“Há uma atmosfera de esforço espiritual em Paris. Nenhuma outra cidade tem isso.”
–James Joyce.
Alguns anos atrás, fui convidado por amigos para ir a um jantar em Paris. Ao chegar no restaurante, reservaram-me uma cadeira entre um ex-ministro do Supremo Tribunal e um professor da Sorbonne. Embora eu fosse um crítico público do ex-ministro, gosto dele e, claro, respeito a cadeira que ocupou. No meio da conversa, o professor francês resolve perguntar, aproveitando a presença de um ex-integrante da Corte e de um advogado acostumado a atuar no STF, o que nós achávamos da importância da sustentação oral. Uma pergunta cada vez mais atual.
O ex-ministro resolveu me alfinetar:
“Professor, alguns advogados, como o Kakay, gostam da tribuna e pensam que tem importância. Na realidade, os votos já vão prontos para a sessão e a sustentação não vale nada”.
Certo constrangimento por parte do docente não impediu que eu respondesse:
“Mestre, depende muito do julgador. Se for um ministro preparado, independente, sério e que sabe escutar –o julgador tem que ter a grandeza de escutar–, a sustentação vale muito. Já vi ministro voltar atrás no voto ou retirar o processo de pauta depois da sustentação. Porém, se for um ministro que só lê voto de assessor, aí a sustentação oral não vale nada mesmo”.
O mal-estar só diminuiu com o vinho nacional. Acompanhando ao vivo as Olimpíadas, aqui em Paris, constato como a opção por usar, em grande escala, o mundo virtual no Judiciário, depois da pandemia, mudou a vida dos juízes e dos advogados. Com a necessidade, à época, de fazer audiências por vídeo, boa parte dos magistrados conseguiu um sonho antigo: livrar-se da presença dos advogados.
É claro que, muitas vezes, nós, advogados, também gostaríamos de não ter que despachar presencialmente com certos juízes, porém, precisamos fazer isso. Especialmente na minha área, direito criminal, a presença física faz a diferença. Poder observar a reação de cada julgador, seja em audiência, ou da tribuna. Alguns detalhes podem fazer com que mudemos o rumo da prosa, sendo definitivo para o deslinde da causa. Mas existem mudanças que são muito interessantes. Normalmente, eu teria que acompanhar as Olimpíadas na tranquilidade da minha sala de televisão, no Brasil. Seria impensável imaginar ficar tanto tempo fora do escritório e dos tribunais.
Hoje, com a nova política de reuniões, audiências e julgamentos, posso me dar ao luxo de estar ao vivo nos estádios e nos campos montados embaixo da Torre Eiffel, na Place de la Concorde ou na varanda do meu apartamento, vendo as corridas e os ciclistas passarem pelo Boulevard Saint-Germain enquanto trabalho por vídeo do conforto da minha casa de Paris. Uma inversão saudável e que faz um bem danado.
Ainda dá tempo de uma reunião com um cliente em Londres ou de receber um advogado português ou belga. É claro que deve ser uma exceção, mas é bom poder ter esta opção.
Na verdade, muito mais do que acompanhar os eventos ao vivo –vôlei feminino, de areia, futebol, atletismo e a abertura no rio Sena– o que tem impressionado é o espírito olímpico que marca esta cidade mágica.
No início, havia, e ainda há, porém, mais diluída, uma grande preocupação no ar. O medo de um atentado com tantas autoridades juntas em uma cerimônia monumental foi a marca da abertura. Muitas ruas fechadas, um número assustador de policiais fortemente armados, barulhos de sirenes madrugada afora, enfim, uma opção de mostrar força que parece incompatível com o espírito olímpico. Mas que, afinal, somos obrigados a reconhecer que funcionou e tem funcionado.
Com a debandada em massa dos parisienses, que normalmente já deixam a cidade em julho e agosto, e menos turistas do que o anunciado, a cidade de Paris brilhou como nunca. Restaurantes vazios, cafés nos esperando para um copo e um livro, livrarias chamando os clientes, o Sena desfilando com seu charme e museus sem filas.
Penso que seria importante que a lógica de mudar a sede a cada 4 anos fosse interrompida. Soube que as próximas competições serão em Los Angeles. Imagine o charme inóspito de uma edição das Olimpíadas nos EUA, em Los Angeles? Por que não Paris outra vez? Já estou me preparando para assistir a tudo pela TV, aqui mesmo da Place Saint-Germain. Afinal, como disse Victor Hugo: “Respirar Paris, isso conserva a alma”.
Os artesãos que estiverem expondo seus trabalhos em feiras, eventos e locais com a chancela da Prefeitura de Natal agora têm o direito à gratuidade no sistema de transporte público da capital potiguar quando retornarem para suas residências.
A iniciativa faz parte do Programa Transporte Artesão, lançado nesta quinta-feira (8) em solenidade no Palácio Felipe Camarão com a presença do prefeito Álvaro Dias (Republicanos).
Segundo a prefeitura, o programa conta com critérios acessíveis a quem já tem cadastro feito na Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtas). Atualmente, cerca de 600 profissionais do setor estão catalogados pela gestão.
Durante a cerimônia, a prefeitura destacou outras iniciativas para o setor, como o lançamento de editais, a reforma e modernização da Loja Natal Original, em Mirassol, além do apoio e realização de feiras em Ponta Negra, bem como nas lojas Comjol e Ferreira Costa.
São três novas praças, duas em Bela Parnamirim (as primeiras do bairro) e uma em Cidade Verde, em construção. Segundo a Prefeitura de Parnamirim, o investimento é de mais de R$2 milhões em infraestrutura em obras que vão garantir mais bem-estar para a população.
As praças estão sendo construídas nos seguintes locais: – Área verde no cruzamento das ruas Valdemar Francisco do Nascimento e Manoel Batista, em Bela Parnamirim; – Vizinho ao CMEI Judith Aguiar, entre as ruas das Arecas, Butiás e Raphias, em Bela Parnamirim; e – Canteiro localizado em frente ao Gérbera Recepções, no cruzamento das ruas Gastão Mariz e Ipê Caboclo, em Cidade Verde.
A previsão é que os trabalhos sejam concluídos nos próximos meses, trazendo mais áreas de lazer e convívio para os moradores, além de fomentar o combate ao sedentarismo com a prática de esportes. Os projetos contemplam quadras de areia cercadas, vagas de estacionamento e calçadas com acessibilidade, paisagismo e iluminação, além de parque infantil, academia ao ar livre e caminhódromos, o que de acordo com o “case” de Parnamirim, também contribui para a valorização dos imóveis de quem mora nas proximidades.
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, informou que os eleitores poderão denunciar casos de desinformação durante a campanha eleitoral que se aproxima.
A Justiça Eleitoral vai disponibilizar o número telefônico 1491, pelo qual o cidadão poderá informar à Justiça Eleitoral qualquer tipo de desinformação que tiver presenciado. A ligação é gratuita.
Ao receber a denúncia, o Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação e Defesa da Democracia, órgão do TSE, vai verificar a procedência da informação e encaminhar o caso para a Polícia Federal ou o Ministério Público Eleitoral (MPE) para as providências cabíveis. O serviço esteve disponível a partir desta quarta-feira 7.
Além disso, a Polícia Federal terá um painel de acompanhamento do andamento das denúncias recebidas.
“Será devidamente encaminhado para que, em tempo e velocidade recorde, a gente possa ter a resposta devida a essa denúncia, essa desconfiança, para que a pessoa não se engane daquilo que é passado”, afirmou a presidente.
A ministra também informou que as plataformas de internet assinaram acordos com o TSE para combater a desinformação durante o pleito. De acordo com a presidente, as redes sociais deverão colaborar com a Justiça Eleitoral para garantir o voto livre e sem contaminação por mentiras.
“Esses acordos foram assinados nos últimos dias e já estão em vigor”, completou a ministra.
Na terça-feira 6, o TSE também lançou uma campanha informativa em parceria com a Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner) para evitar a disseminação de mentiras durante o pleito. Com o slogan “Jornalismo é confiável”, a campanha trará anúncios informativos para esclarecer o eleitor e evitar a propagação de mentiras que possam abalar o pleito.
Quando eu era menino pequeno, lá em Patos de Minas, tinha a ingênua impressão de que não existia muita diferença de classe. Antes da crueza da vida me mostrar a chapada realidade, eu levava uma vida simples. A filha do vaqueiro era minha grande amiga no grupo Marcolino de Barros; o filho, o meu companheiro de perplexidades. Eu era melhor do que ele em montar em bezerro bravo no pelo. O que me dava certo prestígio. Não me esqueço de quando o levei a primeira vez ao cinema, num faroeste, e ele se escondeu no chão, atrás das cadeiras, com medo das flechas dos índios. Éramos felizes. E sabíamos.
Com muito pouco tempo, fui vendo as diferenças se avolumarem. Mesmo com minha família quebrando e perdendo praticamente tudo, todos os meus irmãos se formaram e fizeram curso superior em universidades públicas. Nenhum dos meus amigos da roça ousou a universidade. Uma regra, à época, da realidade brasileira.
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Agora, aqui em Paris, acompanhando as Olimpíadas, posso constatar o quanto a política pública pode mudar a vida das pessoas. Em 1977, quando entrei na Universidade de Brasília para fazer Direito, só existia um negro que era estudante no curso. E esse fato não era objeto de grandes indagações. Era uma realidade que não chocava a esmagadora maioria branca. Talvez, muitos achassem estranho ter um negro entre nós, e, não, ter somente um negro. Plena Ditadura, AI-5 vigendo, tortura, desaparecimento e violência como regra. Os fascistas brasileiros ainda não tinham a dimensão da força da raça negra, que iria surpreender o país.
A política de cotas foi um marco. Contra a hipócrita versão da meritocracia, mudou a composição da sociedade. Como querer que um menino pobre, negro, que mora na periferia e tem que pegar 3 ônibus, acordando às 4 da madrugada, sem conexão com internet, sem dinheiro para comprar livros e somente acesso às parcas bibliotecas, possa competir com os nossos filhos? Nossos burgueses, que reclamam quando a internet falha 2 minutos, com motoristas para levar e buscar, com acesso à biblioteca em casa com mais de 15 mil livros, viagens ao exterior e outras “vantagens” que forjam nossa diferença abissal. Meu Deus, obrigado pela política de cotas.
Agora, aqui em Paris, nas Olimpíadas, cada vez mais, devemos tirar o chapéu para a política de apoio ao esporte. O Lula é um craque e merece uma medalha de ouro. O programa foi criado em 2004, na primeira gestão do governo Lula, e regulamentado no ano seguinte. A bolsa atleta, que é paga diretamente aos esportistas, é, seguramente, o maior programa de patrocínio individual do mundo e está completando 20 anos. É uma mudança histórica. Eles podem ousar e sonhar a se dedicarem com exclusividade aos treinamentos.
Imagine um atleta brasileiro pobre, sem ter condições de comprar um tênis para correr, sem ter uma quadra digna para treinar e sem um técnico exclusivo competir com alguém que tem o tênis feito sob medida, com orientação sobre o que comer e beber? E, o pior e mais grave, o pobre muitas vezes nem sequer pode comer adequadamente. Para isso serve a força do Estado. O governo Lula tem que subir ao pódio. Desde o início, tivemos 8,7 mil atletas beneficiados. Gestantes, puérperas, surdos e técnicos em paradesporto. Um exemplo para o mundo.
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Por isso, é bom ressaltar que o programa investiu 121 milhões em esportistas de modalidades olímpicas e paraolímpicas, com impressionantes 8,292 bolsas concedidas. Em 2024, mais de 9 mil atletas foram contemplados. Vale destacar que, aqui em Paris, 241 atletas são apoiados pelo Bolsa Atleta. Ou seja, 87,3% do total. O governo Lula merece uma medalha de ouro.
Lembrando-nos do nosso Caeiro brasileiro, o matuto Manoel de Barros: “Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro. Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas).”
O ex-vereador Diogo Rodrigues, foi preso agora pela manhã em Parnamirim. Segundo informações que chegaram ao blog, o mandado de prisão foi expedido pelo juiz Assis Brasil de Natal e não tem nada haver com o crime do processo do fura fila e sim, sobre o crime de estelionato e a investigação foi realizada pela delegacia de defraudações de Natal.
Um avanço da medicina através da tecnologia já está disponível na rede pública municipal de saúde de Parnamirim. A Prefeitura aderiu ao programa federal TeleNordeste do PROADI-SUS e está oferecendo assistência médica especializada por meio da Telemedicina.
Os usuários cadastrados são atendidos por médicos dentro do Programa de Saúde da Família. A intervenção busca a melhoria da assistência a saúde e tem como objetivo não apenas expandir o atendimento, mas também fornecer suporte terapêutico a áreas carentes de recursos médicos especializados, eliminando vazios assistenciais e promovendo o desenvolvimento da saúde digital.
O paciente que necessitar desses especialistas, será cadastrado e o agendamento realizado pela UBS através de uma plataforma digital, com dia e hora marcados. A teleconsulta será feita dentro da própria UBS, com o médico teleinterconsultor do TeleNordeste e o paciente.
O programa foi preconizado pela Estratégia de Saúde Digital para o Brasil 2020-2028, apoiado na Política Nacional de Atenção Básica, na Política Nacional de Atenção Especializada e na a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde do Governo Federal.
O projeto também pretende aprimorar o cuidado de populações em privação de liberdade e povos tradicionais. Além disso, está previsto o desenvolvimento das equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e a continuação da coleta de dados para estudos científicos, sob a supervisão do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do Hospital Moinhos de Vento.
No último sábado (3), a cidade de São Miguel recebeu na câmara municipal, a convenção do PDT que homologou a candidatura do vereador Alyson Colaça e do empresário Miguel Colaça, para prefeito e vice prefeito. Durante o encontro a população lotou a plenária da casa, para demonstrar o apoio a dupla, que resgata o som da “nação bacurau” da cidade.
Em seu discurso, o candidato Alyson mostrou toda sua trajetória política e agradeceu a toda população micaelense pela confiança em seu trabalho, que na eleição passada elegeu ele como o parlamentar mais votado do município. Quem também marcou presença, foi o assessor político Júnior Colaca, que além de reafirmar sua pré-candidatura a deputado estadual em 2026 e que conta com apoio em mais de 40 cidades do estado.
Júnior, relembrou os tempos de trabalhos junto ao deputado Raimundo Fernandes, no qual ele esteve ao lado de RF em grandes momentos de busca de recursos e de luta pelo povo de São Miguel.
O que se ouve nas ruas de São Miguel, é que Os Colaças estão conquistando o coração de todos da cidade, com uma campanha corpo a corpo e ouvindo os anseios e desejos do povo.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de vendaval para todo o Rio Grande do Norte. O aviso vale até 18h desta terça-feira (6) e prevê ventos de até 60 km/h.
O aviso é da cor amarela, que significa perigo potencial, o nível mais baixo no grau de severidade do órgão (entenda abaixo os níveis).
Grau de severidade
🟡 Perigo Potencial
Cuidado na prática de atividades sujeitas a riscos de caráter meteorológico. Mantenha-se informado sobre as condições meteorológicas previstas e não corra risco desnecessário
🟠 Perigo
Mantenha-se muito vigilante e informe-se regularmente sobre as condições meteorológicas previstas. Inteire-se sobre os riscos que possam ser inevitáveis. Siga os conselhos das autoridades.
🔴 Grande perigo
Estão previstos fenômenos meteorológicos de intensidade excepcional. Grande probabilidade de ocorrência de grandes danos e acidentes, com riscos para a integridade física ou mesmo à vida humana. Mantenha-se informado sobre as condições meteorológicas previstas e os possíveis riscos. Siga as instruções e conselhos das autoridades em todas as circunstâncias e prepare-se para medidas de emergência.
Há muito de verdade no supracitado axioma popular. Dom Marcolino Esmeraldo de Sousa Dantas, baiano de Inhambupe, quando bispo de Natal, desvelou-se para dotar o RN de mais duas circunscrições eclesiásticas. Foram quase dez anos de árduo trabalho, entre 1929-1939, coroado de pleno êxito. Sentiu a alegria de ver as origens das dioceses de Mossoró e Caicó, das quais foi administrador apostólico até a posse de seus primeiros bispos. Pelas bulas papais “Pro eclesiarum omnium” (datada de 28/07/1934) e “E dioecesibus” (promulgada em 25/11/1939), Pio XI e Pio XII erigiram os bispados, respectivamente, de Mossoró e Caicó. Dom Marcolino foi além. Durante mais de oito anos, empenhou-se juntamente com Dom Moysés Sizenando Coelho, arcebispo de João Pessoa, em prol da elevação de Campina Grande à categoria de sé episcopal. Teve mais um sonho realizado. Em 14 de maio de 1949, pelo documento pontifício “Supremum Universi”, Pio XII constituiu diocese aquela cidade paraibana, desmembrando-a dos bispados de João Pessoa e Cajazeiras.
Dom Marcolino foi um prelado diligente e de grande atuação pastoral. A elevação daquela cidade paraibana à condição de bispado possibilitaria Natal em se tornar sé metropolitana, separando o RN da Província Eclesiástica da Paraíba. Isto ocorreu, em 16 de fevereiro de 1952, pela bula “Arduum onus”, de Pio XII, menos de três anos após Campina Grande ser constituída sé diocesana. Há de se reconhecer que para as condições da época, o bispo de Natal foi célere em suas decisões e gestões, em favor do Povo de Deus.
Decorridas mais de oito décadas, Dom João dos Santos Cardoso (também baiano, de Dário Meira), arcebispo de Natal, em seu dinamismo, zelo pastoral e ampla visão eclesial, dá prosseguimento à tarefa de tornar a Igreja mais próxima dos fiéis. Em apenas sete meses de pontificado em solo potiguar, propôs a criação de duas dioceses no RN: uma na Região Trairi (sediada em Santa Cruz); a outra no Vale do Assú (com sede nessa cidade), incluindo a Região Salineira pertencente ao arcebispado natalense. A iniciativa conta com o total apoio do metropolita, as bênçãos do bispo mossoroense, Dom Francisco de Sales Alencar Batista e a colaboração do clero e fiéis católicos. Gesto nobre do arcebispo, que, além de ceder parcela significativa do território de sua jurisdição, sugeriu que a sede fosse em Assú, freguesia pertencente a outro bispado. A comissão interdiocesana, responsável pela elaboração do projeto, é presidida pelo eminente canonista Monsenhor José Valquimar Nogueira do Nascimento. Cumpre o seu cronograma, estando na fase de formação das subcomissões e escolha de assessores para o desempenho de sua missão.
Em 25 de julho passado, recebi um primoroso estudo do advogado assuense e militante católico, Dr. Gregório Celso Medeiros de Macêdo Silva, sobre o futuro bispado. A obra resulta de pesquisas, iniciadas em 2022, sobre a região do Vale do Assú e seu entorno. Será de grande valia para ajudar a comissão a atingir os objetivos propostos. O ilustre autor de “Uma nova diocese no Rio Grande do Norte”, não poderia inicialmente vislumbrar a perspectiva pastoral do metropolita natalense, quando integrou a Região Salineira no projeto da sede diocesana a ser criada.
Dr. Gregório aborda aspectos e dados geográfico-históricos, patrimoniais, socioeconômicos, pastorais e antropológico-culturais da futura diocese. A partir de elementos hauridos das paróquias que integrarão o novo bispado, a equipe responsável pela elaboração do texto final delineará o perfil da tão desejada sé episcopal. “Ad maiorem Dei gloriam”, tudo para a maior glória de Deus, afirmava Santo Inácio de Loyola, cujos discípulos evangelizaram os habitantes da primitiva paróquia do Assú na época colonial.
Os católicos vinculados ao território da sonhada circunscrição eclesial não poderão ficar indiferentes a este projeto de Igreja, devendo cooperar com recursos humanos, financeiros e orações. Ele é obra do Reino de Cristo e uma necessidade do Povo de Deus. “Somos servidores inúteis” (Lc 17, 9), afirmara Cristo. É salutar que os fiéis leiam atentamente o trabalho de Dr. Gregório, com a participação do Professor Nestor Vieira de Melo Neto. Nosso reconhecimento aos que abraçaram essa causa. Convém lembrar as palavras do apóstolo Pedro: “Do mesmo modo, também vós, como pedras vivas, formai um edifício espiritual” (1Pd 2, 5).
Estudantes da rede de ensino do município de Parnamirim contarão com reforço na frota do transporte escolar. Um ônibus adaptado novinho passa a atender as crianças e adolescentes a partir desta semana. Com o novo veículo, o município já totaliza 50 ônibus escolares que já rodam pela cidade, em rotas otimizadas, com a missão de transportar os alunos com segurança e contribuir com a qualidade do ensino e com a frequência escolar.
De acordo com a secretária de Educação, Delmira Santiago, ter mais um ônibus escolar adaptado representa um avanço significativo para o município, trazendo benefícios tanto para os alunos quanto para a comunidade em geral.
“Estamos investindo na educação, contratando novos profissionais, oferecendo um ensino de qualidade e trabalhando para que as crianças sejam transportadas com segurança”, destacou.
O veículo foi adquirido com recursos do Governo Federal.
Contagem regressiva para a Corrida e Caminhada do Médico que acontecerá, no dia 13 de outubro, a partir das 6h30, com concentração na sede da Associação Médica do RN que fica localizada na Av. Hermes da Fonseca, 1396, no bairro Tirol, em Natal.
O evento é aberto para o público em geral e contará com percursos de 5km e 10km. Todos os participantes receberão camisas e medalhas personalizadas.
A Corrida e Caminhada do Médico é uma realização da Associação Médica do RN e da Sociedade Brasileira de Mastologia – Regional RN estando inserida na Campanha Outubro Rosa de prevenção ao Câncer de Mama.
Mais informações pelo (84) 99921.3091, das 8h às 16h
O natalense Miguel Lira, de 15 anos, começou a ganhar peso gradativamente em 2021. No final do ano seguinte, imerso em uma rotina sedentária e já diagnosticado com transtorno de ansiedade, descobriu que estava pré-diabético. A condição veio acompanhada da obesidade. No Rio Grande do Norte, a taxa de obesidade entre adolescentes é a maior entre os estados do Nordeste, com 11.19%, correspondente a 11.903 pessoas desse público, enfrentando a condição. O número supera a média nacional, de 9.87%. A liderança se mantém, ainda, nos casos observados entre crianças de 5 a 10 anos, com percentual de 11.25%.
De acordo com especialistas ouvidos pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE, o consumo excessivo de alimentos industrializados, o sedentarismo e políticas de saúde pouco efetivas estão entre os principais fatores para o cenário. Os dados são do Sistema de Vigilância Alimentar (SISVAN), do Ministério da Saúde, e correspondem ao ano de 2023. De acordo com o levantamento, as taxas de obesidade grave no público infantojuvenil também foram lideradas pelo Rio Grande do Norte.
A obesidade é uma condição multifatorial caracterizada pelo excesso de gordura corporal que aumenta os riscos de problemas de saúde. Taísa Macedo, médica endocrinologista pediátrica, explica que as principais causas dessa condição são ambientais, a exemplo de prejuízos no sono, sedentarismo e alimentação inadequada. Os fatores endócrinos/hormonais, por sua vez, correspondem a menos de 5% das causas da obesidade. “Quando a gente vê uma criança com obesidade ambiental exógena, é uma criança com excesso de peso e com alta estatura. Enquanto que a gente, quando observa uma causa endócrina, a criança tem baixa estatura”, esclarece.
No caso do jovem Miguel Lira, o aumento de peso foi desencadeado por fatores psicológicos e sedentarismo. A mãe do jovem, Fernanda Lira, conta que ainda no início de 2021 o filho começou a engordar aos poucos, mas somente no final daquele ano que recebeu o diagnóstico de ansiedade. Nesse período, conhecido como o pós-pandemia, o adolescente também não tinha hábitos saudáveis. “Em dezembro de 2022, tinha acabado de completar 14 anos e estava com 59kg, pré-diabético”, compartilha.
A nutricionista Ana Paula Chiapetti reforça que não há como excluir os fatores genéticos dos casos de obesidade infantojuvenil, mas uma dieta rica em alimentos industrializados pode levar ao desenvolvimento dessa condição. É o caso de comidas com glutamato monossódico, responsável por gerar uma saturação do paladar, tornando os alimentos mais saudáveis e naturais menos atrativos à criança. Na maioria dos casos, são eles os escolhidos para os lanches escolares. “Então, você imagina a criança que leva salgadinho e biscoito recheado todos os dias. São cinco dias na semana e 20 dias no mês”, alerta.
Outro problema apontado pela nutricionista é que, apesar dos industrializados apresentarem calorias elevadas, isso não se reflete em uma composição adequada de nutrientes. Aliado a isso, devido aos hábitos cada vez mais associados ao lazer na frente das telas, até mesmo a vitamina D tende a ser deficiente em crianças e adolescentes com obesidade e sobrepeso. Isso porque as brincadeiras na rua foram deixadas de lado por aparelhos eletrônicos como videogames.
Papel da família no tratamento
Seja nos casos de obesidade, ou nos de sobrepeso, o apoio da família é fundamental para que as crianças e adolescentes consigam recuperar suas qualidades de vida. Ana Paula Chiapetti explica que, quando um paciente chega ao seu consultório acompanhado do responsável, a conscientização sobre a necessidade de mudar os hábitos familiares é um ponto primordial do diálogo. “Eu acredito muito no parental, no poder da família. Uma família tem isso em mãos para conseguir ajustar o volume desses alimentos, realmente tratar exceção como exceção e não tratar exceção como rotina”, complementa.
O suporte a que a especialista se refere foi essencial para Miguel conseguir construir novos hábitos. Fernanda Lira conta que, apesar da mudança ter sido desafiadora, dialogou com ele sobre a importância dela para sua saúde. Aliado a isso, restringiu as ‘baganas’ para os fins de semana e ocasiões especiais. “Se a gente não tem [alimentos não saudáveis] em casa, ele não vai comer”, ressalta.
Tocando na pauta da alimentação, Ana Paula Chiapetti desmistifica a crença de que substituir os alimentos mais calóricos por versões ‘light’, ‘diet’, ou ‘fitness’, pode reverter a obesidade. Isso porque a dieta da criança não deve ser mudada de forma abrupta, mas a partir de substituições conscientes e gradativas que devem estar alinhadas ao contexto familiar. “Exigir que a criança coma uma salada à noite enquanto o adulto pede um fast food, [por exemplo], é impossível a gente achar que isso vai trazer algum resultado”, enfatiza.
Embora exista medicação para auxiliar no combate da obesidade, por meio da inibição do apetite e estímulo à saciedade, Taísa Macedo reitera uma perspectiva semelhante a da nutricionista e defende que a mudança no estilo de vida é a peça chave no tratamento. “A gente sempre tem que dizer que a medicação sozinha, sem mudança de estilo de vida, não vai ter efeito. Muita gente fala do ‘efeito sanfona’. Claro, se você não mudar o jeito que você está vivendo, vai recuperar tudo. A medicação é uma coadjuvante”, defende.
De acordo com Fernanda Lira, desde dezembro de 2022, Miguel saiu da zona do sedentarismo e vem trabalhando para manter a qualidade de vida. A contratação de um profissional de educação física, com quem o filho conseguiu construir um vínculo positivo, foi determinante para que pudesse treinar três vezes na semana. “Com 6 meses de adaptações, as mudanças já eram visíveis, o que fez a autoestima dele [Miguel] melhorar muito e ter estímulo para continuar”, compartilha.
Atualmente, Miguel pesa 60 kg e não relaxa quando o assunto é saúde. A mãe do jovem conta que a vigilância precisa ser mantida, inclusive, no contexto familiar. “A nossa família já tem o hábito de fazer exercícios e manter uma alimentação mais controlada durante a semana. Acredito que é muito importante dar o exemplo e não apenas exigir”, afirma.
O tratamento da obesidade acontece por meio de consultas trimestrais e exige um atendimento multidisciplinar envolvendo as áreas de nutrição, endocrinologia, psicologia e educação física. O conjunto é fundamental para evitar que o adolescente/criança desenvolva doenças metabólicas, dislipidemia (aumento do colesterol) e diabetes tipo 2 no futuro. Nos casos de crianças com pai/mãe obeso(a), especialmente, Taísa Macedo aponta que há 50% de chance da criança apresentar essa condição devido a fatores genéticos. Quando os dois responsáveis são obesos, o percentual sobe para 80%.
Especialistas defendem avanço nas políticas
Enquanto lidera as taxas de obesidade infatojuvenil no Nordeste, o Rio Grande do Norte parece caminhar de forma pouco ativa em prol do combate e prevenção dessa condição. É o que avalia Taísa Macedo, para quem é necessário maior diálogo desse trabalho junto à saúde e ao contexto escolar.
“Eu não consigo ver que está havendo uma política para combater a obesidade infantil. Acho que elas são muito isoladas. Se a gente for falar em merenda escolar, por exemplo, ela é feita para criança que não tem nada para comer em casa. Então ela almoça na hora da merenda”, afirma. Ainda, na visão dela, a ampliação da conscientização perpassa a melhoria da infraestrutura das escolas para que haja mais espaços para atividades esportivas.
Já Ana Paula Chiapetti defende que as campanhas educativas precisam surgir com o propósito de criar uma conexão e dialogar com as crianças e adolescentes. Na avaliação dela, não basta apenas divulgar dados, utilizar palavras técnicas e promover a conscientização por meio de frases como ‘consuma menos açúcar’. O motivo é que esse tipo de linguagem tende a não gerar identificação no público-alvo e, aliada ao uso de ‘palavras difíceis’, não passa o real significado das iniciativas.
“Eu acredito que tem que trazer isso numa mensagem, numa comunicação, que eles se sintam mais representados, que eles olhem e que eles falem: ‘nossa, isso é verdade, a gente não consegue fazer isso, a gente consegue melhorar isso’. Acho que mudar essa linguagem poderia ser interessante”, defende a nutricionista.
Política estadual
A Sesap reconheceu que as taxas são elevadas e informou que desenvolve estratégias de enfrentamento . A pasta reforçou, contudo, que cabe aos municípios executar as ações, enquanto ao Estado compete o monitoramento. “No que tange à responsabilidade da Sesap,existe um trabalho bem consolidado na articulação da Linha de Cuidado do Paciente com Sobrepeso e Obesidade (LCSO), cujo objetivo é organizar o fluxo de atendimento no SUS dos pacientes diagnosticados com excesso de peso, passando por todos os ciclos de vida. Dessa forma, têm sido promovidas reuniões técnicas, bem como capacitações mensais, a fim de qualificar a atenção nutricional de todos os pacientes atendidos na atenção primária”, disse a Sesap. Para o público adolescente e infantil, especialmente, a pasta citou o Programa Saúde na Escola (PSE), uma iniciativa intersetorial.
Marcelo Alves Dias de Souza Procurador Regional da República Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL
Amaro Cavalcanti (1849-1922) foi um pesquisador entusiasta do direito dos Estados Unidos da América, cuja história se confunde com a formação do próprio país.
A conformação do direito estadunidense remonta à fundação, pelos ingleses, nos albores do século XVII, de colônias independentes no chamado novo mundo (a primeira, em 1607, foi Virginia). Então, com o exemplo do processo Calvin, de 1608, é o common law que vigora nas treze colônias inglesas a partir de 1607 até 1722. Em conjunto com o common law inglês, desenvolveu-se um direito primitivo nas colônias americanas, no qual a Bíblia tinha também papel de fonte do direito. Surgiram codificações, tais como a de Massachusetts de 1634, que ajudavam na administração da justiça. E a presença de colonos vindos de outros países explica a coexistência, nesse período, do common law com um esboço, mesmo que rudimentar, de codificação. Já o século XVIII, o Século das Luzes e da secularização do conhecimento, vem lançar a luz que originará a especificidade do direito americano, sobretudo porque as normas do common law importadas da Inglaterra já não ofereciam, para todos os casos, as soluções idôneas aos problemas jurídicos da futura nação.
Em 1776, veio a Declaração de Independência das primeiras colônias americanas, emancipação que se consumou com a Constituição de 1787 e o Bill of Rights de 1789. A independência dos Estados Unidos fez com que, apesar de mantida a filiação ao common law, fossem elaboradas leis novas que, ocasionalmente, divergiam da tradição pura do sistema inglês. Foi nesse período tumultuado da independência dos Estados Unidos da América que os representantes dos estados (antigas colônias), em congresso de delegados na Filadélfia, no Independence Hall, optaram pela criação da célebre e modelar Federação.
Segundo Amaro Cavalcanti – e aqui já se mostra o entusiasmo do autor de “Regime Federativo e a República Brasileira” (1900) com a Federação estadunidense –, era o caso, “nada mais, nada menos, do que, no dizer de um escritor, – ‘salvar os Estados confederados da bancarrota, da desordem e da anarquia, e dar a todos uma existência nacional’”. Mas “a tarefa era por demais difícil, em vista dos interesses encontrados nos Estados”, que, “antes de tudo, não queriam abrir mão dos seus antigos privilégios e direitos soberanos, mantidos na Confederação”. Triunfou “o querer patriótico e a habilidade de alguns chefes proeminentes da Convenção” e “foi adotada a Constituição Federal da República Americana”.
Amaro nos dá, pela ótica de então, à luz da Constituição estadunidense, a conformação do Estado federal criado, com seus ramos do poder público completos e bem definidos: (i) o poder legislativo foi confiado a um Congresso, composto da Câmara dos Representantes e do Senado; (ii) o poder executivo foi confiado ao Presidente dos Estados Unidos, eleito para um período de quatro anos, pelo povo, mediante sufrágio de dois graus, isto é, o povo de cada Estado elege os eleitores presidenciais, e estes, o Presidente da República. Conjuntamente com o Presidente é também eleito um vice-presidente, para servir-lhe de substituto, e tanto um como outro podem ser reeleitos; (iii) o poder judiciário foi confiado a uma Corte Suprema e às cortes inferiores, que por lei forem criadas. Os membros deste poder são nomeados pelo Presidente da República, mediante assentimento do Senado, e são conservados nos seus lugares, enquanto bem servirem (during good behaviour); (iv) a Constituição federal investiu os três poderes ditos de todas as atribuições e faculdades necessárias, de modo a constituir o governo federal a autoridade soberana da Nação, tanto nos negócios interiores, como nas relações exteriores da República; (v) e, talvez o mais importante, já que estamos tratando da conformação de um Estado federal, quanto aos estados federados, conservaram eles, sem dúvida, a mais completa autonomia nas matérias de legislação, administração e justiça local; mas, em todo o caso, dependentes do poder central, segundo os princípios da nova organização feita.
Ao finalizar sua “história” da formação da Federação estadunidense, Amaro não fez a menor questão de esconder seu entusiasmo com a obra comentada: “desta sorte, começou a ter efetivo vigor esse documento memorável que, sob o título de ‘Constitution of the United States of America’, subsiste há mais de século [lembremos que ele escreveu por volta do ano 1900], fazendo a prosperidade de um grande povo, e provocando a admiração dos estadistas do mundo inteiro”.
Marcelo Alves Dias de Souza Procurador Regional da República Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL
Na noite desta sexta-feira (2), a cidade de Parnamirim foi palco de um evento político grandioso: a convenção partidária do PSDB. Realizada no auditório da Escola Estadual Lourdinha Guerra, a convenção reuniu líderes políticos, militantes e simpatizantes do partido, consolidando-se como um marco de sucesso e união.
A convenção também foi marcada pela apresentação dos pré-candidatos do PSDB para as eleições municipais. Entre eles, o nome do Professor ítalo, vereador e presidente da federação PSDB/Cidadania. “Nosso partido é plural, e tem representatividade em todos os segmentos da sociedade, pautados no lema de um Brasil só e uma Parnamirim unificada. O partido atualmente tem 3 cadeiras e no mínimo queremos mantê-las e estamos prontos para continuar o trabalho ”, disse o Presidente da federação municipal.
Na oportunidade o PSDB oficializou o apoio a chapa Majoritária Salatiel e Homero.
Para muitos analistas políticos, o sucesso da convenção do PSDB em Parnamirim reflete a força do partido na região e sua capacidade de mobilização. A presença maciça de militantes e a organização do evento foram pontos elogiados, evidenciando a preparação da legenda para o pleito eleitoral que se aproxima.
Ao final do evento, o presidente do PSDB municipal, Falconi Samuelson, reiterou a importância de manter o engajamento e a participação popular: “O sucesso desta convenção é apenas o começo. Vamos continuar trabalhando juntos, ouvindo as demandas da população e construindo um projeto sólido para Parnamirim. A vitória será fruto do esforço coletivo e da união de todos nós”, concluiu.