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Deolane Bezerra é presa no Recife em operação contra lavagem de dinheiro e prática de jogos ilegais; R$ 2,1 bi são bloqueados

Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro e prática de jogos ilegais — Foto: Reprodução

A empresária, advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra foi presa em uma operação da Polícia Civil de Pernambuco contra uma organização criminosa voltada à prática de lavagem de dinheiro e jogos ilegais. A prisão aconteceu na manhã desta quarta-feira (4), no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.

A prisão foi confirmada à TV Globo pela Polícia Civil de Pernambuco. De acordo com a corporação, a empresária foi levada para o Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), em Afogados, na Zona Oeste na cidade.

As investigações da operação “Integration” foram iniciadas em abril de 2023. Além da prisão da empresária, também foram expedidos outros 18 mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão no Recife, Campina Grande (PB), Barueri (SP), Cascavel (PR), Curitiba e Goiânia.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, também foi decretado o sequestro de bens como carros de luxo, imóveis, aeronaves e embarcações.

Além de bloqueios de ativos financeiros no valor de mais de R$ 2,1 bilhões, a Justiça determinou a imposição de medidas cautelares como entrega de passaporte, suspensão do porte de arma de fogo e cancelamento do registro de arma de fogo.

www.oglobo.globo.com

 

Natália Bonavides apresenta propostas para revitalização do comércio de rua durante caminhada no Alecrim

A deputada federal Natália Bonavides, candidata a prefeita de Natal, caminhou na manhã desta terça-feira (3) pelo Alecrim e conversou com comerciantes e pessoas que transitavam pelo local sobre a revitalização do comércio de rua de Natal.

“O Alecrim, a Cidade Alta e o comércio da Zona Norte sofrem com a falta de infraestrutura. A Prefeitura de Natal não garante nem uma oferta de ônibus decente para os centros comerciais, que acabam tendo que competir de maneira desleal com os shoppings e com os sites de compras”, declarou Natália.

A candidata disse que vai reforçar a infraestrutura nesses espaços e também melhorar a zeladoria das galerias públicas, como os camelódromos. “Os camelódromos sofrem com goteiras, problemas elétricos e outras questões. Nós vamos melhorar essas estruturas, aumentar a oferta de ônibus para os centros comerciais de rua, melhorar a infraestrutura urbana dos bairros que abrigam esses comércios e garantir o retorno do aumento do fluxo de pessoas nesses espaços”, explicou Natália Bonavides.

Natália acrescentou que essas propostas também se estendem para a revitalização do bairro da Ribeira. “É preciso criar uma política de revitalização dos bairros com base nos seguintes eixos: ações de zeladoria, política de moradia para a região, estruturação de serviço de intermediação entre investidores e parceiros em potencial, benefícios fiscais e o uso de equipamentos públicos para aumentar as possibilidades de convivência”, detalhou.

A candidata citou como exemplo o projeto Recentro, realizado em Recife. O programa reduz IPTU e ISS de quem realiza reformas nos imóveis no Centro da capital recifense. A isenção o IPTU é maior quando a reforma é para instalação de moradia. “Isso de moradia é importante, não só pelo combate ao déficit habitacional, mas porque o fato de termos mais gente morando no Centro tende a aumentar o consumo na região”, acrescentou Natália. No caso do Recentro, também há concessão de benefícios fiscais para instalação de parques tecnológicos para apoiar o Porto Digital.

“Mas não só o Recentro. Deve servir como inspiração também os projetos de revitalização da região industrial de Nantes, na França, e a revitalização do centro de Medellin, na Colômbia”, disse.

Adélia Prado e poesia teológica


Padre João Medeiros Filho

Em 1965, de retorno da Bélgica ao Brasil, no início de minha vida sacerdotal, li alguns poemas de Adélia Prado. Influenciou-me também uma crônica de Carlos Drummond, publicada em 1975, sobre a poetisa de Divinópolis (MG). Assim afirmou: “É lírica, bíblica, existencial. Faz poesia com a fé e oração.” Ao longo dos anos, fui conhecendo e saboreando os versos adelianos, cuja autora pode ser considerada uma das maiores poetisas brasileiras da atualidade. Decorridos tantos anos, não tive a alegria de conhecê-la pessoalmente. O que mais me encanta em sua poesia é a capacidade de harmonizar a beleza existente no mundo com a profundidade inefável do mistério divino. Louva a corporeidade de Jesus e desvela o mistério da Encarnação, assumido por Cristo, “o Verbo feito carne” (Jo 1, 14). Adélia, em versos inspirados pelo Transcendente, revela que o poema ao irromper à mente, há de obedecer Àquele que é o Senhor da Palavra. Não há como fugir. E o que brota em forma poética é pura vida, fome e sede de graça, louvor e gratidão.

Adélia declara esse apetite vital que a possui, ao escrever: “Não quero a faca nem o queijo, e sim a fome.” Dessa fome pela vida em todas as suas dimensões constitui-se a sua obra poética. E o que escreve, sendo fruto de especial inspiração, não pode desobedecer ao Eterno. A poesia da escritora mineira é semanticamente profética. E o profeta, ao ser tocado pelo Espírito, tem de anunciar as coisas que lhe foram reveladas pelo Altíssimo. E ainda que fale na primeira pessoa, ele expressa suas palavras na terceira: “Oráculo do Senhor”, “Assim diz Javé” etc. Deixa evidente que é Deus quem fala através dele. Isto pode ser sentido na poesia adeliana.

Assumindo-se publicamente católica e praticante, a poetisa traz para dentro de sua obra – tanto em poesia quanto na prosa – a experiência de sua fé e intimidade com o mistério de Deus, movida pela mística e espiritualidade do cotidiano de escritora. Não é a poesia a fusão de todas as expressões artísticas, inclusive da arte da Palavra? Ela não precede à filosofia, estimulando a razão, a partir da expressão da beleza, a qual permite à finitude tocar o Infinito? A escritora mineira não cessa de exaltar em seus poemas o ser humano na busca incessante de comunhão com o Sagrado ou Divino.

Toda a poética adeliana é permeada por essa visão sacra da existência humana, sacramento e templo de Deus. Todos os que admiram a poetisa de Divinópolis foram também agraciados com as duas premiações a ela outorgadas, em junho passado: os Prêmios Machado de Assis e Camões. O primeiro é o mais importante das letras no Brasil e o segundo, o maior reconhecimento no âmbito da literatura em língua portuguesa. Do alto de seus oitenta e oito anos, a vate mineira está prestes a publicar um novo livro, cujo título é marcadamente bíblico: “Jardim das Oliveiras”. Entre 1987 e 1994, viveu um período de recesso e retiro, rompido com a publicação de “O homem da mão seca”.

Em Adélia é desvelada a teologia poética, essa área de estudos e escritos na qual a ciência da religião interage com a estética, em todas as suas formas: literatura, teatro, artes plásticas, música etc. Em Adélia, consagrou-se aquilo que se convencionou chamar entre os teólogos cristãos de “teopoética”. E não é por demais afirmar que essa forma de saber científico recebe assim o maior incentivo possível para seguir abrindo e alçando voo, tangida pelo Espírito que sopra onde quer, proclamando as belezas da vida e da criação divina. O reconhecimento da excelência da escrita adeliana glorifica as letras, mas também a fé de todos aqueles que, lutando com a finitude e a fragilidade de sua existência, creem na beleza e no encanto de invocar a todo momento o mistério maior com o nome de “Abba-Pai” (Rm 8, 15). “Entre as mais nobres atividades do espírito humano estão as artes [inclusive a poesia]. Elas tendem a exprimir a infinita beleza de Deus” (Sacrossantum Concilium, nº 122). “Ó Senhor, eu cantarei eternamente a tua grandeza, de geração em geração. Anunciarei com meus lábios a tua fidelidade!” (Sl 89/88,1).

Urgente: EUA apreende avião presidencial de Nicolás Maduro

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Autoridades dos Estados Unidos apreenderam o avião presidencial do presidente venezuelano Nicolás Maduro, após decidir que a compra da aeronave violava as sanções impostas ao país. Segundo a CNN, o avião foi levado para a Flórida, nesta segunda-feira (02), após a apreensão.

“Estamos mandando uma mensagem clara de que ninguém está acima da lei, ninguém está acima do alcance das sanções dos EUA”, afirmou um oficial do governo dos EUA que se manteve anônimo, em entrevista à CNN.

O avião é um Dassault Falcon 900 — avaliado em até US$ 40 milhões (R$ 224 milhões, no câmbio atual), de modelo similar ao usado por Neymar, e, anteriormente, por Taylor Swift — e investigações revelaram que pousou em aeroportos da República Dominicana, o que deu uma janela de oportunidade para a apreensão.

O motivo dos voos não foi revelado, mas a imprensa norte-americana divulgou que os EUA “trabalham em estreita colaboração com a República Dominicana”.

Além do avião, investigadores do Departamento de Segurança Interna dos EUA interceptaram diversos carros de luxo e outros bens nos últimos meses, após estabeleceram pesadas sanções à indústria de petróleo venezuelana.

No momento, a Venezuela vive um conturbado momento político. Os venezuelanos foram às urnas em 28 de julho e, mesmo mais de um mês depois do pleito, a nação enfrenta um impasse político entre Maduro e a oposição, representada nas eleições pelo candidato Edmundo González. Parte da comunidade internacional também não reconhece o resultado.

Até o momento, o governo venezuelano não se manifestou sobre a apreensão.

Fonte: R7

 

Ciência e imagem

Marcelo Alves Dias de Souza
Procurador Regional da República
Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL
Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

Já confessei outras vezes a minha paixão por alguns livros que são o resultado da adaptação, para o papel, de séries/documentários de TV: “Civilização” (“Civilisation”, 1969), “A escalada do homem” (“The Ascent of Man”, 1973), “A era da incerteza” (“The Age of Uncertainty”, 1977), “A música do homem” (“The Music of Man”, 1979) e “Cosmos” (“Cosmos: a Personal Voyage”, 1980). Esses livros, sob a batuta de especialistas nas respectivas áreas do conhecimento – Kenneth Clark (1903-1983), Jacob Bronowski (1908-1974), John Kenneth Galbraith (1908-2006), Yehudi Menuhin (1916-1999) e Carl Sagan (1934-1996) –, nos contam a história da humanidade através das artes, das ciências, da economia/sociologia, da música e do universo/cosmos. Eu os li algumas vezes, sem falar que vivo xeretando-os ou mesmo reassistindo a capítulos das respectivas séries.

Outro dia, meditando sobre essa minha paixão, acho que descobri as suas causas/motivos.

Primeiramente, relaciono essa paixão com o que esses livros realmente são: exemplos de “divulgação científica”, aqui entendida em sentido amplo para englobar todas as artes. E de altíssimo nível, tanto quanto ao conteúdo como – e sobretudo – ao estilo/qualidade literária.

Sou um curioso (a maioria de nós o é, nem que seja sobre fofocas quanto à vida alheia…). Para além da minha suposta especialização (o direito), no que toca às ciências, sempre me interesso em saber mais um pouco, para interdisciplinarmente poder interagir ou para, pelo menos, quando for o caso, saber raciocinar dentro do respectivo sistema. Acredito que a aprendizagem de qualquer ciência, nos seus diversos níveis de conhecimento, é uma questão de desenvolvimento do senso comum aplicado à respectiva área. O etnólogo e arqueólogo Augustus Pitt Rivers (1827-1900) já dizia que a ciência era “senso comum organizado”. E, mais recentemente, o economista formado em direito Gunnar Myrdal (1898-1987) sentenciou: “a ciência nada mais é que o senso comum refinado e disciplinado”. Esse potencial mínimo de refinamento do senso comum, nos seus variados níveis (desde o raciocínio do agricultor sobre a meteorologia do sertão às elucubrações dos físicos teóricos), é comum a todos nós.

Possuo inclusive um livro – “Scientifica Historica: how the world’s great science books chart the history of knowledge” (Ivy Press, 2019) – cujo autor, Brian Clegg, nos leva exatamente “a uma jornada bibliográfica através do tempo/história e examina como a literatura científica redirecionou seu foco da elite acadêmica para uma audiência generalizada ansiosa para se educar. Essa transformação demonstra como os livros têm sido um condutor para a promoção do nosso conhecimento do universo e de nós mesmos”.

Mas também acredito que há uma razão mais simples para a minha paixão pelos livros acima citados. Trivial mesmo. Para explicá-la, talvez bastasse uma releitura do ditado “uma imagem vale mais do que mil palavras”. Lembremos que os livros aqui referidos têm algo de inusitado em comum. Se, em regra, livros é que são transformados/adaptados, embora quase sempre resumidos, em filmes ou séries de TV, os livros acima citados são o resultado expandido de um percurso inverso, da tela para a página. Penso que isso faz serem eles livros muito visuais. E posso até dizer que eles são perfeitamente visuais no sentido de agradar aos olhos, ao nosso importantíssimo sentido da visão.

Sempre fui – e ainda sou hoje – mais um homem da página do que da tela. Mas não custa nada misturarmos as coisas, letras, imagens e até sons. Estou ficando mais velho – estamos todos, não? –, e intercalar a leitura de alguns parágrafos com uma bela fotografia vai muito bem. Para não termos, como disse o Pessoa, “um supremíssimo cansaço / Íssimo, íssimo, íssimo / Cansaço…”.

Marcelo Alves Dias de Souza
Procurador Regional da República
Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL
Membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

Festa do Sabugo 2024 bate recorde de público na última noite com mais de 100 mil pessoas

Uma noite inesquecível! A maior Festa do Sabugo de todos os tempos encerrou a programação do período junino, em Parnamirim, em grande estilo. Neste sábado (31), última noite do evento, mais de 100 mil pessoas lotaram o Parque Aristófanes Fernandes, embalados ao som de clássicos do forró.

A noite, dedicada ao forró das antigas, contou com apresentações memoráveis das bandas Mastruz com Leite,  Limão com Mel, Seu Desejo e Forró dobradiço. Os apaixonados do forró, puderam se despedir do período mais animado do ano, revivendo grandes sucessos que marcaram gerações.

Mesmo com casa lotada, a organização correspondeu à altura. Com planos de segurança, saúde e limpeza previa e especialmente elaborados para o evento, a Prefeitura de Parnamirim proporcionou uma festa linda que ficará na lembrança de todos!

Mais de 500 agentes de segurança atuaram nos três dias de evento. A tecnologia também fez a diferença. Câmeras com reconhecimento facial foram instaladas nos principais pontos de entrada. Na saúde, um posto médico e ambulâncias equipadas ficaram a disposição do público visitante. Na limpeza, um verdadeiro batalhão de agentes, garis e coletores de material reciclável atuou antes, durante e depois da festa.

A Prefeitura de Parnamirim forneceu coletes de identificação e Equipamentos de Proteção Individual para a grande força-tarefa da Limpeza Urbana que deu conta do recado e foi aprovada pelo público.

A Festa do Sabugo, mais uma vez, mostrou sua importância não somente para a preservação das tradições juninas em Parnamirim, mas também para a economia local, gerando emprego e renda. Mais de 200 comerciantes ambulantes, devidamente cadastrados e habilitados comemoraram a oportunidade de renda extra gerada pelo evento. Foi sucesso total!

Confira o vídeo abaixo!

 

 

Detento é morto espancado após briga com outro preso na Cadeia Pública de Ceará-Mirim

Cadeia pública de Ceara Mirim – Foto: Reprodução

Na noite desta sexta-feira 30, um detento foi morto após ser espancado por outro preso dentro da Cadeia Pública de Ceará-Mirim, na Região Metropolitana de Natal, conforme informado pela Secretaria de Administração Penitenciária do RN (Seap). A vítima, João Vitor Bezerra da Silva, de 23 anos, estava preso por roubo.

Segundo a Seap, João Vitor e o outro preso, que dividia a mesma cela, tiveram uma discussão que culminou em uma luta corporal. A motivação da briga ainda é desconhecida.

 

O detento agressor, que também estava preso por roubo, confessou o crime e admitiu ter desferido chutes e socos em João Vitor.

A Seap revelou que os dois detentos conviveram na mesma cela por cerca de dois meses. O caso foi encaminhado para a Polícia Civil de Ceará-Mirim para investigação.

[VÍDEO] Teto de igreja cai durante distribuição de cestas básicas no Recife e deixa mortos e feridos

Teto do Santuário do Morro da Conceição, no Recife, desaba - Foto: Reprodução
Teto do Santuário do Morro da Conceição, no Recife, desaba – Foto: Reprodução

O teto do Santuário do Morro da Conceição, localizado na Zona Norte do Recife, desabou nesta sexta-feira (30), no início da tarde. O acidente, que aconteceu durante uma distribuição de cestas básicas, deixou mortos e feridos, mas o número de vítimas não foi informado até a última atualização desta reportagem.

Duas pessoas morreram no acidente, de acordo com a prefeitura do Recife. Imagens feitas no local e enviadas para a TV Globo mostram vítimas deitas no chão recebendo atendimento.

Os feridos foram levados para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Nova Descoberta, na mesma região da capital pernambucana, e para o Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby, na área central da cidade.

Equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar (PM), do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da Defesa Civil foram ao local, de acordo com o Centro de Operações do Recife (COP).

“Acabo de saber do desabamento do teto do Santuário do Morro da Conceição, no Recife. Estou no Sertão, para agenda administrativa, mas já acionamos nossas equipes de segurança para resgate e atendimento imediato às vítimas. Que Deus e Nossa Senhora da Conceição console a todos”, disse a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), em nota.

A vice-governadora, Priscila Krause (Cidadania), se pronunciou sobre o acidente em uma postagem no X. “Acabei de saber do desabamento do teto do Santuário do Morro da Conceição, no Recife. A nossa equipe do Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar já estão no local. Estou indo agora ao Morro para acompanhar de perto os desdobramentos dessa tragédia”, afirmou.

Fonte: g1

Saudade da direita civilizada

Lula e Geraldo Alckmin
Articulista afirma que a impressão que nos incomoda e nos assusta é a de que abriram a porta do esgoto; na imagem, o presidente Lula e o vice-presidente Alckmin.

 

Por Kakay

“Acostuma-te à lama que te espera! O Homem, que, nesta terra miserável, Mora entre feras, sente inevitável  Necessidade de também ser fera.” –Augusto dos Anjos, poema “Versos Íntimos”.

Nunca imaginei que sentiria saudades da polarização política entre direita e esquerda. Os embates que empolgavam a todos: AécioXDilma ou AlckminXLula. É claro que, à época, sabíamos que a vitória da direita e a implementação das políticas neoliberais iriam, pouco a pouco, solapando os direitos sociais e afastando o pobre da mesa. Era a luta por sobrevivência de um estado social, uma tentativa de incluir o menos favorecido no mundo sempre tão desigual e injusto. 

Existia uma tensão nas divergências políticas que eram claras e históricas. A gente sabia, com razoável segurança, como a sociedade poderia ganhar se tal candidato e partido vencessem e quais seriam as perdas nas derrotas. 

Com certa clareza e possível comparação histórica, o mundo se dividia entre ruim e razoável. Nunca conseguíamos estar num patamar realmente bom, pois a exclusão social, a pobreza e a fome estavam sempre presentes. Era uma luta diária de sobrevivência para milhões de pessoas e cada grupo político representava o aumento do fosso, ou um lampejo de melhorias. Era fácil constatar. Mas era civilizado.

Hoje, em muitos casos, a velha divisão entre esquerda e direita foi implodida. Por uma série de fatores ainda não totalmente estudados e compreendidos, o mundo se abriu para o enorme risco de um antagonismo irracional, sem nenhum limite ético, nenhum escrúpulo e sem controle. Sabíamos do pântano que, muitas vezes, tem a velha política como habitat natural. E a sociedade sempre procurou encontrar maneiras de enfrentar, com armas democráticas, esses movimentos que residem em uma área pegajosa e estranha.

Mas a democracia se equilibrava com cada grupo tentando cumprir os ritos de uma convivência civilizada. Claro que, muitas vezes, os limites eram derrubados, como no caso do golpe contra a Dilma, no escândalo criminoso da república de Curitiba e da força-tarefa da Lava Jato –coordenada pelo ex-juiz Sergio Moro–, na prisão do Lula para entregar o governo para o Bolsonaro, entre outros descalabros. Mas, mesmo com tantos percalços, ainda podíamos defender certa democracia.

Hoje, a impressão que nos incomoda e nos assusta é a de que abriram a porta do esgoto. Seres escatológicos saíram das trevas e ocupam com incrível desenvoltura os espaços políticos. Com rara desfaçatez e sem nenhum, absolutamente nenhum, critério ético ou escrúpulo. 

A mentira virou uma arma diária e, na disputa política, especialmente nas mídias sociais, o interesse é usá-la de maneira mais convincente e capilarizada. Se uma inverdade, ainda que grave e infamante, puder causar um estrago nas hostes inimigas –não é mais adversária– e, principalmente, angariar mais seguidores nas mídias sociais , é o que será usado e implementado. 

Não existe mais a mínima preocupação ao espalhar uma fake news, mesmo as mais vulgares, covardes ou criminosas. Ao contrário, os criminosos –sim, são criminosos– jactam-se, em público, de serem essas criaturas teratológicas. E essa atitude ainda serve para aumentar exponencialmente os seus seguidores.

Tentei acompanhar o debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo. É assustador. Ou estabelecem e cumprem regras civilizatórias, ou, aos poucos, só sobrarão essas figuras bizarras no palco. Não há nenhum espaço minimamente civilizado para suportar tamanha agressividade e uso desmedido de ofensivas. Palhaços como o tal Padre Kelmon, da última eleição presidencial, tornaram-se figurantes em comparação com o que se avoluma na política. Escrevi aqui, neste prestigiado espaço, na última 6ª feira (23.ago.2024), em meu artigo “Deu no New York Times”, a previsão maldita do Steve Bannon, ex-estrategista chefe da Casa Branca no governo Trump: com o crescimento da extrema-direita, sentiríamos saudades do Trump. Com o que tenho visto, penso que esse tempo já chegou.

O fenômeno que se anuncia e toma corpo na nossa frente é algo dantesco. Mais do que usar os princípios da ultradireita, há um misto de messianismo, cinismo, uso deliberado da mentira como estratégia, compulsão pela atitude agressiva, obsessão por ganhar dinheiro, sem nenhum critério, nas redes sociais, enfim, o caos como meta. E, com esse descontrole nas relações políticas, voltamos a um ponto extremamente delicado: a atitude do Poder Judiciário como polo ativo no controle dos abusos. 

Sempre nos lembrando de Rui Barbosa, na Oração aos Moços: “Justiça atrasada não é justiça; senão injustiça qualificada e manifesta”. Já escrevi, diversas vezes, que, com o crescimento da extrema-direita bolsonarista e a criminosa tentativa de golpe em 8 de Janeiro, o Brasil foi jogado em um impasse. No governo anterior, no Executivo, vicejava a ultradireita solapando todas as conquistas democráticas. O Congresso estava, em sua grossa maioria, cooptado.

O que sustentou a democracia foi a ação firme e constitucional do Judiciário, especialmente o Supremo Tribunal e o Tribunal Superior Eleitoral. Mesmo sendo, em regra, um poder patrimonialista, conservador, machista e racista, o judiciário se superou e garantiu o Estado Democrático de Direito. Ainda ameaçado, mas, agora, com o apoio mais amplo da sociedade organizada.

É interessante acompanhar a discussão da determinação de retirada do ar de redes sociais do candidato Pablo Marçal. É pueril a imputação de que foi um ato de censura prévia. Ora, tanto não é censura que foi permitido que o candidato abrisse outras contas. O que foi decidido é que fossem retirados os abusos. 

Na realidade, o que chama atenção e merece reflexão é que, se fosse a sociedade minimamente madura e lúcida, tais decisões nem seriam necessárias. Todos esses abusos histriônicos seriam debitados como folclore e a vida seguiria com uma pretendida normalidade democrática.  O que assusta é que a grande maioria aplaude. Em vez de asco, tem admiração. Com isso, o show de horrores tende a crescer e a democracia vai, cada vez mais, cedendo lugar para a barbárie. Perdemos todos. Remeto-me ao grande poema, Poema em linha reta, de Fernando Pessoa na pessoa de Álvaro de Campos:

“Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo?”

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Irmão de prefeito assassinado toma posse da gestão de João Dias: ‘Não era o caminho que eu esperava trilhar’.

Foto: cedida

O irmão do prefeito assassinado em João Dias, na última terça-feira (27), assumiu a gestão do município do Alto Oeste do Rio Grande do Norte na tarde desta quinta-feira (29), em uma sessão realizada virtualmente por questão de segurança.

Jessé Oliveira (União Brasil), de 27 anos, era o presidente da Câmara Municipal e assumiu o Poder Executivo dois dias após perder o próprio pai e o irmão, Marcelo Oliveira, em um atentado a tiros durante uma atividade de campanha eleitoral.

A vice-prefeita eleita em 2020, Damária Jácome, não assumiu a gestão porque está afastada do cargo desde 2022, após Marcelo denunciar ameaças dela e do seu pai Laete Jácome, então presidente da Câmara. Ela concorre ao cargo de prefeita nas eleições de 2024.

O mandato do novo prefeito deve durar até o fim do ano. Outro prefeito deve ser definido nas eleições do próximo dia 6 de outubro e tomar posse no início de 2025.

As forças de segurança do estado prenderam 14 pessoas desde o início das investigações: quatro suspeitos de participação no crime e outros 10 de planejarem uma vingança pelo crime.

Após a posse, o novo prefeito usou as redes sociais do irmão falecido para publicar uma “carta aberta” à população do município, que tem cerca de 2 mil habitantes.

“Em meio a essa tragédia, sou chamado a assumir a responsabilidade de liderar nossa cidade. Este não era o caminho que eu esperava trilhar, e não posso negar o peso que isso traz, especialmente em um momento de tanta dor. Mas, apesar da angústia, tenho em mim a firme determinação de continuar o legado que meu pai e meu irmão construíram com tanto amor e dedicação”, afirmou na carta.

O prefeito afirmou que está com o “coração despedaçado” e “sentindo uma dor que é difícil de colocar em palavras”.

“A tristeza que sinto é imensa, e sei que muitos de vocês compartilham desse sentimento, pois eles não eram apenas líderes, mas amigos, vizinhos e membros queridos de nossa comunidade”, afirmou.

“Peço a vocês, de todo o coração, que se unam a mim nesse momento difícil. Sei que muitos de vocês estão assustados, com medo do que pode vir pela frente, mas juntos, somos mais fortes. João Dias sempre foi uma cidade de pessoas corajosas e resilientes, e é essa coragem que precisamos agora”, pontuou.

Segundo a assessoria jurídica de Jessé, o novo prefeito também deverá assumir a presidência do partido União Brasil, que era liderado por Marcelo Oliveira no município. A legenda deverá definir nos próximos dias um novo candidato à prefeitura. Marcelo disputava a reeleição. Jessé está cadastrado como candidato a vereador no município.

O assassinato a tiros do prefeito Marcelo Oliveira (União Brasil) e do pai ele, Sandi Oliveira, no município de João Dias, na última terça-feira (27), mobilizou forças de segurança do Rio Grande do Norte, responsáveis pela investigação do crime. Apesar das prisões, a polícia não revelou a motivação do crime até a última atualização desta reportagem.

Questionado se poderia ter relação com a disputa política, o delegado Alex Wagner afirmou que nenhuma linha de investigação estava descartada.

João Dias é o terceiro menor município do Rio Grande do Norte, com pouco mais de 2 mil habitantes, segundo o IBGE. Ainda de acordo com o instituto, a cidade localizada na região do Alto Oeste, na divisa com a Paraíba, contava com apenas 294 pessoas ocupadas em 2022, com rendimento médio de 1,5 salário mínimo.

O crime

Marcelo Oliveira (União Brasil) era candidato à reeleição e, junto do pai, visitava casas de apoiadores no fim da manhã de terça-feira (27), por volta das 11h, no conjunto São Geraldo, em João Dias. Segundo a polícia, cerca de oito criminosos distribuídos em dois veículos chegaram repentinamente ao local e atiraram contra os dois. Um segurança do gestor também foi baleado.

O pai do prefeito morreu na hora. Marcelo chegou a ser socorrido e deu entrada com vida em um hospital de Catolé do Rocha, na Paraíba, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo a polícia, ele foi atingido por 11 disparos de arma de fogo.

Segundo a polícia, o segurança do prefeito foi levado para o Hospital Regional de Pau dos Ferros, mas o estado de saúde dele não foi informado.

Várias marcas de tiros ficaram nas paredes das casas na rua onde o crime aconteceu. Em apenas um dos imóveis, nove marcas podem ser vistas no muro. No local, moradores não quiseram falar com a imprensa, com medo.

Eleições mantidas na cidade

O presidente do TRE-RN, desembargador Cornélio Alves, descartou a possibilidade de adiamento das eleições em João Dias e afirmou que o juiz eleitoral da região solicitou reforço de forças de segurança federais para as eleições no município. Segundo Cornélio Alves, na eleição passada, esse pedido já havia ocorrido na cidade de João Dias.

“Para lá deve ser deferido o reforço da força federal. Eu conversei até com o juiz, ele disse que para cidades vizinhas não precisa, que com a PM resolve, mas que pra João Dias é necessário colocar a força federal lá para que o eleitor possa votar no dia da eleição”, disse.

“Aconteceu um homicídio, a situação preocupa, e é preciso a gente dar segurança para o eleitor, para que no dia da eleição, ele vote livremente, não tenha medo de comparecer e votar”, disse.

O presidente do TRE-RN lamentou que o início do processo eleitoral no estado tenha sido marcado por um homicídio e disse que uma das candidatas a prefeitura pediu auxílio da polícia para deixar a cidade devido ao cenário local.

Fonte g1/RN

Kakay sobre “outro Boulos” em caso da cocaína: “Marçal fez com dolo, tem que responder”

O coach condenado Pablo Marçal e o advogado Kakay.Créditos: Band e Henrique Rodrigues/Revista Fórum

Depois de repetir inúmeras vezes em debates televisivos e nas redes sociais, inclusive afirmando possuir um “dossiê” com provas, que o adversário Guilherme Boulos (PSOL) era usuário de cocaína, o coach Pablo Marçal (PRTB), um condenado pela Justiça por integrar uma quadrilha de fraude a bancos que disputa a prefeitura da maior cidade do país, terá que voltar a responder a uma acusação criminal. O jornal Folha de S.Paulo revelou nesta quarta (28) que o tal processo a que Marçal teve acesso “provando” a grave acusação que fazia era, na verdade, de um homônimo do postulante que lidera a corrida eleitoral.

O caso de prisão por porte de drogas em 2001 ocorreu com um homem chamado Guilherme Bardauil Boulos, que coincidentemente disputa uma vaga de vereador na capital paulista nas eleições deste ano, pelo Solidariedade. O nome completo do candidato do PSOL ao Palácio do Anhangabaú é Guilherme Castro Boulos. Ou seja, a campanha de Marçal deliberadamente utilizou um homônimo para espalhar uma grave acusação contra o candidato da frente ampla de esquerda.

Para falar da questão legal que envolve tal expediente espúrio do candidato de extrema direita, a Fórum ouviu o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, um dos mais influentes e respeitados juristas brasileiros e figura de grande relevo no universo do direito brasileiro. Para Kakay é inequívoco que a atitude de Marçal e de seus assessores foi proposital, o que consiste em pelo menos dois crimes.

“Evidentemente que ele fez isso de forma dolosa, ele sabia que não era o Boulos candidato, então ele incorreu em pelo menos dois crimes: cometeu o crime de calúnia e cometeu o crime de injúria. A questão criminal, às vezes as pessoas não levam a sério, mas o Boulos deveria representar contra ele, porque além de ser um crime, é uma tentativa de burlar o interesse do eleitor. Ele tem que responder por isso. Eu venho discutindo muito isso e eu acho que, especialmente o Pablo Marçal, é um homem absolutamente sem limites, sem critério e sem escrúpulo nenhum. É muito difícil você fazer um debate com uma pessoa que não tem nenhum critério, que não tem nenhum apreço à verdade. Ele fala o que quer, ele faz insinuações colocando o dedo no nariz de forma jocosa, e isso faz com que o debate perca a credibilidade, pois o debate é um instrumento muito interessante no Brasil, que sempre o usou muito bem. Nós já tivemos gente como aquele padre Kelmon, um farsante, que faz as coisas por esses meios, porque sabem que existe um nicho, sobretudo nos movimentos de ultradireita, em que esses atos absolutamente sem limites e que privilegiam a mentira têm espaço”, disse o advogado.

Kakay falou ainda para os impactos deste comportamento criminoso, que vão muito além do universo jurídico, interferindo nos processos político e democrático, já que se tornou, desde a ascensão de Jair Bolsonaro (PL), uma conduta reiterada e estratégica.

“Ele não aumentou só incrivelmente o seu espaço político e os seguidores, como também aproveita pra ganhar dinheiro, pra monetizar nas redes dele. Tudo isso é muito grave e eu penso que se as televisões e as rádios não colocarem limites muito rígidos nos debates, vai acabar afastando os candidatos, e vão continuar aí esses candidatos que não têm escrúpulos, que não têm limite, que não têm vergonha do ridículo. Em síntese é isso, ele cometeu um crime contra o Boulos e, politicamente, o que a gente vê é gente que se utiliza da mentira como estratégia política”, concluiu o jurista.

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Ex-atriz da Globo e da Record agora é assessora de Pablo Marçal: ‘coloco a mão no fogo’

Reprodução/Instagram

Luma Vidal, 37, diz colocar a mão no fogo pelo atual patrão, Pablo Marçal. A atriz, que coordena a comunicação da campanha do ex-coach para prefeito de São Paulo, o considera um gênio.

Em entrevista ao Metrópoles, Luma disse que conheceu Marçal há três anos nas redes sociais e pediu emprego a ele.

“Eu vi verdade nele, me conectei”, disse ela ao jornal. “Ele parece um maluco às vezes. Maluco ou gênio? Só o tempo vai dizer. Eu o acho um gênio. Não temos como conhecer as pessoas na totalidade, mas dentro do que eu conheço dele, coloco a mão no fogo.”

Como atriz, Luma fez participações nas novelas “A favorita”, “Tempos Modernos”, Negócio da China” e “Passione” na Globo, “Dance, Dance, Dance” na Band e estava gravando a décima temporada de “Reis”, na Record, quando foi convidada para trabalhar na campanha de Marçal.

Fonte: F5, Folha de São Paulo

Eraldo realiza carreata na zona rural e destaca ações de sua gestão em São Gonçalo do Amarante

Na noite desta quarta-feira (28), o candidato à reeleição para a prefeitura de São Gonçalo do Amarante, Eraldo Paiva, acompanhado de seu vice, Poti Neto, do deputado federal Fernando Mineiro e candidatos a vereador, liderou uma carreata pela zona rural do município. O evento teve início na comunidade de Igreja Nova, passou por Barro Duro e Alagadiço, e finalizou em Rio da Prata. Durante o percurso, o prefeito recebeu demonstrações de apoio da população.

Em cada parada, o prefeito fez questão de prestar contas das ações realizadas em sua gestão nas respectivas comunidades. Em Igreja Nova, destacou a execução de melhorias em infraestrutura, enquanto em Barro Duro e Alagadiço mencionou projetos voltados para o desenvolvimento local. Em Rio da Prata, último ponto da carreata, o foco foi na educação, onde Eraldo Paiva ressaltou a construção de uma nova escola no loteamento Cidade Arvoredo.

Além da nova unidade educacional, Eraldo Paiva sublinhou a importância da distribuição de fardamento escolar para todos os alunos da comunidade. Ele informou que, em sua gestão, todos os quase 14 mil estudantes do município receberam uniformes escolares. “Distribuímos fardamento para todas as escolas do município, para todos os alunos. Os quase 14 mil estudantes têm fardamento escolar de qualidade”, afirmou. A merenda escolar e o reajuste salarial para os profissionais da educação também foram destacados como conquistas de sua administração.

Ao final do evento, Eraldo Paiva reafirmou o compromisso de continuar trabalhando pela cidade e desafiou que se encontre, na história de São Gonçalo do Amarante, uma gestão que tenha realizado tanto em tão pouco tempo. “Eu desafio aqui, um prefeito de São Gonçalo, da história de São Gonçalo, que em dois anos tenha feito a metade do que a nossa gestão faz”, concluiu.

Justiça nega pedido de Nilda e MP e confirma SALATIEL candidato a prefeito de Parnamirim

A Juíza da 50a Zona Eleitoral, Ilná Rosado Motta, confirmou nesta quarta-feira (28) o registro da candidatura de Salatiel de Souza a Prefeitura de Parnamirim.
A opositora Nilda entrou com pedido de impugnação para retirar o adversário da disputa. O Ministério Público também questionou a elegibilidade. Mas com a decisão do STF que deu ao candidato o aval para a disputa, a magistrada confirmou que ele segue na disputa “para concorrer ao cargo de Prefeito, sob o número 22”.

A decisão deixa a oposição sem estratégia para enfrentar o principal nome da disputa. A candidata Nilda foge dos debates e não enfrenta Salatiel no confronto de ideias e propostas. Retirar o adversário da disputa foi o caminho escolhido por ela, através da ação de impugnação, que termina agora indeferida.

Na decisão, a juíza destaca que Supremo Tribunal Federal, órgão hierarquicamente superior, afastou a inelegibilidade, entendimento que somente pode ser revisado por instância hierarquicamente superior, ou, no caso do Supremo Tribunal Federal, pelos ministros que compõem a Corte Suprema.

Em conclusão, a decisão afirma que o impugnado cumpriu os requisitos legais para o registro, as condições de elegibilidade, não havendo incidência em causa de inelegibilidade na forma da Lei Complementar n.o 64/90, de modo que seu pedido de registro deve ser acolhido.

“Ante o exposto, JULGO IMPROCEDENTES as ações de impugnação de registro de candidatura apresentadas pelo Ministério Público Eleitoral e pela Coligação ‘Parnamirim nas Mãos do Povo” em desfavor do requerido Salatiel Maciel de Souza, e DEFIRO o pedido de registro de candidatura de SALATIEL MACIEL DE SOUZA, para concorrer ao cargo de Prefeito, sob o número 22, com a seguinte opção de nome: SALATIEL”.