangeiras. Além manter a proibição do uso das redes sociais.
“O descumprimento das regras da prisão domiciliar ou qualquer uma das medidas cautelares implicará na sua revogação e na decretação imediata da prisão preventiva, nos termos do art. 312, 1º, do Código de Processo Penal”, ressalta o ministro.
A nova gestão da Prefeitura de Parnamirim iniciou nesta segunda-feira (04) iniciou os serviços de manutenção e limpeza na Lagoa Nezinho Alves, localizada na Avenida Abel Cabral, em Nova Parnamirim. Há mais de dez anos, o equipamento não passava por intervenções por parte do poder público municipal. As equipes das secretarias municipais de Serviços Urbanos (Semsur) e Meio Ambiente e Urbanismo (Semur) estão atuando na retirada de resíduos sólidos dos taludes e do sobrenadante do equipamento. A prefeita Nilda Cruz esteve no local para acompanhar o início da ação
“Com muito zelo, compromisso e respeito estamos enfrentando essa problemática antiga na nossa cidade. Estamos agindo de forma emergencial para resolver de vez a situação da lagoa, que está com a sua capacidade comprometida em virtude da falta de manutenção. Nossa gestão vem trabalhando muito para oferecer a população de Parnamirim uma cidade estruturada”, pontuou Nilda.
De acordo com as secretarias envolvidas na ação integrada, a próxima etapa depois da finalização da retirada dos materiais é a de monitoramento em busca de ligações clandestinas na rede de esgotamento, que quando forem encontradas serão fechadas. Na sequência, a água da lagoa passará por uma oxigenação para combater o mal odor. Por fim, as fendas nos taludes limpos serão preenchidas com cal virgem com o objetivo também de evitar cheiros indesejáveis no local.
O ex-jogador de basquete Igor Eduardo Pereira Cabral, preso após agredir a namorada com 61 socos dentro de um elevador em Natal (RN), divulgou nesta segunda-feira (4) uma nota à imprensa em que admite ter estado sob efeito de substâncias e enfrentando instabilidade emocional no momento do ataque.
“Lamento profundamente que minha conduta, influenciada por um contexto de uso de substâncias e instabilidade emocional, tenha contribuído para essa situação. Embora as circunstâncias ainda estejam sendo apuradas, sinto a necessidade sincera de expressar meu pedido de perdão a todos que, de alguma forma, foram afetados“, diz o documento.
Veja a nota na íntegra:
“Eu, Igor Eduardo P. Cabral, venho com profundo respeito, me manifestar diante dos acontecimentos recentes que abalaram tantas pessoas. Reconheço que houve dor, angústia e sofrimento, especialmente para Juliana, sua filha, sua família, bem como para os meus pais e demais entes queridos.
Lamento profundamente que minha conduta, influenciada por um contexto de uso de substâncias e instabilidade emocional, tenha contribuído para essa situação. Embora as circunstâncias ainda estejam sendo apuradas, sinto a necessidade sincera de expressar meu pedido de perdão a todos que, de alguma forma, foram afetados.
Não tenho intenção de justificar nada, tampouco minimizar o impacto dos fatos. Apenas desejo que Juliana consiga encontrar força para seguir em frente, com serenidade, coragem e paz. A ela, sua filha e sua família, envio minhas orações e meu mais genuíno respeito.
Enfrento o momento atual com humildade e esperança de que, com o tempo, todas as partes envolvidas possam encontrar caminhos de cura, reflexão e recomeço.”
Com arrependimento e respeito, Igor Eduardo P. Cabral
A Prefeitura de Extremoz, por meio da Secretaria de Iluminação e Serviços Urbanos, deu início nesta semana a mais uma frente de trabalho com foco na recuperação das vias da cidade. A ação da vez é a operação tapa-buraco na Avenida Alcides de Araújo, localizada no bairro Moinho dos Ventos.
O objetivo da intervenção é melhorar a trafegabilidade, garantir mais segurança para motoristas e pedestres, além de preservar o pavimento urbano. A equipe da Secretaria está atuando com agilidade, respeitando os padrões técnicos e de sinalização exigidos.
A gestão municipal reforça o pedido de colaboração da população, em especial dos condutores que trafegam pela região. Muitos motoristas não estão respeitando a sinalização da obra, o que coloca em risco a integridade dos trabalhadores.
A operação tapa-buraco faz parte de um cronograma contínuo de manutenção das vias públicas, que vem sendo executado em diversos bairros do município. A Prefeitura segue empenhada em oferecer mais mobilidade, infraestrutura e qualidade de vida para os extremozenses.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e o Primeiro-Ministro da República da Índia, Narendra Modi – Foto: Ricardo Stuckert / PR
O Brasil e a Índia, parceiros históricos dos Estados Unidos que se tornaram alvos de Donald Trump nos últimos meses, buscam estreitar os laços comerciais.
O movimento do governo federal antecede o tarifaço de Trump, que atingiu os dois países com sobretaxas que, somadas, chegam a 75%.
Em julho, durante a visita do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, a Brasília, os países assinaram acordos nas áreas de segurança, energia e transformação digital.
O governo brasileiro avalia que a Índia, o país mais populoso do mundo e que passou por um processo de industrialização nas últimas duas décadas, ainda é pouco explorada pelos exportadores nacionais.
Além disso, a pauta exportadora do Brasil para Nova Délhi é pouco diversificada: óleos vegetais, açúcares e petróleo bruto representam mais de 60% do total enviado.
A ofensiva brasileira para ampliar o comércio com os indianos se dá em três frentes, segundo autoridades do governo.
Uma das estratégias surgiu após o tarifaço de Donald Trump. O presidente dos EUA decidiu sobretaxar produtos indianos com o argumento de que o país mantém forte dependência energética da Rússia, comprando petróleo e combustíveis russos.
O Brasil vê nesse cenário uma oportunidade. De acordo com estimativas do governo de 2024, cerca de 30% do petróleo importado pela Índia vem da Rússia, enquanto apenas 1% é brasileiro.
Ainda assim, o petróleo já é o segundo item mais exportado do Brasil para a Índia. Em caso de recuo nas compras indianas de petróleo russo, a expectativa é que o Brasil, ao lado de países do Oriente Médio, consiga ocupar parte desse mercado.
Outra frente segue a estratégia adotada pelo Ministério da Agricultura desde o início do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: a abertura e diversificação de mercados.
Técnicos da pasta avaliam que há potencial de crescimento para produtos como óleos vegetais, algodão, feijões e pulses, etanol, genética bovina e frutas. Correndo por fora, estão carne de aves, pescado, café e suco de laranja.
O principal entrave, no entanto, são as elevadas tarifas aplicadas pela Índia. O país não incluiu quase nenhum produto do agronegócio no acordo de comércio preferencial que mantém com o Mercosul.
Esse é justamente o terceiro eixo das negociações: ampliar o alcance do acordo comercial vigente.
Hoje, apenas 14% das exportações brasileiras para a Índia estão cobertas pelo acordo. O tratado, de alcance limitado, abrange 450 categorias de produtos, num universo de cerca de 10 mil, e prevê reduções tarifárias modestas, entre 10% e 20%.
A meta do governo brasileiro é negociar a inclusão de novos produtos, especialmente do agronegócio, negociar reduções tarifárias e buscar a retirada de barreiras comerciais.